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Jornal Folha Regional

Governo identificou ‘500 áreas em risco iminente’ após acidente em Capitólio

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, afirmou que após a tragédia em Capitólio (MG), o Serviço Geológico do Brasil, empresa pública vinculada à pasta, identificou “500 áreas em risco iminente” de desabamento. A informação foi dada ao Fantástico, da TV Globo.

Durante a entrevista, ele também falou que há a possibilidade de que seja feito um adendo na lei que obrigue vistorias em áreas remotas, onde ficam cânions, falésias, cavernas e cachoeiras. Isso porque, atualmente, pela lei, inspeções como essas só precisam ser feitas em áreas urbanas.

“Não resta dúvidas, isso porque já vamos disponibilizar 500 áreas em risco iminente. Quero fazer isso o mais rápido possível, para ontem. Para que a gente possa cada vez mais oferecer mais segurança ao turista, envolver os estados e municípios, que são lá na ponta, na capilaridade”, afirmou o ministro.

O ministro e secretários de Turismo se encontraram virtualmente para traçar diretrizes e adotar medidas de precaução. 

Ainda segundo Gilson Machado, o governo vai oferecer um curso de capacitação para condutores do turismo náutico, além de querer incentivar o registro de todos os operadores turísticos do país.

Marinheiros denunciam imprudências e irresponsabilidades com a segurança da navegação por parte dos condutores de lanchas particulares no Lago de Furnas

Com a onda de calor nos últimos dias e a temporada de férias escolares, o número de embarcações no Lago de Furnas voltou a aumentar. Porém, diversos marinheiros têm reclamado sobre a irresponsabilidade e imprudência de condutores de lanchas e jet ski’s particulares nos atrativos turísticos.

Segundo o Presidente da Associação dos Prestadores de Serviços Turísticos de Capitólio e Região (ASTUR), Cristiano Ventura, que também é profissional do turismo, é comum perceber pilotos bebendo e desrespeitando o limite das embarcações, que ficam a poucos metros dos banhistas. 

‘’Nós que fazemos o passeio comercial, estamos cumprindo todas as regras, cumprindo todas as exigências da Marinha, da navegação e das prefeituras. Os de passeio particular querem brigar, xingam a gente, jogam as coisas. De alguma forma precisamos parar isso. Em um caso que aconteceu na Cachoeirinha da Ilha, um homem estava conduzindo um ‘jet’, bêbado, muito louco e quase passando por cima das pessoas. Nesse caso a Marinha conseguiu pegar ele’’, informou o profissional.

Após o acidente nos canyons de Capitólio (MG), o qual vitimou fatalmente 10 pessoas e deixou outras 32 feridas, profissionais que movimentam o turismo local, sobretudo os marinheiros, trabalham incansavelmente realizando um turismo limpo, responsável e consciente. A preocupação dos pilotos é consequência das falácias vindo de pessoas leigas, que se quer analisaram a situação por inteiro. Moradores da região afirmam que ‘’se existe um culpado, não são os pilotos’’. No entanto, atitudes de condutores de embarcações privadas têm ‘queimado’ a imagem desses profissionais. 

‘’Queremos que os turistas vejam que a nossa preocupação com o turismo é muito grande. Porém existem pessoas que não estão nem aí para o turismo, que são os casos particulares. Se acontecer um acidente entre os particulares ou causado por um particular, a corda vai arrebentar para o nosso lado que é o comercial’’, informou o presidente da ASTUR.

