Produtores rurais fazem manifestação pedindo mais segurança no campo após furtos de café no Sul de Minas – Foto: reprodução
Produtores rurais de Campestre (MG) fizeram uma manifestação na manhã da última segunda-feira (12) pedindo mais segurança no campo após furtos de maquinários e de café serem registrados nos últimos dias. Neste fim de semana, uma pessoa foi presa após ser flagrada furtando café em uma lavoura da cidade.
O ato começou por volta das 8h30, quando os primeiros manifestantes se reuniram em um bairro da cidade e seguiram para a porta da prefeitura, com tratores, maquinários e veículos.
A principal reivindicação é a crescente onda de furtos, especialmente de café no pé. Neste final de semana, um homem foi preso por furtar café em uma fazenda da cidade. O proprietário, ao perceber movimentação na lavoura, acionou a Polícia Militar.
Ao chegar no local, encontrou dois indivíduos colhendo café. Um conseguiu fugir, mas o outro foi imobilizado pelo fazendeiro até a chegada dos militares. O carro utilizado pelos criminosos foi apreendido e o café ainda estava no chão, sem ser ensacado. O suspeito foi preso, enquanto o outro continua sendo procurado.
Além do café, outros maquinários também têm sido alvo de furtos. Na última semana, um caminhão foi levado de uma fazenda durante a madrugada. E há cerca de 15 dias, um trator foi furtado.
Produtores têm relatado o medo de dar depoimentos, principalmente devido ao alto valor da saca de café, que atualmente ultrapassa os R$ 2,5 mil.
Entre os manifestantes, o cafeicultor Luiz Fernando Muniz destacou a necessidade urgente de uma resposta do governo estadual.
“Estamos fazendo uma manifestação pacífica, mas precisamos ser enxergados pelas autoridades maiores, principalmente pelo governador. Se não conseguirmos uma resposta, vamos parar novamente, não só em Campestre, mas em outras cidades da região”, afirmou Muniz.
Segundo o cafeicultor, o problema não está na atuação da Polícia Militar, mas na falta de recursos.
“O município de Campestre tem uma área de 577 quilômetros quadrados e uma patrulha rural com apenas dois policiais. É difícil para eles. Por isso, pedimos socorro ao governador e aos prefeitos do Sul de Minas para que medidas sejam tomadas, caso contrário, os protestos vão continuar”, afirmou.
Em resposta à manifestação, a Prefeitura de Campestre emitiu uma nota informando que será liberado R$ 400 mil ao CONCEP (Consórcio de Segurança Pública), via Câmara Municipal. O valor será destinado à implementação de uma política emergencial de segurança pública, com o objetivo de reforçar a segurança no município.
Ultra Canyons de Furnas estreia com sucesso e promete se tornar referência nacional na natação em águas abertas – Foto: divulgação
Com um cenário de tirar o fôlego e desafios à altura dos mais exigentes nadadores, o Ultra Canyons de Furnas estreou com êxito nas águas exuberantes do Lago de Furnas, em Minas Gerais. O evento realizado no dia 9 de maio, teve sua prova inaugural concluída com sucesso por dois nadadores que enfrentaram ventos fortes, correntes adversas e momentos de calmaria e contemplação.
A ultramaratonista aquática Karla Lemos, da cidade de Passos (MG), completou mais um feito ao concluir os 15 km do percurso. Em seu currículo, a nadadora já soma conquistas expressivas como a Travessia 14 Bis (24 km), no Canal de Bertioga, e o emblemático desafio Leme ao Pontal (36 km), no Rio de Janeiro. Ao lado dela, Rodrigo Freire, de Alpinópolis (MG), viveu a emoção de sua primeira ultramaratona aquática, encerrando a prova com determinação e superação.
A travessia teve início na Praia Ponta da Serra em São José da Barra (MG), percorreu em meio aos paredões rochosos e águas cristalinas da represa e terminou de forma triunfante nas águas agitadas da Usina de Furnas — um trecho final que exigiu fôlego e resistência dos atletas. A presença do renomado ultramaratonista Samir Barel, que acompanhou de perto a travessia a bordo da embarcação de apoio, trouxe prestígio e incentivo ao evento. Samir destacou o potencial do percurso e o espírito desafiador da prova, que mescla técnica, resistência e conexão com a natureza.
O Ultra Canyons de Furnas chega para se consolidar no calendário da natação em águas abertas, oferecendo aos atletas três distâncias desafiadoras — 10 km, 15 km e 25 km — em percursos que testam não apenas a capacidade física, mas também a mental dos participantes. A diversidade das condições ao longo do trajeto — de correntezas contrárias a trechos de fluxo favorável — faz da prova uma experiência singular e transformadora.
A realização do desafio pode ser agendado para ser feito de forma individual ou em revezamento por equipe, em qualquer época do ano, desde que as condições climáticas permitam.
Com sua primeira edição já considerada um sucesso, o Ultra Canyons de Furnas surge como uma promissora referência no turismo esportivo e na natação de longa distância no Brasil.
