
Uma mulher de 54 anos foi assassinada pelo ex-companheiro na noite da última quinta-feira (23), em Arcos (MG). Após cometer o feminicídio, o homem, de 47 anos, tirou a própria vida, segundo informações da Polícia Militar (PM). O caso é investigado pela Polícia Civil.
A vítima foi identificada como Adriana Gonçalves, enquanto o suspeito era Claudinei Pereira. O crime aconteceu na residência da mulher, localizada no bairro Vila Calcita.
Moradores da região relataram ter ouvido gritos vindos da casa e, instantes depois, um forte estampido. Ao verificarem o que havia acontecido, encontraram Adriana caída na calçada, nas proximidades do portão da residência. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da perícia da Polícia Civil foram acionadas, mas a vítima já estava sem vida.
De acordo informações, Adriana apresentava sangramento na boca, ferimento no queixo, hematomas no pescoço e sinais de estrangulamento por uma corda. Ao lado do corpo, os policiais encontraram um revólver calibre .32 com seis cartuchos, sendo quatro deflagrados e dois intactos. A arma possuía numeração regular, mas sua propriedade ainda não havia sido identificada.
As investigações apontam que Adriana e Claudinei mantiveram um relacionamento por pouco mais de um ano. Conforme familiares, a relação era marcada por agressões, ameaças e comportamento possessivo do homem. Após sucessivos episódios de violência, a mulher decidiu encerrar o relacionamento, e o suspeito deixou a residência há pouco mais de um mês.
Temendo novas agressões, Adriana chegou a permanecer por um período na casa de uma irmã, em Belo Horizonte. Ela havia retornado para Arcos no último domingo.
Segundo relatos de testemunhas e familiares, Claudinei invadiu o imóvel enquanto Adriana fazia uma caminhada. Ao retornar para casa, ela foi surpreendida pelo ex-companheiro e estrangulada. Em seguida, o corpo foi lançado do terraço da residência.
Um dos filhos da vítima chegou ao local durante a ação, mas foi ameaçado pelo agressor, que estava armado, impedindo sua aproximação. Em determinado momento, a arma caiu, e Claudinei utilizou uma corda para tirar a própria vida.
A Polícia Militar constatou que o portão da residência não apresentava sinais de arrombamento. De acordo com o filho da vítima, o ex-companheiro já não possuía as chaves do imóvel desde a separação.
Informações também apontam que, durante o relacionamento, Claudinei instalou uma câmera de monitoramento na casa para vigiar Adriana. O equipamento foi retirado após o fim do relacionamento.
Ainda conforme o filho da vítima, Adriana já havia registrado um boletim de ocorrência contra o ex-companheiro por ameaças de morte e agressões. A Polícia Civil instaurou inquérito e continua apurando todos os detalhes do caso.