Após uma confusão envolvendo um piloto de lancha privada, Cristiano divulgou uma nota de repúdio em uma rede social. Confira:

‘’Isso tem que acabar! A regra é clara e tem que ser para todos. Navegação é coisa séria e tem haver com vidas humanas. Lancha particular, conduzida sabemos lá por quem e sem respeito nenhum com nós marinheiros que vivem da atividade turística, com os turistas que vêm nos visitar e muito menos com a segurança da navegação e da salva Guarda Humana. Precisamos de atenção para estes casos, e como podemos resolver, porque diferente de uma lancha de atividade Esporte recreio (lazer) a cobrança para uma lancha de atividade comercial (transporte de passageiros, turismo) é tão grande mais tão grande que você só consegue sair com o passeio cumprindo todas as exigências das Normas da Marinha do Brasil, e as lanchas de lazer será que estão cumprindo as exigências? Confira essa história de um caso muito sério que aconteceu no dia 22 de Janeiro de 2022 e olha que foi uma situação muito complicada viu, por que o clima  esquentou em menos de 10 segundos quando nós o JP e eu (marinheiros) pedimos o condutor da lancha que está na foto para ficar atento a segurança e se retirar da área de banho que criamos para os turistas, como sempre fazemos, a lancha estava muito próximo (Menos de 2 metros) dos turistas na cachoeira da ilha (atrativo do passeio de lancha) O bicho pegou, esse cara da foto mandou a gente pra todo lugar, naquele lugar, falou que tem 20 anos que frequenta a represa e não está nem aí para o nosso turismo. Mais o pior vem agora quando esse cara que aparece na foto e que causou a confusão toda joga cerveja em mim (que era o marinheiro naquele momento) quando a lancha passada ao nosso lado e com muita raiva ele apontou o dedo fazendo um gesto obsceno e o condutor da lancha se evadiu do local. Foi constrangedor e todos que estavam ali presenciaram essa cena que envergonha a todos nós que estamos vivendo este momento tão delicado em nosso Turismo. Estamos trabalhando com atenção nesse nosso novo turismo, mas tem muita gente em lancha particular que não respeita nada, fora que a grande maioria fazem o uso de bebidas alcoólicas, o que é inadmissível na navegação. Agora, se porventura ele causou um acidente, sabe o que iria acontecer? em uma situação dessa sabe quem leva a culpa? Pois é, somos nós trabalhadores, e a corda sempre vai estourar pra quem trabalha com turismo e até agente explicar a mídia já fez o estrago, como fizeram no episódio da fatalidade dos Cânions…….Como trabalhar a questão da segurança na navegação entre os particulares? Em defesa dos Prestadores de Serviços Turísticos chamamos a atenção das autoridades municipais da nossa região para nos ajudar”.

Prefeito de Alpinópolis publica nota em 2019 alertando sobre o turismo predatório na região

Após a tragédia nos canyons de Furnas no último dia 8 de janeiro, em Capitólio (MG), que deixou 10 pessoas mortas e 32 feridas, diversas publicações alertando sobre o turismo predatório na região viralizaram nas redes sociais.

Há exatamente três anos atrás, o prefeito de Alpinópolis (MG), Rafael Freire (PSB), postou em suas redes sociais uma nota advertindo sobre o turismo nas cidades localizadas no entorno do Lago de Furnas.

A publicação do prefeito de Alpinópolis é de 3 anos atrás, quando ele ainda era vereador, isso mostra a sensibilidade que um gestor deve avaliar os riscos e propor um caminho alternativo, o que, na visão dele, é possível explorar o turismo na região, mas de uma forma ordenada e sustentável, sem prejudicar nem a economia, nem o meio ambiente

Para especialistas, isso mostra a visão de um verdadeiro gestor público, atento ao que acontece a sua volta. A região e o estado de Minas Gerais deveria ouvir mais o prefeito de Alpinópolis.

Rafael Freire têm 28 anos, é advogado e técnico em administração, e já foi vereador naquele município com 22 anos de idade.

”O turismo predatório no Lago de Furnas (Rio Grande), em especial nas proximidades de Capitólio, Serra da Canastra, São José da Barra, São João Batista do Glória, precisa urgente ser posto em debate. O número de lanchas nas águas da represa aumentou, e consequentemente, a quantidade de turistas também. No entanto, falta uma política de desenvolvimento sustentável e de proteção ao meio ambiente. A prova disso é o grande fluxo de pessoas nas cachoeiras e beiras de rodovia, além do acúmulo do lixo nessas áreas. Ou o poder público toma a iniciativa e cuida disso em tempo, ou teremos o tempo de vida dessas belezas naturais reduzido drasticamente.”

