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Jornal Folha Regional

Heineken confirma seu compromisso com o projeto da fábrica em Passos

Mesmo com muitas informações negativas por meio de alguns veículos de comunicação; a força de um trabalho árduo por meio de funcionários da prefeitura de Passos tem mais destaque

Terreno onde será instalado a Heineken em Passos

A cervejaria Heineken segue enfrentando alguns percalços para a implantação de uma fábrica em Minas Gerais. Anunciada para Passos, no Sul do Estado, em abril, o processo pouco avançou. Com pedidos de licenciamentos ainda sob análise e recursos complementares retidos por parte do governo federal, interlocutores especulam sob um novo imbróglio no investimento. Ainda assim, tanto a prefeitura quanto a multinacional holandesa garantem que o cronograma está em dia.

“O processo de instalação de nossa nova cervejaria no município de Passos segue dentro do cronograma inicialmente estabelecido, com os prazos para obtenção das licenças dentro do estimado. Reforçamos nosso compromisso com o estado de Minas Gerais e o município de Passos e viabilização do processo acontece respeitando os órgãos e instituições responsáveis”, disse a empresa, em nota.

O secretário municipal de Planejamento, Maxwell Ribeiro, afirma que, atualmente, a empresa aguarda a finalização do processo de licenciamento ambiental junto ao Estado. E destaca que o processo envolvendo a atração e instalação da Heineken em Passos tem sido conduzido por uma Comissão Municipal Especial, formada por secretários municipais técnicos e multiprofissionais, que acompanha diariamente os trabalhos e as necessidades da Heineken, realizando reuniões quinzenais de acompanhamento do cronograma.

Já a secretária municipal de Obras, Habitação e Serviços Urbanos, Clélia Rosa, reforça que o cronograma geral para a implantação da fábrica segue sem qualquer alteração. “Há, inclusive, um esforço extra sendo realizado pela equipe da Empresa e da Comissão Municipal para se concluir o projeto antecipadamente, justamente em função da carência que o mercado nacional tem vivido”, explica.

Vale lembrar que os aportes de R$ 1,8 bilhão foram inicialmente anunciados para Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), em dezembro de 2020. Entretanto, cerca de um ano depois, o projeto acabou suspenso por questionamentos acerca do licenciamento.

O terreno onde seria erguida a fábrica integrava um sítio arqueológico da região. A construção da unidade havia sido aprovada pelas autoridades ambientais estaduais e municipais, mas foi embargada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão do governo federal. A fábrica seria erguida em uma região próxima do sítio arqueológico onde foi encontrado o crânio de Luzia, o mais antigo fóssil humano das Américas.

Semad

Sobre as novas autorizações, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) informou que o processo de licenciamento para a fábrica da Heineken, em Passos, foi formalizado em agosto de 2022 com estudos de Relatório de Controle Ambiental e Plano de Controle Ambiental. E que a análise do processo de licenciamento encontra-se em curso, tendo sido realizada vistoria presencial no local e elaborado o parecer referente à compensação por intervenção no Bioma Mata Atlântica.

“A proposta de compensação foi aprovada durante a última reunião da Câmara de Proteção à Biodiversidade (CPB) do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam). O processo passa agora por análise técnica e jurídica da equipe da Superintendência de Projetos Prioritários (Suppri) da Semad para elaboração de Parecer Único, que será apreciado pelos conselheiros da Câmara de Atividades Industriais (CID) do Copam”, diz comunicado oficial da Pasta.

Ainda conforme a Semad, o processo também aguarda manifestação do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural Nacional (Iphan) e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha).

Isenções e incentivos chegam a R$ 85 mi

O anúncio para Passos ocorreu em abril deste ano. Desde então, a prefeitura tem enveredado esforços para evitar o mesmo fim. As ações vão desde a criação de um cinturão de fornecedores a um pacote especial de incentivos fiscais para garantir o investimento.

