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Jornal Folha Regional

Carnaval no Lago de Furnas é um dos mais esperados do Brasil

A casa de show Café de La Musique receberá o cantor João Gomes e Dj Alok.

Um dos carnavais mais esperados do Brasil, está no Lago de Furnas, após a divulgação de dois grandes nomes do mundo artístico. A casa de show Café de La Musique Escarpas, localizada no município de Guapé (MG), faz divisa com Capitólio (MG), e por isso recebe o nome do luxuoso condomínio Escarpas do Lago.

Devido muitas cidades do Brasil terem cancelados a tradicional festa de carnaval, o destino para o Lago de Furnas está sendo um dos mais procurados. O evento poderá marcar a retomada do turismo na região.

No dia 27 de fevereiro a casa receberá o cantor João Gomes, já o Dj Alok está confirmado, porém, sem divulgação data.

De acordo com a diretoria do Café de La Musique, muitas outras atrações serão divulgadas.

Café de La Musique Escarpas

Num recanto mais do que exclusivo, às margens do Lago de Furnas, está o ponto mais alto desse balneário frequentado por pessoas que buscam se divertir em grande estilo. O Café de La Musique Escarpas do Lago é um banho de sofisticação no famoso Mar de Minas para receber até 4 mil pessoas.

Capitólio receberá 5 milhões para investimento em turismo na região

Governo de Minas e parceiros lançam Reviva Capitólio – Viva o Mar de Minas
Um total de 80 ações e investimento de R$ 5 milhões visam garantir a segurança do turismo na região

O Grupo de Trabalho formado por Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), além das prefeituras de Capitólio, São José da Barra e São João Batista do Glória, polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Marinha do Brasil, Instâncias de Governanças Regionais (IGRs), Sebrae, Fecomércio, Sesc, Senac e sociedade civil, lançou, nesta terça-feira (8/2), em Capitólio, o “Reviva Capitólio – Viva o Mar de Minas”.

A ação integra o programa Reviva Turismo e engloba temas como ordenamento, capacitação e regulamentação de uso e ocupação dos cânions e suas águas, com o objetivo de promover a segurança de trabalhadores e turistas, além de fortalecer o turismo na região.

O plano operacional se divide em quatro eixos estratégicos e contempla 80 ações, somando um investimento de R$ 5 milhões. De acordo com o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, que reforçou que o Mar de Minas está aberto aos turistas, o destino é um dos mais procurados em Minas Gerais e essa reestruturação, que é necessária, trará mais segurança para a região, com o apoio fundamental de todos os parceiros envolvidos. “Esse momento representa uma tomada de consciência e de decisão com o projeto Reviva Capitólio, que se estrutura nos quatro eixos, tendo início com a análise, que se desdobrará num plano de manejo para uso dos cânions, além de outras ações estratégicas. Importante registrar que os 80 km do Mar de Minas estão abertos. Os hotéis e pousadas estão funcionando, os passeios de barcos e lanchas estão acontecendo normalmente no lago e as 34 cidades que compõem este complexo estão abertas para os turistas. Vamos lembrar também de outras riquezas que temos aqui, nossa Cozinha Mineira, o queijo da Serra da Canastra, aqui próximo, tudo isso está aguardando os turistas de forma vibrante e pronto para recebê-los com a mineiridade, o nosso afeto, que é muito particular de Minas Gerais”, destacou o secretário.

Eixos do Plano Operacional
A primeira etapa, já em andamento, é o diagnóstico pormenorizado, geológico e estrutural da localidade. O estudo preliminar deve ser concluído até março e está sendo realizado pelos municípios em parceria com as universidades Estadual Paulista (Unesp) e Federal de Goiás (UFG), com acompanhamento da Sociedade Brasileira de Geologia. Entre abril e novembro deste ano deverão ocorrer mais outros dois levantamentos.

O segundo eixo inclui o ordenamento, regulamentação de uso e ocupação dos cânions e suas águas, por parte dos municípios, previsto para ser entregue até abril. O objetivo é aprimorar os planos municipais de gerenciamento costeiro, planos diretores, planos de zoneamento e de uso das águas e aplicação das normas definidas pelo novo ordenamento. Também está previsto disciplinar o uso de espaços fluviais e lacustres específicos, com o propósito de evitar acidentes, harmonizando a convivência entre banhistas, esportistas aquáticos e embarcações. É nesta fase que será implantada a Rede Integrada de Proteção ao Turismo, parceria entre PMMG e Secult, também anunciada no evento em Capitólio.

