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Jornal Folha Regional

Bispo de Guaxupé que celebrou a 1ª missa na nova cidade de São José da Barra será canonizado

Dois padres São José Barrenses participam da comissão histórica

Está previsto para novembro de 2021 a entrega de uma documentação investigativa sobre a vida de Dom Inácio João Dal Monte. É uma das últimas etapas do processo de canonização. Um representante do Vaticano retornará a Guaxupé (MG), para receber os documentos e participar da exumação do primeiro bispo enterrado na cripta da catedral diocesana.

Atualmente, duas equipes, investigativa e histórica, se reúnem uma vez por semana para ler e selecionar os principais documentos entre centenas de informativos coletados.

Segundo o padre Reginaldo Silva, nomeado juiz da causa, a beatificação poderá ocorrer de forma rápida, tanto por atender às virtudes exigidas por Roma quanto pela veracidade das informações disponíveis.

Assim, em breve, guaxupeanos poderão ter um “anjo”, que nasceu em uma fazenda de Ribeirão Preto, foi padre e bispo diocesano de Guaxupé, onde morreu e foi enterrado. 

Seleção documental

O início do processo de beatificação de Dom Inácio foi ágil. Em junho de 2017, o bispo Dom José Lanza Neto encaminhou ao Vaticano uma biografia do candidato a beato, para análise da Congregação para a Causa dos Santos, o órgão responsável por canonizações. Geralmente, a abertura de um processo leva um ano ou mais. Em apenas três meses, Dom Inácio obteve essa conquista e se tornou Venerável de Servo de Deus, em setembro de 2017.

A próxima etapa foi a visita, em Guaxupé, do postulador da causa, o filósofo Paolo Vilotta, e um padre de Roma. Os dois foram assessorados por um casal de brasileiros que participa de processos de beatificação no país: o ex-juiz Ronaldo Frigini e a advogada Ana Lúcia Frigini. Moradores de São João da Boa Vista, o casal entrevista até 45 testemunhas sobre a vida do(a) aspirante a santo(a).

Ainda nessa época, o bispo diocesano e o postulador romano escolheram uma equipe integrantes para investigar a vida de Dom Inácio e confirmar se ele possui todos os atributos compatíveis com a santidade. Em paralelo, uma comissão histórica atua em conjunto com os investigadores.   

Até novembro de 2021, os envolvidos nesse trabalho vão ler centenas de informativos para selecionar o que será encaminhado à Congregação para a Causa dos Santos. As fotos seguirão uma ordem cronológica de vida, da infância à morte.

Diferentemente da agilidade inicial do processo, no Vaticano, a pandemia do coronavírus atrasou a investigação. Na época em que Dom Inácio era bispo, a Diocese tinha 56 paróquias. Hoje, grande parte está fechada e sem atendimento presencial. Mesmo assim, foi consultado o Livro Tombo de cada paróquia e coleta de relatos pessoais.  

Em um dos depoimentos, a humildade generosa de Dom Inácio não o impediu de ser um bom negociante. Em nome da Igreja, o bispo pediu contribuições a um fazendeiro, que escolheu vacas magras para doação. O bispo justificou que para as obras de Deus deve ser oferecido o melhor. Assim, foram doadas as melhores cabeças de gado.  

Em seu diário espiritual, Dom Inácio escreveu sobre o medo de ferir ao próximo. Fieis que conviveram com ele confirmam a prática de uma liderança religiosa sem imposição. Ele morava num palácio, mas levava uma vida extremamente modesta. Praticava a essência do Evangelho de viver com o mínimo. A troca de correspondências e depoimentos diversos reafirmam o desejo dele de se tornar santo.

Virtudes e exumação

A exumação dos restos mortais de Dom Inácio foi agendada para fevereiro de 2018. O procedimento padronizado é que os restos mortais fiquem expostos em uma urna para visitação pública. Por não ter ocorrido essa exposição, repercutiu o comentário de que o corpo estava intacto.

