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Jornal Folha Regional

Governo de Minas anuncia os vencedores do Concurso Estadual dos Queijos Artesanais

Governo de Minas anuncia os vencedores do Concurso Estadual dos Queijos Artesanais – Foto: reprodução

Os melhores queijos artesanais de Minas Gerais serão conhecidos neste sábado (13/9), a partir das 16h, no Parque de Exposições de Itanhandu, no Sul de Minas. A cerimônia do 18º Concurso Estadual dos Queijos Artesanais integra a programação do Festival Gastronômico Aromas e Sabores e contará com a entrega de troféus, certificados e devolutivas técnicas aos produtores participantes.

Este ano, o concurso, promovido pelo Governo de Minas, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG), tem como novidade a criação da categoria Queijo Minas Artesanal Casca Florida Natural, de maturação até 60 dias. “O IMA regulamentou o Queijo Minas Artesanal de Casca Florida Natural e agora já existem estabelecimentos produtores desse tipo de queijo com registro em serviço de inspeção, então para atender esse público foi implementada a nova categoria”, diz a coordenadora Técnica Estadual da Emater-MG, Fernanda Quadros.

As demais categorias são Queijo Minas Artesanal (QMA) de maturação de 14 a 30 dias, Queijos Artesanais de Alagoa e Mantiqueira de Minas de maturação de 14 a 30 dias, Queijos Artesanais de Alagoa e Mantiqueira de Minas de maturação acima de 50 dias) e Queijos Artesanais de Alagoa e Mantiqueira de Minas, com ingredientes opcionais ou defumados.

Festival de sabores

Os cinco melhores queijos de cada categoria vão receber troféus e todos os produtores inscritos ganharão certificado de participação e uma devolutiva técnica sobre o queijo avaliado. Itanhandu faz parte da região produtora do Queijo Artesanal Mantiqueira de Minas e o Festival Gastronômico “Aromas e Sabores” é uma realização da Prefeitura Municipal da cidade.

Recentemente, o Governo de Minas recebeu o Título da Unesco que reconhece os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. A entrega do documento, que oficializa o novo status da forma de preparo do produto mineiro, foi realizada durante reunião entre o governador Romeu Zema e a diretora da Unesco no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto. O reconhecimento, ocorrido em dezembro do ano passado, fez com que o Brasil tivesse o primeiro produto de sua cultura alimentar incluído na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco.

Empresa multinacional vai investir R$ 93 milhões em novo centro de distribuição em Pouso Alegre

Empresa multinacional vai investir R$ 93 milhões em novo centro de distribuição em Pouso Alegre – Foto: divulgação

Pouso Alegre, localizada no Sul de Minas, receberá em breve um novo empreendimento que trará mais empregos para a região. O Iveco Group acaba de anunciar o aporte de R$ 93 milhões para um novo centro de distribuição de peças no município, que teve o apoio fundamental do Governo de Minas, por meio da Invest Minas, agência vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede-MG).

O projeto será um polo estratégico e tecnológico de 20 mil m² visando aprimorar a relação entre os consumidores e fornecedores, com maior capacidade de atendimento ao público e velocidade. 

A operação será executada na modalidade full service, onde o operador logístico é responsável pela infraestrutura logística e predial, além da movimentação de materiais.

Segundo o secretário Executivo da Sede-MG, Bruno Araújo, o novo investimento vai beneficiar Pouso Alegre com mais renda e empregos para a população do município, além de ressaltar a importância do Sul do estado para mais empreendimentos logísticos.

“O Sul de Minas vem se destacando como um dos principais hubs logísticos, não só de Minas Gerais, mas do Brasil inteiro. Ficamos felizes em ver mais esse investimento chegando para a região e poder afirmar que o estado tem se tornado, por meio do Sul de Minas e outras regiões, o principal centro logístico do país”, afirma Bruno Araújo.

Empreendimento tecnológico e inovador para o município 

O centro de distribuição contará com um sistema de gestão de armazenagem (WMS) inovador, que funcionará por meio de tecnologia sem fio. O empreendimento foi elaborado em formato flexível, para a realização de possíveis expansões e adaptações, caso seja necessário. 

Os equipamentos e estruturas foram criados com padrões de alta qualidade da empresa para garantir a precisão e agilidade do serviço logístico, de modo a assegurar entregas rápidas, atendimento otimizado ao cliente e rastreabilidade das mercadorias.

