Jornal Folha Regional

Gripe aviária abre portas para exportação de ovos mineiros aos EUA

Gripe aviária abre portas para exportação de ovos mineiros aos EUA - Foto: reprodução
Gripe aviária abre portas para exportação de ovos mineiros aos EUA – Foto: reprodução

No balanço das exportações do agronegócio mineiro em março deste ano, um dado em especial chama a atenção: o crescimento notável das vendas para o exterior de ovos de galinha, especialmente para os Estados Unidos. O que está por trás das características é o surto de Influenza Aviária que atingiu as aves americanas e gerou um efeito cascata que mostrou uma excelente oportunidade para as vendas brasileiras – e Minas Gerais é um grande protagonista nesse cenário.

Os Estados Unidos são o segundo maior produtor global de ovos. No entanto, com a doença, eles precisaram abater os rebanhos de aves, o que gerou uma maior necessidade de importar o alimento. O país viu no Brasil um fornecedor para sua demanda por ovos e países que tradicionalmente compravam dos americanos, como México e Canadá, também vieram em busca dos produtos brasileiros. “Isso é uma janela de oportunidade para Minas Gerais”, explica a assessora técnica do Programa AgroExporta, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (SEAPA), Manoela Oliveira.

Excelência mineira

Segundo ela, o crescimento da demanda americana por ovos beneficia todo o país, mas há dois polos avícolas em Minas que saem na frente. A região de Montes Claros, no Norte do estado, se destaca pela posição logística privilegiada, realizada como um “hub” para outras regiões; e o sul de Minas, com destaque para o município de Pouso Alegre, que surge como um núcleo tecnológico da avicultura. O Sul também conta com cooperativas grandes e bem estruturadas, e o fato de estar próximo a São Paulo e de centros de pesquisas de genética avícola fazem com que essa área responda por um percentual alto da produtividade no estado, combinando uma escala industrial com o acesso a mercados de consumidores.

“Minas Gerais conta com um rebanho de postura de cerca de 21 milhões de cabeças, ou seja, 8% do efetivo nacional. Temos uma cadeia produtiva altamente tecnificada e o perfil dos produtores rurais é um perfil de qualificação. Temos também um sistema de defesa sanitária reconhecido, executado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA)”. Além disso, Minas responde por 7% dos ovos produzidos no Brasil, cerca de 431 milhões de dúzias por ano. Esses pontos, somados ao crescimento de 266% no valor exportado só neste primeiro trimestre, mostram que a demanda está sendo redirecionada para Minas Gerais, completa a avaliadora.

Apesar da alta demanda pelo produto, as análises da Secretaria de Agricultura revelam que não há risco de desabastecimento. O quantitativo de ovos para exportação representa apenas 1% da produção total de Minas, o que deixa 99% para atender ao mercado interno. “Não há risco nem a curto, nem a médio prazo de desabastecimento, porque essa proporção cria uma reserva de segurança. Para causar um impacto significativo na disponibilidade doméstica, teria que haver um aumento muito súbito e expressivo da demanda internacional, e os preços no mercado externo contêm que aumentam significativamente, além de ter uma capacidade ociosa das granjas mineiras, que não é o que ocorre”, especifica Manoela.

Perspectivas

Os números atuais mostram uma trajetória ascendente na exportação de ovos, embora haja outras variações mais complexas. “Ainda é cedo para essa estimativa devido às dinâmicas mercadológicas de exportações, mas já é possível inferir que estamos exportando praticamente o dobro do ano passado para esse mesmo período – no primeiro trimestre nós fechamos com US$ 4 milhões em receita e 2 mil toneladas em volume. Para o próximo trimestre, devemos alcançar cerca de US$ 8 milhões em vendas e pouco mais de 4 mil toneladas de ovos para exportação”, conclui Manoela.

Minas Gerais é o terceiro maior produtor nacional de tilápia

Minas Gerais é o terceiro maior produtor nacional de tilápia - Foto: reprodução
Minas Gerais é o terceiro maior produtor nacional de tilápia – Foto: reprodução

A tilápia é o peixe de água doce mais produzido no Brasil e um dos mais consumidos pela população, em função do sabor suave e das qualidades nutricionais. Neste cenário promissor, Minas Gerais é o terceiro maior produtor nacional, com bastante espaço para o crescimento da atividade no estado.

