
O poeta José Lucas dos Santos, encontrou na poesia uma forma de homenagear o artista Geraldinho da Serrinha.
O Inventor do Garanhão
Nem papel e nem caneta
Era na cabeça e na enxada
Que canções eram inspiradas
À tarde ou até de madrugada
Pelas “bandas” da “Ventania”
Nossa cidade vizinha
Com vinte e cinco anos apenas
O brilho do compositor surgia
Renegado em “Grupo de Jovens”
Cândido queria cantar
Um porteiro “esquisitinho”
Ao padre foi reclamar
No Estádio de Alfenas,
O reverendo trouxe Logo um violão
Aplausos de três mil jovens
Ao inventor do “Garanhão”
Como sempre nobre boêmio
No “Barzinho da Esquina”
“Vinte pra sete” da manhã
Companheiro “prata fina”
Na cidade de Londrina
Humilde e sem nenhum ensaio
Alcino Alves apresentou-lhe Teodoro
E na roça o parceiro Sampaio.
Daí surge uma amizade
Com visitas de cortesia
De orgulho e privilégio
E de muita alegria
A cigana em Aparecida
Chamou de paquerador
Homem de fé e alegria
Admirado vereador.
Se quiser saber o futuro
Já falei do seu passado
A cigana lhe contará
Por dez reais ofertados
Oferta somente é doada
À Senhora Aparecida
Coloque aos pés da santa
Em gratidão por sua vida
Uma coisa que entristece
É a tal da traição
Em churrasco de Grã- fino
Terás grande decepção
Entre nobres empresários
Uma jovem especial
Por tratar uma gata como filha
Recebe desprezo geral
Sendo simples e de caráter
Cândido não faz distinção
Vendo Tereza de lado
Servia com satisfação
No domingo ao retornar
Na Serra da Mantiqueira
A gata em seu pensamento
Vira música de Primeira
Os anos foram passando
Bela família veio a formar
Com uma esposa dedicada
E dois filhos de se invejar
Orgulho da nossa cidade
Dos pastores e companhias
Autor do grande “Chicão”
E de outras maravilhas
Homem honesto, trabalhador
Sabichão e de muita fé
Sempre querido e respeitado
Pelo povo de São José
Dotado de sabedoria
Entre chão batido ou de pedrinha
Presto honrosa homenagem
Ao “Geraldinho” da Serrinha.
Autor: José Lucas dos Santos