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Jornal Folha Regional

Tremor de terra de magnitude 3,0 é registrado em São Sebastião do Paraíso

São Sebastião do Paraíso/MG – Foto: reprodução

Um tremor de terra de magnitude 3,0 foi registrado na tarde da última quinta-feira (19) em São Sebastião do Paraíso (MG). O abalo ocorreu às 15h36 (horário local) e foi confirmado pela Rede Sismográfica Brasileira, pelo Centro de Sismologia da USP e pelo Observatório Sismológico da UnB.

De acordo com os dados do Centro de Sismologia da USP, o sismo teve foco na superfície. O fenômeno foi percebido em diferentes regiões da cidade, gerando diversos relatos por meio da plataforma “Sentiu Aí?”, que reúne informações da população sobre abalos sísmicos.

Moradores descreveram que o tremor foi precedido por um forte ruído semelhante a um trovão, seguido por vibrações que puderam ser sentidas no chão, em portas, janelas e móveis. Há registros de pessoas que estavam dentro de casa e perceberam claramente a movimentação, incluindo relatos de objetos tremendo e do susto causado pelo barulho repentino.

Os registros enviados ao sistema ocorreram entre 15h30 e 16h06 e indicam intensidades que variaram de fracas a moderadas. A plataforma permite que qualquer pessoa relate a experiência durante possíveis tremores, sendo que as informações passam por análise antes de serem associadas a eventos confirmados — como ocorreu neste caso.

Segundo a Rede Sismográfica Brasileira, análises preliminares apontam que o tremor teve origem natural. O Centro de Sismologia da USP destaca que abalos com magnitude entre 2 e 3 são relativamente comuns no Brasil e podem ocorrer semanalmente em diferentes regiões, embora nem sempre sejam percebidos pela população.

Ainda conforme o centro, Minas Gerais é o estado brasileiro com maior registro de atividade sísmica. Tremores dessa intensidade raramente provocam danos estruturais, mas são suficientemente fortes para serem sentidos, principalmente por quem está próximo ao epicentro.

Os especialistas explicam que esse tipo de evento é causado por pressões internas da Terra, que provocam deslocamentos repentinos ao longo de falhas geológicas na crosta terrestre, gerando as vibrações sentidas na superfície.

Antes do episódio em São Sebastião do Paraíso, o último tremor registrado em Minas Gerais havia ocorrido em São João do Pacuí, no dia 12 de março, com magnitude 2,1.

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais informou que não houve acionamentos relacionados ao tremor. Já a Prefeitura de São Sebastião do Paraíso comunicou que não foram registrados danos no município e orientou que qualquer ocorrência seja informada à Defesa Civil pelo telefone 199.

Tremor de terra de magnitude 3,0 é registrado em São Sebastião do Paraíso – Foto: Reprodução / Centro de Sismologia USP

Minas Gerais registra sexto tremor de terra em agosto

Frutal já registrou outros tremores de terra ao longo de 2025 – Foto: reprodução

O estado de Minas Gerais registrou, na tarde de terça-feira (26), o sexto tremor de terra somente neste mês de agosto. De acordo com a RSBR (Rede Sismográfica Brasileira), o abalo sísmico de magnitude 2.3 na Escala Richter, ocorreu às 14h13 e teve epicentro localizado próximo à cidade de Frutal (MG).

O sismo foi registrado pelas estações da RSBR e analisado pelo Centro de Sismologia da USP. O órgão ainda informou que não houve relatos de que o tremor teria sido sentido pela população.

O caso em Frutal é o mais recente entre os seis fenômenos que ocorreram em agosto. Segundo as informações analisadas, esse é o quarto dia seguido que um abalo é resgitrado no estado mineiro. Veja abaixo a lista de tremores que ocorreram durante o mês:

  • 01/08 – Planura/MG: Magnitude 2.2 mR
  • 15/08 – Araçuaí/MG: Magnitude 1.9 mR
  • 23/08 – Sete Lagoas/MG: Magnitude 1.9 mR
  • 24/08 – Sete Lagoas/MG: Magnitude 2.5 mR
  • 25/08 – Pirajuba/MG: Magnitude 2.8 mR
  • 26/08 – Frutal/MG: Magnitude 2.3 mR

Um sismólogo do Centro de Sismologia da USP e da RSBR, Bruno Collaço, afirmou que tremores de terra em Minas Gerais não são incomuns. “É o estado com o maior número de abalos sísmicos registrados. Os tremores naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre”, explica o especialista.

Entenda a Escala Richter

Os cientistas usam a “escala de magnitude de momento” para categorizar a força e o tamanho dos terremotos de uma forma mais precisa do que a “escala Richter”, usada há muito tempo, afirma o Serviço Geológico dos EUA.

Esta escala de magnitude de momento é baseada no “momento sísmico” do terremoto, que explica o quanto a crosta terrestre se desloca em um terremoto, o tamanho da área ao longo da fissura da crosta e a força necessária para superar o atrito naquele local, juntamente com o ondas sísmicas que a mudança cria.

A magnitude do momento será maior se houver mais atrito e deslocamento ao longo de uma distância maior.

As ondas sísmicas são medidas por sismógrafos, que utilizam um pêndulo preso a uma mola que se move com o tremor da Terra, gerando uma espécie de gráfico denominado sismograma.

A magnitude é classificada em 10 números, com cada aumento de número inteiro igual a 32 vezes mais energia liberada.

Medindo a intensidade de um terremoto

A intensidade de um terremoto é medida usando a “Escala Mercalli Modificada” de intensidade, ou MMI.

