AXIA Energia inicia obras de sistema de tratamento de esgoto de R$ 54 milhões no Sul de Minas – Foto: Divulgação / Axia Energia
A cidade de Três Pontas, no Sul de Minas Gerais, começou a receber as obras de implantação de um novo Sistema de Tratamento de Esgoto. O projeto é executado pela AXIA Energia e conta com investimento de R$ 54 milhões.
Entre as intervenções previstas está a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), além da ampliação da rede de interceptores responsável pela coleta e direcionamento dos resíduos. O plano também contempla melhorias no Interceptor Araras e a implantação de cerca de cinco quilômetros de novos interceptores nos córregos Araras e Candongas.
Além das obras estruturais, a empresa informou que promoverá o treinamento dos profissionais do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Três Pontas, autarquia que ficará encarregada da operação da unidade após a entrega do sistema.
Atualmente, segundo a AXIA Energia, o município já realiza a coleta de todo o esgoto da área urbana. No entanto, o material ainda é despejado sem tratamento em cursos d’água que seguem até o lago da usina de Furnas, administrada pela empresa. Com a conclusão do projeto, a expectativa é que 100% desse volume passe a receber tratamento adequado antes do descarte.
A implantação do sistema deve gerar impactos ambientais diretos na região, especialmente na recuperação e preservação das bacias hidrográficas locais. A redução do lançamento de efluentes sem tratamento contribui para melhorar a qualidade da água utilizada em diferentes atividades, como abastecimento público, irrigação, geração de energia e produção econômica.
O diretor de Engenharia e Implantação de Fundos Regionais da AXIA Energia, Domingos Andreatta, afirmou que a iniciativa representa um avanço importante para a preservação dos recursos hídricos da região e para a manutenção dos diversos usos da água.
Segundo a empresa, os investimentos fazem parte dos compromissos assumidos após o processo de capitalização da AXIA Energia, que prevê repasses anuais destinados a programas de desenvolvimento regional e revitalização hidroambiental. As ações são definidas pelo Governo Federal, sob coordenação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
O projeto integra o eixo Água Para Todos, do Novo PAC, e busca unir desenvolvimento regional, melhoria ambiental e sustentabilidade por meio da ampliação do saneamento básico no município.
Ministério da Saúde aprova e SUS passará a oferecer tratamento contra o câncer que não cai cabelo – Foto: reprodução
O tratamento contra o câncer no Brasil sofreu uma mudança significativa em 2026. O pembrolizumabe, uma forma de imunoterapia, agora está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo novas opções para diversas neoplasias.
Esse avanço surgiu de um acordo entre o Ministério da Saúde, o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD para a fabricação nacional desse medicamento. Antes, ele só era amplamente acessível na rede privada, devido aos custos elevados. Alternativa de tratamento é conhecida por não causar queda de cabelo como efeito colateral.
Este acordo, firmado em março de 2026, marca uma nova era para pacientes com câncer, que agora têm acesso a tratamentos imunológicos mais avançados.
Efeitos do pembrolizumabe no tratamento do câncer
O pembrolizumabe estimula o sistema imunológico a atacar células cancerígenas, bloqueando os mecanismos que as células tumorais usam para evitar a resposta imunológica.
Diferente da quimioterapia, que destrói as células, este método reforça o sistema de defesa do corpo. Para cânceres como o melanoma, os resultados são particularmente promissores, mas podem variar em outros casos.
Mesmo com avanços, o impacto do pembrolizumabe difere entre os tipos de câncer. Estudos mostram que a terapia pode ampliar a sobrevida dos pacientes, especialmente em melanoma, mas o efeito pode ser mais moderado para outros tipos de tumores.
Produção nacional
A nacionalização da fabricação do pembrolizumabe representa um avanço significativo. A produção interna deve reduzir custos, embora a terapia ainda seja cara em redes privadas, com valores em torno de R$ 27 mil por sessão.
Isso permitirá ao SUS uma maior oferta de tratamentos, visando ampliar o acesso aos pacientes.
Homem rifa bezerro e doa valor como agradecimento para hospital que o tratou em Pouso Alegre – Foto: Hospital Samuel Libânio/Divulgação
Um gesto carregado de significado chamou a atenção no Hospital das Clínicas Samuel Libânio, em Pouso Alegre (MG). Como forma de agradecimento pelo atendimento recebido anos atrás, um produtor rural decidiu transformar solidariedade em ajuda concreta para a instituição.