Nesta etapa também será criado um consórcio entre os municípios de Capitólio, São José da Barra e São João Batista do Glória para aplicar as regras de forma conjunta. Além disso, o plano inclui o desenvolvimento de um aplicativo para o monitoramento do fluxo de pessoas em passeios náuticos e terrestres e a criação de um grupo de estudos para o Turismo de Aventura, com a participação de Conselhos Municipais de Turismo, IGRs envolvidas, do ICMBIO e da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta). A Secult ainda deve elaborar e publicar, com o Grupo de Trabalho de Turismo de Aventura e municípios, uma resolução e legislação para a prática comercial da atividade.

O terceiro eixo é composto pela formação, informação e qualificação dos agentes públicos e privados, bem como usuários e turistas, para promover o uso seguro e sustentável da área. Um observatório do turismo específico para a região será criado, para acompanhar dados e indicadores. Uma série de capacitações, webinários e ações de formação também está prevista. Este momento ainda inclui a criação de um sistema de informação regional, de sinalização turística, um posto integrado de acolhimento ao turista e uma ação de sensibilização para cadastramento de empreendimentos no Cadastur.

O reposicionamento de Capitólio e Mar de Minas como destino seguro dentro e fora do estado faz parte do quarto eixo estratégico, com projetos de comunicação, marketing e promoção dos atrativos. Dentre as medidas estão um conjunto de ações voltadas para diversos canais digitais para atrair potenciais turistas. Neste último ponto foi proposta a criação de um edital específico para o Mar de Minas, tendo em vista a promoção do destino.

O prefeito de Capitólio, Cristiano Geraldo da Silva, afirmou que o projeto Reviva Capitólio – Viva o Mar de Minas contribui e fortalece o reposicionamento turístico de toda a região e mostra a importância do Turismo para o estado. “Usa todos os segmentos turísticos, não só o náutico, mas o de aventura, ecoturismo, o cicloturismo. Nossa região tem uma potencialidade grande para explorar esses novos segmentos. Então esse projeto traz força para direcionar e potencializar esses caminhos. Ficamos felizes com os investimentos que serão feitos, os recursos que estão sendo captados para trabalhar essa iniciativa. É uma conquista para a região nesse momento de recuperação”, pontuou.

A Secult já vem promovendo um trabalho em torno do fortalecimento do turismo sustentável na região, de forma integrada. Isso ocorre em função da questão da cota mínima de 762 metros da represa acima do nível do mar, por meio dos trabalhos do GT de Furnas, coordenado pela Secretaria, e também pelo início do processo de tombamento dos Lagos de Furnas e Peixoto, iniciativa do Governo de Minas, por meio da Secult e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG). As ações têm o objetivo de assegurar o uso múltiplo das águas, incentivar e fortalecer o turismo na região, garantindo emprego e renda para as populações do entorno que têm nos lagos sua principal fonte de renda.

Rede Integrada de Proteção ao Turismo
A implantação da Rede Integrada de Proteção ao Turismo na região de Furnas, ação conjunta da Secretaria de Cultura e Turismo e da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), é parte importante das ações que irão potencializar a proteção e segurança aos turistas da região do Mar de Minas. A iniciativa também faz parte do Programa Reviva Turismo.

“O projeto ‘Reviva Capitólio – Viva Mar de Minas’ é muito significativo para turismo mineiro e, também, para o nacional. Além disso, a iniciativa da Secult e da Polícia Militar de criar a Rede Integrada de Proteção ao Turismo na região visa levar ao turista a informação de que o “Mar de Minas” está aberto e que apenas uma pequena parte está interditada geologicamente, o que não interfere no turismo de montanhas, no turismo cultural e no turismo náutico”, destacou o diretor de comunicação organizacional da PMMG, coronel Gilmar Luciano Santos. “Fica o nosso convite para que brasileiros e estrangeiros venham visitar Minas Gerais, o estado mais seguro para se viver, empreender e ‘turistar’”, completou.

O secretário Leônidas Oliveira também salientou a importância do investimento na reestruturação do turismo do Mar de Minas, com destaque para a questão da segurança. “A Rede Integrada de Proteção ao Turismo, já implantada em outras regiões, aqui ganha ainda mais sentido. O objetivo é oferecer segurança para que o turista possa se sentir confortável em estar nos atrativos naturais da região e se sinta protegido. Minas é considerado, pelo segundo ano consecutivo, o estado mais seguro do Brasil, segundo dados do Ministério da Justiça. Quando a Polícia Militar instala a Rede Integrada de Proteção ao Turismo, estamos reposicionando o turismo local de forma organizada, com gestão, planejamento e, sobretudo, de forma participativa, porque a sociedade e todo o trade turístico estão envolvidos para receber e dar segurança ao turista”, observa o secretário.