Capitólio: embarcações envolvidas no acidente passam por perícia; 20 pessoas prestaram depoimento

As embarcações envolvidas no acidente em Capitólio passaram por perícia na última segunda-feira (17). O trabalho da Polícia Civil ocorreu no Clube Náutico, em São João Batista do Glória (MG). A polícia informou ainda que 20 pessoas foram ouvidas no inquérito que investiga a queda do paredão.

O foco, neste momento, é tentar entender o que provocou o deslocamento da rocha e, principalmente, se era possível ter previsto a tragédia.

Um dos cânions atingiu quatro embarcações, com pelo menos 34 pessoas, no sábado (8), e causou dez mortes. Todas as vítimas foram identificadas pela Polícia Civil.

Dentro do curso das investigações, uma equipe de peritos da Polícia Civil, especialistas em geologia e um perito da Polícia Federal, também especialista da área, foram até o município na última quarta-feira (13).

Investigação

De acordo com o delegado que preside as investigações, Marcos Pimenta, os trabalhos de apuração serão pautados na ciência e, por isso, polícia tem buscado apoio de especialistas.

“O foco agora não é procurar culpados e, sim, respostas para que se evite, se for possível, que outras placas caiam”, disse. Ele afirmou que será investigado se houve alguma ação que provocou a aceleração da ruptura da rocha e, caso isso tenha ocorrido, ao fim do inquérito haverá indiciamento. Mas, para Pimenta, é cedo para apontar eventuais responsabilidades.

De acordo com o delegado, a expectativa é que o laudo pericial seja concluído dentro de 30 a 40 dias, mas não há previsão para conclusão do inquérito. Segundo ele, não foi realizada análise sismológica do local, mas, se os peritos que estão em Capitólio indicarem necessidade, o estudo será feito.

Para a realização de análises das causas do acidente, segundo o delegado, a polícia entrou em contato com a Sociedade Brasileira de Geologia e também com professores da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), além de outros especialistas.

Entre as pessoas ouvidas pela polícia, estão vitimas, donos de lancha e prefeitos da região. Nesta sexta, três pessoas de uma família que estavam em uma das embarcações atingidas prestaram depoimento na capital. Também foram realizadas oitivas em AlpinópolisPiumhi e Rio de Janeiro.

De acordo com o delegado, há previsão de que duas das lanchas que afundaram sejam retiradas do Lago de Furnas.

Queda da Rocha

Rodrigo Alves dos Anjos, 40 anos. Marinheiro experiente, extrovertido e conhecido por cativar os turistas nos passeios. Era ele quem pilotava a embarcação com seis pessoas da mesma família, outro marinheiro, um casal de namorados.

O passeio familiar, que reuniu parentes de vários locais, foi programado para ser um dia de descontração, já que eles não se viam desde o Natal, segundo Alessandra Soares, familiar das vítimas. Todos eles já tinham costume de visitar os famosos cânions do Lago de Furnas, exceto o casal de namorados, que fazia o passeio pela primeira vez.

Por lá, as paisagens são deslumbrantes. Por conta do barulho dos motores das embarcações, que são muitas, a movimentação da água, somado ao ruído de turistas e quedas d’água, só mesmo os olhos ficam atentos. Pouco se escuta.

Tentativa de aviso

Ocupantes de uma lancha mais distante de onde Rodrigo estava, perceberam pedras rolando cânion abaixo, se assustaram quando rapidamente as pedras começaram a cair em maior volume e começaram então a gritar para que as lanchas posicionasse logo abaixo do cânion, saíssem de lá.

A lancha de Rodrigo, no entanto, não teve a mesma sorte. Ela foi diretamente atingida pelo enorme paredão, que ainda sem causa identificada, caiu e matou as 10 vítimas.

