As buscas por fragmentos em Capitólio foram suspensas oficialmente. A definição aconteceu após reunião realizada na manhã da última terça-feira (11), em Passos (MG), entre Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Marinha, Defesa Civil e as prefeituras de Capitólio e São José da Barra.
Segundo o coronel do Corpo de Bombeiros, Giuvaine Barbosa de Moraes, as buscas feitas por mergulhadores foram interrompidas porque já não estavam sendo encontrados mais fragmentos das vítimas do acidente. Ao todo, 12 mergulhadores e 8 bombeiros trabalharam durante as buscas em Capitólio. Todos já estão retornando para suas unidades de origem.
Ainda de acordo com o coronel, apesar do encerramento das buscas, o Corpo de Bombeiros segue auxiliando nas investigações e estarão disponíveis caso haja necessidade. O coronel explicou que todos os fragmentos visíveis pelos bombeiros já foram retirados dos cânions. Caso ainda haja outros fragmentos, eles podem estar presos embaixo das pedras.
O delegado regional de Passos, Marcos Pimenta, explicou que o trabalho agora será feito pela marinha, que irá procurar e resgatar os materiais da lancha. Ainda de acordo com o delegado, a Polícia Civil também segue com as investigações.
“A Polícia Civil está trabalhando na aquisição de um geólogo expert que possa nos auxiliar nas investigações. Queremos não procurar culpados, mas exaurir todo e qualquer questionamento sobre o fato interno. Se, por ventura, no final das investigações a Polícia Civil comprovar que houve algum fato de terceiros, uma ação humana, essa pessoa será responsabilizada”, afirmou.
O jovem de 26 anos, que estava internado na Santa Casa de Passos (MG), após o acidente no Lago de Furnas, em Capitólio (MG), recebeu alta na manhã desta quarta-feira (12). Dos 27 feridos, ele é o último a deixar o hospital.
Segundo a Santa Casa, o marinheiro passou por um procedimento cirúrgico na face na última terça-feira (11). Os familiares estiveram em Passos para acompanhar a saída do jovem. Eles moram em Pimenta (MG).
A Polícia Militar prendeu um jovem acusado de roubo a uma loja de equipamentos eletrônicos que fica em um prédio na avenida Arouca em Passos, na última segunda-feira. No assalto, duas pessoas foram amarradas e ficaram em poder dos criminosos. A PM também apreendeu 40 telefones celulares, dois carregadores e dois cabos que foram levados do estabelecimento.
Segundo informações da PM, um atendente e uma vendedora que trabalham na loja relataram que um dos criminosos chegou ao local, tocou o interfone e eles pensaram que fosse cliente. Após entrar no estabelecimento, o assaltante sacou um revólver e anunciou o roubo, dizendo que ia levar telefones e ordenou que os dois se deitassem no chão. Logo depois, segundo o relato, o assaltante abriu a porta para que o comparsa entrasse.
Os criminosos vendaram os olhos, amordaçaram e amarraram os braços e as pernas das vítimas e as trancaram em um banheiro. De acordo com relato feito aos policiais, os criminosos ameaçaram as vítimas para que não fizessem movimentos senão iriam atirar.
Segundo a PM, um dos criminosos foi reconhecido pelas vítimas e teria ido ao estabelecimento, no último dia 7 para tentar um roubo. Na ocasião, ele estava armado com uma faca. Depois que os assaltantes fugiram do local, as vítimas acionaram a polícia.
Em rastreamento, os policiais foram até a casa de um dos suspeitos e encontraram uma bolsa e os aparelhos roubados. Segundo a PM, o outro suspeito ainda não foi localizado.
Tráfico
Na madrugada da última segunda-feira, em Itaú de Minas, a Polícia Militar prendeu um jovem, de 18 anos, por suspeita de envolvimento no tráfico de drogas. Segundo a PM, a corporação recebeu informações de que no centro da cidade havia um indivíduo em atitude suspeita.
