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Jornal Folha Regional

Sul de Minas tem nova lei que obriga agressores a pagar despesas do SUS em casos de violência doméstica

Sul de Minas tem nova lei que obriga agressores a pagar despesas do SUS em casos de violência doméstica – Foto: reprodução

A Câmara Municipal de São Tomé das Letras aprovou uma nova legislação que determina que autores de violência doméstica e familiar deverão ressarcir os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com o atendimento prestado às vítimas. A medida já está em vigor no município desde a publicação oficial, realizada em 27 de abril.

A proposta foi apresentada pelo vereador Tomé Fernando Costa e estabelece que os custos relacionados aos atendimentos causados pela agressão poderão ser cobrados do responsável, desde que a autoria da violência seja comprovada.

Entre as despesas previstas na lei estão atendimentos médicos e hospitalares, tratamentos psicológicos, fornecimento de medicamentos e processos de reabilitação das vítimas. Os valores deverão ser calculados conforme a tabela do SUS, e os recursos arrecadados serão destinados aos cofres públicos do município.

O texto também prevê que a cobrança não poderá causar prejuízos financeiros à vítima nem aos seus dependentes. Além disso, a nova regra não substitui outras punições previstas na legislação criminal e civil.

Segundo o autor do projeto, a iniciativa busca reforçar o combate à violência doméstica e conscientizar sobre os impactos gerados à sociedade e aos serviços públicos.

“A aprovação dessa lei reafirma que a violência, em hipótese alguma, pode ser tolerada e que suas consequências também devem ser assumidas por quem comete”, afirmou o parlamentar.

O vereador também destacou que a proposta não tem apenas caráter financeiro. “Quando a gente obriga o agressor a ressarcir os custos com a saúde pública decorrentes da violência, estamos falando de justiça, responsabilidade e respeito aos recursos da população”, declarou.

Embora a lei já esteja valendo, os detalhes sobre a aplicação prática ainda serão regulamentados. Uma reunião entre representantes da prefeitura, o autor da proposta e integrantes da assistência social deve acontecer na próxima semana para definir como será feito o procedimento de cobrança.

De acordo com o vereador, a expectativa é que a medida adotada em São Tomé das Letras possa servir de referência para outros municípios brasileiros no enfrentamento à violência doméstica e familiar.

Câmara de São João Batista do Glória promove debate sobre ataques a mulheres e população LGBTQIA+

Câmara de São João Batista do Glória promove debate sobre ataques a mulheres e população LGBTQIA+ – Imagem: divulgação/Câmara de São João Batista do Glória

A Câmara Municipal de São João Batista do Glória promoverá uma audiência pública para discutir a violência política contra mulheres e pessoas LGBTQIA+, além do avanço do discurso de ódio nas redes sociais. O encontro busca ampliar o debate sobre os limites da liberdade de expressão e a responsabilização por manifestações que atentem contra a dignidade humana.

A audiência ocorre em um contexto recente de repercussão no município, após decisão judicial que reconheceu a prática de discurso transfóbico e violento contra a vereadora Gleds da Fonseca. A Justiça determinou a responsabilização civil do autor das ofensas, reforçando o entendimento de que manifestações discriminatórias não estão protegidas pelo direito à livre expressão.

O caso reacendeu discussões sobre a violência política de gênero e a necessidade de mecanismos institucionais para coibir práticas que visam intimidar ou silenciar representantes eleitos, especialmente mulheres e integrantes da comunidade LGBTQIA+.

Entre os participantes confirmados está a deputada estadual Bella Gonçalves, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A parlamentar é reconhecida por sua atuação na defesa da igualdade de gênero e dos direitos da população LGBTQIA+ e deve contribuir com reflexões sobre políticas públicas de enfrentamento à discriminação.

Também participará o prefeito de Alpinópolis, Rafael Freire, que recentemente obteve decisão favorável na Justiça após ser alvo de discursos homofóbicos. O caso reforça o cenário de crescente judicialização de episódios de ódio e discriminação envolvendo agentes públicos.

A expectativa é que a audiência reúna autoridades, representantes da sociedade civil e moradores da região, promovendo um espaço de escuta, diálogo e construção de estratégias para combater a violência política e o discurso de ódio, tanto no ambiente institucional quanto nas plataformas digitais.

