Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

Inquérito concluído: capacete poderá ser obrigatório na região dos Canyons e semelhantes

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que apura a causa da queda de um cânion em Capitólio (MG). Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (4), foi divulgado que o trágico acidente em 8 de janeiro, em que 10 pessoas em uma lancha morreram e várias ficaram feridas, foi resultado de um “evento natural”. Não foi identificada uma ação humana específica que tenha provocado a queda da rocha.

De acordo com a polícia, o foco inicial dos trabalhos era a identificação das vítimas e prestar auxílio aos familiares. “Foi uma ação rápida da Polícia Civil, que contou no ato da identificação com o apoio da Polícia Federal, houve a identificação séria, em apenas 36 horas, das 10 vítimas. Essas pessoas, foi provado que estavam na mesma embarcação de nome ‘Jesus’”, explica o delegado Marcos Pimenta, da regional de Passos.

Paralelo a isso, foi acionado um grupo de peritos, com apoio aéreo da PC, que foi até a região e fez um levantamento geológico e arquitetônico do local. O perito criminal Rogério Shibata explica que alguns pontos foram importantes para a queda da rocha, sendo o principal a geografia do local.

“Presença de material argiloso na base da rocha que caiu. Erosão na base da rocha (nível da água muda dependendo da época do ano) bloco estava sendo erodido na base durante anos. O fluxo da água que cai da cachoeira vai de encontro ao local da rocha que caiu, contribuindo para a erosão da base”, ressalta.

“A causa para o tombamento do bloco de quartzito ocorrido está relacionada ao processo natural de remodelamento de relevo, processo comum em toda região do cânion de Capitólio”, informa o relatório da PC após as investigações.

Mas a tragédia poderia ter sido evitada, segundo o delegado. “Tudo poderia ter sido evitado. Hoje sabemos que há necessidade de termos um estudo de mapeamento do movimento de massa, mas seria muito leviano outorgar o piloto. Há necessidade de mudanças das nossas leis para que esses estudos de mapeamento geológico sejam”, aponta. Pensando nisso, a PC elaborou uma lista de sugestões que vai ser encaminhada aos órgãos e instituições responsáveis pelo licenciamento e fiscalização da região.

Confira:

  • Realização de mapeamento de todas as zonas de risco (movimento de massas) por geólogos e/ou outros profissionais especializados no ramo, e sua demarcação em campo e em planta;
  • Redução no número de embarcações nos cânions, as quais deverão apenas contemplar o local, em velocidade baixa e sem uso de aparelho sonoro;
  • Implementação do selo de identificação nas embarcações;
  • Identificação de todos os turistas que utilizarem embarcações, sendo que o controle/cadastro deverá ser armazenado/disponibilizado nos respectivos píeres;
  • Uso obrigatório de colete salva vidas (em toda represa) e capacete na região dos cânions e áreas semelhantes;
  • Maior integração entre os órgãos/instituições responsáveis pela concessão e fiscalização de empreendimentos turísticos;
  • Proibição de passeios turísticos quando há comunicação de advertência pela Defesa Civil;
  • Fortalecimento das fiscalizações de engenharia, geologia e ambiental;
  • Exigência de estudo de risco e respectiva contenção para os empreendimentos turísticos;
  • Efetiva participação de Furnas e da concessionária Nascentes das Gerais na adoção de medidas preventivas de segurança.

Reviver Capitólio: 150 agências participaram do projeto que visa a retomada do turismo

Empresários da região do Lago de Furnas promoveram um projeto para ‘reviver’ o turismo local após o acidente fatal ocorrido nos cânions, há pouco mais de um mês. O objetivo da ação foi trazer proprietários de agências, guias de turismo e empresários do setor turístico (Cadastur) do Brasil todo para mostrar que o turismo regional está retomando atividades, seguindo normas rígidas de segurança após as devidas adequações técnicas dos órgãos de fiscalização competentes.

A idealizadora do projeto foi a empresária Vivian da Vivi Tur que apresentou a ideia ao Bruno Maia, também empresário; que uniram forças juntamente com os prestadores de serviços locais, que aprovaram a ideia e cederam gratuitamente os espaços nos atrativos. Com isso, montaram um roteiro completo, para mostrar que Capitólio tem muito a oferecer e retoma com ainda mais seriedade e organização o turismo local, inclusive com novo roteiro de passeio de lancha.

