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Jornal Folha Regional

Professor morre após ser prensado por caminhonete acionada por criança de 6 anos no Sul de Minas

Professor morre após ser prensado por caminhonete acionada por criança de 6 anos no Sul de Minas – Vídeo: Terra do Mandu

Um professor de química de 70 anos morreu após ser prensado por uma caminhonete que avançou repentinamente sobre a calçada depois de ser acionada por uma criança de 6 anos, na noite de quarta-feira (10), em São Gonçalo do Sapucaí (MG).

Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que o veículo, que estava estacionado, se desloca de forma brusca, sobe a calçada e prensa o professor contra a parede. Pessoas próximas se desesperam e correm para tentar retirá-lo.

De acordo com a Polícia Militar, um casal e uma criança de 6 anos estavam dentro da caminhonete. O motorista havia descido para pedir um lanche, quando, segundo relato, a criança acionou a ignição do veículo – a intenção seria ligar o ar-condicionado. A caminhonete então arrancou em direção ao local onde estava o professor.

A mãe da criança acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Márcio foi levado em estado grave para o hospital municipal e morreu na madrugada de quinta-feira (11), pouco antes de ser transferido para Varginha (MG). O casal prestou esclarecimentos à polícia e foi liberado. A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil, que investigará os detalhes do acidente.

Bizu era professor de química em um colégio de São Gonçalo do Sapucaí e era amplamente reconhecido por sua dedicação ao ensino.

Repercussão e notas de pesar

O Colégio Unicol, onde o professor lecionava, manifestou profunda tristeza pela perda:

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de nosso querido professor Márcio (Bizu). Neste momento de profunda consternação, o Colégio Unicol se une em oração à sua família bem como a todos os amigos e alunos.”

A unidade de Machado, que também faz parte da rede, publicou mensagem de solidariedade:

“Hoje nosso coração está em luto. Sentimos profundamente a perda do professor Márcio (Bizu) da unidade de São Gonçalo. Um educador dedicado, querido por todos, que deixou um legado de aprendizado, carinho e inspiração. Que Deus conforte a família, amigos e toda a comunidade escolar neste momento tão difícil.”

VÍDEO | Pai de aluna espanca professor após bronca por uso de celular em sala de aula no DF

Um professor de 53 anos foi agredido com nove socos por um pai dentro do Centro Educacional 4 do Guará, no Distrito Federal, na manhã desta segunda-feira (20), após pedir que uma aluna parasse de mexer no celular durante a aula.

O pai foi identificado como Thiago Lênin Sousa e deve responder pelos crimes de lesão corporal, injúria e desacato. Câmeras de segurança registraram a agressão.

As imagens mostram o momento em que o homem entra na sala de coordenação e dá uma sequência de socos na cabeça do educador, que tenta se proteger antes de o agressor ser contido por outros funcionários.

Nas imagens ainda é possível ver a filha do agressor tentando separar a briga e aplicando um “mata-leão” no próprio pai para impedir que ele continuasse as agressões.

Além da filha, outras três estudantes presenciaram as agressões.

Segundo o professor, a agressão aconteceu depois que ele chamou a atenção da aluna – que se recusava a copiar o conteúdo do quadro.

“Eu falei que não era para mexer no celular e era para copiar o conteúdo. Ela deve ter chamado o pai, e ele foi à escola tirar satisfação comigo”, relatou o educador.
O professor ficou com olho roxo e hematomas nas costas após a agressão.

Agressor vai responder por lesão corporal, injúria e desacato

O agressor, identificado como Thiago Lênin Sousa, foi levado para a 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), onde assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) — usado para crimes de menor potencial ofensivo.

Ele vai responder em liberdade por lesão corporal, injúria e desacato.

Em depoimento, o homem afirmou que a filha ligou dizendo que o professor teria xingado a estudante e admitiu que “partiu para cima” do professor, mas negou ter feito ameaças.

Em nota, a Secretaria de Educação do DF informou que a Coordenação Regional de Ensino do Guará está acompanhando o caso e que a Corregedoria da pasta vai apurar os fatos.