Ele mede a força do abalo de um terremoto em locais específicos ao redor de seu epicentro – o ponto na superfície da Terra diretamente acima da origem subterrânea do terremoto.

A escala MMI usa algarismos romanos para determinar a intensidade de um terremoto com base em avaliações de danos estruturais e relatórios de observadores.

É importante considerar a intensidade, uma vez que o terreno, a profundidade, a localização e muitos outros fatores desempenham um papel significativo na devastação que um terremoto pode causar.

Cidade de Minas registra dois tremores de terra em 11 minutos

Cidade de Minas registra dois tremores de terra em 11 minutos - Foto: reprodução
Cidade de Minas registra dois tremores de terra em 11 minutos – Foto: reprodução

Dois tremores de terra foram registrados no município de Frutal (MG), nesta terça-feira (18), de acordo com o Observatório Sismológico da Universidade Federal de Brasília. Um dos abalos sísmicos chegou a magnitude 4,1. 

O tremor foi registrado por volta de 10h08. Instantes depois, às 10h19, um novo abalo foi registrado, dessa vez de magnitude 3.3. 

Até por volta das 12h10, a Defesa Civil de Frutal havia recebido três ligações de moradores da cidade afetados pelo tremor. “Recebemos relatos de trincas em casas. A princípio, ocorrências simples”, relatou o cabo Gil da Defesa Civil municipal.

“No quartel, sentimos o tremor também, por poucos segundos. A sensação foi de como se estivesse passando uma máquina, um caminhão muito pesado na rua, mas não chegou a derrubar objetos,” contou à reportagem.

Nas redes sociais, moradores relatam o momento do tremor. Um internauta afirmou que seu celular emitiu uma alerta devido ao incidente. “Eu tava dormindo e meu celular tava dando sinal de alerta”, escreveu. Outra moradora afirmou que foi acordada pelo barulho. “Nova Frutal eu estava ainda deitada fui acordada pelo barulho e minha cama parecia que ia sair do lugar”, conta. 

Uma mulher contou ainda que a parede da casa de sua vizinha teve rachaduras. “Eu também não senti nada minha vizinha de fundo da minha casa rachou até a parede dela estranho né eu estava na área sentada”, relatou. 

De acordo com o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), desde 2015, já foram registrados 22 pequenos tremores na região de Frutal-MG, sendo este de magnitude 4.0 ocorrido nesta terça, o maior deles. Este evento foi registrado em estações de Rede Sismográfica Brasileira distantes mais de 1300 km do epicentro. Desde abril de 2023, há um sequência de tremores nessa região sempre com magnitude menores que 3.

Tremor de terra de magnitude 2.3 na escala Richter é registrado em município mineiro

Tremor de terra de magnitude 2.3 na escala Richter é registrado em município mineiro - Foto: Luiz Claudio Alvarenga / divulgação
Tremor de terra de magnitude 2.3 na escala Richter é registrado em município mineiro – Foto: Luiz Claudio Alvarenga / divulgação

Um tremor de terra de magnitude 2.3 na escala Richter (mR) atingiu a cidade de Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais. Conforme o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), o tremor foi registrado às 23h19 da noite do último domingo (14). Ainda não se tem informações sobre prejuízos e de pessoas feridas.

“Tremores de baixa magnitude são relativamente comuns no Brasil. Em geral, esses pequenos sismos são causados por pressões geológicas movimentando pequenas fraturas na crosta terrestre”, explicou a Rede Sismológica Brasileira. O índice registrado na cidade mineira está de acordo com a média dos tremores no país que, geralmente, ficam abaixo de 3.0.

Os últimos tremores de terra em Minas Gerais haviam sido registrados em dezembro de 2023. No último mês do ano passado, quatro abalos sísmicos ocorreram no Estado, conforme o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).

No dia 16, um tremor de magnitude 2.2 na escala Richter ocorreu em Capim Branco. Na mesma data, um abalo de 2.6 MLv foi registrado em Poços de Caldas. Os outros dois tremores foram em Frutal (2.3 mR), no dia 14, e em Morada Nova de Minas (3.1 mR), no dia 1°.

Procurada pela reportagem sobre o tremor da noite de domingo (14), a Prefeitura de Sete Lagoas ainda não se manifestou. A matéria será atualizada com o posicionamento.

Tremor de 3.4 graus assusta moradores de cidade mineira

Nesta sexta-feira (17) não se fala em outra coisa na pequena cidade de Rubim (MG), a não ser o tremor de terra que assustou os cerca de 10 mil moradores do município na manhã de quinta-feira (16). O terremoto foi registrado pelos observatórios sismológicos de Brasília e São Paulo, ambos com um grau 3.4 na escala Richter. 

A empresária Juliana Rodrigues Souza, de 40 anos, conta que estava em sua loja quando o tremor aconteceu. “Deu um estrondo bem forte e balançou a casa toda. A moça que trabalha aqui veio correndo perguntando o que foi. Achamos a princípio que um caminhão tivesse batido em algum lugar”, contou a moradora de Rubim. 

Ela conta que, entre os moradores, a informação que circula é a de que uma casa teria chegado a trincar o muro. “O que disseram é que não tiveram que sair da casa, que foi só uma trinca menor mesmo. Mas mesmo assim, foi um susto muito grande. Aqui já tem o costume de dar esses tremores, só que forte desse jeito não. O barulho que fez foi muito assustador, tipo um trovão. E a cidade inteira sentiu”, lembra Juliana. 

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