A execução do projeto ocorreu na última terça e quarta-feira (22 e 23) e contou também com a presença de autoridades locais, como o prefeito de São José da Barra, Paulo Sergio Leandro de Oliveira.

Os ônibus saíram na última segunda-feira (21) da Barra Funda, em São Paulo, e também de Campinas. Os representantes fizeram o novo roteiro do passeio de lancha e visitaram pontos como: Complexo Capivara, Trilha do Sol, Mirante de Furnas e Cascata Eco Parque.

O evento foi um sucesso, estiveram presentes representantes de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo e Bahia, ao todo, 150 agências diferentes.

O secretário de turismo de Capitólio, Lucas Arantes Barros também acompanhou o roteiro e  tirou todas as dúvidas dos proprietários das agências sobre questões de segurança. 

Parceiros do evento

 ROTTA\\MG

 Capivara

 Trilha do sol

 Restaurante do turvo

 Náutica do turvo

 Prosa do mineiro

 Hotel Farol de Minas

 Prefeitura de Capitólio

 Mirante Cânions

 Eco Park

Restaurante JF: exemplo de empreendimento para o setor turístico

Até alguns anos atrás, o turismo não predominava na região. O Lago de Furnas era usado para a pesca, geração de energia e lazer dos residentes locais. Poucas pessoas imaginavam que a região teria esse ‘boom’ turístico e seria conhecida nacionalmente. 

Rapidamente, as cidades banhadas pelo Mar de Minas e próximas à Hidrelétrica de Furnas começaram a crescer no setor que hoje é a principal economia da região: o turismo. Diversos empresários iniciaram investimentos que hoje empregam centenas de pessoas. 

O Restaurante, Churrascaria e Lanchonete JF, localizado no km 327,6, na MG-050 — a poucos quilômetros dos principais pontos turísticos da região —, é um exemplo. O local é referência entre guias, turistas e moradores locais, que não economizam na hora de ‘rasgar’ elogios.

‘’Top dos tops, estive no restaurante ontem e amei tudo. Parabéns a vocês. Restaurante JF, equipe nota mil’’, disse uma moradora de São José da Barra.

‘’Restaurante às margens da MG-050, próximo aos pontos turísticos. Comida boa, saborosa e com preço bastante acessível. Ideal para famílias e grupos’’, informou um membro do grupo ‘Turma Mar De Minas’.

O estabelecimento foi reformado em 2015, quando os novos donos decidiram antes mesmo de iniciar o empreendimento, reformá-lo, já que o local estava ‘destruído’. A partir daí, o novo proprietário se empenhou para aprimorar o restaurante. 

‘’Venho deste segmento desde criança, pois é uma tradição na minha família. Meus pais tem outro restaurante, o famoso Muzambão. Somos uma família gaúcha, que viemos para mostrar o que é qualidade e preço justo em um restaurante’’, disse Gabriel Orsolin, dono do empreendimento. 

Os Orsolins são proprietários de diversos restaurantes espalhados pelo Brasil, como o Lagoense, em Lagoa da Prata, e o Los Pampas, em Prata. 

Quando iniciou no JF, o foco principal de Gabriel era atender os caminhoneiros e carreteiros que paravam por ali, porém com o crescimento da região, o local foi adaptado também para os turistas. O restaurante e lanchonete é referência também para os caminhoneiros, que param diariamente para comer o melhor pão de queijo e a famosa comida ‘boa e barata’. 

Além da refeição, o estabelecimento conta com uma grande variedade de produtos, como pingas, licores, queijos, doces, brinquedos e muito mais. E para quem deseja levar uma ‘lembrancinha’ para uma pessoa especial ou para nunca mais se esquecer de Capitólio, existe também uma grande variedade de souvenirs. Tudo isso com preços totalmente acessíveis e com a melhor qualidade. 

Os valores das refeições são: R$ 21,90 de segunda a sexta-feira e R$ 27,90 aos domingos e feriados. O buffet (pista) conta com diversas opções, são dez tipos de quentes e 10 de frios, churrasco e sobremesas, tudo à vontade pelo valor acima. Os preços das marmitex são: R$ 18,00 de segunda a sexta-feira e R$ 23,00 aos finais de semana.

As refeições são preparadas com ingredientes de alta qualidade, com todo o cuidado e higiene. Além disso, os funcionários são capacitados para melhor atender os clientes.