Como explica Alexmiliano Vogel, pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), o Brasil ainda importa muito pescado. “Essa fatia do mercado pode ser preenchida com a produção interna de tilápia”, afirma.

Cenário e desafios

O consumo per capita de peixes no país vem aumentando ano a ano, o que abre novas perspectivas para a produção. Dados da Associação Brasileira da Piscicultura – PeixeBR, apontam que a produção no país cresceu 53,25% entre 2014 e 2023, sendo que a tilápia foi a proteína animal com maior incremento na última década.

Apesar deste cenário, há ainda vários desafios a serem enfrentados. A Epamig desenvolve trabalhos sobre diferentes aspectos da produção. As pesquisas abrangem pontos de atenção para os piscicultores, tais como, qualidade genética e reprodutiva, alevinagem e aumento da produtividade.

Para o pesquisador da Epamig, Alisson Menezes, a produção de alevinos começa na escolha de matrizes e reprodutores, com alto potencial genético e reprodutivo.

O enfoque é a reprodução e o desenvolvimento dos peixes, com atenção para a alimentação adequada e cuidados com os viveiros ou tanques, visando crescimento e ganho de peso. A sexagem é outro fator importante. 

“É desejável que a maioria dos alevinos sejam machos, que crescem mais rápido que as fêmeas. Isso evita a superpopulação na fase de engorda e melhora o rendimento produtivo com maior obtenção de carne”, explica o pesquisador Alexmiliano Vogel.

Para garantir o maior percentual de machos, as larvas passam por um processo, chamado de reversão sexual, que consiste no fornecimento de hormônios masculinizantes, durante 30 dias.

Esta ação resulta em mais de 90% de alevinos machos, o que impacta positivamente na produção final. O sucesso na atividade está relacionado ao monitoramento e acompanhamento de todas as fases do processo produtivo.

“A agricultura de precisão vai tornar a atividade mais viável. Fornecendo apenas o necessário. Isso se dá com acompanhamento zootécnico semanal do sistema de produção para que as correções sejam feitas na hora exata”, ressaltou Alexmiliano.

Alevinos  

A Epamig produz e comercializa alevinos de tilápia-do-nilo, linhagem GIFT, predominantemente machos revertidos, no Campo Experimental de Leopoldina. A oferta é sazonal e a disponibilidade e condições de entrega devem ser consultadas pelo e-mail: [email protected]

Vídeo: Ciclista morre após cair de calçada elevada em Três Corações

Um ciclista morreu após cair de uma calçada elevada na noite do último domingo (20), na Avenida Rei Pelé, em Três Corações (MG). Luiz Henrique Rosa Piva, de 29 anos, saiu do bairro Nossa Senhora Aparecida e seguia para o distrito de Flora, onde morava, quando o acidente aconteceu.

Imagens de câmeras de monitoramento mostram o momento em que o ciclista passa pela calçada e cai ao tentar descer, batendo a cabeça na via.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima sofreu afundamento de crânio e hemorragia na região temporal. Foram realizadas diversas tentativas de reanimação pelos militares do Corpo de Bombeiros e também por um socorrista da concessionária Arteris que estava no local, mas a morte foi confirmada após o ciclista dar entrada no Hospital São Sebastião.

Morre Papa Francisco, ele simplificou o próprio funeral e será enterrado em caixão simples de madeira

Morre Papa Francisco, ele simplificou o próprio funeral e será enterrado em caixão simples de madeira - Foto: Reprodução
Morre Papa Francisco, ele simplificou o próprio funeral e será enterrado em caixão simples de madeira – Foto: Reprodução

O velório de um papa sempre se torna um evento, até pelo tempo que demora (nove dias). Mas o papa Francisco, que morreu nesta segunda-feira, 21, buscou no ano passado simplificar esses ritos. E ele será enterrado em um caixão simples de madeira e fora do Vaticano, pela primeira vez em mais de um século.

