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Jornal Folha Regional

Minas Gerais inicia vacinação contra dengue para profissionais de saúde

Minas Gerais inicia vacinação contra dengue para profissionais de saúde – Foto: divulgação

Governo de Minas ampliou a vacinação contra a dengue para profissionais de saúde que estão na linha de frente e realizam atendimentos na Atenção Primária à Saúde (APS), como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários e profissionais administrativos. 

Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) recebeu e distribuiu imediatamente aos 853 municípios mineiros mais de 82 mil doses da vacina, desenvolvida pelo Instituto Butantan e enviadas pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de operacionalizar a imunização dos profissionais com até 59 anos.

A meta estipulada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) é alcançar 90% de cobertura vacinal desse público.

Para o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, a proteção desse público representa um avanço importante na prevenção contra a dengue no estado. “Agora é o momento para que os profissionais que trabalham no atendimento à população nos postos de saúde sejam vacinados contra a dengue, principalmente porque estamos no período sazonal”. 

“A vacinação se soma às ações de prevenção desenvolvidas em todo o estado e aos investimentos estaduais para reduzir os casos de arboviroses”, reforça Prosdocimi, que assegura que o imunizante de dose única é eficaz e representa uma medida estratégica para reduzir, a médio e longo prazo, a dengue como emergência de saúde pública.

Profissional protegida

A enfermeira da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Horto, em Belo Horizonte, Patrícia Soares Lamounier Simões Lima, recebeu a dose da vacina nessa segunda-feira (2/3) e reforçou a importância do ato para o enfrentamento da dengue.  

“Tenho 50 anos e nunca peguei dengue, mas já ouvi relatos e observei, pelos casos que atendi aqui na UBS, que é uma doença grave, que traz várias complicações. Ter a vacina disponível e de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é de grande importância para evitar o agravamento da doença. Tomei a dose única e recomendo a todos. Foi muito tranquilo e indolor, agora estou protegida”, relata a enfermeira. 

Ampliação

De acordo com o Ministério da Saúde, a próxima etapa de ampliação ocorrerá de forma gradativa, iniciando pelo público adulto a partir de 59 anos até alcançar as pessoas com 15 anos de idade, conforme a disponibilidade e a entrega de doses pelo órgão federal. A previsão é que, no segundo semestre de 2026, as doses já estejam sendo distribuídas aos estados para a ampliação.  

Em Minas, o município de Nova Lima foi escolhido para um estudo-piloto nacional que avalia o impacto da imunização de mais de 50% da população em curto intervalo de tempo. A vacinação no município teve início no dia 17/1 para toda a população elegível, com idade entre 15 e 59 anos. Além de Nova Lima, o estudo também ocorre em Maranguape (CE) e Botucatu (SP).  

A vacina 100% brasileira foi desenvolvida pelo Instituto Butantan, é de dose única e tetraviral, ou seja, protege contra os sorotipos 1, 2, 3 e 4 de dengue.

Governo de Minas amplia combate às arboviroses com início da vacinação contra chikungunya

Governo de Minas amplia combate às arboviroses com início da vacinação contra chikungunya – Foto: divulgação

A vacina contra a chikungunya começou a ser aplicada em Minas Gerais nesta segunda-feira (23/2). Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e Congonhas, na região Central do estado, iniciaram a imunização dentro de um projeto-piloto coordenado pelo Ministério da Saúde. 

A estratégia vai avaliar a efetividade e a segurança do imunizante em uso real e pode subsidiar futuras decisões sobre a ampliação da oferta no Sistema Único de Saúde (SUS). O início da aplicação foi acompanhado pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, em Sabará. 

“Minas Gerais foi escolhida entre os 27 estados pela capacidade de acompanhar os casos e realizar a testagem. A expectativa é que, com os dados coletados, os gestores tenham subsídios para ampliar a estratégia e avançar na vacinação da população”, destacou Baccheretti. 

Nesta primeira etapa, Minas recebeu 28,8 mil doses. Desse total, 19,2 mil foram destinadas a Sabará e 9,6 mil a Congonhas. Santa Luzia e Sete Lagoas também integram a estratégia e iniciam a vacinação em 25/3. A escolha considerou critérios técnicos, epidemiológicos e a capacidade de monitoramento local. 

O imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva, é aplicado em dose única e estimula o sistema imunológico a produzir resposta contra o vírus. Nos estudos clínicos, quase 99% dos 4 mil voluntários produziram anticorpos neutralizantes.

O publicitário Luiz Henrique Azeredo, 38 anos, foi o primeiro a receber a vacina na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Campo Santo Antônio, em Sabará. Ele decidiu se imunizar após acompanhar casos da doença na família.

“O relato de quem já teve chikungunya é que as dores são muito fortes. Minha mãe teve a doença e, até hoje, sente dores nas articulações. Quero me prevenir para não correr esse risco”, afirmou.

Quem pode se vacinar

A vacina é destinada à população adulta de 18 a 59 anos residente nos municípios participantes. Não devem receber o imunizante gestantes, lactantes, pessoas imunocomprometidas, em uso de imunossupressores, indivíduos com duas ou mais comorbidades ou com doença crônica descompensada, além de pessoas com histórico de reação alérgica a componentes da vacina.

A aplicação deve ser adiada em casos de febre ou para quem teve chikungunya nos últimos 30 dias. Também não é recomendada a administração simultânea com outras vacinas.

Investimentos e enfrentamento às arboviroses

Minas mantém investimentos contínuos no combate às arboviroses. A Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) destina cerca de R$ 210 milhões por ano para ações de prevenção, vigilância e assistência.

Em 2025, foram aplicados R$ 23,6 milhões em ações emergenciais e repassados R$ 35,1 milhões a consórcios intermunicipais. O Estado também antecipou R$ 47,3 milhões para reforçar equipes, ampliar exames e intensificar o uso de tecnologias como drones e ovitrampas, armadilhas utilizadas para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti.

O resultado foi a redução de 92% nos casos confirmados de dengue em 2025, na comparação com 2024.

Cenário epidemiológico em 2026 

Até a última sexta-feira (20/2), Minas registrava 1.001 casos confirmados de chikungunya, sem óbitos neste ano. No mesmo período, foram confirmados 3.678 casos de dengue, com dois óbitos. Em relação à zika, houve um caso confirmado e nenhuma morte.

Cinco anos após início da vacinação, Passos tem a menor cobertura de reforço contra a Covid-19 no Sul de Minas

Cinco anos após início da vacinação, Passos tem a menor cobertura de reforço contra a Covid-19 no Sul de Minas – Foto: reprodução

Cinco anos após o início da vacinação contra a Covid-19 no Sul de Minas, os números revelam um cenário de alerta, especialmente em Passos, que registra os índices mais baixos de cobertura vacinal entre as principais cidades da região. A campanha teve início em 19 de janeiro de 2021 e foi determinante para a redução de internações e mortes provocadas pela doença, mas a adesão às doses de reforço segue aquém do esperado.

Atualmente, a vacina contra a Covid-19 integra o calendário de rotina do Sistema Único de Saúde (SUS). Mesmo assim, nenhuma das quatro cidades mais populosas do Sul de Minas — Varginha, Poços de Caldas, Pouso Alegre e Passos — conseguiu atingir 30% de cobertura da quarta dose.

Em Passos, a situação é a mais preocupante. Apenas 18% da população recebeu a quarta dose do imunizante. O município também apresenta percentuais inferiores nas etapas anteriores da vacinação, com 84% dos moradores tendo tomado duas doses e 54% alcançando a terceira. Os dados contrastam com os de outras cidades da região, embora todas apresentem queda acentuada nos reforços.

Poços de Caldas aparece com os melhores índices, com 99,11% da população vacinada com duas doses, cerca de 70% com a terceira e 29% com a quarta. Em Varginha, 92% receberam duas doses, 61,91% a terceira e 21,99% a quarta. Já Pouso Alegre contabiliza 97,71% com duas doses, 65% com três e aproximadamente 23% com a quarta dose.

O início da vacinação no Sul de Minas foi marcado por um momento simbólico em Alfenas, quando a enfermeira Adriana de Souza, que atuava na Santa Casa da cidade, foi a primeira pessoa vacinada na região, em 19 de janeiro de 2021.

De acordo com o médico Luiz Carlos Coelho, a principal razão para a queda na procura pelas doses de reforço é a disseminação de informações falsas sobre as vacinas. Ele aponta que conteúdos divulgados em redes sociais e aplicativos de mensagens geram dúvidas e insegurança na população, levando muitas pessoas a hesitarem em completar o esquema vacinal. O médico também ressalta que a baixa cobertura deixa a população mais exposta, sobretudo diante do atual cenário de circulação intensa de vírus respiratórios.