O raio da rede, que antes seria apenas ao município de Capitólio, foi expandido e abordará toda a região, integrando a Polícia Militar, Secult, prefeituras, Marinha do Brasil, Polícia Rodoviária Federal, além do trade e a comunidade em geral para promover a segurança pública, a cultura e o turismo, e assim estimular a geração de emprego e renda na cidade.

A Rede Integrada já foi lançada em Monte Verde, Ouro Preto e Poços de Caldas e envolve a capacitação dos atores envolvidos, identificação de pontos frágeis pela PM, em conjunto com a comunidade, instalação de placas de sinalização, além de outras condutas para a melhoria da segurança e da qualidade de vida da população.

Acidente nos cânyons de Capitólio completa um mês nesta terça-feira (8); setor turístico ainda sofre com a tragédia

“Quem te conhece não esquece jamais”. A frase faz parte do hino de Minas Gerais e descreve bem a sensação de quem conhece o estado. A região do Lago de Furnas é exemplo disso. Se no passado as pessoas vinham, conheciam e não esqueciam; agora elas postam e deixam registrado o momento que passaram na região. Infelizmente, as imagens feitas em Capitólio no dia 8 de janeiro ficarão para sempre e negativamente nos pensamentos de todos que assistiram. E principalmente dos que estavam presentes ali. 

Nesta terça-feira (8), a tragédia que deixou dez vítimas fatais nos cânyons de Capitólio, completa um mês. Início da tarde de sábado, um dia chuvoso na região, mas com intensa atividade turística. Diversos marinheiros percorrem trechos paradisíacos com turistas a bordo.

A maioria dos passeios duram em média três horas até o regresso de todas as embarcações ao ponto de partida. No entanto, para a lancha nomeada de “Jesus”, o regresso não aconteceu.

No interior dos cânyons, pedaços de pedras começam a se soltar. Turistas e pilotos tentam avisar os mais próximos do paredão. Porém, devido ao barulho dos sons das lanchas, da água caindo e dos motores das embarcações, é impossível ouvir os gritos. 

Segundos depois, uma grande rocha de aproximadamente 30 metros e 10 mil toneladas — segundo especialistas — desaba verticalmente, atingindo uma embarcação e todos seus ocupantes. O acidente matou todos instantaneamente. Outra lancha também foi atingida com os estilhaços de pedras e também afundou, mas todos sobreviveram. 32 pessoas sofreram ferimentos e foram hospitalizadas.

O acidente chocou a todos, aparecendo em vários veículos de comunicação nacionais e internacionais. O que a maioria não sabe é que o acidente não deixou apenas 10 vítimas fatais e 32 feridas. O ocorrido deixou dezenas de residentes locais desempregados. Não existe mais movimento, marinas e restaurantes parados. 

Com cancelamentos de até 100% em pacotes de viagens e passeios, empresários do setor de turismo na região registram queda no movimento após o acontecido.

A tragédia aconteceu em um momento de grande expectativa pela retomada dos negócios para o setor às margens do reservatório. Isso porque, com a falta de chuvas, o lago registrava baixo nível de água até parte da segunda metade do ano passado, o que impactava nas atividades náuticas e, consequentemente, enfraquecia, juntamente com a pandemia, o turismo na região.

A questão é que hoje todos sofrem: os que estavam presentes — turistas e pilotos —, familiares das vítimas, empresários, colaboradores e todos aqueles que dependem do turismo para sobreviver.

Desastre no Lago de Furnas tem deixado dezenas de empreendedores endividados e trabalhadores desempregados

Pequenos empreendedores sentem a dor de um mês sem trabalhar após a tragédia em Capitólio (MG).

Na noite desta segunda-feira (07), um grupo de pequenos empreendedores do Lago de Furnas, procurou a redação do Jornal Folha Regional, pedindo socorro, pois para eles a tragédia que ocorreu há um mês nos Canyons, se tornou um jogo de marketing para grandes empresários.

“Começamos a vender nosso ganha pão, pois temos a certeza que o turismo será retomado daqui a muito tempo, e enquanto isso, nossas reservas financeiras acabaram, e nem para comprar alimentos estamos tendo condições”, disse C.R.S.

Para outro empreendedor, o Governo de Minas só fala em Reviva Capitólio, mas em momento algum cogitaram em deixar de recolher os impostos.