Francisco renunciou a uma prática secular, segundo a qual o chefe da Igreja é enterrado em três caixões interligados feitos de cipreste, chumbo e carvalho.

Em vez disso, Francisco será enterrado em um único caixão de madeira revestido de zinco.

O uso de uma plataforma elevada na Basílica de São Pedro para o “velório”, como aconteceu com os pontífices anteriores, também foi abolido. Os fiéis serão convidados a prestar suas homenagens enquanto o corpo de Francisco ficará dentro do caixão, com a tampa aberta.

Segundo as últimas informações vaticanas, ele optou pelo enterro na Igreja de Santa Maria Maior em Roma, em vez da Basílica de São Pedro, que abriga mais de 90 papas.

A escolha foi por se tratar da igreja que Francisco tradicionalmente frequentava para fazer suas orações em Roma (diocese da qual era, oficialmente, o bispo). Antes dele, Leão XIII, em 1903, havia optado pelo enterro na igreja de São João de Latrão.

As instruções estão no “Ordo Exsequiarum Romani Pontificis”, aprovado em 29 de abril de 2024 pelo próprio papa Francisco, que recebeu o primeiro exemplar em 4 de novembro.

“Fez-se necessária uma nova edição – explicou à época o arcebispo Diego Ravelli, Mestre das Celebrações Litúrgicas dos Pontífices – antes de tudo porque o papa Francisco pediu, como ele mesmo declarou em diversas ocasiões, para simplificar e adaptar alguns ritos de forma que a celebração das exéquias do Bispo de Roma expressasse melhor a fé da Igreja em Cristo Ressuscitado”, disse. “O rito renovado, ademais, deveria enfatizar ainda mais que o funeral do Romano Pontífice é o de um pastor e discípulo de Cristo e não de uma pessoa poderosa deste mundo.”

A razão de não ser enterrado no Vaticano

Francisco declarou seu desejo de ser enterrado fora do Vaticano em 2023. “Quero ser sepultado em Santa Maria Maggiore por causa da minha grande devoção” pela Virgem, confidenciou à jornalista mexicana Valentina Alakraki. A devoção mariana é antiga: então cardeal Bergoglio frequentava a basílica ao lado da estação Termini já quando era arcebispo de Buenos Aires: “Sempre ia lá no domingo de manhã, quando eu estava em Roma.”

Voltou ao local uma centena de vezes, após cada uma de suas viagens apostólicas e nas festas litúrgicas marianas. Foi ainda o primeiro lugar em que foi após se tornar papa e que procurou durante a pandemia de covid-19. Curiosamente, trata-se da mesma forte devoção de Santo Inácio de Loyola, fundador dos jesuítas, que ali celebrou sua primeira missa em 1538.

Por fim, o papa consegue deixar o Vaticano, no qual durante mais de uma vez se disse “engaiolado”. E, em uma sequência iniciada ao se recusar a ir para o Palácio Apostólico e optou por morar na Hospedaria Santa Marta, quebrou um último “protocolo” de seus antecessores.

Novo bispo será ordenado em Guaxupé, com presença de destaques brasileiros

Novo bispo será ordenado em Guaxupé, com presença de destaques brasileiros - Foto: divulgação
Novo bispo será ordenado em Guaxupé, com presença de destaques brasileiros – Foto: divulgação

A Diocese de Guaxupé se prepara para a elevação ao episcopado de um de seus padres, o monsenhor Hiansen Vieira Franco, nomeado pelo papa Francisco, no dia 25 de fevereiro deste ano, e será transferido para a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.

O monsenhor Hiansen, mestre e doutor em História da Igreja pela Universidade Gregoriana de Roma, trabalhou em diversos locais da área abrangida pela Diocese de Guaxupé, mas dedicou muito de seu serviço à Igreja na formação de novos padres, no Seminário Santo Antônio, em Pouso Alegre, além de dedicar à vida acadêmica na Faculdade Católica de Pouso Alegre.

A cerimônia de ordenação episcopal acontecerá no dia 26 de abril, às 9 horas, na Catedral Diocesana de Guaxupé. O evento contará com a presença do cardeal do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, com quem monsenhor Hiansen trabalhará como bispo auxiliar, e também o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Ricardo Hoepers.

