Jornal Folha Regional

Minas Gerais é reconhecida internacionalmente como livre de febre aftosa sem vacinação

Minas Gerais é reconhecida internacionalmente como livre de febre aftosa sem vacinação - Foto: divulgação
Minas Gerais é reconhecida internacionalmente como livre de febre aftosa sem vacinação – Foto: divulgação

Minas Gerais acaba de alcançar um novo marco na defesa agropecuária: o reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A oficialização ocorreu nesta quinta-feira (29/5), durante a 92ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados, em Paris, diante de representantes de 183 países.

“Esse reconhecimento gera uma economia significativa para os nossos produtores rurais e representa uma vitória histórica para o nosso setor agropecuário e a cadeia da proteína animal, o que nos garante segurança alimentar e acesso ao mercado global”, comemora o governador de Minas Gerais em exercício, Mateus Simões.

Representando o Governo de Minas, participaram da cerimônia o diretor técnico do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), André Duch, e o coordenador estadual do Programa Nacional de Vigilância de Febre Aftosa (PNEFA), Natanael Lamas.

O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), Thales Fernandes, lembra a dimensão do setor agropecuário na economia mineira. “Nos primeiros quatro meses do ano, o agronegócio superou a mineração nas exportações com US$ 6,5 bilhões”, diz, ao celebrar o feito e destacar a atuação do Estado para chegar ao reconhecimento da OMSA.

“O reconhecimento internacional de Minas Gerais como área livre de febre aftosa sem vacinação reforça a robustez do serviço veterinário oficial mineiro. O trabalho do IMA, vinculado à Seapa, é importantíssimo para a agropecuária. É o órgão responsável pela defesa agropecuária em Minas Gerais e teve papel fundamental nesta conquista”, detalha Thales Fernandes.

O diretor técnico do IMA, André Duch, por sua vez, afirma que decisão da OMSA consolida décadas de esforços coordenados entre governo, setor privado, entidades e produtores. “É uma abertura de portas para novos mercados internacionais, fortalecendo o setor mineiro e brasileiro. A conquista internacional fortalece o reconhecimento nacional obtido em 2024, quando o estado foi declarado livre da doença sem vacinação pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), consolidando Minas como referência em sanidade animal”, observa Duch.

Desenvolvimento econômico

Com o aval da OMSA, Minas Gerais se posiciona entre as maiores referências globais no controle de doenças que impactam o comércio agropecuário. O novo status poderá ampliar de forma expressiva o potencial de exportação de carne e demais produtos de origem animal, abrindo portas para mercados altamente exigentes, como Japão, Coreia do Sul e União Europeia.

A agropecuária mineira se fortalece em competitividade, amplia o valor agregado de sua produção e impulsiona o desenvolvimento econômico do estado. Na prática, isso significa mais oportunidades de negócios, geração de emprego e renda no campo e nas cidades. Para o consumidor mineiro, representa também uma garantia de que os alimentos produzidos no estado seguem os mais altos padrões de sanidade animal, reforçando a confiança na produção local e a reputação de Minas Gerais como produtor de alimentos seguros e de excelência.

Prazo para declarar Imposto de Renda termina hoje; saiba o que acontece se você perdê-lo

Prazo para declarar Imposto de Renda termina hoje; saiba o que acontece se você perdê-lo - Foto: reprodução
Prazo para declarar Imposto de Renda termina hoje; saiba o que acontece se você perdê-lo – Foto: reprodução

Esta sexta-feira (30 de maio) é o último dia para declarar Imposto de Renda. A Receita Federal espera mais de 46 milhões de declarações até às 23h59, mas muita gente ainda não enviou os dados. Até a noite dessa quinta (29 de maio), mais de 6 milhões de pessoas ainda não haviam acertado as contas com o Fisco. E deixar de fazer a declaração pode ser um problema na vida do contribuinte.

Quem deixa de enviar a declaração dentro do prazo está sujeito a multa de no mínimo R$ 165,74 e no máximo de 20% do imposto devido. De acordo com a Receita Federal, o valor de R$ 165,74 se destina a quem não teve renda tributável, mas se encaixa nos outros critérios de obrigatoriedade, como rendimentos não tributáveis acima de R$ 200 mil. Já para quem teve renda (acima de R$ 33.888), a multa pode ser 1% a 20% do imposto devido.

