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Jornal Folha Regional

Mulher com mais de 70 passagens pela polícia é presa após agredir advogada em Boa Esperança

Mulher com mais de 70 passagens pela polícia é presa após agredir advogada em Boa Esperança – Foto: reprodução

Uma confusão em plena via pública terminou com a prisão de uma mulher de 40 anos na última segunda-feira (11), em Boa Esperança (MG). Ela é acusada de agredir uma advogada, de 33 anos, utilizando uma barra de ferro.

Segundo a Polícia Militar, a vítima já vinha sofrendo ameaças junto com a família, feitas pela mesma suspeita. Assim que o ataque foi registrado, equipes policiais foram acionadas e conseguiram localizar a agressora pouco depois.

O histórico criminal da detida é extenso: são mais de 70 registros policiais, envolvendo crimes como estelionato, ameaças e agressões. Em um caso recente, ela teria realizado um trote ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mobilizando equipes sem necessidade.

A advogada foi atendida por profissionais de saúde e não corre risco de morte. Já a suspeita foi encaminhada para a delegacia e segue à disposição da Justiça. As investigações continuam para verificar se outras pessoas também foram vítimas e se há ligação com delitos anteriores atribuídos à mesma mulher.

Estudantes mineiros conquistam segundo lugar mundial em torneio de robótica na Coreia do Sul

Estudantes mineiros conquistam segundo lugar mundial em torneio de robótica na Coreia do Sul – Foto: divulgação

Seis estudantes da rede estadual de Minas Gerais conquistaram o segundo lugar mundial na categoria “Missão Impossível U14”, voltada a competidores de 9 a 14 anos, na competição da Federação da Associação Internacional de Esportes Robóticos (Fira), o Fira RoboWorld Cup 2025, realizada em Daegu, na Coreia do Sul.

A competição, que começou na segunda-feira (11/8) e segue até esta sexta-feira (15/8), reúne equipes de diversos países. Os mineiros representam quatro escolas da Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Nova Era da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG).

A equipe “Na Mochila” é formada pelos estudantes Keuller Teixeira dos Santos e Lucas Miguel Souza de Moura, de 14 anos, da Escola Estadual Padre Vidigal, em Nova Era, mesma cidade da Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima, onde estuda Douglas Pietro Alvarenga, de 16 anos, além Maria Fernanda Silva Dias, de 15 anos, e Maria Vitória Eduarda Silva, de 16 anos, que são da Escola Estadual Alberto Pereira Lima, em João Monlevade, e Jhonathan Guilherme Madeira Carlos, de 16 anos, da Escola Estadual Doutor Geraldo Parreiras, também em João Monlevade.

Os estudantes foram acompanhados pelas professoras Karina de Cássia Caetano, de filosofia, e Francisca Daniella Andreu Simões Moraes, de matemática. “Representar o estado e o Brasil, viver uma nova cultura, praticar outra língua, trocar experiências e trabalhar em equipe está sendo uma oportunidade única para nossos alunos”, comenta Karina, que leciona na Alberto Pereira Lima.

Para viabilizar a participação, o Governo de Minas destinou R$ 240 mil em passagens e hospedagem, como parte do investimento total de R$ 2 milhões para custear integralmente as despesas de delegações mineiras em olimpíadas internacionais de matemática e robótica realizadas entre julho e agosto.

“É motivo de muito orgulho. É fruto da dedicação dos professores, do empenho dos estudantes e do incentivo que damos para que temas como tecnologia e inovação estejam cada vez mais presentes na nossa rede”, destaca a subsecretária de Estado de Desenvolvimento da Educação Básica da SEE/MG, Kellen Senra. 

Sobre o torneio

Criada em 1996 pelo professor Jong-Hwan Kim, a Fira organiza a competição de futebol de robôs mais antiga do mundo. O evento propõe desafios de referência em robótica e promove a aprendizagem em Steam (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática).

Outros resultados internacionais

Os resultados na Coreia do Sul se somam a conquistas recentes de estudantes da rede estadual em olimpíadas do conhecimento. Marcos Paulo de Souza, da Escola Estadual Doutor José Marques de Oliveira, em Pouso Alegre, conquistou medalha de ouro na Copernicus Olympiad – Global Round 2025, realizada de 26 a 31/7, em Nova Iorque (EUA). Já Nicoly Gabrielle Pego e Nathan Miguel dos Santos, da Escola Estadual Presidente Bernardes, em Pouso Alegre, trouxeram medalha de bronze na Asia International Mathematical Olympiad (Aimo 2025), disputada de 2 a 6/8, em Tóquio (Japão).

No total, entre julho e agosto, 43 estudantes e 16 servidores de 11 escolas estaduais foram selecionados para representar Minas Gerais e o Brasil em competições no Japão, Coreia do Sul, Singapura e Estados Unidos, com todas as despesas custeadas pelo Governo de Minas. A iniciativa integra o maior conjunto de ações de valorização do protagonismo estudantil já promovido pela rede pública estadual, ampliando oportunidades de desenvolvimento acadêmico, cultural e pessoal, reconhecendo talentos e incentivando o intercâmbio de experiências.