Morador de Congonhal, Júlio Roberval de Souza promoveu uma rifa inusitada: colocou um bezerro como prêmio e conseguiu arrecadar R$ 5 mil. Todo o valor foi destinado ao hospital, reforçando uma corrente de generosidade que ele mantém desde 2015, quando precisou de cuidados médicos após sofrer uma lesão no ombro.
O gesto rendeu reconhecimento. Em homenagem à sua iniciativa, Souza recebeu o troféu Samuel Libânio, concedido a pessoas que contribuem com a instituição.
Doações fazem diferença no dia a dia
A contribuição de pacientes e da comunidade tem papel importante na manutenção dos serviços hospitalares. Somente em janeiro, a unidade realizou mais de 115.563 atendimentos, incluindo cirurgias, partos, internações e procedimentos ambulatoriais.
Segundo a administração, cerca de 87% dos custos são financiados pelo Sistema Único de Saúde. O restante, equivalente a 13%, é garantido por convênios, atendimentos particulares e doações voluntárias.
De acordo com a superintendente de enfermagem, Viviane Silveira, é comum que pacientes retornem após a recuperação para contribuir. As doações vão desde valores em dinheiro até itens como eletrodomésticos, incluindo televisores.
Solidariedade que se multiplica
Além das iniciativas individuais, ações coletivas também fortalecem o apoio ao hospital. Neste ano, estudantes de 12 cursos universitários organizaram um trote solidário e arrecadaram quase 14 mil litros de leite e óleo, destinados a pacientes e suas famílias.
Em datas especiais, como Dia das Crianças e Páscoa, voluntários também realizam campanhas e atividades voltadas ao bem-estar dos atendidos.
Para a equipe, essas demonstrações de carinho têm um valor que vai além do material. “Quando alguém volta depois de um momento difícil para agradecer, isso representa o reconhecimento do cuidado recebido”, destacou Viviane.
Leqembi: Anvisa libera novo medicamento contra o Alzheimer – Foto: reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a utilização, no Brasil, de um novo medicamento voltado diretamente ao tratamento da doença de Alzheimer. Trata-se do Leqembi, terapia que atua na desaceleração do processo de degeneração cerebral provocado pela enfermidade e é considerada um avanço relevante no enfrentamento da doença.
O Alzheimer é a principal causa de demência neurodegenerativa no mundo. Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de um milhão de brasileiros vivem atualmente com o diagnóstico. Até então, os tratamentos disponíveis se limitavam a aliviar sintomas, sem interferir diretamente na progressão da doença. A liberação do novo medicamento ocorreu em 22 de dezembro de 2025.
Como funciona o Leqembi
O Leqembi é produzido a partir do anticorpo monoclonal lecanemabe e é indicado para pacientes que já apresentam demência leve associada ao Alzheimer, ou seja, nos estágios iniciais da doença.
Esse anticorpo foi desenvolvido para estimular o sistema imunológico a eliminar o acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro — uma substância pegajosa que forma placas e está diretamente relacionada ao desenvolvimento do Alzheimer. O depósito dessas placas é uma das principais marcas da doença.
O medicamento é administrado por infusão intravenosa, seguindo um protocolo contínuo de tratamento.
Evidências científicas
A eficácia do lecanemabe foi demonstrada em um estudo publicado em 2022 na revista científica New England Journal of Medicine. A pesquisa, considerada de grande porte, envolveu 1.795 voluntários diagnosticados com Alzheimer em fase inicial.
Durante o estudo, os participantes receberam infusões do medicamento a cada duas semanas. Após 18 meses de acompanhamento, foi observada uma redução no declínio cognitivo e funcional, indicando que a progressão da doença ocorreu de forma mais lenta nos pacientes tratados.
Desde 2023, o Leqembi já é aprovado e comercializado nos Estados Unidos, com autorização da Food and Drug Administration (FDA). Com a decisão da Anvisa, o medicamento passa agora a integrar as opções terapêuticas disponíveis também no Brasil.
Do tratamento de suporte às novas terapias
Historicamente, as opções para tratar o Alzheimer foram limitadas. Até a década de 1970, o conhecimento científico associava a doença principalmente ao envelhecimento, à atrofia cerebral e ao acúmulo de duas proteínas anormais: a tau, que se deposita dentro dos neurônios, e a beta-amiloide, que se acumula fora deles.
