
Gisele Oliveira, uma brasileira de 40 anos, foi presa em Portugal sob a acusação de envenenar e asfixiar 5 filhos até a morte. Os crimes teriam acontecido em Timóteo (MG), ao longo de 15 anos.
A investigação começou em 2023 no Brasil após morte da última criança. A tia da vítima contou no hospital que essa já era a quinta vez que um sobrinho dela morria por intoxicação. Autópsias detectaram uso de inseticidas e sedativos nas crianças. A investigação aponta que a mãe sedava crianças para reduzir consciência e asfixiar até a morte.
A avó procurou a polícia após desconfiar da filha. A princípio, as mortes eram atribuídas a causas naturais. As crianças tinham de 10 meses a 3 anos. Ao todo, a mulher teve sete filhos, informou a Polícia Civil de Minas Gerais.
Uma das crianças foi encontrada com a cabeça virada para o sofá e outra com fralda na boca, diz a polícia. Testemunhas disseram que o objeto foi retirado antes da chegada da perícia. Gisele vivia com um companheiro e um filho deles em Coimbra. Três das vítimas de envenenamento também eram filhos desse homem, disse a polícia portuguesa.
Polícia Civil detalhou linha cronológica dos crimes

Em 2008, primeira tentativa de homicídio foi com inseticida na mamadeira. A criança sobreviveu.
Em 2010 ocorreram duas mortes com distância de 32 dias. Na época, a polícia investigou os casos e confirmou que foram homicídios, mas não conseguiu definir quem matou. Uma das crianças, de 10 meses, teve como causa da morte intoxicação por fenobarbital, um sedativo.
Em 2019, duas mortes ocorreram com diferença de dois meses e meio. A Polícia Civil não teve acesso a esses casos na época, pois não foi registrado um boletim de ocorrência formal. Eles só foram retomados agora.
Em 2022, o marido da suspeita deu entrada no hospital com sinais de intoxicação e consciência rebaixada. Ele ficou sonolento e confuso por cerca de 24 horas, assim como aconteceu com as crianças.
Em 2023, morreu a última criança — o ponto de partida para a investigação mais recente, que decretou a prisão dela. A tia da vítima disse no hospital que essa já era a quinta criança morta. A administração do hospital acionou a polícia, que iniciou a investigação. A partir disso, foram descobertos os outros casos anteriores.