Para maior conforto do turista, é possível agendar o passeio de lancha pelo Mar de Minas, no próprio local. Para mais informações e agendamentos entrar em contato pelo telefone (35) 9 9909-3506 ou (35) 9 9117-0639. Como agradecimento, o restaurante libera cortesias para guias e motoristas de excursões. 

Segue abaixo o depoimento de Angela Berto, guia de Araraquara (SP).

‘’Esse restaurante atende excursões de todas as cidades do estado de MG e SP, é um ponto de apoio importante na rodovia para alimentação. As excursões que visitam Capitólio param para os turistas trocarem as roupas tradicionais por traje de banho, depois é um dos melhores restaurantes da região para acolher os turistas para almoço e outras refeições, sem falar que vende muita coisa para lembrancinhas: chaveiros, broches, cervejas e licores artesanais, queijos, doces, bolachas caseiras, biscoitos, muita coisa mesmo. Tem uma decoração com base em tampas de garrafas gigantes e quadros de selos de cervejas, refrigerantes e cachaças. A comida é self service à vontade com muita variedade de saladas, carnes, dois tipos de arroz, dois de feijão, lasanha, macarronada, tudo muito farto, a pessoa pode repetir a refeição sem pagar a mais por isso. Tudo muito saboroso e bem feito. Recomendo uma alimentação aqui. Serve almoço até às 15 horas. Comida boa, barata e farta’’. 

Confira algumas imagens do local:

Profissionais do esporte estarão em Capitólio para realizar avaliações com crianças e adolescentes

O avaliador do Betim Futebol, Amarildo Ribeiro, estará em Capitólio (MG), juntamente com o Anderson do Fluminense, para avaliar crianças e adolescentes que sonham em ser um jogador profissional. Amarildo também é ex-coordenador da base do Cruzeiro. 

A avaliação acontecerá no dia 3 de abril, às 9h, no Campo Olímpico de Capitólio. Para a participação é necessário ter entre 8 e 18 anos (nascidos entre 2004 e 2014) e levar 1kg de alimento não perecível. 

Já no dia 14 de maio, o Hélio do Grêmio também estará no município para realizar avaliações, as quais ocorrerão no Campo Olímpico, às 9h. Obrigatório ter entre 8 e 18 anos (2004 a 2014) e levar 1kg de alimento não perecível. 

Os alimentos arrecadados serão destinados a famílias carentes. 

Para mais informações entrar em contato com o Lucas Vereador pelo telefone (37) 9 9868-2463, ou com o Departamento de Esportes, (37) 9 9928-7460.

O projeto foi idealizado pelo vereador Lucas.

Atrativo turístico Mirante dos Canyons reabre suas portas após 46 dias fechado

Quarenta e seis dias após o acidente nos cânions do Lago de Furnas, o Mirante dos Canyons anunciou a reabertura do parque. Desde o ocorrido, o mirante permaneceu fechado para que os geólogos estudassem o local e assim evitar que novos acidentes ocorram.

‘’Anunciamos a nossa reabertura e reforçamos a premissa em contribuir para o desenvolvimento de um turismo de alto nível no Município de Capitólio. Fascinante pela própria natureza, o Parque Mirante dos Canyons conta com diversas atrações e proporciona a contemplação da natureza no ponto mais visitado da região de Capitólio – MG’’, informou o parque por meio de nota em suas redes sociais. 

No dia 15 de janeiro, o Jornal Folha Regional já tinha publicado a possível reabertura do Mirante (Leia a matéria aqui).

Recentemente, o Lago de Furnas atingiu a maior cheia desde junho de 2016. Com a melhoria no reservatório, representantes de 14 cidades ao redor e de outros municípios do Sul de Minas se reuniram na última terça-feira (22) para definir estratégias para a volta do turismo.

Dados oficiais do Operador Nacional do Sistema Elétrico mostram que o Lago chegou ao volume útil de 78,83%, o nível está a 764,9 metros acima do nível do mar. Com o reservatório mais cheio, as cidades já têm se articulado para a retomada do turismo na região.

Com a cheia e a reabertura do Mirante dos Canyons, o esperado é que o turismo retome suas atividades normalmente, alavancando a economia regional. Atualmente, o turismo é o principal setor econômico das cidades banhadas pelo Mar de Minas.

