Jornal Folha Regional

Já colocou seu bebê de bruços hoje?

Dra. Lígia Conte, fisioterapeuta especializada em pediatria - Foto: arquivo pessoal
Dra. Lígia Conte, fisioterapeuta especializada em pediatria – Foto: arquivo pessoal

Qual mãe ou pai nunca se perguntou se o seu bebê está se desenvolvendo de maneira adequada? Essa dúvida é muito comum entre as famílias, que, ao receberem o recém-nascido em casa, são frequentemente bombardeadas por informações conflitantes sobre o que deve ou não ser feito. Um dos temas que gera mais questionamentos é a prática de colocar o bebê de barriga para baixo, na posição de bruços.

De acordo com a Dra. Lígia Conte, fisioterapeuta especializada em pediatria, essa postura é cercada por mitos e desinformação. “Durante a gestação, fala-se muito sobre o parto, a amamentação e o puerpério, mas pouco se discute sobre o desenvolvimento motor do bebê após o nascimento. Muitos pais acabam acreditando que a posição de bruços pode ser prejudicial, mas, na verdade, é essencial para o crescimento saudável”, explica.

Um dos motivos que contribuiu para a confusão foi a campanha Back to Sleep, que orienta colocar os bebês para dormir de barriga para cima até cerca dos seis meses, como forma de prevenir a Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL). “Essa recomendação é válida para o sono noturno e as sonecas sem supervisão, mas é importante que os bebês passem tempo de bruços quando estão acordados e sob supervisão. Essa posição traz inúmeros benefícios para o desenvolvimento”, reforça Dra. Lígia.

A fisioterapeuta enumera uma série de vantagens da posição de bruços para o bebê:

Fortalecimento muscular: Fortalece a musculatura do pescoço, costas, braços, quadril e abdômen, preparando o bebê para marcos motores como rolar, engatinhar e sentar.

Desenvolvimento sensorial e motor: Permite que o bebê explore o ambiente sob uma nova perspectiva, melhorando a coordenação motora e integrando reflexos primitivos.

Ajuda digestiva: Alivia desconfortos relacionados ao refluxo e auxilia na formação dos tubos digestivos.

Estímulo ao sistema nervoso: Promove conexões nervosas e melhora o desenvolvimento sensorial, especialmente ao incentivar a sucção das mãos.

Segundo a Dra. Lígia, o ideal é que o bebê seja colocado de bruços em superfícies firmes e seguras, como um tatame emborrachado, em diferentes momentos do dia. “A supervisão é fundamental para garantir a segurança do bebê. O ambiente deve estar livre de objetos perigosos e sempre preparado para a interação com os pais ou cuidadores”, orienta.

Conhecer a importância da posição de bruços é uma forma de garantir que o bebê alcance todo o seu potencial de desenvolvimento. “Essa prática não é perigosa, cansativa ou forçosa, como muitos acreditam. Ao contrário, ela contribui para que o bebê desenvolva habilidades motoras e sensoriais de maneira plena e saudável”, finaliza Dra. Lígia.

Se o bebê ainda não ficou de bruços hoje, é hora de proporcionar essa experiência. Ele vai aproveitar cada momento e desenvolver novas conquistas!

A fisioterapeuta fala mais sobre o tema em seu guia Jornada do Bebê. Para mais informações, acesse: https://www.desenvolvecrianca.com.br/jornada.

Minas Gerais registra cinco novas mortes por dengue em 48h

Minas Gerais registra cinco novas mortes por dengue em 48h - Foto: reprodução
Minas Gerais registra cinco novas mortes por dengue em 48h – Foto: reprodução

Em dois dias cinco novas mortes em decorrência da dengue foram registradas em Minas Gerais. Até o início da tarde desta quinta-feira (27/3), conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), 28 infecções fatais foram registradas.

Os novos casos foram registrados em Uberlândia, Iturama e Limeira do Oeste, no Triângulo Mineiro. Além disso, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, e em Alterosa, no Sul de Minas Gerais. Conforme o painel de monitoramento das arboviroses do Governo de Minas, até então, Uberlândia e Uberaba têm liderado os óbitos por dengue, com oito registros cada.

Além dos óbitos em que foi confirmado a relação com a infecção da dengue, até o início desta tarde, a SES-MG investiga outras 65 infecções fatais. O levantamento diário também apontou que 33.333 exames testaram positivo para a doença. 