No local, os militares abordaram o suspeito e, durante buscas foi, localizaram uma porção de maconha. Em um hotel onde o jovem estava hospedado, foram encontrados mais 17 buchas da mesma droga e certa quantia em dinheiro. Ele foi preso e o material foi apreendido.
A queda de um paredão nos cânions de Capitólio, que causou a morte de dez pessoas e deixou 27 feridas no último sábado, já causa impactos no turismo. O prefeito do município, Cristiano Geraldo da Silva, o Cristiano Gerardão, passou os últimos três dias em contato com autoridades, órgãos e parceiros ligados diretamente ao setor para não deixar que o reflexo do desastre venha prejudicar a principal atividade da economia da cidade. Nesta sexta-feira, prefeitos da região se reúnem com o secretário de Turismo de Minas, Leônidas Oliveira.
“Infelizmente ocorreu um fato gravíssimo causado pela força da natureza, que deixou Capitólio, região e o Estado de luto pela forma como foi. Para piorar, em tempo de crescimento dos casos de uma variante do coronavírus. Ambos afetam diretamente o público que traz recursos, que gera emprego e divulga as belezas naturais no entorno do Lago de Furnas. Depois do choque, veio o luto, e agora é a luta para recuperar aquela imagem lindíssima dos cânions, agora parcialmente manchada pelo desastre da natureza”, lamentou Cristiano.
De acordo com o prefeito, as consequências negativas do incidente foram imediatas. O cancelamento de diárias em hotéis, passeios pela represa, cachoeiras, a queda no movimento de estabelecimentos como bares e restaurantes estão sendo registrados pelos prestadores de serviços.
“Creio que tudo isso será passageiro, porque as opções turísticas em Capitólio e região são infinitas. Vamos realizar um trabalho de divulgação amplo na mídia, mostrando quantas belezas temos a oferecer e com total segurança. Outros municípios como São José da Barra, São João Batista do Glória, Guapé, Carmo do Rio Claro também possuem seus atrativos populares”, ressaltou.
Nesta sexta-feira, dia 14, às 14h, na sede da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, em Belo Horizonte, os prefeitos Cristiano, Paulo Sérgio e Celso Henrique Ferreira, do Glória, vão se reunir com o secretário de Turismo de Minas, Leônidas Oliveira. O principal objetivo do encontro é solicitar ajuda, seja financeira, ou através de serviços, para desinterditar os cânions de forma a retomar as visitas públicas o mais breve possível.
Gerardão afirma que vai contratar uma empresa especializada para desenvolver um trabalho minucioso sobre os cânions, e deve levar aproximadamente 40 dias.
“Vou aproveitar que eles estão interditados pela Defesa Civil de Capitólio e do Estado para saber das condições de visitas públicas sem nenhum risco de vidas humanas. O local é encantador, mas é preciso ter a certeza de que o trânsito de lanchas, barcos e canoas seja seguro”, destacou.
Visitas
Na tarde de segunda-feira, Cristiano, juntamente com o prefeito da Barra, Paulo Sérgio Leandro de Oliveira, integrantes das defesas civis de Capitólio e de Minas Gerais, além de convidados, foram levados em uma lancha até os cânions de Furnas – onde ocorreu a tragédia – Cascata, Lagoa Azul, atrativos de Capitólio; Vale dos Tucanos e cânion da Usina Hidrelétrica de Furnas, ambos no município da barra.
“Foi oportuna a visita, porque constatamos que, exceto os cânions, todos os demais pontos turísticos estão aptos a receber visitantes que podem desfrutar das belezas que só eles vão terão o privilégio. Lamento o acidente de sábado, mas acredito que logo, logo, o local será reaberto com toda a segurança para que o povo possa ver de pertinho o quanto é lindo os paredões, entalhados caprichosamente pela natureza”, disse Paulo Sérgio.
Em razão das constantes chuvas que atingem parcialmente o país nos últimos dias, diversos lagos, rios e represas estão transbordando. É o exemplo de Capitólio (MG), que inundou a entrada na manhã desta quarta-feira (12) devido ao transborde do rio.
