Jornal Folha Regional

Prefeituras podem adotar soluções baseadas na natureza para enfrentar a crise climática

Desafios gerados pela crise climática global trazem consequências locais que podem ser mitigadas por meio da implementação de políticas e projetos sustentáveis

Com o aumento da frequência de eventos climáticos extremos, prefeituras municipais podem identificar e implementar estratégias sustentáveis que protejam a saúde e o bem-estar da população. Especialistas destacam caminhos para que as administrações municipais adotem uma agenda ambiental capaz de mitigar os impactos, principalmente nas áreas urbanas, onde 85% da população está concentrada.

Criação e proteção de áreas verdes, manutenção de parques e demais áreas naturais, coleta e destinação final do lixo, redução de emissões de gases de efeito estufa, segurança hídrica e drenagem urbana são algumas das responsabilidades das prefeituras.

“Embora se discuta a questão ambiental em uma perspectiva global, é fundamental entender que os problemas se manifestam localmente. A gestão dessas questões é responsabilidade da prefeitura. Portanto, o prefeito ou a prefeita e os vereadores desempenham um papel muito importante tanto na prevenção aos problemas urbanos conectados às questões ambientais quanto na preparação para minimizar os problemas estruturais que podem se agravar com as mudanças climáticas”, afirma Carlos Eduardo Young, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e professor titular e coordenador do Grupo de Economia do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (GEMA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Em 2024, a temperatura média global bateu recorde histórico, ultrapassando 1,5ºC em comparação aos níveis pré-industriais, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM). Esse índice deve ser visto como um alerta para que as ações em prol do meio ambiente não fiquem em segundo plano nas administrações municipais. “A mudança climática é uma realidade que já impacta nosso presente. Os desastres registrados em 2024 e, infelizmente, já observados nesse início de 2025 são apenas o começo do que pode vir se não agirmos com urgência”, explica Young.

Os especialistas destacam que os riscos de inundações, deslizamentos, alagamentos, ilhas de calor, incêndios catastróficos, insegurança alimentar podem ser mitigados com as chamadas Soluções Baseadas na Natureza (SBN): ações que fazem uso de processos e ecossistemas naturais para enfrentar esses desafios. Essas ferramentas devem ser incorporadas no planejamento urbano, combinando uma rede de infraestrutura verde associada às demais ações de infraestrutura convencional. Para isso, o poder público pode também se unir com organizações da sociedade civil para traçar estratégias e implementar projetos.

Confira dez iniciativas de SBN:

Restauração no entorno de mananciais: garantir a segurança hídrica é fundamental para a sobrevivência das comunidades. A recuperação de áreas degradadas em mananciais atua no combate ao assoreamento de nascentes, córregos e rios, garantindo água mais limpa e em maior quantidade. Um estudo do movimento Viva Água revelou que, durante períodos de seca, a vazão mínima dos rios pode ser reduzida em até 52% em bacias urbanizadas, com pouca vegetação nativa remanescente. Em contrapartida, regiões com maior cobertura de floresta nativa apresentam uma redução muito menor, entre 6% e 11%.

Corredores ecológicos ou corredores verdes: outra medida importante para a segurança hídrica, têm como objetivo conectar fragmentos de vegetação com a finalidade de facilitar o deslocamento de animais, a dispersão de sementes e o aumento da cobertura vegetal, promovendo a troca genética. Também ajudam a prevenir a erosão nas margens e a sedimentação em corpos d’água. Um exemplo disso é a região metropolitana de Campinas (SP), onde municípios se uniram em estratégias conjuntas para proteger, conservar e recuperar a fauna e a flora por meio desses corredores.

Parques lineares: podem evitar erosão e assoreamento de rios urbanos, conter inundações e ainda conectar parques e outros fragmentos de vegetação na malha urbana. São espaços que podem oferecer vias de transporte de baixo carbono para ciclistas e pedestres, bem como áreas de lazer e recreação, que trazem maior qualidade de vida e saúde. Um dos mais famosos do mundo é o High Line Park, em Nova Iorque, construído sobre uma linha de trem abandonada e conta com um jardim suspenso.

Parques e praças multifuncionais: Proporcionam benefícios como controle de cheias, conservação da biodiversidade e melhoria da qualidade ambiental, o que implica em saúde e bem-estar para as

populações do entorno. “Além de ajudar a absorver os poluentes e reter água no solo, o verde também relaxa e acalma moradores dos pequenos e dos grandes centros urbanos. Há muitos espaços verdes abandonados na maioria das cidades. É importante cobrar os representantes do município para o investimento de recursos, contratação de pessoal e organização de mutirões, apoiados pela sociedade civil, para melhorar a qualidade dessas áreas”, defende Rachel Biderman, membro da RECN e vice-presidente sênior da Conservação Internacional.