Naquele período, os tratamentos eram basicamente paliativos, envolvendo mudanças de hábitos, uso de vitaminas, vasodilatadores e estimulantes da memória, sem comprovação científica de eficácia.
Com o avanço das pesquisas, os cientistas passaram a compreender melhor a origem biológica da doença, abrindo caminho para terapias que tentam interferir diretamente em sua evolução. O Leqembi surge nesse contexto como uma das primeiras tentativas concretas de frear o avanço do Alzheimer.
Para o neurocirurgião Helder Picarelli, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o novo medicamento representa uma mudança importante no cenário da doença. “Isso representa uma nova linha de pesquisa e uma porta que se abre de oportunidade para intervir na evolução da doença”, afirma.
Apesar do otimismo, o especialista ressalta que ainda é cedo para conclusões definitivas. Segundo ele, o tratamento é inovador, mas ainda recente, e será necessário mais tempo para avaliar plenamente seus impactos.
“Esse tipo de terapia utiliza um anticorpo específico e tem modificado o tratamento, mas ainda é novo. Precisamos aguardar um pouco mais para ter uma conclusão definitiva. Não sei se o custo, que é elevado, e os riscos envolvidos compensam o benefício obtido com esse tipo de medicação”, pondera.
‘Nunca soltamos a mão uma da outra’: gêmeas descobrem câncer quase ao mesmo tempo e vencem tratamento juntas, em Varginha – Foto: reprodução
Cristina Aparecida de Souza Setério Olímpio e Cristiane Aparecida de Souza Setério Silva sempre dividiram a vida. Desde crianças, vestiam roupas iguais, cresceram juntas e, já adultas, se casaram com apenas um ano de diferença. No ano passado, as irmãs gêmeas de Varginha (MG) tiveram mais uma coincidência marcante: descobriram, quase ao mesmo tempo, que estavam com câncer de mama.
A assistente administrativo Cristiane foi a primeira a perceber algo diferente.
“Eu descobri quando vi uma moça sem cabelo no meu trabalho. Ela estava em tratamento oncológico. Naquela mesma noite, durante o banho, fiz o autoexame e senti o nódulo no meu seio esquerdo. Procurei um ginecologista, que me encaminhou ao mastologista, e lá foi detectado o câncer”, contou.
Logo depois, a irmã Cristina, operadora de caixa, também resolveu se examinar.
“Pelo diagnóstico da Cristiane, eu também fiz o autoexame e descobri um nódulo no mesmo lado que o dela. Procurei o mastologista e no mesmo dia já fiz a biópsia e os exames. Foi o início de tudo”, relembra.
Importância do diagnóstico precoce
‘Nunca soltamos a mão uma da outra’: gêmeas descobrem câncer quase ao mesmo tempo e vencem tratamento juntas, em Varginha – Foto: reprodução
O autoexame foi decisivo para as irmãs, já que até pouco tempo a mamografia pelo SUS era oferecida apenas a partir dos 50 anos. Com a ampliação, mulheres a partir de 40 anos podem fazer o exame, o que deve facilitar a detecção precoce. Hoje, segundo o Ministério da Saúde, 37% dos casos ainda são diagnosticados em estágio avançado.
“Diagnosticar o tumor em estágio mais precoce favorece a cura e permite tratamentos menos agressivos. Uma mulher com câncer de mama menor do que um centímetro, por exemplo, pode nem precisar de quimioterapia”, explicou Bruno Aquino, coordenador de oncologia do Hospital Bom Pastor, referência para mais de 50 municípios do Sul de Minas.
De acordo com dados da instituição, entre 2020 e 2024, a média anual de novos diagnósticos foi de 290 casos, com maior concentração de registros precoces em mulheres de 30 a 40 anos.
Segundo Aquino, fatores de estilo de vida influenciam cada vez mais nos diagnósticos.
“O câncer é multifatorial. Alimentação industrializada, consumo precoce de álcool e uso de hormônios contribuem para que a doença atinja mulheres mais jovens. De 5% a 10% dos casos são genéticos, mas a maioria está relacionada aos hábitos de vida”, explicou.
Fé, apoio e superação
Para Cristina e Cristiane, o apoio familiar e a fé foram determinantes para superar o momento difícil. As duas já concluíram o tratamento e seguem lado a lado, como sempre fizeram.
