
O tradicional saber fazer do queijo mineiro, passado de geração em geração nas famílias do campo, está ganhando o mundo. Um exemplo emblemático vem de Piumhi (MG), onde o casal Rogério e Larissa Ferreira, da queijaria Barão da Canastra, representa a quarta geração de uma família de queijeiros e tem levado os sabores da região da Canastra para os paladares mais exigentes do planeta.
A história do casal é marcada por inovação sem perder as raízes.
A produção começou com o tradicional queijo Canastra, com dois tipos de maturação: 21 dias para o queijo capa branca e entre 60 e 90 dias para os queijos de casca florida. Em 2022, a dupla deu um passo ousado e passou a produzir também um parmesão, utilizando fermentos e coalhos importados da Itália e com maturação de nove meses.
A aposta deu certo. O queijo de casca florida da Barão da Canastra, com 90 dias de maturação, conquistou medalha de ouro no prestigiado concurso internacional Mondial du Fromage em 2023, na França, e também levou prata no World Cheese Awards (WCA) no mesmo ano.
Larissa explica que o diferencial está no terroir da Canastra e na produção artesanal. “Todo o mofo que tem ali é natural, vem da pastagem, da água, tem todo o terroir da Canastra”, afirma.
O mofo branco da casca, segundo ela, ajuda a preservar a umidade no interior do queijo, conferindo uma textura especial e sabor adocicado, que lembra até o famoso Grana Padano italiano.
A conquista dos queijos de Piumhi reflete um movimento nacional de valorização e profissionalização dos queijeiros artesanais, que têm aliado tradição e inovação para conquistar novos mercados e elevar o nome do Brasil no cenário gastronômico internacional.
Fonte: Jornal 104 FM