Renaturalização de rios e córregos: esse tipo de ação deve adotar uma abordagem integrada e sistêmica, considerando os processos de toda a bacia hidrográfica, o corpo d’água em questão e suas margens. Essa estratégia contribui para reduzir os impactos de chuvas intensas, melhorar a qualidade da água e mitigar a poluição difusa, proveniente do escoamento superficial em áreas urbanas. Além disso, ações de revitalização podem ser integradas a projetos de parques urbanos ou parques lineares, potencializando seus benefícios ambientais e sociais. Um exemplo é a recuperação da nascente do Lago do Cabrinha, em Londrina (PR), onde foram instaladas pedras que formam pequenas piscinas escalonadas — com as primeiras mais profundas que as seguintes — para dissipar a energia da água e prevenir problemas como inundações e deslizamentos de terra.

Proteção costeira: envolve a conservação ou restauração de ambientes costeiro-marinhos, como restingas, manguezais, recifes de corais e dunas, muitas vezes em conjunto com ações de engenharia ecológica ou convencional. Esses ecossistemas funcionam como barreiras naturais contra impactos adversos das mudanças climáticas, incluindo erosão costeira, aumento do nível do mar e alagamentos. Em Porto de Galinhas (PE), por exemplo, a iniciativa Biofábrica de Corais atua em quatro frentes: transplantação de corais, mapeamento e monitoramento, recuperação de colônias doentes e experiências educacionais, visando preservar esse importante “floresta do oceano”.

Biovaletas: são depressões lineares preenchidas com substrato, vegetação e outros elementos filtrantes. Elas recebem água da chuva ou escoamento superficial, filtram-na e a direcionam para outros sistemas de infraestrutura verde ou convencionais de drenagem. Para grandes áreas pavimentadas, laterais de avenidas ou estacionamentos, e têm o potencial de ajudar a reduzir os riscos de inundações e alagamentos.

“Essas práticas aumentam a absorção e percolação da água, evitando entupimentos nos sistemas de drenagem. Cidades com muitos parques e áreas de captação de água estão melhor adaptadas às chuvas intensas causadas pelas mudanças climáticas”, explica Rachel.

Prefeituras podem adotar soluções baseadas na natureza para enfrentar a crise climática

Telhado verde: é uma solução constituída por coberturas vegetadas, de preferência com biodiversidade nativa, que também podem associar uma área para produção de alimentos. Contribuem para reduzir as áreas impermeáveis das cidades, diminuindo a quantidade e velocidade do escoamento superficial da água da chuva. Também ajudam na redução das ilhas de calor urbano, e isolam o interior do imóvel do calor e do frio, regulando a temperatura. No Rio de Janeiro (RJ), o teto verde na favela substituiu as telhas de amianto na comunidade em torno do Parque Arará.

Parques de bolso e vagas verdes: concebidos como espaços públicos ao ar livre, esses parques funcionam como verdadeiras “salas de estar” urbanas, oferecendo elementos como bancos ou cadeiras para descanso, áreas sombreadas por árvores e, em alguns casos, até pequenas quedas d’água. De maneira semelhante, as vagas verdes, também conhecidas como vagas vivas, ocupam geralmente uma ou mais vagas de estacionamento nas ruas, transformando esses espaços em áreas de convivência que promovem a democratização do uso do espaço público. Em São Paulo (SP), o Parque da Juventude abriga um bolsão de árvores da Mata Atlântica, resultado de um plantio realizado por voluntários.

Jardins de chuva: são soluções para gerenciar o escoamento das águas pluviais e reduzir o impacto da impermeabilização no ambiente urbano. É uma área paisagística com vegetação nativa, projetada para receber, tratar e infiltrar a água da chuva proveniente de telhados, ruas e outras superfícies impermeáveis. Em São Paulo, mais de 300 jardins de chuva foram construídos, sendo que onze deles estão na Rua Major Natanael, no Pacaembu.

Prefeituras podem adotar soluções baseadas na natureza para enfrentar a crise climática

Sobre a Rede de Especialistas em Conservação da Natureza

A Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) reúne cerca de 80 profissionais de todas as regiões do Brasil e alguns do exterior que trazem ao trabalho que desenvolvem a importância da conservação da natureza e da proteção da biodiversidade. São juristas, urbanistas, biólogos, engenheiros, ambientalistas, cientistas, professores universitários – de referência nacional e internacional – que se voluntariaram para serem porta-vozes da natureza, dando entrevistas, trazendo novas perspectivas, gerando conteúdo e enriquecendo informações de reportagens das mais diversas editorias. Criada em 2014, a Rede é uma iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Os pronunciamentos e artigos dos membros da Rede refletem exclusivamente a opinião dos respectivos autores. Acesse o Guia de Fontes em www.fundacaogrupoboticario.org.br

Governo de Minas entrega 123 viaturas com nova identidade visual à Polícia Militar

Veículos já serão utilizados no Carnaval 2025; ação é parte das celebrações pelos 250 de serviços prestados à população

Governo de Minas entrega 123 viaturas com nova identidade visual à Polícia Militar - Foto: divulgação
Governo de Minas entrega 123 viaturas com nova identidade visual à Polícia Militar – Foto: divulgação

Governo de Minas e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) apresentaram, nesta quinta-feira (13/2), em Belo Horizonte, as novas viaturas entregues à corporação. São 123 veículos, modelo Renault Duster, que já chegam com nova padronização visual para reforçar a proteção aos mineiros.