Ultra Canyons de Furnas estreia com sucesso e promete se tornar referência nacional na natação em águas abertas – Foto: divulgação
Empresas da China anunciam R$ 27 bilhões em investimentos no Brasil – Foto: divulgação
Empresas chinesas vão anunciar R$ 27 bilhões em investimentos no Brasil, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve o primeiro compromisso oficial nesta segunda-feira (12).
Haverá anúncios de investimento em áreas como automóveis, combustível de aviação, defesa, além do mercado de semicondutores e de serviços, como delivery e fast-food.
A informação foi divulgada pelo presidente da Agência de Promoção de Exportações (Apex Brasil), Jorge Vianna. Ele integra a delegação brasileira que acompanha Lula e conta com cerca de 200 empresários.
Alguns dos anúncios e planos de investimentos foram divulgados após o Seminário Empresarial Brasil-China, encerrado por Viana e Lula, em Pequim, na capital chinesa.
Confira a seguir algumas das empresas chinesas que vão investir no Brasil e os valores:
GWM: a montadora de carros anunciou investimentos de R$ 6 bilhões para ampliar operações no Brasil e pretende exportar para América do Sul e México.
GAC Motor: a montadora anunciou a sua instalação em Catalão (GO) para fabricar três modelos de carros (um híbrido e dois elétricos) e um plano de investimento de US$ 1,3 bilhão.
Envision: empresa que atua no ramo de energia eólica, armazenamento de energia e no desenvolvimento de SAF [sigla em inglês para Combustível Sustentável de Aviação], planeja investimentos de até RS$ 5 bilhões num parque industrial no Brasil.
Meituan: empresa anunciou um investimento de R$ 5,6 bilhões, em cinco anos. Líder no mercado de entregas na China, vai entrar no Brasil para concorrer, principalmente, com o Ifood. A estimativa é de geração de 100 mil empregos indiretos, além da instalação de uma central de atendimento no Nordeste, com até 4 mil empregos diretos.
Didi: controladora do aplicativo de transporte 99 Taxi, também vai investir em serviço de entrega no Brasil e planeja construir cerca de 10 mil pontos de recarga para promover a eletrificação de veículos na frota nacional.
Mixue: vai passar a comprar frutas do Brasil para fabricação dos sorvetes e bebidas geladas, como chás. A empresa é a maior rede e fast-food do mundo, com 45 mil lojas, à frente do Mc Donald’s. A empresa vai iniciar operação no Brasil com capital de RS$ 3,2 bilhões e projeta 25 mil empregos até 2030.
CGN: vai investir R$ 3 bilhões em um hub de energia renovável no Piauí, com foco em energia eólica, solar, e armazenamento de energia, com previsãoa de mais de 5 mil empregos na construção das unidades.
Longsys: por meio da subsidiária Zilia, anunciou um plano de investimentos para 2024 e 2025 de R$ 650 milhões, nas plantas de fabricação de São Paulo e Manaus, que terão capacidade ampliada. Fabrica componentes para semicondutores e também dispositivos de memória, os circuitos integrados de memória DRAM e Flash.
Nortec Química: formalizou parceria com chinesas e vai investir RS$ 350 milhões numa plataforma industrial.
Essa é a quarta visita de Estado de Lula à China — a terceira em pouco mais de dois anos. Nesta segunda, o presidente brasileiro participou de quatro audiências com executivos de empresas chinesas ligadas aos setores de energia sustentável e defesa.
Os encontros resultaram no anúncio de investimentos de US$ 1 bilhão na produção de SAF (sigla em inglês para combustível renovável para aviação) por meio da Envision Group, e na criação de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em parceria entre a Windey Technology e a Senais Cimatec na área de energia renovável.
Na primeira audiência, Lula recebeu o presidente do grupo automotivo GAC, Feng Xingya. Em seguida, Lula reuniu-se com o presidente do Conselho da Windey Energy Technology Group, Chen Qi. A empresa lidera a pesquisa, o projeto, a fabricação e a manutenção de turbinas eólicas de grande porte na China.
A terceira audiência foi concedida a Cheng Fubo, CEO da Norinco (China North Industries Corporation). A estatal chinesa opera na indústria de defesa, além de projetos voltados à infraestrutura, como construção de rodovias, ferrovias, usinas hidrelétricas e estações de tratamento de água.
Por fim, Lula recebeu o CEO da Envision Group, Lei Zhang. Com sede em Xangai, e empresa atua em soluções de energia inteligente e em setores como energia eólica, armazenamento de energia e, com especial destaque, no desenvolvimento de SAF, uma das prioridades da nova agenda de transição energética brasileira, incluída na Lei do Combustível do Futuro.
“O presidente atendeu separadamente várias empresas que vão investir no Brasil, fazer parcerias com instituições brasileiras, montar centros de pesquisa, e gerar desenvolvimento de tecnologia na área de energia”, disse o ministro Rui Costa (Casa Civil), ao final dos encontros.
“Concluímos uma audiência com um anúncio de investimento de US$ 1 bilhão para a produção de SAF a partir da cana-de-açúcar no Brasil. O Brasil se tornará um dos maiores produtores de combustíveis verdes de aviação”, contou Rui Costa.