Padre Reginaldo esclarece que um corpo intacto, após anos do sepultamento, não tem peso sobre o processo de beatificação: “Não é comprovação de santidade, mas pode ser um sinal de Deus, se a pessoa viveu como discípulo de Jesus.” São Francisco de Assis, que é uma grande referência santa, tem os ossos expostos para visitação. Por outro lado, corpos sem relevância espiritual histórica, se mantêm intactos anos depois da morte.  

O caixão de Dom Inácio estava numa estrutura de zinco e foi transferido para outro túmulo. Padre Reginaldo não informou se o caixão foi aberto, mas adiantou que uma possível exumação deverá ocorrer na próxima visita do postulador da causa, Paolo Vilotta. Se o corpo estiver intacto, um outro procedimento, ainda indefinido, será tomado.

O mais importante na análise de canonização é que o candidato a beato tenha comprovadamente praticado sete virtudes:

– Virtudes teologais e cristãs: Fé, Esperança e Caridade.

– Virtudes humanas: Justiça, Fortaleza, Prudência e Temperança.

Além da comprovação dessas virtudes, o Vaticano receberá laudo médico sobre um milagre realizado por Dom Inácio, em relação à cura de um fiel. Por definição, um milagre é objetivo e direto, sem intervenção humana. Supera os limites da medicina na época do acontecimento. É quando Deus altera uma lei natural e faz um milagre por meio de alguém. 

Os laudos médicos sobre um ou mais milagres de um aspirante a santo, como é o caso de Dom Inácio, serão analisados por peritos médicos no Vaticano, que darão um veredicto final.

Memorial provisório

A equipe investigativa e histórica continua recebendo fotos, cartas e outras memórias deixadas por Dom Inácio a seus fiéis. Parte desse material ficará exposto no Memorial Dom Inácio.

Diante das restrições financeiras geradas pela pandemia, foi adiado o projeto de ter uma casa próxima à catedral diocesana para construir o Memorial. Em caráter provisório, a cripta vai expor os registros históricos mais relevantes. O local receberá iluminação especial e aparatos apropriados para que as relíquias santas não sofram efeitos da umidade.

Tanto o Memorial provisório quanto o definitivo terão custos de produção e manutenção. Todo o processo de canonização de Dom Inácio tem sido viabilizado por doação de fiéis. É um investimento para a própria cidade e a comunidade religiosa.

Toda contribuição, via depósito bancário, é bem-vinda. Interessados podem depositar no Bradesco, Ag. 1.385, conta corrente: 4040-1. Outra forma de ajuda é adquirir souvenir, como velas e terços com a imagem de Dom Inácio, que são vendidos na catedral.

Por enquanto, a cripta é o ponto de encontro de um grupo de fiéis que todas as sextas-feiras oram pelo futuro santo. Até a pandemia, no local eram celebradas missas mensais, todo dia 29, data da morte de Dom Inácio. Para evitar aglomerações, as missas passaram a acontecer na catedral, que possibilita distanciamento entre os participantes.

Monumento santo

Na visão do Pe. Reginaldo Silva, a beatificação de Dom Inácio vai trazer muito benefício espiritual, social e turístico para Guaxupé. A Diocese local já trabalha de forma preventiva para que a cidade ofereça estrutura adequada para receber romeiros e fiéis o ano inteiro.

Ciente dessa possibilidade, a prefeitura deve considerar que a atual infraestrutura não é suficiente para uma visitação diária de milhares de pessoas de todo o país e do Exterior. Estacionamento para centenas de ônibus e veículos de fora exige um planejamento urbano. Construção de banheiros públicos para enfermos, idosos e crianças é uma outra necessidade.

A prefeitura local recebeu uma proposta para ajudar a construir e manter um monumento de um Cristo Redentor no Morro Agudo. Seria mais uma estátua na região, como Poços de Caldas, Elói Mendes, Pouso Alegre, Tapiratiba e outros municípios próximos. Está em análise a construção de um monumento a Dom Inácio no Morro Agudo, para fortalecer o turismo religioso na cidade e região.

Profissionais da Causa

Duas equipes trabalham pela beatificação de Dom Inácio com diferentes atuações: os componentes da Causa e uma comissão histórica.

Juiz da Causa: Pe. Reginaldo Silva.

Promotor “in memoriam”: Pe. Henrique Neveston da Silva – faleceu meses depois de assumir a função, em 2018.