A  entrega das viaturas com o novo layout para a Policia Militar foi realizada pelo governador Romeu Zema durante solenidade realizada na região Central da capital mineira.

“É um momento muito simbólico para a nossa Polícia Militar, que está completando 250 anos e passa a adotar essa nova identidade visual nas suas viaturas, que apresenta a mesma cor do já tradicionalíssimo uniforme, o que ajuda o mineiro a identificar a presença da corporação”, disse o chefe do Executivo estadual.

“Um avanço muito importante. São veículos mais seguros, mais modernos e sem nenhum custo adicional”, ressaltou o governador Romeu Zema.

A ação faz parte das comemorações pelos 250 anos de serviços prestados pela PMMG. Os recursos para aquisição das viaturas foram direcionados a partir de emenda parlamentar.

As novas viaturas já vão atuar, também, como parte das ações da Polícia Militar no Carnaval de Belo Horizonte, um dos maiores do país, proporcionando mais segurança à população mineira e aos turistas que escolhem BH como destino para a festa.

Nova identidade visual

Governo de Minas entrega 123 viaturas com nova identidade visual à Polícia Militar - Foto: divulgação
Governo de Minas entrega 123 viaturas com nova identidade visual à Polícia Militar – Foto: divulgação

A nova frota da PMMG tem como objetivo principal uniformizar a identidade visual das viaturas com as cores cáqui e preta, que são as mesmas utilizadas nos fardamentos e equipamentos dos policiais militares.

Essa mudança visa aprimorar a segurança dos policiais, já que as viaturas agora contam com faixas refletivas em toda a sua extensão, facilitando a identificação do serviço pela população.

“Essa nova identidade visual foi baseada no estudo realizado para potencializar a ostensividade da nossa presença policial e, logicamente, ela guarda agora uma característica, uma similaridade com a farda que a população mineira já está acostumada a nos identificar”, explicou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Frederico Otoni.

Iluminação – padrão internacional

A atualização da identidade inclui um novo sistema de iluminação giroflex, que utiliza a cor azul para ações de prevenção e a cor vermelha para ações de emergências policiais.

Essa inovação segue padrão internacional e foi escolhida com base em estudos que visavam identificar aspectos de melhoria tanto na padronização visual quanto na identificação do policiamento, além de pesquisas com públicos interno e externo.

Alteração

A frota atual da PMMG é composta por aproximadamente 9,7 mil veículos. A alteração da plotagem das viaturas será adotada aos poucos, durante a renovação regular da frota, sem nenhum gasto adicional para esta finalidade.

Segurança no Carnaval

O Governo de Minas e as Forças de Segurança estão preparados para garantir um dos Carnavais mais seguros do Brasil para foliões e turistas no estado.

Entre as principais ações está, por exemplo, o emprego de 100% do efetivo da PMMG para reforço de policiamento, tanto nas cidades onde haverá um volume maior de pessoas, quanto nos locais com atrações para descanso. Além disso, drones com tecnologia avançada serão utilizados para monitoramento.

Governo de Minas instala delegacia rural e reforça segurança no campo em Poços de Caldas

Unidade especializada da Polícia Civil atenderá 11 municípios do Sul de Minas e investigará furto de gado e outros crimes patrimoniais ligados à atividade rural

Governo de Minas instala delegacia rural e reforça segurança no campo em Poços de Caldas - Foto: divulgação
Governo de Minas instala delegacia rural e reforça segurança no campo em Poços de Caldas – Foto: divulgação

Garantir mais segurança para os mineiros do interior do estado é o objetivo do Governo de Minas ao instalar, nesta quarta-feira (12/2), a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais em Poços de Caldas, no Sul de Minas.

A unidade vai disponibilizar atendimento direcionado aos produtores rurais, com foco na apuração rápida e eficiente de crimes relacionados às atividades do campo, como furto de gado e delitos que tenham como objeto material insumos, defensivos e maquinários agrícolas.

A nova delegacia da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) será composta por um delegado, uma escrivã e dois investigadores e funcionará no prédio da Delegacia Regional.

Além de Poços de Caldas, a unidade especializada atenderá outras dez cidades: Cabo Verde, Divisa Nova, Andradas, Ibitiura de Minas, Botelhos, Caldas, Campestre, Bandeira do Sul, Santa Rita de Caldas e Ipuiúna.