Para tentar reverter esse quadro, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais lançou o programa “Conexão Viral em Movimento”. A iniciativa prevê, nos meses de fevereiro e março, ações de capacitação dos profissionais de saúde e estratégias para incentivar a vacinação nas quatro macrorregiões do Sul de Minas.

O objetivo é ampliar a cobertura vacinal e preparar os serviços de saúde para um possível aumento de casos de síndromes gripais e respiratórias, cenário agravado pelas mudanças climáticas e pela circulação simultânea de vírus como a Covid-19, a influenza H3N2 e o vírus sincicial respiratório. Além disso, há preocupação com o avanço da dengue no período pós-chuvas. O médico lembra que, no ano passado, houve um aumento expressivo de casos graves de síndromes respiratórias e bronquiolite em crianças pequenas, o que reforça a necessidade de melhorar os índices de vacinação e fortalecer a capacidade de resposta do sistema de saúde.

Governo de Minas reforça importância da vacinação e dos cuidados com idosos para prevenção de doenças respiratórias

Governo de Minas reforça importância da vacinação e dos cuidados com idosos para prevenção de doenças respiratórias – Foto: reprodução

Com a chegada do período mais frio, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) reforça a importância da vacinação e dos cuidados com idosos para prevenir complicações de doenças respiratórias. Pessoas com mais de 60 anos estão entre os grupos que mais demandam atenção, por serem mais vulneráveis a quadros graves.

De janeiro a 22/6 de 2025, mais da metade das internações por síndromes respiratórias no estado envolveu idosos: foram 34.873, 55% do total de 63.737. Entre os óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), 795 dos 1.085 registrados ocorreram em pessoas com mais de 60 anos.

Vacinação

A SES-MG destaca a vacinação como uma das principais formas de proteção contra casos graves. A vacina contra a gripe está disponível o ano todo nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), é segura e protege contra os principais vírus da Influenza (H1N1, H3N2 e B).

Até 25/6, a cobertura desse imunizante entre idosos era de 50,17%, diante da meta de 90% estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Idosos também devem manter o esquema vacinal contra a covid-19 atualizado, com as doses de reforço recomendadas. Em Minas, a cobertura contra a covid-19 nessa faixa etária é de 106% para duas doses, 91% para três e 65% para quatro doses, segundo o Ministério da Saúde.

“A vacinação é uma medida segura, eficaz e disponível nas unidades de saúde. Reforçamos a orientação para que os idosos e seus familiares verifiquem o cartão de vacinas e mantenham a proteção em dia”, afirma o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi.

Ele também alerta para a necessidade de ampliar a adesão. “Observamos uma cobertura ainda abaixo do ideal, o que pode contribuir para o aumento de internações e óbitos por doenças respiratórias nesta faixa etária”.

Idosos também podem se vacinar nas unidades básicas de saúde contra a pneumonia. A vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (Pneumo 23) está disponível em todo o estado.

Vulnerabilidade e risco de complicações

O pneumologista Marcelo Fuccio, do Hospital Júlia Kubitschek, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), reforça a importância da imunização.

“Além da vacina, é essencial que o idoso mantenha cuidados diários com a saúde, como boa alimentação, prática de atividades físicas e atenção aos primeiros sinais de problemas respiratórios”, orienta.

Segundo ele, doenças crônicas comuns nessa faixa etária podem agravar os quadros respiratórios. “É uma população vulnerável, muitas vezes com condições pré-existentes, como problemas cardíacos ou pulmonares. Por isso, a vacinação reduz a gravidade dos casos e a necessidade de internações”.

Relato de quem se previne

Exemplo de conscientização é o aposentado Salvador Soares Teixeira, de 75 anos. Ele destaca os benefícios de manter a vacinação em dia e relata que nunca precisou de internação por doenças respiratórias.

“Desde que começou a vacina da gripe no posto de saúde, eu tomo todo ano. Tomei também todas as de covid. Nunca tive uma gripe forte depois disso”, conta.

Além da vacinação, Salvador conta que pratica atividades físicas e adota uma alimentação equilibrada para se prevenir contra as doenças e manter sempre a qualidade de vida.