Dois notários (responsáveis pela documentação): Maria de Lourdes Sandroni e Rodrigo de Castro.

Dois teólogos analisam a causa: Hiansen Vieira Franco e Robson Inácio de Souza Santos.

Comissão histórica:

Presidente: Luiz Henrique Marques.

Integrantes: Pe. Clayton Bueno Mendonça, Sarah Martins Gabriel Isaac e  os historiadores Wilson Ferraz e Inácio Abrantes.

Fonte: Revista Mídia Brasil

Governo federal questiona tombamento de lagos de Furnas via Constituição de Minas

O presidente da República, Jair Bolsonaro, acionou o Supremo Tribunal Federal contra emenda à Constituição de Minas Gerais que estabelece o tombamento, para fins de conservação, do lago de Furnas e do lago de Peixoto, reservatórios do Sistema Furnas, localizados na Bacia Hidrográfica do Rio Grande. A ação direta de inconstitucionalidade foi distribuída à ministra Cármen Lúcia.

A norma (Emenda Constitucional estadual 106/2020), com a finalidade de assegurar o uso múltiplo das águas para o desenvolvimento do turismo, da agricultura e da piscicultura, a par da geração de energia, declarou tombados os dois reservatórios de corpos hídricos de aproveitamento hidrelétrico, fixando limites mínimos para os níveis de cada um.

O governo federal, por meio da Advocacia-Geral da União, alega que o tombamento ofende a competência privativa da União para legislar sobre águas e energia e para explorar os serviços e as instalações de energia elétrica. Aponta, ainda, a competência exclusiva em relação ao aproveitamento energético dos cursos de água e para instituir o sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos.

Segundo o presidente, os reservatórios estão associados a cursos de água da titularidade da União. Como o tombamento é uma espécie de intervenção estatal na propriedade, o ato normativo estadual acaba por impor restrições ao exercício dos direitos de uso e de propriedade sobre bem público de propriedade de outro ente federativo.

Outro ponto levantado é a interferência do decreto na gestão dos recursos hídricos, que, ao estabelecer cota mínima dos reservatórios, contraria competências executivas e regulatórias da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Os usos desses recursos hídricos, segundo Bolsonaro, foram outorgados pela ANA, com a finalidade de aproveitamento hidroelétrico.

Com informações da assessoria de imprensa do STF.

Polícia Militar realiza prisão de autor de tráfico em São José da Barra

Na madrugada deste domingo (27), durante a operação Narco Brasil, os militares de São José da Barra (MG), juntamente com os militares de Alpinópolis (MG), receberam informação que um menor estaria comercializando drogas no município.

De imediato foi dado início intenso rastreamento em busca do autor com as características repassadas, os militares posicionaram viatura policial de forma a verificar a movimentação próximo ao local.

Até o momento em que se percebeu a aproximação de um indivíduo entregando algo suspeito a um transeunte, foi dado ordem para busca pessoal, sendo encontrado um Tablete de substância análoga a maconha.

Foi dada voz de prisão ao autor e conduzido até a delegacia de Passos para tomada das medidas cabíveis.

Fiscais da Vigilância Sanitária e Polícia Militar atuam em denúncia de ônibus para fins turístico em São José da Barra

Na tarde deste domingo (27), diversas pessoas informaram que 02 ônibus para fins de turismo, estavam no município de São José da Barra (MG), próximo a uma Marina, tendo em vista que no Decreto Municipal n⁰ 1376/2021, o qual está vigente no momento é proibido o trânsito de ônibus, microônibus e vans com este objetivo.

Os fiscais da Vigilância Sanitária e a Polícia Militar, de imediato foram no local, e a equipe do Jornal Folha Regional acompanhou.

Chegando na propriedade particular, a responsável pela Vigilância Sanitária Cássia Figueiredo, chamou o proprietário, o qual não atendeu os profissionais. Um popular informou que ele estaria na embarcação e retornaria por volta das 18h.

Diversos veículos de passeio estavam dentro do local que é um ponto de saída de embarcações.

De acordo com Cássia, os ônibus serão multados e o proprietário do local será notificado, por ter burlado o decreto municipal vigente.