“O agronegócio tem sido destaque na economia mineira. Tivemos, no ano passado, a primeira vez em que exportamos mais produtos do agro do que minerais. Isso demonstra a necessidade de um tratamento especial aos nossos produtores rurais”, enfatizou o governador Romeu Zema.

Com a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais de Poços de Caldas, todas as cinco delegacias regionais do 18º Departamento da PCMG contarão com uma unidade especializada, junto a Alfenas, Guaxupé, Passos e São Sebastião do Paraíso.

Também nesta quarta-feira, o Governo de Minas entregou duas viaturas à instituição em Poços de Caldas, uma adquirida por meio de convênio celebrado entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Estado de Minas Gerais, e outra através de depósito judicial.

As duas caminhonetes são equipadas com compartimento para transporte de detidos e serão usadas na repressão de crimes rurais. No entanto, poderão ser conduzidas em apoio a outras unidades policiais.

“A partir de agora, com essas viaturas, teremos a possibilidade de atender o produtor rural diretamente em sua propriedade. Isso significa mais agilidade e assertividade”, destacou a chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, delegada-geral Letícia Gamboge. 

Entre os anos de 2020 a 2024, o Governo de Minas investiu mais de R$ 160 milhões para renovar e reforçar a frota da Polícia Civil de Minas Gerais. Ao todo, 1.148 novas viaturas foram entregues no período.

Delegacias rurais em Minas

Governo de Minas instala delegacia rural e reforça segurança no campo em Poços de Caldas - Foto: divulgação
Governo de Minas instala delegacia rural e reforça segurança no campo em Poços de Caldas – Foto: divulgação

A delegacia rural de Poços de Caldas será a 11ª em Minas Gerais, ao lado de Uberaba, Uberlândia, Frutal, São Sebastião do Paraíso, Araxá, Passos, Guaxupé, Patrocínio, Alfenas e Belo Horizonte.

A primeira Delegacia Especializada em Crimes Rurais da PCMG foi instituída em 2018, em Belo Horizonte, dentro do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri).

Essa unidade atua em todo o estado em casos em que crimes como furto, roubo, extorsão, extorsão indireta e receptação sejam praticados por organizações ou associações criminosas, e com um valor de dano patrimonial igual ou superior a cem salários mínimos.

O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales Fernandes, destaca as ações do Governo de Minas para a segurança no campo.

“Nossa expectativa é levar mais segurança ao campo. O Governo de Minas prioriza essas ações que mostram integração com as Forças de Segurança, com a participação da Federação da Agricultura (Faemg). Assim, poderemos ouvir mais o campo e acertar cada vez mais”, disse Thales Fernandes.

Outros compromissos na região

Ainda em Poços de Caldas, o governador Romeu Zema participou de evento da Associação dos Sindicatos Rurais do Sul de Minas (Assul), que também teve a presença da secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo.

Na ocasião, a Polícia Civil de Minas Gerais apresentou o Projeto Campo Seguro, que tem o objetivo de fortalecer, integrar e aperfeiçoar a atuação das Delegacias Especializadas de Repressão a Crimes Rurais.

A iniciativa conta com um modelo de atuação integrada, com protocolos e trocas de informações entre as unidades e as Agências de Inteligência Policial. Dessa forma, o combate à criminalidade no campo é intensificado, com investigações ainda mais qualificadas.

Mortes por afogamento ligam alerta em Minas

Mortes por afogamento ligam alerta em Minas - Foto: reprodução
Mortes por afogamento ligam alerta em Minas – Foto: reprodução

Faltando alguns dias para o carnaval, um dado específico sobre fatalidades em Minas Gerais acende um alerta para o período festivo. Em 2025, até 10 de fevereiro, foram registradas 41 mortes por afogamento no estado (sendo 30 em janeiro e 11 em fevereiro). Até o momento, quase 10% dos óbitos foram de crianças (de até 11 anos de idade) e 92,6% das vítimas eram do sexo masculino (de 41 pessoas, 38 são homens). De acordo com o porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), tenente Henrique Barcelos, os índices vêm sendo monitorados e a corporação já se prepara para atender ocorrências dessa natureza durante a folia.

O período carnavalesco, conforme Barcelos, exige atenção por movimentar grandes públicos em todo o estado: “Principalmente nas cidades do interior, onde o pessoal costuma buscar sítios, lagos e cachoeiras para o lazer”, menciona. No mês de janeiro, porém, os fatores observados foram outros. Quando comparamos janeiro de 2024 com o mesmo mês de 2025, houve um crescimento de quase 36% no número de fatalidades por afogamentos (de 21 para 30). “Até o meio de janeiro, identificamos que o aumento estava relacionado ao período chuvoso, com pessoas morrendo ao enfrentar as águas. Outro fator são as altas temperaturas, que incentivam a procura de locais para lazer aquático, onde costumam acontecer acidentes”, explica o tenente.