“Sei que nosso turismo está totalmente destruído, pois, as cartas marcadas só dão oportunidades para os grandes empresários exporem suas idéias nestas reuniões. É muito triste tudo isso! O que deveria ser uma união, se tornou um grande pesadelo em nossa vida, e para completar, nossos impostos precisam ser pagos todos os meses”, informou A.V.S.

Para o empresário G. agora é a oportunidade dos grandes se tornarem hiper empreendedores, pois, muitos têm costa quente.

“Falo com convicção! Observem quem são os convidados para as reuniões de portas fechadas? Não precisamos ir longe, pois, em nossa região temos profissionais capacitados, porém, devido ao ego, jamais terão a oportunidade de se pronunciar ou serem contratados. No dia do desastre foram 10 vítimas, mas após o desastre poderá ser muito mais. Eu mesmo já pensei em pôr um fim na minha vida”.

Os empreendedores pedem socorro!

“Quem lutará por nós? A quem vamos recorrer? Ficamos meses parados e assim como todos os janeiros, vêm um acontecimento para estremecer a alta temporada. Queremos voz e vez nos grupinhos fechados. Pois, sabemos que jamais convidarão quem tem vontade de expressar as ideias e nem sempre concordará com ações, assim como o tal “Reviva Capitólio”, finalizou A.S.

Polícia alega complexidade e pede mais 30 dias para concluir investigação em acidente em Capitólio

Após alegar complexidade nas apurações, a Polícia Civil de Minas Gerais solicitou à Justiça na última segunda-feira (7) mais 30 dias para concluir o inquérito sobre a rocha que se desprendeu dos cânyons e matou 10 pessoas em Capitólio no dia 8 de janeiro. Nesta terça-feira, o acidente completa um mês.

O foco da apuração é tentar entender o que provocou o deslocamento da rocha e, principalmente, se era possível ter previsto a tragédia com 10 mortes.

Pedido de prazo


Em entrevista nesta segunda, o delegado Marcos Pimenta, que preside as investigações, disse que 50 pessoas já foram ouvidas dentro do processo, perícias no local da tragédia e nas embarcações já foram realizadas e os laudos estão sendo aguardados.

“Já consta no bojo do inquérito policial as 50 oitivas, incluindo testemunhas, turistas, empreendedores, representantes do poder Executivo de municípios da região, engenheiros, dentre outros. Também estão presentes no inquérito solicitações de informações técnicas ao Supram [Superintendência Regional de Meio Ambiente], IEF [Instituto Estadual de Florestas], Igam [Instituto Mineiro de Gestão das Águas], DER [Departamento de Estradas e Rodagem], Marinha do Brasil, Prefeitura de Capitólio, Crea [ Conselho Regional de Engenharia e Agronomia], dentre outros. Um grupo de peritos da Polícia Civil de Minas Gerais com a utilização de apoio aéreo também esteve presente na região e realizou os trabalhos técnicos, os quais encontram-se em fase de conclusão e serão juntados ao inquérito policial, tão breve findados”, detalhou.

Diante do vasto material para apuração do caso, o delegado fez o pedido de 30 dias para concluir o inquérito.

“Diante da complexidade dos fatos e da necessidade de aguardar os laudos, bem como de esmiuçar a vasta documentação angariada, a Polícia Civil pleiteou a dilação de prazo por 30 dias perante o poder judiciário de Piumhi”, pontuou o delegado.

Mais sobre a investigação

Desde o início as investigações, os trabalhos estão pautados na ciência e, por isso, polícia tem buscado apoio de especialistas, como mencionou o delegado. Várias instituições têm fornecido material de apoio para o inquérito policial.

“O foco não é procurar culpados e, sim, respostas para que se evite, se for possível, que outras placas caiam”, ressaltou o delegado.


Marcos Pimenta afirmou que será investigado se houve alguma ação que provocou a aceleração da ruptura da rocha e, caso isso tenha ocorrido, ao fim do inquérito haverá indiciamento. Mas de acordo com ele, ainda é cedo para apontar eventuais responsabilidades.

Para a realização de análises das causas do acidente, segundo o delegado, a polícia entrou em contato com a Sociedade Brasileira de Geologia e também com professores da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), além de outros especialistas.

Prefeitura de São João Batista do Glória interdita entrada do ‘Cânion Cascatinha’

A Prefeitura de São João Batista do Glória (MG) interditou a entrada do canion Cascatinha, que fica no limite entre a cidade e Capitólio (MG). Segundo a prefeitura, a interdição atende solicitações da Defesa Civil, Marinha e Ministério Público.