Após a nomeação pelo Papa, o padre escolhido para se tornar bispo participa de uma ordenação sacramental realizada por ao menos três bispos. Com esta celebração litúrgica, o novo bispo começa a participar do mais alto grau do sacramento da Ordem e se torna um sucessor dos apóstolos de Jesus Cristo, com a missão de animar os fiéis e garantir a tradição da Igreja.

Além da participação presencial, a população poderá acompanhar a transmissão ao vivo pela Rede Vida e pelas mídias sociais oficiais da Diocese de Guaxupé.

Biografia

Natural de Campestre (MG), Monsenhor Hiansen 53 anos, iniciou sua vida religiosa com os Missionários Redentoristas, em Aparecida (SP). Cursou Filosofia na Universidade São Francisco, em São Paulo (SP) e Teologia no Instituto Teológico Interdiocesano São José, em Pouso Alegre (MG). Fez mestrado e doutorado em História da Igreja na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, entre 2008 a 2014. Antes da nomeação, ocupava as funções de reitor do Seminário Santo Antônio e professor na Faculdade Católica, ambas instituições localizadas em Pouso Alegre (MG).

Alago marca presença na WTM Latin América e propõe a rota náutica do Lago de Furnas

Alago marca presença na WTM Latin América e propõe a rota náutica do Lago de Furnas - Foto: divulgação
Alago marca presença na WTM Latin América e propõe a rota náutica do Lago de Furnas – Foto: divulgação

Alago – Associação dos Municípios do Lago de Furnas, está presente na WTM Latin America 2025, evento B2B de viagens e turismo que acontece em São Paulo. Com foco em integrar e promover o turismo regional, a Alago busca aproveitar as excelentes oportunidades de negócios oferecidas pelo evento, além de estreitar relações com influenciadores e profissionais qualificados da indústria.

“Estamos presentes e atuantes no principal evento mundial da indústria de viagens e turismo da América Latina”, afirmou Cristiano Silva, presidente da Alago e prefeito de Capitólio. Segundo ele, a participação da associação tem sido uma chance única de se atualizar sobre as tendências do setor, expandir o relacionamento e abrir novas fronteiras para os municípios da região. “Estamos fortalecendo a imagem do Lago de Furnas como um destino turístico de excelência, tanto no cenário estadual quanto nacional”, complementou.

Um dos pontos altos da participação da Alago na WTM foi a reunião com o secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, onde foi discutida a criação da Rota do Turismo Náutico, ligando Capitólio a Fama. A rota passará por uma vasta extensão do Lago de Furnas, o “Mar de Minas”, conectando diversos municípios da região e promovendo um turismo sustentável, com o uso múltiplo das águas.

“Somente através do trabalho conjunto e integrado entre os municípios podemos garantir o desenvolvimento do turismo, criando novas oportunidades de emprego e renda para a nossa população”, afirmou Cristiano Silva. A criação da rota visa não só diversificar a oferta de atividades turísticas, mas também potencializar as belezas naturais da região, como seus lagos, rios, serras, cânions e grutas, tornando-a um destino completo para todos os tipos de visitantes.

O prefeito de Fama, Alexandre Eller, também destacou a importância do evento. “A WTM é uma oportunidade estratégica para consolidar o Lago de Furnas como um destino turístico relevante e expandir o turismo regional de forma sustentável”, avaliou.

O evento, que iniciou no dia 14 de abril, se encerra nesta quarta-feira, 16 de abril de 2025, e reúne os principais players do setor turístico, oferecendo aos participantes acesso a novas ideias e possibilidades de negócios.

Com uma vasta oferta de turismo de contemplação, aventura, histórico, ecoturismo, gastronômico e religioso, o Lago de Furnas promete ser uma das grandes promessas para o turismo nacional. Para Cristiano Silva, a chave para o sucesso está na integração das potencialidades regionais. “Somos uma região, muitos destinos”, finalizou.