A secretaria também acionou o Batalhão Escolar para reforçar a segurança na entrada e saída dos alunos nos próximos dias.

“A Secretaria repudia qualquer forma de violência no ambiente escolar e reafirma o compromisso de garantir um espaço seguro, acolhedor e respeitoso para toda a comunidade”, diz o comunicado.

Professor é preso suspeito de abusar de aluno de 10 anos em Muzambinho

Professor é preso suspeito de abusar de aluno de 10 anos em Muzambinho – Foto: Reprodução

A Polícia Militar prendeu um professor suspeito de abusar sexualmente de um aluno de 10 anos na zona rural de Muzambinho (MG). O caso teria ocorrido durante aulas de reforço escolar oferecidas ao estudante em uma escola da comunidade.

De acordo com a PM, o professor teria tocado o aluno de forma inapropriada, o que fez com que a criança passasse a recusar a frequentar as aulas. Após ser abordado pelos policiais, o homem admitiu o contato físico e apresentou sinais de depressão, relatando inclusive pensamentos suicidas.

O suspeito foi preso e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil, que será responsável por investigar as circunstâncias do caso.

A criança recebe acompanhamento e os cuidados necessários após a denúncia.

Pai denuncia professor por agressão a aluno com TDAH em escola municipal em Formiga

Pai denuncia professor por agressão a aluno com TDAH em escola municipal em Formiga – Foto: reprodução

O pai de um aluno de 11 anos fez um boletim de ocorrência na Polícia Militar (PM) para registrar que o filho, diagnosticado com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), foi agredido por um professor de educação física na Escola Municipal Angelita Gomes, em Formiga (MG), região Centro-Oeste do estado. O caso, que aconteceu em 29 de setembro e é investigado pela Polícia Civil.

Marley Michel Rodrigues contou para a PM que foi informado pela direção da escola que o filho teria discutido com um colega e que um professor havia conduzido o menino para fora da sala “para amenizar a situação”. Ele, no entanto, contesta a versão e afirma que o filho foi arrastado à força.

Segundo o boletim de ocorrência, o professor negou ter agido com violência e afirmou que apenas segurou o aluno pelo braço e o levou até a porta para “preservar o bem-estar dele”, já que havia desentendimentos anteriores entre os estudantes.

O professor foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos e foi liberado. A reportagem entrou em contato com a direção da Escola Municipal Angelita Gomes, a Secretaria Municipal de Educação de Formiga e a Prefeitura, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Câmera da escola registrou a intervenção do professor

O pai disse que conseguiu, com ajuda de um advogado, a imagens de câmeras de monitoramento que mostram o momento da agressão. A reportagem não teve acesso ao vídeo, que foi entregue à Polícia Civil.

“Quando vimos as imagens, foi chocante. A agressão aconteceu bem debaixo da câmera. Só conseguimos o vídeo depois que um advogado interveio, porque a escola não quis liberar de imediato”, afirmou Marley.

Ainda segundo Marley, a direção registrou o caso em ata, mas sem mencionar qualquer violência.

“A direção não mencionou nenhuma agressão e nem que meu filho tinha sido retirado à força. Chegando em casa, questionei o meu filho e ele contou que havia sido jogado no chão e que o professor mandou ele sair, mas ele respondeu que não sairia porque não tinha feito nada de errado. Não duvidei do meu filho em momento nenhum”, relatou Marley.

Diante disso, Marley disse que voltou à escola para exigir explicações e transparência.

“Fui novamente à escola, extremamente nervoso, e pedi que fossem honestas conosco. Nesse momento acionei a PM, e a direção retornou acompanhada da secretária de Educação. Quando começamos a questionar, elas mudaram a versão, dizendo que o professor apenas pegou o meu filho pelo braço. Uma atitude monstruosa. O professor fez o que fez e ainda saiu dali para dar aula em outra escola”, disse.

O pai afirma ainda que a escola foi negligente no atendimento ao menino após o episódio.

