Jornal Folha Regional

Projeto da nova Delegacia de Passos é entregue ao Chefe da Polícia Civil de Minas Gerais

Foi entregue na última quinta-feira (10), na sede do governo mineiro na Cidade
Administrativa em Belo Horizonte (MG), um dos projetos mais audaciosos já produzidos
pela equipe técnica da Associação Pública dos Municípios da Microrregião
do Médio Rio Grande (AMEG) para um município consorciado. Trata-se do projeto da nova
Delegacia Regional de Polícia Civil de Passos, uma obra estimada em R$ 6,5
milhões que pode tornar-se uma referência no Estado para futuras unidades da
polícia judiciária.


A entrega da documentação será feita pelo presidente do Consórcio AMEG,
Filipe Carielo (PSD), prefeito de Carmo do Rio Claro, juntamente com o
prefeito de Passos, Diego Oliveira (PSL) e o Delegado de Polícia Civil, Dr. Marcos
Pimenta, chefe da 3a. Delegacia Regional de Segurança Pública de Passos, ao
delegado-geral Joaquim Francisco Neto e Silva, Chefe da Polícia Civil de Minas
Gerais.


Ao todo foram cerca de 12 meses para a conclusão do projeto que distribuiu
as dependências da nova delegacia em três blocos distintos. Conforme a
Engenheira da AMEG, Romilda Maia o projeto foi concebido “de forma que esses
policiais trabalhem em um ambiente tranquilo e sereno para passar segurança e
tranquilidade para as pessoas que necessitarem de sua ajuda e colaboração”,
destacou.

Delegacia Regional


A Delegacia Regional será composta de recepção com brinquedoteca, 9
conjuntos com salas com gabinete, inspetoria e cartório individualizados, 2 salas de
reunião estratégicas, 1 sala para identificação de suspeitos, 9 salas multiuso, 1 sala
para perícia com dois anexos com acesso interno, 1 sala para testes balísticos, área
de convivência para funcionários com jardins, estacionamento com 65 vagas sendo
30 delas na parte interna, celas de apoio, depósitos, copa, cozinha, área de serviço,
sanitários e depósito de material de limpeza.

CEFLAN – Central de Flagrantes


A central de flagrantes será composta por entrada e saída de veículos,
recepção contendo guarda-volumes e banheiro, além de acesso à recepção central,
1 sala de atendimento para a OAB, 1 conjunto para atendimento plantão composto
por gabinete, cartório e inspetoria, box para detento – 6 unidades.

Auditório


A terceira unidade será composta por Lobby, auditório com capacidade para
100 pessoas, sanitários além de cozinha, área de serviço e depósito de material de
limpeza.

“É com muita satisfação que doamos este projeto à Polícia Civil através das
mãos do Sr. Chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, onde demonstramos
tecnicamente a competência e a qualidade dos serviços que podem ser encontrados
em cidades do interior, como o que é oferecido aos municípios da nossa região
através do corpo técnico da AMEG”, apontou o presidente do Consórcio Filipe
Carielo, destacando que muitas vezes o município sozinho não consegue elaborar
um grande projeto que demande dedicação praticamente exclusiva por um longo
tempo, mas que por intermédio da equipe técnica da AMEG, projetos de engenharia,
licitações e outros serviços podem ser realizados reduzindo drasticamente os custos
para todos os municípios consorciados.

Para o prefeito de Passos, Diego Oliveira, a construção da nova sede da
Delegacia da Polícia Civil de Passos só se tornou viável após uma união de
esforços. “É um projeto feito a várias mãos, principalmente com a parceria e
colaboração dos nossos engenheiros da AMEG. Quero aqui em especial agradecer
a presidência da AMEG que de forma totalmente solícita atendeu o pedido da Polícia
Civil para que este projeto saísse do papel. É um momento muito importante para
nossa região uma vez que vem reforçar a estrutura da segurança pública regional”,
comentou.