Comorbidades 

De acordo com o Governo de Minas, a maior parte dos óbitos foram registrados de pacientes mulheres de 70 a 74 anos, o que corresponde a 17,86%. No entanto, na mesma faixa etária o percentual de homens que morreram em decorrência da dengue é de 3,57%. 

Ainda segundo o monitoramento da SES-MG, 67,87% das pessoas que perderam a vida para a  arbovirose possuem algum tipo de comorbidade. Desse total, a maior presença é de pacientes com quadro de hipertensão, em seguida estão casos de doença renal e diabetes.  

O infectologista Leandro Curi, que integra a equipe do Hospital Semper, acredita que perdemos a guerra contra o vetor transmissor da dengue. Porém, o especialista defende que a prevenção mais eficaz é a vacina. “Minha expectativa é que enquanto ela [vacina contra a dengue] ainda não é produzida em nosso país, que seja possível comprar mais doses para ampliar a proteção e estendê-la para outras faixas etárias”, destaca. 

Vacina

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já aprovou o uso de duas vacinas contra a dengue: Qdenga, do laboratório japonês Takeda; e Dengvaxia, do laboratório francês Sanofi- Pasteur. A primeira foi incorporada ao calendário de vacinação e é distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o último ano. Ela é indicada para pessoas de 4 a 60 anos, não sendo indicada para aplicação em idosos. 

Em 14 de fevereiro, o Ministério da Saúde permitiu a ampliação temporária do público-alvo da vacina. A medida é válida para doses com prazo de validade iminente. Apesar disso, em Minas Gerais, até o momento, não há informações sobre o remanejamento da aplicação.

De acordo com o governo federal, por conta da dificuldade de produção e importação das doses, nas Unidades Básicas de Saúde (UBs) as doses estão sendo ofertadas para crianças de 10 a 14 anos, sendo que em alguns estados e municípios, devido a falta de procura o público alvo foi ampliado para 6 a 14 anos. Já o imunizante francês, pode ser aplicado em pessoas de todas as idades mas, ela só pode ser utilizada por aqueles que já tiveram dengue, sendo contraindicada para pessoas que nunca tiveram contato com o vírus.

Prefeitura de Passos abre salas de hidratação para pacientes com dengue; veja locais

Prefeitura de Passos abre salas de hidratação para pacientes com dengue; veja locais - Foto: reprodução
Prefeitura de Passos abre salas de hidratação para pacientes com dengue; veja locais – Foto: reprodução

A Prefeitura de Passos (MG) iniciou, na última segunda-feira (10), o funcionamento de três salas de hidratação para pacientes com dengue.

Este ano, de acordo com a prefeitura, Passos registrou 570 notificações de possíveis casos de dengue e 10 confirmações da doença. Até o momento, nenhum caso de zika ou chikungunya foi detectado no município.

Os espaços funcionarão das 17h, ás 21h nos Posto de Saúde da Família (PSF):

  • Jardim Canadá – Rua João Teixeira Mendes, 940
  • Planalto – Avenida Brasília, s/n
  • Casarão – Rua São Paulo, 1120

Os pacientes com sintomas de dengue passarão primeiro por uma triagem. Se houver suspeita da doença, serão encaminhados à sala de hidratação. Em casos mais graves, o paciente poderá ser direcionado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Em todas as Salas de Hidratação, os profissionais de saúde foram capacitados para testes de dengue. Com apenas uma gota de sangue, é possível obter o resultado em 20 minutos, identificando a presença de dengue, zika ou chikungunya.

Mas o paciente só será testado após passar por um protocolo de manejo clínico do Ministério da Saúde. A prioridade desses testes é para pessoas com maior risco de agravamento da doença.

A recomendação é que pessoas com sintomas procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Via: G1

MG confirma segunda morte por chikungunya, e óbitos por dengue saltam 44% no fim de semana

MG confirma segunda morte por chikungunya, e óbitos por dengue saltam 44% no fim de semana - Foto: reprodução
MG confirma segunda morte por chikungunya, e óbitos por dengue saltam 44% no fim de semana – Foto: reprodução

O governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria da Estado de Saúde (SES), confirmou nessa segunda-feira (10 de março) a segunda morte por chikungunya. A nova vítima é um idoso entre 80 e 89 anos que morava em Ipatinga, no Vale do Aço.