A PM informou que não poderia guinchar os ônibus, devido não estarem obstruindo via pública, e a lei não permite tal ação.

PM orienta sobre o uso de pipas e similares em São José da Barra

Em decorrência da pandemia da Covid-19 e a época de ventos, a quantidade de crianças, adolescentes e adultos empinando pipa aumentou significativamente.

Segundo o tenente Luís Gustavo Santos Silva, do 3º Pelotão PM de Alpinópolis, a prática desta ‘brincadeira’ pode levar a sérios acidentes.

‘’É preciso ficar atento aos riscos que podem ser causados com essa prática em via pública. Uma linha de pipa com cerol se transforma em uma verdadeira navalha, representando risco de acidente a motociclistas, ciclistas, pedestres, skatistas e outros’’, comentou o tenente.

Ainda de acordo com o militar, em Minas Gerais é proibido o uso de cerol ou de qualquer outro tipo de material cortante nas linhas de pipas, papagaios, pandorgas e de semelhantes artefatos lúdicos em áreas públicas e comuns, de acordo com o Decreto Estadual nº 43.585/03 concomitante com a Lei Estadual n.° 23.515/2019.

Ainda conforme o Tenente, a inobservância do disposto na Lei Estadual sujeita o infrator ao pagamento de multa mínima no valor de R$ 3.944.

‘’O Decreto Estadual estabelece competência à Polícia Militar e ao Corpo de  Bombeiros Militar para exercer as ações de fiscalização de polícia relativas ao cumprimento do previsto na legislação, devendo ser lavrado boletim de ocorrência destinado à Secretaria de Estado de Fazenda a fim de ser imposta ao infrator, ou responsável legal, a multa’’, disse Luiz Gustavo.

As linhas com cerol e congêneres, conforme previsto no § 3º do Art. 2º do Decreto Estadual, devem ser apreendidas e incineradas pelos policiais militares na presença de, pelo menos, uma testemunha. A pipa deve ser devolvida ao infrator.

O uso de linhas cortantes pode causar lesões e/ou danos a terceiros, situação em que poderá configurar, por exemplo, crime de lesão corporal, homicídio, etc. Cabendo, portanto, prisão em flagrante.

Se o infrator for menor de idade, o Conselho Tutelar será comunicado.

Além da multa, usar linhas cortantes pode configurar a contravenção penal descrita no parágrafo único do artigo 37 do DECRETO-LEI Nº 3.688, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941 – Lei das Contravenções Penais (ex. pessoa empinando pipa às margens de uma rodovia, avenida,  etc…):

Arremesso ou colocação perigosa

Art. 37. Arremessar ou derramar em via pública, ou em lugar de uso comum, ou do uso alheio, coisa que possa ofender, sujar ou molestar alguém:

Pena – multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis.

Parágrafo único. Na mesma pena incorre aquele que, sem as devidas cautelas, coloca ou deixa suspensa coisa que, caindo em via pública ou em lugar de uso comum ou de uso alheio, possa ofender, sujar ou molestar alguém.

Na última segunda-feira (21), essa prática quase terminou em tragédia em São José da Barra (MG). Uma criança estava andando de bicicleta na praça residencial Eldorado quando foi ferida no pescoço por uma linha de pipa, que um adolescente estava empinando no local.

Passando a mão no pescoço, a criança disse à mãe que estava doendo, a qual de imediato levou o menino à Unidade Mista de Saúde do município, onde foi constatado que havia cerol na linha da Pipa, quase ocasionando uma fratura mais grave.

Brincadeira quase termina em tragédia em São José da Barra

Na última sexta-feira (21), uma criança estava andando de bicicleta na praça do residencial Eldorado em São José da Barra (MG), e foi ferida no pescoço com uma linha de pipa, que um adolescente estava soltando no local.

A criança sentiu dores, passando a mão no pescoço e disse a mãe que estava doendo, a qual de imediato levou o menino na Unidade Mista de Saúde, onde foi constatado que havia cerol na linha da Pipa, quase ocasionando uma tragédia no local.