Onde ocorrem mais casos

O Triângulo Mineiro é a região mais afetada, segundo o bombeiro, concentrando 33% das mortes por afogamento em 2025. Apenas neste último fim de semana, dois jovens faleceram na mesorregional de Minas: um deles em uma represa na cidade de Perdizes (em 8/2), e outro em uma cachoeira em Frutal (em 9/2). Além deles, uma jovem de 16 anos faleceu em uma cachoeira em Serranópolis de Minas, no Norte do estado, também no dia 8, e um homem de 19 anos morreu dia 9, no Rio Pará, em Conceição do Pará, na Região Centro-Oeste do estado.

Durante o Carnaval de 2023, o estado registrou 10 vítimas de afogamento, sendo sete em lagos, lagoas ou represas e três em rios, riachos ou córregos. Todas as vítimas do sexo masculino. O tenente analisa que muito disso evidencia a tendência dos homens de assumir riscos maiores. Entre os adultos, comportamentos como o consumo de bebida alcoólica, saltos de locais elevados e brincadeiras perigosas, como as de prender a respiração, são fatores frequentes que levam aos acidentes, segundo o porta-voz do CBMMG.

Já as crianças representam 9,7% das mortes em 2025. “O principal erro, especialmente em relação ao público infantil, é a falta de supervisão. Crianças não têm a mesma percepção de risco que um adulto”, alerta o tenente, que relembrou, com pesar, um episódio do último sábado (8/2), quando dois meninos gêmeos, de um ano e quatro meses, foram encontrados boiando na piscina da casa em que viviam em Ubá (MG), na Zona da Mata.

“Até o meio de janeiro, identificamos que o aumento estava relacionado ao período chuvoso, com pessoas morrendo ao enfrentar as águas. Outro fator são as altas temperaturas, que incentivam a procura de locais para lazer aquático, onde costumam acontecer acidentes”, disse o Tenente Henrique Barcelos – Porta-voz do CBMMG.

Cuidados e recomendações

Barcelos explica que os resgates de ocorrência por afogamento são especialmente delicados devido à necessidade do bombeiro de se submeter à mesma situação arriscada da vítima: “As operações de busca e recuperação são feitas com mergulhadores e barcos, que buscam varrer as áreas onde existem pontos de enrosco, galhadas ou correnteza em círculo em que o corpo submerso pode estar preso.” Mas, com as chuvas, de acordo com Henrique Barcelos, o fluxo das águas fica mais intenso e pode movimentar os corpos a locais muito distantes: “Já encontramos vítimas a 4 km do local da tragédia”, destaca.

O porta-voz da corporação pede que a população, ao presenciar um afogamento, ligue imediatamente para o 193, permaneça atento à vítima e evite se submeter ao mesmo risco para realizar um salvamento: “Ajudar alguém afogando exige energia e preparo. Infelizmente, [com descuido] pode acabar resultando em duas mortes. O ideal é procurar um objeto e arremessar para que a pessoa boie ou seja puxada para fora da água.” Porém, segundo ele, o melhor a se fazer é cuidar da prevenção: “sempre buscar locais sinalizados e com a presença de guarda-vidas para lazer. A autoproteção é essencial”, lembra o militar.

Minas Gerais é o terceiro estado que mais esquentou no país nos últimos 10 anos

Minas Gerais é o terceiro estado que mais esquentou no país nos últimos 10 anos - Foto: reprodução
Minas Gerais é o terceiro estado que mais esquentou no país nos últimos 10 anos – Foto: reprodução

As mudanças climáticas têm sido cada vez mais evidentes aos olhos da população. Grandes períodos de secas, calor extremo e chuvas volumosas são consequências da crise climática, que se intensifica ano após ano. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Minas Gerais está entre os cinco estados que mais esquentaram no país nas últimas duas décadas, com um aumento de 1,1°C. E não acaba por aí. 

Quando observados os últimos 10 anos, o estado está entre os três que mais esquentaram no Brasil, ficando atrás apenas do Mato Grosso e do Amazonas. Fazendo o recorte a partir de 2023, Belo Horizonte é a capital que mais esquentou, chegando a 4,23°C acima da média. 

O ano mais quente

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 2024 foi o ano mais quente já registrado no planeta e, em Minas Gerais, o calor não foi diferente. 

Ainda segundo dados do Inmet, a média dos 10 dias mais quentes do ano passado foi 0,7°C maior que a média dos 10 dias com maiores temperaturas em 2014. Quando comparado com os 10 dias mais quentes de 1994, a média foi 1,2°C mais alta. 

Observando a média anual de temperatura, a de 2024 foi 0,8°C mais alta que a do período entre 1991 e 2020. Além disso, no ano passado, Belo Horizonte registrou a maior temperatura da história do inverno, com 34,4°C. 

Junto ao calor extremo, as chuvas intensas também têm causado grandes danos ao estado, o que evidencia, portanto, a crise climática e as anormalidades do clima. 