Conforme a pasta da saúde do Estado, o idoso tinha comorbidades, como diabetes e hipertensão. A outra morte pela doença era uma idosa, da mesma faixa etária, moradora de Arceburgo, com as mesmas comorbidades. No momento são 4.985 casos prováveis de chikungunya. 

No último balanço da SES, o número de mortes por dengue também saltou. Eram nove na última sexta-feira (7 de março), contra 13 nessa segunda-feira. Os óbitos em investigação caíram, passando de 42 para 41. Uberlândia agora tem cinco vítimas por dengue, o maior número disparo em todo o Estado. Em seguida aparecem as cidades de Areado, Carmo do Paranaíba, Itapagipe, Iturama, Monte Carmelo, Ponte Nova, Uberaba e União de Minas. 

Apesar do aumento, os números ainda estão bem abaixo do que foi registrado no mesmo período de 2024, o ano da pior epidemia da história. Nas 11 primeiras semanas do ano passado, foram 575 mortes por dengue e 81 óbitos por chikungunya. 

São Paulo registra primeiro caso de nova cepa de mpox no Brasil

Geralmente, a mpox apresenta quadros leves e moderados que duram de 2 a 4 semanas. Os pacientes costumam ter lesões na pele, como bolhas e feridas, além de febre, dor de cabeça, calafrio e fraqueza - (crédito: ERNESTO BENAVIDES / AFP)
Geralmente, a mpox apresenta quadros leves e moderados que duram de 2 a 4 semanas. Os pacientes costumam ter lesões na pele, como bolhas e feridas, além de febre, dor de cabeça, calafrio e fraqueza – (crédito: ERNESTO BENAVIDES / AFP)

O Ministério da Saúde confirmou na última sexta-feira (7), o primeiro caso de mpox no Brasil causado por uma nova cepa do vírus, a 1b. A paciente é uma mulher de 29 anos da região metropolitana de São Paulo, cujo quadro clínico evolui bem. Ela teve contato com um familiar do Congo, país africano onde a doença é endêmica.

De acordo com o ministério, não foram identificados casos secundários até o momento. A vigilância sanitária municipal de São Paulo está rastreando possíveis contatos da paciente. Até agora, apenas a cepa 2 do vírus tinha sido identificada no Brasil.

O caso da nova cepa foi confirmado por laboratório, segundo o ministério. A análise sequenciou o genoma completo do vírus, que é muito próximo aos casos da cepa 1b detectadas em outros países.

No Brasil, foram 2.052 casos da doença em 2024. Neste ano, são 115 casos até fevereiro. Não foi registrada nenhuma morte por mpox no País nos últimos dois anos. O ministério afirma que os pacientes geralmente apresentam sintomas leves e moderados.

O Ministério da Saúde afirmou que acompanha o caso em conjunto com as Secretarias Estadual e Municipal de Saúde de São Paulo. A pasta disse ainda que comunicou o caso à Organização Mundial da Saúde (OMS). A OMS decretou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) para a mpox em agosto de 2024.

O Congo é um país da África Central, onde a mpox é considerada endêmica (frequente) desde a década de 1970. Segundo o Ministério da Saúde, o país teve um surto nacional da doença em dezembro de 2022. Nesse período, o surgimento da cepa 1b motivou um “aumento significativo” de casos no país, segundo nota técnica do ministério.

Ainda de acordo com o ministério, casos da cepa 1b foram registrados em Uganda, Ruanda, Quênia, Zâmbia, Reino Unido, Alemanha, China, Tailândia, Estados Unidos da América, Bélgica, Angola, Zimbábue, Canadá, França, Índia, Paquistão, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Omã, Catar e África do Sul.

O que é mpox e quais os sintomas

A mpox é causada pelo vírus MPXV. A transmissão ocorre por contato com pacientes infectados ou por materiais contaminados pelo vírus. Abraços, beijos e relação sexual com pessoas contaminadas oferecem risco, assim como o contato com lesões na pele, feridas, bolhas ou secreção.

Geralmente, a mpox apresenta quadros leves e moderados que duram de 2 a 4 semanas. Os pacientes costumam ter lesões na pele, como bolhas e feridas, além de febre, dor de cabeça, calafrio e fraqueza. Os sintomas podem aparecer até 21 dias após a infecção.