Atenção aos sintomas

Os sintomas mais comuns da gripe incluem febre, dor de garganta, tosse seca, dores no corpo e cansaço. O início costuma ser repentino, com febre alta, calafrios e tosse. Também pode haver coriza, espirros e fadiga.

Em geral, os sintomas duram entre sete e dez dias, mas o cansaço, a tosse e a fraqueza podem persistir por até duas semanas.

Entre idosos, é essencial observar sinais de agravamento, como fraqueza intensa, cansaço excessivo, dificuldade para respirar ou confusão mental.

Já a covid-19 pode provocar desde perda de olfato, coriza e tosse até falta de ar severa e comprometimento pulmonar.

“O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são fundamentais para uma boa recuperação”, reforça o pneumologista.

Atuação permanente

De janeiro a junho de 2025, a SES-MG distribuiu mais de 7,8 milhões de doses da vacina contra a gripe e 1,2 milhão contra a covid-19 para as 28 Unidades Regionais de Saúde, responsáveis pelo repasse aos 853 municípios.

Além da distribuição de vacinas, a SES-MG realiza ações de orientação, capacitação dos municípios e campanhas educativas para ampliar a cobertura vacinal entre os públicos prioritários.

Governo de Minas destinou, no último biênio, R$165 milhões em bonificações para municípios que se aproximaram das metas vacinais e realizaram vacinação extramuros, como em escolas. Também investiu R$100 milhões na aquisição dos vacimóveis, veículos que circulam por praças, locais movimentados e áreas rurais, buscando ativamente a população não vacinada. Para 2025-2026, serão R$ 210 milhões para intensificar essas ações.

Governo de Minas reforça importância da vacinação e dos cuidados com idosos para prevenção de doenças respiratórias – Imagem: divulgação

Primeira etapa de vacinação contra brucelose de 2025 termina dia 30/6 em Minas Gerais

Bezerras bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses devem ser imunizadas até o final do mês; declaração da imunização ao IMA deve ser feita até 10/7

Primeira etapa de vacinação contra brucelose de 2025 termina dia 30/6 em Minas Gerais – Foto: reprodução

Produtores rurais mineiros têm até o dia 30/6 para vacinar suas bezerras bovinas e bubalinas, entre 3 e 8 meses de idade, contra a brucelose, uma doença grave que pode afetar não só os animais, mas também os seres humanos. O alerta é do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), responsável por executar no estado o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), instituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), no estado. A vacinação é obrigatória e deve ser realizada por médicos veterinários ou vacinadores cadastrados no IMA, já que o imunizante é uma vacina viva atenuada e exige cuidados especiais durante a aplicação. Após a vacinação, o produtor tem até o dia 10/7 para declarar a imunização junto ao órgão. 

Para evitar multa, o pecuarista deve estar atento aos prazos para a vacinação e a declaração de imunização contra brucelose. Em 2024, o estado ultrapassou a meta nacional do PNCEBT ao imunizar 80,3% das bezerras, superando o índice de 77,5% registrado no ano anterior. “A superação da meta demonstra o comprometimento dos produtores mineiros, das entidades do setor e o papel fundamental do IMA em garantir a sanidade dos rebanhos e a segurança alimentar”, afirma Luciana Oliveira, coordenadora do PNCEBT em Minas Gerais. A brucelose, causada pela bactéria Brucella abortus, é responsável por abortos no terço final da gestação e pode ser transmitida a humanos que manejam animais ou a vacina sem a devida proteção.

Mesmo com os avanços, o órgão alerta que o controle da doença só será possível com a participação ativa dos produtores. O descumprimento das normas não só coloca em risco a saúde pública, como também pode comprometer a comercialização e exportação dos produtos agropecuários mineiros.

Atualização de rebanhos 

Outro prazo importante para os criadores mineiros é o da atualização de rebanhos, que começou em maio e também se encerra no dia 30/6. Os produtores devem atualizar, junto ao IMA, os dados de todos os animais existentes na propriedade. A medida é obrigatória e a não atualização impede a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) – documento indispensável para a movimentação e comercialização de animais entre municípios e unidades da federação.

Devem ser informadas as seguintes espécies: bovinos, bubalinos, equinos, muares, asininos, suínos, aves, caprinos, ovinos, animais aquáticos e abelhas. Essa ação é uma ferramenta essencial para o monitoramento sanitário no estado. Com os dados em dia, o IMA consegue agir de forma mais eficaz em situações de emergência sanitária, como surtos de doenças, além de planejar ações de prevenção e controle com mais precisão.

