O prefeito de Carmo do Rio Claro, Filipe Carielo (sem partido), divulgou um pronunciamento à imprensa em que rebate a Ação Civil Pública por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público de Minas Gerais. A ação questiona a conduta do chefe do Executivo durante o evento “Carmo Rodeio Fest 2024”.
Na nota, Carielo afirma que a acusação é desproporcional e destaca que não há imputações relacionadas a corrupção, desvio de recursos ou enriquecimento ilícito. Segundo ele, o processo pede penalidades severas, como condenação de até 36 anos de prisão, pagamento de R$ 500 mil e suspensão dos direitos políticos.
O prefeito argumenta que sua conduta se restringiu a uma breve manifestação durante o evento.
“A vem a perguntar: que crime tão grave cometi? No rodeio da nossa cidade, utilizei dois minutos de fala, como prefeito, para defender a aprovação do projeto de lei da anistia.”
Ainda no pronunciamento, ele justifica o posicionamento ao afirmar que considera a anistia uma medida de pacificação nacional.
“É isso mesmo: querem me condenar por defender a anistia. Defendi a anistia por entender que ela é um instrumento de pacificação nacional, diante de penas que muitos consideram excessivas para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro.”
Carielo também menciona o que considera tratamento desigual no cenário político brasileiro.
“A desproporcionalidade, no nosso país, de tratamento entre políticos de direita e esquerda é evidente. O dep. federal André Janones admitiu prática de rachadinha e se quer perdeu o mandato. Já o presidente Lula foi homenageado, neste carnaval de 26, por 2h com recursos públicos, sem questionamento.”
Ele reforça que, no seu caso, a fala está sendo tratada com maior rigor. “No meu caso, uma fala de dois minutos está sendo tratada como crime gravíssimo.”
O prefeito também utilizou o espaço para destacar ações de sua gestão à frente do município.
“Mas minha gestão fala por si: fui reeleito com a maior votação da história da cidade, porque fizemos uma transformação, viabilizada com corte de corrupção e desperdício, inclusive de cargos de confiança de 48 para 23, fiquei quatro anos sem reajustar meu salário, abrindo mão de mais de 300 mil que tinha direito. E hoje, saímos de prefeitura endividada para mais de R$ 54 milhões em caixa.”
Ainda segundo Carielo, sua trajetória administrativa não condiz com as acusações. “Esse não é o histórico de quem usa dinheiro público para se promover.”
Na nota, ele também atribui motivação política ao caso. “Talvez o meu maior ‘crime’ tenha sido me declarar abertamente como um prefeito de direita.”
Por fim, o prefeito afirma que irá responder judicialmente às acusações. “Responderei aos processos com serenidade e confio que a verdade prevalecerá.”
A ação do Ministério Público está relacionada a supostas irregularidades durante o “Carmo Rodeio Fest 2024”, realizado entre os dias 1º e 5 de novembro, e ainda será analisada pela Justiça.