Governo de Minas alcança R$ 3 bilhões em investimentos na infraestrutura das escolas estaduais

Governo de Minas alcança R$ 3 bilhões em investimentos na infraestrutura das escolas estaduais – Foto: divulgação

O Governo de Minas já investiu cerca de R$ 3 bilhões na infraestrutura escolar da rede estadual de ensino, por meio do Programa Mãos à Obra na Escola, criado em 2019, e do Projeto Mãos Dadas, instituído pelo Estado em 2021.

As duas iniciativas fazem parte da estratégia da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) para manter um esforço constante no aprimoramento da estrutura das escolas, com investimentos expressivos que vêm transformando a rotina de estudantes e servidores. Reformas, ampliações, construções e adequações criam espaços mais confortáveis, seguros e funcionais para as atividades pedagógicas.

“Não medimos esforços para dar condições e criar as parcerias necessárias para melhorar a estrutura das escolas, para que os nossos estudantes tenham o ambiente apropriado para se desenvolverem e garantirem um futuro promissor”, diz o governador Romeu Zema.

Somente no primeiro semestre deste ano, o investimento chega a mais de R$ 130 milhões, contemplando desde coberturas de quadras e ampliação de salas até adequações para segurança contra incêndio, acessibilidade e melhorias na alimentação escolar.

Mãos à Obra

O Mãos à Obra na Escola segue como um dos pilares da modernização da rede física escolar em Minas Gerais. Em 2025, já foram concluídas 328 obras, contemplando 259 escolas em 173 municípios, com investimento de R$ 110 milhões referentes às entregas finalizadas. Atualmente, outras 999 obras estão em andamento.

Desde 2019, o programa concluiu 3.171 obras em 2.459 escolas de 728 municípios, totalizando R$ 1,6 bilhão investido, dos quais R$ 685 milhões nas obras finalizadas. As melhorias impactaram cerca de 684 mil estudantes.

“O Mãos à Obra na Escola foi criado a partir de um diagnóstico da rede estadual, que identificou o impacto da falta de investimentos nas condições de infraestrutura nos anos anteriores”, destaca o subsecretário de Administração da SEE/MG, Silas Fagundes.

“A iniciativa surgiu para garantir recursos voltados à recuperação completa dessa rede e o objetivo é, até o fim de 2026, zerar a lista de escolas que precisam passar por essas reformas”, complementa Silas Fagundes.

Em Manhuaçu, 11 salas na Escola Estadual Quinca Franco foram ampliadas em 2025, permitindo o retorno de alunos antes atendidos em prédio cedido. Outros exemplos são a construção de uma escola modular na Escola Estadual Indígena Izabel da Silva Maxakali, em Teófilo Otoni, e da quadra poliesportiva da Escola Estadual Professor Antônio Marques, em Uberlândia.

Governo de Minas alcança R$ 3 bilhões em investimentos na infraestrutura das escolas estaduais – Foto: divulgação

Rafael Magalhães conta a experiência dessas melhorias na Escola Estadual Bolivar Tinoco Mineiro, em Belo Horizonte, da qual ele é diretor. “Tivemos reformas importantes aqui na escola, como a reestruturação da rampa de acesso, que agora atende melhor estudantes com dificuldades de locomoção e os faz se sentirem mais acolhidos”.

“Toda mudança estrutural é muito importante. Um ambiente organizado, estruturado e equipado favorece o desenvolvimento pedagógico”, analisa o diretor Rafael Magalhães.

Mãos Dadas

Voltado à cooperação entre Estado e municípios, o Mãos Dadas garante infraestrutura para a educação infantil e o ensino fundamental. Em 2025, já foram concluídas 24 obras entre construções, reformas, ampliações e quadras, atendendo 14 escolas em sete municípios. Os investimentos somam R$ 21 milhões, considerando valores empenhados, liquidados e pagos.

As entregas de 2025 beneficiaram 4.796 estudantes, levando mais conforto e condições de estudo a alunos de Betim, Taiobeiras, Santo Antônio do Monte, Cedro do Abaeté, Presidente Olegário, Rio Paranaíba, Ubá e Minas Novas.

Desde que foi criado, o Mãos Dadas investiu R$ 1,2 bilhão em 194 construções e 424 reformas e ampliações, alcançando 163 municípios e absorvendo 64 mil matrículas. Alguns exemplos são o Centro Municipal Educacional Cecília Frederico Vieira, em Ervália, ampliações em Santo Antônio do Retiro e a construção da Escola Municipal de Tempo Integral Vereador Rafael Barbizan Condé, do 1° ao 9° anos do ensino fundamental, em Betim, com capacidade para atender 800 estudantes por turno.

