Senado aprova uso de spray de pimenta para defesa pessoal de mulheres – Foto: reprodução
O Senado aprovou na última terça-feira (30) o projeto de lei que autoriza o porte e a posse de spray de pimenta por mulheres para defesa pessoal. O texto vai à sanção presidencial.
A venda será liberada para mulheres com mais de 18 anos, ou para mulheres entre 16 e 18 anos com autorização de responsáveis legais.
O projeto fala em autorização da venda de aerossol de extrato vegetal, spray de pimenta ou de extratos vegetais. Se enquadram nessa categoria os dispositivos portáteis de natureza não letal, usados à contenção temporária de agressor em situação de agressão atual ou iminente à integridade física ou sexual da usuária.
Para a compra, será exigido documento com foto, comprovante de residência e uma autodeclaração de inexistência de condenação criminal por crime doloso violento.
O projeto de lei se pautou nos dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A instituição indica que o Brasil registrou 87.545 vítimas de estupro e estupro de vulnerável em 2024, o maior número da série histórica iniciada em 2011 – o que equivale a uma pessoa estuprada a cada seis minutos. No mesmo período, as tentativas de feminicídio cresceram 19%.
De acordo com a autora do projeto, deputada Gorete Pereira (PL), o aerossol de extrato vegetal é um instrumento “intermediário” de proteção, entre a “completa ausência de defesa” e o uso de armas de fogo, que representa um risco social incompatível com “políticas públicas responsáveis de segurança”.
“As mulheres são vítimas, de forma recorrente, de agressões físicas e sexuais tanto em espaços públicos quanto privados, muitas vezes em situações nas quais a intervenção estatal é inviável, inexistente ou ocorre de forma tardia. Jovens a partir dos 16 anos, especialmente estudantes e trabalhadoras, enfrentam rotinas de deslocamento e convivência social que as expõem a riscos concretos, sem dispor de meios imediatos de autoproteção”, justifica a autora.
O dispositivo legal não é para uso livre, mas restrito à proteção da integridade física ou sexual.
O uso só é considerado legal quando empregado para repelir agressão injusta, atual ou iminente, de forma proporcional e moderada.
O que pode acontecer por uso indevido
A matéria deve alertar que o uso fora das regras acarreta sanções administrativas e penais.
Advertência formal (em casos sem lesão)
Multa de um a dez salários-mínimos
Apreensão do dispositivo e proibição de nova aquisição por até cinco anos
Responsabilização penal em casos de lesão corporal ou constrangimento ilegal
Marinha do Brasil intensifica Operação Furnas 2026 com exercícios militares e workshop de Defesa Civil em São José da Barra – Foto: divulgação
São José da Barra (MG) está sendo palco de uma das maiores operações de adestramento da Marinha do Brasil em águas interiores. A Operação Furnas 2026, realizada entre os dias 30 de junho e 3 de julho, reúne cerca de 2 mil militares, além de blindados, embarcações, helicópteros, drones e diversos meios operativos no Lago de Furnas, conhecido como o “Mar de Minas”.
Os exercícios simulam situações reais de crise, incluindo operações anfíbias, ações de apoio humanitário, resgate de vítimas, transporte de tropas, reconhecimento aéreo e atuação conjunta com órgãos de segurança e proteção civil. O treinamento tem como objetivo aprimorar a capacidade operacional da Marinha e fortalecer a integração entre as Forças Armadas e os órgãos públicos em situações de emergência.
Na manhã desta quarta-feira (1º), a programação da Operação Furnas ganhou um importante reforço com a realização do III Workshop Interagências de Cooperação com a Defesa Civil: Da Prevenção à Resposta Coordenada, no Auditório do Centro de Treinamento de Furnas, em São José da Barra. O evento integra o Adestramento em Apoio à Defesa Civil desenvolvido pela Marinha em parceria com os órgãos de Defesa Civil do Estado de Minas Gerais.
O workshop tem como foco fortalecer a preparação e ampliar a capacidade de resposta diante de desastres naturais e outras situações de emergência, promovendo a atuação integrada entre instituições civis e militares.
Participam do encontro especialistas, gestores e representantes de diversas instituições, entre elas a Junta Interamericana de Defesa (JID), a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (CEDEC-MG), a AXIA Energia, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e a própria Marinha do Brasil. As palestras abordam estratégias de prevenção, mitigação de riscos e resposta coordenada em cenários de calamidade pública.