O SAF é uma alternativa ao combustível aeronáutico de origem fóssil, produzido a partir de matérias-primas e processos que atendam a padrões de sustentabilidade.
“Nós assinamos aqui um centro de P&D com a Senai Cimatec na área de energia renovável”, disse o ministro. “Todas essas sinergias buscam fazer parcerias na área de desenvolvimento tecnológico, incluindo formação de talentos e a instalação de centros de pesquisa e produção no Brasil.”
Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, “o presidente veio à China para, mais uma vez, fortalecer essa relação bilateral tão fundamental para o desenvolvimento e para a convergência de ambos os países”. Ele também revelou que outros investimentos deverão ser anunciados ainda durante esta visita de Estado.
China é a maior parceira comercial do Brasil
Desde 2009, a China é o maior parceiro comercial do Brasil. Desde 2004, quando Lula visitou a China pela primeira vez, o comércio bilateral cresceu mais de 17 vezes, e chegou, em 2023, ao recorde de US$ 157,5 bilhões, com exportações brasileiras de US$ 104,3 bilhões, importações de US$ 53,1 bilhões e superávit para o Brasil de US$ 51,14 bilhões.
As exportações brasileiras para a China foram superiores à soma das vendas do país para os Estados Unidos (US$ 36,9 bilhões) e para a União Europeia (US$ 46,3 bilhões).
Entre janeiro a março de 2025, o intercâmbio comercial entre os países foi de cerca de US$ 38,8 bilhões. No período, o Brasil exportou US$ 19,8 bilhões e importou US$ 19 bilhões.
Entre os principais produtos exportados pelo Brasil estão óleos brutos de petróleo, soja e minério de ferro e concentrados. O Brasil, por sua vez, importa principalmente embarcações, equipamentos de telecomunicações, máquinas e aparelhos elétricos, válvulas e tubos termiônicos (válvulas).
A China foi o destino de mais de um terço de toda a exportação do agro brasileiro (36,2%) em 2024. Os dois governos têm mantido contatos para ampliar e diversificar a pauta comercial agrícola.
Em março, as autoridades sanitárias chinesas anunciaram a habilitação de 38 novos frigoríficos brasileiros exportadores de carne, o maior número de plantas autorizadas de uma só vez na história: 24 plantas produtoras de carne bovina, oito de carne de aves e um estabelecimento de carne bovina termoprocessada, além de cinco entrepostos (um de carne bovina, três de frango e um de suínos).
Antes dessa leva de autorizações, o Brasil tinha 106 plantas habilitadas para a China: 47 de aves, 41 de bovinos, 17 de suínos e 1 de asininos.
Expoqueijo deverá ter a maior disputa entre estrangeiros de sua história – Foto: reprodução
O Concurso Internacional de Queijos da ExpoQueijo Brasil 2025 – Araxá International Cheese Awards, que acontecerá de 26 a 29/6, no Grande Hotel e Termas de Araxá, deverá receber mais amostras de queijos do exterior, especialmente da Europa e da América Latina, do que no ano passado.
A expectativa dos organizadores é superar as edições anteriores, que contou com a participação de representantes de 14 países. “Limitamos o número de inscritos, medida que, segundo nossa experiência, favorece a diversidade. Estamos consolidando a ExpoQueijo como uma vitrine global para o queijo artesanal regularizado, um segmento que cresce de forma impressionante”, afirma Maricell Hussein, organizadora do evento.
As inscrições para o Concurso, considerado o maior do gênero das Américas, já estão abertas. Podem participar produtores de queijos com algum tipo de registro junto às autoridades sanitárias do país de origem.
Devem ser feitas exclusivamente pelo site oficial www.expoqueijobrasil.com.br, até 30/5. Em 2024, a competição reuniu 1.110 queijos, provenientes de 14 países. O grande campeão foi o Queijo 4 Esquinas, da Quesería Ventimiglia, na Argentina. O Brasil nunca ganhou o prêmio principal, mas teve inscritos de 19 estados e do Distrito Federal no ano passado.
O Concurso
Com curadoria da equipe técnica da Epamig – Instituto de Laticínios Cândido Tostes, o concurso adota um sistema exclusivo de avaliação desenvolvido especialmente para o evento. Os queijos inscritos são analisados por um grupo de jurados nacionais e internacionais treinados, com base em sete atributos sensoriais: aspecto global, cor, textura, odor, aroma, consistência e sabor. Os premiados recebem medalhas de ouro, prata e bronze em cada categoria, além do prêmio máximo, o Super Ouro, concedido ao queijo de maior pontuação entre todos os concorrentes.
A edição de 2025 conta com cerca de 45 categorias de queijos, incluindo produtos feitos a partir do leite de vaca, cabra, ovelha, búfala e misturas. O regulamento foi revisado para facilitar a compreensão por parte dos produtores e evitar dúvidas no momento da inscrição. Assim como em 2024, a avaliação será dividida em três fases, com equipes diferentes de jurados em cada etapa, garantindo a isenção e a excelência técnica do concurso.