Segundo o prefeito de Capitólio, Cristiano Gerardão (PP), o alagamento é constante em períodos chuvosos, isso porque falta manutenção do canal do Rio Piumhi, a qual teria que ser realizada por Furnas. Ainda de acordo com o prefeito, existe processo desde 2008 para que seja feita a manutenção.
A Polícia Civil de Minas Gerais vai analisar o possível vínculo entre uma obra para a construção de um mirante com o desabamento de parte de um cânion no lago de Furnas. O incidente no sábado (8) provocou a morte de dez pessoas.
A hipótese é levantada por pilotos de lancha da região e descrita em áudio de um suposto engenheiro ambiental que viralizou pela cidade. Na gravação, o homem afirma como a intervenção pode ter afetado a estabilidade das rochas na região. A reportagem tentou, sem sucesso, contato com ele.
O delegado Marcos Pimenta, da Delegacia Regional em Passos, responsável pela apuração do caso, afirma, no entanto, considerar prematuro vincular a obra ao acidente. Contudo, diz que um geólogo contratado para apoiar a investigação analisará o caso.
“Já estamos em contato com um geólogo que vai nos auxiliar nas respostas que estão questionadas pela imprensa. Em especial sobre a rocha, se uma obra no parque pode ter causado essa influência. Acredito que é prematuro, neste momento, outorgar a alguém essa responsabilidade”, diz Pimenta.
Obras de mirante podem ter contribuído para fenda no cânion
O mirante foi inaugurado há dois anos na rocha envolvida no acidente. Ele fica próximo, mas não exatamente em cima do local em que houve o desabamento.
Já o ex-coordenador de Meio Ambiente do município, Gleison Oliveira, afirmou que era contrário à construção em razão do impacto no local. “Sempre fui contrário a essa obra porque ela traria muito prejuízo ambiental. Não vou ser leviano em dizer que sabia que isso ia acontecer. Longe disso. Mas seria prejudicial à vegetação”, disse ele, que esteve no cargo entre 2013 e 2016.
“Mas, pelo mínimo entendimento geológico que tenho, as obras que aconteceram no local e o maquinário usado podem ter causado algum efeito. A retirada da mata ciliar e o carreamento dessa água por veios não naturais pode ter ajudado a deslocar essa fenda.”
IMPLOSÕES PARA ESTACIONAMENTO
Durante o programa Mais Você, da TV Globo, nesta segunda-feira (10), Jesus Sebastião, conhecido como Zuza e dono da lancha que afundou no sábado (8), falou sobre o acidente que matou dez pessoas.
“Venho desabafar aqui. Pedir meu sentimento a toda família e sobre também sobre as causas desse acidente. Que provavelmente tudo se indica a uma construção em cima do mirante dos cânions, que, há um ano atrás, vem trabalhando várias máquinas pesadas, vários bate-estacas trabalhando, fazendo perfurações em cima dos cânions”, disse.
Zuza considera que as obras contribuíram para o desabamento de parte do cânion. “Isso tudo leva a se desgrudar aquela rocha com o tempo. Trabalharam várias máquinas, mexeram no ambiente natural lá em cima.”
Outro barqueiro que trabalha na região há mais de sete anos e pediu para não ser identificado concorda com Zuza.
Segundo ele, foram feitas diversas implosões no local para a construção de uma área de estacionamento e, na sua visão, isso pode ter danificado a rocha. Ainda segundo ele, no período em que atua na região, nunca presenciou a queda de pedras nos cânions.
PROJETO GRANDIOSO
O mirante é parte de um projeto grandioso que prevê a construção, até 2026, de três parques de lazer, sendo um de contemplação, um de aventura e um aquático, além de resort e restaurante. O anúncio de investimentos foi de R$ 135 milhões para a região.
Em setembro de 2021, o secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, esteve na inauguração de uma tirolesa instalada no Parque Mirante dos Canyons.
No dia seguinte, durante a reunião sobre a abertura do processo de tombamento dos lagos de Furnas e Peixoto, Oliveira disse que visitou a área.
