Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

Pesquisadores de Muzambinho estudam transformar cigarras em farinha proteica para nutrição animal

Compartilhe:
Pesquisadores de Muzambinho estudam transformar cigarras em farinha proteica para nutrição animal – Foto: reprodução

Pesquisadores do Instituto Federal do Sul de Minas, em Muzambinho (MG), estão desenvolvendo um projeto inovador que alia o controle sustentável de pragas à produção de alimento alternativo para animais. A equipe estuda transformar cigarras capturadas em lavouras de café em uma farinha rica em proteínas, aproveitando os insetos que causam prejuízos às plantações.

Com o apoio da cooperativa Cooxupé, o projeto utiliza armadilhas sonoras capazes de atrair as cigarras, reduzindo a necessidade do uso de inseticidas. Após a captura, os insetos passam por um processo de desidratação e são transformados em um pó nutritivo, que está sendo analisado em laboratório para verificar seu potencial como fonte de nutrição animal.

De acordo com os pesquisadores, o método contribui não apenas para o controle da praga, mas também para a sustentabilidade da cafeicultura. As cigarras, que passam boa parte do ciclo de vida no solo sugando a seiva das raízes e enfraquecendo as plantas, representam um dos principais desafios para os produtores. Ao serem atraídas pelas armadilhas no momento em que saem do solo para se reproduzir, é possível evitar novas infestações e reduzir danos futuros às lavouras.

O professor de cafeicultura Felipe Campos Figueiredo explica que essa etapa do ciclo é crucial para o controle do inseto, já que o maior prejuízo ocorre durante o período subterrâneo das ninfas. Ele destaca que existem diferentes métodos de combate, como o uso de defensivos químicos, mas que a técnica de captura contribui para um manejo mais equilibrado e menos agressivo ao meio ambiente.

Já o professor de entomologia Daniel Chiaradia Oliveira ressalta que a iniciativa tem como foco principal a sustentabilidade. Segundo ele, a armadilha sonora foi inicialmente projetada para trabalhar em conjunto com inseticidas, mas no campus de Muzambinho passou a ser testada de forma independente, utilizando apenas água, sem adição de produtos químicos.

Os testes ainda estão em andamento, mas os resultados iniciais indicam que a técnica pode se tornar uma alternativa viável para controlar as cigarras, reduzir resíduos químicos no café e, ao mesmo tempo, gerar um novo produto com potencial nutricional e econômico.

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.