Outras atrações
Além do Concurso Internacional, a ExpoQueijo Brasil 2025 – Araxá International Cheese Awards- conta com uma Feira Internacional de Negócios com estandes que valorizam o consumo de produtos da agricultura familiar. O Fórum Internacional desenvolve uma agenda de palestras, conferências e mesas de debate sobre inovações, métodos e práticas para melhorar a qualidade e agregar valor comercial ao queijo artesanal regularizado, entre outros produtos da gastronomia rural. A vila gastronômica e cultural promove uma experiência sensorial na degustação de queijos artesanais harmonizados com outras iguarias da culinária regional. Uma união dos sabores e da cultura, com música ao vivo, mostras e exposições.
Celebração de um patrimônio
A edição de 2025 da ExpoQueijo Brasil também será marcada por uma celebração histórica: o reconhecimento dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco. A decisão, anunciada em dezembro de 2024, coloca oficialmente o QMA no seleto grupo de alimentos com valor cultural reconhecido globalmente. Durante o evento, o público poderá vivenciar essa conquista por meio de programações especiais que destacam as tradições, os territórios produtores e os saberes que há mais de 300 anos moldam a identidade alimentar mineira.
“Esta será uma edição emblemática. Vamos celebrar o queijo que é símbolo da nossa cultura, das nossas famílias, do nosso jeito de viver. O reconhecimento da Unesco valoriza não só o produto, mas principalmente as pessoas por trás dele: os produtores, suas histórias, sua luta por manter viva uma tradição secular”, afirma Maricell Hussein. A ExpoQueijo vai homenagear os territórios do QMA com exposições, oficinas, rodas de conversa e experiências sensoriais, criando uma conexão direta entre o público e os modos de fazer que sustentam esse patrimônio.
Com cerca de 9 mil produtores e uma movimentação anual superior a R$ 2 bilhões, o Queijo Minas Artesanal representa uma força econômica e cultural em Minas Gerais. Ao receber destaque internacional, ganha ainda mais potencial para abrir mercados, atrair turistas e fortalecer o desenvolvimento sustentável das comunidades envolvidas. O evento é realizado pela Bonare com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio da Superintendência Federal de Agricultura MG; Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seapa) e suas vinculadas Emater-MG, Epamig-ILCT e IMA, Secretaria de Cultura e Turismo de MG e Prefeitura de Araxá.
Avaliação feita pelo Governo aponta um patrimônio de R$ 500 milhões em imóveis da UEMG – Foto: reprodução
O governo Romeu Zema (Novo) avalia que a transferência da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) para o governo federal poderia abater R$ 500 milhões da dívida com a União. A avaliação foi feita pelo vice-governador Mateus Simões (Novo) nesta quinta-feira (8 de maio) durante a reunião da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) (leia mais aqui).
A estimativa corresponde a 25% do valor previsto pelo governo Zema entre bens imóveis que quer transferir para a União para abater a dívida de cerca de R$ 165 bilhões. O montante de R$ 2 bilhões apenas em imóveis é parte do cálculo feito pelo Palácio Tiradentes para reunir R$ 40 bilhões em ativos para entregar à União em busca de derrubar pela metade a taxa de juros de 4 pontos percentuais.
Entretanto, além de entregar os imóveis, a intenção do governo Zema é oferecer para a União a gestão da UEMG. De acordo com Simões, caso apenas os imóveis fossem oferecidos, a universidade acabaria. “Se eu federalizo, eu não prejudico os alunos e os professores passam a fazer parte de uma carreira federal”, argumentou ele.
O vice-governador lembrou que a UEMG já passou por um processo semelhante ao ser estadualizada. “Lá atrás, os institutos de ensino queriam, na verdade, se transformar em federais. Havia um movimento grande. Eles queriam ser federais, mas não conseguiram e a gente a transformou em UEMG”, citou Simões.
De acordo com ele, que é pré-candidato ao governo de Minas em 2026, a UEMG tem um “patrimônio enorme”. “O campus de Passos é uma enormidade. O campus de Ituiutaba é uma enormidade. O campus de Frutal é uma enormidade. Os campi de Belo Horizonte, o prédio da avenida Antônio Carlos, o prédio de Mangabeiras etc.”, exemplificou Simões.
Questionado se a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) não poderia ser incluída no rol de ativos, Simões disse que, comparativamente, o patrimônio imobiliário da UEMG é maior. “Me parece que a Unimontes seria recusada pelo governo federal imediatamente. Já tomamos um ‘não’ prévio”, pontuou o vice-governador.
A presidente da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da ALMG, Beatriz Cerqueira (PT), criticou a iniciativa de o governo Zema propor a federalização da UEMG sem conversar com a comunidade. “A UEMG acordou surpreendida como uma possibilidade de federalização não sabia e que, de acordo com o vice-governador, diz respeito a imóveis, a R$ 500 milhões de imóveis”, questionou a deputada.
PROFESSORES DA UEMG REAGEM COM CAUTELA
Os professores da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) ainda vêem com “cautela” o projeto do governo Romeu Zema (Novo) de transferir a gestão da instituição para a União. Diante da possibilidade de federalização, a Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (ADUEMG) informou que irá aguardar a divulgação do conteúdo do projeto de lei e se reunir com a categoria para definir um posicionamento sobre o tema.