Turismo de Capitólio cobra mais fiscalização e estudo dos cânions

Após sobreviver na pandemia, com aberturas e fechamentos durante quase dois anos, Capitólio, no Sul de Minas, convive mais uma vez com a dúvida: para quem ganha dinheiro com o “Mar de Minas” quais serão os impactos da tragédia nos cânions, que teve dez mortes em 8 de janeiro deste ano, após uma rocha ter despencado sobre uma lancha? A reportagem conversou com empresários de diferentes setores da cidade, que tem o turismo como principal atividade econômica, para entender as projeções para os próximos meses.  

As opiniões divergem em alguns pontos, mas a maioria dos empresários do turismo de Capitólio acha que haverá uma implicação temporária, por algumas semanas. Todos os ouvidos pela reportagem, no entanto, são categóricos ao cobrar mais fiscalização e um estudo das autoridades sobre a região dos cânions para evitar novos acidentes. As atividades em todo o lago de Furnas seguem suspensas por tempo indeterminado, para avaliação do risco geológico da região, afetado por fortes chuvas nas últimas semanas.

“Todo mundo vem aqui esperando alegria e não estamos tendo (no momento). Espero que o comércio, após finalizar a investigação da Polícia Civil e dos geólogos, não sofra tanto. Já passamos por dois anos muito complicados. Janeiro, normalmente, é o melhor mês. Provavelmente, vai ter um impacto, infelizmente”, avalia Talita Rodrigues Ferreira, de 36 anos, proprietária do Restaurante Central, um dos mais tradicionais negócios do município. A família, que está há 40 anos no comércio da cidade, hoje depende do turismo. “A cidade, por ser pequena, está com toda a população em luto”, acrescentou.

Proprietária de um camping e uma pousada em Capitólio, Maria Perpétua da Costa, de 61 anos, já viu os prejuízos da tragédia. Ela trabalha ao lado do filho Guilherme, proprietário de uma das lanchas destruídas pelo impacto da pedra. No negócio da família, o turista encontra desde hospedagem até passeios. “Ele perdeu R$ 300 mil. Está chocado e quer parar de trabalhar com isso (passeios náuticos)”, lamenta. Para Perpétua, o impacto do acidente não deve durar muito tempo, já que o turismo no lago de Furnas está consolidado. 

“Acredito que não será não será prolongado. Mas também tivemos as chuvas, que destruíram muitas estradas”, avalia. A empresária lembra ainda que sempre se preocupou com a situação dos cânions e a possibilidade de eventuais deslizamentos. “Muito antes de o turismo crescer na região, eu trabalhava para um empresário em Escarpas, e a gente fazia passeio de lancha. Eu falava com ele: ‘olha, aquela rocha ali está meio solta. Pode cair’”, recorda.

Expectativa frustrada

E o fato de a maioria dos negócios ainda se recuperar dos efeitos da pandemia fez com que muitos empresários apostassem em janeiro para reerguer seus negócios. Nesse cenário, a tragédia justamente no início do mês atrapalhou os planos. O ramo de passeios, por exemplo, depende 100% da procura dos turistas.

“Eu trabalho com esses roteiros aqui nas cachoeiras há quatro anos. Creio que esse impacto vai afetar no início, mas, daqui a pouc,o está tudo normal de novo. Nas pedreiras, é preciso uma vistoria permanente”, diz Daniel Orelhio Carvalho, de 59 anos, que oferece um tour pelas belezas de Capitólio por meio de um veículo 4×4. Esse tipo de atração tem dominado o turismo na cidade, ao lado das lanchas.