Parceria intersetorial

Além das ações diretas da SEE/MG, a parceria com a Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) permite executar obras mais complexas, como restaurações e intervenções estruturais, ampliando o alcance das melhorias.

Essas intervenções têm caráter especializado, exigindo mão de obra técnica qualificada, como restaurações, intervenções estruturais complexas, mitigação de riscos geológicos, além das construções de novos prédios escolares e administrativos. Desde o início das ações, 25 escolas da rede passaram por obras, somando cerca de R$ 46 milhões aplicados. Em 2025, há 20 obras em andamento nessa parceria.

A previsão é concluir quatro obras no segundo semestre, nas escolas estaduais Dom Pedro II, em Ouro Preto, Dom Cirilo, em Raposos, Queiroz Júnior, em Conselheiro Lafaiete, e Yolanda Jovino Vaz, em Arcos.

Vereador acusado de matar ex-noivo renuncia após abertura de processo de cassação em Araújos

Vereador acusado de matar ex-noivo renuncia após abertura de processo de cassação em Araújos – Foto: redes sociais

O vereador Lucas Coelho, de 33 anos, acusado de assassinar a tiros o ex-noivo Jhonathan Simões, oficializou nesta terça-feira (12) sua renúncia ao cargo na Câmara Municipal de Araújos (MG). A decisão foi anunciada durante sessão ordinária, quando a carta assinada por sua defesa foi lida em plenário.

O documento, redigido pela advogada Isabela de Souza Damasceno, aponta questões de saúde como fator determinante para a renúncia. Segundo a defesa, Lucas é portador de transtorno bipolar, apresenta episódio depressivo grave e sofre de transtorno de personalidade dependente, condições que exigem tratamento psiquiátrico contínuo. O texto afirma ainda que o processo de cassação aberto pela Câmara agravou seu estado emocional.

Após a leitura, o presidente da Casa, Saulo Geraldo de Azevedo Santos, declarou vago o cargo e deu posse à suplente Tatyane Santos (PSD).

Lucas está em prisão domiciliar desde 18 de julho, após decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares. Ele havia sido preso no início de junho e indiciado, em 13 do mesmo mês, por homicídio qualificado.

Investigações

A Polícia Civil e o Ministério Público afirmam que Lucas agiu de forma premeditada. Segundo o delegado Ricardo Augusto de Bessas, o crime foi cometido por motivo torpe e dificultou a defesa da vítima, que teria sido surpreendida em uma tocaia.

Ainda de acordo com o delegado, o relacionamento entre Lucas e Jhonathan era marcado por conflitos e comportamento possessivo. Em fevereiro, Jhonathan registrou boletim de ocorrência relatando agressões, danos ao carro e ameaças — entre elas: “Vou derramar seu sangue, Formiga vai chorar seu luto”.

Outro ponto destacado pela investigação é que Jhonathan teria descoberto, pouco antes do crime, que havia contraído HIV e acusava o vereador, soropositivo, de não ter informado sobre sua condição no início do relacionamento.

O crime

Jhonathan Silva Simões, conhecido como Jhony, tinha 31 anos e trabalhava como professor. Ele foi morto em 29 de maio, em Formiga (MG), ao chegar em casa após o trabalho. Câmeras de segurança registraram que o atirador aguardou a vítima por cerca de 45 minutos. Jhony foi atingido por seis disparos pelas costas, e o criminoso fugiu com o rosto coberto.

O casal manteve um relacionamento de aproximadamente um ano, encerrado em fevereiro. Familiares relatam perseguições e ameaças por parte do parlamentar. Jhony chegou a solicitar medida protetiva, mas teve o pedido negado, pois, à época, a lei não incluía casais homoafetivos. Após a alteração na legislação, que passou a garantir o direito, ele não fez nova solicitação.

Lucas se apresentou à polícia em 5 de junho, em Bom Despacho, acompanhado de advogado. No dia seguinte, a Câmara suspendeu seu mandato e salário com base no regimento interno. Em nota, o Legislativo lamentou a morte de Jhony e prestou solidariedade à família.

VÍDEO | Veja reação de suspeito de matar gari ao saber que continuará preso

Um vídeo mostra o momento em que o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, reage ao ser informado que permanecerá preso pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44. As imagens foram registradas durante audiência de custódia realizada na manhã desta quarta-feira (13/8), na Central de Audiências de Custódia (CEAC), no bairro Lagoinha, região Noroeste da capital.

O crime ocorreu na última segunda-feira (11/8), no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte. A pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, sem prazo para expirar. A defesa tentou o relaxamento da prisão, alegando que o acusado é réu primário, possui bons antecedentes e residência fixa, mas o pedido foi negado.