Escolas terão conteúdos de prevenção à violência contra a mulher

Escolas terão conteúdos de prevenção à violência contra a mulher – Foto: Sumaia Vilela

Os ministérios da Educação (MEC) e das Mulheres assinaram em Brasília, a portaria de regulamentação da Lei Maria da Penha Vai à Escola (nº 14.164/2021, para incluir conteúdo sobre a prevenção a todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres nos currículos da educação básica.

A lei determina que a produção de material didático relativo aos direitos humanos e à prevenção da violência contra a mulher deve ser adequada a cada nível de ensino.

O ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu que é preciso começar a discussão sobre a prevenção à violência contra as mulheres, com as crianças e jovens estudantes dentro das escolas brasileiras.

Para Santana, a nova geração será formada com base no respeito, na equidade e na justiça. “Estamos afirmando um projeto de país. Um Brasil onde meninas podem estar sem medo, onde mulheres podem ocupar todos os espaços e onde o conhecimento seja instrumento de libertação e não de exclusão.”

“Não há futuro possível sem a garantia plena de direitos para meninas e mulheres. A educação é o caminho mais poderoso para transformar essa realidade”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana.

Instituições públicas

Durante a cerimônia Educação pelo Fim da Violência, na Universidade de Brasília, foi assinado o Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres e Acolhimento nas instituições públicas de ensino superior e Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

O documento estabelece orientações para que instituições de ensino públicas não sejam omissas em eventuais situações de violência de gênero no ambiente acadêmico.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou como importantes as medidas de proteção às meninas e mulheres, no âmbito da educação, porque vão do ensino básico ao superior. Ela citou o pedagogo Paulo Freire. “A educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo.”

A ministra ainda defendeu que os currículos e os planos pedagógicos de cada curso de graduação e de pós-graduação abordem conteúdos de combate e enfrentamento de todo tipo de violência contra as mulheres.

“Imagine daqui a 4, 5, 6 anos, como sairão os profissionais que atuarão em todos os lugares, como unidades básicas de saúde, escolas, Cras [Centro de Referência de Assistência Social], Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social]. Isso vale para todas as profissões deste país.”

O ministro Camilo Santana explicou que o documento simboliza uma construção coletiva que nasce a partir da escuta, da ciência e da experiência das instituições de ensino.

“Reafirmamos que nossas universidades, institutos federais e redes de ensino são espaços de produção de conhecimento, mas também devem ser espaços seguros, acolhedores e livres de qualquer forma de violência ou discriminação”, enfatizou.

Santana anunciou que lançará, em breve, um edital para apoiar a criação de cuidotecas nas universidades federais. “São espaços de cuidado e acolhimento para crianças que permitirão que mães, estudantes, professoras e trabalhadoras possam estudar, trabalhar e permanecer na universidade com dignidade.”

Mulheres Mil

No conjunto de ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres, os dois ministérios assinaram o acordo de cooperação técnica para a ampliação de vagas do Programa Mulheres Mil, coordenado pelo MEC.

A política pública tem a missão de elevar a escolaridade de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

O programa também tem o objetivo promover a inclusão socioprodutiva e a autonomia das mulheres por meio de cursos de qualificação profissional.

Os presentes ainda assistiram ao trailer do filme Mulheres Mil, produzido pela pasta. A obra retrata o impacto do programa na vida de cinco mulheres, suas famílias e comunidade.

As iniciativas integram as ações do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em fevereiro.

Casos de violência contra animais mobilizam protesto em São Sebastião do Paraíso

Cão Doidão – Foto: redes sociais

Moradores e protetores independentes de animais de São Sebastião do Paraíso (MG) organizam uma manifestação para o próximo domingo (8), às 15h, em frente à Casa da Cultura, após dois episódios de violência contra animais registrados em um intervalo inferior a três dias no município. O ato tem como objetivo cobrar justiça e reforçar a necessidade de punição aos responsáveis por casos de maus-tratos.

A mobilização ganhou força após o desaparecimento do cachorro comunitário conhecido como Doidão, que vivia há mais de dez anos no bairro Brás e era cuidado coletivamente por moradores e voluntários, além do ataque sofrido por uma cachorrinha de seis meses, chamada Cristal, encontrada com um ferimento grave no tórax.

De acordo com os organizadores do protesto, informações repassadas por cuidadores indicam que Doidão estaria morto. No entanto, a Polícia Civil de Minas Gerais ainda não confirmou a morte do animal e afirma que o caso segue sob investigação.