“Temos crescido de maneira consistente no Brasil e sabemos que podemos avançar ainda mais. Renovamos nossa linha de produtos e temos investido muito em nossa capacidade de atender o cliente com excelência. O novo Centro Logístico é pilar fundamental e permitirá ganhos operacionais expressivos”, afirma o presidente do Iveco América Latina, Marcio Querichelli.

A Invest Minas tem acompanhado a expansão do Grupo Iveco desde o início, em seus diversos projetos. Para a implantação do novo centro de distribuição, a agência vem prestando suporte à empresa desde 2023, atuando na prospecção de imóveis, no esclarecimento de questões tributárias e na articulação com diversas prefeituras, fatores que contribuíram de forma estratégica para a manutenção do investimento no estado.

Bolsonaro é condenado por golpe de Estado e mais quatro crimes

Ex-presidente da República, Jair Bolsonaro – Foto: Isac Nóbrega

O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, foi condenado por golpe de Estado e outros quatro crimes em julgamento realizado nesta quinta-feira (11) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Primeira Turma da Corte formou maioria para a condenação após o voto da ministra Cármen Lúcia. 

Além do ex-presidente, com o voto de Cármen Lúcia, outros sete réus foram condenados por todos os crimes dos quais foram acusados na trama golpista. Os crimes atribuídos foram:

  • Golpe de Estado;
  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Organização criminosa;
  • Dano qualificado contra patrimônio da União;
  • Deterioração de patrimônio tombado;

Os outros réus condenados pelos crimes, após o voto da ministra, são: 

  • Walter Braga Netto: general, ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice na chapa do ex-presidente;
  • Mauro Cid: tenente-coronel, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator;
  • Almir Garnier: ex-comandante da Marinha;
  • Augusto Heleno: general e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Paulo Sérgio Nogueira: general e ex-ministro da Defesa;
  • Anderson Torres: ex-ministro da Justiça.

Em relação a Alexandre Ramagem, ele foi condenado apenas por quatro crimes, com exceção de dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração do patrimônio tombado.

A Primeira Turma é formada por cinco ministros e com o voto de Cármen Lúcia, a contagem para a condenação está em 3 a 1. Alexandre de Moraes e Flávio Dino já haviam votado pela condenação para os respectivos crimes. Somente Luiz Fux votou contrário na sessão realizada na quarta-feira (10) nas acusações contra o ex-presidente. 

Após o voto da ministra, o presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin ainda vai votar e pode ampliar a votação em favor da condenação. No entanto, mesmo que Zanin vote contrário, com a maioria formada, o ex-presidente já está condenado pelos crimes, assim como os outros réus. 

A sessão do julgamento de Bolsonaro e de outros réus ainda está em andamento, até a última atualização desta matéria. 

O voto de Cármen Lúcia que condenou Bolsonaro e outros réus

No voto que definiu a condenação de Bolsonaro e outros réus, Cármen Lúcia afirmou que as provas são suficientes e comprovam a conduta criminosa do ex-presidente e do restante dos réus. Ela tratou Bolsonaro como o líder de uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado no país.

”Pra mim, há prova da presença de conluio entre essas pessoas, no sentido de uma organização que se integra, com a liderança do Jair Messias Bolsonaro”, afirmou.

Em relação a chamada “minuta do golpe”, Cármen Lúcia disse que apesar de uma falta de assinatura no documento, ela considera que realmente houve a coalisão para um golpe. 

”O que mais se alega é que não há formalmente assinatura. Até onde a gente tem algum conhecimento da história, realmente passar recibo no cartório não é exatamente o que acontece nesses casos. Ele não foi tragado, ele é o causador, o líder da organização”, afirmou.

Falta de engenheiros pode ameaçar obras em Minas Gerais

Falta de engenheiros pode ameaçar obras em Minas Gerais – Foto: reprodução

A escassez de engenheiros em Minas e no Brasil preocupa o setor da construção civil e já acende sinais de alerta para um possível apagão de mão de obra especializada. Estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta déficit de 75 mil engenheiros no País em 2025, com maior demanda em infraestrutura, energia, indústria, mineração e tecnologia.

Nesse cenário, dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas reforçam o problema: 39% dos empregadores da construção civil declararam ter “muita dificuldade” em contratar trabalhadores qualificados.