Principal atividade econômica

Com cerca de 8.000 habitantes, o município chega a receber mais de 4.000 turistas nos finais de semana, número que pode ultrapassar até 20 mil durante os feriados prolongados. Diante de dados tão expressivos, o turismo tornou-se a principal atividade econômica em Capitólio e, segundo a prefeitura, já representa 65% do Produto Interno Bruto (PIB). Ao todo, são mais de 20 hotéis e pousadas, além de campings e centenas de residências para aluguel por temporada.​​ 

Redes sociais são aposta para retomada 

O lago de Furnas passa por 34 cidades mineiras, a maioria na região Sul do estado. Vice-presidente da Associação dos Prestadores de Serviços Turísticos de Capitólio e Região (Astur) e empresário do turismo, Paulo César Santos analisa que a atividade deve ter queda nas próximas semanas. “Obviamente que a atividade turística vai cair bem sim, não só para Capitólio, mas para toda a região. As pessoas ficam com um pouco de receio. Creio que após a análise do local do acontecido, e ver que temos segurança nos pontos turísticos, vamos dar a volta por cima”, analisa. 

Relativamente recente, o turismo se tornou vocação na região há menos de dez anos, principalmente com as atrações nas lanchas e SUVs. Nesse processo, os comerciantes estão seguros de que o advento das redes sociais se tornou o grande trampolim para essa atividade econômica. E serão justamente elas a aposta para a recuperação após a tragédia.

“Há alguns anos, todo mundo vinha aqui por causa de Escarpas. Agora, quem vem para ver mansão? As pessoas começaram a vir mais por causa do lago e dos passeios, a partir (do compartilhamento) das redes. Os cânions vão fazer falta, mas Capitólio tem mais de 20 cachoeiras”, avalia Renaldo Alves, de 71 anos, proprietário da Casa do Artesanato.

Com precauções, impacto será ameno 

Como Capitólio está a cerca de quatro horas de BH e a seis de São Paulo, muita gente vai visitar o “Mar de Minas” de carro. Em datas de muito movimento, a oferta de hospedagem fica apertada, o que força muita gente a procurar opções mais baratas nos municípios próximos. É o caso de Piumhi, que fica a menos de meia hora de Capitólio. O gasto com pedágio – R$ 6,80 por trecho – compensa. 

Dono do Stalo Hotel, Thiago dos Reis Melo, 38, afirma que 60% dos turistas que recebe estão em busca de visitar Capitólio.

“Realmente, os turistas podem ficar um pouco desconfortáveis com o que aconteceu. Mas a gente acredita que, voltando o tempo de sol, com as devidas precauções das autoridades, o turismo vai ser impactado de forma bem amena”, avalia o empresário.

Os reflexos da tragédia são amenizados porque o hotel recebe turistas que desejam conhecer a serra da Canastra – os outros 40% dos hóspedes.  

Via: O Tempo.

Equipe atuará na análise e planejamento de segurança em pontos turísticos de Capitólio

Grupo de trabalho atuará na análise e panejamento da segurança e reposicionamento do Destino Capitólio e Mar de Minas. 

O Turismo na região do Lago de Furnas e Peixoto, Mar de Minas, será a pauta principal de grupo de trabalho. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (14), em uma reunião na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, envolvendo o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, as prefeituras de Capitólio, São José da Barra e São João Batista do Glória, além das polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Marinha do Brasil, Instâncias de Governanças Regionais (IGR’s), Sebrae , Fecomércio e sociedade civil. 

A reunião, que começou com um minuto de silêncio em respeito às vítimas do acidente, foi seguida de uma reflexão de cada um dos presentes. 

Decidiu- se chamar o Grupo de Trabalho de,  “Reviva Capitólio – Viva o Mar de Minas”. A primeira ação a ser trabalhada será a realização de um vasto diagnóstico, com laudos técnicos e geológicos dos órgãos competentes, dos cânions e áreas interditadas. 

O grupo seguirá o seguinte planejamento:  1. Diagnóstico pormenorizado, geológico e estrutural do local

Ordenamento, regulamentação de uso e ocupação dos cânions e suas águas,  por parte dos municipios, visando a segurança dos usuarios, trabalhares e turistas.  3. Formação, informação e qualificação dos agentes públicos e privados, bem como usuários e turistas, sobre uso seguro da área.

Reposicionamento de Capitólio e Mar de Minas como destino seguro dentro e fora do estado com projetos de marketing e promoção.  Neste ponto, o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, propôs a criação de um edital específico para o Mar de Minas, visando a promoção de destino. 