Renê Júnior foi autuado por homicídio duplamente qualificado — por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima — e por ameaça contra a motorista do caminhão de coleta. O juiz Leonardo Damasceno destacou que o acusado já responde a processo por lesão corporal grave em São Paulo, o que indicaria “personalidade violenta e reiteração delitiva”.

Na decisão, o magistrado também citou o comportamento do suspeito no momento do crime. “Ao sacar sua pistola e apontá-la diretamente para a motorista, proferindo as palavras ‘se você esbarrar no meu carro eu vou dar um tiro na sua cara’, o autuado demonstrou total descontrole emocional e perigosa predisposição para o uso de violência letal como primeira resposta a contrariedades do cotidiano”, afirmou.

Veja o que se sabe sobre a confusão de trânsito que acabou com a morte do gari Laudemir de Souza Fernandes

O crime

Na manhã de segunda-feira (11/8), por volta das 9h, houve uma confusão no trânsito no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte. Um caminhão de coleta de lixo estava parado quando um carro BYD cinza, vindo na direção contrária, se aproximou. O motorista do carro — apontado como o suspeito — teria sacado uma arma e ameaçado a condutora do caminhão, dizendo que “iria atirar na cara” dela. Logo depois, ele teria atirado contra o gari Laudemir de Souza Fernandes, que estava trabalhando na coleta.

O gari foi atingido na região torácica, próximo às costelas, e socorrido ao Hospital Santa Rita, em Contagem, mas não resistiu aos ferimentos. Após o disparo, o suspeito fugiu no mesmo carro BYD cinza e foi localizado pela polícia na tarde do mesmo dia, enquanto malhava em uma academia de alto padrão no bairro Estoril. Ele foi preso sem oferecer resistência. Conforme relatos das testemunhas, pouco antes de ser atingido, Laudemir teria dito: “Acertou em mim”. Testemunhas que estavam no local do crime afirmaram que o suspeito “saiu tranquilo e com semblante de bravo” após atirar na vítima.

A vítima

A vítima foi identificada como Laudemir de Souza Fernandes, 44 anos, gari da Localix Serviços Ambientais. Colegas e parentes o descrevem como trabalhador, pacífico e dedicado à família. Laudemir deixou esposa, uma filha de 15 anos e enteadas; segundo testemunhas e familiares, era muito querido no trabalho e em casa.

Segundo Ivanildo Gualberto Lopes, sócio-proprietário da Localix, Laudemir tentou apaziguar a situação durante a confusão no trânsito e acabou sendo atingido enquanto trabalhava. “Agora vai estar nas mãos da Justiça e nós iremos acompanhar”, afirmou Ivanildo.

Versão de Renê

Renê da Silva Nogueira Júnior, 47 anos, negou a autoria do crime durante o depoimento. Segundo ele, no dia do homicídio, saiu de casa às 8h07 e seguiu o trajeto que costuma fazer até Betim, onde trabalha. Relatou que chegou à empresa, saiu para almoçar, retornou ao trabalho, voltou para casa ao final do expediente, trocou de roupa, saiu para passear com os cães, guardou os animais e foi à academia.

A PCMG informou que as imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas para confrontar a rota e os horários descritos por Renê. Segundo a corporação, “tem que ser comprovado” o trajeto narrado pelo suspeito. Até o momento, Renê não passou por exames periciais.

Como a polícia chegou até Renê e o que a PCMG sabe até o momento

De acordo com o delegado Evandro Radaelli, do DHPP, a Polícia Militar capturou e identificou o suspeito, que foi levado à unidade. “Fizemos o levantamento de informações, a identificação de testemunhas e conseguimos, em fase preliminar, confirmar elementos que levaram à ratificação da prisão. Também houve identificação de imagens, calibres de arma de fogo e representação pela prisão preventiva”, afirmou. Com base nesses elementos, houve representação pela prisão preventiva do suspeito. Os investigadores também pontuaram que, durante o depoimento, o suspeito não apresentava sinais de embriaguez ou de uso de drogas. “Ele é articulado, fala bem e não havia necessidade da realização do exame toxicológico”, informou o delegado Matheus Moraes.

O delegado informou ainda que o suspeito não possuía porte de arma. A informação ainda vai ser checada pela instituição com a Polícia Federal. A investigação identificou a placa e a propriedade do veículo supostamente envolvido e colheu depoimentos de todas as testemunhas; o inquérito inclui análise de imagens e oitivas para consolidar o conjunto probatório. “Identificaram a placa do veículo e, após isso, consequentemente, a propriedade. Com isso, chegaram às informações de que ele passou pelo local [do crime]. Por meio de oitivas de testemunhas, pudemos confirmar que era um indivíduo de porte físico reconhecível e pudemos confirmar a autoria do fato”, disse o delegado Evandro Radaelli.