Ainda conforme a prefeitura, esta ação permanecerá enquanto acontecem os estudos geológicos na região, para que o turismo possa retornar de forma segura no município.

Nesta terça-feira (8), completa 1 mês do acidente que deixou 10 mortos após parede um paredão despencar sobre lanchas nos cânions de Capitólio. Desde o acidente, geólogos e técnicos da Polícia Civil fazem um estudo geológico para apurar se mais pontos oferecem risco aos turistas.

Um estudo sobre a segurança dos cânions está previsto para começar nesta segunda-feira (7) em Capitólio. O trabalho faz parte do plano de ação “Reviva Capitólio – Viva o Mar de Minas”, previsto para ser lançado na terça-feira (8), quando a tragédia completa um mês.

Reviva Capitólio – Viva o Mar de Minas será lançado no Lago de Furnas

07/02 – Segunda-Feira


14h – Reunião Semanal (online) Governador (fazer em uma sala na Delegacia Fluvial de Furnas)
15h – Encontro com Capitão de Corveta França – Comandante da Delegacia Fluvial de Furnas / Marinha do Brasil
Local: R. Lavras, 288 – Furnas, São José da Barra
16h – Reunião: ASCOM Secult + ASCOM das 3 Prefeituras + MKT Turístico
Local: Prefeitura de São José da Barra
17h30 – Reunião com Geólogos (Secretário Lucas organizando um local)

08/02 – Terça-Feira
10h

  • Coletiva / atendimento à Imprensa
  • Apresentação: “Reviva Capitólio, Turismo e Viva o Mar de Minas” / Reunião GTs
  • Rodada de Perguntas
    Local: Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer – Endereço: Praia Artificial de Capitólio – Rua São Sebastião, s/n – Bairro: Centro

Lago de Furnas atinge cota mínima

As represas de Furnas e Peixoto chegaram, na noite da última segunda-feira (31), ao nível da cota 762 e 663. A cota 762, do Lago de Furnas, é defendida pelas lideranças e grupos de toda região, como a cota mínima para o uso múltiplo das águas.

Com o aumento do nível do lago, as cidades do entorno, como Capitólio, São José da Barra e São João Batista do Glória, comemoram, já que o turismo local depende das águas do Mar de Minas.

Pelo histórico dos anos passados, a represa tem aumento no nível até os meses de abril e maio, portanto ela deve subir ainda mais, fazendo com que seu nível fique bem acima da cota mínima 762 metros.

Na região, formada por 34 municípios, conhecida pelo turismo, piscicultura, gastronomia e passeios de lancha, a cota 762 faz com que as águas verde esmeralda, cobrindo as encostas da represa, tornem o destino ainda mais atraente.

Turismo na região

Os passeios de lancha no lago estão acontecendo normalmente, porém com uma rota diferente. A região tem normas e protocolos de segurança para os passeios. A Marinha faz a fiscalização preventiva na região, fazendo com que os passeios aconteçam de forma profissional e segura.

Além dos passeios de lancha, a região oferece ecoturismo nas diversas cachoeiras, turismo rural nas fazendas de café, queijo e cachaça, opções gastronômicas diferenciadas e voos de balão e asa delta.

O Governador de MG, Romeu Zema defendia já em 2020 a cota mínima de 762 metros da represa acima do nível do mar, considerado suficiente para o uso múltiplo das águas, atendendo aos municípios banhados pelo lago com a manutenção de atividades econômicas voltadas ao turismo. Na época (dezembro de 2020), o nível da represa estava em 754 metros.

“Nos últimos dias a emoção tomou conta de todos nós que amamos o Mar de Minas e hoje é dia de celebrar e agradecer. Os Lagos de Furnas e Peixoto alcançaram suas cotas mínimas. Motivo de luta da sociedade civil, Governo de Minas, cidades e prefeituras, nosso patrimônio cultural está belíssimo. Cheio. No entanto, isso significa que a luta pelas nossas águas deve continuar. Garantir suas cotas é garantir emprego, renda e, sobretudo, a beleza dessa paisagem histórica e cultural na centralidade da nossa terra é fundamental para nosso turismo’’, disse o Secretário de Cultura e Turismo Leônidas Oliveira.

O Governo de Minas Gerais junto com prefeitos e sociedade civil organizada conseguiu uma normativa junto a ANA (Agência Nacional das Águas), que assegura a vazão, de forma a manter a cota mínima. Para fortalecimento de Furnas, o tombamento foi feito pela ALMG e aberto o processo de tombamento administrativo pelo Iepha-MG. A Secult vem acompanhando a situação desde 2020, inclusive com um grupo de trabalho sobre o tema com a participação de diversas secretarias. Importante destacar o papel cidadão e dos órgãos competentes na fiscalização, de forma que a normativa seja cumprida.

