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Professor de origem passense ensina português ao técnico da seleção Brasileira

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Professor de origem passense ensina português ao técnico da seleção Brasileira – Foto: redes sociais

Roberto Lucas Piantino Arantes, filho de José Geraldo Arantes e Rita Maria Piantino Arantes, nasceu em São José do Rio Preto quando seu pai trabalhava na Usina Hidroelétrica de Marimbondo, do Sistema Furnas. Com 16 anos já era fluente em inglês e estudava alemão. Com esta idade fez um intercâmbio em Munich, Alemanha.

Veio para Passos em 1999 com a transferência de seu pai para a Usina de Furnas e começou a fazer Comércio Exterior em Franca, na Unifran. Mas sua vocação eram as línguas e aprendeu, sozinho, italiano, francês, espanhol, catalão (idioma falado em Barcelona, região da Catalunha), o alemão (qual já tinha uma base) além do inglês que já era fluente.

Foi professor de línguas em Passos na Wizard e no Colégio Del Rey, e começou a dar aulas particulares para muitos alunos aqui de Passos. Mudou-se para São Paulo e se dedicou a dar aulas para jogadores de futebol que tinham a perspectiva de ir jogar no exterior e alguns que já estavam por lá.

Começou a estudar russo sendo hoje já quase fluente nesta língua. “Ele é um orgulho para mim e Rita e nossa expectativa é que ele tenha cada vez mais sucesso nesta profissão que escolheu”, comenta o pai José Geraldo, hoje residente em Passos, após aposentadoria de Furnas e Unifran – onde foi o responsável pela criação de cursos superiores.

A preparação do técnico Carlo Ancelotti, que mesmo com a eliminação deste domingo deverá continuar à frente da Seleção Brasileira de Futebol, não se limitou ao campo. Nos bastidores, o técnico italiano dedica parte de sua rotina ao aprendizado do português, buscando aprimorar a comunicação com jogadores, comissão técnica e imprensa.

O responsável por essa adaptação linguística foi Roberto Piantino, professor com origens em Passos, especialista com experiência no esporte e que passou a trabalhar diretamente com o treinador.

“Um aluno sensacional, uma pessoa melhor ainda. Ele é um dos cinco maiores treinadores da história. E a humildade e o respeito pela seleção e pelo povo brasileiro em querer aprender o idioma é algo extraordinário”, contou Roberto Piantino ao jornal ‘O Lance’

Desde então, o convívio entre técnico e professor revelou um perfil fiel à imagem pública de Ancelotti: calmo, gentil e receptivo ao aprendizado. Segundo Piantino, o italiano demonstra grande disciplina, seja em videoconferências ou nas aulas presenciais. Durante as aulas, o futebol está sempre presente. As conversas frequentemente abordam aspectos táticos e análises de partidas.

“O que eu montei pra ele foi algo muito específico, voltado pra parte do futebol, pro linguajar do futebol. Linguagem do futebol, linguagem tática. Instruções como sair jogando de trás, bola longa, pressão, instruções de beira de campo, essas palavras-chave. Embora a maioria dos jogadores com quem ele tem contato falem outras línguas, espanhol, italiano, inglês. Eu não cheguei a perguntar em qual língua ele se comunica com os jogadores”, afirmou.

Piantino detalhou como é a rotina de aprendizado do italiano desde que Ancelotti assumiu a Seleção. Mesmo assim, o progresso é evidente. O professor destaca a capacidade de concentração e disciplina do treinador, que mantém alto nível de comprometimento, mesmo com a agenda cheia de viagens e compromissos. A convivência diária com brasileiros também tem acelerado a evolução.

“Tivemos uma intensidade de aulas bem maior no período de julho e agosto, que foi a primeira convocação que ele fez em agosto, para os jogos de setembro contra Chile e Bolívia. Depois disso a vida dele ficou mais corrida, muitas viagens, muito tempo aqui no Brasil na CBF, assistindo jogos, viajando, acompanhado de jogadores.

As aulas geralmente acontecem quando ele tá em casa no Canadá, que é quando ele está mais tranquilo e mais disposto. Nós chegamos inclusive a fazer aulas em fins de semana, sábado, sexta, às vezes vários dias consecutivos. Dependia sempre da agenda e da disponibilidade dele. Eu acabava fazendo adaptações dos meus horários”, revela.

Via: Observo

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