Por sua vez, o Delegado Regional de Passos, Dr. Marcos Pimenta afirmou
que este projeto teve início ainda na gestão do ex-delegado regional Dr. Paulo
Queiróz e agora ele deu continuidade neste projeto. “Só tenho que agradecer a
todos os atores envolvidos na realização deste projeto. Engenheiros da AMEG, da
prefeitura, o ex-prefeito e ex-presidente da AMEG, Renatinho, a Câmara Municipal
de Passos, o prefeito Diego Oliveira, o atual presidente da AMEG, Filipe Carielo, e

ainda o Senador Rodrigo Pacheco que garantiu o recurso para a execução da obra
além do Deputado Estadual Cássio Soares que também está empenhado junto ao
Estado para fazer a coisa acontecer e já está garantindo outros recursos para que a
obra comece e só pare com a inauguração do novo prédio”, disse.


Segundo o Delegado, o projeto tem recebido muitos elogios da Polícia Civil
de Minas Gerais, e será um dos mais modernos do interior de Minas Gerais e
poderá servir como modelo para futuras delegacias no estado.

Prefeito do Carmo do Rio Claro, Filipe Carielo (PSD) – Presidente da AMEG
Delegado Regional de Passos Dr. Marcos Pimenta
Prefeito de Passos Diego Oliveira (PSL)

Recorde de chuva em Passos: 40 mm é registrado em 1 hora

Como anunciado pelos órgãos responsáveis, a região de Passos (MG), poderia chover até 200mm, porém, para a surpresa, somente na cidade Passos (MG), em uma hora foi registrado 40 mm, na tarde desta quinta-feira (10).

De acordo com o empresário do ramo imobiliário Flávio Oliveira, em sua imobiliária localizada Avenida Dr. Carvalho, no centro de Passos, tem um pluviométrico, e no pátio aberto tem um medidor, pelo qual conseguiu medir 40 milímetros em apenas uma hora de chuva, ou seja, cerca de 43 litros por metro quadrado.

O resultado foram ruas alagadas em pontos já conhecidos na cidade, e os mais afetados localizam-se ao redor do Ginásio da Barrinha e Avenida nas proximidades da rodoviária antiga.

Além disso, a enxurrada provocada pelo alto volume de água afeta como sempre locais onde passa o rio que corta a cidade.

Ruas, comércios e residências foram alagadas e até o momento não tem registro de vítimas e nem do prejuízo para o município e população.

A umidade relativa do ar está na casa dos 80% e a temperatura mínima registrada no momento 20º.

Passos entra em estado de alerta com a maior chuva da história na cidade

Na tarde desta quinta-feira (10), uma chuva intensa deixou diversas ruas, comércios e residências alagadas em Passos (MG).

De acordo com os moradores está sendo uma da piores cenas da história da cidade.

O Ginásio da Barrinha está alagado, a Av. Comendador Francisco Avelino Maia em frente ao Burguer King e a Av. Arlindo Figueiredo estão completamente tomada pela água.

Carros foram levados pela correnteza.

Matéria em atualização.

Carnaval no Lago de Furnas é um dos mais esperados do Brasil

A casa de show Café de La Musique receberá o cantor João Gomes e Dj Alok.

Um dos carnavais mais esperados do Brasil, está no Lago de Furnas, após a divulgação de dois grandes nomes do mundo artístico. A casa de show Café de La Musique Escarpas, localizada no município de Guapé (MG), faz divisa com Capitólio (MG), e por isso recebe o nome do luxuoso condomínio Escarpas do Lago.

Devido muitas cidades do Brasil terem cancelados a tradicional festa de carnaval, o destino para o Lago de Furnas está sendo um dos mais procurados. O evento poderá marcar a retomada do turismo na região.

No dia 27 de fevereiro a casa receberá o cantor João Gomes, já o Dj Alok está confirmado, porém, sem divulgação data.

De acordo com a diretoria do Café de La Musique, muitas outras atrações serão divulgadas.

Café de La Musique Escarpas

Num recanto mais do que exclusivo, às margens do Lago de Furnas, está o ponto mais alto desse balneário frequentado por pessoas que buscam se divertir em grande estilo. O Café de La Musique Escarpas do Lago é um banho de sofisticação no famoso Mar de Minas para receber até 4 mil pessoas.

Capitólio receberá 5 milhões para investimento em turismo na região

Governo de Minas e parceiros lançam Reviva Capitólio – Viva o Mar de Minas
Um total de 80 ações e investimento de R$ 5 milhões visam garantir a segurança do turismo na região

O Grupo de Trabalho formado por Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), além das prefeituras de Capitólio, São José da Barra e São João Batista do Glória, polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Marinha do Brasil, Instâncias de Governanças Regionais (IGRs), Sebrae, Fecomércio, Sesc, Senac e sociedade civil, lançou, nesta terça-feira (8/2), em Capitólio, o “Reviva Capitólio – Viva o Mar de Minas”.