O caso está sob investigação contínua da Polícia Civil. Renê foi autuado por homicídio duplamente qualificado e por ameaça contra a motorista do caminhão. Após os procedimentos no DHPP, ele foi encaminhado ao Ceresp Gameleira, onde aguardará audiência de custódia, marcada para esta quarta-feira (13). A esposa de Renê, a delegada Ana Paula Lamego Balbino, não sabia que o marido era suspeito de um assassinato até a prisão dele em uma academia do bairro Estoril, segundo a PCMG.

Investigação da Corregedoria e a arma

Segundo a apuração, uma pistola calibre .380 foi recolhida e entregue à Corregedoria. A delegada Ana Paula Lamego Balbino — apontada como esposa do suspeito — teve a arma pessoal entregue à Corregedoria para perícia e apuração sobre cautela e guarda do armamento. Radaelli afirmou que ainda não é possível dizer se a arma utilizada no crime pertence à delegada; essa verificação está em curso e o caso é acompanhado pela Corregedoria da Polícia Civil.

Diversos veículos noticiaram que, em depoimento, o próprio empresário afirmou que a arma pertenceria à esposa, o que motivou a instauração de procedimento pela Corregedoria para apurar eventual falha na guarda do armamento. A investigação disciplinar e o inquérito policial seguem abertos para esclarecer esse ponto.

Homenagens e velório

Familiares, amigos e colegas se reuniram na manhã de terça-feira (12/08) na Igreja Quadrangular, em Nova Contagem, para o velório de Laudemir. Em falas marcadas pela revolta e pela dor, parentes o descreveram como “uma pessoa muito trabalhadora, uma pessoa honesta, muito carinhosa e protetora, que morreu trabalhando.” 

A enteada Jessica França, 25, disse que a família está em choque e cobrou justiça. Ela informou que Laudemir é “uma pessoa muito trabalhadora, uma pessoa honesta, muito carinhosa e protetora, que morreu trabalhando. Saiu de casa cedo, era um dia que ia chegar mais tarde, mas não voltou. Todo domingo de manhã ele fazia café da manhã, cuidava da gente.” Em coro, colegas e o patrão também pediram que o caso não fique impune.

Emocionada, a esposa do gari, Liliane França, afirmou: “O Lau não voltou. Me devolveram o Lau no caixão. Não pode ficar assim, tem que haver uma mudança, tem que haver justiça.” Ela também cobrou respeito à categoria e lembrou das dificuldades e da falta de tolerância enfrentadas pelos garis.

A mãe do gari Laudemir de Souza Fernandes passou mal durante o velório do filho. Abalada, ela foi amparada por familiares e levada a um hospital após apresentar pressão muito baixa, conforme relatou a sobrinha de Laudemir. 

Ivanildo Gualberto Lopes, sócio-proprietário da Localix, disse: “Agora vai estar nas mãos da Justiça e nós iremos acompanhar.” Ele reforçou que a categoria está sensibilizada e exigiu responsabilização: “Estamos clamando por justiça. A nossa categoria é muito forte. Então não mexa com os garis.”

Quem é o suspeito

Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, é o suspeito de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44. Ele se apresenta no LinkedIn como alguém que “transforma empresas e acelera resultados através de liderança estratégica e inovação”. Ele é marido da delegada da Polícia Civil de Minas Gerais Ana Paula Balbino Nogueira.

Segundo o perfil profissional, Renê tem 27 anos de experiência executiva no setor de alimentos e bebidas e afirma possuir “histórico comprovado de gerar crescimento exponencial e liderar transformações organizacionais complexas” no mercado brasileiro e internacional.

Ele já ocupou cargos executivos em empresas como Coca-Cola, Vigor, Red Bull e Ambev. Sua experiência mais recente começou em agosto, quando assumiu a diretoria de negócios da Fictor Alimentos. Após a prisão, a empresa informou que ele havia iniciado as atividades há menos de duas semanas, repudiou a conduta atribuída ao funcionário e manifestou solidariedade à família da vítima.

Na formação acadêmica de Renê constam estudos na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Fundação Getulio Vargas (FGV), Ibmec, Universidade de São Paulo (USP), Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e Harvard Business School. Em seu LinkedIn, há uma recomendação escrita pela esposa, na qual ela afirma que ele é um “homem de caráter irrefutável”.

Defesa do suspeito

O advogado de Renê, Henrique Viana Pereira, foi procurado pela reportagem, mas preferiu não se manifestar sobre o caso.

Dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira é preso em operação contra esquema de corrupção

Dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira é preso em operação contra esquema de corrupção – Foto: reprodução

empresário Sidney OIiveira, dono da rede de farmácias Ultrafarma, foi preso na manhã da última terça-feira (12) em uma operação do MPSP (Ministério Público de São Paulo) para desarticular um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria da Fazenda do estado.

Na mesma ação, o diretor estatuário da rede Fast Shop, Mario Otávio Gomes, também foi preso. O auditor fiscal, suspeito de receber propinas, também foi preso durante a operação.