Além disso, o contribuinte corre o risco de ficar com o CPF pendente, o que ocasiona dificuldades para abrir contas, fazer empréstimos ou crediários, por exemplo. Em situações mais graves, a Receita Federal pode considerar um caso de sonegação fiscal – o que gera uma investigação minuciosa e pode trazer muito mais problemas.

Falta documento? Entregue mesmo assim

Um dos motivos para deixar a declaração para a última hora é a falta de documentos. No entanto, mesmo faltando informações é possível remeter os dados ao Fisco. O contador e professor da faculdade Estácio, Alisson Batista, conta que, mesmo enviando incompleto, o contribuinte consegue corrigir as informações faltantes depois. “Dessa forma, ele pode ganhar um prazo extra para reunir todos os documentos, e assim conseguir fazer a declaração correta.”

Com a declaração enviada, é possível, depois, acessar novamente o documento e fazer a retificação. Isso também evita multa. “A multa pode ser um percentual do imposto apurado, e, no mínimo, 160 reais. A pessoa já fica devendo esse valor e corre outros riscos, passado o prazo da retificação, de também ter o CPF suspenso, ter algumas restrições, como comprar passagens aéreas e ter contas bancárias bloqueadas”, explica Alisson Batista.

O prazo para retificação é de 5 anos desde que a declaração não esteja sob fiscalização (malha fina), porém, quanto mais cedo a declaração for corrigida, melhor. Afinal, o contribuinte pode ter, inclusive, restituição para receber.

Primeira onda de frio de 2025 deve chegar ao Sul de Minas nesta quinta-feira (29)

Primeira onda de frio de 2025 deve chegar ao Sul de Minas nesta quinta-feira (29) - Foto: reprodução
Primeira onda de frio de 2025 deve chegar ao Sul de Minas nesta quinta-feira (29) – Foto: reprodução

A primeira onda de frio do ano já tem data para começar e promete derrubar as temperaturas em todo o Sul de Minas a partir desta quinta-feira (29). A queda nos termômetros é provocada por uma forte massa de ar polar que avança sobre o Brasil na virada do mês de maio, trazendo os primeiros dias com cara de inverno em várias cidades da região.

De acordo com a previsão, o ar frio chega acompanhado de chuva leve durante a manhã desta quinta em algumas localidades, mas ao longo do dia, o tempo começa a firmar, com céu parcialmente encoberto e sol fraco que não consegue elevar as temperaturas, por causa da atuação da massa polar.

Em Poços de Caldas, os termômetros devem marcar 16°C pela manhã e 11°C à noite, com baixa amplitude térmica, ou seja, a variação de temperatura entre o dia e a noite será pequena, mantendo o clima frio ao longo de todo o dia.

Já em Extrema, os próximos dias serão marcados por madrugadas geladas e tardes amenas:

  • Quinta-feira: mínima de 9°C, máxima de 17°C, com 2 mm de chuva;
  • Sexta-feira: mínima de 5°C, máxima de 21°C, sem chuva;
  • Sábado: mínima de 11°C, máxima de 23°C, tempo firme.

Em Jacutinga, o frio também ganha força:

  • Quinta-feira: mínima de 10°C, máxima de 18°C;
  • Sexta-feira: mínima de 7°C, máxima de 21°C;
  • Sábado: mínima de 13°C, máxima de 24°C;
  • Domingo: mínima de 13°C, máxima de 23°C.

Massa polar avança sobre o Brasil

Essa queda nas temperaturas no Sul de Minas é reflexo da primeira grande massa de ar polar de 2025, que atinge o centro-sul do Brasil e provoca até friagem na Região Norte. O período de frio intenso deve durar pelo menos até a próxima terça-feira (3 de junho).

Há previsão de temperaturas negativas e possibilidade de precipitação invernal, como neve ou chuva congelada, nas serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Capitais como Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Campo Grande e Cuiabá podem registrar os menores valores do ano até agora.