Um dos principais momentos da programação é o Tabletop Exercise (TTX), exercício de coordenação interagências que simula um desastre com múltiplas vítimas. Durante a atividade, os participantes colocam em prática protocolos de tomada de decisão, comunicação institucional e gerenciamento de recursos em um ambiente controlado, aproximando a teoria da realidade enfrentada em grandes emergências.
Além do treinamento militar, a Operação Furnas também promove aproximação com a comunidade por meio da tradicional Ação Cívico-Social (ACISO), oferecendo atendimentos gratuitos nas áreas de saúde, cidadania e assistência social, reforçando o compromisso da Marinha com o apoio à população.
A realização da Operação Furnas 2026 e do III Workshop Interagências consolida São José da Barra como referência nacional em treinamentos voltados à Defesa Civil e à cooperação entre instituições, fortalecendo a cultura da prevenção e da pronta resposta diante de situações de emergência.
Marinha do Brasil intensifica Operação Furnas 2026 com exercícios militares e workshop de Defesa Civil em São José da Barra – Foto: divulgação
Marinha do Brasil realiza maior exercício militar em Minas Gerais com 2 mil militares, blindados, robôs e drones em São José da Barra – Foto: divulgação
A Marinha do Brasil realiza nesta sexta-feira, 3 de julho, em São José da Barra (MG), a demonstração de capacidades da Operação Furnas, considerada o maior exercício militar da instituição em Minas Gerais. A ação reúne cerca de 2 mil militares, além de blindados, embarcações, robôs, drones e diversos equipamentos de alta tecnologia empregados em operações ribeirinhas, de apoio à Defesa Civil e em missões de paz.
Dezenas de autoridades local, estadual e federal estarão presentes nesta grande apresentação.
Entre as demonstrações previstas estão operações ribeirinhas, ações integradas com a Defesa Civil, simulações de missões de paz, além de uma coletiva de imprensa com os comandantes da operação. O cronograma também contempla visita às estruturas montadas pela Marinha para o treinamento das tropas.
A Operação Furnas marca ainda as comemorações pelos 100 anos de atuação da Marinha do Brasil em Minas Gerais. Para o exercício, foram deslocadas tropas do Rio de Janeiro ao Sul de Minas, percorrendo aproximadamente mil quilômetros, demonstrando a capacidade expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais.
Durante o treinamento, serão utilizados modernos meios operativos, como carros-lagarta anfíbios, viaturas blindadas Piranha e JLTV, embarcações de desembarque, lanchas blindadas, caminhões UNIMOG, robôs para desativação de explosivos, drones, equipamentos de comunicação via satélite, sistemas ópticos, câmeras telescópicas e equipamentos especializados para atuação em ambientes nucleares, biológicos, químicos e radiológicos.
Segundo a Marinha, o objetivo da Operação Furnas é aprimorar o treinamento integrado das unidades da Força de Fuzileiros da Esquadra em operações ribeirinhas, missões de paz e ações interagências, fortalecendo também a presença da Força Naval na região do Lago de Furnas, considerada estratégica para o país.
Marinha do Brasil realiza maior exercício militar em Minas Gerais com 2 mil militares, blindados, robôs e drones em São José da Barra – Foto: divulgação
CAPITÓLIO (MG) – O mercado imobiliário e o setor de turismo nacional voltam seus olhos ao Mar de Minas e à Serra da Canastra. O Empreendimento Cataguá – maior complexo integrado de lazer e entretenimento de Minas Gerais – realiza o evento oficial de lançamento do Cataguá Resort Esmeralda, nos Canyons de Capitólio, conectado ao Tuná, o maior parque Aquático de Minas Gerais, e do Pauá, o maior parque de aventura e lazer do Brasil, onde está o icônico Mirante dos Canyons, reconhecido como o cartão postal de Capitólio.
Localizado nos Canyons de Capitólio, entre a Serra da Canastra e o Mar de Minas, o Cataguá Resort Esmeralda nasce com padrão de hospitalidade internacional da Rede Wyndham.
As obras do Cataguá Resort Esmeralda já foram iniciadas e contarão com investimentos de R$ 235 milhões, a serem realizados com recursos próprios. Há previsão de geração de 150 empregos diretos na construção e de 680 após a inauguração, além de 1.800 indiretos.