“Nós não soltamos a mão uma da outra em nenhum momento. Tudo tem um propósito. Deus permitiu para a gente acordar para muitas coisas da vida. Seguimos firmes, sempre uma apoiando a outra”, disse Cristiane.
“A gente vê o câncer como uma doença terminal, mas não é. Acreditamos que ia dar certo e já deu tudo certo”, completou Cristina.
Jovem de São José da Barra integra equipe que avança em tratamento capaz de devolver movimento a pacientes com lesão na medula – Foto: arquivo pessoal
A estudante Maria Eduarda Antunes Silva de Oliveira, de 21 anos, natural de São José da Barra (MG), é um dos talentos por trás de uma das pesquisas mais promissoras da neurociência brasileira. Aluna de Biofísica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde ingressou aos 17 anos, Maria Eduarda faz parte do grupo que, após mais de duas décadas de trabalho, apresentou nesta terça-feira (9) resultados que reacendem a esperança de pacientes com lesões medulares. Filha de Giseli Antunes Silva e sobrinha do vereador Tiaguinho do Bolão, ela integra a equipe que colaborou diretamente nos estudos conduzidos no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ.
Os cientistas revelaram que um tratamento experimental à base de polilaminina – uma proteína recriada em laboratório a partir de placentas humanas – conseguiu devolver movimentos a cães e a pessoas com lesões graves na medula espinhal. A descoberta começou em 1999, quando a pesquisadora Tatiana Sampaio, doutora e professora da UFRJ, percebeu que a laminina, proteína abundante na fase embrionária, poderia ser a chave para restabelecer a comunicação entre neurônios danificados.
Entre os relatos mais emocionantes está o de Bruno Drummond de Freitas, bancário que sofreu um acidente em 2018 e acordou tetraplégico após esmagamento de parte da medula cervical. Apenas duas semanas após receber a injeção experimental de polilaminina, Bruno moveu o dedão do pé – um gesto simples que simbolizou o primeiro sucesso prático da pesquisa. Hoje, ele anda com algumas limitações, mas conquistou independência e qualidade de vida.
O estudo, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), contou com a colaboração de neurocirurgiões, fisioterapeutas e estudantes como Maria Eduarda. Marco Aurélio de Lima, especialista com mais de 30 anos de experiência em cirurgias de coluna, participou do teste clínico com oito pacientes: seis apresentaram diferentes níveis de recuperação motora, incluindo casos surpreendentes como o de Nilma Palmeira de Melo, que voltou a ficar em pé contra todos os prognósticos.
Jovem de São José da Barra integra equipe que avança em tratamento capaz de devolver movimento a pacientes com lesão na medula – Foto: reprodução
Os avanços também foram testados em cães com lesões antigas: quatro de seis animais voltaram a se movimentar. O composto teve sua patente registrada após 18 anos de estudos e, em 2021, transformou-se em um medicamento apresentado agora por uma farmacêutica brasileira.
Para que o tratamento chegue aos hospitais, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda precisa autorizar novos testes clínicos. Segundo Claudiosvan Martins, coordenador de pesquisa clínica da agência, as análises complementares são fundamentais para garantir a segurança da próxima fase. Especialistas reforçam que, embora o resultado seja promissor, é preciso cautela até a conclusão das etapas regulatórias.
UEMG Passos disponibiliza tratamento gratuito com laser para dores nas costas – Foto: reprodução/EPYV
A Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), campus de Passos (MG), mantém um projeto de extensão que utiliza a tecnologia a laser no tratamento gratuito de dores nas costas.
A proposta combina ciência, inovação e atendimento à comunidade, oferecendo uma alternativa moderna e acessível para quem busca alívio e melhora na qualidade de vida.
O procedimento é realizado com equipamentos de última geração adquiridos com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
Terapia combinada
UEMG Passos disponibiliza tratamento gratuito com laser para dores nas costas – Foto: reprodução/EPYV
O laser é aplicado em associação a outras técnicas fisioterapêuticas, como roller, vacuoterapia e ultrassom. Essa combinação potencializa os efeitos analgésicos e anti-inflamatórios, reduz tensões musculares, estimula a microcirculação e acelera os processos de recuperação.