“Além do que esse professor fez, quero relatar a negligência da escola, porque não foi dado nenhum atendimento ao meu filho. Deveriam ter levado ele ao hospital, e a escola negligenciou isso. Me relataram depois que as próprias funcionárias da escola fizeram avaliação nele”, contou.

Segundo Marley, a Secretaria Municipal de Educação informou a ele que o professor seria suspenso, mas ele continuou dando aulas em outra escola da rede. O pai disse ainda que fez uma representação no Ministério Público e aguarda providências.

“Depois que fizemos o boletim de ocorrência, a Secretaria falou que o professor seria suspenso, mas ele foi dar aula em outra escola. Eu fiz uma representação no MP e estou esperando a Justiça ser feita”, completou.

Via: G1

Professor de São Sebastião do Paraíso é finalista do maior prêmio de arte-educação do Brasil

Professor de São Sebastião do Paraíso é finalista do maior prêmio de arte-educação do Brasil – Foto: redes sociais

O professor de Arte Kayho Rodrigues, da Escola Estadual Paraisense, em São Sebastião do Paraíso (MG), é um dos 30 finalistas da 26ª edição do Prêmio Arte na Escola Cidadã — o maior prêmio de arte-educação do Brasil.

O projeto orientado por ele, intitulado “Como o teatro modifica a vida dos estudantes?”, concorre na categoria Ensino Fundamental – Anos Finais e foi selecionado entre mais de 300 inscritos de todo o país.

A iniciativa foi realizada entre maio de 2023 e setembro de 2024, com estudantes dos 8º e 9º anos, por meio do Programa ICEB (Iniciação Científica na Educação Básica), da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Ao longo de dois anos, os alunos participaram de oficinas teatrais, rodas de conversa, visitas culturais e processos criativos colaborativos, que culminaram na apresentação da peça “Cadê Meu Gato?”, encenada em setembro do ano passado.

Além da criação do espetáculo, os estudantes também produziram um artigo científico com ba-se nas experiências vividas, refletindo sobre a força do teatro no desenvolvimento de habilidades socioemocionais, pensamento crítico e repertório cultural. O projeto foi em-basado em autores como Augusto Boal, Vygotsky e Jacob Moreno, promovendo um diálogo entre arte, cidadania e formação humana.

Kayho Rodrigues, que também é mestre em Artes pela Universidade Federal de Uberlândia e coordenador da tradicional Oficina de Artes Cênicas Sebastião Furlan, destacou a importância de chegar à final após anos de dedicação.

“Hoje, ser finalista dessa premiação é, para mim, a realização de um sonho. Desde 2022 venho inscrevendo projetos no Prêmio Arte na Escola Cidadã, e esta é a primeira vez que chego à etapa final. Só de estar entre os 30 finalistas do país já considero uma grande vitória. Essa conquista é da nossa escola, da nossa cidade e do nosso estado. Sou muito grato à Escola Estadual Paraisense e ao nosso diretor Adilson Luciano Pimenta Rezende, que sempre apoia meus projetos com confiança e total liberdade. Isso faz toda a diferença.”

Representando Minas Gerais

Na edição de 2025, que homenageia o Maracatu — manifestação cultural afro-brasileira de Pernambuco — o prêmio recebeu projetos de todas as regiões do país. Kayho é o único professor mineiro entre os finalistas, representando não apenas sua escola, mas todo o estado de Minas Gerais na etapa nacional. O resultado final será divulgado no dia 23 de julho, e a cerimônia de premiação está marcada para novembro, em São Paulo.

Os vencedores de cada categoria receberão R$ 10 mil em dinheiro, certificado digital, produção de um documentário sobre o projeto e um dia de atividades culturais. As escolas também serão certificadas e apoiadas logisticamente para participar do evento.