Orientação

Com a chegada do frio mais intenso, especialistas recomendam atenção redobrada com idosos, crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade, além de cuidados com doenças respiratórias. Quem ainda não tirou os agasalhos do armário, é bom se preparar: o inverno chegou mais cedo no Sul de Minas.

Via: G1

Senado aprova projeto que proíbe atletas e influencers de divulgar anúncios de bets

Senado aprova projeto que proíbe atletas e influencers de divulgar anúncios de bets - Foto: reprodução
Senado aprova projeto que proíbe atletas e influencers de divulgar anúncios de bets – Foto: reprodução

A Comissão de Esporte do Senado aprovou nesta quarta-feira (28) projeto que restringe a publicidades das chamadas bets e de suas casas de apostas.

A proposta proíbe que influenciadores, atletas, artistas e figuras públicas realizam a divulgação de plataformas de apostas. O projeto segue agora para a análise da Comissão de Comunicação e Direito Digital.

O texto aprovado foi o substitutivo do relator, senador Carlos Portinho (PL-RJ), que propôs mudanças ao texto original apresentado pelo senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).

Entre as mudanças, estão limites de horário para as divulgações de bets de acordo com o meio:

  • Televisão, streaming e redes sociais: permitido entre 19h30 e 00h;
  • Rádio: permitido entre 9h e 11h e entre 17h e 19h30.

Nas redes sociais, a publicidade de apostas só poderá ser direcionada a maiores de 18 anos e as plataformas deverão dar ao usuário o “direito de desabilitar, de forma clara e acessível, o recebimento de conteúdos de comunicação, publicidade e marketing relacionados a apostas”.

No meio impresso, a publicidade de bets será proibida. Pelo texto, durante a transmissão de eventos esportivos ao vivo, as divulgações serão autorizadas 15 minutos antes do seu início e 15 minutos após o término da transmissão.

A proposta original proibia toda e qualquer ações de publicidade, comunicação ou marketing. “O substitutivo apresentado introduz medidas restritivas e regras claras, buscando equilibrar a atividade econômica com a proteção social”, argumentou o relator.

Outra exigência do projeto aprovado é a exibição de avisos obrigatórios sobre os riscos das apostas. A maioria dos integrantes da comissão também aprovou uma emenda do senador Eduardo Girão (Novo-CE) que proíbe que ex-atletas façam divulgações de bets.

Também são vedados programas e ações de comunicação que “ensinem ou estimulem de forma direta, ou subliminar, a prática de jogos de apostas”.

Estádios e patrocínio

Em arenas e estádios, o projeto proíbe a “publicidade estática ou eletrônica de apostas de quota fixa”. A exceção será quando a empresa de aposta for o patrocinador no uniforme das equipes, patrocinador oficial do evento ou ainda caso “detenha os direitos do nome oficial do estádio, arena, evento ou competição”.

As empresas de apostas poderão patrocinar a equipes esportivas, mas a exibição de marcas não poderá ser feita em uniformes de atletas menores de 18 anos. A venda de uniformes, quando destinada ao público infantojuvenil ou disponibilizada em tamanhos infantis, não poderá conter a marca da casa de aposta patrocinadora.

A proposta ainda precisa ser analisada na Comissão de Comunicação e Direito Digital, mas o colegiado ainda não foi retomado neste ano.

Na reunião, a senadora Leila Barros (PDT-DF), defendeu que os senadores articulem o avanço da proposta, com votação diretamente no plenário, em conversa com o presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP).

Banco Central libera resgate automático de Valores a Receber

Banco Central libera resgate automático de Valores a Receber - Foto: reprodução
Banco Central libera resgate automático de Valores a Receber – Foto: reprodução

O Banco Central anunciou nesta segunda-feira (26) uma nova funcionalidade no Sistema Valores a Receber (SVR). A partir de terça-feira 27, é possível habilitar a solicitação automática de resgate de valores.

“A novidade é apenas na forma de solicitar o resgate. Antes, era necessário fazer um procedimento manual para cada pedido de resgate. Agora, quem quiser, pode automatizar as solicitações. Todas as demais funcionalidades do sistema continuam iguais”, informou o BC.

Os valores a serem resgatados são o “dinheiro esquecido” por cidadãos ou empresas em instituições financeiras como bancos e consórcios, sem que tenham sido reclamados ou transferidos para a conta do titular.