O Ministério da Saúde recomenda que pessoas com sintomas procurem uma unidade de saúde. Elas devem informar se tiveram contato com alguém doente e, se possível, evitar atividades sociais e coletivas e contato próximo com outras pessoas.

Técnica criada por médico mineiro pode ajudar soldados da Guerra da Ucrânia a recuperarem a visão

Técnica criada por médico mineiro pode ajudar soldados da Guerra da Ucrânia a recuperarem a visão - Foto: divulgação
Técnica criada por médico mineiro pode ajudar soldados da Guerra da Ucrânia a recuperarem a visão – Foto: divulgação

Uma técnica inovadora desenvolvida em Belo Horizonte pode ajudar soldados feridos pela guerra da Ucrânia a recuperarem a visão. Muitos foram afetados por explosões e estilhaços em áreas de conflito.

Duas médicas ucranianas estão por aqui para aprender este tratamento.

“Na nossa clínica o número de traumas deste tipo aumentou 40 vezes”, segundo a cirurgiã oftalmologista Wiktoriia Halko.

Quem desenvolveu a técnica foi o médico Sérgio Canabrava. Segundo ele, o procedimento foi criado com o intuito de ajudar pacientes com catarata.

“A ideia foi criar uma técnica em que o cristalino, a lente natural do olho, fosse restaurada sem a necessidade de pontos”, disse o médico ao podcast Gerais no g1 (ouça mais acima).

A técnica cirúrgica, premiada mundialmente, está disponível no SUS.

Ela fez com que as médicas ucranianas viajassem quase 11 mil quilômetros para aprendê-la. Yullia Smishko disse que chega a atender, por dia, dez soldados com ferimentos nos olhos.

A técnica cirúrgica, premiada mundialmente, está disponível no SUS.

Ela fez com que as médicas ucranianas viajassem quase 11 mil quilômetros para aprendê-la. Yullia Smishko disse que chega a atender, por dia, dez soldados com ferimentos nos olhos.

Uso em animais

A técnica, inicialmente para catarata, além de ajudar soldados a recuperarem a visão, também está sendo usada em clínicas veterinárias.

“Um médico veterinário me procurou querendo usar a técnica em cães. Eu nunca tinha pensado dessa forma. Mas ele foi adaptada e também foi um sucesso”, contou Canabrava.

Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado

Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado - Foto: divulgação
Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado – Foto: divulgação

O governador Romeu Zema anunciou, na quarta-feira (12), o investimento de R$ 210,7 milhões do Governo de Minas para ampliar as coberturas vacinais no estado, com destaque para a intensificação da vacinação contra a febre amarela.

O valor foi pactuado durante reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) do Sistema Único de Saúde (SUS-MG) e será destinado ao Programa Mineiro de Imunizações (PMI).

O objetivo da nova estratégia – detalhada durante o encontro semanal da Sala de Monitoramento de Arboviroses da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) – é garantir que todos os municípios tenham condições de ampliar a vacinação, protegendo a população contra as doenças preveníveis.

O governador destacou o trabalho e investimentos do Governo do Estado para diminuir os casos de arboviroses como dengue, zika, chikungunya, febre oropouche e a febre amarela.

“Nossa Secretaria de Saúde está na linha de frente do enfrentamento às arboviroses e tem dado todo suporte, apoio e orientação para que possamos fazer esse combate de forma efetiva e como foi visto em diversas frentes. Lembrando a questão da conscientização da população, das crianças, que é de fundamental importância e um trabalho contínuo”, enfatizou Romeu Zema.

Distribuição dos recursos

Em 2025, serão liberados R$ 105,3 milhões, com uma primeira parcela de R$ 41,9 milhões. Os repasses vão do Fundo Estadual de Saúde para os Fundos Municipais.

O financiamento, que segue até 2026, inclui repasses fixos e variáveis, condicionados ao cumprimento de metas de cobertura vacinal.

Febre amarela

Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado - Foto: divulgação
Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado – Foto: divulgação

Em 2025, Minas Gerais registrou um caso confirmado de febre amarela em humanos, em Extrema, e uma morte de primata não humano, em Toledo. A vigilância epidemiológica foi reforçada, especialmente no Sul do estado, onde houve confirmação da circulação do vírus.

