
O Cemitério Municipal de Guapé (MG), atingiu sua capacidade máxima e já não comporta novos sepultamentos. A média de 80 enterros por ano acelerou a superlotação e obrigou famílias, sem alternativas de terreno, a recorrerem a jazigos de parentes distantes ou até de conhecidos — uma situação que, além de constrangedora, torna ainda mais difícil o momento de luto.
Sem áreas disponíveis para aquisição imediata, a administração municipal admite que a única medida viável no curto prazo pode ser a incorporação do campo de futebol localizado ao lado do cemitério. A ideia prevê a desativação do espaço esportivo para permitir a expansão. A proposta, no entanto, ainda será debatida com os moradores e pode ser submetida a um plebiscito para definir se a comunidade concorda com a mudança.
Atualmente, o cemitério possui aproximadamente 1.200 túmulos cadastrados. Apesar de reconhecer a necessidade de encontrar uma nova área para futuras sepulturas, o município afirma enfrentar dificuldades para localizar terrenos adequados para o serviço funerário.
A Secretaria Municipal de Obras também anunciou que fará um recadastramento completo das sepulturas. Por se tratar de um cemitério centenário, há túmulos antigos possivelmente abandonados ou sem utilização, e a identificação dessas estruturas pode permitir alguma reorganização interna. Para isso, a prefeitura deverá contratar uma empresa especializada.
“Estamos buscando uma empresa para realizar o recadastramento, levantar o máximo de informações possível, identificar quem foi velado e quais túmulos podem ser reutilizados”, explicou o secretário de Obras, Rafael Amaral.
O assunto foi tema de debate recente na Câmara Municipal. Durante a sessão, o vereador Everton Gonçalves de Oliveira (PSD) cobrou que a prefeitura trate o caso com urgência e avalie diversas alternativas — desde a compra de novos terrenos até adaptações no local atual. Segundo ele, a situação já é crítica e tem causado transtornos às famílias que procuram um espaço para sepultar seus entes queridos.