Um vídeo que mostra um cavalo sendo utilizado para retirar uma viatura da Polícia Militar atolada em uma estrada de terra passou a repercutir nas redes sociais e levou a corporação a abrir uma investigação interna. As imagens começaram a circular na quarta-feira (1º) e mostram o veículo preso na lama enquanto o animal, preso por uma corda, tenta puxá-lo sob incentivo de um cavaleiro.
Em nota, a Polícia Militar informou que o caso está sendo apurado pelo 20º Batalhão, sediado em Pouso Alegre, responsável pelo policiamento de 25 municípios do Sul de Minas. A corporação confirmou a instauração de um procedimento administrativo para esclarecer as circunstâncias do episódio, mas não revelou oficialmente em qual cidade a ocorrência foi registrada nem forneceu detalhes sobre a atuação dos policiais envolvidos.
Apesar da ausência de confirmação oficial, informações obtidas pelo portal Terra do Mandu indicam que a cena teria sido registrada em uma estrada do bairro Fazenda Velha, na zona rural de Estiva. O trecho é composto por estrada de terra e costuma apresentar dificuldades de tráfego durante períodos chuvosos, quando o barro e os atoleiros comprometem a circulação de veículos.
A gravação rapidamente dividiu opiniões nas redes sociais. Enquanto parte dos internautas encarou a situação como uma consequência das más condições da estrada, outros criticaram a utilização do cavalo para rebocar a viatura e levantaram questionamentos sobre o possível esforço imposto ao animal. O episódio também repercutiu entre defensores da causa animal.
Segundo a Polícia Militar, a investigação administrativa deverá esclarecer como ocorreu a utilização do cavalo, quem autorizou a medida, quais policiais participaram da ação e se os procedimentos adotados seguiram as normas da corporação. Também será analisado se havia outras alternativas para retirar a viatura do atoleiro, como o uso de guincho ou apoio de outro veículo.
Até o momento, a PM não informou se o cavalo sofreu ferimentos, se a viatura apresentou danos ou se os policiais estavam em atendimento de alguma ocorrência quando ficaram presos na estrada. A corporação também não divulgou prazo para a conclusão da apuração.