O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, alertou sobre o perigo da febre amarela e colocou o Estado à disposição dos municípios para que toda a população possa se vacinar.

“A febre amarela já tem uma porcentagem de letalidade alta e se a pessoa não for vacinada, aumenta ainda mais a chance de óbito. Então, temos vacinas que não faltam nos postos de saúde e precisamos enfrentar essa batalha. Vamos incentivar os municípios a fazer busca ativa para que a população possa se vacinar”, destacou Fábio Baccheretti.

As equipes da SES-MG adotaram estratégias como busca ativa de não vacinados, capacitação de profissionais para identificação de casos e campanhas de conscientização.

Em 2024, a cobertura vacinal em crianças menores de um ano foi de 87,68%, abaixo da meta de 95%, o que torna a intensificação da vacinação uma prioridade.

Vacinação itinerante

Os Vacimóveis são ferramentas fundamentais na estratégia para ampliar a cobertura de imunização em todo o estado. O veículo, adaptado para funcionar como um centro de vacinação itinerante, facilita a mobilização das equipes e contribui para a regularização da situação vacinal de comunidades inteiras.

O objetivo do Governo de Minas é levar a vacina para além dos postos de saúde, alcançando a população em locais de grande circulação, como praças, rodoviárias e áreas de difícil acesso.

Ações preventivas e monitoramento

Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado - Foto: divulgação
Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado – Foto: divulgação

O Estado também fortaleceu a vigilância a possíveis focos dos mosquitos transmissores e realiza análises laboratoriais de primatas mortos para identificar precocemente a circulação viral.

Além disso, municípios com casos confirmados ou epizootias devem realizar monitoramento rápido da cobertura vacinal e campanhas em áreas de difícil acesso.

A SES-MG reforça que a vacina contra a febre amarela está disponível gratuitamente no SUS para pessoas de 9 meses de idade até os 59 anos.

Atualmente, o esquema vacinal indicado contra a doença é uma dose aos 9 meses e outra de reforço aos 4 anos. Para a pessoa que recebeu somente uma dose da vacina antes de completar 5 anos, está indicada a dose de reforço, independentemente da idade atual.

Prevenção no Carnaval

Com a chegada do Carnaval, período de grande circulação de pessoas em Minas Gerais, o governo estadual também destaca a importância da vacinação contra a febre amarela para turistas e moradores.

A vacina, presente no calendário de vacinação do estado desde 2008, é recomendada para todos que residem ou viajam pela região e deve ser aplicada pelo menos dez dias antes do deslocamento para garantir a proteção adequada.

O abastecimento de vacinas contra febre amarela está regular em todo o estado e, com ações intensificadas e financiamento garantido, o Governo de Minas espera ampliar a cobertura vacinal, reduzir o risco de surtos e fortalecer a proteção contra a doença.

Monitoramento

Instalada pelo Estado em 3/2/2025, na SES-MG, a Sala de Monitoramento das Arboviroses é um espaço para a consolidação de informações de gestão, dados epidemiológicos, assistenciais e laboratoriais, que vão subsidiar a tomada de decisão por parte do governo estadual, incluindo o planejamento e coordenação das ações de enfrentamento às arboviroses.

A iniciativa visa ao acompanhamento cada vez mais eficaz da situação epidemiológica dessas doenças no estado por meio de análises técnicas e apresentação dos dados disponíveis nos diferentes sistemas, em reuniões semanais.

Governo de Minas instala sala para monitorar dengue e outras arboviroses

Governo de Minas instala sala para monitorar dengue e outras arboviroses - Foto: divulgação
Governo de Minas instala sala para monitorar dengue e outras arboviroses – Foto: divulgação

Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) instalou, nesta segunda-feira (3/2), a Sala de Monitoramento das Arboviroses.

A iniciativa visa o acompanhamento cada vez mais eficaz da situação epidemiológica de doenças como dengue, zika, chikungunya, febre oropouche e febre amarela no estado.

A sala é um espaço para a consolidação de informações de gestão, dados epidemiológicos, assistenciais e laboratoriais, que vão subsidiar a tomada de decisão por parte do governo estadual, incluindo o planejamento e coordenação das ações de enfrentamento às arboviroses.

“Verificamos, neste início de ano, o aumento de casos de arboviroses, mas nada comparado ao que tivemos em 2024. Por isso, é fundamental a vigilância do cenário epidemiológico”, explica o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi.