O tratamento pode ser indicado tanto para dores inespecíficas quanto para quadros pós-cirúrgicos. De acordo com a professora Fernanda Rossi Paulillo, docente de Biomecânica e Cinesiologia e coordenadora do projeto, a ação do laser vai além do alívio da dor.
“Nós temos o laser, que gera ação analgésica e anti-inflamatória, ao mesmo tempo que a gente tem o estímulo mecânico dessas terapias combinadas, propiciando o relaxamento muscular. Essas técnicas melhoram a microcirculação,” explica.
Antes de iniciar as sessões, os pacientes passam por uma avaliação completa, que inclui análise postural, composição corporal, força muscular, nível de dor e até aspectos cognitivos e de memória; estes últimos associados a estudos sobre o envelhecimento.
O atendimento é conduzido por uma equipe multidisciplinar formada por fisioterapeutas, além de estudantes de medicina, biomedicina e educação física.
Além do tratamento para dores nas costas, o projeto já desenvolve pesquisas que relacionam saúde física e mental e, para os próximos anos, deve expandir o atendimento para condições como lipedema, sarcopenia e cicatrização de feridas, também utilizando a tecnologia a laser.
Como participar
Os interessados em participar devem entrar em contato pelo e-mail [email protected], onde recebem orientações sobre a triagem inicial.
Após essa etapa, o paciente é encaminhado para o tratamento, que é oferecido de forma totalmente gratuita no laboratório da UEMG de Passos.
UEMG Passos disponibiliza tratamento gratuito com laser para dores nas costas – Foto: reprodução/EPTV
Anvisa aprova primeira insulina semanal do mundo – Foto: reprodução
Pacientes que dependem de insulina, inclusive os que vivem com diabetes tipo 2, conhecem os impactos para a qualidade de vida do uso diário do medicamento, principalmente em relação à versão injetável: no mínimo, são 365 aplicações por ano, número que pode dobrar em alguns pacientes. Neste cenário, a insulina semanal tem despontado como uma opção para garantir o conforto sem impactar a eficácia do tratamento. Estudos apresentados durante a reunião anual da Associação Americana de Diabetes (ADA, na sigla em inglês), realizada neste mês em Chicago, reforçaram essa abordagem como segura e eficiente, além de uma frente adicional para o controle da doença que afeta 589 milhões de adultos no mundo.
Durante o evento, foram apresentados os ensaios de fase 3 com a insulina semanal em testes efsitora, desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly (a mesma do medicamento contra obesidade e diabetes Mounjaro), que demonstrou ter o mesmo perfil de segurança da versão diária e com capacidade de reduzir a hemoglobina glicada, índice de glicose dos últimos três meses que é uma das referências para diagnóstico da doença. Os achados foram publicados nos periódicos The New England Journal of Medicine e The Lancet.
A proposta dos trabalhos QWINT-1, QWINT-3 e QWINT-4, que avaliaram mais de 3 000 voluntários com diabetes tipo 2, era mostrar que o tratamento experimental não é inferior às drogas diárias atuais mesmo com o uso semanal. Os ensaios clínicos demonstraram equivalência entre elas no que diz respeito à redução do açúcar no sangue e com segurança para os pacientes.
Nos testes que duraram um ano (52 semanas), a efsitora reduziu a hemoglobina glicada em 1,31% contra 1,27% da insulina glargina. Nos ensaios de 26 semanas, a diminuição foi de 0,86% com efsitora e de 0,75% com insulina degludeca e ficou em 1,07% tanto com a efsitora quando com a insulina glargina.
“Um regime semanal mais simples pode ajudar essas pessoas a iniciar e manter o tratamento, com o objetivo de melhorar os níveis de glicose no sangue. Em todos os estudos QWINT, a efsitora demonstrou controlar a glicemia com a mesma eficácia que as insulinas basais diárias mais utilizadas”, afirmou um dos autores do estudo, Julio Rosenstock, professor clínico de medicina no University of Texas Southwestern Medical Center.
Com esses resultados, a Lilly planeja submeter a efsitora às agências reguladoras globais para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 ainda neste ano.
Benefícios da insulina semanal
O endocrinologista Luís Henrique Canani, professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tem acompanhado as pesquisas com insulina semanal e afirma que os achados são essenciais para o bem-estar das pessoas que vivem com diabetes.