A Operação Ícaro foi deflagrada pelo GEDEC (Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos) e tem apoio da Polícia Militar. A investigação identificou um grupo criminoso responsável por favorecer empresas do setor de varejo em troca de vantagens indevidas.

Estão sendo cumpridos três mandados de prisão temporária, incluindo o de um fiscal de tributos estadual, apontado como o principal operador do esquema, e os de dois empresários sócios de empresas beneficiadas com decisões fiscais irregulares — Sidney Oliveira, da Ultrafarma, e Mario Otávio Gomes, diretor estatutário da Fast Shop.

Além das prisões, os agentes dão cumprimento a diversos mandados de busca e apreensão em endereços residenciais dos alvos e nas sedes das empresas investigadas.

De acordo com o MP, o fiscal manipulava processos administrativos para facilitar a quitação de créditos tributários às empresas. Em contrapartida, recebia pagamentos mensais de propina por meio de uma empresa registrada em nome de sua mãe. O fiscal já teria recebido, até este momento, mais de R$ 1 bilhão em propina.

Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As diligências seguem em andamento.

Em nota, a Fast Shop disse que ainda não teve acesso ao conteúdo da investigação e está colaborando com o fornecimento de informações às autoridades competentes.

Cerca de 50 trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em colheita de café no Sul de Minas

Cerca de 50 trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em colheita de café no Sul de Minas – Foto: divulgação

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 59 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em duas regiões produtoras de café em Minas Gerais.

Os resgates aconteceram no Centro-Oeste, no município de Córrego Danta, e no Sul de Minas, nas cidades de Machado e Campestre.

As fiscalizações começaram na primeira semana de agosto e contaram com apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT), Polícia Federal (PF) e Polícia Militar (PM).

Em ambos os casos, os empregados atuavam na colheita do café sem registro em carteira, sem alojamentos adequados e sem condições mínimas de segurança e saúde.

Situação no Centro-Oeste de Minas

Na zona rural de Córrego Dantas, auditores fiscais encontraram 30 trabalhadores nessa condição.

Nenhum tinha vínculo formal de emprego e todos arcavam com os próprios equipamentos de proteção e ferramentas de trabalho, como panos para colheita, rastelos e baldes – prática proibida pela legislação.

No local, não havia banheiros, lavatórios ou áreas adequadas para refeições. As 14 mulheres do grupo, assim como os demais, improvisavam espaços no meio da lavoura para comer, sentadas no chão e expostas ao sol e a animais peçonhentos.

As marmitas eram preparadas no dia anterior e consumidas frias. Um trabalhador estava com o pé quebrado havia cerca de 30 dias e não recebeu qualquer tipo de assistência.

Situação no Sul de Minas

Cerca de 50 trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em colheita de café no Sul de Minas – Foto: divulgação

Nas cidades de Machado e Campestre, seis trabalhadores foram resgatados da colheita de café em condições degradantes. Além da falta de registro, foram constatadas diversas irregularidades, como:

  • Ausência de exames médicos obrigatórios;
  • Falta de fornecimento de água potável;
  • Inexistência de programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural;
  • Falta de instalações sanitárias;
  • Alojamentos precários;
  • Ausência ou inadequação de equipamentos de proteção individual;
  • Falta de treinamento;
  • Ausência de materiais de primeiros socorros.

Para cinco desses trabalhadores, foi garantido o pagamento de mais de R$ 200 mil em verbas rescisórias e salários atrasados.

O caso mais grave foi o de um trabalhador idoso, analfabeto e sem família, que vivia havia cerca de 40 anos em uma propriedade rural em condições precárias, sem acesso a água potável ou saneamento básico.

Ele mantinha vínculos afetivos com a família do empregador original, já falecido, mas nunca teve seus direitos trabalhistas garantidos.

A situação segue em acompanhamento para assegurar que receba todos os direitos e uma condição de vida digna.

O que é trabalho análogo à escravidão?

O Código Penal define como trabalho análogo à escravidão aquele que é “caracterizado pela submissão de alguém a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou seu preposto”.

Todo trabalhador resgatado por um auditor-fiscal do Trabalho tem, por lei, direito ao benefício chamado Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (SDTR), que é pago em três parcelas no valor de um salário-mínimo cada.

Esse benefício, somado à garantia dos direitos trabalhistas cobrados dos empregadores, busca oferecer condições básicas para que o trabalhador ou trabalhadora possa recomeçar sua vida após sofrer uma grave violação de direitos.

Além disso, a pessoa resgatada é encaminhada à rede de Assistência Social, onde recebe acolhimento e é direcionada para as políticas públicas mais adequadas ao seu perfil e necessidades específicas.

⚠️ COMO DENUNCIAR? – Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: é o Sistema Ipê, disponível pela internet. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações.

A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local.

