Minas Gerais confirma primeira morte por hantavírus – Foto: reprodução
O estado de Minas Gerais confirmou que registrou uma morte por hantavírus, segundo informações apresentadas pela Secretaria Estadual de Saúde no último domingo (10). A vítima é um homem, de 46 anos, morador do município de Carmo do Paranaíba (MG).
Segundo a pasta, o homem teve histórico de contato com roedor silvestre em uma lavoura. Os primeiros sintomas teriam ocorrido no dia 2 de fevereiro, com princípio de cefaleia. Quatro dias depois, ele procurou atendimento ao apresentar febre, dor muscular, nas articulações e na região lombar.
Amostras biológicas foram coletadas e encaminhadas à Fundação Ezequiel Dias (Funed). O resultado apresentou sorologia IgM reagente para hantavírus. O homem morreu no dia 8 de fevereiro.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, “trata-se de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença.”
O Ministério da Saúde disse que ainda não é possível confirmar se essa seria a primeira morte em razão do vírus no Brasil, em 2026.
Hantavírus no Brasil
O Paraná confirmou dois casos de hantavírus nesta sexta-feira (8), segundo a Secretaria de Estado de Saúde. Um dos pacientes é da cidade Pérola D’Oeste, próxima à fronteira com a Argentina, e o outro de Ponta Grossa, nos Campos Gerais.
Além disso, mais 11 casos estão sendo investigados e outros 21 foram descartados. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, a doença está sob controle no Paraná e a rede pública seguirá acompanhando e monitorando os casos suspeitos.
O alerta da secretaria ocorre após a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgar casos e mortes por hantavirose registrados em um navio de cruzeiro que viajava da Argentina para Cabo Verde.
Tanto a morte registrada em Minas Gerais como os casos confirmados no Paraná não possuem relação com as contaminações pelo vírus no navio de cruzeiro MV Hondius.
O que se sabe sobre o hantavírus?
A hantavirose é uma zoonose viral aguda de notificação compulsória imediata. Ela é transmitida aos humanos principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Outras formas de contágio incluem o contato do vírus com mucosas, arranhões ou mordidas desses animais.
O vírus pode causar Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus e a Síndrome da Angústia Respiratória Aguda. Os sintomas incluem febre, dores nas articulações, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais. Caso evolua para a fase cardiopulmonar, também é possível apresentar dificuldade para respirar, pressão baixa e tosse seca.
Ao primeiro sinal da doença, o recomendado é procurar um serviço de saúde imediatamente.
Surto da doença em alto-mar
A identificação da doença no cruzeiro Hondius foi confirmada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta terça-feira (5). Ao que indicam as investigações, a transmissão aconteceu de pessoa para pessoa a bordo do navio.
A embarcação, operada pela empresa de turismo Oceanwide Expeditions, partiu de Ushuaia, na Argentina, no mês passado, em uma viagem pelo Oceano Atlântico, com paradas em algumas das ilhas mais remotas do mundo.
E, ao longo do percurso, vários passageiros adoeceram com uma doença respiratória de rápida progressão, informou a empresa. O caso resultou em três mortes pelo vírus.
Mais de 70% dos municípios de MG estão em alerta ou risco por dengue, chikungunya e zika – Foto: reprodução
Um levantamento recente acendeu o sinal de atenção em Minas Gerais: pelo menos 606 municípios estão em situação de alerta ou risco para doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, chikungunya e zika. O número representa cerca de 71% das cidades do estado.
Os dados fazem parte do primeiro Levantamento Rápido de Índices para o mosquito, o LIRAa, realizado em 2026 pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Segundo o órgão, o cenário está dentro do esperado para o período sazonal, que vai de outubro a maio.
Como estão distribuídos os índices
Ao todo, 819 dos 853 municípios mineiros participaram da análise, que considera a presença de larvas do mosquito em imóveis. Entre janeiro e março, o resultado apontou três níveis de classificação:
213 cidades com índice satisfatório (até 0,99%)
422 em situação de alerta (entre 1% e 3,9%)
184 em situação de risco (igual ou acima de 3,9%)
O levantamento é feito por amostragem e ocorre quatro vezes ao ano. Durante o processo, agentes visitam residências sorteadas, identificam possíveis focos com água parada e coletam larvas para cálculo do índice de infestação.
Principais focos estão dentro de casa
De acordo com o estudo, a maior parte dos criadouros do mosquito está dentro ou nas proximidades das residências. Entre os principais locais estão caixas d’água destampadas, vasos de plantas, pneus e objetos descartados em quintais e terrenos.