As razões vão da falta de incentivo à formação profissional à migração de trabalhadores para outras áreas. Embora ainda não comprometa o andamento imediato das obras, as empresas estão em alerta, antecipando-se com planejamento e novas estratégias para driblar a escassez.

Muitas construtoras têm adotado soluções tecnológicas e o uso de materiais não convencionais, como estruturas de concreto reforçado com fibras e armaduras não metálicas, que reduzem a necessidade de mão de obra e encurtam o ciclo das obras.

Para o vice-presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros (SME), José Cláudio Vieira, a situação é preocupante e exige medidas emergenciais. “Minas precisa de muitas obras. Temos a maior malha rodoviária do País. Com as novas concessões do Estado, precisamos de equipes de engenheiros de projetos, de topografia, de acompanhamento e de execução de obras. O Estado pode ter grande dificuldade no futuro para abraçar novos investimentos”, ressalta.

Segundo ele, as escolas de engenharia estão formando menos alunos, tanto na graduação quanto nos cursos de mestrado e doutorado. “Com a baixa demanda nas faculdades, teremos menos pessoas especializadas para tocar os projetos e os estudos de viabilidade necessários para o desenvolvimento”, afirma.

Vieira defende a união entre governo federal, Estado, sindicatos e associações. “As instituições ligadas ao setor da construção civil precisam trabalhar em prol de uma melhor educação em engenharia em Minas e no Brasil. Além disso, é preciso convencer os jovens de que a carreira é promissora e essencial para construir um novo País”, reforça.

Custos em alta

Além da escassez de profissionais, o setor convive com juros elevados e custos crescentes. Projeções da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apontam 2025 como um ano de atenção. Desde setembro de 2024, o Banco Central (BC) elevou a taxa básica de juros, a Selic, de 10,5% ao ano para 14,75%, maior patamar em quase 20 anos.

Os principais problemas enfrentados pelas empresas são justamente a falta ou o alto custo de trabalhadores qualificados, segundo a Sondagem Indústria da Construção, da CNI.

Para atender à demanda de Minas Gerais nos próximos três anos, será necessário qualificar 1,6 milhão de profissionais entre 2025 e 2027, segundo o Mapa do Trabalho Industrial. O número inclui a formação de 257,3 mil novos trabalhadores e a requalificação de 1,3 milhão que já estão no mercado. O levantamento é elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI), da CNI.

Formação técnica como saída

A formação técnica surge como alternativa rápida, acessível e de qualidade, com alto índice de empregabilidade e impacto direto na produtividade das obras. Um exemplo é o Plano Nacional de Capacitação para a Construção Civil 2025, iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em parceria com a CBIC, que está qualificando trabalhadores diretamente nos canteiros de obras, com resultados imediatos tanto para os profissionais quanto para o setor produtivo.

Filme nacional será gravado em Pimenta

Filme nacional será gravado em Pimenta – Foto: reprodução

O cinema mineiro ganha uma nova produção que promete movimentar a região Centro-Oeste de Minas. O longa-metragem “Máquina de Gorjeios”, dirigido por Abelardo de Carvalho, terá parte de suas cenas rodadas na cidade de Pimenta/MG, onde a produção será concluída em 2026.

As gravações começam em setembro, em Belo Horizonte, e seguem depois para Pimenta, que receberá não apenas o diretor e equipe técnica, mas também a atriz Giovanna Salgado, natural da cidade e protagonista do filme. O retorno da artista à terra natal como personagem central da trama é um dos destaques do projeto.

Segundo Abelardo de Carvalho, a escolha de Pimenta vai além da estética cinematográfica: “Trazer a equipe para a cidade é uma forma de homenagear a trajetória de Giovanna Salgado e valorizar a cultura, a paisagem e a gente da região”, afirmou o diretor.

A produção é da Imagu Filmes, com Joe Bazilio, natural de Formiga, na produção executiva. O elenco ainda contará com a participação especial da atriz carioca Maria Andrada, conhecida por clássicos do cinema nacional, além de outros artistas de Belo Horizonte.

Baseado no romance inédito “Óxido”, de Dàzig Watama, o filme narra a história de Gio, uma jovem do interior que se muda para a capital em busca de independência e se envolve em uma trama marcada por dramas pessoais e conflitos sociais.