Serviço

Para declarar a vacinação contra a brucelose, o produtor deve procurar o escritório seccional do IMA mais próximo ou enviar a documentação por e-mail. Os endereços e contatos das unidades podem ser consultados no site oficial do órgão (clique aqui). O serviço ainda não está disponível para ser realizado pelo Portal do Produtor. 

Já a atualização de rebanhos pode ser feita de forma digital, por meio do Portal do Produtor (clique aqui). E é possível também realizar o procedimento presencialmente, em um dos escritórios do órgão, ou ainda por e-mail.

Minas Gerais lidera vacinação contra influenza no dia D da campanha nacional

Minas Gerais lidera vacinação contra influenza no dia D da campanha nacional - Foto: divulgação
Minas Gerais lidera vacinação contra influenza no dia D da campanha nacional – Foto: divulgação

Minas Gerais foi o estado brasileiro que, proporcionalmente, mais aplicou doses da vacina contra a influenza no dia D da campanha nacional, realizado em 10/5. Em apenas um dia, foram administradas 338 mil doses, o que representa 21,23% do total aplicado no país. A mobilização contou com a participação expressiva dos municípios mineiros e refletiu o esforço coletivo para ampliar a cobertura vacinal.

O subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Eduardo Prosdocimi, ressaltou o impacto da ação conjunta entre Estado e municípios.

“Esse resultado é fruto de um trabalho intenso de articulação, investimento e planejamento. Mobilizamos profissionais de saúde, equipes de vacinação e a própria população para alcançar um número tão expressivo em apenas 24 horas”, afirmou.

Prosdocimi destacou ainda que a adesão dos municípios foi essencial para o sucesso da campanha.

“Mais de 85% das cidades mineiras participaram ativamente do dia D, com ações dentro das unidades de saúde e o uso de estratégias como os vacimóveis. Todas as 28 regionais de saúde estiveram engajadas. Essa capilaridade foi fundamental para levar a vacina a quem mais precisa”, completou.

Campanha 2025

Desde o início da campanha, em 7/4, até 19/5, Minas Gerais já aplicou 3.524.452 doses da vacina contra a gripe. Ao todo, a SES-MG recebeu 5,7 milhões de doses, que foram distribuídas aos municípios. Minas foi o primeiro estado brasileiro a ampliar a imunização para toda a população acima de seis meses de idade, antecipando a recomendação do Ministério da Saúde.

Neste ano, a vacina contra a influenza passou a integrar o calendário de rotina do Programa Nacional de Imunizações (PNI), estando disponível durante todo o ano nas unidades de saúde. A dose de 2025 protege contra os vírus influenza A H1N1, H3N2 e influenza B, e pode ser administrada juntamente com outras vacinas previstas no calendário nacional.

A vacinação é essencial para reduzir casos graves e mortes causadas pela gripe, especialmente entre idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades. A doença, embora comum, pode evoluir para complicações graves como pneumonia e levar à internação hospitalar.

Panorama da influenza em Minas

De acordo com dados do SUSFácil, sistema estadual de regulação, já foram registradas 1.022 internações por complicações da gripe em 2025. O Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) também contabilizou 21 óbitos no estado no mesmo período. Os números reforçam a importância da imunização como ferramenta de proteção coletiva.

Sul de Minas registra 41 mortes por síndromes respiratórias em 2025; vacinação está abaixo da meta

Sul de Minas registra 41 mortes por síndromes respiratórias em 2025; vacinação está abaixo da meta - Foto: reprodução
Sul de Minas registra 41 mortes por síndromes respiratórias em 2025; vacinação está abaixo da meta – Foto: reprodução

Mais de 400 pessoas já foram internadas por causa de síndromes gripais neste ano em todo o Sul de Minas. Ao todo, 41 pessoas morreram após complicações. Esse aumento nos casos de doenças respiratórias é uma realidade em todo o estado. Por isso, governo de Minas Gerais decretou na última sexta-feira situação de emergência em saúde pública.

Nos últimos dias, a UPA de Varginha registrou uma alta de até 20% nos casos de síndrome gripal. Dos mais de 600 atendimentos diários, 10% são voltados para essas doenças.

