Jornal Folha Regional

Minas Gerais inicia distribuição de 640 mil doses da vacina contra a Influenza

Minas Gerais inicia distribuição de 640 mil doses da vacina contra a Influenza - Foto: divulgação
Minas Gerais inicia distribuição de 640 mil doses da vacina contra a Influenza – Foto: divulgação

Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) iniciou, nessa segunda-feira (24/3), a distribuição de 640 mil doses da vacina contra a Influenza para as Unidades Regionais de Saúde. O imunizante foi enviado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde e faz parte da campanha anual de vacinação, que começa em 7/4. A expectativa é que o envio às regionais de saúde seja concluído até esta sexta-feira (28/3). 

“Com a chegada das doses, mobilizamos todos os esforços para distribuir os imunizantes às regionais de todo o estado. Essa agilidade é essencial para que os municípios organizem suas estratégias e estejam prontos para iniciar a campanha já na segunda semana de abril”, destaca o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti. 

“A Influenza é uma doença que pode levar a complicações graves, e garantir acesso rápido à vacina, logo no início do período sazonal, é um passo decisivo para proteger nossos grupos prioritários, reduzindo impactos no sistema de saúde e salvando vidas”, complementa o secretário.

A vacina de 2025 protegerá contra as cepas H1N1, H3N2 e B e poderá ser administrada junto a outras vacinas do Calendário Nacional de Imunização. Uma novidade deste ano é que esta vacina passa a fazer parte do PNI de forma permanente. Isso significa que o público prioritário terá acesso à imunização ao longo de todo o ano nas unidades de saúde do SUS.

O Dia D de mobilização nacional está previsto para 10/5. A meta é atingir 90% de cobertura vacinal, protegendo cerca de 9,4 milhões de pessoas em Minas Gerais. A primeira remessa enviada pelo Ministério da Saúde vai cobrir 6,9% dessa população, outras remessas estão previstas ao longo da campanha.

Os grupos prioritários incluem crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, idosos a partir de 60 anos, povos indígenas, quilombolas, pessoas com doenças crônicas, trabalhadores da saúde, professores e outros profissionais essenciais.

A coordenação e execução da campanha são de responsabilidade das prefeituras municipais, que organizam as estratégias de vacinação para atender os grupos elegíveis.

”A imunização é um ato de cuidado individual e coletivo. Ao nos vacinarmos, evitamos complicações, óbitos e aliviamos a pressão sobre hospitais e unidades de saúde. Então, reforçamos desde já a importância da adesão à vacinação e convocamos a população a procurar uma unidade básica de saúde para se vacinar”, alerta o secretário de Estado de Saúde.

Traficante de animais é condenado a pagar R$ 3 milhões por manter cativeiro com mais de 200 aves

Traficante de animais é condenado a pagar R$ 3 milhões por manter cativeiro com mais de 200 aves - Foto: divulgação
Traficante de animais é condenado a pagar R$ 3 milhões por manter cativeiro com mais de 200 aves – Foto: divulgação

Um homem foi condenado pela Justiça por manter em cativeiro mais de 200 aves silvestres protegidas pela legislação ambiental em condições degradantes, no município de Januária (MG). A sentença atendeu a um pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), feito por meio da 2ª Promotoria de Justiça da cidade.

Além da pena privativa de liberdade, o réu também foi condenado a pagar uma indenização superior a R$ 3 milhões como compensação pelos danos causados ao meio ambiente.

Entre as espécies apreendidas estavam exemplares da Arara-Canindé (Ara ararauna), Papagaio-Verdadeiro (Amazona aestiva), Trinca-Ferro (Saltador similis) e Sofrê (Icterus jamaicaii) – todas protegidas pela legislação ambiental brasileira.

As investigações apontaram que as aves eram mantidas em um ambiente com forte odor de fezes, sem ventilação adequada, e com alimentação e hidratação insuficientes. Conforme consta no processo, os animais estavam confinados em espaço reduzido, amontoados e sem qualquer estrutura que garantisse o mínimo de bem-estar.