“A sala de monitoramento tem um papel primordial, que é o de agregar todos os dados necessários dos 853 municípios mineiros, dando subsídios e suporte às ações a serem realizadas, tanto pelo Estado quanto pelos municípios, de forma a estarmos cada vez mais próximos da população”, destaca Eduardo Prosdocimi.

O subsecretário também ressalta o reforço das ações para ampliar a vacinação contra a febre amarela no estado.

“Neste início de ano, verificamos epizootias e casos de febre amarela no Sul de Minas e estamos dando uma resposta imediata, intensificando a vacinação em todo o estado, inclusive com a destinação de recursos para que os municípios viabilizem as ações em seus territórios”, salienta.

Ações de combate

Governo de Minas instala sala para monitorar dengue e outras arboviroses - Foto: divulgação
Governo de Minas instala sala para monitorar dengue e outras arboviroses – Foto: divulgação

A SES-MG trabalha ao longo de todo o ano, de forma integrada com os municípios, para implementar medidas de controle aos vetores de arboviroses, com destaque para o serviço de monitoramento por drones que permite a identificação de áreas de difícil acesso, como caixas d’água e piscinas descobertas, e possibilitam a aplicação precisa de larvicidas.

A estratégia é fruto da política Vigidrones, que, com investimentos de R$30 milhões, está sendo implementada nas 28 Unidades Regionais de Saúde de forma gradual para otimizar o trabalho dos Agentes Comunitários de Endemias (ACE).

Para o controle da população de mosquitos, a SES-MG descentralizou a rede de veículos equipados com aspersores (UBV-Veicular) que serão utilizados para a aplicação espacial de inseticidas. Nesta ação, foram repassados R$ 28 milhões para os consórcios municipais de saúde que vão atender todo o território mineiro.

“De forma complementar, a partir do dia 17/2, nossa Força Tarefa Estadual do SUS vai percorrer todo o estado, capacitando os municípios em manejo clínico e em estratégias de vigilância, preparação e resposta para o período sazonal”,  anuncia Prosdocimi.

De acordo com o subsecretário, o trabalho será iniciado com ações simultâneas de sete duplas nas Unidades Regionais de Saúde (URS) de Pouso Alegre, Belo Horizonte, Ubá, Januária, Coronel Fabriciano, Uberaba e Diamantina.

Desde 2022, a SES-MG já repassou, mais de R$ 228 milhões aos municípios para a prevenção, o enfrentamento e o manejo clínico das arboviroses.

Além disso, na sexta-feira (7/2), a SES-MG começará a distribuição às URS dos 405.845 testes rápidos NS1 em cassete, recebidos do Ministério da Saúde, para diagnóstico de dengue.

Cenário

Minas Gerais registrou, até 3/2, 19.598 casos prováveis de dengue. Desse total, 6.277 foram confirmados, sendo que há 11 óbitos em investigação e dois confirmados para a doença.

Em relação à febre chikungunya, foram registrados 1.824 casos prováveis da doença, dos quais 1.352 foram confirmados e há um óbito em investigação.

Quanto ao vírus Zika, há cinco casos prováveis da doença e um confirmado. Destaca-se que não há registro de caso de zika confirmado por método direto (RT-PCR) desde 2018 no estado.

Sobre a febre amarela, Minas Gerais confirmou um caso em humanos e uma epizootia em 2025.

Para a febre oropouche, até 29/1, foram identificadas 336 amostras que testaram positivo pelo método RT-PCR no estado.

Febre amarela: primeira morte em MG é confirmada no Sul do Estado

Febre amarela: primeira morte em MG é confirmada no Sul do Estado - Foto: reprodução
Febre amarela: primeira morte em MG é confirmada no Sul do Estado – Foto: reprodução

Minas Gerais registrou a primeira morte por febre amarela em 2025. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), nesta terça-feira (4 de fevereiro). O Estado está sob alerta do Ministério da Saúde para o aumento da transmissão da doença infecciosa febril aguda, que é transmitida pela picada de mosquitos. 

A morte foi registrada na cidade de Extrema, no Sul de Minas. O paciente foi diagnosticado com a doença na última sexta-feira (31 de janeiro). Segundo a SES-MG, trata-se de um morador de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, que se deslocava diariamente para o município de Extrema. O local provável de contaminação ainda é investigado pela SES-MG.