As filmagens em Pimenta devem mobilizar a comunidade local, com participação de moradores como figurantes e apoio em atividades de logística. A expectativa é de que a estreia oficial aconteça na própria cidade, transformando o lançamento em um evento cultural de grande impacto regional.

Com cerca de 90 minutos de duração, “Máquina de Gorjeios” já nasce com planos de circulação em festivais nacionais e internacionais, fortalecendo o cinema mineiro e levando o nome de Pimenta para além das fronteiras do estado.

Via: Tribuna Centro Oeste

Carta de JK: Mulher que recebeu mensagem encontrada em livro em MG foi governanta do ex-presidente

Carta de JK: Mulher que recebeu mensagem encontrada em livro em MG foi governanta do ex-presidente – Foto: reprodução/TV Poços

A carta do ex-presidente Juscelino Kubitschek encontrada em um livro no Museu Histórico e Geográfico de Poços de Caldas (MG) foi enviada a uma funcionária pública natural da cidade que serviu ao político como governanta.

Em 1958, Tereza Bonifácio se afastou do serviço público e se mudou para Brasília para trabalhar para a família Kubitschek, ainda durante a construção da nova capital federal.

“Todos eram muito simples, muito mineiros”, disse a servidora sobre JK e outros políticos que trabalhavam com ele em uma entrevista concedida em 2004 à TV Poços.

Na entrevista, Tereza também lembrou do tempo em que acompanhou a construção de Brasília.

“Quando eu fico vendo o que Brasília é hoje, eu penso: ‘Meu Deus isso aqui era mato, aqui não existia. Eu participei desde a fundação, desde a saída de Brasília do chão.”
Após se aposentar, em 1975, Tereza voltou para Poços de Caldas, onde viveu até morrer.

Carta e dedicatória

Tereza Bonifácio foi governanta de Juscelino Kubitschek quando ele era presidente do Brasil e recebeu mensagem dele em caderno de memórias — Foto: Museu Histórico e Geográfico de Poços de Caldas
Tereza Bonifácio foi governanta de Juscelino Kubitschek quando ele era presidente do Brasil e recebeu mensagem dele em caderno de memórias — Foto: Museu Histórico e Geográfico de Poços de Caldas

O museu apurou que a carta foi enviada a várias pessoas no final do governo de JK e que o ex-presidente utilizou técnicas de reprodução modernas da época, o que possibilitou que ele a enviasse para inúmeros pessoas.

Na publicação em que estava a carta, chamado “Livro de Ouro” havia uma dedicatória de próprio punho a Tereza.

“A Tereza Bonifácio, que durante tanto tempo nos acompanhou nessa dura luta da presidência, trabalhando conosco no Palácio da Alvorada, a homenagem, o apreço e a amizade de Juscelino Kubitschek – Brasília, 25-1-1961”

Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil de 1956 a 1961 — Foto: Arquivo público/DF
Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil de 1956 a 1961 — Foto: Arquivo público/DF

A encadernação que é uma espécie de mensagens tem ainda as assinaturas da esposa de JK, Sarah, e de suas filhas Márcia e Maria Estela. Além de outras de embaixadores, de presidentes de outros países e até da Miss Brasil de 1959, Vera Regina Ribeiro.

Segundo a historiadora Jussara Soares, que encontrou a carta, além do “Livro de Ouro”, Tereza doou outros itens de importância histórica ao museu.

Agora, o museu está fazendo uma pesquisa sobre a trajetória de Tereza e analisa como vai deixar expostos à carta e o livro.

Via: G1

Cidade do Sul de MG ganha o título de ‘capital do vinho’ pelo governo

Cidade do Sul de MG ganha o título de ‘capital do vinho’ pelo governo – Divulgação/Prefeitura de Andradas

Uma lei publicada nesta terça-feira (9) pelo governador Romeu Zema (Novo) determinou a “capital mineira do vinho”. O título foi concedido à cidade de Andradas, no Sul de Minas.

O reconhecimento ocorre após lei aprovada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesse sentido. Apesar de a cidade já se denominar dessa forma, o título oficial passa a valer nesta terça-feira, com a publicação da lei no Diário Oficial do Estado. 