Por Ralph Diniz – Jornal do Sudoeste – Paraíso

Professor morto a tiros em Formiga havia pedido medida protetiva antes de ser assassinado

Vítima Jonathan Silva Simões (esquerda), e suspeito, o vereador de Araújos Lucas Coelho (direita) - Foto: redes sociais
Vítima Jonathan Silva Simões (esquerda), e suspeito, o vereador de Araújos Lucas Coelho (direita) – Foto: redes sociais

O professor Jonathan Silva Simões, de 31 anos, foi morto a tiros na porta de casa em Formiga, na última quinta-feira (30). Segundo familiares, Jhony — como era conhecido — havia solicitado uma medida protetiva após episódios de ameaças e perseguições do ex-namorado, mas o pedido foi negado pela Justiça. A Polícia Civil investiga o caso.

De acordo com Junio Pablo de Moura, primo e irmão de criação de Jonathan, o professor teve um relacionamento com o vereador Lucas Coelho (PSD), de Araújos. A relação começou de forma tranquila, mas se tornou abusiva com o tempo. Segundo Moura, Jonathan vinha sendo seguido, ameaçado e teve a privacidade violada em diversas situações.

“Ele era um irmão pra mim. Cresceu com a minha mãe desde os 10 anos. A gente nunca imaginava isso.” , desabafou Junio. O Jhony chegou a montar uma espécie de dossiê com todas as ameaças. Pediu medida protetiva, mas disseram que era só para mulheres em relação a homens. Ele ficou revoltado, rasgou o papel na ocasião, mas eu mesmo li”, contou.

A redação fez contato com a Polícia Civil, Ministério Público e Tribunal de Justiça de Minas Gerais para saber sobre a medida protetiva negada e aguarda retorno. A reportagem não conseguiu contato com o parlamentar até a última atualização desta reportagem.

Enquanto a família aguarda respostas e a localização do suspeito, Junio Pablo fez um apelo.

“Nada vai trazer o Jhony de volta. Mas ele não pode ser mais um número. Ele pediu ajuda, gritou por socorro, e ninguém ouviu. Agora, o mínimo que esperamos é justiça”.

O dia do crime

O assassinato ocorreu por volta das 18h15 do dia 30 de maio. Jhony chegava em casa, no Bairro Sagrado Coração de Jesus, após o trabalho, quando foi atingido por disparos.

Segundo Pablo, imagens de câmeras de segurança mostram que o autor dos tiros aguardava no local desde 17h30 e agiu pelas costas. A vítima foi baleada seis vezes.

“Ele estava atravessando a rua pra entrar. As câmeras mostram que o criminoso já estava esperando desde 17h30. Então ele veio por trás e atirou pelas costas. Foram seis tiros. Depois entrou no carro e fugiu. O criminoso estava de boné, com o rosto coberto.”, contou Junio.

Polícia Civil investiga o caso

A Polícia Civil informou, por nota, que o caso está sendo tratado com prioridade.

“A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que apura, com prioridade, o homicídio de um homem, de 31 anos, em Formiga, no último dia 29 de maio. As investigações estão bem adiantadas, com o objetivo de esclarecer completamente os fatos, especialmente no que se refere à autoria e à motivação do crime. Neste momento, em razão do andamento dos trabalhos investigativos, não é possível fornecer outras informações.”

Via: G1

VÍDEO | Em ato de carinho, alunos pegam professor com deficiência no colo ao entrar na sala

O carinho dos alunos por este professor com deficiência deixa o coração quentinho. Eles fazem de tudo por ele e chegam a carregar o mestre no colo quando chega na sala de aula. E olha que ele leciona matemática, matéria que muitos detestam. Um vídeo gravado pela turma não deixa mentir.

Renne Cesar, da Unidade Escolar Antonieta Castelo, em Aldeias Altas, no Maranhão, é aquele tipo de professor favorito. Com a perna esquerda amputada e mobilidade reduzida, ele faz campanha pela inclusão com bom humor.

Sem vitimismo e com respeito ele conquista cada estudante. Nas redes sociais do Renne Cesar, tem vários vídeos mostrando o dia a dia e a atenção dos alunos com ele.

Pegam professor no colo

Em um vídeo compartilhado na semana passada, o professor chega na sala de aula e é recebido pelos alunos com muita farra. Um retira os óculos escuros dele, que está com a mão na muleta. Outro pega a mochila e, um terceiro as muletas. Aí, vem a parte mais bonita:

Dois alunos, bem fortes, fazem “cadeirinha” para transportar o professor até a cadeira próxima à mesa dele.