De forma simplificada, ele explica que o ser humano produz dois tipos de insulina: a basal, que tem produção contínua, e outra de ação rápida desencadeada quando nos alimentamos. O paciente com diabetes apresenta falhas na produção de insulina, hormônio que regula os níveis de açúcar no sangue, o que faz com que o tratamento seja necessário.
O problema é que a aplicação pode ser necessária até duas vezes por dia, dependendo do caso. “Estamos falando de sair de 730 aplicações para 52 em um ano em pessoas que já precisam medir a glicemia com picadas na ponta do dedo. Isso muda a vida delas por reduzir o peso emocional e físico do tratamento.”
Canani coordenou um dos grupos que avaliou voluntários brasileiros em testes com a primeira insulina de uso semanal, a icodeca (Awiqli, da Novo Nordisk) — aprovada no Brasil em março deste ano pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas sem data prevista para chegada ao país — em comparação à dose diária de insulina degludeca.
Os resultados do ensaio ONWARDS 3 foram animadores: após 26 semanas, a insulina semanal levou a uma redução superior da hemoglobina glicada com menos eventos adversos, entre eles, a hipoglicemia (queda de açúcar no sangue).
SUS passa a oferecer tratamento integral para dermatite atópica – Foto: reprodução
A dermatite atópica – condição que acomete principalmente as crianças – poderá ser tratada de forma integral no Sistema Único de Saúde (SUS). Isso porque as pessoas que lidam com essa doença crônica – que causa inflamação na pele, ocasionando lesões e coceiras intensas, dependendo da gravidade – passam a contar com três novos medicamentos, possibilitando o cuidado desde as fases iniciais até quadros mais graves da doença.
A novidade foi anunciada pelo Ministério da Saúde, com a publicação de três portarias, nesta terça-feira (26). Ela amplia as opções de tratamento com ganhos importantes para quem convive com a dermatite atópica em vista da incorporação, na rede pública de saúde, de duas pomadas para a pele – o tacrolimo e o furoato de mometasona – e um medicamento oral – o metotrexato.
Com recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), o tacrolimo tópico e o furoato de mometasona poderão tratar pessoas que não podem utilizar corticoides ou apresentam resistência aos tratamentos até então disponíveis. A ampliação de acesso ao tacrolimo tópico para os pacientes do SUS é um benefício relevante, já que, por ser um medicamento de alto custo, seu acesso era mais restrito.
A outra novidade é o metotrexato utilizado no manejo da dermatite atópica grave, principalmente para pacientes que não podem utilizar a ciclosporina, medicamento já disponibilizado na rede pública.
Tratamento adequado e enfrentamento ao preconceito
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (SECTICS), Fernanda De Negri, explica que os novos medicamentos possibilitarão tratamentos mais personalizados e com menos efeitos colaterais, dependendo da gravidade da condição. “Outro fator importante do tratamento é o enfrentamento a estigmas sociais impostos às pessoas que vivem com a condição, que, muitas vezes, convivem com preconceitos em vista das lesões visíveis na pele. Estamos falando de uma doença que acomete, muitas vezes, crianças em idade escolar, que podem deixar de ir às aulas por isso”, afirmou.
Fernanda De Negri se refere aos impactos psicossociais que atingem não apenas as crianças, mas também os adultos que também podem ser acometidos pela doença. Muitas pessoas sofrem com feridas visíveis que podem impor limitações em suas atividades diárias e, portanto, da qualidade de vida, dependendo de sua condição clínica.
Dermatite atópica, uma condição genética e crônica
Doença não contagiosa, a dermatite atópica é uma condição genética e crônica, caracterizada principalmente por coceira intensa e pele ressecada. Ela afeta especialmente as áreas de dobras do corpo, como a parte frontal dos cotovelos, atrás dos joelhos e o pescoço. É uma das formas mais comuns de eczema, prevalente na infância, embora também possa surgir na adolescência ou na fase adulta.
Em crianças pequenas, a face é frequentemente uma área afetada. A doença pode variar muito de paciente para paciente, com diferentes intensidades e respostas aos tratamentos.