“Nós inauguramos a tirolesa e teremos um resort muito vigoroso, um parque com uma paisagem. Esse ato, juntamente com o comércio que já existe em Capitólio, juntamente com a rede hoteleira, vai fazer com que nós coloquemos Capitólio na prateleira internacional”, disse o secretário na ocasião.
Procurado, o Parque Mirante dos Canyons não respondeu até a conclusão da reportagem.
O boletim epidemiológico da última segunda-feira (10), da Secretaria Municipal de Saúde, que engloba dados das últimas 72 horas, informa mais 361 contaminados por Covid-19 – no mesmo período, 601 notificações. Ao todo, Passos (MG) começa a semana com 1.079 oficialmente contaminados, além de 1.679 com sintomas, em isolamento domiciliar, aguardando por resultado ou para fazer exame.
A Santa Casa, que atende dezenas de cidades da região, está com 19 pacientes (uma criança) em leitos exclusivos, sendo 13 passenses.
A ocupação de enfermaria chegou a 86% e, na UTI, permanece em 20%.
Após o acidente que vitimou 10 pessoas no último sábado (8), nos Cânyons do Lago de Furnas, em Capitólio (MG), diversos internautas e veículos de comunicação têm publicado fatos não verídicos do ocorrido, expondo as vítimas e aqueles que dependem do turismo local para sobreviver.
O turismólogo Wesley Anastácio de Uberlândia (MG), postou uma nota esclarecendo alguns fatos do acidente.
Confira abaixo:
Desde o dia do acidente existem muitas postagens, desinformação, buscadores de likes e exposição sem necessidade das vítimas desse acidente.
Uma postagem minha de dois anos atrás voltou a circular nas redes sociais logo após o acidente e aí apareceram milhares de “especialistas” como sempre acontece no Brasil quando rola algum tipo de tragédia. Sem estudos, sem pesquisa, sem conhecer a fundo a situação.
Pessoal, a percepção de quem está olhando aqui é uma. De quem tá lá é outra.
1° ponto: as embarcações estavam lá porque foram autorizadas pela Marinha.
2° ponto: a hora do desprendimento da rocha não é o mesmo momento da cabeça d’água que as pessoas têm postado.
3° ponto: a visão de quem está debaixo do paredão não é a mesma de quem está de longe. De perto você não consegue perceber a movimentação da rocha e muito menos as pedras caindo.
4° ponto: ali dentro o barulho da cachoeira e do vento é muito forte. Você está dentro de um Canyon, não dá para ouvir ninguém gritando, assobiando. Principalmente porque todas as embarcações botam som para os turistas.
5° ponto: a foto da rocha com uma rachadura enorme que tem sido divulgada não é a mesma que se desprendeu, são pontos diferentes! Pontos diferentes!!!
6° ponto: a Defesa Civil emitiu um alerta sobre os grandes volumes de chuva. Mas nunca deu uma advertência ou observação de qualquer movimentação de Rocha na região de Capitólio.
7° ponto: nunca na história do Mar de Minas (Lago de Furnas), houve qualquer tipo de situação parecida. Nunca houve nenhum tipo de estudo sobre essa situação. Não há e nunca houve investimentos em pesquisas sobre essas fraturas. A Geologia sempre foi deixada de lado no Brasil.
8° ponto: Nenhum ser humano em Sã consciência, quer ficar debaixo de uma rocha de várias toneladas sabendo que ela pode desmoronar!
Não é legal julgarem sem saber de fato o que aconteceu, isso é falta de respeito com aquelas pessoas. Nós todos estamos assustados com o que aconteceu, mas não estando lá! Frequentamos ali há mais de 11 anos, desde quando não existia turismo na região. Desde quando a gente nadava pelado lá nos canyons sem nenhum barco!
Nunca imaginamos que uma rocha daquela proporção pudesse se desprender. Os pilotos são vítimas, como todas as outras pessoas que estavam lá. Se estava tendo passeios é porque houve autorização do órgão competente e nesse caso a Marinha autorizou.