O complexo Cataguá é uma resposta à crescente demanda por destinos que unem exclusividade e sustentabilidade: apenas 19% do terreno de 1,2 milhão de metros quadrados será ocupado, preservando 81% de área verde nativa.
Para Jorge Abukater, empresário e um dos sócios do empreendimento, o complexo consolida a região no mapa do turismo de alto padrão. “Capitólio e seu entorno possuem uma vocação turística extraordinária, moldada por riquezas naturais únicas. Com o Empreendimento Cataguá, nossa missão é potencializar esse DNA, entregando um complexo que integra o Mar de Minas e a Serra da Canastra ao mais alto padrão de hospitalidade. Ao conectar dois parques temáticos e um resort de nível internacional, consolidamos a região não apenas como o principal polo de lazer de Minas Gerais, mas como um dos destinos mais competitivos e desejados do Brasil”, destaca.
Cataguá Resort Esmeralda: Infraestrutura de Lazer e Integração com a Natureza
VÍDEO | O projeto audacioso que traz o padrão 5 estrelas para o coração de Capitólio e da Serra da Canastra – Foto: divulgação
Inserido na paisagem icônica dos Canyons de Capitólio, o Cataguá Resort Esmeralda adota o conceito de “Natureza Cinco Estrelas”, com piscina com borda infinita integrada à paisagem do Mar de Minas, spa, academia completa, quadra de beach tennis e apartamentos sob medida para cada perfil familiar.
As acomodações incluirão 304 unidades/quartos, distribuídas entre Studio com área de 36 metros quadrados, suítes de 46,5 metros quadrados e coberturas de 93 metros quadrados. As obras começaram em maio, com expectativa de inauguração no fim de 2029.
Operando no modelo de Tempo compartilhado (Time Share) – já consagrado na Europa e na América do Norte, que agora o empreendimento traz a Minas Gerais –, o resort oferece uma solução inteligente para as suas férias. O proprietário adquire semanas de utilização que permitem:
· Uso no Cataguá Resort Esmeralda: Desfrutar da estrutura própria com previsão de entrega em três anos;
· Intercambio via RCI: Plataforma que transaciona diárias em hotéis internacionais. São mais de 5 mil hotéis espalhados pelo mundo.
Com o slogan “Exuberante lá fora, encantador aqui dentro”, o Cataguá Resort sintetiza sua proposta de integrar a força visual dos Canyons de Capitólio ao conforto de um padrão internacional de hospitalidade.
O empresário e sócio do Empreendimento Cataguá, João Victor Queiroz Karan, reforça que um dos grandes objetivos do complexo é contribuir para colocar Capitólio na prateleira mundial do turismo, ampliando a projeção do destino e elevando o padrão de infraestrutura, serviços e experiências oferecidas na região.
“Nosso compromisso com o Cataguá é estabelecer um novo referencial de excelência para o turismo regional. Queremos ajudar Capitólio a ocupar um lugar de destaque entre os grandes destinos turísticos do Brasil e do mundo. Isso se traduz em um impacto socioeconômico real, com investimentos na capacitação da mão de obra local, fortalecimento do trade turístico e a chegada de atrações inéditas. O Cataguá nasce para ser um vetor de desenvolvimento para toda a região e um destino de desejo para viajantes de todo o mundo”, ressalta.
Cataguá: O Ecossistema que Valoriza o Investimento
O Cataguá Resort Esmeralda é uma das âncoras de um complexo de lazer de referência em Minas Gerais, garantindo entretenimento de classe mundial aos seus hóspedes:
· Tuná Parque Aquático: Com 150 mil metros quadrados e padrão internacional, será o maior do estado. Conectado ao resort, oferecerá acesso direto aos hóspedes e contará com atrações como Piscinas de Ondas, Rio Lento e Tuná Race.
· Pauá Parque: 360 mil metros quadrados de aventura com uma ponte pênsil de 110 metros e o Mirante dos Canyons – o cartão postal de Capitólio. O maior parque de aventura e lazer do Brasil, inclui piscinas naturais, cachoeiras, trilhas, circuito de tirolesas, bem como a Cachoeira Pauá Lagoa Azul e o Aquabar, um dos pontos de maior visitação dos passeios náuticos da região.