Imagens que circulam entre os cuidadores mostram Doidão entrando na residência de uma moradora pouco antes de desaparecer. Segundo a Polícia Civil, não há registros que indiquem que o cachorro tenha saído do imóvel após esse momento. As buscas tiveram início logo após a constatação do sumiço, acompanhadas por integrantes da rede de cuidadores, que relataram forte comoção na comunidade, já que o animal fazia parte da rotina do bairro e era conhecido por seu comportamento dócil.

Além do vínculo afetivo com os moradores, Doidão enfrentava um quadro delicado de saúde. O cachorro estava em tratamento contra um câncer no abdômen, havia passado recentemente por uma cirurgia e ainda necessitava de cuidados especiais, conforme acompanhamento veterinário.

A Polícia Civil instaurou um inquérito e já ouviu seis pessoas. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Rafael Gomes, há indícios de que o cachorro tenha sido abandonado na zona rural do município vizinho de São Tomás de Aquino. A prática, segundo ele, caracteriza crime de maus-tratos qualificado. A polícia também teve acesso a um vídeo recente em que Doidão aparece em uma estrada de terra, visivelmente debilitado. Equipes realizaram buscas no local, mas o animal não foi localizado. Informações sobre uma possível morte chegaram ao conhecimento da corporação, porém ainda não foram confirmadas oficialmente.

O protesto também foi impulsionado por outro caso de violência registrado na cidade. Na quarta-feira, uma cachorrinha de apenas seis meses, chamada Cristal, foi encontrada com um corte profundo no tórax. A principal suspeita é de que o ferimento tenha sido causado por uma faca.

A veterinária responsável pelo atendimento informou que o animal deu entrada em estado grave, com sangramento intenso e presença de bicheira. Foram realizados exames para avaliar a necessidade de transfusão de sangue, já que a cachorrinha aparentava ter perdido uma quantidade significativa de sangue.

Para os organizadores do ato, os episódios não são isolados e refletem um problema recorrente enfrentado no município. A vereadora Daiane Andrade avalia que os casos de maus-tratos acontecem diariamente e que chega um momento em que a sociedade precisa se posicionar de forma coletiva.

Moradores e protetores esperam que a manifestação amplifique o debate, chame a atenção das autoridades e resulte em investigações rigorosas e punições exemplares. Para integrantes do movimento, a expectativa é de que a legislação seja aplicada com seriedade e que os responsáveis sejam responsabilizados conforme a lei.

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais reforçam a preocupação. Entre janeiro e outubro de 2025, o estado registrou 5.540 ocorrências de maus-tratos a animais, número que representa um aumento de 47,65% em relação ao mesmo período de 2024.

A manifestação está confirmada para este domingo, às 15h, em frente à Casa da Cultura de São Sebastião do Paraíso. A Polícia Civil informa que as investigações continuam em andamento e que novas informações serão divulgadas assim que houver confirmação oficial dos fatos.

Passos tem leve queda na violência contra a mulher, mas mantém números elevados em 2025

Passos tem leve queda na violência contra a mulher, mas mantém números elevados em 2025 – Foto: reprodução

Os registros de violência contra a mulher seguem elevados no Sul de Minas em 2025 e, embora algumas cidades apresentem queda, o cenário regional ainda inspira atenção. Em Passos, dados oficiais apontam 900 ocorrências de violência doméstica e familiar contra mulheres entre janeiro e outubro deste ano. O número representa uma redução de 16 casos em comparação com o mesmo período de 2024, mas ainda mantém o município entre aqueles com maior volume absoluto de registros na região.

Em Passos, os crimes mais frequentes continuam sendo agressão física, lesão corporal, ameaça e violência psicológica. Para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, os dados indicam que, apesar da leve queda, a violência permanece como um problema estrutural que exige resposta contínua do poder público e da sociedade.

A delegada da Delegacia da Mulher de Passos, Mariana Floravante, reforça que a denúncia é fundamental para interromper o ciclo de agressões. Segundo ela, qualquer tipo de violência, mesmo ameaças ou injúrias, deve ser encarada como situação de risco. “A mulher precisa procurar ajuda o mais rápido possível. Não deve esperar a agressividade aumentar. É essencial buscar a polícia e as instituições de apoio e denunciar”, orienta.