Infelizmente foi uma tragédia e vários fatores contribuíram para a pedra se desprender. O tempo, a infiltração de água nas fraturas, o uso de forma irregular da parte superior, o movimento do lago. Mas não é possível afirmar nada! Até porque não somos especialistas!
Do início ao fim do canion, as rochas dos paredões são todas fraturadas, da mesma forma na cascatinha, no vale dos tucanos, nos canyons do xingó lá no nordeste.
Nesse momento onde existem muitas informações chegando é importante a gente ter respeito e muito cuidado como julgamos e como reproduzimos as coisas, principalmente de quem não estava lá presente.
No post que fiz em 2019 não tem nenhuma observação minha sobre deslocamento ou desprendimento de rocha, até porque não sou geólogo! Sou turismólogo com bastante orgulho. Essa publicação de 2019 teve grande repercussão na época e muita coisa mudou pra melhor na região. Como a formalização dos profissionais de turismo, com a criação do posto avançado da Marinha em S. J. Da Barra, com o fortalecimento das associações do trade turístico, com a criação de programas ambientais, regularização das embarcações e cuidados com meio ambiente, com a organização das embarcações dentro dos canyons.
Antigamente centenas de pessoas nadavam lá dentro. Se fosse naquela época o número de óbitos seria muito, muito maior. Enfim…deixem de julgar e culpar. Deixem isso pra perícia técnica. E respeitem todos aqueles envolvidos nesse triste acidente. Infelizmente no Brasil muitas vezes só depois de acidentes como esse acontecerem, pra que as autoridades se organizem. É importante que tenhamos mais seriedade em tudo que fazemos na vida, seja no hospital, na escola, no turismo, na sua casa. E tomarmos muito cuidado com qualquer tipo de julgamento que fazemos com aquilo que desconhecemos. Perdoem meu português!
Aqui deixo o meu lamento a todas as famílias e vítimas desse acidente.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse em entrevista coletiva na última segunda-feira (10), no Clube Náutico, em São João Batista do Glória (MG) que a região de Capitólio (MG) terá um maior cuidado com o turismo após a tragédia que deixou 10 mortes nos cânions de Furnas. Segundo ele, a região passará por análises de geólogos antes que o turismo seja liberado novamente.
“Sabemos a partir de agora que é uma região sujeita a riscos e que vai merecer uma análise técnica de geólogos, pessoas que possam fazer uma análise e possam colocar ali um nível aceitável ou nao. Nós queremos viabilizar e vamos, sim, o turismo com segurança. É possível sim”, disse o governador.
Romeu Zema disse acreditar que o acidente foi uma fatalidade e ressaltou que foi um fato inédito. “Queremos que a região continue atraindo turistas, mas a partir de agora com um cuidado adicional. Será pedido e teremos anualmente uma análise. Lembro a vocês que é algo inédito, o que aconteceu ali é o que poderia acontecer em muitos lugares do Brasil, de uma rocha rolar de uma montanha e atingir um carro, sem previsibilidade. Tivemos aqui uma fatalidade dessa rocha atingir uma lancha com 10 pessoas”, disse o governador.
Romeu Zema afirmou que vai aguardar a apuração das autoridades, mas que não acredita em responsáveis pelo acidente. “Será feita uma apuração por parte da Polícia Civil, da Marinha e vamos aguardar. Não sou nenhum especialista nessa área, mas quero deixar claro que o que aconteceu ali é algo inédito. E quando o raio cai, quem é o responsável? o prefeito?”, disse o governador.
Perguntado se a tragédia poderia ter sido evitada, o governador voltou a reafirmar que o acidente foi uma fatalidade.
“Eu acho que poderia (ser evitada) da mesma maneira que nós poderíamos evitar que nenhuma rocha venha a rolar de qualquer montanha do Brasil. É algo inédito, que nunca aconteceu anteriormente. Nos últimos 100 anos nós não sabemos de nenhuma ocorrência dessas, então seria muito difícil de prever”, disse Romeu Zema.