Via: Observo

Menino de 4 anos com doença rara consegue doador de medula após campanha na internet e na imprensa, no Sul de Minas

Menino de 4 anos com doença rara consegue doador de medula após campanha na internet e na imprensa, no Sul de Minas - Foto: reprodução
Menino de 4 anos com doença rara consegue doador de medula após campanha na internet e na imprensa, no Sul de Minas – Foto: reprodução

Os esforços de uma família de Nepomuceno, no Sul de Minas, para encontrar um doador de medula para uma criança de 4 anos foram recompensados após uma grande divulgação na internet e na imprensa.

Enzo Veiga Guimarães tem uma condição rara de imunodeficiência denominada deficiência purina-nucleosideo fosforilase, cujo único tratamento é o transplante de medula óssea.

A síndrome favorece iInfecções recorrentes, causa déficit de crescimento, doença autoimune ecomprometimento neurológico. Meses atrás, a doença foi a responsável pela morte da irmã mais nova do menino.

A família recorreu à internet e aos veículos de imprensa para buscar doador para o garoto. A campanha teve muita repercussão e ganhou apoio de famosos como o ator Selton Mello.

O resultado veio cerca de um mês após o início da campanha. Nessa semana, a família de Enzo foi informada pelo Hospital das Clínicas de Belo Horizonte, onde o menino está internado, que possíveis doadores de medula óssea haviam sido localizados.

“Surgiram dois possíveis doadores compatíveis com ele 100% e a gente agora está fazendo um procedimento dos exames e a avaliação dele vai ser dia 28 para o transplante”, informou o pai de Enzo, Marcelo Veiga.

A notícia foi comemorada pelos parentes.

“Foi muita alegria, muita mesmo. Foi choro, alegria, porque só Deus sabe o tanto que a gente estava lutando para isso, para poder encontrar essa cura dele, é através desse transplante. Então, eu sinceramente, eu não sei nem demonstrar” disse a professora Cláudia Zacaroni.

Cadastro do posto de coleta é fechado

Mas a campanha de Enzo teve um efeito colateral inesperado. Devido à quantidade de pessoas que se cadastraram para serem doadoras, o cadastro de doadores de medula do Posto Avançado de Coleta Externa (Pace) de Lavras foi fechado.

O Pace tem uma estrutura semelhante a uma Unidade de Coleta da Hemominas e funciona em locais, datas e horários pré-definidos. Como a coleta de amostras de possíveis doadores foi intensa em Lavras, local autorizado mais próximo de Nepomuceno, a Fundação Hemominas optou por fechar o cadastro do posto porque a variabilidade genética de mais amostras coletadas não seria relevante para o banco de doadores.

“O Hemominas regionaliza as cotas dos cadastros de medula para haver uma maior variabilidade genética para pessoa ter mais chance de achar alguém compatível e devido à campanha do Enzo, que numa sexta-feira foram 120 pessoas ou uma média de 30 por coleta, a cota da região de Lavras se esgotou”, explicou o captador responsável pelo Pace de Lavras, Luiz Gustavo Pereira.

Muitas pessoas que pensavam em se cadastrar após a campanha de Enzo foram surpreendidas.

“Esgotou aqui, mas continua sendo feito em outros postos de coleta, outros núcleos”, ressaltou Pereira. “É um trabalho muito importante porque a chance de conseguir alguém compatível é muito pequena. Em termos de Brasil é uma em 100 mil, em termos do mundo é uma em um milhão. Então a pessoa deve procurar se cadastrar, independente se está em Lavras, em Neopomuceno, no Rio de Janeiro. Esse cadastro é mundial e serve para ajudar pessoas do mundo inteiro.”

Via: G1

Governo de Minas direciona recursos para investigação de crimes ambientais e viabiliza criação de laboratório contra lavagem de dinheiro

Governo de Minas direciona recursos para investigação de crimes ambientais e viabiliza criação de laboratório contra lavagem de dinheiro - Foto: divulgação
Governo de Minas direciona recursos para investigação de crimes ambientais e viabiliza criação de laboratório contra lavagem de dinheiro – Foto: divulgação

O Governo de Minas entregou, nesta terça-feira (15/4), equipamentos que permitem a implementação do Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), uma das unidades que formam o Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Meio Ambiente (Dema). A criação do laboratório – que iniciou suas atividades há menos de um mês – foi possível por meio de um Acordo de Cooperação Técnica entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

Pelo Acordo de Cooperação Técnica (ACT) 09/2024, a Semad direcionou recursos para unidades que compõem o Dema, entre as quais o LAB-LD. A medida reafirma o compromisso do Estado com a proteção ambiental, a repressão qualificada aos crimes contra a natureza e o aprimoramento das ações de inteligência e fiscalização.