Empresários promovem campanha para retomada do turismo na região do Lago de Furnas

Empresários da região do Lago de Furnas estão promovendo um projeto para ‘reviver’ o turismo local após o acidente nos canyons. O objetivo da ação é trazer proprietários de agências do Brasil todo para mostrar que o turismo regional está funcionando normalmente. Os representantes recolherão material para apresentar aos clientes. 

A idealizadora do projeto é a empresária Vivian da Vivi Tur. Ela apresentou a ideia ao Bruno Maia, também empresário, o qual cedeu as informações a Redação do Jornal Folha Regional. Além de abraçar o projeto, Bruno conversou com os prestadores de serviços locais

Os empresários aprovaram a ideia e cederam os espaços nós atrativos. Com isso, conseguiram montar um roteiro completo, mostrando que Capitólio segue funcionando com segurança. 

‘’Isso vai ser um trabalho de formiguinha, mas vamos conseguir. Donos de agência e empresários do setor turísticos, se vocês quiserem vir estão convidados, será uma honra para gente. Todos os locais gratuitos. Queremos trazer um ônibus com 64 pessoas, estamos correndo atrás’’, disse o empresário Bruno. 

Para participar do projeto e visitar a região, todas as agências e empresários do ramo precisam possuir CNPJ ou Cadastur. Será permitido apenas dois representantes por agência. Duas pessoas serão disponibilizadas para auxiliar no material a ser elaborado para as agências. 

Cronograma

A execução do projeto será nos dias 22 e 23 de fevereiro. Os ônibus sairão da Barra Funda, em São Paulo, às 21h, pelo Terminal Turístico Plataforma 5 ou 6. E também de Campinas, às 22h, pelo Largo do Pará. 

O café da manhã e almoço serão servidos no Restaurante do Turvo, no Hotel Farol de Minas e no Restaurante Prosa do Mineiro. Os representantes farão o novo roteiro do passeio de lancha e visitarão pontos como: Complexo Capivara, Trilha do Sol, Mirante de Furnas e Cascata Eco Parque. 

O valor do pacote completo fica R$ 225,00 reais via pix ou R$ 240,00 reais no cartão de crédito. Para fazer as reservas falar com a Vivian pelo telefone (11) 9 9699-9642 ou com o Claudeir, pelo número (11) 9 4031-1896.

Nota

Junto a nota de divulgação, os idealizadores deixaram uma mensagem aos proprietários das agências de turismo. Confira:

Passamos por momentos difíceis, uma tragédia que mudou a visão de Capitólio, uma fatalidade que por muitas mídias e lacradores da internet foi usada para a busca de Ibope e likes trazendo muitas inverdades sobre o nosso turismo.

Vocês que trabalham trazendo pessoas para cá sabem da seriedade das várias empresas que trabalham com Turismo Receptivo em Capitólio e queríamos convidar vocês a estarem voltando, para mostrar aos seus clientes que nosso turismo continua com a mesma seriedade e de forma mais segura, seguindo normas rígidas de segurança.

Gostaríamos de convidar sua agência para participar dessa ação com filmagens, fotos para divulgar para o maior número de clientes possíveis e mostrar que Capitólio continua com seu turismo com ainda mais organização e segurança.

Juntos com nossos parceiros vamos coletar material para divulgação em nossas agências para os nossos clientes e mostrar que em Capitólio há inúmeros atrativos turísticos e isso irá ajudar a trazer o turismo de volta para Capitólio. 

Queremos ver Capitólio com aquele mesmo brilho de um passeio de lancha pelo Mar de Minas, uma vista do pôr do sol no mirante da Hidrelétrica, as águas das cachoeiras que lavam e purificam a energia de todos os que vêm nos visitar.

Convidamos vocês a estarem vindo a Capitólio fazer parte deste evento de grande importância e JUNTOS POR CAPITÓLIO  volte a ser um dos maiores destinos turísticos do Brasil”.

Parceiros do evento

  • ROTTA\\MG
  • Capivara
  • Trilha do sol
  • Restaurante do turvo
  • Náutica do turvo
  • Prosa do mineiro 
  • Hotel farol de minas 
  • Prefeitura de Capitólio 
  • Mirante Canyons 
  • Eco park

Lago de Furnas: o antes e depois de um turismo responsável

Imagens cedidas pelo Wellington, proprietário da empresa de turismo Vip Passeios.