A ação integra o programa Reviva Turismo e engloba temas como ordenamento, capacitação e regulamentação de uso e ocupação dos cânions e suas águas, com o objetivo de promover a segurança de trabalhadores e turistas, além de fortalecer o turismo na região.

O plano operacional se divide em quatro eixos estratégicos e contempla 80 ações, somando um investimento de R$ 5 milhões. De acordo com o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, que reforçou que o Mar de Minas está aberto aos turistas, o destino é um dos mais procurados em Minas Gerais e essa reestruturação, que é necessária, trará mais segurança para a região, com o apoio fundamental de todos os parceiros envolvidos. “Esse momento representa uma tomada de consciência e de decisão com o projeto Reviva Capitólio, que se estrutura nos quatro eixos, tendo início com a análise, que se desdobrará num plano de manejo para uso dos cânions, além de outras ações estratégicas. Importante registrar que os 80 km do Mar de Minas estão abertos. Os hotéis e pousadas estão funcionando, os passeios de barcos e lanchas estão acontecendo normalmente no lago e as 34 cidades que compõem este complexo estão abertas para os turistas. Vamos lembrar também de outras riquezas que temos aqui, nossa Cozinha Mineira, o queijo da Serra da Canastra, aqui próximo, tudo isso está aguardando os turistas de forma vibrante e pronto para recebê-los com a mineiridade, o nosso afeto, que é muito particular de Minas Gerais”, destacou o secretário.

Eixos do Plano Operacional
A primeira etapa, já em andamento, é o diagnóstico pormenorizado, geológico e estrutural da localidade. O estudo preliminar deve ser concluído até março e está sendo realizado pelos municípios em parceria com as universidades Estadual Paulista (Unesp) e Federal de Goiás (UFG), com acompanhamento da Sociedade Brasileira de Geologia. Entre abril e novembro deste ano deverão ocorrer mais outros dois levantamentos.

O segundo eixo inclui o ordenamento, regulamentação de uso e ocupação dos cânions e suas águas, por parte dos municípios, previsto para ser entregue até abril. O objetivo é aprimorar os planos municipais de gerenciamento costeiro, planos diretores, planos de zoneamento e de uso das águas e aplicação das normas definidas pelo novo ordenamento. Também está previsto disciplinar o uso de espaços fluviais e lacustres específicos, com o propósito de evitar acidentes, harmonizando a convivência entre banhistas, esportistas aquáticos e embarcações. É nesta fase que será implantada a Rede Integrada de Proteção ao Turismo, parceria entre PMMG e Secult, também anunciada no evento em Capitólio.

Nesta etapa também será criado um consórcio entre os municípios de Capitólio, São José da Barra e São João Batista do Glória para aplicar as regras de forma conjunta. Além disso, o plano inclui o desenvolvimento de um aplicativo para o monitoramento do fluxo de pessoas em passeios náuticos e terrestres e a criação de um grupo de estudos para o Turismo de Aventura, com a participação de Conselhos Municipais de Turismo, IGRs envolvidas, do ICMBIO e da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta). A Secult ainda deve elaborar e publicar, com o Grupo de Trabalho de Turismo de Aventura e municípios, uma resolução e legislação para a prática comercial da atividade.

O terceiro eixo é composto pela formação, informação e qualificação dos agentes públicos e privados, bem como usuários e turistas, para promover o uso seguro e sustentável da área. Um observatório do turismo específico para a região será criado, para acompanhar dados e indicadores. Uma série de capacitações, webinários e ações de formação também está prevista. Este momento ainda inclui a criação de um sistema de informação regional, de sinalização turística, um posto integrado de acolhimento ao turista e uma ação de sensibilização para cadastramento de empreendimentos no Cadastur.

O reposicionamento de Capitólio e Mar de Minas como destino seguro dentro e fora do estado faz parte do quarto eixo estratégico, com projetos de comunicação, marketing e promoção dos atrativos. Dentre as medidas estão um conjunto de ações voltadas para diversos canais digitais para atrair potenciais turistas. Neste último ponto foi proposta a criação de um edital específico para o Mar de Minas, tendo em vista a promoção do destino.