Sustentabilidade e Localização
Estrategicamente posicionado a 30 minutos entre Capitólio e Passos, o Cataguá (nome que homenageia os povos originários Cataguases) valoriza a preservação ambiental e a sustentabilidade, respeitando a flora e a fauna locais. Além disso, conta com um Sistema de Gestão de Segurança (SGS) certificado pela ISO 21101, garantindo que todas as atividades sejam realizadas com os mais altos padrões de segurança. Cada visita é uma oportunidade de se conectar com a natureza de forma consciente, responsável e segura. O projeto inclui estações de tratamento de água e resíduos, licenciamento ambiental rigoroso e plano de preservação de espécies nativas.
Design e Identidade: Como Nasceu o Cataguá
O planejamento urbano (Master Plan) do Cataguá foi desenvolvido pelo arquiteto e urbanista Carlos Mauad, que atua há 30 anos no desenvolvimento de resorts, parques aquáticos, hotéis e condomínios.
Os projetos Legal e Executivo ficaram sob a responsabilidade do arquiteto Milton Filho, titular da MFDC Arquitetura. Com 15 anos de experiência no setor de hospitalidade, o profissional traz no portfólio projetos para o Grupo Aviva, incluindo Rio Quente Resorts, Hot Park e Costa do Sauípe.
O branding do Cataguá e de suas submarcas foi desenvolvido pela consultoria de Luis Grottera, o maior especialista nesse segmento de mercado. A empresa segue ativa no projeto para garantir a manutenção do conceito original de integração com a natureza local.”
VÍDEO | O projeto audacioso que traz o padrão 5 estrelas para o coração de Capitólio e da Serra da Canastra – Foto: divulgaçãoVÍDEO | O projeto audacioso que traz o padrão 5 estrelas para o coração de Capitólio e da Serra da Canastra – Foto: divulgaçãoVÍDEO | O projeto audacioso que traz o padrão 5 estrelas para o coração de Capitólio e da Serra da Canastra – Foto: divulgaçãoVÍDEO | O projeto audacioso que traz o padrão 5 estrelas para o coração de Capitólio e da Serra da Canastra – Foto: divulgação
PF desativa esquema de extração ilegal de areia que atuava desde 2008 em Ibiraci – Foto: divulgação/Polícia Federal
Uma operação da Polícia Federal realizada nesta terça-feira (30) interrompeu a extração irregular de areia em uma fazenda localizada na zona rural de Ibiraci (MG). Segundo as investigações, a atividade era desenvolvida de forma clandestina desde 2008.
Durante a ação, os policiais apreenderam um caminhão, uma escavadeira, duas pás carregadeiras e duas bombas d’água utilizadas na retirada da areia.
Conforme a Polícia Federal, a empresa responsável pela exploração não possuía autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM), requisito obrigatório para esse tipo de atividade.
As investigações também revelaram, com base em imagens de satélite, que a extração ocorria de maneira contínua há vários anos. Além disso, os investigadores suspeitam que tenha havido fraude no processo de licenciamento ambiental. A empresa teria informado aos órgãos responsáveis um volume anual de produção inferior ao efetivamente extraído para conseguir a licença.
A suspensão imediata das atividades foi determinada pela 1ª Vara Federal Criminal de Uberaba. A decisão prevê multa diária de R$ 10 mil caso a ordem judicial seja descumprida.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de usurpação de bem da União e por infrações ambientais. As penas, somadas, podem chegar a seis anos de detenção, além da aplicação de multa.
PF desativa esquema de extração ilegal de areia que atuava desde 2008 em Ibiraci – Foto: divulgação/Polícia Federal
Justiça nega devolução de ICMS a posto por combustível roubado antes da entrega em Formiga – Foto: reprodução
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu que um posto de combustíveis localizado em Formiga não terá direito à restituição de aproximadamente R$ 22 mil referentes ao ICMS incidente sobre uma carga de combustíveis que foi roubada antes de chegar ao estabelecimento.
Na ação, a empresa argumentou que, como os produtos não chegaram ao destino e não puderam ser vendidos, o imposto deveria ser devolvido. O pedido, porém, foi rejeitado pelos desembargadores.