Via: G1

Lula diz que vai liberar R$ 30 bilhões em crédito para empresas afetadas por tarifaço

Lula diz que vai liberar R$ 30 bilhões em crédito para empresas afetadas por tarifaço – Foto: reprodução

As empresas afetadas pelo tarifaço do governo de Donald Trump receberão 30 bilhões de reais em linhas de crédito, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última terça-feira (12). Em entrevista ao canal Band News, ele adiantou o valor da ajuda em crédito que será anunciada nesta quarta 13.

“Amanhã, vou lançar uma medida provisória que cria uma linha de crédito de 30 bilhões de reais para as empresas brasileiras que porventura tiveram prejuízos com a taxação do Trump. [Essa quantia de] R$ 30 bilhões é o começo. Você não pode colocar mais porque não sabe quanto é”, declarou Lula, indicando que o valor pode aumentar, caso seja necessário.

De acordo com Lula, o plano dará prioridade às menores companhias e a alimentos perecíveis. “A gente está pensando em ajudar as pequenas empresas, que exportam espinafre, frutas, mel e outras coisas. Empresas de máquinas. As grandes empresas têm mais poder de resistência. Nós vamos aprovar [a medida provisória] amanhã, e acho que vai ser importante para a gente mostrar que ninguém ficará desamparado pela taxação do presidente Trump”, prosseguiu o presidente.

Segundo Lula, o plano procurará preservar os empregos e buscar mercados alternativos para os setores afetados. “Vamos cuidar dos trabalhadores dessas empresas, vamos procurar achar outros mercados para essas empresas. Estamos mandando a outros países a lista das empresas que vendiam para os Estados Unidos porque a gente tem um lema: ninguém larga a mão de ninguém”, acrescentou.

O presidente também anunciou que ajudará os empresários afetados a brigar, na Justiça americana, contra o tarifaço aos produtos brasileiros. “Vamos incentivar os empresários a brigar pelos mercados. Não dá para dar de barato a taxação do Trump. Tem leis nos Estados Unidos, e a gente pode abrir processo. Eles podem brigar lá”, explicou.

Créditos extraordinários

Também nesta terça, pouco após audiência pública no Senado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esclareceu que as medidas de ajuda virão por meio de crédito extraordinário ao Orçamento, recursos usados em situações de emergência fora do limite de gastos do arcabouço fiscal. Esse sistema foi usado no ano passado para socorrer as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

Sem dar detalhes sobre o plano, Haddad afirmou que as medidas estão 100% prontas e que contemplam as demandas do setor produtivo. Ele ressaltou que a formulação das propostas ocorreu após reuniões com vários representantes e que deve ser “o necessário para atender aos afetados”.

Formação Enem MG capacita 270 educadores no Sul de Minas e destaca resultados históricos no Enem 2024

Formação Enem MG capacita 270 educadores no Sul de Minas e destaca resultados históricos no Enem 2024 – Foto: divulgação

Nesta terça-feira (12/8), cerca de 270 professores e coordenadores do ensino médio da rede estadual participaram de mais uma edição da Formação Enem MG, realizada em Varginha. Promovido pela Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), o encontro teve como objetivo fortalecer o uso pedagógico da ferramenta Enem MG, da Editora Estudo Play, no planejamento docente e no acompanhamento das aprendizagens dos estudantes.

Estiveram presentes educadores das Superintendências Regionais de Ensino (SREs) de Passos, Caxambu, Varginha, Poços de Caldas, Pouso Alegre e Itajubá. A programação incluiu a contextualização das ações do Enem MG, a apresentação do Manual do Professor, orientações sobre redação, análise de relatórios do 1º Simulado MG, além de palestras sobre a Teoria de Resposta ao Item (TRI) e sobre recursos pedagógicos da Britannica Education.

A abertura teve espaço para a fala de representantes da SRE anfitriã e apresentação artística de um estudante, marcando o início de um dia intenso de atividades formativas.

“As formações presenciais com professores da nossa rede são mais que meros encontros: são momentos de troca de experiências, de escuta e de aprimoramento das ações pedagógicas que temos em execução hoje. Este sétimo encontro é mais um passo que fortalece nossas ações e impulsiona para que outros resultados excelentes, para além do nosso desempenho no Enem de 2024, continuem aparecendo”, afirma o coordenador de Ações de Aprendizagem do Ensino Médio da SEE/MG, Alexandre Marini. 

Ao longo do encontro, os participantes exploraram recursos voltados para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como relatórios individualizados, trilhas de aprendizagem, simulados, testes de redação e correção automática de textos por inteligência artificial. Também foram discutidas estratégias para integrar os dados da plataforma à rotina escolar, permitindo personalizar o ensino com base em evidências.

Resultados que inspiram

A formação destacou os resultados expressivos obtidos por Minas Gerais no Enem 2024. O estado alcançou o 1º lugar nacional em redações com nota entre 980 e 1.000 pontos e também liderou no grupo de notas entre 950 e 980. Obteve a maior média entre todos os estados federativos, subindo do 4º lugar, em 2023, para a primeira posição. 