No contexto regional, os 164 municípios do Sul de Minas somaram 18.276 casos de violência contra mulheres nos primeiros dez meses de 2025. O total representa um aumento de 1,5% em relação ao mesmo período de 2024 e de 5,2% na comparação com 2023. As ocorrências mais registradas foram agressões físicas, ameaças e descumprimento de medidas protetivas.

Entre as maiores cidades da região, Poços de Caldas contabilizou 1.319 casos de violência doméstica e familiar contra mulheres no período analisado, superando em 31 registros o total de todo o ano de 2024. A média no município chega a cerca de quatro casos por dia. Já Varginha apresentou o maior crescimento percentual: foram 1.142 ocorrências entre janeiro e outubro, um aumento de 17,5% em relação ao ano passado, com predominância de violência psicológica, seguida por ameaça, lesão corporal e agressão física.

Na contramão da tendência regional, além de Passos, Pouso Alegre também registrou redução. O município contabilizou 1.123 casos nos dez primeiros meses do ano, 25 a menos que em 2024. As principais ocorrências foram lesão corporal, ameaça, violência psicológica e perseguição.

Especialistas avaliam que parte do aumento regional está relacionada à ampliação da rede de acolhimento e ao maior preparo das instituições para receber as vítimas. Para a socióloga e advogada Maria Cláudia da Arcadia, as mulheres estão mais conscientes sobre a violência e mais encorajadas a denunciar. “Há uma rede de apoio maior e estruturas públicas mais preparadas, o que contribui para esse panorama de maior consciência sobre a violência”, explica.

Ela ressalta, no entanto, que os números exigem mais do que registro estatístico. “Já temos dados e conhecemos o ciclo da violência. Agora é preciso transformar isso em políticas de prevenção. A mudança só virá com um projeto multidisciplinar, que envolva escolas, saúde primária e todas as áreas da política pública. Os homens também precisam participar dessa luta, porque as vítimas são as mulheres, mas os autores, em sua maioria, são homens”, conclui.

Governo de Minas realiza ação de combate à violência contra idosos em todo o estado

Governo de Minas realiza ação de combate à violência contra idosos em todo o estado – Foto: divulgação

Durante o mês de outubro, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) tem coordenado uma iniciativa integrada voltada para o enfrentamento da violência e da subtração de direitos fundamentais das pessoas idosas.

Com apoio das polícias Civil e MilitarCorpo de Bombeiros Militar, Ministério Público, Defensoria Pública e das secretarias de Estado de Saúde (SES) e de Desenvolvimento Social (Sedese), a Operação Virtude marca o 22º aniversário da Lei nº 10.741, de 1/10/2003, que instituiu a criação do Estatuto da Pessoa Idosa.

Por meio do trabalho integrado realizado pelas Forças de Segurança e pelas instituições parceiras, a Operação Virtude tem como propósito não somente a repressão dos crimes contra idosos, mas também a garantia de assegurar proteção integral e um ambiente seguro e digno para essa faixa etária, sobretudo para os mais de 18 mil idosos que, segundo o Censo SUAS 2024, vivem em Instituições de Longa Permanência (ILP) em 368 municípios do estado.

Desde o início da operação, que começou no dia 1/10, até a última terça-feira (21/10), foram registrados 352 boletins de ocorrência e 413 vítimas receberam atendimento por parte das Forças de Segurança.

Foram efetuadas 42 prisões em flagrante e outras 18 por mandado de prisão, além da condução de 17 indivíduos à autoridade policial por suspeita de crimes contra idosos. Também foram prestados mais de 1,2 mil atendimentos pré-hospitalares (APH) por parte do Corpo de Bombeiros Militar.

Governo de Minas realiza ação de combate à violência contra idosos em todo o estado – Foto: divulgação

Também ocorreram ações de fiscalização em Instituições de Longa Permanência de todo o estado. Em Belo Horizonte, a Vigilância Sanitária e a Polícia Civil vistoriaram três instituições nos bairros Acaiaca, Bandeirantes e Coqueiros, localizados nas regionais Nordeste, Pampulha e Noroeste.

“A Operação Virtude se espalhou pelo estado inteiro com a finalidade não só de reprimir e prevenir a prática de infrações contra as pessoas idosas, mas também de fiscalizar os locais onde essas pessoas permanecem por um longo tempo. O objetivo do Estado é coibir efetivamente qualquer prática que venha interferir e prejudicar a vida da pessoa idosa”, explica Rogério Greco, secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública.