“Com segurança, planejamento, união, paz e seriedade. É como Minas se organizará para reestruturar  o Turismo em  capitolio e região. afirmou O secretário. 

O diretor de operações do Sebrae, Marden Magalhães, adiantou que a instituição disponibilizarará sua estrutura e recursos para  ajudar no diagnóstico e outros processos para a recuperação do destino turístico.

Já o diretor regional do Sesc, Luciano Fagundes, e o diretor adjunto do Senac, afirmaram que a Fecomércio contribuirá com o treinamento, workshops e cursos para capacitação de todos os envolvidos no trade turístico.

Também será expandido o raio da Rede Integrada de Proteção ao Turismo, que seria restrita à Capitólio e agora abordará toda a região. A iniciativa integra a Polícia Militar de Minas Gerais, Secult, prefeituras, além da cadeia produtiva do turismo e a comunidade em geral para promover a segurança pública, a cultura e o turismo, e assim estimular a geração de emprego e renda na cidade.

O prefeito de Capitólio, Cristiano Gerardão, agradeceu a iniciativa e afirmou que esse trabalho conjunto é fundamental para região, paras as famílias e pelas pessoas que dependem da atividade turística e, sobretudo, para que essa tragedia jamais se repita. 

Contato das assessorias de imprensa envolvidas
Secretaria de Estado de Cultura e Turismo – [email protected] /  31-3916-8094
Polícia Militar – [email protected] /  31-3071-2635
Defesa Civil de Minas Gerais – [email protected] /  31-3915-0274
Polícia Civil de Minas Gerais – [email protected] / 98671-1360 (Raquel)
Bombeiros Militar de Minas Gerais – [email protected] /  31-3915-7554
Prefeitura de Capitólio – [email protected] /  37-99808-4553
Marinha do Brasil – [email protected] /  21-2104-5763

Reviva Capitólio – Viva o Mar de Minas: mais segurança para o turismo no Lago de Furnas

O Turismo na região do Lago de Furnas e Peixoto, Mar de Minas, será a pauta principal de grupo de trabalho. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (14), em uma reunião na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, envolvendo o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, as prefeituras de Capitólio, São José da Barra e São João Batista do Glória, além das polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Marinha do Brasil, Instâncias de Governanças Regionais (IGR’s), Sebrae , Fecomércio e sociedade civil. 

A reunião, que começou com um minuto de silêncio em respeito às vítimas do acidente, foi seguida de uma reflexão de cada um dos presentes. 

Decidiu- se chamar o Grupo de Trabalho de,  “Reviva Capitólio – Viva o Mar de Minas”. A primeira ação a ser trabalhada será a realização de um vasto diagnóstico, com laudos técnicos e geológicos dos órgãos competentes, dos cânions e áreas interditadas. 

O grupo seguirá o seguinte planejamento:  1. Diagnóstico pormenorizado, geológico e estrutural do local

Ordenamento, regulamentação de uso e ocupação dos cânions e suas águas,  por parte dos municipios, visando a segurança dos usuarios, trabalhares e turistas.  3. Formação, informação e qualificação dos agentes públicos e privados, bem como usuários e turistas, sobre uso seguro da área.

Reposicionamento de Capitólio e Mar de Minas como destino seguro dentro e fora do estado com projetos de marketing e promoção.  Neste ponto, o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, propôs a criação de um edital específico para o Mar de Minas, visando a promoção de destino. 

“Com segurança, planejamento, união, paz e seriedade. É como Minas se organizará para reestruturar  o Turismo em  capitolio e região. afirmou O secretário. 

O diretor de operações do Sebrae, Marden Magalhães, adiantou que a instituição disponibilizarará sua estrutura e recursos para  ajudar no diagnóstico e outros processos para a recuperação do destino turístico.

Já o diretor regional do Sesc, Luciano Fagundes, e o diretor adjunto do Senac, afirmaram que a Fecomércio contribuirá com o treinamento, workshops e cursos para capacitação de todos os envolvidos no trade turístico.