Conforme o presidente da associação, Túlio Lopes, os professores pretendem participar de audiências públicas sobre o Propag, entre elas, uma a ser realizada em Brasília no dia 27 de maio. Ele destaca que o momento ainda é de “cautela”, considerando que pretendem verificar a proposta do governo de Minas, bem como os planos do governo federal para a universidade.
“Vamos buscar conhecer e analisar a proposta, consultar, caso tenha a transferência, quais serão as condições para os trabalhadores”, diz. “Mas nós não vamos aceitar demissões de funcionários ou retiradas de direitos. Vamos analisar e seguir defendendo a construção de uma universidade pública gratuita e popular de qualidade.”
Durante a reunião na ALMG, o vice-governador estimou que, ao passar a UEMG para a União, seria possível abater R$ 500 milhões da dívida de Minas, que beira os R$ 165 bilhões. Simões explicou que a ideia seria uma federalização da instituição, de forma que Minas consiga repassar o patrimônio da UEMG para o governo federal sem que haja “prejuízos” aos alunos e professores.
A UEMG é um dos ativos que Zema quer entregar à União para abatimento da dívida. Além da instituição, há também projetos envolvendo a Codemig, a Cemig, a Copasa e a Empresa Mineira de Comunicação (EMC). No total, foram apresentados à ALMG 12 projetos para adesão ao Propag.
Papa Leão XIV: ‘O senhor me chamou para carregar uma cruz’ – Foto: reprodução
Na manhã desta sexta-feira (9), os sinos do Vaticano anunciaram um novo capítulo na história da Igreja Católica. Um dia após sua eleição pelo colégio de cardinais, o Papa Leão XIV celebrou sua primeira missa como Sumo Pontífice na Capela Sistina — o mesmo local onde, horas antes, havia aceitado a missão de suceder Pedro. Em sua homilia, ele refletiu sobre o papel da religião e falou da missão de comandar a Igreja.
Com uma celebração marcada por simbolismo, espiritualidade e posicionamentos claros, o novo Papa encantou fiéis e cardeais ao unir firmeza doutrinária com um apelo pastoral profundo. A missa, celebrada em latim e com trechos da homilia proferidos em inglês, espanhol e italiano, foi transmitida ao vivo para milhões de pessoas em todo o mundo.
Logo no início da homilia, Leão XIV saudou os cardeais. “Cantarei um cântico novo ao Senhor, porque Ele fez maravilhas”, entoou. O Papa destacou que não se trata apenas de sua eleição, mas das “maravilhas que o Senhor continua a realizar na Igreja por meio do ministério de Pedro”.
“E, de fato, não apenas comigo, mas com todos nós. Meus irmãos cardeais, ao celebrarmos esta manhã, convido-os a refletir sobre as maravilhas que o Senhor fez, as bênçãos que o Senhor continua a derramar sobre todos nós por meio do Ministério de Pedro. O Senhor me chamou para carregar essa cruz e realizar essa missão, e sei que posso contar com cada um de vocês para caminhar comigo, continuamos como Igreja, como uma comunidade de amigos de Jesus, como fiéis para anunciar a Boa Nova, para anunciar o Evangelho”, destacou.
Leão XIV mergulhou no Evangelho de Mateus, recordando a célebre profissão de fé de Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Segundo ele, esta frase resume o coração da fé cristã e o tesouro mais precioso da Igreja: o reconhecimento de Jesus como único Salvador e revelador do Pai.
Reforçando sua fidelidade ao Concílio Vaticano II, citou a constituição Gaudium et Spes, lembrando que o Filho de Deus se manifesta inclusive nos “olhos confiantes de uma criança”, oferecendo à humanidade um modelo de santidade acessível. O Papa se apresentou como “fiel administrador” desse patrimônio da fé, comprometido em fazer da Igreja “uma cidade sobre o monte, arca de salvação e farol nas noites do mundo”, não por seu poder institucional, mas pela santidade de seus membros.
Fé em um mundo cético
Com palavras fortes, Leão XIV abordou o cenário cultural atual, onde a fé cristã é muitas vezes ridicularizada ou vista como fraqueza. “Também hoje, Jesus é considerado por muitos apenas um líder carismático ou um homem justo — mas nada mais”, alertou.
O novo papa ainda denunciou o “ateísmo prático” presente entre batizados, e lembrou os perigos de uma sociedade que deposita sua esperança em ídolos modernos, como a tecnologia, o sucesso, o prazer e o poder. “É nesses contextos difíceis que a missão se torna mais urgente”, enfatizou, lembrando que a ausência de fé acarreta profundas feridas sociais, como a perda do sentido da vida e a desvalorização da dignidade humana.
Antes de concluir, o Papa citou Santo Inácio de Antioquia, considerado mártir do primeiro século do catolicismo. “Então serei verdadeiro discípulo de Jesus, quando o meu corpo for subtraído à vista do mundo”, disse. Uma frase que, segundo Leão XIV, representa o chamado à radicalidade evangélica e ao testemunho silencioso e eficaz da fé.