De acordo com o BC, a ideia é “facilitar ainda mais a vida do cidadão, que não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor que existe em seu nome”. Segundo a autoridade monetária, a adesão ao serviço é facultativa.

Habilitação via gov.br

A habilitação para o acesso ao SVR deve ser feita a partir de uma conta gov.br de nível prata ou ouro e verificação em duas etapas ativada.

“A solicitação automática é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem possui chave pix do tipo CPF. Quem ainda não possui essa chave deve cadastrá-la junto à sua instituição financeira”, explicou o BC.

Ainda segundo o banco, o crédito será feito diretamente pela instituição financeira na conta do cidadão. Não serão enviados avisos do BC informando a existência de algum valor devolvido.

“As instituições financeiras que não aderiram ao termo de devolução via Pix continuarão exigindo solicitação manual. Isso também se aplica a valores oriundos de contas conjuntas”, esclarece o BC.

Minas Gerais é destaque no prêmio Melhores Vilas Turísticas, da ONU Turismo

Minas Gerais é destaque no prêmio Melhores Vilas Turísticas, da ONU Turismo - Foto: divulgação
Minas Gerais é destaque no prêmio Melhores Vilas Turísticas, da ONU Turismo – Foto: divulgação

Minas Gerais se consolida, mais uma vez, como protagonista do turismo sustentável e de experiência no Brasil. Das oito vilas brasileiras selecionadas para concorrer ao prestigiado prêmio Melhores Vilas Turísticas, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) Turismo, três estão localizadas em território mineiro: Conceição de Ibitipoca, Delfinópolis e Grão Mogol.

O reconhecimento destaca a força do interior de Minas como guardião de paisagens naturais, práticas culturais centenárias e hospitalidade singular. Além das vilas mineiras, foram indicadas Antônio Prado (RS), Cocanha (SP), Leoberto Leal (SC), Linha Bonita (RS) e Piraí (SC).

“Esse resultado confirma que Minas tem um papel central na construção do turismo de futuro: sustentável, enraizado na cultura local e comprometido com o bem-estar das comunidades. Essas três cidades simbolizam essa nova fase do turismo mineiro”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira.

A premiação tem como objetivo reconhecer destinos rurais que adotam práticas sustentáveis e contribuem para o desenvolvimento social, econômico e ambiental. Os vencedores serão anunciados em novembro, durante a Assembleia Geral da ONU Turismo. Atualmente, a rede global conta com 254 vilas reconhecidas mundialmente.

Delfinópolis

Delfinópolis, no Centro-Oeste do estado, é conhecida como paraíso ecológico por suas matas ciliares que abrigam diversas espécies em extinção. As cachoeiras são o principal atrativo. As mais famosas são a Claro; do Luquinha e do Paraíso.

Destaque para a Fazenda Paraíso que conta com oito cachoeiras. Para os turistas que apreciam caminhadas, a cidade oferece trilhas, como Casinha Branca, Pico Dois Irmãos, Chora Mulher e Chapadãozinho.

Grão Mogol

No final do século 17, a procura por diamantes atraiu para o Arraial de Serra de Grão Mogol diversas pessoas interessadas no garimpo. A exploração alavancou o crescimento da cidade e destacou-a como a mais importante cidade da região Norte de Minas Gerais.

Os conjuntos arquitetônicos da avenida Beira-Rio, das ruas Cristiano Belo e Juca Batista levam o turista de volta ao passado. A cidade tranquila e autêntica oferece também aos visitantes locais com paisagens como as da Serra Geral, Trilha do Barão, Cachoeira do Inferno e Gruta Lapa da Água Fria. O centro histórico é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) desde 2016.

Conceição de Ibitipoca

Charmoso distrito do município de Lima Duarte, conhecido por sua atmosfera rústica e natureza exuberante. Situado nas proximidades do Parque Estadual do Ibitipoca, atrai visitantes em busca de trilhas, cachoeiras e paisagens de tirar o fôlego, como a Janela do Céu e a Cachoeira dos Macacos.