Segundo o secretário municipal de Fazenda, Juliano Beluomini, a lei que ficou conhecida como “Lei Heineken” concedeu a isenção de impostos municipais tanto à multinacional quanto às demais empresas que venham prestar seus serviços à ela no que diz respeito ao ISSQN. Os benefícios da lei também abrangem os proprietários das áreas que têm sido negociadas e adquiridas pela empresa.

“O valor de tais isenções e incentivos aproxima-se dos R$ 85 milhões e a elaboração dessa lei contou com o apoio e envolvimento de todo o Poder Executivo e Legislativo do Município de Passos e o acompanhamento da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais e da Agência de Promoção de Investimentos e Comércio Exterior de Minas Gerais (Invest Minas)”, completa o secretário.

E vale dizer que a escolha da cervejaria por Passos levou em conta uma série de requisitos. Na época, mais de 200 cidades mineiras se candidataram a receber o projeto. Na época do anúncio, o vice-presidente de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos do Grupo Heineken, Mauro Homem, ressaltou que contaram a favor do município a localização estratégica, disponibilidade hídrica e condições socioambientais.

Recursos federais foram bloqueados

Os esforços do senador e presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD), também pesaram na decisão. Neste sentido, em maio, Pacheco, que apesar de ter nascido em Porto Velho (RO), passou a infância e parte da juventude na cidade do Sul de Minas e sempre externou o carinho pela região, anunciou investimentos de R$ 12 milhões para a infraestrutura local, garantindo o escoamento da produção. Há algumas semanas, porém, em função das novas discussões acerca do Orçamento da União, os recursos foram bloqueados.

A assessoria de Pacheco informou, que o Ministério da Economia bloqueou as emendas de autoria do relator-geral do Orçamento. Mas reiterou o apoio à obra, que considera prioritária. Pacheco disse ainda que trabalha junto aos responsáveis para que seja restabelecido o empenho do convênio – mesmo que para isso haja mudança na origem dos recursos.

Já o Ministério da Economia encaminhou a demanda para o Ministério de Desenvolvimento Regional, que não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Por fim, a Procuradora-Geral do Município, Eliane Maria Andrade Abreu, explicou que mesmo diante da importância de todo recurso, a não liberação da emenda parlamentar em nada impacta os projetos de instalação da Heineken na cidade.

“Isso porque, desde o dia 3 de janeiro de 2022, data na qual o município protocolou sua carta de intenção junto à empresa, a Comissão Municipal de Atração e Implantação da Heineken em Passos vem trabalhando de forma estratégica e preventiva e comprovou sua capacidade orçamentária e financeira de arcar com os investimentos necessários. O município conta, inclusive, com duas cartas de crédito bancário extras que comprovam e asseguram o investimento diante de qualquer imprevisto”, finalizou.

Reprodução

Com informações Folha Regional e Diário do Comércio

Etanol aumenta na maioria dos estados, inclusive em Minas, e sobe 2,43 no país

Os preços médios do etanol hidratado subiram em 18 Estados e no Distrito Federal e caíram em 7 outros na semana passada, encerrada no sábado, 12, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Apenas no Amapá não houve apuração.

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol subiu 2,43% na semana em relação à anterior, de R$ 3,70 para R$ 3,79 o litro. Em Minas, a alta foi de 2,17%, com aumento de R$ 3,67 para R$ 3,75. 

Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média subiu 2,48% na semana, ficando em R$ 3,72 ante R$ 3,63 o litro nos 7 dias anteriores.

Tocantins registrou a maior queda porcentual de preços na semana, de 1,62%, para R$ 4,26. Já Mato Grosso foi o Estado com o maior avanço de preços na semana, de 3,49%, para R$ 5,76 o litro.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,19 o litro, na Paraíba, e o menor preço médio estadual, de R$ 3,32, também foi registrado na Paraíba. O preço máximo, de R$ 6,10 o litro, foi verificado em postos do Maranhão. E o maior preço médio estadual, de R$ 5,21, foi observado no Amapá.