Zema sanciona lei que cria ‘ANTT’ de Minas Gerais – Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG
O governador Romeu Zema (Novo) sancionou a lei que cria a Agência de Regulação dos Transportes de Minas Gerais (Artemig), aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em abril deste ano. O texto, publicado nesta sexta-feira (9 de maio) no Diário Oficial de Minas Gerais, também institui o Sistema de Infraestrutura de Transportes do Estado de Minas Gerais, composto pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER-MG) e pela Artemig.
A Artemig seguirá os moldes das agências reguladoras federais, como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que funciona com uma diretoria colegiada e tem a função de determinar regras para o setor e fiscalizar. A agência será uma autarquia em regime especial vinculada à Seinfra.
O projeto da Artemig propõe uma diretoria colegiada composta por um diretor-geral e dois diretores técnicos, que terão mandatos de cinco anos, sem possibilidade de recondução. Os nomes serão indicados pelo governador e precisarão ser aprovados pela ALMG.
O projeto de criação da agência foi aprovado em primeiro turno no Plenário da ALMG em fevereiro. Após um período com a pauta trancada por conta da análise de vetos de Zema, o texto voltou a ser discutido pelos deputados estaduais e foi aprovado, em segundo turno, em 23 de abril.
O Governo de Minas já havia defendido que a criação da Artemig seria importante para fiscalização das concessões das rodovias estaduais, como no caso do Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Zema propõe a concessão das rodovias MG-10, MG-424 e LMG-800, que inclui a instalação de 12 praças de pedágio.
Como encontros de produtoras rurais tem fortalecido lideranças femininas no Agro. Em Guaxupé, mais de 600 mulheres se reuniram para debater o tema
Elas no café: liderança feminina ganha força na cafeicultura mineira – Foto: divulgação
A cafeicultura brasileira está sendo protagonista de uma transformação importante: o fortalecimento da presença feminina na gestão e nas decisões estratégicas. Em regiões tradicionalmente reconhecidas pela produção de café, as mulheres não apenas contribuem com a lida diária, mas assumem papéis cada vez mais centrais na condução das propriedades e no futuro do setor.
Quando falamos de agronegócio em geral, ou seja, todas as atividades relacionadas à agricultura, pecuária e agroindústria no país, vemos um cenário de crescente protagonismo feminino. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as mulheres administram cerca de 30 milhões de hectares no Brasil – o equivalente a 8,5% da área total ocupada por sítios e fazendas. Além disso, elas estão à frente de quase 1 milhão de estabelecimentos rurais (exatamente 947 mil, segundo o IBGE), o que representa aproximadamente 19% do total nacional.
Já quando olhamos especificamente para a cafeicultura, o Censo Agropecuário do IBGE de 2017 aponta que as mulheres estão à frente de mais de 40 mil estabelecimentos agrícolas dedicados ao café, representando 13,2% do total de propriedades cafeeiras do país.
Em Minas Gerais, esse protagonismo feminino é mais evidente na cafeicultura. Embora não haja um número oficial específico para a cafeicultura no estado, análises do IBGE, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) mostram que, dos 594 mil hectares cultivados por mulheres no Sudeste, 65,7% estão localizados em Minas Gerais. Esses números consolidam o estado como referência nacional no protagonismo feminino na cafeicultura.
Assim, enquanto o agronegócio brasileiro avança com a liderança das mulheres em diferentes cadeias produtivas, a cafeicultura se destaca como um dos setores em que essa presença feminina é especialmente forte e transformadora.
A valorização e o fortalecimento das mulheres no agronegócio mineiro vêm sendo impulsionados por uma série de eventos realizados em todo o estado, que estimulam capacitação, proporcionam networking e o reconhecimento das produtoras rurais, especialmente das cafeicultoras de Minas Gerais.
No Sudoeste de Minas, um exemplo marcante é o Encontro de Produtoras Rurais de Guaxupé, São Pedro da União e região, que, pelo terceiro ano consecutivo, tem sido um sucesso de público e um exemplo inspirador de valorização da mulher no campo. A edição de 2025, realizada no último dia 26 de abril, no Sítio Jaboti, reuniu mais de 600 mulheres do campo, consolidando o evento como uma verdadeira rede de apoio, troca de experiências e fortalecimento da liderança feminina no agro.
Elas no café: liderança feminina ganha força na cafeicultura mineira – Foto: divulgação
A programação diversificada incluiu palestras sobre liderança, gestão rural, sustentabilidade e inovações no agronegócio, além de estandes com produtos e serviços voltados ao público feminino rural, proporcionando um ambiente de aprendizado e acolhimento.
Realizado pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Guaxupé, com apoio do Sistema Faemg Senar, Emater, Cooxupé, prefeituras de Guaxupé e São Pedro da União, além de instituições financeiras e entidades ligadas ao agronegócio, o evento contou com a presença de diversas de lideranças do agro e autoridades políticas: o prefeito de Guaxupé, Jarbas Corrêa Filho, e do prefeito de São Pedro da União, Ronaldo Tijolo; a deputada federal Greyce Elias; e dos deputados estaduais Antônio Carlos Arantes, Carol Caran e Cássio Soares.