Antes, Andradas também era conhecida como a “Terra do Vinho”. A cidade tem a tradição da vitivinicultura como um traço da colonização italiana predominante. Diversas famílias se instalaram na região e levaram técnicas de cultivo de uvas e produção de vinhos. Ainda hoje, existem vinícolas que atuam desde a produção artesanal até a mais moderna técnica, sendo possível acompanhar o processo de produção e degustar os melhores vinhos de Minas em passeios guiados.

O município ainda ostenta o título de maior produtora de vinho de Minas Gerais. Algumas adegas chegaram a Andradas na década de 50, também pela influência portuguesa, principalmente da Ilha da Madeira. 

Ecos da Imaginação – Echoes of Imagination – Volume 1: Da ideia ao lançamento

Ecos da Imaginação – Echoes of Imagination – Volume 1: Da ideia ao lançamento – Imagem: divulgação

O livro Ecos da Imaginação – Echoes of Imagination – Volume 1 nasceu dentro da sala de aula, como fruto de uma proposta pedagógica voltada ao gênero textual poema. A iniciativa teve como principal objetivo despertar nos alunos o prazer pela leitura e pela escrita, estimulando a criatividade, a imaginação e o desenvolvimento da linguagem.

Idealizado e organizado pela professora Aoedica Moschen Nervis, o projeto foi conduzido com dedicação, sensibilidade e atenção a cada etapa do processo. Para enriquecer ainda mais a experiência dos estudantes, ela contou com a colaboração da teacher Camila Amanda Rossoni, que orientou os alunos na tradução dos poemas para a língua inglesa. O resultado foi uma obra bilíngue, que amplia horizontes, conecta culturas e valoriza a produção autoral dos alunos.

O desenvolvimento do livro seguiu três etapas principais:

Criação dos poemas – Os alunos escreveram seus textos a partir de temas inspirados no cotidiano e no universo da infância.

Revisão, tradução e organização – Os poemas foram cuidadosamente revisados, traduzidos e reunidos para compor uma obra coletiva.

Edição e preparação para publicação – Após a seleção e organização final dos textos, nasceu Ecos da Imaginação – Echoes of Imagination – Volume 1, pronto para encantar leitores de todas as idades.

Mais do que um simples projeto escolar, este livro representa o resultado de um trabalho colaborativo, que valoriza a voz de cada estudante e acredita no poder transformador da literatura.

Agora, celebramos um momento muito especial: o lançamento oficial da obra, que acontecerá no dia 10 de setembro, às 8h30, na Câmara Municipal de Jupiá. Uma ocasião para reconhecer e aplaudir a criatividade, a dedicação e o talento dos nossos jovens autores.

Ecos da Imaginação – Echoes of Imagination – Volume 1: Da ideia ao lançamento – Imagem: divulgação
Autora Aoedica Moschen Nervis – Foto: arquivo pessoal
Tradutora Camila Amanda Rossoni – Foto: arquivo pessoal

Sistema de Inovação do Sul de Minas: seis municípios da região promovem integração de ecossistemas

Sistema de Inovação do Sul de Minas: seis municípios da região promovem integração de ecossistemas – Foto: divulgação

Municípios da região Sul do estado se uniram em prol da inovação e assinaram o acordo de cooperação intermunicipal para a criação do Sistema de Inovação do Sul de Minas, nesta quinta-feira (4/9), em Pouso Alegre. O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), em parceria com o Sebrae, apoia a iniciativa desde as articulações iniciais.

Este é o primeiro passo para criação do Sistema de Inovação do Sul de Minas, que visa integrar os ecossistemas de inovação locais de seis municípios estratégicos do Sul do estado — Lavras, Varginha, Itajubá, Santa Rita do Sapucaí, Pouso Alegre e Poços de Caldas — formando um único ecossistema regional para promover crescimento, cooperação mútua e desenvolvimento conjunto na região até 2040.

O secretário Executivo de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Bruno Araújo, afirma que o acordo irá aprimorar os projetos desenvolvidos na região, atraindo novas oportunidades para o Sul de Minas e para o estado.

“O Sul de Minas tem um enorme potencial para a inovação e a tecnologia. A região abriga dois parques tecnológicos, universidades e ICTs renomadas, além de possuir toda uma estrutura preparada para o desenvolvimento de projetos de CT&I. Essa união vai fortalecer ainda mais o polo tecnológico, trazendo melhorias nos processos e novas oportunidades para o estado”, ressalta Bruno. 