Ao analisar o caso, o tribunal destacou que a legislação vigente estabelece um regime de tributação monofásica para os combustíveis. Nesse modelo, o ICMS é recolhido apenas uma vez, no início da cadeia de comercialização, no momento em que o combustível deixa a refinaria ou o importador.
Para os magistrados, o roubo ocorrido durante o transporte não interfere no fato gerador do imposto, que já havia sido concretizado antes da perda da mercadoria. A decisão também ressalta que prejuízos decorrentes desse tipo de ocorrência fazem parte dos riscos inerentes à atividade empresarial e podem ser objeto de cobertura por seguro.
O TJMG acrescentou ainda que, caso a empresa entenda que houve falha do poder público na prestação da segurança, eventual responsabilização do Estado deverá ser discutida em uma ação específica, sem relação com o pedido de restituição do ICMS.
Estudo inédito revela riqueza ambiental do Lago de Furnas e faz alerta sobre impactos na região – Foto: Divulgação / Axia Energia
Após três anos de pesquisas realizadas em 97 pontos distribuídos pela bacia do Lago de Furnas, um estudo inédito da AXIA Energia traçou um amplo diagnóstico sobre as condições ambientais de um dos principais reservatórios do Sul de Minas. O levantamento identificou uma elevada diversidade de espécies aquáticas, mas também constatou fatores que acendem um alerta para a conservação da região.
Os resultados foram reunidos no livro “Ecologia e Pesquisa Transdisciplinar no Setor Elétrico”, que apresenta análises realizadas em rios, no reservatório e em áreas do entorno, abrangendo 35 municípios. O trabalho contou com a participação de 28 pesquisadores e recebeu investimento de R$ 6,3 milhões.
Considerado um dos mais completos já realizados na região, o estudo avaliou aspectos como a qualidade da água, a conservação da vegetação ciliar, a presença de espécies aquáticas e os impactos provocados pelas diferentes formas de ocupação do solo.
Segundo o diretor de Licenciamento Ambiental e Condicionantes da AXIA Energia, Jader Fernandes, o grande diferencial da pesquisa foi a abordagem integrada de todos esses elementos.
“O livro revela que a região de Furnas é um território vivo e interdependente, onde biodiversidade, qualidade da água, atividades econômicas e comunidades estão diretamente conectadas.”
Entre os principais resultados está o registro de uma ampla variedade de organismos aquáticos, incluindo peixes, moluscos, crustáceos e plantas distribuídos em diferentes áreas da bacia.
Ao mesmo tempo, os pesquisadores identificaram sinais de pressão ambiental que podem comprometer esse equilíbrio. Entre os principais fatores estão o avanço do uso da terra nas áreas próximas ao lago, a redução da vegetação nas margens, a presença de espécies exóticas e o risco de degradação da qualidade da água em trechos mais impactados. Segundo o estudo, esses fatores ajudam a explicar alterações percebidas pela população, como mudanças na coloração da água, diminuição de determinadas espécies e reflexos sobre atividades como pesca e turismo.
A pesquisa também destaca que as condições ambientais do reservatório influenciam diretamente a rotina de quem vive ou trabalha na região. Setores ligados ao turismo, à piscicultura e ao lazer dependem da qualidade dos recursos naturais, e o monitoramento contínuo pode oferecer mais segurança para essas atividades, indicando, por exemplo, áreas mais adequadas para criação de peixes e exploração turística.
Além da produção científica, o projeto desenvolveu ações de educação ambiental e iniciativas de ciência cidadã em escolas públicas, buscando aproximar a população das questões relacionadas à preservação do lago.
As informações obtidas já estão sendo utilizadas no processo de licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de Furnas e deverão servir de base para futuros empreendimentos na região.
“O diagnóstico permite identificar áreas mais sensíveis e orientar decisões que causem menor impacto ambiental”, afirma Fernandes.
A expectativa é que o levantamento também contribua para a elaboração de políticas públicas voltadas à conservação ambiental e ao uso sustentável dos recursos naturais.
Ao consolidar estudos que antes estavam dispersos, a publicação oferece um panorama abrangente sobre a situação do Lago de Furnas e reforça um dos principais desafios da região: conciliar a geração de energia com a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico. Para os pesquisadores, esse equilíbrio depende cada vez mais do investimento em ciência e do monitoramento permanente dos ecossistemas.