O prefeito de Capitólio, Cristiano Geraldo da Silva, afirmou que o projeto Reviva Capitólio – Viva o Mar de Minas contribui e fortalece o reposicionamento turístico de toda a região e mostra a importância do Turismo para o estado. “Usa todos os segmentos turísticos, não só o náutico, mas o de aventura, ecoturismo, o cicloturismo. Nossa região tem uma potencialidade grande para explorar esses novos segmentos. Então esse projeto traz força para direcionar e potencializar esses caminhos. Ficamos felizes com os investimentos que serão feitos, os recursos que estão sendo captados para trabalhar essa iniciativa. É uma conquista para a região nesse momento de recuperação”, pontuou.

A Secult já vem promovendo um trabalho em torno do fortalecimento do turismo sustentável na região, de forma integrada. Isso ocorre em função da questão da cota mínima de 762 metros da represa acima do nível do mar, por meio dos trabalhos do GT de Furnas, coordenado pela Secretaria, e também pelo início do processo de tombamento dos Lagos de Furnas e Peixoto, iniciativa do Governo de Minas, por meio da Secult e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG). As ações têm o objetivo de assegurar o uso múltiplo das águas, incentivar e fortalecer o turismo na região, garantindo emprego e renda para as populações do entorno que têm nos lagos sua principal fonte de renda.

Rede Integrada de Proteção ao Turismo
A implantação da Rede Integrada de Proteção ao Turismo na região de Furnas, ação conjunta da Secretaria de Cultura e Turismo e da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), é parte importante das ações que irão potencializar a proteção e segurança aos turistas da região do Mar de Minas. A iniciativa também faz parte do Programa Reviva Turismo.

“O projeto ‘Reviva Capitólio – Viva Mar de Minas’ é muito significativo para turismo mineiro e, também, para o nacional. Além disso, a iniciativa da Secult e da Polícia Militar de criar a Rede Integrada de Proteção ao Turismo na região visa levar ao turista a informação de que o “Mar de Minas” está aberto e que apenas uma pequena parte está interditada geologicamente, o que não interfere no turismo de montanhas, no turismo cultural e no turismo náutico”, destacou o diretor de comunicação organizacional da PMMG, coronel Gilmar Luciano Santos. “Fica o nosso convite para que brasileiros e estrangeiros venham visitar Minas Gerais, o estado mais seguro para se viver, empreender e ‘turistar’”, completou.

O secretário Leônidas Oliveira também salientou a importância do investimento na reestruturação do turismo do Mar de Minas, com destaque para a questão da segurança. “A Rede Integrada de Proteção ao Turismo, já implantada em outras regiões, aqui ganha ainda mais sentido. O objetivo é oferecer segurança para que o turista possa se sentir confortável em estar nos atrativos naturais da região e se sinta protegido. Minas é considerado, pelo segundo ano consecutivo, o estado mais seguro do Brasil, segundo dados do Ministério da Justiça. Quando a Polícia Militar instala a Rede Integrada de Proteção ao Turismo, estamos reposicionando o turismo local de forma organizada, com gestão, planejamento e, sobretudo, de forma participativa, porque a sociedade e todo o trade turístico estão envolvidos para receber e dar segurança ao turista”, observa o secretário.

O raio da rede, que antes seria apenas ao município de Capitólio, foi expandido e abordará toda a região, integrando a Polícia Militar, Secult, prefeituras, Marinha do Brasil, Polícia Rodoviária Federal, além do trade e a comunidade em geral para promover a segurança pública, a cultura e o turismo, e assim estimular a geração de emprego e renda na cidade.

A Rede Integrada já foi lançada em Monte Verde, Ouro Preto e Poços de Caldas e envolve a capacitação dos atores envolvidos, identificação de pontos frágeis pela PM, em conjunto com a comunidade, instalação de placas de sinalização, além de outras condutas para a melhoria da segurança e da qualidade de vida da população.