Suas ruas de pedra, pousadas aconchegantes e opções de gastronomia local criam um ambiente acolhedor, ideal para quem busca contato com a natureza e experiências autênticas no interior de Minas. O clima ameno, aliado à hospitalidade dos moradores, faz de Ibitipoca um destino cada vez mais buscado.

Minas Gerais investe R$ 159 milhões e descentraliza incentivos para arte, territórios e economia da criatividade

Minas Gerais investe R$ 159 milhões e descentraliza incentivos para arte, territórios e economia da criatividade - Foto: divulgação
Minas Gerais investe R$ 159 milhões e descentraliza incentivos para arte, territórios e economia da criatividade – Foto: divulgação

Minas Gerais inaugura uma nova era de justiça cultural, desconcentração e democracia com a consolidação do Descentra Cultura, política pública do Governo de Minas, inédita no Brasil, que descentraliza os investimentos em cultura e amplia o acesso ao fomento em todas as regiões do estado.

Em 2024, ano de regulamentação do Descentra Cultura, dois marcos fundamentais definiram essa transformação. O primeiro foi o reconhecimento oficial das Congadas como Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG).

O segundo marco foram os editais pioneiros voltados às Afromineiridades, como parte do Programa de Proteção da Cultura Afro de Minas Gerais, fortalecendo o papel das comunidades negras, quilombolas e de terreiro na formação da cultura mineira. 

Esses editais destinaram recursos da ordem de R$ 3,9 milhões, assegurando apoio direto a projetos de tradição, inovação e expressão artística enraizados nos territórios. Outro avanço decisivo foi a captação recorde de cerca de R$ 159 milhões, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LeiC) em 2024, conforme dados da Diretoria de Economia da Criatividade da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG).

“Com o reconhecimento das Congadas como patrimônio imaterial e a interiorização dos recursos culturais, Minas repara uma dívida histórica com todas as expressões afrodescendentes e tradicionais. Estamos promovendo justiça cultural de verdade – não apenas no discurso, mas na prática, no orçamento e na política pública”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira.

Ações de valorização em 2025

Em 2025, as ações de valorização seguem com força total: editais exclusivos para as culturas tradicionais e afrodescendentes, projetos de arte contemporânea em diálogo com o território, apoio técnico, formação continuada e investimento direto nas comunidades e artistas. O reconhecimento das Congadas não se limita ao título – é acompanhado de política pública efetiva, com recursos, planejamento e estrutura para sua continuidade.

Proposto pelo Executivo e aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o Descentra Cultura resulta de uma construção coletiva que envolveu secretarias de Estado, prefeituras, artistas, produtores culturais e, sobretudo, o Conselho Estadual de Política Cultural. Até 2022, a maior parte dos recursos se concentrava na capital e nos grandes centros. A partir de 2023, as prioridades foram revistas com base em escuta pública e pactuação institucional.

Em 2024 e 2025, o interior do estado representou 61% do total de inscrições, alcançando 537 municípios nas 13 regiões intermediárias de Minas Gerais.

Pela primeira vez, uma diretriz das conferências estaduais de cultura foi plenamente aplicada: 30% dos recursos do fomento foram destinados às culturas populares, artes tradicionais, patrimônio, culturas indígenas e afro-brasileiras, incluindo congadas, folias, maracatus, reinados, capoeiras, benzedeiras, mestres de tradição e também manifestações contemporâneas ancoradas nos territórios.

Operação Mar de Minas IV: Bombeiros, PM e Marinha do Brasil garantem segurança no Lago de Furnas, em Alfenas

Operação Mar de Minas IV: Bombeiros, PM e Marinha do Brasil garantem segurança no Lago de Furnas, em Alfenas - Foto: divulgação
Operação Mar de Minas IV: Bombeiros, PM e Marinha do Brasil garantem segurança no Lago de Furnas, em Alfenas – Foto: divulgação

No último domingo (25), o Corpo de Bombeiros de Alfenas (MG) se uniu à Polícia Militar e à Marinha do Brasil na realização da Operação Mar de Minas IV, uma ação focada na segurança aquática na região da Ponte das Amoras, situada no Lago de Furnas. A operação visa não apenas garantir a segurança dos frequentadores, mas também promover a fiscalização de comércios e a orientação em relação ao uso de embarcações.