Conheça detalhes dos novos medicamentos
Incorporados ao SUS para tratar casos leves, moderados e graves, o tacrolimo tópico, furoato de mometasona e o metotrexato serão ofertados na rede pública de saúde conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Dermatite Atópica. Esse documento está sendo atualizado para incluir as orientações de uso dos novos medicamentos. Conheça mais sobre eles:
O tacrolimo tópico será oferecido nas concentrações de 0,03% e 0,1%. Trata-se de uma pomada que garante tratamento de lesões em áreas sensíveis, como o rosto, pois reduz a permeabilidade da pele e melhora a barreira cutânea. Ele funciona diferentemente dos corticoides que podem causar efeitos adversos significativos com o uso prolongado. SECTICS/MS, nº 18, de 12 de maio de 2025.
Já o furoato de mometasona 0,1%, em forma de pomada, promove alta adesão ao tratamento por sua eficácia na regeneração da pele sensível, auxiliando na cicatrização e proporcionando alívio rápido. A incorporação desse medicamento fortalece a linha de tratamento oferecida pelo SUS, que passa a atender diferentes idades e fases da doença e pacientes com restrições ao uso de outras substâncias. Confira portaria SECTICS/MS, nº 18, de 12 de maio de 2025.
Já o metotrexato, medicamento oral, é um imunossupressor e atua na modulação da resposta inflamatória. Ele ajuda a controlar as crises da doença e ainda reduz a necessidade do uso contínuo de corticosteroides sistêmicos, que apresentam efeitos colaterais com o uso prolongado.
Tratamento da doença no SUS
Atualmente, a rede pública de saúde já oferece outras três opções de cuidado: duas pomadas para aplicação direta na pele, a dexametasona creme (1 mg/g) e acetato de hidrocortisona creme (10 mg/g – 1%). Ambas são classificadas como de potência leve. Para casos mais graves, está disponível a ciclosporina, opção oral.
Entre 2024 e 2025, mais de 1 mil atendimentos hospitalares e mais de 500 mil ambulatoriais relacionados à dermatite atópica foram prestados na rede pública de saúde em todo o Brasil. O cuidado pode envolver consultas especializadas, exames e prescrição de medicamentos, de acordo com o quadro clínico apresentado.
O tratamento objetiva reduzir sintomas, prevenir exacerbações, tratar infecções quando presentes, minimizar os riscos de tratamento e restaurar a integridade da pele. Na maioria dos pacientes com a forma leve da doença, os resultados positivos são alcançados apenas com o uso de terapias tópicas, que inclui hidratantes e emolientes, adaptações nos banhos, fototerapia, curativos/bandagens e uma terapia com o foco na reversão de hábitos. Já para casos moderados ou graves, o tratamento envolve também medicamentos como corticoides, comprimidos e soluções orais.
Como acessar o tratamento na rede pública
Para ter acesso à assistência pública, basta procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência do paciente; a partir da avaliação clínica e se houver necessidade, ocorrerá o encaminhamento para consulta com especialista para diagnóstico preciso e definição da conduta terapêutica.
Santa Casa de Passos celebra três anos de agilidade no diagnóstico e tratamento – Foto: divulgação
Na última sexta-feira (2), a Policlínica 2 da Santa Casa de Misericórdia de Passos (MG) celebra três anos de atuação, consolidando-se como uma importante estratégia para aumentar a resolutividade dos problemas de saúde da população. Localizada na Avenida Dr. Breno Soares Maia, 519, no bairro Belo Horizonte, a unidade foi criada para ampliar o acesso a consultas especializadas e agilizar encaminhamentos para cirurgias.
Desde sua inauguração, em maio de 2022, a Policlínica 2 já realizou 61.691 consultas e 6.732 cirurgias, contribuindo de forma decisiva para que os pacientes recebam diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e orientações terapêuticas especializadas. O fluxo estruturado de atendimento, que vai da consulta inicial ao encaminhamento para cirurgias eletivas quando necessário, tem sido essencial para facilitar a resolução dos casos de saúde da população de Passos e região.
Segundo a coordenação da Policlínica, o modelo de atuação integrado e multiprofissional é um dos grandes diferenciais da unidade. “A Policlínica 2 foi pensada para ser um facilitador no cuidado com a saúde, oferecendo acolhimento, resolutividade e eficiência. Celebrar esses três anos é reconhecer o impacto direto que ela tem na vida dos pacientes e no fortalecimento da nossa rede de atendimento”, destaca Daniel Porto Soares, Superintendente Geral da Santa Casa.
Com foco no atendimento humanizado e na constante melhoria dos serviços, a unidade continua a se aprimorar para responder com agilidade e qualidade às demandas da comunidade.
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