Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

Trabalhadora morre após cachecol ficar preso em máquina de lavar café no Sul de Minas

Trabalhadora morre após cachecol ficar preso em máquina de lavar café no Sul de Minas – Foto: redes sociais

Uma trabalhadora rural de 45 anos morreu na manhã de sábado (11) após um acidente de trabalho registrado em uma fazenda na zona rural de Elói Mendes, no Sul de Minas. A ocorrência aconteceu por volta das 8h, na Fazenda Bela Vista, localizada no bairro rural Cobertores. A Polícia Civil instaurou investigação para esclarecer as circunstâncias da morte.

Segundo informações da Polícia Militar, a vítima foi identificada como Rosalina Paulino Gonçalves. Ela operava uma máquina de lavar café quando ocorreu o acidente. Um funcionário da propriedade a encontrou caída sob o equipamento e comunicou imediatamente o proprietário da fazenda, que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Antes da chegada da equipe de resgate, Rosalina foi retirada da máquina por pessoas que estavam no local. No entanto, os socorristas apenas puderam confirmar o óbito.

A principal hipótese levantada pela Polícia Militar é que o cachecol utilizado pela trabalhadora tenha sido puxado pela correia da máquina, provocando asfixia. Além disso, ela apresentava lesões na região do rosto e do pescoço.

Após o acionamento, a perícia da Polícia Civil compareceu à fazenda para realizar os levantamentos técnicos. Em seguida, o corpo foi encaminhado ao Posto Médico-Legal de Varginha, onde passou por exames, sendo posteriormente liberado aos familiares. O sepultamento ocorreu no domingo (12), no Cemitério Municipal de Elói Mendes.

Em nota, a Polícia Civil informou que solicitou a realização da perícia oficial para identificar e coletar vestígios que possam contribuir com a investigação. A corporação destacou que o caso segue em apuração e que aguarda a conclusão do laudo pericial para esclarecer as circunstâncias do acidente.

Trabalhadora da limpeza relata agressão em residência após pedir água em Capitólio

Trabalhadora da limpeza relata agressão em residência após pedir água em Capitólio – Foto: redes sociais

Uma trabalhadora da limpeza urbana, de 50 anos, relatou ter sido vítima de agressão na última quinta-feira (9), em Capitólio. O caso teria ocorrido nas proximidades da Santa Casa do município e está sendo apurado pelas autoridades.

De acordo com informações atribuídas à Polícia Militar, a mulher realizava seu trabalho quando pediu água em uma residência da região. O morador teria permitido sua entrada, mas, já no interior do imóvel, teria trancado a porta e tentado abordá-la à força.

Ainda segundo o relato, a trabalhadora reagiu à investida e acabou sendo agredida fisicamente. O episódio teria acontecido por volta do horário de almoço.

A situação chamou a atenção de colegas de trabalho após a ausência da funcionária no período da tarde. Preocupados, eles iniciaram buscas e conseguiram localizá-la ferida. Inicialmente, ela recebeu atendimento em Capitólio e, posteriormente, foi encaminhada para a Santa Casa de Piumhi, onde passou por avaliação médica mais detalhada.

Abalada, a vítima não conseguiu informar com precisão o endereço onde o caso teria ocorrido. No entanto, ela descreveu o suspeito como um homem que usava calça jeans e camisa preta.

As forças de segurança seguem em diligências para esclarecer os fatos e identificar o possível autor. O caso também está sendo acompanhado por órgãos de assistência social do município, que informaram prestar apoio à trabalhadora. A empresa responsável pelo serviço de limpeza urbana declarou que oferece suporte à funcionária desde que tomou conhecimento da situação.

Trabalhadora doméstica é resgatada após 30 anos sem salário em MG

Trabalhadora doméstica é resgatada após 30 anos sem salário em MG - Foto: reprodução
Trabalhadora doméstica é resgatada após 30 anos sem salário em MG – Foto: reprodução

Uma operação resgatou uma idosa de 63 anos que residia e trabalhava como empregada doméstica, sem receber qualquer salário, há mais de 30 anos para uma família de Belo Horizonte. A ação das Auditoras-Fiscais do Trabalho (AFT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), contou com o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Militar (PM).

A fiscalização do caso teve início em fevereiro deste ano e chegou ao fim com o resgate da vítima em abril, mês do Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica, celebrado no último domingo (27 de abril). Ao longo dos levantamentos, foi constatado o caso da empregada que, apesar das condições precárias de saúde, seria forçada a prestar serviços domésticos para a família. 

Durante as mais de três décadas, a vítima cozinhava, arrumava casa, lavava e passava roupas, além de ser responsável por cuidar de crianças, animais e, até mesmo, dos empregadores, também idosos. De acordo com o MTE, a funcionária nunca foi registrada, não tinha recolhimentos de FGTS e sequer recebia salários pelos serviços prestados, trabalhando em troca de moradia e alimentação.

“Esse caso chamou muita atenção porque a família empregadora era chefiada por um advogado, e ele nada fez ao longo desses mais de 30 anos para resguardar os direitos trabalhistas dessa empregada doméstica. Isso indignou ainda mais a equipe de fiscalização”, detalhou Cynthia Saldanha, auditora-fiscal do trabalho e coordenadora do Projeto de Fiscalização do Trabalho Doméstico. 

As condições caracterizaram a situação da mulher como trabalho análogo à escravidão, “por estar submetida à jornada exaustiva, condição degradante de trabalho e trabalho forçado”. Além disso, a idosa trabalhava ininterruptamente, sem ter sua jornada de trabalho estabelecida e sem direito a descanso em finais de semana, feriados e férias. 

Violência psicológica e assédio moral

Ainda segundo o MTE, a fiscalização constatou que a idosa era submetida a violência psicológica e assédio moral, além de dormir em um quarto aos fundos do imóvel “com dimensões extremamente pequenas e sem ventilação”. 

“A família empregadora tentou justificar sua conduta alegando que a trabalhadora era tratada como se fosse uma pessoa da família. No entanto, nem a própria vítima se reconhecia como pertencente à família. Na realidade, o que motivou a exploração do trabalho sem garantia de direitos foi a extrema vulnerabilidade da trabalhadora que, dada sua história de vida pregressa, foi forçada a oferecer sua força de trabalho em troca de moradia e alimentação”, concluiu o órgão.

A idosa não tinha nenhum familiar ou pessoa que pudesse recorrer, além de ter passado por maus tratos e privações severas desde a infância, tendo baixa escolaridade e pouco acesso à assistência básica à saúde. Após o resgate, a idosa foi retirada da casa e encaminhada a uma instituição de acolhimento de longa permanência, onde será acompanhada por uma equipe multidisciplinar, recebendo assistência médica, odontológica e psicológica. 

Como denunciar? 

A auditora-fiscal do trabalho Cynthia Saldanha destaca que os casos de trabalho análogo à escravidão no âmbito doméstico têm ganhado visibilidade nos últimos anos, mas que ainda é essencial que a população denuncie. 

“É muito importante que qualquer cidadão que tenha conhecimento de uma trabalhadora doméstica que está laborando em condições análogas à escravidão, denuncie para a inspeção de trabalho essa situação”, pede. 

As denúncias de trabalho análogo ao de escravo podem ser feitas pelo  Sistema Ipê, ou pelo Disque 100.

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.