Municípios banhados pelo Lago de Furnas estudam retomada do turismo na região

O Lago de Furnas atingiu a maior cheia desde junho de 2016. Com a melhoria no reservatório, representantes de 14 cidades ao redor e de outros municípios do Sul de Minas se reuniram nesta terça-feira (22) para definir estratégias para a volta do turismo.

Dados oficiais do Operador Nacional do Sistema Elétrico mostram que o Lago de Furnas chegou ao volume útil de 78,83%, o nível está a 764,9 metros acima do nível do mar. Com o reservatório mais cheio, as cidades já têm se articulado para a retomada do turismo na região.

“São grupos de municípios com afinidades turísticas, próximos geograficamente, que trabalham o turismo em rede. A intenção é integrar, não existe turismo de um município só. Uma região turística é mais visitada, os destinos se complementam”, disse a presidente do Circuito do Lago de Furnas, Thayse Castro.

A tragédia de Capitólio que vitimou dez turistas em janeiro tem servido como uma dura lição. O Corpo de Bombeiros intensificou a fiscalização da exploração dos municípios turísticos do lago.

“O primeiro foco, o principalmente, é a questão do prevenir remediar. Que é a questão de intensificar a questão de guardas-vidas civis e intensificação de placar de sinalização, de advertência. Sejam em balneários, em cachoeiras. É preciso de diálogo das instituições de segurança com os governos municipais”, explicou o sargento do Corpo de Bombeiros, Samir Abraahão Benedetti Catarino.

Boa Esperança, por causa do dique que represa águas de Furnas, sempre atrai muitos turistas. Para o prefeito, Hideraldo Henrique Silva (PSD) os municípios ao redor das águas se completam e juntos fazem parte de um só cenário turístico.

“Quando acontece o turismo, podemos segurar os turistas muito mais na nossa região no circuito do Lago de Furnas, porque tem aqui em Boa Esperança, Campo do Meio oferece algo a mais, Alfenas completa um pouco mais. Ou seja, nós nos completamos. Cada município completa o outro e assim nós conseguimos juntos desenvolver muito mais o turismo”, comentou o prefeito.

Prefeituras serão obrigadas a colocar fiscais em alguns pontos no Lago de Furnas

Devido a tragédia que aconteceu dia 08 de janeiro de 2022, o turismo no Lago de Furnas teve uma queda muito grande, e desde então diversas ações estão sendo planejadas por meio dos órgãos públicos e órgãos fiscalizadores como a Marinha do Brasil.

Uma das novas regras, é que as prefeituras de Capitólio, São João Batista do Glória e São José da Barra, terão que colocar fiscais que já estão recebendo treinamentos para ocuparem os cargos e assim contribuir com número de embarcações que poderão visitar os pontos com grandes paredões.

A prefeitura de Capitólio (MG), já tinha fiscais no Lago de Furnas no território municipal, pois, desde início da pandemia os profissioanais atuavam evitando aglomerações conforme decreto municipal.

De acordo com o prefeito de Capitólio Cristiano Gerardão (PP), o município já tem 6 fiscais municipais.

“Acredito que não precisaremos aumentar o número de fiscais. Nós iremos ver como será a logística dos cânionspra ver se vai precisar de mais. Mas se precisar abriremos processo seletivo para ocupação do cargo”, afirmou o executivo.

Os municípios de São José da Barra e São João Batista do Glória não tem fiscais dentro d’água e sendo assim já estão treinando profissonais para a nova função.

O vice-prefeito de São José da Barra André Luiz Lemos da Silva (PSD), informou que não há previsão de quando começará o trabalho dos fiscais, mas é certo que teremos.

“Quanto às vagas, ou serão pre preenchidas por servidores que já trabalham na prefeitura ou por servidores contratados por processo seletivo”, disse o vice-prefeito.

Até o momento do fechamento da matéria prefeito de São João Batista do Glória Celso Henrique Ferreira (PP), não havia retornado à redação do Jornal Folha Regional.

Capitólio vai sediar Copa Brasil de Canoagem em abril

Em visita na cidade dias 16 e 17 deste mês, o presidente da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), Rafael Giroto, teve calorosa recepção por parte dos gestores municipais, e não teve nenhum motivo que o impedisse de anunciar oficialmente a Copa Brasil de canoagem de velocidade e paracanoagem em Capitólio de 27 de abril a 1º de maio. Além da importância dos torneios, os atletas primeiros colocados de cada categoria representarão o Brasil nas futuras competições internacionais.

