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Jornal Folha Regional

“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região

A busca por trilhas, natureza e experiências autênticas levou o casal Rafa e Edu, criadores do canal “Mochila em Movimento”, a viver dias marcantes no Lago de Furnas, passando por Capitólio e, principalmente, por São José da Barra. Durante a viagem, eles registraram cachoeiras, gastronomia, cultura local e paisagens da região do Mar de Minas, produzindo conteúdos para as redes sociais e mostrando ao público um lado“fora do óbvio” dos municípios.

Os dois já conheciam Minas Gerais e carregavam uma forte ligação afetiva com o estado, mas a região de Capitólio e São José da Barra ganhou um significado especial desde a primeira visita, feita em 2023, durante uma excursão ao Paraíso Perdido.

“Nós estamos sempre em busca de trilhas e contato com a natureza. Inclusive, foi daí que surgiu a ideia de criar um canal no YouTube para mostrar trilhas, paisagens e regiões ricas em cultura, incentivando mais pessoas a conhecerem esses lugares também. Conhecemos Capitólio em 2023 em uma excursão de trilha para o Paraíso Perdido e, desde então, não víamos a hora de retornar para explorar mais da região”, contaram.

Apaixonados pelo interior mineiro, Rafa e Edu destacam que Minas sempre proporciona experiências acolhedoras e memoráveis.

“As pessoas são extremamente acolhedoras, a comida sempre incrível e a natureza impecável. Eu, Rafaela, tenho família em Conceição da Aparecida, então cresci passando férias por lá e tenho muitas memórias afetivas do interior mineiro. Além disso, já virou tradição passarmos as festas juninas em Extrema”, disseram.

Durante a estadia, o casal visitou diversos atrativos naturais da região, entre eles a Cachoeira da Capivara, o Paraíso Perdido, a Cachoeira do Cateto (conhecida pelos moradores como Cachoeira do Vô) e a Cachoeira de Furnas, que acabou se tornando o ponto mais marcante da viagem.

“Conhecemos a Cachoeira da Capivara e ficamos encantados com tanta beleza e preservação. O Paraíso Perdido não podia ficar de fora, porque foi justamente o lugar que nos fez retornar à região. Também conhecemos a Cachoeira do Cateto, apresentada pela nossa anfitriã da Pousada Serra da Capela, e foi uma surpresa linda, um lugar muito preservado pelos moradores. Mas a Cachoeira de Furnas foi a nossa favorita. Quando vimos o Poço Dourado, ficamos literalmente de boca aberta. Foi a cachoeira mais linda que já vimos na vida”, relataram.

Mais do que as paisagens, o que realmente marcou a experiência dos viajantes foi a sensação de acolhimento encontrada em São José da Barra. Segundo eles, a cidade oferece uma combinação rara entre tranquilidade, hospitalidade e simplicidade.

“São José da Barra é um lugar rico. Rico em natureza esplêndida, rico em tranquilidade, rico em pessoas acolhedoras e rico em gastronomia caseira feita por pessoas que amam viver aquilo. O que mais nos surpreendeu foi justamente a hospitalidade das pessoas. Em todos os lugares fomos recebidos com muita simpatia, atenção e carinho, de uma forma muito genuína. Além disso, a sensação de segurança e tranquilidade marcou muito a nossa experiência”, afirmaram.

O casal também destacou o carinho recebido durante toda a viagem e comparou o acolhimento mineiro com a rotina acelerada vivida em São Paulo.

“Lembro das tantas pessoas incríveis que cruzaram o nosso caminho em tão poucos dias de viagem. Desde os funcionários do mercadinho do bairro até a querida e animada Sol, do Paraíso Perdido, ou a Ana, da Pousada Serra da Capela, que nos recebeu com tanto carinho. Nós, que somos de São Paulo, estamos acostumados a passar despercebidos no meio da correria, e Minas sempre nos ensina o contrário: olhar para o outro, conversar, acolher e fazer cada encontro ter significado”, disseram.

A experiência na Pousada Serra da Capela também foi lembrada como um dos pontos altos da viagem.

“A experiência na Pousada Serra da Capela foi, sem dúvidas, a melhor hospitalidade que já tivemos, e olha que viajamos bastante. Desde o primeiro momento, sentimos um cuidado enorme em cada detalhe da casa, tudo muito acolhedor e feito com carinho. Além disso, recebemos muita atenção e ótimas dicas sobre a região, o que fez toda a diferença na viagem”, relataram.