O laudo pericial revelou sinais evidentes de maus-tratos, como perda de penas, mutilações, ferimentos e estado de extrema magreza, o que indica que os animais foram submetidos a tratamento cruel por um longo período.

Na decisão, a Justiça destacou que o tráfico e o confinamento inadequado de espécies selvagens comprometem o equilíbrio dos ecossistemas e aumentam o risco de disseminação de doenças. Por isso, segundo a sentença, a aplicação de uma punição rigorosa é necessária diante da gravidade da infração.

TCE-MG quer reajuste de 16,02% para os servidores do tribunal

TCE-MG quer reajuste de 16,02% para os servidores do tribunal - Foto: Alexandre Netto
TCE-MG quer reajuste de 16,02% para os servidores do tribunal – Foto: Alexandre Netto

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) quer reajustar os salários de seus servidores em 16,02%. O Projeto de Lei com o pedido para que os deputados estaduais aprovem o aumento foi encaminhado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta terça-feira (25 de março). O argumento para solicitar o índice acima da inflação é que o aumento refere-se ao acúmulo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2015 e de 2024, e não apenas aos 4,83% registrados no ano passado. 

Na mensagem que encaminha a proposta, o presidente do Tribunal, conselheiro Durval Ângelo, acrescenta que os servidores não tiveram a recomposição salarial de 2015. Caso o reajuste seja aprovado conforme encaminhado pelo TCE-MG, será válido a partir de 1º de janeiro de 2025.

Ainda na reunião ordinária desta terça-feira, foi lido o pedido de reajuste para servidores do Tribunal de Justiça (TJMG), do Ministério Público (MP) e da Defensoria Pública (DPMG). 

No caso do TJMG, o desembargador Luiz Carlos de Azevedo Corrêa Junior propõe a correção de 3,69% retroativa a 1º de maio de 2024. 

Da mesma forma, o MPMG propõe a revisão de 3,69%, também retroativa a maio de 2024. A mensagem é assinada pelo procurador-geral de Justiça, Paulo de Tarso Morais Filho.

A Defensoria Pública, por sua vez, quer revisão de 4,55%, referente ao IPCA apurado entre fevereiro de 2023 e janeiro de 2024. A proposta está em projeto encaminhado pela defensora pública-geral Raquel Gomes de Souza da Costa Dias. Nesse caso, não há retroatividade, e os novos valores serão pagos a partir da vigência da lei.

As quatro proposições serão analisadas pelas Comissões de Constituição e Justiça, de Administração Pública e de Fiscalização Financeira e Orçamentária, seguindo, depois, para o Plenário. Esses projetos tramitam em dois turnos.

Minas Gerais retoma produção de soros antipeçonhentos para abastecer todo o Brasil

Minas Gerais retoma produção de soros antipeçonhentos para abastecer todo o Brasil - Foto: divulgação
Minas Gerais retoma produção de soros antipeçonhentos para abastecer todo o Brasil – Foto: divulgação

Governo de Minas reinaugurou, nesta terça-feira (25/3), a Fábrica de Produção de Soros Hiperimunes da Fundação Ezequiel Dias (Funed), essencial para o combate aos efeitos de envenenamento por animais peçonhentos no Brasil. O governador Romeu Zema e o vice-governador Mateus Simões participaram da solenidade que marcou a retomada de uma das atividades históricas da instituição.

“É um momento importantíssimo para Minas Gerais. Hoje estamos retomando a produção de soros que vai abastecer o Brasil e toda a América Latina. É uma vitória para todos nós. Com esse soro, vamos conseguir salvar muitas vidas”, disse Romeu Zema.