Na comparação mensal, o preço médio do biocombustível no País subiu 11,47%. O Estado com maior alta porcentual no período foi Mato Grosso, com 17,51% de aumento. A maior baixa porcentual ocorreu no Rio Grande do Norte (-8,07%).

Inflação atinge 0,59% e volta a subir após três meses de queda no Brasil

Após três meses consecutivos de deflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a subir em outubro, informou nesta quinta-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador oficial de inflação do país teve alta de 0,59% no mês passado. A taxa ficou acima das projeções de analistas consultados pela agência Bloomberg, que esperavam avanço de 0,49%. O novo resultado veio após quedas de 0,29% em setembro, de 0,36% em agosto e de 0,68% em julho.

Em 12 meses, o IPCA passou a acumular alta de 6,47% até outubro, apontou o IBGE. O avanço era de 7,17% até setembro. Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, 8 tiveram alta em outubro. A maior contribuição do mês, de 0,16 ponto percentual, veio de alimentação e bebidas (0,72%), que havia recuado 0,51% em setembro.

Na sequência, vieram saúde e cuidados pessoais (1,16%) e transportes (0,58%), com impactos de 0,15 ponto percentual e 0,12 ponto percentual, respectivamente. Juntos, os três grupos responderam por cerca de 73% do IPCA de outubro. A maior variação do mês foi do grupo vestuário: 1,22%. Para tentar conter a carestia no ano eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro (PL) apostou em cortes de impostos.

Nesse sentido, Bolsonaro sancionou em junho o teto para cobrança de ICMS (tributo estadual) sobre combustíveis, entre outros itens. A medida veio acompanhada pela redução dos preços praticados nas refinarias da Petrobras. Em conjunto, os dois fatores levaram os combustíveis para baixo, o que puxou a deflação do IPCA às vésperas das eleições. A trégua nas bombas dos postos, contudo, agora dá sinais de esgotamento.

A inflação elevada afetou produtos sensíveis ao bolso dos brasileiros mais pobres, como os alimentos, e serviu como munição para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista venceu Bolsonaro no segundo turno das eleições. Mesmo com o recente alívio no acumulado de 12 meses, o IPCA caminha para estourar a meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central) pelo segundo ano consecutivo.

O mercado financeiro projeta alta de 5,63% até dezembro, conforme a mediana do boletim Focus divulgado na segunda (7) pelo BC. O centro da meta é de 3,50% em 2022. O teto é de 5%. Para 2023, a estimativa do Focus sinaliza IPCA de 4,94%. O mercado ainda aguarda a montagem da equipe econômica de Lula para avaliar os possíveis rumos do novo governo a partir do próximo ano.

Na visão de analistas, um dos principais desafios petistas será conciliar responsabilidade fiscal com pagamento de benefícios sociais prometidos durante a campanha, incluindo a manutenção do valor mínimo de R$ 600 do Auxílio Brasil, que deve ser rebatizado como Bolsa Família.

MPT pede indenização de R$ 200 mil por assédio eleitoral a empresários de Passos

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São José da Barra e mais 174 cidades da região poderá ter chuvas fortes

Foto: Reprodução

Minas Gerais está em alerta para chuvas fortes com granizo em 175 cidades, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). De acordo com o alerta, a previsão é de chuvas de até 100 milímetros e de ventos chegando a 100 km/h entre esta quinta-feira (20) e esta sexta-feira (21). “Risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos”, alerta o Inmet.

Saiba como se prevenir:

Em caso de rajadas de vento: (não se abrigue debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda).

Se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia.