Acidente nos cânyons de Capitólio completa um mês nesta terça-feira (8); setor turístico ainda sofre com a tragédia

“Quem te conhece não esquece jamais”. A frase faz parte do hino de Minas Gerais e descreve bem a sensação de quem conhece o estado. A região do Lago de Furnas é exemplo disso. Se no passado as pessoas vinham, conheciam e não esqueciam; agora elas postam e deixam registrado o momento que passaram na região. Infelizmente, as imagens feitas em Capitólio no dia 8 de janeiro ficarão para sempre e negativamente nos pensamentos de todos que assistiram. E principalmente dos que estavam presentes ali. 

Nesta terça-feira (8), a tragédia que deixou dez vítimas fatais nos cânyons de Capitólio, completa um mês. Início da tarde de sábado, um dia chuvoso na região, mas com intensa atividade turística. Diversos marinheiros percorrem trechos paradisíacos com turistas a bordo.

A maioria dos passeios duram em média três horas até o regresso de todas as embarcações ao ponto de partida. No entanto, para a lancha nomeada de “Jesus”, o regresso não aconteceu.

No interior dos cânyons, pedaços de pedras começam a se soltar. Turistas e pilotos tentam avisar os mais próximos do paredão. Porém, devido ao barulho dos sons das lanchas, da água caindo e dos motores das embarcações, é impossível ouvir os gritos. 

Segundos depois, uma grande rocha de aproximadamente 30 metros e 10 mil toneladas — segundo especialistas — desaba verticalmente, atingindo uma embarcação e todos seus ocupantes. O acidente matou todos instantaneamente. Outra lancha também foi atingida com os estilhaços de pedras e também afundou, mas todos sobreviveram. 32 pessoas sofreram ferimentos e foram hospitalizadas.

O acidente chocou a todos, aparecendo em vários veículos de comunicação nacionais e internacionais. O que a maioria não sabe é que o acidente não deixou apenas 10 vítimas fatais e 32 feridas. O ocorrido deixou dezenas de residentes locais desempregados. Não existe mais movimento, marinas e restaurantes parados. 

Com cancelamentos de até 100% em pacotes de viagens e passeios, empresários do setor de turismo na região registram queda no movimento após o acontecido.

A tragédia aconteceu em um momento de grande expectativa pela retomada dos negócios para o setor às margens do reservatório. Isso porque, com a falta de chuvas, o lago registrava baixo nível de água até parte da segunda metade do ano passado, o que impactava nas atividades náuticas e, consequentemente, enfraquecia, juntamente com a pandemia, o turismo na região.

A questão é que hoje todos sofrem: os que estavam presentes — turistas e pilotos —, familiares das vítimas, empresários, colaboradores e todos aqueles que dependem do turismo para sobreviver.

Polícia Militar prende autor de roubo em Alpinópolis

Na manhã desta terça-feira (08), a Polícia Militar foi solicitada a comparecer em uma loja em Alpinópolis (MG), onde segundo informações havia acabado de ocorrer um roubo.

Segundo a vitima, um homem entrou no estabelecimento e de posse de uma faca anunciou o assalto, vindo a levar um maço de cheques sem fundos e 01 telefone celular da marca Samsung.

O homem era moreno claro, estatura mediana e usava blusa de moletom cor vermelha ou Rosa.

Diante das informações os militares fizeram diligências e capturam o autor que é vizinho da loja e conhecido nos meios policiais. O autor entrou em contradição, porém, havia filmagens que flagram o mesmo saindo da residência e deslocando em direção a loja no momento do fato.

Na residência foram encontrada a faca e o moletom usado na ação sendo que os cheques foram queimados pelo autor.

Desastre no Lago de Furnas tem deixado dezenas de empreendedores endividados e trabalhadores desempregados

Pequenos empreendedores sentem a dor de um mês sem trabalhar após a tragédia em Capitólio (MG).

Na noite desta segunda-feira (07), um grupo de pequenos empreendedores do Lago de Furnas, procurou a redação do Jornal Folha Regional, pedindo socorro, pois para eles a tragédia que ocorreu há um mês nos Canyons, se tornou um jogo de marketing para grandes empresários.

“Começamos a vender nosso ganha pão, pois temos a certeza que o turismo será retomado daqui a muito tempo, e enquanto isso, nossas reservas financeiras acabaram, e nem para comprar alimentos estamos tendo condições”, disse C.R.S.

Para outro empreendedor, o Governo de Minas só fala em Reviva Capitólio, mas em momento algum cogitaram em deixar de recolher os impostos.