O Estado também registra um caso positivo de Febre Amarela em primata não humano (PNH), no município de Toledo, também no Sul de Minas.

Ministério da Saúde alerta para aumento de casos 

A confirmação da primeira morte em Minas acontece após o Ministério da Saúde divulgar alerta sobre o aumento da transmissão da febre amarela no Estado mineiro, além de São Paulo, Roraima e Tocantins. A nota técnica encaminhada às secretarias de saúde destaca que o período sazonal da doença vai de dezembro a maio e recomenda a intensificação das ações de vigilância e de imunização nas áreas consideradas de risco.  

O estado de São Paulo, de acordo com a pasta, concentra a maior parte dos casos de febre amarela registrados ao longo das primeiras semanas de 2025. “Por isso, o Ministério da Saúde decidiu ampliar o envio de doses do imunizante para o governo estadual. O estado receberá dois milhões de doses até o início de fevereiro, sendo 800 mil doses extras. Destas, um milhão foi entregue em janeiro”.

A febre amarela: transmissão 

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, transmitida pela picada de mosquitos. Embora não aconteça contágio de pessoa para pessoa, as notificações aumentam com a circulação do vírus pelos mosquitos. 

No ciclo urbano, a febre amarela é transmitida pelo Aedes aegypti (o mesmo transmissor da dengue, zika e chikungunya); e no ciclo silvestre, é transmitida principalmente pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes.

Risco de morte

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem febre amarela grave podem morrer. Por isso, é fundamental procurar ajuda médica imediatamente ao surgirem os primeiros sinais e sintomas. 

Vacina

A vacina é a principal ferramenta de prevenção da febre amarela. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, disponível nos postos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualmente, a cobertura vacinal contra a Febre Amarela em Minas está em 86,30%. A meta vacinal estabelecida pelo Programa Nacional de Imunização é de 95% de cobertura.

Governo de Minas vai distribuir testes rápidos de diagnóstico de dengue aos municípios

Governo de Minas vai distribuir testes rápidos de diagnóstico de dengue aos municípios - Foto: reprodução
Governo de Minas vai distribuir testes rápidos de diagnóstico de dengue aos municípios – Foto: reprodução

Governo de Minas se prepara para iniciar, nos próximos dias, a distribuição de 405.845 testes rápidos NS1 em cassete, para diagnóstico de dengue no estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). A iniciativa se soma às inúmeras ações de enfrentamento à doença realizadas pela SES-MG, ao longo de todo o ano, nos 853 municípios mineiros.

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, o teste rápido, que será enviado pelo Ministério da Saúde, é uma importante estratégia na atenção primária.

“Tão logo o paciente chegue na unidade de saúde com os sintomas característicos da doença, ele deve ser acolhido e realizar a detecção por meio do teste rápido. Caso o resultado seja positivo, o manejo clínico será imediatamente iniciado, evitando assim casos graves e óbitos”, explica Prosdocimi

Todavia, o subsecretário de Vigilância em Saúde ressalta que, embora seja um grande aliado, o uso do teste não deve ser determinante para a conduta clínica, especialmente na presença de sinais de alarme e gravidade, mesmo que o teste seja negativo.

“A conduta terapêutica deve ser definida com base no quadro clínico, nos resultados de exames inespecíficos, como o hemograma com contagem de plaquetas, e na situação epidemiológica local”, reforça.  

Os critérios para distribuição dos testes aos municípios serão pactuados na reunião de fevereiro da Comissão Intergestores Bipartite (CIB-SUS/MG), formada pela SES-MG, gestora estadual do Sistema Único de Saúde (SUS), e secretários municipais de saúde. Tão logo seja pactuada a entrega às Unidades Regionais de Saúde (URS), os testes estarão à disposição dos municípios mineiros.

Mobilização

Eduardo Prosdocimi também enfatiza a importância de que toda a população esteja mobilizada para combater o mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, zika, chikungunya e também da febre amarela. “Estamos no período sazonal e contamos com o apoio de todos os mineiros para eliminar focos de água parada em suas casas.

“É fundamental o trabalho conjunto para a prevenção, aliado ao início precoce do tratamento em caso de infecção pelo mosquito, pois todo e qualquer óbito por dengue é evitável e trabalhamos firmemente para que não ocorram”, finaliza o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG.

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