A Agente de Desenvolvimento Rural Maria José Cyrino, responsável pela organização do evento e mobilização das produtoras, destacou o compromisso em dar visibilidade e suporte às mulheres do agro: “Nosso objetivo é sempre mostra o valor das produtoras rurais, mostrando a elas que não são invisíveis e suas funções dentro da propriedade fazem toda diferença”.
A proprietária do Sítio Jaboti, Alice Fukumoto Queiroz, que é cafeicultora, ressaltou: “Nós já estamos no terceiro encontro das produtoras rurais, e eu acho esse encontro muito importante para valorizar as mulheres do campo. Todas são produtoras, todas ajudam na colheita, no terreirão. Temos que valorizar as mulheres.”
O presidente do Sindicato, Mário Guilherme Perocco Ribeiro do Valle, o Maé, também reforçou a importância de criar espaços de valorização feminina: “O papel do sindicato rural é promover essa experiência, é fazer esse congraçamento, é trazê-las para perto da gente, é mostrar para as mulheres a sua importância. E isso é um trabalho que nós, os sindicatos, junto com a Faemg e o Senar, já estamos fazendo há muito tempo. É importantíssimo nesse mundo de hoje.”
A capacitação como alavanca para o avanço das mulheres no agro
Elas no café: liderança feminina ganha força na cafeicultura mineira – Foto: divulgação
Embora o protagonismo feminino no campo não seja mais novidade, a capacitação continua sendo a chave para garantir que as mulheres conquistem visibilidade, autonomia e segurança em suas atividades. A engenheira agrônoma Silvana Novaes, do Sistema Faemg Senar, sublinha a importância da formação contínua: “Escutamos muito que o lugar da mulher é onde ela quiser, mas ela só vai conseguir estar onde ela quiser se ela se capacitar para isso.”
Por meio de programas como o Faemg Mulher, o Sistema Faemg Senar tem criado oportunidades de qualificação e fortalecido redes de apoio para as mulheres do agro. Segundo Silvana, a força do programa está na conexão entre as participantes e nas possibilidades de desenvolvimento com suporte institucional do Sistema Faemg Senar, que, através dos Sindicatos dos Produtores Rurais, oferece gratuitamente e durante todo o ano, cursos importantes para capacitar produtoras rurais nas mais diversas cadeias produtivas do agro, entre elas, a cafeicultura: “É uma rede viva e crescente de lideranças para que o agro se torne cada vez mais forte e competitivo.”
A segurança das mulheres rurais foi tema de destaque com a presença da delegada Mireli Léa Mafra, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Guaxupé, que ressaltou o compromisso da Polícia Civil: “A Polícia Civil, a Delegacia Rural e a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher estão juntas com a mulher do campo, para que haja segurança em todos os ambientes. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher cuida da mulher no âmbito doméstico e familiar e a Delegacia Rural dos crimes relacionados a furtos e roubos na zona rural. É preciso fortalecer a mulher, para que ela possa trabalhar na terra e com segurança em todos os ambientes. É muito importante que a polícia e as forças de segurança estejam presentes nesses eventos”
A presença da mulher no agro é um caminho sem volta. Com capacitação, valorização e redes de apoio, elas ocupam cada vez mais espaços no campo. O lugar da mulher é onde ela quiser – e cada vez mais, elas sabem onde devem estar: na liderança da cafeicultura, fortes, competentes e cheias de futuro.
Depoimentos das participantes do 3º Encontro das Mulheres da Zona Rural de Guaxupé, São Pedro da União e Região:
Durante o 3º Encontro de Produtoras Rurais de Guaxupé, São Pedro da União e região, participantes de diferentes realidades compartilharam experiências, ideias e perspectivas:
Letícia Helena de Oliveira Faria – São Pedro da União:
“Eu sou produtora rural e acho muito importante. Deveria ter mais vezes em outra cidade também, porque é uma forma das mulheres aparecerem mais no negócio. A mulher sempre está presente, mas sempre está esquecida também. Então eu espero que isso aí seja exemplo para outra cidade, fazer um evento assim, mostrando a importância da mulher na agricultura.”
Flávia Ananias – Guaxupé:
“Esse evento é maravilhoso para nós, mulheres. Mesmo não sendo agricultora, me sinto acolhida e inspirada. Já é o terceiro ano que participo e espero continuar vindo sempre. Os temas abordados são incríveis, nos fazem refletir e aprender. Quem sabe, no futuro, eu também não me torne agricultora.”
Regina dos Reis Salles – São Pedro da União:
“É muito bom estar com o pessoal, escutar o que falam. Minha filha trabalha na roça, então entende um pouco dessas coisas que foram faladas. Eu acho muito bom.”
Cardeal Robert Francis Prevost, dos EUA, em 30 de setembro de 2023. — Foto: Foto AP/Riccardo De Luca
O cardeal dos Estados Unidos Robert Francis Prevosti é o novo papa.