A estruturação de um grupo de trabalho para tratar o turismo na região do Lago de Furnas e Lago de Peixoto – ‘Mar de Minas’ foi assunto da reunião que aconteceu no último dia 14 de janeiro, em Belo Horizonte (MG). Estavam presentes o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, as prefeituras de Capitólio, São José da Barra e São João Batista do Glória, além das polícias militar e civil, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Marinha do Brasil, Instâncias de Governanças Regionais (IGR’s), Sebrae, Fecomércio e sociedade civil.

O principal objetivo do planejamento, de acordo com Lucas Arantes Barros, secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Capitólio,  é fazer com que os turistas tenham ainda mais segurança para realizar seus passeios, além dos profissionais serem cada vez mais capacitados.

Pensando no bem-estar dos turistas, foi criada a primeira ação do grupo de trabalho, que será chamado de “Reviva Capitólio – Viva o Mar de Minas”, que consiste na realização de um vasto diagnóstico, com laudos técnicos e geológicos, dos órgãos competentes dos cânions e áreas interditadas.

Vale ressaltar que o planejamento do grupo seguirá em quatro etapas: a primeira é o diagnóstico detalhado, geológico e estrutural do local. Já a segunda fase, será o ordenamento, regulamentação de uso e ocupação dos cânions e suas águas, por parte dos municípios, visando a segurança dos usuários, trabalhadores e turistas. O terceiro momento, será a formação, informação e qualificação dos agentes públicos e privados, bem como usuários e turistas, sobre uso seguro da área. E, por último, vai ser  o reposicionamento de Capitólio e Mar de Minas como destino seguro dentro e fora do estado com projetos de marketing e promoção.

Para Arantes, o planejamento está sendo feito de maneira técnica, com apoio de instituições renomadas, várias cidades, governo de Minas, entre outros. “Isso, em conjunto com a participação da comunidade, faz com que o planejamento seja ainda mais bem aceito e funcione de forma eficaz e eficiente”, disse.

Conforme informado por Leônidas Oliveira, Secretário de Estado de Cultura e Turismo, as medidas de segurança já foram adotadas pelas autoridades competentes e,  a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) está em contato constante com a Prefeitura de Capitólio e demais órgãos envolvidos.  Além disso, em breve, será implementada a Rede Integrada de Proteção ao Turismo, que terá expandido o raio de atuação, que antes seria restrita à Capitólio e, agora, abordará toda a região. A iniciativa integra a Polícia Militar de Minas Gerais, Secult, prefeituras, além da cadeia produtiva do turismo e a comunidade em geral para promover a segurança pública, a cultura, o turismo e, assim, estimular a geração de emprego e renda na cidade.

Ainda assim, Arantes explicou que Capitólio já havia editado regras para a visitação nos Cânions. “De acordo com decreto Municipal, não era permitido que as pessoas usassem a área para banho, não era possível fundear as lanchas, havia tempo de permanência no local, número máximo de embarcações, restrições de uso de som e de velocidade no local. Estamos trabalhando, junto aos municípios vizinhos, Circuito Nascentes das Gerais e Canastra e governo de Minas para que novas medidas sejam tomadas, principalmente com relação ao controle de entrada no local”.

Em relação à importância do turismo de Capitólio e região,  “conforme dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), em relação à renda média gerada, em 2020, o Turismo de Capitólio teve uma representatividade de 23,28% em relação ao total da renda média gerada no município e 0,17% de representatividade em relação à renda média gerada ligada ao Turismo de Minas Gerais. Além disso, o destino é um dos mais procurados em Minas Gerais. Por meio da plataforma desenvolvida pela Sentimonitor, o destino foi o 3º mais mencionado em 2021, nas redes sociais e internet. O turismo de natureza é o principal segmento da região e representa 89% do total das menções em 2021 (janeiro a novembro)”, contou Oliveira.

Leônidas ainda revelou que especialistas e geógrafos  já deram andamento na realização de um diagnóstico, com laudos técnicos e geológicos, dos órgãos competentes dos cânions e áreas interditadas, mas, não há data prevista para o fim dos trabalhos.

CAPITÓLIO E REGIÃO E SUA REPRESENTATIVIDADE

O primeiro contato com o turismo de Capitólio e região deixa a maioria das pessoas encantadas como foi o caso de Augusto Baeta, engenheiro civil e empresário. “Me apaixonei por Capitólio e região, que representam para mim segurança, tranquilidade, qualidade de vida, aconchego, beleza ,  ao mesmo tempo, desafio de construir aqui o resto da minha vida”.