A preocupação é com crianças e também os idosos, mas principalmente com a alta demanda por leitos de UTI e enfermarias. O decreto facilita ações emergenciais e também o acesso a recursos do governo federal.

O secretário de Saúde explica que a prefeitura de Varginha também pretende declarar a situação de emergência nos próximos dias. Com o decreto, melhorias serão implantadas no atendimento das unidades de saúde.

“Estamos analisando um plano de contingência e também um plano emergencial na contratação de profissionais da área de saúde para que a gente estenda ainda mais os nossos atendimentos tanto na UPA quanto nas unidades de saúde, no Centro de Especialidade da Criança e no Hospital Bom Pastor, onde tem atendimento de pediatria também”, disse o secretário de Saúde de Varginha, Adrian Nogueira.

No Sul de Minas, até o final do mês de abril, foram 408 internações por síndrome gripal e 41 mortes. Das quatro regionais de saúde, a de Varginha se destaca com o maior número de internações, com 163 registros e 13 mortes.

Se nos hospitais há o aumento nos atendimentos, o reflexo é grande também nas farmácias, principalmente pelos antigripais, antialérgicos e vitaminas. Em uma delas, o gerente conta que a procura por esses produtos cresceu 15 % nos últimos dias.

“A gente está sempre em contato com os fornecedores para adquirir preços melhores e condições para os nossos clientes, também não deixar o estoque zerar”, disse o gerente da farmácia, Eduardo Pereira.

A vacina que previne a gripe está de graça nos postos e para toda a população. Entre as quatro maiores cidades da região, nenhuma atingiu mais do que 25 % do público alvo, como os idosos, as gestantes e os profissionais da saúde.

A cidade que tem a maior cobertura até o momento é Pouso Alegre, com 21,43%. Poços de Caldas aparece na sequência, com 20,56%. Varginha tem até o momento 13,30% de cobertura e Passos, apenas 7,14%.

“É importante a vacinação porque a pessoa evita as complicações que a doença pode causar. Então é importante manter o calendário vacinal atualizado. Minhas crianças já vacinaram, só que eu, como não sabia que era para todo mundo ainda, eu não fui, devia ter ido, mas agora vou voltar e vou vacinar”, completou Adrian Nogueira.

Via: G1

Governo de Minas amplia vacinação contra a influenza para toda a população acima de 6 meses

Governo de Minas amplia vacinação contra a influenza para toda a população acima de 6 meses - Foto: Fábio Marchetto
Governo de Minas amplia vacinação contra a influenza para toda a população acima de 6 meses – Foto: Fábio Marchetto

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), ampliou a vacinação contra a influenza para toda a população com idade acima de 6 meses. A medida foi oficializada no último sábado (26), com a publicação da Deliberação CIB-SUS/MG nº 5.185/2025 no Jornal Minas Gerais, e já está em vigor em todo o estado.

A iniciativa fortalece a estratégia de prevenção à influenza em um período de maior circulação de vírus respiratórios, como destaca o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi.

“Estamos no outono, época do ano em que há aumento na transmissão de vírus respiratórios. Como a vacinação é a melhor forma de evitar casos de influenza, decidimos ampliar o público-alvo para proteger ainda mais a população”, afirma Eduardo Prosdocimi”.

O subsecretário reforça o chamado para que os mineiros se imunizem. “Procurem a unidade básica de saúde ou os vacimóveis mais próximos e atualizem a caderneta vacinal”, convoca.

Diretrizes para a estratégia

A Deliberação CIB-SUS/MG nº 5.185/2025 e a Resolução SES/MG nº 10.094/2025 estabelecem diretrizes para que os municípios organizem a estratégia de vacinação, incluindo ampliação do horário de funcionamento das salas de vacinação, inclusive durante finais de semana e horário de almoço; criação de postos volantes em locais estratégicos; garantia de insumos e profissionais qualificados para a aplicação das doses; e registro mais rápido possível das doses aplicadas para evitar falta de atendimento à população. 

De acordo com Eduardo Prosdocimi, foram aprovadas também recomendações para que os municípios adotem ações direcionadas a populações vulneráveis. 

“Nesse sentido, medidas específicas voltadas a comunidades quilombolas, pessoas em situação de rua e privadas de liberdade se revelam como ações muito importantes para a prevenção. Recomendamos também, de forma geral, que sejam aproveitadas oportunidades como as consultas ou outros atendimentos na unidade de saúde para verificar a situação vacinal da população”, aponta. 

