
Um dos pontos turísticos mais conhecidos e visitados em Mairoporã (SP), é a Pedreira do Dib, localizada no bairro Mantiqueira — Serra da Cantareira. O local funcionou como pedreira até 1973, quando foi desativada. Hoje, por conta de seus paredões rochosos, o lugar é usado para a prática de esportes radicais, incluindo rapel.
A pedreira fica em uma área particular e de acordo com informações, desde 2020 seus proprietários pretendem transformar o local em um aterro sanitário (lixão). Os donos teriam conseguido um laudo provisório junto à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).
O próximo passo foi solicitar um alvará de funcionamento, porém a prefeitura não concedeu o documento e nem permissão para andamento da obra, e ainda informou que não vai autorizar que um lixão degrade a pedreira.
‘’Estão dizendo que a prefeitura autorizou a obra, isso é mentira, não autorizou. Pelo menos não no meu mandato, nada disso aconteceu e nem vai acontecer’’, afirmou o prefeito de Mairiporã.
De acordo com o jurídico da prefeitura, mesmo com a licença da Cetesb, as atividades não podem continuar sem alvará da prefeitura.
Ainda conforme Aladim, pelo ato de infração 445/446 de 2020, pelo início das obras sem a aprovação necessária, pela falta de acompanhamento técnico, pela ausência de medidas para evitar danos à construção e ausência de placas, a prefeitura decidiu embargar a obra. Os moradores também são contra qualquer alteração na área.
De acordo com o Procurador Geral da Prefeitura, Dr. Edison Pavão, foi remetido à Secretaria do Meio Ambiente do Município, a abertura de uma comissão especial de inquérito para apurar se a documentação da Cetesb realmente existe.
Em memorando, o representante da Comissão do Meio Ambiente, o engenheiro Eduardo Vitorino, disse que a obra não tem estudo de impacto de vizinhança e nem certidão de uso do solo para dar continuidade ao projeto.
José Carlos Aguiar, proprietário da empresa Destino Ambiental, responsável pela obra na pedreira, disse que apenas a Cetesb tem autonomia em conceder licença para movimentação de terra em área de manancial e que vai continuar executando o projeto.
‘’Não vamos fazer aterro sanitário, mesmo se quiséssemos, aqui é uma área de manancial. Nós vamos fazer uma recuperação ambiental’’, disse José Carlos.
Por sua beleza cênica, a pedreira é constantemente usada como locação para filmagens e fotografias para utilização em campanhas publicitárias, como o comercial do biscoito Negresco, da Nestlé, gravado em 1996. Além de servir como local de gravações para programas de esporte, como o Esporte Espetacular da emissora Globo, que gravou o quadro Circuito Radical, onde diversos competidores realizaram provas de highline, base jump e waterline.