Durante a ação, diversas vistorias foram realizadas em bares e estabelecimentos localizados nas proximidades da orla, com o intuito de verificar a conformidade com as normas de segurança. As equipes de bombeiros orientaram os proprietários e os visitantes sobre a importância do uso correto de coletes salva-vidas e reforçaram as principais regras de segurança na navegação.

Além das vistorias e orientações, a operação também teve um viés de combate à criminalidade, com atividades que visam a prevenção de delitos na região. A integração entre os órgãos de segurança é fundamental para garantir um ambiente mais seguro para moradores e visitantes durante a temporada de lazer.

A Operação Mar de Minas IV é parte de uma iniciativa coordenada em todo o estado, que busca fortalecer a segurança nas áreas de lagos e represas. Com foco na conscientização sobre os riscos e na prevenção de acidentes, os Bombeiros de Alfenas se dedicam a proporcionar um ambiente seguro, ressaltando a importância da responsabilidade individual e coletiva.

Para emergências, a população pode acionar os serviços de emergência pelo número 193. A atuação dos Bombeiros de Alfenas continua sendo fundamental para a proteção da vida, especialmente nas áreas de lazer, onde a segurança deve ser sempre prioridade.

Operação Mar de Minas IV: Bombeiros, PM e Marinha do Brasil garantem segurança no Lago de Furnas, em Alfenas - Foto: divulgação
Operação Mar de Minas IV: Bombeiros, PM e Marinha do Brasil garantem segurança no Lago de Furnas, em Alfenas – Foto: divulgação

Via: Minas Acontece

Projeto prevê que ‘influencer mirim’ só atue com autorização da Justiça

Projeto prevê que ‘influencer mirim’ só atue com autorização da Justiça - Foto: reprodução
Projeto prevê que ‘influencer mirim’ só atue com autorização da Justiça – Foto: reprodução

Deputada federal de Minas Gerais, Duda Salabert (PDT) apresentou um projeto que considera exploração infantil o trabalho monetizado de crianças e adolescentes nas redes sociais. Pela proposta, esse tipo de atividade teria de ser previamente autorizado pelo Poder Judiciário. A deputada argumenta que a exigência já existe para outras atividades culturais e esportivas exercidas por menores de idade. “Nós estamos apenas estendendo a regra para as redes sociais, por uma questão de combate ao trabalho infantil no Brasil”, explica a parlamentar mineira.

Uma das previsões do projeto de lei é o bloqueio das verbas obtidas por esse trabalho infantil nas redes até que a criança ou adolescente envolvido atinja os 18 anos.

“O que a gente está percebendo é que, com a popularização das redes sociais e também da monetização, muitas crianças têm surgido como influenciadoras digitais e estão monetizando, ou seja, gerando dinheiro com esses vídeos”, afirma Duda. 

O levantamento TIC Kids Online, realizado desde 2015 pelo Cetic.br, projeto vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (cgi.br) e que traz um panorama da presença infantil na internet, aponta que 81% dos usuários de 9 a 17 anos possuem um celular próprio e relata a identificação de contas de crianças e adolescentes usadas para promoção de casas de apostas.

Nas últimas edições, o levantamento não trouxe um número de quantas crianças ou adolescentes produzem conteúdo com potencial de monetização nas redes sociais, mas em 2021, ano em que esse dado foi destacado, cerca de 8% das contas de menores, quase 1,6 milhão de perfis, produziam algum tipo de conteúdo publicitário. 

Um exemplo da atuação de menores nas redes é o caso do “pastor mirim” Miguel Oliveira, 15. Com mais de 1,4 milhão de seguidores apenas em uma rede social, o “missionário”, como ele próprio se classifica, chegou a ser impedido pelo Conselho Tutelar de continuar a atuar como pregador nas redes sociais. A orientação de interromper as atividades veio após reunião com os pais do adolescente e a constatação de que ele não estaria mais frequentando a escola para priorizar suas atividades nas redes. Contudo, na última quarta-feira (21 de maio), seus perfis nas redes informaram que ele vai voltar a fazer suas pregações.