Prevenção depende da população
O Ministério da Saúde reforça que medidas simples podem reduzir significativamente a proliferação do mosquito. Entre as principais orientações estão:
Manter caixas d’água e reservatórios bem tampados
Evitar acúmulo de sujeira em calhas
Guardar garrafas e baldes com a boca para baixo
Limpar ralos, canaletas e bandejas de eletrodomésticos
Utilizar areia em pratos de plantas e higienizá-los regularmente
Eliminar água parada em objetos e recipientes
Manter piscinas limpas e cobertas
Descartar corretamente materiais que possam acumular água
Caso não seja possível eliminar focos com larvas, a recomendação é utilizar produtos de limpeza ou acionar agentes de saúde para aplicação de larvicidas, desde que não se trate de água para consumo.
Situação das doenças em 2026
De acordo com dados atualizados pela Secretaria na última terça-feira (14), Minas Gerais já registrou 45.091 casos prováveis de dengue em 2026, dos quais 15.887 foram confirmados.
O estado contabiliza ainda 10 mortes confirmadas pela doença, enquanto outros 26 óbitos seguem em investigação.
Em relação à chikungunya, são 3.899 casos confirmados e uma morte. Já a zika soma seis casos confirmados neste ano.
Ministério da Saúde aprova e SUS passará a oferecer tratamento contra o câncer que não cai cabelo – Foto: reprodução
O tratamento contra o câncer no Brasil sofreu uma mudança significativa em 2026. O pembrolizumabe, uma forma de imunoterapia, agora está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo novas opções para diversas neoplasias.
Esse avanço surgiu de um acordo entre o Ministério da Saúde, o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD para a fabricação nacional desse medicamento. Antes, ele só era amplamente acessível na rede privada, devido aos custos elevados. Alternativa de tratamento é conhecida por não causar queda de cabelo como efeito colateral.
Este acordo, firmado em março de 2026, marca uma nova era para pacientes com câncer, que agora têm acesso a tratamentos imunológicos mais avançados.
Efeitos do pembrolizumabe no tratamento do câncer
O pembrolizumabe estimula o sistema imunológico a atacar células cancerígenas, bloqueando os mecanismos que as células tumorais usam para evitar a resposta imunológica.
Diferente da quimioterapia, que destrói as células, este método reforça o sistema de defesa do corpo. Para cânceres como o melanoma, os resultados são particularmente promissores, mas podem variar em outros casos.
Mesmo com avanços, o impacto do pembrolizumabe difere entre os tipos de câncer. Estudos mostram que a terapia pode ampliar a sobrevida dos pacientes, especialmente em melanoma, mas o efeito pode ser mais moderado para outros tipos de tumores.
Produção nacional
A nacionalização da fabricação do pembrolizumabe representa um avanço significativo. A produção interna deve reduzir custos, embora a terapia ainda seja cara em redes privadas, com valores em torno de R$ 27 mil por sessão.
Isso permitirá ao SUS uma maior oferta de tratamentos, visando ampliar o acesso aos pacientes.
Cientistas brasileiros são premiados por pesquisas sobre Alzheimer – Foto: Fernando Frazão
Cientistas de todo o mundo tentam encontrar novas abordagens para a doença de Alzheimer, e dois laboratórios brasileiros têm se destacado nessa corrida. Recentemente, os pesquisadores Mychael Lourenço, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Wagner Brum, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foram premiados por organizações internacionais por suas contribuições ao tema.
Lourenço foi contemplado com o ALBA-Roche Prize for Excellence in Neuroscience Research, oferecido pela organização Alba a cientistas em meio de carreira que já alcançaram conquistas excepcionais. Já Brum foi escolhido como o Next “One to Watch” (“O próximo para ficar de olho”, em tradução livre), prêmio concedido pela organização americana Alzheimer’s Association a jovens cientistas promissores.
A doença de Alzheimer é considerada um dos grandes desafios da medicina, já que até hoje poucos tratamentos se mostraram eficazes para retardar a sua evolução, e nenhuma cura foi encontrada.
O sintoma mais reconhecido é a perda de memória recente, mas, conforme a doença progride, o paciente adquire dificuldades de raciocínio, comunicação e até de movimentação, se tornando completamente dependente.
Dados sobre os brasileiros
O professor da UFRJ Mychael Lourenço estuda o Alzheimer desde a sua graduação em Biologia, e foi apurando esse interesse durante o mestrado, doutorado e pós-doutorado, até assumir a docência e fundar o Lourenço Lab, grupo de pesquisa dedicado às demências.
“Eu sempre me interessei por coisas misteriosas. Por exemplo: ‘como é que o cérebro funciona?’. Não tenho resposta até hoje, mas continua sendo um objeto de interesse bastante grande”, ele brinca.