Com a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Funed retoma a produção de soros antipeçonhentos e reforça o abastecimento nacional por meio do Ministério da Saúde. Os soros devem estar disponíveis na rede pública ainda em 2025, garantindo mais segurança para a população atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“A Funed passou por uma restruturação completa para tornar essa retomada possível. Isso nos permite garantir o fornecimento dos medicamentos necessários para cada um dos mineiros. Vale lembrar que a Funed também produz os soros antiofídico e antiescorpiônico para todo Brasil”, destacou Mateus Simões.

Histórico e compromisso com a saúde

Fundada em 1907, a Funed tem papel central na pesquisa e produção de imunobiológicos. A instituição, vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), iniciou a extração de veneno de serpentes em 1918, em parceria com o Instituto Butantan e, posteriormente, com o Instituto Vital Brazil, tornando-se referência no combate ao escorpionismo.

A produção própria de soros teve início em 1935 e, com investimentos do Programa de Autossuficiência Nacional em Imunobiológicos (Pasni), atingiu a marca de 150 mil ampolas anuais na década de 1980.

Em 2016, a produção foi interrompida para adequações às Normas de Boas Práticas de Fabricação. A retomada, agora concretizada, é resultado de esforços da atual gestão estadual que, desde 2023, implementa melhorias na unidade fabril e na Fazenda Experimental São Judas Tadeu, em Betim. A autorização da Anvisa, conquistada no final de 2024, foi o último passo para a volta da produção.

“Essa foi uma decisão tomada pelo Governo de Minas, sem a qual não haveria outro lugar, além do Butantan, que produzisse. Fizemos isso para salvar as vidas dos mineiros e dos brasileiros”, pontuou o secretário de Estado Saúde, Fábio Baccheretti.

Produção e distribuição

A Funed possui registro para a produção de oito tipos de soros, entre eles os antipeçonhentos (antiofídicos e antiescorpiônicos), antitóxicos (antitetânico) e antivirais (antirrábico). Em 2025, a previsão é produzir soros antibotrópico (pentavalente), anticrotálico (cascáveis) e antiescorpiônico, ampliando a variedade nos anos seguintes conforme os contratos firmados com o Ministério da Saúde.

Os soros passam por rigoroso controle de qualidade interno antes do envio ao ministério, que distribui os produtos para armazenamento em Guarulhos (SP) e posterior destinação aos estados e municípios, garantindo acesso rápido e seguro aos pacientes do SUS.

Capacidade e impacto

Com estrutura modernizada, a Fábrica de Produção de Soros Hiperimunes da Funed tem capacidade produtiva de 150 mil ampolas anuais, assegurando a autossuficiência do país e a proteção da população contra os efeitos do envenenamento por animais peçonhentos. A retomada da produção reforça o compromisso do Estado com a saúde pública e a segurança sanitária da população brasileira.

“Após entregarmos essas ampolas em agosto, poderemos produzir anualmente entre 160 mil e 200 mil, contribuindo para quase 40% desses soros no Brasil”, ressaltou o presidente da Funed, Felipe Attiê.

Em nova fase, Projeto Queijo Minas Legal já garantiu habilitação sanitária a 88 queijarias no estado

Em nova fase, Projeto Queijo Minas Legal já garantiu habilitação sanitária a 88 queijarias no estado - Foto: divulgação
Em nova fase, Projeto Queijo Minas Legal já garantiu habilitação sanitária a 88 queijarias no estado – Foto: divulgação

Queijo em Minas é assunto sério e, por isso, tem que ser legal. O Projeto Queijo Minas Legal (PQML), que objetiva aumentar o número de queijarias regularizadas do estado, entra em uma nova fase: a da coleta de amostras do leite e da água utilizadas na fabricação dos queijos. Segundo o diretor de Agroindústria e Cooperativismo da Seapa, Ranier Figueiredo, serão feitas análises microbiológicas e físico-químicas, que são indicativos da qualidade do material. “O resultado vai subsidiar a continuidade do trabalho de assistência técnica da Emater para manter ou aprimorar os processos”. 