Além das ações repressivas, a Operação Virtude promoveu, nessa quarta-feira (22/10), uma ação educativa e preventiva realizada na Praça Sete, Centro da capital. No local, as instituições participantes levaram informações à população sobre a importância do cuidado e da proteção da pessoa idosa. Além disso, o público alvo da ação teve acesso a serviços jurídicos prestados pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública.

O superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp, Bernardo Naves, destacou que a Operação Virtude tem como um de seus propósitos mais significativos a promoção do acolhimento à pessoa idosa pelo poder público, uma vez que essa faixa etária é frequentemente invisibilizada pela sociedade.

Ele reforçou a importância dos canais de denúncia. “O Disque Denúncia 181 e 190 são meios para que a população possa informar situações de violência contra idoso e, assim, contribuir com o trabalho desempenhado pelas Forças de Segurança”, informou.

Governo de Minas realiza ação de combate à violência contra idosos em todo o estado – Foto: divulgação
Governo de Minas realiza ação de combate à violência contra idosos em todo o estado – Foto: divulgação

Varginha sanciona lei que obriga agressores a ressarcirem custos de atendimento a vítimas de violência

A cidade de Varginha (MG) passou a contar com uma nova legislação que reforça a responsabilização financeira de agressores em casos de violência. Sancionada nesta semana, a Lei nº 7.451, de 18 de setembro de 2025, determina que quem cometer atos de violência — física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial — deverá ressarcir os cofres públicos pelos gastos com os atendimentos prestados às vítimas.

Os valores a serem pagos englobam despesas médicas, psicológicas e sociais realizadas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e de outros serviços municipais. O montante será calculado com base na tabela de custos dos atendimentos, e os recursos arrecadados serão destinados ao Fundo Municipal, conforme definição posterior do Executivo.

A lei garante ainda que nenhum custo poderá ser repassado à vítima ou aos seus dependentes, assegurando que a obrigação recaia exclusivamente sobre o agressor.

De autoria do vereador Alexandre Prado (Avante), o projeto foi aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal antes de ser sancionado pelo prefeito. O parlamentar destacou que a medida representa um avanço na responsabilização dos autores de violência.

“Com essa lei, damos um passo firme no sentido de responsabilizar o agressor não apenas criminalmente, mas também financeiramente, evitando que a sociedade pague por essa violência”, afirmou Alexandre Prado.

Segundo o texto, a cobrança só poderá ocorrer após sentença penal condenatória transitada em julgado, respeitando o direito de defesa. Caso o agressor não efetue o pagamento, o município poderá executar a dívida judicialmente ou realizar a inscrição em órgãos de proteção ao crédito.

O vereador ressaltou que, além de representar um avanço no combate à violência doméstica, a medida contribui para o reequilíbrio das contas públicas, uma vez que parte dos custos hoje arcados pelo SUS e pela Prefeitura passará a ser cobrada dos responsáveis pelos crimes.

“É uma lei que traz inovação e justiça para Varginha. O objetivo é coibir a violência e ressarcir os cofres públicos, destinando os valores recuperados para áreas essenciais como saúde e assistência social”, destacou Prado.

A expectativa é que a regulamentação da lei seja feita pelo Poder Executivo nos próximos meses, definindo os procedimentos administrativos e a destinação final dos recursos arrecadados.

Corpos de idoso e mulher são encontrados com sinais de tortura em Jacuí; filho da vítima é preso

Corpos de idoso e mulher são encontrados com sinais de tortura em Jacuí; filho da vítima é preso – Foto: Corpo de Bombeiros

Dois corpos com marcas de violência foram encontrados na tarde do último sábado (2), em uma área de mata na zona rural de Jacuí, no Sul de Minas. As vítimas são Francisco Geraldo da Silva, de 84 anos, conhecido como “Chico da Usina”, e Aparecida Silva Ribeiro, de 51. O principal suspeito do crime é o filho de Aparecida, um jovem de 23 anos, que foi preso em flagrante.

A Polícia Militar foi acionada após um morador relatar um possível crime ocorrido nas proximidades da ponte do Muro dos Escravos, às margens da BR-265. Segundo ele, o marido de Aparecida — pai do suspeito — o procurou pedindo indicações para chegar até o local, dizendo que havia recebido uma ligação preocupante do filho.