Mas Lourenço não é movido apenas pela curiosidade.
“Nós temos hoje no mundo em torno de 40 milhões de pessoas com doença de Alzheimer. Dessas, umas 2 milhões devem estar no Brasil, um número que pode ser subestimado por causa de problemas de acesso à saúde e diagnóstico. E nós temos uma população que está envelhecendo cada vez mais, mas a maior parte dos estudos são feitos no Norte global. Nós precisamos de dados para entender a doença no Brasil”
O pesquisador explica que, desde quando Alois Alzheimer descreveu a doença, em 1906, já se sabia que ela causava placas no cérebro, mas somente na década de 80 cientistas descobriram que essas placas são compostas por beta-amiloide, fragmentos de proteína que se acumulam por alguma razão.
Contudo, drogas eficazes na remoção dessas placas não conseguiram reverter a doença, mostrando que há um hiato entre causa e efeito que a ciência ainda precisa preencher.
“A gente continua tentando entender o que faz com que o cérebro se torne vulnerável e desenvolva a doença, inclusive olhando para o que a gente chama de resiliência para o Alzheimer. Tem pessoas como a Fernanda Montenegro, por exemplo, com 96 anos, e completamente lúcida e ativa. E tem pessoas que desenvolvem a placa de beta-amiloide no cérebro e não apresentam sintoma cognitivo. O que elas têm de diferente?”
Em paralelo, o Lourenço Lab também está testando em animais substâncias que podem evitar o acúmulo da beta-amiloide e de outra proteína, chamada tau, que também está envolvida na formação das placas.
“Possivelmente, essas proteínas têm tendência a se acumular, mas as células têm um sistema natural de degradação que a gente chama de proteassoma. Mas, no Alzheimer, é como se a companhia de lixo parasse de funcionar. Então, aumentar a atividade desse sistema seria uma forma de tentar melhorar esse fluxo”.
Entrevista com o pesquisador da UFRJ Mychael Lourenço, que estuda Alzheimer e recebeu o prêmio ALBA-Roche Prize for Excellence in Neuroscience Reserach em 2026 – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Diagnóstico precoce
Outra linha de pesquisa é voltada para o diagnóstico precoce da doença, o que pode possibilitar que ela seja controlada antes de causar danos irreversíveis ao cérebro.
Lourenço coordena uma pesquisa que busca identificar se marcadores biológicos encontrados no sangue de pessoas com Alzheimer em outros países também são válidos para os brasileiros, e se a nossa população apresenta algum marcador específico.
“A doença de Alzheimer não aparece quando os sintomas aparecem: ela começa a se desenvolver muito tempo antes. Então, a gente está tentando pegar essa janela, em que a doença está se desenvolvendo, mas os sintomas ainda não apareceram tão claramente”.
“Talvez a gente nunca vai conseguir curar o paciente que já está num estágio muito avançado. Mas a gente pode conseguir interromper a doença antes disso”, ele acrescenta.
As pesquisas com biomarcadores também foram responsáveis por colocar o médico Wagner Brum sob os holofotes. Hoje, ele faz doutorado na UFRGS e é pesquisador do Zimmer Lab, grupo de pesquisa sobre Alzheimer. Sua verve científica se manifestou desde cedo.
“Eu estudei numa escola pública bem tradicional do Rio Grande do Sul, chamada Fundação Liberato, que organiza uma feira de ciências que é a maior da América Latina. Eu cresci com a minha mãe me levando nessa feira, então, quando eu entrei no ensino médio, eu já comecei a trabalhar com pesquisa. Na faculdade, eu escolhi a UFRGS por ser uma faculdade com muita tradição em pesquisa, onde eu ia poder me desenvolver como médico pesquisador”.
O pesquisador Wagner Brum foi premiado pela organização americana Alzheimer’s Association – Foto: AAIC/Divulgação
O trabalho de maior projeção de Brum foi o desenvolvimento de protocolos para a implementação clínica de um exame de sangue que consegue diagnosticar a doença de Alzheimer, a partir da presença da proteína p-tau217, um dos principais biomarcadores da doença.
Apesar de o teste ter se mostrado preciso durante as pesquisas, era preciso criar os padrões de leitura para que ele fosse adotado na rotina diagnóstica. E foi isso que Brum fez.
“Em pacientes com medição muito alta ou muito baixa, claramente a gente poderia saber, apenas com o exame de sangue, se a pessoa tem ou não a doença. Mas tem cerca de 20% a 30% que ficam numa faixa intermediária, e esses precisam de um exame adicional”.