A análise também pode ser utilizada para dar entrada no processo de habilitação sanitária e obtenção do selo de inspeção, obrigatório para todos os produtos de origem animal. Aqueles que já têm habilitação sanitária podem usar o resultado para manter o seu registro, porque todo produtor certificado precisa repetir a análise de seu produto a cada seis meses.

 Nova etapa

A coleta das amostras está acontecendo em Patrocínio e nos outros municípios atendidos pelas regionais da Emater-MG em Patos de Minas, Uberaba e Uberlândia. A análise é gratuita para todos os produtores do projeto. O valor total aproximado de R$ 756 mil é subsidiado pelo Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor, do Procon-MG.

Por meio do projeto, 88 queijarias em todo o estado já alcançaram sua habilitação sanitária.  A iniciativa é uma parceria entre o Governo de Minas, via Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a Emater-MG, o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público de Minas Gerais (Procon-MG/MPMG) e o Fundo Estadual de Defesa e Proteção do Consumidor.

Na avaliação do promotor de Justiça e coordenador do Procon, Luiz Roberto Franca Lima, o Projeto Queijo Minas Legal mostra aos produtores que a necessidade de regularização não deve ser vista como um empecilho para a produção, mas uma etapa importante para a valorização que eles merecem. “Ele faz essa ponte entre a tradição e a qualidade, garantindo que o produtor alcance espaço adequado no mercado, novas fronteiras e mais pessoas conheçam seu produto”.

Em nova fase, Projeto Queijo Minas Legal já garantiu habilitação sanitária a 88 queijarias no estado - Imagem: divulgação
Em nova fase, Projeto Queijo Minas Legal já garantiu habilitação sanitária a 88 queijarias no estado – Imagem: divulgação

Primeira coleta

Na fazenda Buqueirão, em Patrocínio, foram coletadas as primeiras amostras do leite e da água utilizados na queijaria Nossa Senhora Aparecida, marcando a nova etapa do projeto.

Helenice de Souza, idealizadora do empreendimento, é um dos 652 produtores atendidos pelo projeto. Quando a produtora deixou a profissão de corretora de imóveis para investir numa atividade produtiva no campo, a tradição da família na fabricação de queijos falou mais alto.

Com o apoio da Emater-MG, ela iniciou a atividade leiteira com o foco na produção de queijo e já estava no processo de regularização, quando foi selecionada para participar do PQML.

Com o início em 2022, a produtora não precisou de muito tempo para crescer e buscar a formalização. Atualmente, sua produção é de cerca de 20 peças de Queijo Minas Artesanal por dia, que têm o Selo de Inspeção Municipal emitido pelo Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável do Alto Parnaíba (Cispar), sendo comercializado nos municípios que fazem parte do consórcio. “Entrar nesse projeto foi um divisor de águas pela assistência que recebemos. Essa análise gratuita é fundamental para nós que somos pequenos produtores. Agora é crescer e ganhar mercado”.

 A responsável técnica pelo laboratório, em Uberlândia, Fúlvia Zardini, reforça a importância do trabalho. “As análises vão identificar se o produto está de acordo com o regulamento de identidade do produto, garantindo sua qualidade ao consumidor.”

Em novo caso, criança de 7 anos leva 9 pinos de cocaína para escola de Minas

Em novo caso, criança de 7 anos leva 9 pinos de cocaína para escola de Minas - Foto: divulgação
Em novo caso, criança de 7 anos leva 9 pinos de cocaína para escola de Minas – Foto: divulgação

Uma professora acionou a Polícia Militar ao encontrar nove pinos de cocaína com um aluno de 7 anos. O caso foi registrado em uma escola municipal na última segunda-feira (24) em Frei Inocêncio (MG). Este é o segundo caso de drogas levadas por alunos para dentro de escolas de Minas Gerais em menos de uma semana.

Na sexta-feira (21/3), ao menos 20 crianças foram encaminhadas para uma unidade de saúde em Itamonte, no Sul de Minas Gerais, com suspeita de ingestão de cocaína. Os menores de 4 e 5 anos tiveram acesso à substância quando uma colega de 4 anos levou 16 papelotes, achando que era doce.