Além disso, registrou o menor percentual de redações em branco dos últimos quatro anos, também o menor entre todas as federações, e apresentou um aumento significativo na participação de concluintes.

Plataforma ampliada

Em 2025, a Plataforma Enem MG foi estendida para todos os anos do ensino médio, beneficiando cerca de 700 mil estudantes e permitindo uma preparação mais ampla e estruturada para o exame.

A Formação Enem MG em Varginha integra um ciclo de encontros regionais que já passou por Montes Claros, Teófilo Otoni, Belo Horizonte, Uberlândia e Juiz de Fora. Estão previstas ainda as etapas de Unaí (26/8) e Coronel Fabriciano (9/9), totalizando mais de 2 mil professores que serão capacitados até setembro.

Governo de Minas inicia implantação do projeto Defesa Civil nas Escolas a partir de 2026

Governo de Minas inicia implantação do projeto Defesa Civil nas Escolas a partir de 2026 – Foto: divulgação

Governo de Minas lançou, na última terça-feira (12/8), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, o projeto Defesa Civil nas Escolas, que vai promover a cultura de prevenção e autoproteção na rede estadual, formando alunos, educadores e comunidades mais preparados para lidar com situações de risco e desastre.

O lançamento do projeto ocorreu durante o “Seminário Estadual de Autoproteção nas Escolas: educação e prevenção desde os primeiros passos”, realizado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec) para fomentar o diálogo e compartilhar boas práticas voltadas à segurança no ambiente escolar, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG), a Polícia Militar (PMMG) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

O projeto Defesa Civil nas Escolas, que faz parte do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil – Eixo Educação, será apoiado por um material pedagógico estratégico, com jogos, dinâmicas, estudos de caso e atividades práticas adaptadas à realidade local.

“Quando envolvemos crianças e adolescentes na autoproteção, eles se tornam multiplicadores de uma cultura que salva vidas. Essa parceria entre Defesa Civil e Secretaria de Educação é uma mudança de paradigma que transforma comportamentos e protege famílias inteiras”, explicou o chefe do Gabinete Militar do Governador e coordenador estadual de Defesa Civil, coronel Paulo Roberto Bermudes Rezende.

A proposta é que as atividades do programa sejam integradas aos componentes curriculares existentes, sem comprometer a carga horária escolar. Ainda em 2025, 1.323 escolas estaduais que possuem turmas de 4º ano receberão formação para educadores e gestores, que aplicarão a metodologia a partir de 2026. O processo de expansão para o ensino médio também já está em andamento.

“Para além de abrir oportunidades de vida, a educação pode salvar vidas. Quando unimos a autoproteção e a preparação para desastres ao ensino, formamos jovens capazes de cuidar de si e de proteger os outros”,  explicou o secretário de Estado de Educação de Minas, Rossiele Soares.

Além do lançamento do projeto, o seminário dá início a uma capacitação on-line destinada a professores, pedagogos e agentes de proteção e defesa civil. A ação une conhecimento técnico e competência pedagógica para garantir que a cultura de prevenção seja fortalecida de forma contínua e sustentável em todo o estado.

Representantes mineiros na Conferência Nacional pelo Meio Ambiente

Governo de Minas inicia implantação do projeto Defesa Civil nas Escolas a partir de 2026 – Foto: divulgação

Ao encerrar o encontro, a presidente do Servas e primeira-dama de Minas Gerais, Christiana Renault, anunciou o vencedor da etapa estadual que representará os mineiros na VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (VI CNIJMA). O projeto desenvolvido pelos alunos da Escola Coronel Nicolau Sampaio, do município de Diogo de Vasconcelos, foi escolhido para representar Minas Gerais na etapa nacional, prevista para acontecer de 6 a 11/10, em Goiânia (GO).

“É com muito entusiasmo que eu vejo uma inciativa como esta, levar a Defesa Civil para cada individuo está no lema da instituição. Cada um precisa se preocupar em se autoproteger e proteger a quem está à nossa volta”, destacou Christiana Renault, ao parabenizar os alunos vencedores e reconhecer a importância do projeto Defesa Civil nas Escolas 

Palestras e iniciativas de referência

Governo de Minas inicia implantação do projeto Defesa Civil nas Escolas a partir de 2026 – Foto: divulgação

O seminário promove palestras com representantes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e coordenadores de programas de defesa civil dos estados de São Paulo e Santa Catarina.

Também foram apresentadas iniciativas de referência, como o Programa Jovens Mineiros Sustentáveis, o Programa de Educação Ambiental (Progea), o Bombeiro nas Escolas, a Política Intersetorial para Redução do Risco de Acidentes e Desastres, o Programa Chuá, o Cemig nas Escolas e as ações do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Educação (Caoeduc/MPMG).

Jornal Folha Regional
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