A medida visa reestruturar as unidades policiais vinculadas ao Dema e garantir melhores condições para investigações complexas, inclusive no rastreamento de fluxos financeiros ilícitos oriundos de crimes ambientais, que conta com o LAB-LD como peça-chave para desmantelar redes criminosas e atingir o principal motor dessas infrações: o lucro ilegal.

“A criação do Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro é essencial para o combate ao crime organizado. Eles fazem transações bancárias e outras ações que envolvem muito dinheiro, então essas investigações vão ser fundamentais para que nós tenhamos condições de enfrentar o crime onde mais eles se preocupam, que é a parte financeira”, analisou o governador Romeu Zema.

A chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, delegada-geral Letícia Gamboge, enfatizou os equipamentos vão impulsionar o trabalho dos servidores e a importância do LAB-LD para o combate a esses crimes.

“Esses equipamentos vão dar um salto muito grande nas investigações contra os crimes ambientais em Minas. O LAB-LD é algo fundamental, pois só conseguimos combater a criminalidade estruturada através da investigação financeira. Então isso faz muita diferença para a segurança de todos os mineiros”, reforçou a delegada-geral Letícia Gamboge.

Como contrapartida ao direcionamento de recursos e equipamentos feito pela Semad, a PCMG passará a apoiar tecnicamente o Sistema Estadual de Meio Ambiente nas ações de fiscalização e inteligência ambiental realizadas pelas unidades da Subsecretaria de Fiscalização (Sufis).

A parceria estabelece uma atuação interinstitucional mais eficiente e abrangente e também prevê a oferta de vagas em cursos e treinamentos promovidos pelas instituições envolvidas.

“Essas cooperações são muito importantes pois as nossas competências se limitam na ação administrativa. Sem uma integração com as forças de segurança, não conseguimos ter uma ação efetiva em todos os âmbitos. Com isso, esses equipamentos que estamos compartilhando nessa parceria têm um papel muito importante no combate aos crimes ambientais”, ressaltou a secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo.

Governo de Minas direciona recursos para investigação de crimes ambientais e viabiliza criação de laboratório contra lavagem de dinheiro - Foto: divulgação
Governo de Minas direciona recursos para investigação de crimes ambientais e viabiliza criação de laboratório contra lavagem de dinheiro – Foto: divulgação

Fortalecimento

A parceria também fortalece a integração e amplia a capacidade de resposta a crimes como desmatamento ilegal, tráfico de animais silvestres, mineração clandestina e poluição ambiental.

Entre os equipamentos adquiridos por meio do acordo, estão 12 computadores, cinco notebooks, quatro drones, quatro caminhonetes, uma motocicleta, além de webcams, headsets e leitores de microchip. O Estado também adquiriu três licenças especiais de software, utilizado na análise de inteligência e investigações criminais, que vão compor a implementação do LAB-LD.

Para aquisição dos equipamentos, o investimento foi de R$ 1,4 milhão, recurso oriundo de um Termo de Compromisso firmado entre Governo de Minas, Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), Ministério Público Federal (MPF) e a empresa Vale S/A, com interveniência da Agência Nacional de Mineração (ANM), no contexto de ações voltadas à descaracterização de barragens, estabelecendo obrigações de compensação e reparação de danos ambientais.

O ACT 09/2024 foi celebrado em março e representa um avanço no desenvolvimento de políticas públicas integradas de proteção ao meio ambiente, reforçando a missão do Governo de Minas em conservar a biodiversidade no estado e promover a justiça ambiental por meio de uma atuação conjunta, qualificada e estratégica entre órgãos ambientais e forças de segurança.