Além das cachoeiras, outros locais visitados também chamaram a atenção do casal, como a Praia Ponta da Serra, a cafeteria Da Roça, Uai e a Feira do Produtor Rural.

“Não sabíamos que pudesse existir praia em Minas e ficamos surpresos com a tranquilidade da Praia Ponta da Serra. Já a cafeteria Da Roça, Uai, transmite completamente a essência do interior mineiro. Não é à toa que fomos lá três vezes durante a viagem. E a Feira do Produtor Rural foi uma das melhores surpresas, porque valorizamos muito alimentos produzidos localmente e feitos pelas próprias pessoas da região. É aquele tipo de experiência que conecta a gente de verdade com a cultura local”, contaram.

O casal também destacou a receptividade e a experiência vivida no Meliponário e Apiário Pé da Serra.

“Conhecemos a Alessandra na Feira do Produtor Rural e ficamos surpresos com a quantidade de produtos feitos por ela à base de mel, e já dava para perceber o carinho e a dedicação. Ela nos convidou para conhecer o apiário e nós já reservamos um horário na mesma hora. Fomos recebidos com muita atenção e aprendemos diversas curiosidades e informações sobre abelhas que desconhecíamos. Recomendamos muito reservar um tempinho da viagem para viver essa experiência! Além de ser um passeio super rico em informações, foi de uma hospitalidade maravilhosa. E ainda tem a lojinha com produtos artesanais produzidos por eles, desde cachaças e doces até cosméticos à base de mel”, relataram.

Para Rafa e Edu, produzir conteúdos sobre destinos como São José da Barra e Capitólio também é uma forma de fortalecer o turismo regional e valorizar os pequenos empreendedores locais.

“Muitas vezes, são justamente esses vídeos que despertam a vontade de conhecer lugares que talvez não estivessem no roteiro das pessoas. Além de incentivar o turismo, esse tipo de conteúdo também valoriza pequenos produtores, pousadas, restaurantes e comércios locais, movimentando a economia da região”, afirmaram.

Ao final da viagem, o casal diz ter voltado para casa levando muito mais do que belas imagens.

“Depois dessa experiência, levamos de Minas Gerais muito mais do que fotos bonitas e paisagens incríveis. Levamos a lembrança do acolhimento, das conversas sinceras, dos sabores inesquecíveis e da sensação de paz que encontramos por lá. Minas tem um jeito único de fazer a gente desacelerar e enxergar valor nas coisas simples”, concluíram.

Clique aqui para acessar o canal no YouTube e o perfil do TikTok.

Alerta: menino de 12 anos morre após ‘desafio do apagão’ no TikTok

Alerta: menino de 12 anos morre após ‘desafio do apagão’ no TikTok – Foto: arquivo familiar

Um menino de 12 anos morreu após participar do “desafio do apagão”, popularizado no TikTok. A prática consiste em se sufocar intencionalmente para sentir euforia ou desmaiar, o que pode levar a lesões graves ou até à morte. O caso aconteceu em Castleford, na Inglaterra, na última sexta-feira (27).

A informação foi divulgada por familiares, em uma campanha no site GoFundMe — para arrecadação de fundos para as despesas do funeral e de apoio psicológico.

A polícia de West Yorkshire informou, em comunicado ao jornal local Yorkshire Live, que foi acionada às 18h06 para atender um chamado de emergência envolvendo uma criança em risco. Os agentes encontraram o menino desacordado e o levaram ao hospital, onde a morte acabou confirmada. O legista da cidade está investigando as circunstâncias exatas do ocorrido, que, segundo as autoridades, não está sendo tratado como suspeito.

Na descrição da campanha — iniciada por Agnieska Czerniejewska logo após o incidente —, a vítima, identificada apenas como Sebastian, é descrita como um menino sorridente, gentil, cheio de alegria, sonhos e com um talento incrível. “Sebastian perdeu a vida por causa de um desafio on-line. Ele teve pais amorosos que fizeram tudo o que podiam para lhe proporcionar uma infância segura e feliz. Eles teriam lhe dados as estrelas. O que aconteceu é uma tragédia indescritível”, disse.