Ainda segundo Romeu Zema, até que as embarcações envolvidas no acidente sejam resgatadas pela Marinha, a área dos cânions ficará interditada.
Ao comentar sobre a crise hídrica e sobre o nível da Represa de Furnas, antiga demanda de moradores e comerciantes da região, o governador Romeu Zema fez críticas a ambientalistas.
“O Brasil é um país carente de planejamento, tivemos recentemente uma crise hídrica, fata de água e quase que uma crise energética, falta de energia. Tivemos de ligar todas as termelétricas no Brasil, nos meses de setembro, outubro e novembro, todas ficaram ligadas porque não temos geração de energia suficiente para a demanda que nós temos. Muito disso é devido, no passado, ambientalistas, de uma forma que eu considero equivocada, terem condenado a construção de barragens, como a Belo Monte e Santo Antônio, que hoje produzem uma fração da energia que poderiam produzir. Atendemos os ambientalistas e agora as termelétricas ficam ligadas”, disse o governador.
“Então, eu pergunto, será que esses ambientalistas estão protegendo a natureza ou estão danificando a natureza? Porque hoje o Brasil é um país que depende de queimar combustível para produzir a energia elétrica que ele precisa. E poderia estar evitando isso caso nós tivéssemos. Então, é algo sistêmico, não é algo que se corrige com uma ação. Nós vamos elevar o nível aqui, e as usinas que dependem da água daqui, vão parar de gerar energia?, governador Romeu Zema.
Na manhã da última terça-feira (10), diversos moradores do bairro Shangrylá, em São José da Barra (MG), reclamaram da estrada que liga o local ao centro da cidade. Devido às constantes chuvas nos últimos dias, as estradas se transformam em um imenso lamaçal, o que faz com que os carros atolem.
‘’Esse asfalto, a previsão para entregar era o ano passado e não entregaram, esse ano eu tenho certeza que não sai. Estão esperando acontecer um acidente e morrer alguém para tomarem providência. Nós daqui podemos esquecer, eles não estão nem aí com a gente daqui. Estamos pagando imposto para que? As estradas estão péssimas, cheias de buracos. Se você precisar sair com pressa o carro atola no barro. Não podemos reclamar, porque senão somos chatos, enjoados.’’, diz um morador.
Outro residente afirma que evita sair de casa quando o tempo está chuvoso, com receio do veículo ficar atolado.
‘’Meu carro eu não tiro da garagem, ele vai ficar guardado. Temos que pedir pra Deus para não passarmos mal ou precisarmos de um hospital, porque o meu carro é baixo, se eu passar ali ele vai ficar. Está estragando o carro de muita gente. A previsão de chuva é para o mês inteiro, então vamos ficar o mês todo sendo arrastado pelo trator e carro pifando’’.
Uma moradora informou que é impossível passar pela estrada no momento e que os veículos estão sendo danificados.
”A entrada está interditada, quem sai não está tendo como voltar. A vala está tão grande que está estragando a frente dos carros”, informou.
Nesta terça-feira (11), uma parte da estrada foi parcialmente arrumada. O morador Jhony Santos agradeceu ao vereador Matheus Junior Rodrigues de Oliveira e ao Secretário de Obras do município, Ivanei Martins.
‘’Ontem eu reclamei da estrada do porto, um ponto de mais ou menos dez metros de barro e já está sendo atendido, estão colocando cascalho. Eles deram uma atenção aqui. Obrigado ao vereador Matheus, que deu uma atenção muito grande, ao Ivanei, que mesmo de licença me deu atenção também. Obrigado, já estão aqui ajeitando, melhorando a nossa estrada. Forte abraço a toda equipe de apoio de obras, pela atenção’’.
Em consequência das intensas e frequentes chuvas em Minas Gerais, moradores das zonas rurais de todo o estado vêm sofrendo para fazer um simples trajeto. Muitos produtores rurais suspenderam a entrega de mercadorias para as grandes cidades, o que mexe no ‘bolso’ dos moradores. Em alguns locais, alunos também não vão mais às aulas, visto que os ônibus não conseguem passar.
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