O primeiro contato  que  Baeta teve com a cidade de Capitólio foi em 2014,  através da Construtora que estava lançando um residencial, em Escarpas do Lago. Segundo o entrevistado, ele ficou encantado com o empreendimento e com a região, tanto que adquiriu uma unidade, que foi entregue no segundo semestre de 2016. Com isso, ele fez vários investimentos em 2017, 2018, 2019 e, atualmente, investe ainda.

“Desde 2016, tenho visto e vivido o crescimento do turismo na região. Assim, não só Capitólio, como as outras cidades que fazem parte do complexo de turismo da região, apresentam ótimas oportunidades de investimento”, contou. 

Além disso, Augusto deixa a seguinte mensagem aos que pretendem empreender na região de Capitólio, “ainda há muito o que explorar e com criatividade e competência, podemos contribuir para transformar ainda mais a região em um polo de turismo nacional e internacional. E com retorno de investimento super  viável e gratificante”, aconselhou.

Vale lembrar que “apenas a região dos cânions – local do acidente está interditada para as investigações. Todo o restante do Lago de Furnas está liberado para o turismo, assim como todos os outros atrativos na região da Canastra e nos municípios próximos, como São José da Barra e São João Batista do Glória”, enfatizou o Secretário de Estado Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.

NOTA OFICIAL DA ASCATUR

A reportagem do Jornal Folha Regional entrou em contato com  a Associação dos Empresários de Turismo de Capitólio (Ascatur) para uma entrevista, e a associação emitiu um comunicado oficial como resposta.  Leia a nota a seguir:

“Estamos comprometidos com a verdade, com a ciência, e com a segurança de nossos turistas e profissionais da área. Seguimos aguardando e acompanhando as elucidações das causas do ocorrido que estão sendo feitas pelos órgãos competentes, dentre eles, Polícia Civil, Polícia Federal, Ministério Público, Marinha, Bombeiros, Governo e Universidades parceiras. Todos unidos em prol de um Turismo Responsável, tanto para quem reside quanto para quem visita nossa querida região. A ASCATUR vem atuando diretamente no desenvolvimento de um turismo responsável e sustentável de Capitólio e região, e sempre teve em busca de parceiros e alternativas para o crescimento e fortalecimento de toda a cadeia produtiva do turismo. Mesmo sendo um destino com pouco tempo de operação turística, em parceria com Poder Público, com a Marinha do Brasil e o Sistema S (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE –  Serviço Nacional de Aprendizagem Rural  – SENAR –  e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC), várias são as medidas de segurança que já foram tomadas ao longo dos últimos anos, como por exemplo, no passeio de lancha pelo Lago de Furnas, nos Cânions (um dos pontos de visitação), já não era permitido atracar embarcações e banhar-se no local. Toda a prestação de serviço náutico, pilotos e embarcações atendem os pré-requisitos exigidos pelo Município e Marinha do Brasil, tais como, habilitação profissional, treinamentos específicos e avaliação especial, além de serem acompanhados constantemente pela fiscalização dos órgãos competentes. Lidamos neste momento com os reflexos do ocorrido que abalou profundamente Capitólio e Região. Nos preocupamos com o presente e com o futuro das famílias que dependem não só do lago, mas do turismo para sobreviverem. Somos um povo resiliente pela própria natureza, temos um pedacinho no mundo abençoado por Deus, vários atrativos turísticos em um só lugar, belezas naturais, uma gastronomia incrível e os mais variados tipos de meios de hospedagem. Capitólio é e permanecerá sendo um destino lindo, acolhedor e com inúmeras alternativas para nossos turistas. A região oferece uma gama de atrações e várias atividades, que promovem a vivência e um contato único com a natureza. São paisagens exuberantes, várias cachoeiras a serem exploradas no passeio de 4×4, voo de balão, turismo rural, esportes de aventura, diversos roteiros de trilhas e parques ecológicos nos arredores da cidade, que transformam nossa região em um lugar e uma experiência inesquecível. Além disso, o Lago de Furnas é um dos maiores lagos artificiais do mundo com uma enorme área navegável e com várias opções de lazer e diversão. Nós, diretoria e nossos associados da ASCATUR, estamos 100% engajados em contribuir para o fortalecimento do setor turístico de Capitólio e região e temos o compromisso de caminharmos para sermos referência mundial num turismo responsável e sustentável ofertando sempre experiências inesquecíveis para todos que nos visitam.”

Por Fábio Henri.

Jornal Folha Regional
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