No caso dessa segunda, o boletim de ocorrência relata que a professora encontrou nove pinos verdes com uma substância branca dentro de um saco plástico em posse da criança.

A mãe da criança foi até a escola, conversou com os policiais e os acompanhou até a sua residência. No imóvel, o tio da criança, de 23 anos, já conhecido no meio policial por envolvimento com o tráfico de drogas, assumiu a propriedade dos entorpecentes.

Durante buscas no quarto do suspeito, a PM ainda localizou outros 143 pinos de cocaína dentro de um armário, junto com roupas infantis.

Questionada sobre a droga, a mãe da criança afirmou que não sabia que o material estava escondido dentro de casa.

Ainda de acordo com o registro policial, o homem tem passagens por tráfico, homicídios e é envolvido com uma organização criminosa que atua na cidade de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri.

O homem foi preso e o material foi apreendido pela polícia.

Ibama apreende quase 60 mil peixes geneticamente modificados que brilham sob luz ultravioleta

Ibama apreende quase 60 mil peixes geneticamente modificados que brilham sob luz ultravioleta - Foto: divulgação
Ibama apreende quase 60 mil peixes geneticamente modificados que brilham sob luz ultravioleta – Foto: divulgação

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu, em operações realizadas no mês de março, cerca de 60 mil peixes geneticamente modificados. As espécies eram modificadas para brilhar sob luz ultravioleta.

Os peixes foram apreendidos em Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. Realizada durante duas semanas em março, a operação teve como objetivo combater a criação e o comércio ilegal desses animais, utilizados na prática da aquariofilia – criação de espécies em aquário.

Como resultado, foram emitidos 36 autos de infração, com multas que somam R$ 2,38 milhõesNinguém foi preso. Entre as espécies apreendidas estão:

  • Paulistinha (Danio rerio);
  • Tetra-negro (Gymnocorymbus ternetzi);
  • Beta (Betta splendens)

A importação, manutenção e comercialização dessas espécies transgênicas são proibidas no Brasil.

Conforme nota divulgada pelo Ibama na sexta-feira (21), a maior parte das apreensões aconteceu em Minas Gerais. Na região da Zona da Mata, especialmente de Muriaé, foram 52,6 peixes apreendidos.

Apesar de nenhuma prisão ter sido efetuada, o Ibama informou ao g1 que os procedimentos administrativos encaminhados ao Ministério Público são cabíveis de ação penal. Cabe ao órgão propor a denúncia contra os alvos.

Peixes que brilham

Segundo o Ibama, os peixes foram geneticamente modificados para emitirem fluorescência através da inserção de propriedades genéticas de anêmonas ou águas vivas. Com isso, desenvolvem a capacidade de bioluminescência sob luz ultravioleta.

“Essas características têm atraído a atenção e tornado esses peixes muito populares entre os aquaristas ao redor do mundo”, destacou o Ibama em nota.

Os agentes também fiscalizaram a venda de espécies da fauna silvestre sem autorização. Entre eles, o axolotes (Ambystoma mexicanum) e arraias do gênero Potamotrygon.

Polícia procura homem que matou o filho de 9 anos com tiro na cabeça, em MG

Polícia procura homem que matou o filho de 9 anos com tiro na cabeça, em MG - Foto: redes sociais
Polícia procura homem que matou o filho de 9 anos com tiro na cabeça, em MG – Foto: redes sociais

A caçada pelo homem de 50 anos, que matou o próprio filho de 9 anos em Itamarandiba (MG), entrou no 10º dia nesta segunda-feira (24 de março). Após o crime, o homem mandou um áudio pelo Whatsapp contando que deu um tiro na cabeça do menino.