Na proposta de Duda Salabert, a parlamentar define como “influenciador digital mirim” qualquer pessoa com idade inferior a 18 anos que produz, de forma remunerada ou com potencial de monetização, conteúdo em plataformas digitais”, incluindo redes sociais e aplicativos de compartilhamento de vídeos, com finalidade “publicitária, promocional ou de entretenimento”.

Além de controlar quem pode ser “influenciador mirim”, a deputada federal quer colocar ordem na forma de trabalhar das crianças nas redes sociais. “Máximo de duas horas diárias para crianças de até 12 anos e quatro horas para adolescentes de 13 a 17 anos, incluindo pausas obrigatórias, vedadas as atividades noturnas”, diz o texto. O projeto apresentado neste mês aguarda despacho do presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser analisado pelas comissões da Casa.

Ministério da Agricultura e Pecuária atualiza lista de cafés impróprios para consumo

Ministério da Agricultura e Pecuária atualiza lista de cafés impróprios para consumo - Foto: reprodução
Ministério da Agricultura e Pecuária atualiza lista de cafés impróprios para consumo – Foto: reprodução

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou, na última sexta-feira (23), uma nova atualização em seu alerta de risco aos consumidores, identificando marcas e lotes de café torrado considerados impróprios para o consumo humano. A lista foi atualizada após análises laboratoriais que confirmaram o descumprimento dos padrões estabelecidos pela Portaria nº 570, de 9 de maio de 2022.

Nesta nova lista, três marcas foram desclassificadas: Melissa, Pingo Preto e Oficial. O recolhimento dos produtos impróprios já foi determinado.

A DM Alimentos, responsável pelo café Melissa, afirma que o produto não é comercializado como café torrado e moído, e que seu enquadramento nesta condição é “tecnicamente equivocado e juridicamente inadequado”. Já as empresas responsáveis pelas marcas Pingo Preto e Oficial não responderam em contatos feitos por telefone e e-mail.

As razões para a desclassificação incluem a presença de matérias estranhas e impurezas acima do limite permitido, bem como níveis de micotoxinas superiores ao tolerado pela legislação vigente.

“Tais elementos indicam que os produtos não atendem aos requisitos de identidade e qualidade previstos para o café torrado, motivo pelo qual foram desclassificados”, afirma o Mapa, no comunicado feito após a conclusão das análises e a comunicação oficial às empresas responsáveis.

Aos consumidores que compraram os produtos listados, o ministério orienta deixar de consumi-los imediatamente. É possível solicitar aos fabricantes a substituição do produto com base nas disposições do Código de Defesa do Consumidor.

Além disso, caso os produtos desclassificados ainda estejam sendo comercializados, o Mapa solicita que a ocorrência seja comunicada por meio do canal oficial Fala.BR. Ao registrar a denúncia, é importante informar o nome e endereço do estabelecimento onde a compra foi realizada.

Em julho do ano passado, uma operação do Ministério da Agricultura e Pecuária identificou 19 marcas produzindo café torrado e moído impróprio para o consumo por excesso de impurezas ou presença de elementos estranhos.

Os lotes reprovados foram comercializados nos estados de Amazonas, Goiás, Piauí, Minas Gerais, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná e Tocantins. Os fabricantes tiveram que retirar lotes de circulação.

Dona do Café Melissa promete recorrer

A DM Alimentos, dona do café Melissa, afirma em comunicado que vai recorrer da decisão do ministério. “O produto fiscalizado não se trata de café torrado e moído, tampouco de qualquer produto enquadrado nas normas específicas da cadeia do café, reguladas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária”, diz.

A empresa aponta que o alimento tem composição múltipla e distinta dos produtos chamados de café. “O produto não é comercializado nem rotulado como café ‘torrado e moído’. Não utiliza exclusivamente grãos de café, mas sim uma formulação alternativa, legalmente permitida e cumprindo rigorosamente as normas da Anvisa”.

A dona do café Melissa ainda diz que “não induz o consumidor ao erro, pois sua rotulagem é clara quanto à finalidade e composição”. A DM Alimentos contesta a fiscalização feita pelo Mapa, diz que essa tarefa cabe à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e promete contestar judicialmente da decisão.

Já as empresas responsáveis pelos cafés Pingo Preto e Oficial foram procuradas, mas não atenderam a tentativas de contato por email ou telefone.

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