“Sei que nosso turismo está totalmente destruído, pois, as cartas marcadas só dão oportunidades para os grandes empresários exporem suas idéias nestas reuniões. É muito triste tudo isso! O que deveria ser uma união, se tornou um grande pesadelo em nossa vida, e para completar, nossos impostos precisam ser pagos todos os meses”, informou A.V.S.

Para o empresário G. agora é a oportunidade dos grandes se tornarem hiper empreendedores, pois, muitos têm costa quente.

“Falo com convicção! Observem quem são os convidados para as reuniões de portas fechadas? Não precisamos ir longe, pois, em nossa região temos profissionais capacitados, porém, devido ao ego, jamais terão a oportunidade de se pronunciar ou serem contratados. No dia do desastre foram 10 vítimas, mas após o desastre poderá ser muito mais. Eu mesmo já pensei em pôr um fim na minha vida”.

Os empreendedores pedem socorro!

“Quem lutará por nós? A quem vamos recorrer? Ficamos meses parados e assim como todos os janeiros, vêm um acontecimento para estremecer a alta temporada. Queremos voz e vez nos grupinhos fechados. Pois, sabemos que jamais convidarão quem tem vontade de expressar as ideias e nem sempre concordará com ações, assim como o tal “Reviva Capitólio”, finalizou A.S.

Polícia alega complexidade e pede mais 30 dias para concluir investigação em acidente em Capitólio

Após alegar complexidade nas apurações, a Polícia Civil de Minas Gerais solicitou à Justiça na última segunda-feira (7) mais 30 dias para concluir o inquérito sobre a rocha que se desprendeu dos cânyons e matou 10 pessoas em Capitólio no dia 8 de janeiro. Nesta terça-feira, o acidente completa um mês.

O foco da apuração é tentar entender o que provocou o deslocamento da rocha e, principalmente, se era possível ter previsto a tragédia com 10 mortes.

Pedido de prazo


Em entrevista nesta segunda, o delegado Marcos Pimenta, que preside as investigações, disse que 50 pessoas já foram ouvidas dentro do processo, perícias no local da tragédia e nas embarcações já foram realizadas e os laudos estão sendo aguardados.

“Já consta no bojo do inquérito policial as 50 oitivas, incluindo testemunhas, turistas, empreendedores, representantes do poder Executivo de municípios da região, engenheiros, dentre outros. Também estão presentes no inquérito solicitações de informações técnicas ao Supram [Superintendência Regional de Meio Ambiente], IEF [Instituto Estadual de Florestas], Igam [Instituto Mineiro de Gestão das Águas], DER [Departamento de Estradas e Rodagem], Marinha do Brasil, Prefeitura de Capitólio, Crea [ Conselho Regional de Engenharia e Agronomia], dentre outros. Um grupo de peritos da Polícia Civil de Minas Gerais com a utilização de apoio aéreo também esteve presente na região e realizou os trabalhos técnicos, os quais encontram-se em fase de conclusão e serão juntados ao inquérito policial, tão breve findados”, detalhou.

Diante do vasto material para apuração do caso, o delegado fez o pedido de 30 dias para concluir o inquérito.

“Diante da complexidade dos fatos e da necessidade de aguardar os laudos, bem como de esmiuçar a vasta documentação angariada, a Polícia Civil pleiteou a dilação de prazo por 30 dias perante o poder judiciário de Piumhi”, pontuou o delegado.

Mais sobre a investigação

Desde o início as investigações, os trabalhos estão pautados na ciência e, por isso, polícia tem buscado apoio de especialistas, como mencionou o delegado. Várias instituições têm fornecido material de apoio para o inquérito policial.

“O foco não é procurar culpados e, sim, respostas para que se evite, se for possível, que outras placas caiam”, ressaltou o delegado.


Marcos Pimenta afirmou que será investigado se houve alguma ação que provocou a aceleração da ruptura da rocha e, caso isso tenha ocorrido, ao fim do inquérito haverá indiciamento. Mas de acordo com ele, ainda é cedo para apontar eventuais responsabilidades.

Para a realização de análises das causas do acidente, segundo o delegado, a polícia entrou em contato com a Sociedade Brasileira de Geologia e também com professores da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), além de outros especialistas.

Jornal Folha Regional
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