Veja as cidades atingidas:

Água Comprida

Albertina

Alfenas

Alpinópolis

Alterosa

Andradas

Araguari

Araporã

Araxá

Arceburgo

Areado

Bandeira do Sul

Boa Esperança

Bom Jesus da Penha

Bom Repouso

Borda da Mata

Botelhos

Brazópolis

Bueno Brandão

Cabo Verde

Cachoeira de Minas

Cachoeira Dourada

Caldas

Camanducaia

Cambuí

Cambuquira

Campanha

Campestre

Campina Verde

Campo do Meio

Campo Florido

Campos Gerais

Canápolis

Capetinga

Capinópolis

Capitólio

Careaçu

Carmo de Minas

Carmo do Rio Claro

Carneirinho

Carvalhópolis

Cascalho Rico

Cássia

Centralina

Claraval

Comendador Gomes

Conceição da Aparecida

Conceição das Alagoas

Conceição das Pedras

Conceição do Rio Verde

Conceição dos Ouros

Congonhal

Conquista

Consolação

Cordislândia

Córrego do Bom Jesus

Cristina

Delfim Moreira

Delfinópolis

Delta

Divisa Nova

Dom Viçoso

Elói Mendes

Espírito Santo do Dourado

Estiva

Estrela do Sul

Extrema

Fama

Fortaleza de Minas

Fronteira

Frutal

Gonçalves

Guapé

Guaranésia

Guaxupé

Gurinhatã

Heliodora

Ibiraci

Ibitiúra de Minas

Ilicínea

Inconfidentes

Indianópolis

Ipiaçu

Ipuiúna

Iraí de Minas

Itajubá

Itamogi

Itamonte

Itanhandu

Itapagipe

Itapeva

Itaú de Minas

Ituiutaba

Iturama

Jacuí

Jacutinga

Jesuânia

Juruaia

Lambari

Limeira do Oeste

Machado

Maria da Fé

Marmelópolis

Medeiros

Monsenhor Paulo

Monte Alegre de Minas

Monte Belo

Monte Santo de Minas

Monte Sião

Munhoz

Muzambinho

Natércia

Nova Ponte

Nova Resende

Olímpio Noronha

Ouro Fino

Paraguaçu

Paraisópolis

Passa Quatro

Passos

Pedralva

Pedrinópolis

Perdizes

Pirajuba

Piranguçu

Piranguinho

Piumhi

Planura

Poço Fundo

Poços de Caldas

Pouso Alegre

Pouso Alto

Prata

Pratápolis

Romaria

Sacramento

Santa Juliana

Santana da Vargem

Santa Rita de Caldas

Santa Rita do Sapucaí

Santa Vitória

São Francisco de Sales

São Gonçalo do Sapucaí

São João Batista do Glória

São João da Mata

São José da Barra

São José do Alegre

São Lourenço

São Pedro da União

São Roque de Minas

São Sebastião da Bela Vista

São Sebastião do Paraíso

São Sebastião do Rio Verde

São Tomás de Aquino

Sapucaí-Mirim

Senador Amaral

Senador José Bento

Serrania

Silvianópolis

Soledade de Minas

Tapira

Tocos do Moji

Toledo

Três Corações

Três Pontas

Tupaciguara

Turvolândia

Uberaba

Uberlândia

União de Minas

Vargem Bonita

Varginha

Veríssimo

Virgínia

Wenceslau Braz

Fonte: O Tempo

Petrobras anuncia corte no valor do gás natural às distribuidoras

A Petrobras anunciou, na tarde desta segunda-feira (10), redução de 5% em R$ por metro cúbico nos valores vigentes do gás natural às distribuidoras. Queda começa a ser praticada entre novembro deste ano e janeiro de 2023.

“A partir de 01/11/22, conforme os contratos acordados pela Petrobras com as distribuidoras, os preços atualizados de venda de gás natural – transportado e distribuído por dutos – terão redução média de 5% em R$/m³, com relação ao trimestre agosto-setembro-outubro. Tais contratos preveem atualizações trimestrais e vinculam a variação do preço do gás às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio. Durante o período, o petróleo teve queda de 11,5%; e o câmbio teve depreciação de 6,5% (isto é, a quantia em reais para se converter em um dólar aumentou 6,5%)”, informou a empresa em nota.