As buscas estão concentradas em uma grande área de mata na região, mas o desencontro de informações tem sido uma das principais barreiras encontradas pela Polícia Militar. “Nossa grande dificuldade é a informação, que chegam muitas informações truncadas, mas nunca acha a fonte. A pessoa fala que quem informou foi fulano, mas nunca acha quem passou. Mas nada concreto, essa tem sido uma das grandes dificuldades. Não temos achado vestígios também, procuramos na mata para ver se achava algo relacionado ao corpo, mas também sem sucesso”, contou o tenente Cássio Tameirão. A polícia não descarta que o suspeita esteja morto.

Apesar da dificuldade, o militar ressaltou que seguem as buscas pelo suspeito, e que conta com o recebimento de informações fidedignas por parte da população, que pode procurar a Polícia Militar ou a Polícia Civil. Familiares do suspeito, como irmãs e irmão, têm ajudado nas buscas indicando possíveis paradeiros do suspeito na área de mata. Um irmão, inclusive, tem dado informações sobre o terreno de mata conhecido pela família. 

Nos últimos dias, surgiu um áudio nas redes sociais em que o suspeito ameaçava a Polícia Militar e também familiares, mas conforme o tenente Tameirão, o áudio é verdadeiro, mas anterior ao crime. 

O crime

O corpo do menino, que estava desaparecido, foi encontrado na manhã de sábado, 15 de março, no distrito de Várzea de Santo Antônio. Em um áudio encaminhado aos familiares do garoto, o suspeito teria confessado o crime. A criança estava com um ferimento na região temporal – entre os olhos e a orelha. O calibre da arma usada é 22, como constatou a perícia. A arma, no entanto, ainda não foi localizada.

De acordo com a Polícia Militar, o homem sequestrou o menino por não aceitar o término do relacionamento com a mãe do garoto. Ele enviou um áudio para os familiares afirmando estar com o menino e que iria matá-lo. No áudio, o homem também teria dito que, após matar o garoto, que é seu filho, iria tirar a sua própria vida. A família do menino procurou o Conselho Tutelar do município na sexta-feira (14 de março), após receber o áudio do suspeito. O órgão informou sobre o ocorrido para a polícia, e buscas começaram a ser feitas na região. 

Na manhã de sábado, as equipes foram informadas por um familiar do menino de que o corpo da criança havia sido encontrado em uma mata. Os policiais foram até o local e confirmaram a morte da criança. A perícia da Polícia Civil (PCMG) foi acionada e o corpo removido para o IML, onde passou por exames para confirmar a causa da morte.

As investigações seguem em andamento, a fim de localizar o paradeiro do suspeito. Conforme a Polícia Militar, este homem possui denúncias de violência doméstica e foi preso pelo crime em 2022. Por nota, a Polícia Civil informou que investiga o caso. 

Minas tem 15 barragens em risco construídas com mesmo método de tragédias

Minas tem 15 barragens em risco construídas com mesmo método de tragédias - Foto: reprodução
Minas tem 15 barragens em risco construídas com mesmo método de tragédias – Foto: reprodução

Das 43 barragens em alerta ou emergência em Minas Gerais, 15 (34,8%) foram construídas no método a montante, considerado o menos seguro pela engenharia. Na prática, as mineradoras constroem a represa em cima do rejeito. Pela característica desse tipo de matéria, há risco de deslizamentos, sobretudo em períodos chuvosos. Não por acaso, os colapsos de Brumadinho e Mariana ocorreram durante a temporada de precipitação, em janeiro e novembro, respectivamente. As duas represas foram alteadas a montante.

Segundo o cruzamento de dados feito pela reportagem, são cerca de 95,3 mil pessoas vivendo nos arredores desses 15 barramentos a montante em estado de alerta ou emergência, que acumulam 384,2 milhões de metros cúbicos de rejeito.

Outras 19 barragens em risco foram construídas em etapa única. Esse modelo de engenharia, geralmente, é usado para estruturas menores, justamente porque não permite alteamento (ampliação) constante. São 156 mil pessoas nos arredores dessas estruturas, que abrigam 46,5 milhões de metros cúbicos de rejeito.