Também será expandido o raio da Rede Integrada de Proteção ao Turismo, que seria restrita à Capitólio e agora abordará toda a região. A iniciativa integra a Polícia Militar de Minas Gerais, Secult, prefeituras, além da cadeia produtiva do turismo e a comunidade em geral para promover a segurança pública, a cultura e o turismo, e assim estimular a geração de emprego e renda na cidade.

O prefeito de Capitólio, Cristiano Gerardão, agradeceu a iniciativa e afirmou que esse trabalho conjunto é fundamental para região, paras as famílias e pelas pessoas que dependem da atividade turística e, sobretudo, para que essa tragédia jamais se repita. 

Peritos da Polícia Civil e Federal chegam a Capitólio para auxiliar investigação

Uma equipe de peritos da Polícia Civil, especialistas em geologia e um perito da Polícia Federal, também especialista da área, visitaram a região dos cânions, em Capitólio (MG). Os trabalhos executados fazem parte das investigações e já estavam previstos, como mencionado pelo delegado responsável pelo inquérito, Marcos Pimenta.

A equipe chegou de helicóptero e pousou em São José da Barra (MG), na última quinta-feira.

O foco, neste momento, é tentar entender o que provocou o deslocamento da rocha e, principalmente, se era possível ter previsto a tragédia. Há, neste momento, três investigações paralelas: da Polícia Civil, do Ministério Público e da Marinha do Brasil. A ideia é a mesma: de quem é a responsabilidade de fiscalizar o local do acidente que também deixou 27 feridos.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Piumhi, instaurou um inquérito civil para apuração os fatos do acidente que matou dez pessoas


Segundo o delegado regional de Passos que responde por Capitólio, Marcos Pimenta, já foram ouvidas, até o momento, diversas pessoas, incluindo prefeitos da região, vítimas leves e usuários do local.

“Primeiramente a Polícia Civil acolheu os familiares. Posteriormente nós conseguimos fazer a identificação formal das 10 vítimas possibilitando assim o enterro digno. Concomitante a essa ação nós temos três grupos de trabalho, um com sede em Alpinópolis, outro na Delegacia de Piumhi e no núcleo de Passos. Já ouvimos diversas pessoas, usuários do local, vítimas leves, o prefeito de Capitólio e o prefeito de São José da Barra já prestaram depoimentos, declarações, apresentaram documentações. A Polícia Civil fará um estudo técnico no local com ajuda de geólogos visando no final das investigações, verificar se houve ou não, responsabilidade de terceiros, se alguma obra prejudicou a rocha, mas é muito prematuro, temos que ter cautela e o nosso foco inicial foi acolher as vítimas e possibilitar um enterro digno”, pontuou.

Quanto ao apoio de geólogos, o delegado informou que será uma incumbência da perícia criminal, em Belo Horizonte, que avalia quando o profissional poderá deslocado para a região de Capitólio.

“Hoje mesmo eu falei com geólogos da Universidade Federal de Ouro Preto, temos um contato também da Sociedade Brasileira de Geologia, então a Polícia Civil não poupará esforços para exaurir todo e qualquer questionamento visando que caso tenhamos algumas rochas dessas características nós possamos evitar que isso aconteça no Mar de Minas, que é um local de riqueza do mineiro, é uma área linda de turismo, nós não podemos deixar que aconteça novamente”, disse.

Via: Clic Folha.

Profissionais do turismo e autoridades homenageiam às vítimas do acidente nos Canyons

Na manhã desta quinta-feira (13), profissionais do turismo e autoridades se concentraram no atrativo turístico Ilha da Fantasia em Capitólio (MG), para render homenagens às 10 vítimas que vieram à óbito após desmorronamento de uma grande rocha nos Canyons.

Centenas de pessoas estão reunidas e seguirão em direção ao local do ocorrido, em silêncio nas embarcações.

Balões branco com sementes e rosas brancas são símbolos usados na homenagem.

Jornal Folha Regional
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