Tudo muito de boa e na maior festa. É tão bacana de se ver e acompanhar essa empatia que as dificuldades ficam bem suavizadas. O nome disso é generosidade.

Redes sociais aplaudem

Nas redes sociais, muitos comentários e aplausos, sobretudo o reconhecimento de que o professor Renne é o querido entre tantos.

A aluna Maysa resumiu:  “Nós temos maior cuidado com ele. É o melhor”.

“Parabéns professor, em muitos casos já estariam readaptados ou aposentados”, afirmou uma internauta.

“Como esse cara é respeitado e amado pelos alunos, algo raro nos dias de hoje é lindo de ver e emociona coração”, acrescentou uma seguidora.

Servidor da rede estadual de Minas é premiado como melhor professor do Brasil

Servidor da rede estadual de Minas é premiado como melhor professor do Brasil – Foto: redes sociais

Após disputa com número recorde de participantes, o professor de inglês Jardel Ferreira Pedrosa, da Escola Estadual Amélia Santana Barbosa, em Betim, foi eleito como  Professor do Ano 2023, pelo portal de conteúdos educacionais Toda Matéria. 

O professor da rede estadual foi selecionado entre 2.851 indicações de todo o país. 

A iniciativa reconhece e incentiva professores brasileiros e avalia a relevância do trabalho desenvolvido para a educação e o impacto das ações do projeto nos alunos e na interação com a comunidade escolar.

Para conquistar a segunda edição do prêmio, Jardel se destacou com projeto que implantou há mais de duas décadas em escolas públicas onde leciona, onde ele agrega dança, artes plásticas, educação física e outras disciplinas ao ensino do inglês. 

Por estar há tantos anos desenvolvendo a iniciativa, o professor hoje leciona para a segunda geração de alunos, ou seja, filhos de ex-alunos. 

“Estou muito feliz pelo prémio, que dedico aos estudantes envolvidos. Sem eles, não seria possível desenvolver esse projeto. Nosso trabalho é coletivo, respeitando a individualidade de cada um e as diversas formas do uso da língua inglesa. Normalmente, eles começam o projeto de forma desconectada e no fim do ciclo estão altamente envolvidos. Isso é fantástico”, conta o professor, emocionado.

Só na Escola Estadual Amélia Santana Barbosa ele desenvolve esse projeto há 13 anos.

Servidor da rede estadual de Minas é premiado como melhor professor do Brasil – Foto: redes sociais

Projeto multidisciplinar

O Clip Project – como é chamada a iniciativa idealizada por Jardel, já atendeu mais de 17 mil alunos. O objetivo é promover a interdisciplinaridade entre a Língua Inglesa, Artes e Educação Física como um atrativo para os alunos. 

“Funciona como uma verdadeira ponte entre a criatividade individual, coletiva e a construção de uma sociedade de fato inclusiva, plural, responsável com a preservação ambiental e promotora de uma convivência de respeito às diferenças”, acrescenta o Professor do Ano 2023.

Temáticas 

Em cada edição é escolhida uma temática. Para 2023, as atividades foram inspiradas nos filmes do cineasta norte-americano Tim Burton. 

“Para montar os videoclipes, ao longo dos quatro meses do projeto, os estudantes desenvolveram muito mais do que a prática e a familiaridade com o idioma estrangeiro. Eles partilharam experiências que vão levar para a vida toda e para o cotidiano de sua inserção social e interações”, explica Jardel.

Neste ano, mais de 2 mil pessoas prestigiaram a mostra dos trabalhos produzidos na escola de Betim. 

“É muito gratificante ver a empolgação no rosto dos jovens, com a expectativa de mostrar seus talentos para a família e para a comunidade”, conta.

O vencedor deste ano, além do certificado do Prêmio Toda Matéria, recebe ainda um computador portátil, um smartphone, um kit de materiais da Faber-Castell, um kit especial da Estante Virtual e um vale-viagem no valor de R$ 5 mil. 