Anomalias de temperatura

Para analisar o aumento das temperaturas em determinados locais, usa-se as anomalias de temperatura, como forma de observar as mudanças. O método exibe as diferenças entre a temperatura média de um determinado local num período de tempo.

Observando a anomalia de Minas Gerais, tendo como comparação o período entre os anos de 1981 e 2010, o estado chegou a 2°C acima da média. Além disso, de acordo com uma pesquisa feita por cientistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), das 20 cidades que mais esquentaram no Brasil, cerca de 18 são de Minas Gerais, sendo a maioria do Vale do Jequitinhonha.

Causas

Segundo estudos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o aumento de temperaturas e desastres climáticos no estado estão ligados à expansão urbana desordenada e à redução de áreas permeáveis. De acordo com dados da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), cerca de 7.326 árvores foram derrubadas em 2023, por exemplo. 

Em entrevista, a ambientalista do projeto Manuelzão da UFMG Jeanine Oliveira fala sobre a importância da preservação das áreas verdes nas cidades e de métodos que diminuam os impactos climáticos, o que tem sido, segundo ela, inexistentes em Minas Gerais, sob o governo de Romeu Zema (Novo).

“Perceba, uma coisa é o local, outra coisa é o global. Globalmente, todos nós passamos por mudanças climáticas. Localmente, você pode implementar medidas, mesmo com a crise climática, que vão fazer com que sua cidade, seu agrupamento seja menos atingido. Então, não é porque estamos em mudanças climáticas que não vai dar para ninguém atravessar esse momento”, explica. 

Outra questão a ser observada é o desmatamento da Mata Atlântica e do Cerrado. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Minas Gerais foi o estado que mais destruiu a Mata Atlântica no Brasil. O levantamento também aponta que cinco das 10 cidades que mais destruíram o bioma são mineiras. 

“Os dados de Minas Gerais são alarmantes. Não é só o estado que mais esquenta, é também, o estado que tem mais incêndio. É também o estado que mais mata e retira a Mata Atlântica, por exemplo”, afirma a ambientalista. 

Outro problema, segundo Jeanine, é o apoio de Zema às mineradoras e ao agronegócio, o que tem motivado o desmatamento em diversas áreas do estado, contribuindo para o aumento da temperatura e de desastres, como deslizamentos e inundações.

Projeções

Segundo o Painel Nacional de Mudanças Climáticas (IPCC), até 2050, a temperatura média em Belo Horizonte pode subir 3°C, se não houver mitigação das emissões e um replanejamento urbano, com foco em áreas verdes e permeáveis. No entanto, Jeanine alerta que essa projeção pode se antecipar, caso não haja mudanças. 

“Eu acredito que muito antes de 2050, no caminho que a gente está, certamente, chegaremos a esses 3°C. Se você olhar, por exemplo, a temperatura no Golfo do México, você vai entender perfeitamente o que estou dizendo. Todas as projeções que eles vinham fazendo foram batidas”, diz a ambientalista. 

Relatórios do Inmet indicam ainda que as ondas de calor em MG tornaram-se 15% mais frequentes nas últimas duas décadas, indicando que a projeção de aumento de 3°C até 2050 pode ser antecipada.

MG confirma mais uma morte por dengue em 2025

MG confirma mais uma morte por dengue em 2025 - Foto: reprodução
MG confirma mais uma morte por dengue em 2025 – Foto: reprodução

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou nessa quarta-feira (12 de fevereiro) a terceira morte por dengue em 2025. A vítima é uma mulher com idade entre 40 e 49 anos que morava em Itapagipe, no Triângulo Mineiro.

Conforme a pasta da saúde do Estado, a mulher apresentava comorbidades para a doença. Os outros dois óbitos também foram mulheres, com idades entre 80 e 80 anos, em Iturama e Uberlândia, também no Triângulo Mineiro. 

A última atualização da SES-MG para a dengue indicava 30.202 casos prováveis da doença. Além dos três óbitos confirmados, outros 22 estavam em investigação pela pasta. Os casos graves ou com sinais de alarme eram 388. 

Em relação a outras arboviroses, Minas Gerais continua com uma morte por chikungunya, enquanto tem um óbito investigado por essa doença, além de 2.641 casos prováveis. Os casos prováveis de zika são 12. 

Uberaba e Uberlândia lideram os casos prováveis de dengue no Estado, com 2.800 e 2.037, respectivamente. Uberlândia também a cidade com mais casos de chikungunya em Minas Gerais, com 1.501 diagnósticos prováveis. 

Sorotipo 3 preocupa autoridades

A aglomeração típica dos blocos de rua e das festas de Carnaval é um ponto de alerta para a disseminação da dengue, especialmente do sorotipo 3, em Minas Gerais. As notificações desse tipo de infecção ressurgiram após 17 anos e encontram, agora, um ambiente propício à propagação, já que a população está desprotegida. Para reduzir o risco de um novo surto de arboviroses, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) investiu na prevenção contra os focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. As ações incluem a ampliação do uso de drones no Estado e o treinamento das equipes de saúde para evitar mortes.