No contato telefônico, o jovem teria contado ao pai que ele e Aparecida foram atacados por dois homens encapuzados enquanto faziam uma caminhada. Porém, ao chegarem ao local indicado, os policiais encontraram uma cena macabra: os corpos de Francisco e Aparecida estavam parcialmente submersos em um córrego, apresentando lesões profundas no peito e na garganta — ferimentos provocados por um objeto cortante, o que levantou suspeitas de tortura.

A identidade de Francisco foi confirmada por familiares, enquanto a de Aparecida foi determinada com base nos documentos encontrados junto ao corpo. Perto das vítimas, a polícia localizou também um par de óculos que, segundo a investigação, pertencia ao filho de Aparecida.

O rapaz foi encontrado em casa com escoriações nos braços. À polícia, ele manteve a versão do suposto ataque, afirmando que os dois foram surpreendidos por homens armados com facas e que conseguiu fugir, mesmo ferido. No entanto, seu depoimento foi repleto de contradições.

O pai do suspeito confirmou à polícia que a esposa havia saído de casa acompanhada do filho pouco antes do crime. Ele também revelou que o jovem possui transtornos psicológicos e histórico de dependência de drogas.

Durante buscas na residência do suspeito, os militares apreenderam celulares, um notebook, roupas com manchas suspeitas, um simulacro de arma de fogo e outros itens eletrônicos. Imagens de câmeras de segurança registraram o jovem retornando sozinho da região onde os corpos foram encontrados.

Diante das evidências, o jovem recebeu voz de prisão em flagrante. O pai, que chegou a ser algemado por demonstrar nervosismo durante a abordagem, foi posteriormente liberado após prestar depoimento e entregar voluntariamente seu celular à polícia. Ele afirmou estar disposto a colaborar com as investigações.

A motivação do crime ainda é desconhecida e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

MPMG participa de projeto para capacitar mulheres vítimas de violência

Nesta edição do Ponta a Ponta, vamos conhecer o Projeto Laudelina, iniciativa do Senac com participação de várias instituições, entre elas, o MPMG, por meio do Centro Estadual de Apoio às Vítimas – Casa Lilian. O objetivo do projeto é unir capacitação profissional, acolhimento e promoção da autonomia feminina, especialmente daquelas em situação de violência.

As convidadas da TV MP são a promotora de Justiça Ana Tereza Giacomini, coordenadora do Centro Estadual de Apoio às Vítimas do MPMG – Casa Lilian e Ana Roberta da Cruz, especialista técnica de Relações Institucionais do Senac Minas.

MPMG aborda violência contra a mulher em Passos

MPMG aborda violência contra a mulher em Passos – Foto: reprodução

Nesta próxima terça-feira (17), acontece mais uma palestra no Ciclo de Estudos sobre “Violência Intrafamiliar e Doméstica”, a temática abordada será “Violência Contra a Mulher”. O evento é realizado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio das Promotorias de Justiça de Passos, em parceria com a Faculdade Atenas.

A programação será conduzida pelo promotor de Justiça, Márcio Kakumoto, onde atua na promotoria especializada em casos de violência contra a mulher. O público-alvo aborda estudantes da Faculdade Atenas e toda a comunidade de Passos e região, com a atividade também será transmitido pelo canal do YouTube da Faculdade Atenas Passos, @atenas.passos.

“Este tema é de extrema relevância para a sociedade, a partir de eventos como este podemos fortalecer a relação com a comunidade e destacar os altos índices de violência contra a mulher que acontecem em Minas Gerais e no país”, afirma.

A coordenadora do curso de Direito da Faculdade Atenas, Zaíra Garcia de Oliveira Soares, expressa satisfação e reconhecimento pela parceria estabelecida com o MPMG.

“Este convênio, formalizado em 2024, visa proporcionar aos nossos alunos a oportunidade de vivenciar atividades práticas correlatas à sua formação acadêmica, complementando o conhecimento teórico adquirido na instituição de ensino”, destaca.

O evento acontece no dia 17 de junho, às 19h, no auditório da Faculdade Atenas, localizada na rua Oscar Cândido Moreira, Monteiro, nº 1.000, no bairro Mirante do Vale.

Via: Clic Folha

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