Minas tem 15 barragens em risco construídas com mesmo método de tragédias - Imagem: reprodução
Minas tem 15 barragens em risco construídas com mesmo método de tragédias – Imagem: reprodução

Dois outros métodos de construção estão incluídos na lista de barragens em alerta e em emergência da ANM. São quatro represas com alteamento a jusante (o contrário do a montante, com o rejeito em cima do alteamento); e outras cinco com elevação por linha de centro, engenharia que soma características a montante e a jusante.

No caso do alteamento a jusante, considerado o mais seguro, ainda que represente risco por se tratar de uma barragem de mineração, são cerca de 44 mil pessoas morando no raio de 10 quilômetros das quatro represas ameaçadas. Juntas, elas somam 87,8 milhões de metros cúbicos de rejeito.

Já nas cinco barragens alteadas por linha de centro são aproximadamente 1,5 milhão de pessoas vizinhas do risco de tragédia. Essas cinco represas abrigam 6,7 milhões de metros cúbicos de rejeito.

Governança

Responsável pela fiscalização do setor, a ANM exige a entrega, por parte das empresas, de um documento que comprova a segurança das barragens em março e setembro de todos os anos, denominado Declaração de Condição de Estabilidade (DCE). Segundo a base de dados da agência, porém, apenas 16 das 43 represas em alerta ou emergência em Minas estão com o DCE aprovado. Ou seja, 63% das estruturas ameaçadas ignoraram o prazo da autoridade ou não tiveram suas declarações aprovadas.

Para o professor de engenharia de minas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Evandro Moraes da Gama, o problema também passa pela fiscalização. Segundo ele, historicamente, a ANM sempre conviveu com a falta de pessoal. “Eu sinto que a ANM não tem técnicos suficientes para a quantidade de barragens que existem no Brasil. É ridículo. Em 2022, o governo abriu vagas, hoje preenchidas. Mas a disponibilidade da ANM, para um país deste tamanho, é humanamente impossível”, afirma.

Sobre o dado de 1,8 milhão de mineiros vivendo nos arredores de barragens em alerta ou em emergência, o especialista aponta que o problema se agrava por conta das limitações habitacionais do país. “Todos os empreendimentos minerários têm as chamadas áreas de servidão, delimitações geográficas escolhidas pelas empresas para instalar a mina longe da população. Depois dos eventos de Mariana e Brumadinho, foi dada uma atenção maior a esse fato. O que acontece, também, é que a população cresce e se instala nessa área. É uma prática constante durante os anos”, diz

Possível solução

Para o professor Evandro Moraes da Gama, o maior erro das empresas de mineração no passado foi a escolha pelo depósito de rejeito em barragens. O docente, inclusive, é contra a denominação “rejeito”. “A verdade é que a barragem não é indicada em cenário algum. O correto é tratar o rejeito logo após a produção dele. Já está errado de chamar assim. É um coproduto”, afirma.

No âmbito da pesquisa, Evandro criou o projeto “Rejeito Zero”, que tem o objetivo de usar o material armazenado em barragens como matéria-prima de outros produtos, usados, por exemplo, na construção civil. “Cito a China, que hoje trabalha com tratamento de rejeito para transformar 80% dele em outros produtos, como porcelanato, outros tipos de pisos e até material para pavimentação de estradas. Uma parceria entre o público e o privado seria bem-vinda no Brasil. Basta vontade de lado a lado”.

Apesar disso, o professor admite que é preciso uma mudança de cultura, também, entre os empresários do setor. “As mineradoras têm o hábito de demitir engenheiros e contratar advogados para ficar nesse jogo (de empurra) durante os anos. Há uma pressão muito grande, porque o cara é demitido porque não quer fazer um procedimento menos seguro”, diz.