A diretoria Municipal de Esporte e Lazer, Valéria Soares, revelou que Girotto ficou impressionado com a estrutura oferecida pelo município, desde a acolhida incluindo seus convidados até as condições de acomodações imobiliárias e a estrutura para técnicos e atletas trabalharem.

“Ele disse que sua intenção é trazer outras seleções para morar e treinar em Capitólio. Vão instalar, inclusive, na lagoa do rio Piumhi, em frente à praia artificial Domingos Gonçalves Machado, a raia olímpica de mil metros com boias para facilitar mais os treinamentos”, realçou.

Ainda de acordo com Valéria, a seleção brasileira masculina de canoa, que mora em Lagoa Santa (MG), desde o início de janeiro está cumprindo um período de estágio em Capitólio, e se preparando para os primeiros torneios em 2022.

“O Giroto me revelou isso em conversar com Lauro Júnior, técnico do canoísta e medalhista olímpico, Isaquias Queiroz, e os demais atletas olímpicos do grupo”, completou a diretora.

Depois do encontro de Giroto com o prefeito Cristiano Geraldo da Silva e outros cinco convidados, o caderno de encargos da Copa Brasil foi entregue ao gestor municipal. As demais pessoas que participaram da reunião foram Leonardo Reis, funcionário CBCa; Silvana Gazotti, Secretária Municipal de Educação; Aurélio Amaral, funcionário do Comitê Olímpico e representante da Federação Mineira de Canoagem; Valéria Soares; Angela Leite, vice-prefeita.

Durante os cinco dias de disputa, a cidade deverá receber aproximadamente 600 competidores de vários estados do país, sem contar dirigentes, árbitros e mídia.

“Acredito também na vinda dos familiares, amigos dos ilustres visitantes. O turista também vai estar em peso por aqui, e isso é muito bom para nossa cidade e região”, ressaltou Valéria.

Além do turismo ecológico, o principal carro-chefe da economia de Capitólio, ultimamente, as federações e confederações esportivas aquáticas parecem ter descoberto tudo que necessitam para promover treinamentos, competições e passou a adotar a cidade, incluindo suas belezas naturais, a receptividade das autoridades municipais, e o apoio necessário aos organizadores e competidores.

Via: Clic Folha.

Lago de Furnas atinge maior nível em 10 anos para fevereiro e ultrapassa cota 762

O Lago de Furnas atingiu o nível de 764,49, quase 2,5 mil metros acima da cota 762, que é considerada a mínima para os municípios que são banhados pelo lago. Este é o nível mais alto para o mês de fevereiro dos últimos 10 anos. A última vez que que o lago atingiu quantidade parecida foi em 2012.

Relacionado a qualquer época do ano, o Lago de Furnas não chegava ao nível atual desde agosto de 2016.

O vice-presidente da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago), Filipe Carielo, que também é prefeito de Carmo do Rio Claro (MG), explica como que o nível foi atingido. Ele cita a imposição da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

“Não só a entrada de água foi importante para a gente manter a cota nesse momento, mas também a medida de contenção estabelecida, por imposição da ANA, que determinou em um primeiro momento 1 mil metros cúbicos por segundo de vazão máxima. Depois, em um segundo momento, 300 metros cúbicos de vazão máxima. É como se a gente tivesse uma pia, você pode ligar a torneira no máximo, se a água continuar escorrendo, a pia nunca vai encher. Então, foram os dois fatores, as medidas de contenção com também a questão climática que contribuiu para chegarmos a essa cota”, falou.

Carielo ressalta a necessidade, agora, de mante o nível acima da cota mínima, para que os empresários tenham confiança de investir e empregos sejam gerados.

“Nós precisamos ultrapassar a cota 762 e chegar à cota de segurança 768 para que ao longo do ano a água possa servir para a geração de energia. E para que a gente possa respeitar essa 762 ao longo do ano. Se não ultrapassarmos a 762 vai ficar no limite, seria algo impensável e não poderia usar para geração de energia”, disse.

‘’A 762 faz com que o Lago de Furnas seja utilizado, além da geração de energia, também para turismo, pesca, piscicultura. São dezenas de milhares de empregos diretos e indiretos que a nossa região depende. É geração de riqueza, é tirar o cidadão muitas vezes da fila do emprego e trazer renda para ele. Portanto, é importante uma segurança jurídica para essa questão da 762. Porque o empresário, que vai empreender e querer investir no Lago de Furnas, ele tem que ter a segurança jurídica que essa cota 762 vai ser respeitada durante todo o ano, para que ele possa efetivamente colocar o seu dinheiro ali e ter o seu retorno do seu empreendimento. Com isso, gerar emprego e renda. Nossa região é extremamente dependente da cota 762”, completou.