“O Carnaval é sempre um momento de alerta para a propagação de doenças. Este ano, a preocupação é com o sorotipo 3 da dengue. Se houver a chegada de turistas — que são sempre muito bem-vindos — infectados com o tipo 3 da dengue e mosquitos circulando, esses vetores poderão picá-los e ampliar a transmissão da doença. Por isso, o controle do vetor é fundamental”, afirma o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.

‘CPF blindado’: Receita Federal lança ferramenta gratuita que protege documento de fraudes

'CPF blindado': Receita Federal lança ferramenta gratuita que protege documento de fraudes - Foto: reprodução
‘CPF blindado’: Receita Federal lança ferramenta gratuita que protege documento de fraudes – Foto: reprodução

A Receita Federal lançou, nesta semana, uma nova funcionalidade gratuita voltada à segurança digital e à proteção dos dados dos cidadãos. O recurso permite que qualquer pessoa impeça a vinculação indevida do próprio CPF ao quadro societário de empresas e outras entidades jurídicas, prevenindo fraudes e uso não autorizado de informações pessoais.

A nova funcionalidade pode ser ativada pelo Portal Nacional da Redesim, ou pelo canal de Serviços Digitais da Receita Federal. Para utilizar o recurso, é necessário fazer login com uma conta GOV.BR. 

Os cidadãos que ativarem a ferramenta terão seu CPF bloqueado para inclusão automática em novos CNPJs. Caso desejem associar-se a uma empresa, será necessário acessar novamente a funcionalidade e autorizar a vinculação. 

A medida visa impedir que indivíduos tenham seus documentos utilizados sem consentimento em fraudes empresariais, como criação de empresas fantasmas e participação involuntária em atividades ilícitas.

A funcionalidade tem abrangência nacional, sendo aplicada a todos os órgãos registradores, como Juntas Comerciais, Cartórios de Registro de Pessoas Jurídicas e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). 

Além disso, engloba todos os tipos de estruturas jurídicas, incluindo Microempreendedores Individuais (MEI) e negócios registrados sob o regime do Inova Simples.

“Em meio ao aumento de tentativas de fraude e sofisticação das ameaças cibernéticas, torna-se essencial desenvolver medidas proativas. Considerando os números de contas cadastradas no Governo Federal, mais de 155 milhões de brasileiros podem se beneficiar dessa nova ferramenta”, afirma a Receita Federal. 

Idoso do bairro São Bento, que estava desaparecido, é encontrado morto na ponte do Ribeirão Conquista, entre Passos e Alpinópolis

Idoso do bairro São Bento, que estava desaparecido, é encontrado morto na ponte do Ribeirão Conquista, entre Passos e Alpinópolis - Foto: arquivo familiar
Idoso do bairro São Bento, que estava desaparecido, é encontrado morto na ponte do Ribeirão Conquista, entre Passos e Alpinópolis – Foto: arquivo familiar

O idoso que estava desaparecido desde a manhã do último sábado (8), foi encontrado morto na tarde desta quarta-feira (12), na ponte do Ribeirão Conquista, próximo ao pedágio, entre Passos (MG) e Alpinópolis (MG).

Antônio Geraldo Pimenta, de 63 anos, saiu de sua residência no bairro São Bento, em Alpinópolis. Posteriormente, ele havia sido visto pela última vez no trevo São José da Barra/Passos, por volta de 9h da manhã.

Segundo informações, o idoso saiu desnorteado de sua residência, não se alimentou e tomou rumo ignorado. A família chegou a registrar um Boletim de Ocorrência.

A polícia e a perícia estão no local para realizar os trabalhos de praxe.

Vídeo: Homem é baleado ao reagir a assalto em farmácia de Delfinópolis

Na noite da última segunda-feira (10), um homem foi baleado ao reagir a um assalto em uma farmácia no centro de Delfinópolis (MG). Uma câmeras de monitoramento do estabelecimento registrou parte da ação

O crime foi cometido por dois homens, um deles armado, que entraram no local encapuzados. O assaltante armado levou as funcionárias e os clientes até uma sala no fundo da farmácia, enquanto o outro foi até a funcionária que estava no caixa para pegar o dinheiro.

As imagens da câmera mostra o momento em que um dos assaltante ameaça uma funcionária e aponta a arma em sua direção, em uma sala no fundo da farmácia. Logo em seguida, ele dispara um tiro para o alto. Um dos clientes que estava no local parte para cima do assaltante, que o atinge com um tiro na perna.

A vítima foi socorrida e encaminhado ao hospital de Caldas. Posteriormente, o homem foi transferido para a Santa Casa de Passos, onde foi internado.