“Depois que saí do hospital, fui até o Conselho Tutelar e pedi para que a praça fosse vistoriada, de imediato as conselheiras ligaram para a polícia militar e ficaram de tomar as devidas providências”, informou a mãe.

Na ocasião ela orienta para os pais não deixarem os filhos soltarem pipa de cerol, pois, é muito perigoso.

A praça conta com um playground, mesas para jogos e espaços para caminhada, andar de bicicletas etc.

Uso de cerol é crime

Uso do cerol é considerado crime penal capitulado nos artigos 129, 132 e 278 do Código Penal Brasileiro, além do artigo 37 da Lei das Contravenções Penais. Em caso do uso do cerol por crianças ou adolescentes, estes podem ser apreendidos e encaminhados às autoridades competentes. Já o adulto que fizer uso do cerol será conduzido, junto ao material, até a autoridade judiciária, podendo até mesmo ser preso. Em Minas Gerais, a Lei Estadual nº 14.349 de 2002 prevê multa para os infratores, ficando esses sujeitos também a sanções cíveis e penais.

Segundo dirigente da Sindifurnas, Ricardo Fernandes, privatização da Eletrobras deve gerar 450 demissões só na Usina de Furnas

Os parlamentares do Senado Federal aprovaram na última quinta-feira (17) o texto da medida provisória para a privatização da Eletrobrás. A empresa de energia, hoje estatal, é a maior da América Latina e apresentou lucros bilionários nos últimos anos, conforme apresentaram alguns dos senadores. A MP foi aprovada com 42 votos a favor e 37 contrários. O texto voltará ainda para a Câmara dos Deputados antes de ser sancionado pelo presidente da república.

O estado de Minas Gerais é um dos que podem sentir mais fortemente o impacto dessa privatização. A Usina Hidrelétrica de Furnas, localizada entre São José da Barra (MG) e São João Batista do Glória (MG), é controlada pela Eletrobrás e tem grande influência na economia das cidades de seu entorno.

Segundo Ricardo Fernandes, dirigente do Sindicato dos Eletricitários de Furnas (Sindifurnas), é provável que a venda resulte em uma demissão em massa na Usina de Furnas, de cerca de 450 pessoas. “Demissão em massa é certeza que vai ter. Isso vai atrapalhar bastante a economia da região, que não tem indústria”, reforça.

O lago da represa de Furnas é conhecido como “Mar de Minas” e banha 35 cidades. No final da década de 1950, quando a usina foi construída, o imenso lago causou o desaparecimento da cidade de Guapé, que ficou submersa e teve todos os seus moradores transferidos para uma parte mais alta do município. Hoje, a represa possui uma extensão de 220 quilômetros.

“Com privatização das usinas da Cemig no Triângulo Mineiro, preço do megawatt/hora passou de R$ 40 para R$ 150”

As cidades do entorno se reinventaram, como é o caso da famosa Capitólio. Porém, níveis baixos de água atrapalham e até inviabilizam o turismo, segundo denunciou nesta semana a Associação dos Empresários de Turismo de Capitólio (Ascatur) à imprensa. A baixa seria parte de uma estratégia para priorizar a geração de energia, mas resulta em maiores riscos para a navegação de lancha, principal atrativo da cidade.

O dirigente sindical Ricardo Fernandes explica que essa situação pode ser mais comum com uma privatização, pois a preocupação com a geração de energia, e portanto com o lucro, é o foco das empresas privadas. A perda do que ele chama de “uso múltiplo da água” pode prejudicar também a agricultura da região.

Outro esperável resultado é o aumento da conta de luz em todo país. As usinas da Eletrobrás geram energia para todo o Brasil e têm o compromisso de passa-la às empresas distribuidoras brasileiras por um preço fixo, atualmente no valor de R$ 62 o megawatt/hora. Com a sua venda, o novo proprietário poderá vender a energia gerada no mercado livre, atualmente no preço de R$ 250 a R$ 290 o megawatt/hora, e leva quem paga.

O processo é parecido com a “dolarização” da gasolina, política implantada pelo governo federal e que acabou tornando o combustível no Brasil tão caro, devido ao preço “internacional” cobrado aqui.