O ato normativo ressalta que a disponibilidade de doses está condicionada ao repasse do Ministério da Saúde. 

Como se vacinar 

Para se vacinar, a população deve procurar: 

  • Unidades Básicas de Saúde (UBS);
  • Vacimóveis (postos volantes);
  • Locais estratégicos divulgados pelas prefeituras.

Para mais informações sobre a vacinação contra a gripe, acesse: https://www.saude.mg.gov.br/gripe/

Campanha de vacinação contra gripe começa em MG; imunizante será distribuído durante todo o ano

Campanha de vacinação contra gripe começa em MG; imunizante será distribuído durante todo o ano - Foto: reprodução
Campanha de vacinação contra gripe começa em MG; imunizante será distribuído durante todo o ano – Foto: reprodução

A campanha de vacinação contra a gripe começou em todo o Estado nesta terça-feira (8). O público-alvo inclui crianças, idosos, gestantes e trabalhadores da saúde. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), mais de dois milhões de doses da vacina serão distribuídas para as 28 Unidades Regionais de Saúde (URS). Neste ano, o imunizante ficará disponível ao longo de todo o ano para a população elegível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Em Minas Gerais, mais de dois milhões de doses serão distribuídas. A novidade, a partir deste ano, é que o imunizante passa a integrar o Programa Nacional de Imunizações (PNI), estando disponível durante todo o ano nas UBS e nos vacimóveis para o público elegível. A vacina de 2025 poderá ser administrada junto a outras vacinas do Calendário Nacional de Imunização e protegerá contra os tipos H1N1, H3N2 e B

Os grupos prioritários incluem crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, puérperas, idosos a partir de 60 anos, povos indígenas, quilombolas, pessoas com doenças crônicas, trabalhadores da saúde, professores e outros profissionais essenciais. De acordo com a SES-MG, a prioridade para crianças, idosos e gestantes se dá porque esses grupos correm maior risco de contrair a doença e estão mais suscetíveis a complicações graves, que podem levar a morte.

A meta é atingir 90% de cobertura vacinal, protegendo cerca de 9,4 milhões de pessoas em Minas Gerais. “A cobertura vacinal geral do público prioritário mineiro no ano passado foi de 60,7%. Estamos confiantes de que, neste ano, vamos atingir a meta de 95% por meio das estratégias de ampliação da vacinação que colocamos em prática”, pontua o subsecretário Eduardo Prosdocimi, no material enviado.

Cenário da doença

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), a influenza ou gripe é uma infecção viral que provoca febre, tosse, dor de garganta e pode levar a complicações graves e até ao óbito. De acordo com dados do SUSFácil, sistema de regulação estadual, houve 2.105 internações devido a complicações causadas pela gripe em 2024, e 507 nos primeiros três meses de 2025. O Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) registrou 157 óbitos em 2024, e dez mortes causadas pela doença entre janeiro e março de 2025.

“Agora estamos no outono, momento em que pode haver aumento de casos de doenças respiratórias e, por isso, é fundamental que as pessoas se vacinem contra a influenza para garantir a proteção antes da chegada do inverno. Leve sua carteira de vacinação a uma UBS e vacine-se”, orienta o subsecretário Eduardo Prosdocimi, no material enviado.

Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado

Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado - Foto: divulgação
Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado – Foto: divulgação

O governador Romeu Zema anunciou, na quarta-feira (12), o investimento de R$ 210,7 milhões do Governo de Minas para ampliar as coberturas vacinais no estado, com destaque para a intensificação da vacinação contra a febre amarela.

O valor foi pactuado durante reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) do Sistema Único de Saúde (SUS-MG) e será destinado ao Programa Mineiro de Imunizações (PMI).

O objetivo da nova estratégia – detalhada durante o encontro semanal da Sala de Monitoramento de Arboviroses da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) – é garantir que todos os municípios tenham condições de ampliar a vacinação, protegendo a população contra as doenças preveníveis.

O governador destacou o trabalho e investimentos do Governo do Estado para diminuir os casos de arboviroses como dengue, zika, chikungunya, febre oropouche e a febre amarela.