A diminuição não representa queda no preço final do gás natural para o consumidor, que é determinado também pelas margens de lucro de distribuidoras, postos de revenda, e tributos federais e estaduais. 

“Além disso, as tarifas ao consumidor são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas. Importante informar que a atualização anunciada para 1/11/22 não se refere ao preço do GLP (gás de cozinha), envasado em botijões ou vendido a granel”, acrescenta a estatal. 

“Os preços atualizados seguirão vigentes até 31/01/2023, conforme estabelecido nos contratos firmados. A atualização trimestral do preço do gás natural e anual para o transporte do produto permite atenuar volatilidades momentâneas e aliviar, no preço final, o impacto de oscilações bruscas e pontuais no mercado externo, assegurando, desta forma, previsibilidade e transparência aos clientes. Os contratos são públicos e divulgados no site da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis)”, completa. 

Exportações do complexo soja brasileiro podem ser recordes em 2023

Análise realizada pela consultoria Datagro indica forte volume geral do complexo soja a ser embarcado neste ano: 98,280 milhões de toneladas. Contudo, 6,4% abaixo do recorde de 105,034 mi de t registrado em 2021.

Para chegar a esse total, leva-se em conta a estimativa de embarques de 78,500 mi de t de soja, recuo de 8,8% na comparação com o ano anterior; 18,260 mi de t de farelo de soja (+5,8%); e 1,520 mi de t de óleo de soja (-8,3%).

Dois fatores explicam essa redução ante 2021: queda da safra deste ano, atualmente avaliada em 126,587 mi de t, 9% aquém do montante colhido na temporada anterior; e retração do consumo no ano comercial 2021/22, finalizado em 31 de agosto.

Expectativa de receita

preço soja cotação saca

Em relação à receita, projeta-se recorde, já que há expectativa de crescimento nos preços médios do complexo soja. No levantamento da consultoria, a previsão total foi revisada para US$ 57,420 bilhões, o que significaria alta de 19,2% ante o recorde de US$ 48,160 bi do ano passado.

Assim, seriam US$ 45,925 bi decorrentes das vendas de soja em grão (+18,6%); US$ 9,040 bi das comercializações de farelo (+22,3%); e US$ 2,455 bi das vendas de óleo (+20,6%).

“O quadro de preços mais firme está associado à retração nos estoques mundiais e dos Estados Unidos na temporada 2021/22, à solidez na demanda chinesa e às fortes perdas na produção da América do Sul”, explica Flávio Roberto de França Junior, economista e líder de pesquisa da Datagro Grãos.

Essa indicação de receita maior a ser obtida deve contribuir para a elevação na participação do complexo soja na pauta geral das exportações do Brasil. Considerando uma receita total de US$ 330,000 bi, o setor contribuiria com 17,4%, acima dos 17,2% do recorde do ano anterior e superando com folga os 14,6% da média de participação dos últimos 10 anos.

Primeiras projeções para 2023

grãos de soja

Datagro fez projeções para o complexo soja em 2023. Foto: Logcomex

Primeira estimativa da Datagro para as exportações brasileiras do complexo soja em 2023 aponta para avanço no volume e valor na comparação com 2022.

“Isso porque, mesmo com a expectativa de alguma retração nos preços médios em todo o complexo no próximo ano, devemos observar bom aumento nos volumes embarcados, combinando safra maior e boa demanda”, explica França Junior.

O total de saídas externas está projetado inicialmente em 115,000 mi de t, montante 17% acima do estimado para este ano. Seriam 95,000 mi de t de soja em grão (+21,0%); 18,500 mi de t de farelo (+1,3%); e 1,500 mi de t de óleo de soja (-1,3%).