Em Minas Gerais, quem distribui a energia é a Cemig, e para isso ela compra energia de quase todas as empresas de geração, inclusive do sistema Eletrobrás, como explica Emerson Andrada, coordenador-geral do Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais (Sindieletro).

“A gente tem que se apegar aos exemplos do passado para projetar o futuro”, argumenta Emerson, “a privatização das usinas do Triângulo Mineiro que pertenciam à Cemig, principalmente a Usina de São Simão, mudou o preço de venda da faixa de R$ 40 o megawatt/hora para quase R$ 150”. Ou seja, quase quatro vezes mais. “Se houver o encarecimento da energia da Eletrobrás, vai impactar nas contas de luz de toda a população brasileira”, descreve.

Cerca de 450 trabalhadores da Usina Hidrelétrica de Furnas realizaram uma greve de 72 horas contra a privatização da Eletrobrás. A paralisação começou na terça (15) e envolveu cerca de 12 mil trabalhadores em todo o país, que também se manifestaram contrários à venda empresa.

Segundo Ricardo Fernandes, somente as atividades de operação foram mantidas, para não haver desligamento do sistema elétrico. Trabalhadores da manutenção só atenderam serviços de urgência e emergência.

Fonte: BdF Minas Gerais

Prefeitos mineiros temem que crise de energia esvazie ainda mais o Lago de Furnas

As medidas adotadas pelo governo federal contra o risco de racionamento de energia no Brasil podem ampliar a crise econômica que já afeta o maior balneário turístico de Minas Gerais, o Lago de Furnas.

O governo avalia editar uma MP (medida provisória) que vai priorizar o uso da água nas barragens das usinas para o setor elétrico. No caso de Furnas, já existe um embate entre soltar mais água —para abastecer outras hidrelétricas rio abaixo— ou segurá-la, para preservar as atividades econômicas atreladas ao lago, como o turismo.

Como a crise hídrica está comprometendo a oferta de energia, a nova MP já é vista como ameaça pelos prefeitos dos municípios cuja economia gravita no entorno do reservatório.

O lago se espalha por 34 municípios. Segundo dados da Alago (Associação dos Municípios do Lago de Furnas), o turismo na região já deixa de faturar R$ 53,8 milhões por ano por causa da redução no nível do reservatório.

O turismo sofreu um forte baque durante a pandemia do novo coronavírus. Agora, quando a vacinação avança e a imunização pode trazer de volta os turistas, é a crise energética que ameaça a atividade.

O prefeito de Capitólio, Cristiano Geraldo da Silva (PP), afirma que a cota considerada ideal para garantir a atividade econômica voltada para o turismo no entorno do lago é de 762 metros acima do nível do mar. No entanto, ela foi reduzida e um novo limite, menor, seria insustentável.

O presidente do senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), apadrinhou os prefeitos da região e busca garantir a cota mínima para preservar o turismo e outras atividades econômicas.

Furnas, em nota, afirmou que as usinas hidrelétricas brasileiras integram o Sistema Interligado Nacional que sua operação é planejada e programada pelo ONS, “também responsável por operar o conjunto de reservatórios brasileiros de forma integrada, com o objetivo de garantir a segurança energética”.

Conforme a empresa, o reservatório da usina atualmente está na elevação 758,14 metros, o que representa um volume útil de 33,45%.

“A usina está operando conforme despacho do Operador Nacional do Sistema (ONS), com uma geração em torno de 800 MW, o que corresponde a 65,8% da capacidade instalada”, afirmou.

Polícia Militar de São José da Barra com apoio de Militares de Alpinópolis intensificam abordagens na cidade

No início da noite desta sexta-feira (18), a Polícia Militar realizou a operação batida policial na zona rural e urbana, onde foi realizado Blitz policial, abordagens a indivíduos e veículos em atitude suspeita, abordagens a bares e botecos nos diversos pontos de São José da Barra (MG).

A operação contou com militares de São José da Barra juntamente com a equipe do 3° Pelotão de Polícia Militar de Alpinópolis, os quais de forma ostensiva, estão proporcionando a comunidade maior sensação de segurança, promovendo a prevenção de crimes e repressão qualificada nos delitos ocorridos.

Jornal Folha Regional
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