A publicação também fez um apelo para que outros pais fiquem atentos ao que os filhos acessam na internet. “Pergunte o que eles assistem, com quem conversam, o que os inspira. Esteja presente. O mundo on-line poder ser tão perigoso quanto o mundo real — às vezes, até mais”, escreveu.

Até o momento, o site já registrou 375 doações, arrecadando mais de 7.344 euros (cerca de R$ 47,2 mil). 

Vítimas

O caso do garoto não é isolado. Em 2022, o jornal britânico The Independent reportou que, pelo menos, 20 mortes em 18 meses estavam associadas ao “desafio do apagão”, sendo 15 delas de crianças com 12 anos ou menos.

Neste ano, os pais de quatro adolescentes britânicos — Isaac Kenevan, de 13 anos, Archie Battersbee, 12, Julian Sewweney, 14 e Maia Walsh, de 13 — entraram com uma ação judicial contra o TikTok nos Estados Unidos, responsabilizando a plataforma pelas mortes dos filhos, todas ligada ao mesmo desafio. 

Segundo o processo, o algoritmo da rede social teria “direcionado propositalmente conteúdo perigoso a essas crianças para aumentar seu tempo de uso e gerar receita”. O caso foi levado ao Centro de Advocacia para Vítimas de Mídias Sociais, que representa as famílias. 

Em resposta, o TikTok declarou que bloqueia buscar por vídeos e hashtags relacionadas ao “desafio do apagão” desde 2020. A plataforma afirmou ainda que suas diretrizes proíbem desafios perigosos, sendo removidos com rapidez, além de redirecionar para a página informações de segurança, os usuários que tentarem acessá-los. 

‘Fumar cotonete’: entenda os riscos da nova moda entre crianças e adolescentes nas redes sociais

Uma nova moda entre as crianças e adolescentes nas redes sociais está preocupando pais e acendendo o alerta em médicos e especialistas. Em vídeos curtos, eles fumam cotonetes. Isso mesmo, queimam o algodão, o plástico e aspiram a fumaça tóxica que surge da junção dos dois. Na prática, o item tem o propósito de remover cera dos ouvidos, limpeza mais externa das orelhas e aplicações específicas, como, mais recentemente, exames de Covid-19.

Especialistas em saúde são enfáticos ao dizer que isso ão pode ser feito e repetido de forma alguma, visto que pode desencadear doenças graves respiratórias como bronquite, asma, ou formais mais graves como a bissinose, doença ocupacional de trabalhadores da indústria do algodão.

Quando submetidas à queima, as hastes plásticas e o algodão geram substâncias tóxicas em forma de fumaça. De modo geral, inalar qualquer tipo de fumaça resultante de queima de algum material tem riscos potenciais. Mas o plástico e o algodão causam problemas bem específicos.

A bissinose é gerada a partir da inalação forçada do linho, cânhamo e o algodão. A doença estreita as vias respiratórias e leva a uma respiração ruidosa (com chiado) e sensação de pressão no tórax, e consequentemente, com o tempo reduz a função do pulmão até o órgão parar de funcionar.

O algodão queimado ainda pode causar broncoespasmos, ou seja, o inchaço e fechamento das vias respiratórias que impedem o ar de circular dentro do sistema respiratório. A pessoa pode ter falta de ar, tosse, e, em casos mais graves, uma parada cardiorrespiratória. Além disso, pode também desenvolver doenças respiratórias crônicas e risco de internações.

Essas fibras presentes no algodão não se desfazem e nem são expelidas tão rapidamente.

Com o plástico não é muito diferente. Quando submetido à combustão, ele libera vários tipos de substâncias que, se inaladas, podem causar sufocamento e gerar crises de alergias e asma. A exposição prolongada pode causar a formação de câncer, doenças cardíacas, além de irritar olhos, garganta e provocar náuseas e dor de cabeça.

Prevenção e tratamento

Especialistas afirmam que a primeira atitude que deve ser feita é parar imediatamente com essa prática e não a repetir em casa, entretanto, se já foi feito e ainda continua por um tempo, devem procurar um especialista, como um pneumologista, principalmente se já apresentarem sintomas persistentes, como: tosse, chiado, falta de ar e dor no peito.

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