Os números iniciais de receita indicam US$ 62,885 bi, que, caso seja concretizado, representaria aumento de 9,5% sobre o ano atual, sendo distribuído dessa maneira:

  • US$ 52,250 bi de soja em grão (+13,8%);
  • US$ 8,325 decorrentes das vendas de farelo (-7,9%);
  • US$ 2,310 bi derivados das comercializações de óleo de soja (-5,9%).

“Apesar dos ganhos nos volumes, temos a estimativa de limitação nos ganhos de receita por conta da previsão de preços médios um pouco menores”, explana França Junior. (Canal Rural)

Petrobras anuncia redução de R$0,25 no preço da gasolina

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (1°) que o preço da gasolina nas refinarias terá uma redução de 7%, passando a valer R$ 3,28 por litro em vez de R$ 3,53. Os novos valores passam a valer na sexta-feira (2). Esta é a quarta vez que a estatal reduz o preço do combustível em julho de 2022.

A ultima mudança no preço do litro da gasolina tinha ocorrido no dia 16 de agosto. Entretanto, desde julho, o preço da gasolina cobrado pela Petrobras já caiu 19%, após um longo período de reajustes constantes, devido à Política de Paridade de Preços (PPI) internacionais adotada pela estatal. Ainda em julho, a cotação do petróleo do tipo Brent recuou 18%.

“Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”, diz a nota divulgada pela estatal.

Considerando ainda a mistura obrigatória de 73% de gasolina e 27% de etanol, a parcela da Petrobras no preço para os consumidores deixa de ser R$ 2,57 para R$ 2,39 em média por litro na bomba.

Os preços dos outros combustíveis permaneceram inalterados. O litro do diesel, por exemplo, segue custando R$ 5,19 desde 12 de agosto.

ICMS

A melhora no cenário internacional e a queda na cotação do petróleo influenciam no preço atualmente praticado pela Petrobras. Entretanto, outro fator relevante foi a redução do Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Serviços (ICMS), desde julho, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) fixou um teto de 17% ou 18% para a alíquota.

Nas últimas semanas, a Pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostrou que os preços da gasolina, do diesel e do etanol recuaram nos postos de combustíveis.

Petrobras reduz preço de venda do diesel em R$ 0,22 para as distribuidoras

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (11) uma redução de R$ 0,22 por litro no preço de venda do diesel para as distribuidoras a partir de amanhã (12). Com o reajuste, o preço médio do combustível passará de R$ 5,41 para R$ 5,19. Essa foi a segunda redução no valor do diesel realizado pela petroleira neste mês. No dia 4 de agosto houve outra redução de R$ 0,20 nos preços.

Segundo a estatal, considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 4,87, em média, para R$ 4,67 a cada litro vendido na bomba.

“Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para o diesel, e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”, diz a Petrobras em nota.

Redução de 10% na produção de leite afeta preços e muda consumo em Minas

Seja no pingado – diluído ao café -, junto do achocolatado, puro. Ou até mesmo quase que invisível em meio aos ingredientes de queijos, doces, bolachas, bolos e broas. Independente da forma, o leite é produto praticamente certo na mesa da maioria dos mineiros pelo menos em uma das refeições diárias. Mas manter os hábitos de consumo está cada vez mais difícil, já que o litro da bebida, que é fonte de cálcio e vitaminas, já chega a R$ 10 em alguns estabelecimentos comerciais em Belo Horizonte, obrigando a substituição do leite e derivados nos domicílios da capital.

O alto preço, elevado em quase 40% desde janeiro, é fruto de uma junção de fatores. Além da entressafra no período de seca, que anualmente reduz a ordenha das vacas, uma das principais causas é a elevação dos custos de manutenção do gado no campo. Consequentemente, despencou em quase 10% o volume de leite produzido em Minas no primeiro trimestre deste ano, conforme a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faemg).

