Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

Jovem de São José da Barra se destaca em Congresso Nacional de Agricultura Orgânica na Unicamp

Jovem de São José da Barra se destaca em Congresso Nacional de Agricultura Orgânica na Unicamp – Foto: arquivo pessoal

Entre os dias 17 e 20 de março, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi sede do Congresso Técnico-Científico de Agricultura Orgânica, o primeiro do gênero realizado no Brasil. O evento foi organizado pelo Instituto Brasil Orgânico e pela Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp, em parceria com a Embrapa, reunindo importantes pesquisas e experiências voltadas ao fortalecimento da cadeia de produção orgânica.

A programação contou com a presença da Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reforçando a relevância do evento para o futuro da sustentabilidade no país.

Durante o congresso, a aluna Júlia Viana, filha do vice-prefeito de São José da Barra, Jailson Viana, e da professora Sandra Viana, apresentou um desdobramento de sua pesquisa sobre a implementação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no município de São José da Barra (MG), sua terra natal, com foco na análise do papel das políticas públicas no processo de transição agroecológica na agricultura familiar.

Ao longo do estudo, houve a oportunidade de dialogar com a equipe da EMATER-MG, agentes executores do programa e agricultores familiares, que compartilharam seus desafios e conquistas nesse cenário.

Entre os principais pontos observados, destaca-se a predisposição dos agricultores em adotar manejos biológicos, substituindo insumos químicos, motivados principalmente por fatores econômicos e de saúde.

Por outro lado, a transição agroecológica ainda enfrenta desafios importantes, como: excesso de burocracia, falta de capacitação técnica específica, dificuldade na obtenção de certificações orgânicas e incertezas quanto ao retorno financeiro.

O Programa Nacional de Alimentação Escolar demonstra grande potencial como indutor da sustentabilidade no meio rural. No entanto, sua efetividade depende de estratégias intersetoriais, especialmente da integração entre compras institucionais e políticas de assistência técnica especializada.

Um debate essencial para fortalecer a agricultura familiar, promover a sustentabilidade e garantir alimentos mais saudáveis para a população.

El Niño ainda atingirá seu pico do ano em dezembro, diz meteorologista

El Niño ainda atingirá seu pico do ano em dezembro, diz meteorologista – Foto: Reprodução/Internet

A meteorologista do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp, Ana Ávila, disse em entrevista que o El Niño – fenômeno sazonal responsável por promover um aquecimento atípico das águas do Oceano Pacífico equatorial – ainda atingirá seu pico deste ano em dezembro. “A temperatura das águas vai ficar cerca de 2,5°C acima do esperado. E os modelos indicam que até junho do ano que vem a gente deve ter o El Niño em curso.”

O El Niño favorece a ocorrência de ondas de calor porque as frentes frias ficam bloqueadas no sul do país e não conseguem avançar, explicou a meteorologista. “Outra questão é que o aquecimento das águas no Oceano Pacífico ajuda a aquecer a atmosfera em termos globais.”

Uma onda de calor, segundo definição do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ocorre quando há temperaturas de pelo menos 5ºC acima da média da região para o período, durando no mínimo três dias consecutivos.

Ainda segundo as previsões do Cepagri, a onda de calor na Região Metropolitana de Campinas (RMC) deve continuar até sábado (18). A partir de domingo (19), a expectativa é que as temperaturas comecem a cair.

Negacionismo

Por conta da onda de calor observada nos últimos dias, o Ministério da Saúde disponibilizou uma página especial com recomendações e informou que correm risco todas as pessoas, mas especialmente idosos, crianças, diabéticos, gestantes, a população em situação de rua e aqueles com problemas renais, cardíacos, respiratórios ou de circulação.

Entre negacionismos e visões apocalípticas, o fenômeno tem gerado ampla repercussão midiática e debates nas redes sociais sobre a relação dele com as mudanças climáticas. Afinal, do ponto de vista científico, é possível estabelecer com razoabilidade esse vínculo?

O meteorologista Bruno Bainy, do Cepagri, explica haver um ramo das ciências atmosféricas que busca responder justamente a relação das ondas de calor e as mudanças climáticas. É a chamada ciência da atribuição climática, que estuda o impacto da atividade humana na probabilidade de ocorrência de fenômenos específicos. Os pesquisadores utilizam recursos de simulação computacional para investigar se determinados eventos ocorreriam ou não – e, se ocorreriam, com que magnitude – sem a influência antropogênica no clima.

“Os estudos costumam apontar que as ondas de calor podem ter uma relação bastante íntima com as mudanças climáticas. Em geral, as pesquisas mais conclusivas quanto a essas atribuições são relativas às ondas de calor. Então, é uma das principais hipóteses que a gente tem para explicar esse calor extremo. Mas claro que temos outros fatores em jogo, como o El Niño”, esclarece Bainy.

O meteorologista explica ainda que o momento atual coincide com uma fase da chamada oscilação de Madden-Julian. “É um mecanismo de variabilidade climática que dura algumas semanas. E há ciclos. Algumas fases tendem a deixar a parte leste do país mais seca, como é o caso agora. E outras fases tendem a promover chuvas mais volumosas, como é o esperado a partir do final de semana.”

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.