“Nossa Secretaria de Saúde está na linha de frente do enfrentamento às arboviroses e tem dado todo suporte, apoio e orientação para que possamos fazer esse combate de forma efetiva e como foi visto em diversas frentes. Lembrando a questão da conscientização da população, das crianças, que é de fundamental importância e um trabalho contínuo”, enfatizou Romeu Zema.

Distribuição dos recursos

Em 2025, serão liberados R$ 105,3 milhões, com uma primeira parcela de R$ 41,9 milhões. Os repasses vão do Fundo Estadual de Saúde para os Fundos Municipais.

O financiamento, que segue até 2026, inclui repasses fixos e variáveis, condicionados ao cumprimento de metas de cobertura vacinal.

Febre amarela

Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado - Foto: divulgação
Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado – Foto: divulgação

Em 2025, Minas Gerais registrou um caso confirmado de febre amarela em humanos, em Extrema, e uma morte de primata não humano, em Toledo. A vigilância epidemiológica foi reforçada, especialmente no Sul do estado, onde houve confirmação da circulação do vírus.

O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, alertou sobre o perigo da febre amarela e colocou o Estado à disposição dos municípios para que toda a população possa se vacinar.

“A febre amarela já tem uma porcentagem de letalidade alta e se a pessoa não for vacinada, aumenta ainda mais a chance de óbito. Então, temos vacinas que não faltam nos postos de saúde e precisamos enfrentar essa batalha. Vamos incentivar os municípios a fazer busca ativa para que a população possa se vacinar”, destacou Fábio Baccheretti.

As equipes da SES-MG adotaram estratégias como busca ativa de não vacinados, capacitação de profissionais para identificação de casos e campanhas de conscientização.

Em 2024, a cobertura vacinal em crianças menores de um ano foi de 87,68%, abaixo da meta de 95%, o que torna a intensificação da vacinação uma prioridade.

Vacinação itinerante

Os Vacimóveis são ferramentas fundamentais na estratégia para ampliar a cobertura de imunização em todo o estado. O veículo, adaptado para funcionar como um centro de vacinação itinerante, facilita a mobilização das equipes e contribui para a regularização da situação vacinal de comunidades inteiras.

O objetivo do Governo de Minas é levar a vacina para além dos postos de saúde, alcançando a população em locais de grande circulação, como praças, rodoviárias e áreas de difícil acesso.

Ações preventivas e monitoramento

Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado - Foto: divulgação
Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado – Foto: divulgação

O Estado também fortaleceu a vigilância a possíveis focos dos mosquitos transmissores e realiza análises laboratoriais de primatas mortos para identificar precocemente a circulação viral.

Além disso, municípios com casos confirmados ou epizootias devem realizar monitoramento rápido da cobertura vacinal e campanhas em áreas de difícil acesso.

A SES-MG reforça que a vacina contra a febre amarela está disponível gratuitamente no SUS para pessoas de 9 meses de idade até os 59 anos.

Atualmente, o esquema vacinal indicado contra a doença é uma dose aos 9 meses e outra de reforço aos 4 anos. Para a pessoa que recebeu somente uma dose da vacina antes de completar 5 anos, está indicada a dose de reforço, independentemente da idade atual.

Prevenção no Carnaval

Com a chegada do Carnaval, período de grande circulação de pessoas em Minas Gerais, o governo estadual também destaca a importância da vacinação contra a febre amarela para turistas e moradores.

A vacina, presente no calendário de vacinação do estado desde 2008, é recomendada para todos que residem ou viajam pela região e deve ser aplicada pelo menos dez dias antes do deslocamento para garantir a proteção adequada.

O abastecimento de vacinas contra febre amarela está regular em todo o estado e, com ações intensificadas e financiamento garantido, o Governo de Minas espera ampliar a cobertura vacinal, reduzir o risco de surtos e fortalecer a proteção contra a doença.

Monitoramento

Instalada pelo Estado em 3/2/2025, na SES-MG, a Sala de Monitoramento das Arboviroses é um espaço para a consolidação de informações de gestão, dados epidemiológicos, assistenciais e laboratoriais, que vão subsidiar a tomada de decisão por parte do governo estadual, incluindo o planejamento e coordenação das ações de enfrentamento às arboviroses.

A iniciativa visa ao acompanhamento cada vez mais eficaz da situação epidemiológica dessas doenças no estado por meio de análises técnicas e apresentação dos dados disponíveis nos diferentes sistemas, em reuniões semanais.

Jornal Folha Regional
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