O apoio das marcas Faber-Castell e Estante Virtual à iniciativa de valorização dos professores brasileiros foi também um diferencial da edição 2023 do prêmio.
Sobre o Toda Matéria

Criado em 2011 pela empresa de mídia digital 7Graus, o site Toda Matéria tem o intuito de auxiliar estudantes, professores e pesquisadores no processo de aprendizagem e ensino, proporcionando informações fidedignas sobre temas variados. 

A missão do Toda Matéria é oferecer conteúdo gratuito e de qualidade com foco na experiência dos usuários. 

O portal é elaborado por uma equipe de professores, pesquisadores e gestores que produzem, editam, revisam e atualizam os conteúdos permanentemente.

Servidor da rede estadual de Minas é premiado como melhor professor do Brasil – Foto: redes sociais

Vídeo: Professor cria rotina de exercícios e ajuda aluno com paralisia cerebral a andar

O professor de educação física Júlio Gonçalves, de 39 anos, emocionou a internet ao mostrar a evolução motora de Luiz Souza, um de seus alunos na rede pública de ensino de Porto Velho, em Rondônia, que convive com paralisia cerebral e graças aos estímulos na escola começou a conseguir sair da cadeira de rodas e andar. 

O educador postou um vídeo em suas redes sociais mostrando o processo de estimulação motora que tem feito com Luiz e a sua evolução. Nos registros é possível ver o aluno levantando da cadeira de rodas e andando, além de praticar outros exercícios que ajudam na sua coordenação motora. Confira:

O rondoniense diz que recebeu diversas mensagens após postar o vídeo, desde pessoas parabenizando-o até pessoas relatando que queriam um professor assim para o(a) filho(a) PCD.

Júlio relata que até pessoas as quais ele se inspirava como exemplos de educadores vieram comentar e repostar seu vídeo. “Foi tudo muito surreal”, complementa.

O professor de educação física comenta que espera que o vídeo inspire outras pessoas e que, cada vez mais, possa servir como uma positividade na vida das pessoas.

“Extremamente gratificante”, diz professor que ajudou aluno com paralisia cerebral a andar

Em entrevista, Júlio conta que quando conheceu Luiz, no início de 2023, recebeu recomendações de não tirá-lo da cadeira de rodas, visto que este já havia se machucado ao tentar levantar sozinho.

Ao receber as instruções, o educador relata que ficou curioso ao saber que o menino tentava se levantar por conta própria. Foi então que Júlio decidiu realizar alguns testes com o garoto, a fim de conhecer melhor o seu potencial psicomotor.

Quando percebeu que Luiz conseguia se manter em pé, o educador rapidamente decidiu que faria de tudo para ajudá-lo. “Ele só precisava de estímulo, alguém que acreditasse nele”, comentou.

O professor de educação física revela ainda que fica muito emocionado ao falar sobre os resultados obtidos com Luiz. “É extremamente gratificante”, complementa.

Educação inclusiva é prioridade de professor que ajudou aluno com paralisia cerebral a andar

Há mais de 10 anos atuando como professor de educação física, Júlio relembra um de seus primeiros alunos com deficiência ao reiterar a necessidade de uma educação mais inclusiva.

Em meados de 2012, o educador conheceu Anderson, aluno que sofria com alguns tumores na cabeça, e que como consequência desenvolveu uma deficiência visual.

Ele foi seu primeiro aluno PCD e o inspirou a pensar em estratégias e atividades lúdicas que tornassem sua didática de ensino mais inclusiva. “Me marcou muito”, revela Júlio.

Muito emocionado, Júlio conta que, infelizmente, Anderson faleceu durante a pandemia da Covid-19 e que, até hoje, ainda recebe mensagens da família estudante o agradecendo pela atenção com o aluno.

O educador conta que, certa vez, no dia dos professores, a avó de Anderson lhe enviou um áudio lendo uma carta como se tivesse sido escrita pelo aluno.

“Essa carta é como se fosse o Anderson falando para você, professor”, disse a avó. “Aquilo me desmontou inteiro” confessou o educador com a voz embargada.