Conforme o vice-presidente da Alago, são 34 municípios banhados pelo Lago de Furnas e mais de 50 que dependem direta e indiretamente do lago.

‘’Nós temos mais de 50 município que dependem indiretamente, mas podemos que falar quase que diretamente por que são fornecedores dos empreendimentos ligados ao Lago de Furnas, são pessoas que fornecem mão de obra. Então são dezenas de milhares de empregos envolvendo direta e indiretamente o Lago de Furnas. É muita gente envolvida. A gente já alcançou a 762, agora a nossa missão, o pleito dos municípios, é que a gente tenha uma segurança jurídica. A população precisa saber que isso vai ser respeitado”.

Defesa Civil poderá liberar visitação parcial aos cânyons de Furnas

Geólogos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Federal de Goiás (UFG) começaram na última quarta-feira (9) um mapeamento de risco na região dos cânions em Capitólio. É a primeira vez que a região do Lago de Furnas passa por um estudo como este.

Na terça-feira (8), o município, em parceria com o Governo de Minas e várias entidades, lançou o programa “Reviva Capitólio – Viva o Mar de Minas” com intuito de resgatar com segurança as atividades turísticas da região, que sofre com a queda no setor, o qual é o principal gerador de emprego e renda das cidades às margens do lago.

Estudo

Segundo os geólogos, são duas frentes de trabalho. Pela água, uma equipe de especialistas mapeia os riscos na região dos cânions em Capitólio e do alto, outra equipe de alpinistas escalam as rochas para realizar a avaliação. O estudo começou nesta semana e deve ser concluído em até 60 dias.

Na época da tragédia, o Lago de Furnas estava aproximadamente 4 metros mais baixo do que está agora e, segundo geólogos, isso pode ter interferido no rompimento da rocha. Recentemente, há 6 dias, o lago atingiu a cota mínima de 762 metros, que era esperada por anos, o que aumentou o nível da água em cerca de 5 metros.

“O baixo nível da água na ocasião, pode ter interferido sim. A partir do momento que há uma exposição da superfície, existe em consequência, maior desgaste da rocha”, explicou o geólogo da Unesp, Fabio Augusto Reis .

O especialista explicou também que na ocasião do acidente chovia muito na região e com isso a queda d’água do local aumentou consideravelmente de volume e formou uma espécie de refluxo de água, que pode ter aumentado as fraturas na base dos paredões.

“Como disse, o baixo nível do Lago, associado com a quantidade de água de chuva naqueles dias, podem ter gerado o tombamento, uma vez que, a cachoeira em grande volume provoca um processo de circulação embaixo da água, algo como um refluxo, e isso também pode ter causado uma erosão na base do bloco rochoso”, explicou

O Lago de Furnas tem aproximadamente 1.440 quilômetros quadrados de extensão. São mais de 10 pontos turísticos na represa. Dois, incluindo o local da tragédia, seguem interditados até que haja segurança para liberação do acesso.

“Nessa avaliação a agente analisa as estruturas da rocha e o comportamento geotécnico perante um possível movimento do bloco, seja na forma de tombamento ou queda. A partir do que já vimos, boa parte da região tem um alto perigo e diante disso, vamos propor intervenções de um plano de uso que minimize o risco de pessoas no percurso turístico. Vamos propor monitoramento e pontos de contenção, estruturas que seguem determinados blocos em situação de maior perigo”, pontuou Fábio.

“Importante ressaltarmos que risco zero não existe na natureza, isso ninguém vai garantir. O que tem que haver é a consciência de que a exposição das pessoas a um possível evento seja a menor possível”, finalizou o geólogo.

Visitação dos canyons 

O Secretário de Desenvolvimento Econômico de Capitólio, Lucas Arantes, disse que em breve os cânyons do Lago de Furnas podem ser liberados parcialmente para visitação.

‘’Os geólogos devem liberar uma ATA de visitação e dependendo o que tiver nesta ATA a gente deve fazer uma liberação parcial ali, que é um documento técnico. A partir disso vamos enviar para a defesa civil para ser feito algum tipo de liberação’’.

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.