Vereador acusa governo Zema de aumentar imposto sobre a carne e aciona Ministério Público

Vereador acusa governo Zema de aumentar imposto sobre a carne e aciona Ministério Público - Foto: reprodução
Vereador acusa governo Zema de aumentar imposto sobre a carne e aciona Ministério Público – Foto: reprodução

O vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT) ajuizou uma representação no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra o governador Romeu Zema (Novo) e o secretário de Estado da Fazenda, Luiz Claudio Gomes, pela edição de um decreto que altera os índices da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) nos alimentos em Minas Gerais. O parlamentar acusa o governo do Estado de, na prática, aumentar a carga tributária sobre a carne, o que, segundo ele, só poderia ter sido feito por via de lei.

A mudança na base de cálculo fez com que o imposto fosse fixado no fim de fevereiro em 11% para o produto interno e 18% para carnes importadas ou de outros Estados. Rousseff pede que o MPMG interfira. “Tal majoração, que viola os princípios do direito constitucional tributário e o direito fundamental à alimentação enseja a atuação urgente deste Ministério Público”, defende Rousseff no documento. Conforme apurou a reportagem, um inquérito junto ao MPMG foi aberto para avaliar o que será feito a partir de agora.

A medida do governo do Estado acontece em um momento quando os valores dos alimentos têm subido no Brasil, e em meio a uma corrida do governo federal para tentar baixar os preços dos produtos.

O vereador afirma que, apesar de não haver um aumento na alíquota nominal do imposto, o decreto do governo do Estado promove “na prática” um aumento da carga tributária efetiva “dos alimentos enumerados”. “A arrecadação fazendária aumentará, pelas vias tributárias, a despeito de aprovação na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG), ferindo o princípio da legalidade tributária”, diz a representação.

Ele também diz que o decreto viola o princípio da seletividade do ICMS, por ter como alvo apenas um tipo de produto essencial à vida do consumidor. Por fim, o vereador afirma que há uma possível violação do direito fundamental à alimentação, que consta na Constituição Federal.

“Em um momento de dificuldades econômicas globais, com a elevação do preço dos alimentos que compõem a cesta básica ao redor do Brasil, o Governo Federal e os governos estaduais enveredam esforços para promover a redução dos impostos nos alimentos, visando torná-los mais acessíveis à população. Indo na contramão desta tendência, o Governo de Minas Gerais promove a majoração, via mudança da base de cálculo, de carnes e pescados, alimentos essenciais”, destaca o parlamentar.

Questionado sobre a ação, Rousseff diz que a mudança que Zema fez ao mudar a base de cálculo do ICMS é um aumento de imposto. “O mesmo governador que dá uma isenção bilionária de imposto para empresa de doadores de campanha dele é o que quer cobrar mais da cesta básica dos mineiros e das mineiras. Essa mudança, ao nosso ver, só podia ter sido feita por lei e é inconstitucional. Espero que o MPMG tome medidas necessárias para suspender essa cobrança ilegal”, diz.

Ministro criticou Zema

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, chegou a comentar sobre o decreto nas redes sociais no início de março. Ele disse que Zema “zomba da cara do povo mineiro dizendo que uma maneira de combater a alta dos alimentos é comer banana com casca”, em referência a uma publicação feita pelo governador para criticar o governo federal. “Ele acaba de publicar o decreto 49.000/2025, que altera para maior a alíquota do ICMS para os alimentos que entram em Minas Gerais”, pontuou.

Fávaro ainda afirmou que o governador não se ateve aos esforços da União em tentar, junto aos Estados, reduzir a carga tributária dos alimentos. “Em momento que governo tira impostos dos alimentos, conversa com empresários e está conclamando os governadores para baixar o ICMS, para juntos fazermos o povo brasileiro comer melhor e superar esse momento difícil da alta internacional dos preços dos alimentos, você aumenta para arrecadar mais? Tenha sensibilidade com o povo mineiro”, completou.

Procurado, o governo do Estado não respondeu. O espaço continua aberto.

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