Professor de escola municipal do Rio é preso suspeito de ter lançado garrafa que matou torcedora palmeirense

Professor de escola municipal do Rio e preso suspeito de ter lançado garrafa que matou torcedora palmeirense – Foto: redes sociais

Preso nesta terça-feira (25), o torcedor do Flamengo apontado como sendo o homem que lançou uma garrafa de vidro que atingiu e matou a torcedora do Palmeiras Gabriela Anelli Marchiano, de 23 anos, é professor concursado da Secretaria Municipal de Educação do Rio e não tem antecedentes criminais.

Jonathan Messias Santos da Silva, de 33 anos, tem um filho de 2 anos e estava em São Paulo no dia do incidente com um irmão e dois amigos, segundo a advogada do servidor municipal, Caroline Dias.

De acordo com a defesa, “ele não é ligado a nenhuma torcida organizada”, como disse a polícia paulista. Em nota, a Fla-Manguaça também informou que “o torcedor suspeito não faz parte ou envolvimento” com o grupo.

O professor foi encontrado em casa, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. No momento da prisão, estava dormindo. Segundo a Polícia Civil de SP, o homem foi identificado com auxílio do reconhecimento facial utilizado para acesso ao estádio do Palmeiras.

Gabriela foi atingida no dia 8 de julho, durante uma confusão entre flamenguistas e palmeirenses, e morreu dois dias depois.

Segundo Ivalda Aleixo, delegada-chefe do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), o professor é o homem de barba e camiseta cinza que aparece em um vídeo atirando uma garrafa pelo espaço entre os tapumes que separavam as duas torcidas durante a briga.

A polícia excluiu a possibilidade de um palmeirense ter atirado o objeto que feriu Gabriela no pescoço, já que a perícia utilizou a sincronização do som para apontar de onde partiu a garrafa e em qual momento acertou a vítima.

A garrafa teria estilhaçado ao bater em um tapume de ferro, e seus estilhaços atingiram a palmeirense.

A jovem apresentava um corte de 3 centímetros no pescoço, segundo a polícia. Ainda de acordo com os investigadores, a reconstituição virtual realizada com imagens obtidas nos momentos que antecederam a morte de Gabriela indica que apenas o flamenguista atirou garrafas naquela direção.

Com essa conclusão, os agentes seguiram o trajeto feito por ele até ele entrar no estádio.

Segundo a Polícia Civil, imagens mostram que o homem chegou a trocar de blusa. Ele usava uma na cor cinza ao atirar a garrafa e já usava com uma do Flamengo ao entrar o estádio.

A polícia, no entanto, não acredita que a troca foi para se livrar do crime. A investigação então analisou diversas imagens do Allianz Parque até identificar e chegar ao professor.

Em silêncio

Jonathan não reagiu à prisão e permaneceu calado entre sua casa e a sede da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), na Barra da Tijuca. Na especializada, o professor também não quis prestar declarações.

Em seguida, ele foi levado para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, para a audiência de custódia. O homem será transferido para a capital paulista em seguida.

De acordo com dados da Polícia Civil do RJ, Jonathan não tem passagens pela polícia. Existem apenas duas ocorrências em que ele aparece como vítima de furto.

Ao g1, a advogada Caroline Dias afirmou que ele havia ido à São Paulo com o irmão e uma dupla de amigos. A defensora destacou ainda que seu cliente “não faz parte de torcida organizada, é apaixonado pelo Flamengo desde criança e é uma pessoa super pacífica“.

“Ele estava com o irmão e isso nunca aconteceu. Ele está sendo acusado de um crime muito grave, e a defesa não teve acesso ao inquérito. Ainda não conversamos com ele em particular. Mas, as informações preliminares são que ele estava no estádio com o irmão e dois amigos. Pelo que entendi, foi uma fatalidade e poderia acontecer com qualquer um de nós”, disse a advogada.

A defesa comparou o ocorrido fora do estádio a um acidente.

“Ninguém se vê numa situação assim. É como um acidente de trânsito que pode vitimar alguém.”

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