Novas perspectivas para o Sul de Minas

Esses ecossistemas de inovação englobam Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), universidades, parques tecnológicos, incubadoras, startups e empresas de base tecnológica, entre outros atores com foco nas áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). 

A partir do acordo, os municípios terão um fluxo de trabalho mais próximo para construir e desenvolver projetos em parceria, atrair novos investimentos e, assim, fortalecer as instituições do Sul de Minas, permitindo que as novas soluções sejam ainda mais robustas e eficientes. O próximo passo é formalizar a criação do Sistema de Inovação do Sul de Minas, ato previsto para acontecer em novembro.  

Projeto de lei quer obrigar diária de hotéis a ter 24 horas em Minas; setor diz que aumentará preços

Projeto de lei quer obrigar diária de hotéis a ter 24 horas em Minas; setor diz que aumentará preços – Foto: reprodução

Um projeto de lei (PL) que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) planeja obrigar todos os hotéis do estado a oferecer diárias de 24 horas, diferentemente do que é praticado hoje, em que muitas diárias começam à tarde e terminam de manhã. A deputada que propôs a medida justifica que a norma protege o direito dos consumidores. Por outro lado, o setor hoteleiro afirma que ela é inconstitucional e, em vez de favorecer os hóspedes, pode penalizá-los com preços mais altos.

O PL 3.788/2025 foi proposto pela deputada estadual Carol Caram (Avante). Ele estabelece que a diária dos hotéis deve somar obrigatoriamente 24 horas a partir do registro do hóspede na recepção, e o horário de check-out não pode ser fixado antes de meio-dia. O projeto também prevê que os hotéis reservem duas horas para limpeza do quarto após o check-out antes de entregá-lo aos hóspedes seguintes.

“Atualmente, muitos estabelecimentos de hospedagem adotam práticas em que o check-in é limitado ao período da tarde e o check-out é exigido na manhã seguinte, o que resulta em um período efetivo de utilização da diária inferior a vinte e quatro horas. Em muitos casos, o consumidor paga por um serviço de 24 horas, mas usufrui de menos de vinte horas, o que causa insatisfação e contraria os princípios da transparência (art. 6º, inciso III) e da boa-fé objetiva (art. 4º, inciso III), ambos previstos no Código de Defesa do Consumidor”, justifica o texto.

Já a hotelaria critica a proposta. O diretor de comunicação da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (ABIHMG), Diego Pires Gomes, afirma que a medida inviabilizaria o trabalho dos hotéis. “Em Minas Gerais, 90% dos hotéis trabalham com regime médio de entrada a partir de 13h, 14h e check-out meio-dia. No mundo todo, o check-out e o check-in precisam de uma janela para os hotéis adequarem a limpeza. Criar um projeto de lei em que os hóspedes teriam direito a 24 horas de hospedagem é inviabilizar o setor. Isso aumentaria o preço das diárias”, diz ele.

A ABIHMG e a Associação Mineira de Hotéis de Lazer (Amihla) argumentam, ainda, que o projeto é inconstitucional, pois já existe uma legislação nacional para o setor, a Lei Geral do Turismo. Ela define a diária como um período de 24 horas, incluídos os serviços do hotel, como a limpeza. O PL foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da ALMG, mas a aposta do presidente da Amihla, Alexandre Santos, é que seja barrado em instâncias nacionais caso continue a avançar na Casa.

Ele argumenta que a diária obrigatória de 24 horas causaria uma disrupção logística nos hotéis, especialmente na mão de obra — hoje, já difícil de ser encontrada, de acordo com os empresários do setor. Como o projeto propõe que o check-out seja realizado 24 horas depois da entrada do hóspede, independentemente de quando ela ocorra, na prática a equipe de limpeza precisaria estar a postos o dia inteiro para organizar os quartos, avalia Santos. “Seria necessário ter camareiras trabalhando 24 horas, passaria a ter adicional noturno, e a mão de obra já é escassa hoje. O natural seria bloquear até o dia seguinte o quarto que foi desocupado em um horário sem funcionários, e aí o custo aumenta”, diz Santos.

Na segunda-feira (8/9), representantes das duas entidades e outros membros do setor se encontrarão com porta-vozes do governo de Minas para discutir o tema. Na própria ALMG, não há audiência pública programada sobre o assunto.

Jornal Folha Regional
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