Valorização do policial

Governo de Minas direciona recursos para investigação de crimes ambientais e viabiliza criação de laboratório contra lavagem de dinheiro - Foto: divulgação
Governo de Minas direciona recursos para investigação de crimes ambientais e viabiliza criação de laboratório contra lavagem de dinheiro – Foto: divulgação

O governador Romeu Zema também assinou um despacho de criação do Centro de Reabilitação, Saúde e Qualidade de Vida (CRSQV) da PCMG, projeto que valoriza os servidores da Polícia Civil ao levar em consideração a natureza singular do trabalho desses  policiais, além da necessidade de preservação da integridade física e mental para o desempenho adequado das funções.

O espaço será implantado em um imóvel cedido pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), em Belo Horizonte.

Mudanças climáticas ameaçam a sobrevivência de ipês, jequitibás e outras árvores emblemáticas

Ipê, copaíba, jequitibá e castanheira-do-pará. — Foto: Denis Henrique
Ipê, copaíba, jequitibá e castanheira-do-pará. — Foto: Denis Henrique

Espécies de árvores de grande porte, como ipês, jequitibás e castanheiras-do-Pará, estão em risco de desaparecer de seus habitats naturais nas florestas tropicais da América do Sul, incluindo a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica. A conclusão vem de dois estudos científicos publicados nas revistas Science e Nature, com participação de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

As pesquisas alertam que, embora os biomas tropicais tenham capacidade de resistir à crise climática, a velocidade das mudanças no clima ultrapassa a capacidade natural de adaptação das espécies, especialmente das árvores de grande porte.

Biomas tropicais não acompanham o ritmo das mudanças climáticas

A principal descoberta dos estudos é que a lentidão no processo de adaptação pode impedir a regeneração natural de espécies-chave. O monitoramento de longo prazo realizado em parcelas permanentes de vegetação — áreas florestais acompanhadas há décadas — mostra que árvores jovens dessas espécies não estão mais surgindo nas florestas.

“Essas árvores funcionam como antes, mas perderam eficiência. Não conseguem investir em raízes, troncos e galhos e acabam morrendo sem deixar descendentes”, afirma o professor Carlos Alfredo Joly, da Unicamp.

A professora Simone Aparecida Vieira, também da Unicamp, complementa: “Muitas dessas árvores não completam o processo de recrutamento — ou seja, de produzir sementes viáveis e crescer até a fase adulta — devido à maior sensibilidade na fase jovem”.

Carlos Alberto Joly (à esquerda) e pesquisadores em parcela permanente do Parque Estadual da Serra do Mar, em São Luiz do Paraitinga (SP) — Foto: Carlos A. Joly/Arquivo pessoal
Carlos Alberto Joly (à esquerda) e pesquisadores em parcela permanente do Parque Estadual da Serra do Mar, em São Luiz do Paraitinga (SP) — Foto: Carlos A. Joly/Arquivo pessoal

Por que espécies como a castanheira-do-Pará estão desaparecendo?

A castanheira-do-Pará é um exemplo emblemático. Segundo os pesquisadores, não estão sendo encontrados exemplares jovens da espécie na Amazônia, o que sugere um processo silencioso de extinção.

Essas árvores, por terem madeira de alta densidade, crescem lentamente e são mais vulneráveis a eventos extremos como secas e ondas de calor. Isso agrava sua capacidade de regeneração em um ambiente de mudanças climáticas aceleradas.

As florestas continuarão existindo, mas com espécies diferentes

Embora o cenário pareça alarmante, os cientistas explicam que o desaparecimento das espécies atuais não implica no fim das florestas tropicais. O que deve ocorrer é a substituição das espécies menos adaptadas por outras mais resistentes ao novo clima.

“A substituição já era esperada, mas está ocorrendo de forma muito mais lenta do que o necessário. Isso deixa as florestas tropicais mais vulneráveis às mudanças climáticas”, explica Simone Vieira.

Reflorestar não é o mesmo que restaurar

Para os especialistas, restaurar uma floresta exige mais do que simplesmente plantar árvores. É necessário entender quais espécies estão preparadas para sobreviver ao novo clima. Caso contrário, os esforços de reflorestamento podem ser ineficazes.