Estudo inédito revela riqueza ambiental do Lago de Furnas e faz alerta sobre impactos na região – Foto: Divulgação / Axia EnergiaEstudo inédito revela riqueza ambiental do Lago de Furnas e faz alerta sobre impactos na região – Foto: Divulgação / Axia Energia
Um boi que era transportado em um caminhão provocou momentos de tensão na manhã da última quinta-feira (25) em Soledade de Minas (MG). O animal conseguiu escapar do veículo ainda em movimento, percorreu diversas ruas da cidade e acabou sendo abatido pela Polícia Militar após oferecer risco à população.
A ocorrência foi registrada por volta das 9h45. Câmeras de segurança flagraram o instante em que o boi salta por cima da carroceria do caminhão e cai na pista. O motorista ainda quase atinge o animal, mas ele consegue se levantar e foge em disparada pelas vias do município.
Após a fuga, testemunhas gravaram vídeos que mostram o boi correndo por diferentes pontos da cidade enquanto equipes tentavam contê-lo.
De acordo com a Polícia Militar, um funcionário do proprietário tentou capturar o animal com um laço, mas caiu durante a tentativa. Ele sofreu ferimentos e precisou ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Como o boi permaneceu descontrolado e continuava colocando em risco moradores e motoristas, a Polícia Militar decidiu realizar o abate. Segundo a corporação, o proprietário acompanhou toda a operação de captura e autorizou que o animal fosse morto.
Ministério Público investiga suspeita de fraude em cota racial no curso de Medicina da UEMG Passos – Foto: reprodução
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou um procedimento para apurar uma denúncia de possível fraude no sistema de cotas raciais do curso de Medicina da UEMG, no campus de Passos. A investigação envolve um estudante que ingressou na universidade em 2023 por meio de uma vaga destinada a candidatos negros.
De acordo com a denúncia, a autodeclaração apresentada pelo aluno estaria sendo questionada por supostamente não atender aos critérios fenotípicos exigidos pelas políticas de ações afirmativas. A apuração está sob responsabilidade da 5ª Promotoria de Justiça de Passos, por meio de um Procedimento Administrativo.
O caso chama atenção por envolver um dos cursos mais concorridos do país. Caso seja confirmada alguma irregularidade, a ocupação indevida da vaga pode ter impedido que um candidato que atendia aos requisitos do sistema de cotas fosse aprovado e ingressasse na universidade.
Durante a investigação, o Ministério Público busca verificar se o processo de heteroidentificação foi realizado em conformidade com as normas previstas ou se houve eventual falha na fiscalização por parte da instituição de ensino.
Enquanto o procedimento segue em andamento, o estudante permanece frequentando normalmente as aulas.
Se a investigação concluir que houve fraude na autodeclaração, o aluno poderá sofrer sanções nas esferas administrativa, civil e criminal. Entre as possíveis consequências está o enquadramento por falsidade ideológica, prevista no artigo 299 do Código Penal, cuja pena pode incluir reclusão e multa.
Mulher chama os bombeiros e relata que ex-companheiro ateou fogo na casa dela, em Formiga – Foto: divulgação
Uma moradora do bairro Vila Padre Remaclo, em Formiga (MG), denunciou que teve a própria residência incendiada pelo ex-companheiro na noite da última sexta-feira (26). A identidade da vítima não foi divulgada.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender à ocorrência e, ao chegar ao imóvel, encontrou o incêndio praticamente controlado pela própria moradora. As chamas haviam atingido a sala da casa, restando apenas materiais superaquecidos, com possibilidade de reignição.
Para garantir a segurança do local, os militares desligaram a energia elétrica da residência, realizaram o rescaldo dos objetos atingidos e fizeram uma vistoria em todos os cômodos para verificar a existência de novos focos de incêndio. De acordo com a corporação, os demais ambientes da casa não sofreram danos.
O fogo destruiu um sofá, uma cômoda e uma televisão. Apesar da avaliação realizada no imóvel, os bombeiros informaram que não foi possível determinar o ponto onde o incêndio começou.
A Polícia Militar também esteve no local para registrar a ocorrência e dar continuidade às investigações sobre o caso.
A reportagem procurou a Polícia Militar para verificar se o suspeito havia sido localizado, porém não obteve retorno até a última atualização desta matéria.
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