Na prática, o percentual representa cerca de 1 milhão e 800 mil litros da bebida a menos, por dia, segundo cálculos do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados de Minas Gerais (Silemg).  “Muita gente saiu do mercado e, em vez da produção do leite, mandava a vaca para o abate, porque o preço da arroba estava interessante. E com menos vacas produzindo, sazonalidade e custo de produção são fatores que pressionaram o preço”, explicou o gerente de agronegócio da Faemg, Caio Coimbra. 

A inflação foi mais pesada para o milho – insumo base para alimentação animal. A saca de 60 kg do grão encareceu 30% desde o início da pandemia e saiu do patamar de R$ 50 para valores acima de R$ 80, conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O diesel, combustível utilizado para o transporte do leite entre o campo, indústria e varejo, praticamente dobrou de preço, se considerado o primeiro semestre de 2021 e o segundo semestre de 2022. 

A alta ocorreu em função do desequilíbrio sobre o custo do barril de petróleo no mercado internacional, que também impactou o preço das embalagens. Energia elétrica foi outro custo inserido na cadeia, desde o campo até o varejo, que também interferiu na situação atual. No mercado, há uma expectativa de que a partir de setembro, com a volta do período chuvoso que favorece a produção no campo, possa ocorrer um recuo nos preços. 

“Pra gente começar a produzir mais leite de novo nós temos um tempo, que não se resolve de um dia para o outro. Resolve aumentando a produtividade do gado com a maior quantidade de comida disponível, principalmente nas pastagens”, complementa Caio Coimbra ao lembrar também a necessidade do processo reprodutivo das vacas para a geração do leite.

O representante da Faemg lembra que os laticínios aumentaram o valor pago aos produtores pelo leite cru. Os valores subiram de uma média de R$ 2,30 em maio e atualmente varia entre R$ 2,70 e R$ 2,90, segundo o Cepea, e podem contribuir nos gastos adicionais. “O produtor não está recebendo nem a metade do valor total pago pelo consumidor final. É mais prudente que o varejo reduza um pouco o preço para não correr o risco de deixar o produto empatado nos supermercados”, atesta Coimbra. 

Na avaliação da pesquisadora da equipe de leite do Cepea, Natália Grigol, o período mais crítico em relação ao preço do leite já passou. A tendência, segundo ela, é uma redução nos próximos meses, ficando a dúvida apenas qual a velocidade do movimento de queda. “A expectativa é que os preços só venham a registrar queda abaixo da média com o avanço da primavera e retorno das chuvas em outubro”, diz. 

Em agosto e setembro, Grigol prevê uma melhora no cenário de produção para os produtores. “São meses de transição em que a produção deve se recuperar mediante uma melhora na relação de troca do produtor frente ao milho, insumo que tem registrado quedas de preço. E lógico, diante dessas altas consideráveis no preço do leite, o produtor pode estar fazendo mais investimento na atividade, sobretudo no manejo alimentar dos animais”, complementa. 

Alto custo afeta também a gastronomia 

Para além do consumo no dia-dia, a alta registrada sobre o leite e derivados afeta diretamente quem depende da gastronomia para sobreviver. Proprietária do Buffet Fora do Comum, Camila Bitencourt calcula que 95% dos pratos inseridos no cardápio levam leites, queijos e demais derivados na composição. “Não tem como substituir. Pelo menos aqui é impossível. Não vejo outras alternativas de substituir sem que a gente perca a qualidade”, afirma. 

Bitencourt explica que produtos lácteos, por exemplo, são mais baratos, mas demandam um uso em maior quantidade. “Para tentar chegar em um sabor ou consistência igual de um produto normal, pode ser que você gaste até mais e ainda corre o risco de ter um resultado infeliz”, exemplifica Camila. Dentre as receitas em que a substituição é mais complicada estão molho de queijos, salgados que acompanham catupiry e recheios que levam queijos. 

Também há doces em que a alteração de ingredientes prejudica o resultado final. “Não adianta eu diminuir o custo de produção e ter uma qualidade do meu produto inferior”, acrescenta. 

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