“Plantar espécies que não suportam os novos padrões climáticos é jogar sementes ao vento. Precisamos estudar melhor a resiliência das árvores antes de restaurar as áreas degradadas”, alerta Simone.

Impactos no ecossistema e na biodiversidade

A extinção local de árvores de grande porte afeta diretamente toda a cadeia ecológica, incluindo animais dispersores como pássaros, morcegos, cutias e pacas, que dependem dessas árvores para alimentação.

“Sem essas árvores, os frutos desaparecem, e com eles, os animais que os consomem. É um efeito cascata que leva à perda da biodiversidade”, afirma Joly.

As árvores também regulam o clima
As florestas tropicais são fundamentais para o ciclo da água e o equilíbrio do clima global, por meio de processos como a evapotranspiração, que contribui para a formação de nuvens e chuvas.

Com a redução da cobertura florestal e o comprometimento da sua saúde, diminui a capacidade das florestas de estocar carbono e manter os ciclos de chuva, afetando até mesmo regiões distantes.

“Se o carbono não estiver armazenado nas florestas, ele volta à atmosfera, intensificando o aquecimento global”, explica Simone.

Ameaça múltipla: clima, desmatamento e queimadas
Além dos efeitos das mudanças climáticas, as florestas tropicais ainda enfrentam pressões como desmatamento, queimadas e exploração predatória, que aceleram a perda de espécies e dificultam a regeneração natural.

“Mesmo as áreas não diretamente afetadas por ação humana ainda sofrem com o estresse climático. A combinação dessas ameaças coloca o futuro das florestas tropicais em risco”, finaliza Joly.

Proteger e restaurar com inteligência ecológica

A mensagem dos estudos é clara: as florestas tropicais estão mudando — e rápido demais. Para garantir sua sobrevivência, é necessário adotar estratégias de conservação baseadas em ciência, com foco na restauração de ecossistemas adaptados às novas condições climáticas.

O que está em jogo não é apenas a beleza de espécies como os ipês e jequitibás, mas o equilíbrio climático do planeta e a preservação da vida como a conhecemos.

Fundação confirma morte de adolescente por dengue em Pouso Alegre

Fundação confirma morte de adolescente por dengue em Pouso Alegre - Foto: reprodução
Fundação confirma morte de adolescente por dengue em Pouso Alegre – Foto: reprodução

A Prefeitura de Pouso Alegre (MG) informou na última terça-feira (15) que a Fundação Ezequiel Dias (FUNED) confirmou que a morte da adolescente de 17 anos, que ocorreu no último sábado (12), foi provocada por dengue. Essa é a terceira morte pela doença confirmada neste ano na região.

Segundo a assessoria de comunicação da prefeitura, a jovem foi atendida em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na terça-feira (8) e fez um teste rápido que confirmou a doença. Na quarta-feira (9), ela foi internada no Hospital Samuel Libânio, onde veio à óbito no sábado (12). No mesmo dia, ela foi sepultada.

Em nota, a Prefeitura se solidarizou “profundamente com os familiares e amigos da jovem neste momento de dor, expressando todo o respeito e sentimento pela perda irreparável”.

A prefeitura informou que a Secretaria Municipal de Saúde segue atenta e empenhada no enfrentamento à dengue, reforçando a importância da união de esforços para combater o mosquito Aedes aegypti.

Conforme a prefeitura, desde o início do ano, as ações têm sido intensificadas em toda a cidade, mas o apoio da população é essencial: eliminar focos de água parada, permitir o acesso dos agentes de endemias às residências e manter os quintais limpos são atitudes que salvam vidas.

Cenário da dengue

Conforme o Painel de Monitoramento da Dengue, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), o Sul de Minas tem 4.214 casos confirmados e 3 mortes por dengue.

Nas últimas duas semanas, foram +1.276 casos confirmados, com um aumento de 43,4%.

São Sebastião do Paraíso lidera o número de casos confirmados na região, com 481 notificações. Guaxupé (382), Itajubá (345) e Pouso Alegre (337) aparecem na sequência.

Via: G1

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