A escolha de Prevost, de 69 anos, foi anunciado nesta quinta-feira (8) pelo Vaticano, após a fumaça branca ser expelida da Capela Sistina, indicando que os 133 cardeais isolados no conclave elegeram o novo pontífice.
O novo papa apareceu na sacada da Basílica de São Pedro depois de ser anunciado, em latim, pelo cardeal Dominique Mamberti. Ele abriu seu primeiro discurso falando de paz:
“A paz esteja com todos vocês. Esta é a primeira saudação do Cristo ressucitado. Eu também gostaria que essa saudação de paz entrasse no coração de vocês”, disse o novo pontífice em seu primeiro discurso.
Primeiro papa norte-americano da história, Prevost, que havia se tornado cardeal há apenas dois anos, liderará a Igreja Católica em um momento de perda gradual de fiéis e terá de fazer frente à alta popularidade do papa Francisco, além de responder se seguirá a agenda reformista de seu antecessor.
“Queremos ser uma igreja sinodal, que avança, que busca sempre a paz, a caridade, sempre estar próxima, principalmente daqueles que sofrem”.
Nascido em Chicago, Prevost construiu sua carreria eclesiástica no Peru é considerado próximo a Francisco, que o promoveu a cardeal, indicando que os cardeais seguiram a tendência apontada antes do conclave de que deveriam escolher um nome de continuidade e perfil pragmático.
Ele fez menção ao antecessor em seu primeiro discurso nesta quinta. “Obrigado, papa Francisco”, disse o novo papa.
O tradicional anúncio de “habemus papam” ocorreu pouco mais após a fumaça branca sair da chaminé da Capela Sistina— nos dois últimos conclaves, em 2005 e 2013, os anúncios demoraram entre 1h e 2h após o sinal.
Minutos apos a fumaça branca, o Vaticano afirmou também que o novo pontífice “aparecerá em breve”.
A eleição de um novo pontífice também seguiu a tendência das duas eleições de papa anteriores, em 2005 e 2013, e ocorreu no 2º dia do conclave. Desta vez, havia a expectativa inicial de que o processo demorasse mais por conta do número de cardeais votantes — 133, contra 117 no conclave anterior.
A eleição do novo pontífice veio após uma fumaça preta ainda na manhã desta quinta-feira e outra na rodada inicial, na quarta-feira (7).
A escolha do novo papa ocorre também 17 dias após a morte de papa Francisco, por conta de um por conta de um AVC e insuficiência cardíaca em sua residência no Vaticano. Embora tenham sido episódios inesperados, ocorreram em um momento de saúde frágil de Francisco. Ele havia recebido alta após passar cinco semanas internado para tratar uma pneumonia.
Em um papado de 12 anos, Francisco promoveu reformas históricas e aproximou a Igreja de um catolicismo mais próximo aos fiéis, que são mais de 1,3 bilhão de pessoas pelo mundo mas que vêm diminuindo gradualmente.
A fumação branca também encerra oficialmente o chamado período de Sé Vacante, em que o “trono” da Igreja Católica fica sem um líder entre a morte de um pontífice e a eleição do sucessor.
Agora, um novo papado se iniciará e indicará se o Vaticano tem a intenção de seguir, ao menos parcialmente, ou ainda avançar na agenda de Francisco.
Multidão
Fiéis aguardam resultado da eleição do novo papa na Praça de São Pedro, no Vaticano — Foto: AP Foto/Bernat Armangue
A multidão de fiéis, turistas e curiosos que acompanhou a escolha do papa de pé por horas na praça São Pedro também confirmou que a Igreja Católica segue despertando atenção e protagomismo mundial, mesmo com a perda gradual de seguidores.
Nos momentos de pico, durante os horários aproximados para que a fumaça fosse expelida após a votação, o público que ocupava a praça chegou a 45 mil pessoas, segundo o Vaticano.
Aos poucos, o silêncio ia dominando a praça, alternado por vezes com aplausos aleatórios e muitos celulares apontados para a chaminé da Capela Sistina.
O novo papa da Igreja Católica foi eleito nesta quinta-feira (8). Fumaça branca saiu da chaminé da Capela Sistina para indicar que os cardeais chegaram a um consenso no conclave para escolher o sucessor de Francisco.
Isso acontece no segundo dia da votação secreta dos cardeais. Os cardeais precisaram de ao menos uma votação na parte da tarde, pois não chegaram a um consenso na parte da manhã.
Ainda não se sabe qual cardeal foi eleito e nem qual nome de papa ele usará.
Os sinos da Basílica de São Pedro estão tocando para anunciar a notícia da eleição de um novo papa.
A multidão na praça principal do Vaticano explodiu em aplausos quando a fumaça branca começou a sair da chaminé da Capela Sistina.
Quais são os próximos passos após eleição do papa?
O cardeal protodiácono, Dominique Mamberti, irá à varanda central da Basílica de São Pedro em breve para anunciar aos fiéis as palavras “habemus papam”.
Depois de alguns minutos do anúncio, o novo pontífice deve aparecer para a multidão na Praça de São Pedro e fazer uma primeira oração.
Em cerca de quatro a cinco dias deve ser feita a primeira missa do novo papa.
*em atualização
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