Os criminosos fugiram do local correndo, levando R$700 em dinheiro. Um dos autores já foi identificado pela polícia, mas ainda não foi encontrado.

A polícia segue na tentativa de localizado o suspeito e identificar seu comparsa.

Estudantes da rede pública de Minas Gerais representam o país em competição de matemática na Tailândia

Estudantes da rede pública de Minas Gerais representam o país em competição de matemática na Tailândia - Foto: divulgação/SEE
Estudantes da rede pública de Minas Gerais representam o país em competição de matemática na Tailândia – Foto: divulgação/SEE

Um grupo de 38 estudantes da rede pública de ensino de Minas Gerais está a caminho da Tailândia para representar o Brasil na International Talent Mathematics Contest (ITMC), a mais prestigiosa competição de matemática do mundo. O evento ocorrerá entre os dias 22 e 26/2 em Bangkok. Essa conquista reflete os projetos educacionais desenvolvidos nas escolas da rede estadual, destacando os jovens talentos em matemática.

Com o apoio do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), o sonho dessa viagem tornou-se realidade, com um investimento de R$ 1,1 milhão, que cobre as despesas, incluindo passagens aéreas, hospedagem e alimentação para todos os estudantes, além das despesas dos professores e servidores que os acompanharão.

A superintendente de Políticas Pedagógicas da SEE/MG, Rosely Lima, enfatiza que a participação dos estudantes em um evento internacional enriquece sua formação integral e valoriza a educação pública mineira.

“Ao financiar esses estudantes e profissionais, pensamos na valorização da educação pública e tudo o que pode acrescentar à formação desses estudantes, além de servir de incentivo àqueles que poderão participar futuramente”, comenta a superintendente.

Minas Gerais terá a maior delegação brasileira na competição, totalizando 53 pessoas. No total, 122 participantes de todo o país estarão presentes, dos quais 87 são estudantes.

As escolas que representarão Minas Gerais na competição são: E.E. Juscelino Kubitscheck de Oliveira (Belo Horizonte); Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) – Unidade Argentino Madeira (Belo Horizonte); E.E. Sant’Ana (Brasília de Minas, no Norte de Minas); E.E. Regina Pacis (Raul Soares, na Zona da Mata); e E.E. Presidente Bernardes (Pouso Alegre, no Sul de Minas).

Desempenho excepcional

Os estudantes, em sua maioria do ensino médio, foram selecionados para representar o estado devido ao seu excelente desempenho na edição de 2024 da Olimpíada Internacional de Matemática Sem Fronteiras (OIMSF). Na etapa nacional, eles conquistaram duas medalhas de ouro, dez de prata e 22 de bronze, além de oito medalhas de ouro na etapa regional.

Os estudantes da E.E. Juscelino Kubitscheck de Oliveira, na capital, que estudam à noite, mostraram que não existem limites para quem busca resultados. A diretora da escola, Cristina Andrade, expressou seu orgulho. 

“A conquista desses estudantes é um imenso orgulho, especialmente por serem do noturno, trabalharem durante o dia e, mesmo assim, dedicarem-se muito. Essa experiência é importante para o amadurecimento, para o crescimento e para o futuro deles”, comenta.  

Expectativas para a competição

A delegação mineira embarca para a Tailândia a partir do dia 18/2, acompanhada por professores, diretores e profissionais da educação. Em um misto de felicidade e ansiedade, os estudantes estão se preparando desde o ano passado para essa importante competição.

Diully Ranieri, 17 anos, da E.E. Juscelino Kubitscheck de Oliveira, compartilha sua emoção por viajar para fora do país pela primeira vez. “A prova é em inglês, então estudo um pouco do idioma e matemática todos os dias. Espero voltar com boas experiências sobre a cultura, a comida e, claro, com uma medalha,” diz.

Já em Pouso Alegre, Breno Henrique, 18 anos, estudante do 3º ano do ensino médio da E.E. Presidente Bernardes, comenta sobre os desafios enfrentados: “Sacrificamos nosso tempo nas férias para estudar, mas é um sacrifício necessário. É divertido compartilhar essa jornada com meus colegas e tenho certeza de que será inesquecível.”

Diego Xavier, professor de matemática do grupo de Breno, expressou suas expectativas: “Nosso time está muito bem preparado. Revisamos conteúdos e praticamos com provas anteriores. Estamos confiantes de que teremos um bom desempenho, assim como na fase inicial, onde ganhamos medalhas de ouro”. 

Sobre a Olimpíada

O ITMC é promovido pela Thai Talent Training (Treinamento de Talentos Tailandeses), uma agência de educação em matemática. A competição contará com provas individuais em inglês, ressaltando a importância dos estudantes se dedicarem a diversas áreas do conhecimento. No Brasil, a olimpíada é organizada pela Rede do Programa de Olimpíadas do Conhecimento (POC), com a meta de despertar o interesse dos alunos por inovação, ciência e tecnologia.

Jornal Folha Regional
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