Do laboratório para o SUS
De acordo com Brum, o protocolo aumenta a confiabilidade do exame, e já está sendo usado por laboratórios na Europa e Estados Unidos. Infelizmente, no Brasil, apenas poucos laboratórios privados já incorporaram a tecnologia. Mas o Zimmer Lab continua suas pesquisas, almejando facilitar o diagnóstico da doença em larga escala.
“Para ele ser implementado no SUS, que é o nosso grande objetivo, são necessários estudos mostrando que a introdução desses exames pode melhorar tanto a confiança diagnóstica quanto mudar o tratamento do paciente. O que se tem visto em outros países é que esses exames fazem isso”
Testes com essa pretensão já estão sendo feitos no Rio Grande do Sul e depois serão expandidos para outras cidades do Brasil. Brum ressalta que, atualmente, o diagnóstico do Alzheimer é feito principalmente a partir dos sintomas, com a análise clínica feita pelo médico e o auxílio de exames não totalmente precisos.
“O que se acaba fazendo, mais comumente, são exames de imagem estrutural, tomografia ou ressonância, que conseguem informar quais partes do cérebro já apresentam uma atrofia. Mas até o processo do envelhecimento causa atrofia natural, assim como outras doenças neurodegenerativas. Existem padrões mais típicos ao Alzheimer, mas esses exames não são específicos”
Os dois testes precisos já existentes são o exame de líquor, que examina material retirado da coluna vertebral, e a Tomografia por Emissão de Positrons (PET-CT), mas ambos são caros e pouco acessíveis.
Brum acredita que a adoção do exame de sangue poderia não só facilitar o diagnóstico, como aumentar a confiança dos médicos em suas condutas. No futuro, exames de biomarcadores também podem detectar a doença, antes que os sintomas apareçam.
“É muito bom ver que a comunidade de pesquisa internacional presta atenção no que a gente faz e valoriza o que a gente faz. Tem muita gente fazendo pesquisa de excelência no Brasil, em muitas áreas diferentes, e que merece visibilidade.”
Os dois pesquisadores premiados trabalham com recursos de instituições de pesquisa como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Instituto Serrapilheira e Idor Ciência Pioneira.
Minas Gerais tem sete casos de mpox confirmados em 2026 – Foto: reprodução
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou que o estado contabilizou sete casos de monkeypox em 2026. As ocorrências foram registradas em três municípios mineiros, com maior concentração na capital.
Em Belo Horizonte, foram identificados cinco pacientes. Dois diagnósticos foram confirmados nos dias 7 e 29 de janeiro, outro em 24 de fevereiro e dois nesta sexta-feira (27). Já em Contagem, na Região Metropolitana, houve uma confirmação em 29 de janeiro. O município de Formiga, localizado no Centro-Oeste mineiro, registrou um caso no dia 24 de fevereiro.
De acordo com a SES-MG, todos os pacientes são homens, com idades entre 30 e 45 anos. O órgão informou ainda que todos apresentam evolução clínica satisfatória, caminhando para a cura.
Sintomas e orientação
Entre os principais sintomas da doença estão lesões cutâneas, febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios, fraqueza e aumento dos gânglios linfáticos (ínguas). A recomendação é que pessoas com esses sinais procurem uma Unidade Básica de Saúde para avaliação médica e relatem possível contato com casos suspeitos ou confirmados.
Formas de transmissão e prevenção
A transmissão da monkeypox ocorre principalmente por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais ou objetos contaminados. Para reduzir o risco de infecção, a orientação é evitar contato com pessoas que apresentem sintomas ou tenham diagnóstico confirmado.
Durante a assistência a pacientes, devem ser utilizados equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras. Pessoas com suspeita ou confirmação da doença precisam permanecer em isolamento até o término do período de transmissão e evitar o compartilhamento de itens pessoais, como toalhas, roupas, lençóis e talheres. A higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel também é considerada essencial.
Tratamento e vacinação
O tratamento da monkeypox é voltado ao alívio dos sintomas e à prevenção de complicações, já que não existe medicamento específico contra a doença. A maioria dos pacientes apresenta quadro leve ou moderado.
A estratégia de imunização no estado prioriza grupos com maior risco de desenvolver formas graves, como pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão — especialmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses. Também estão incluídos profissionais de laboratório que atuam com nível de biossegurança 2 e indivíduos que tiveram contato direto com fluidos ou secreções de casos suspeitos.
Minas Gerais inicia vacinação contra dengue para profissionais de saúde – Foto: divulgação
O Governo de Minas ampliou a vacinação contra a dengue para profissionais de saúde que estão na linha de frente e realizam atendimentos na Atenção Primária à Saúde (APS), como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários e profissionais administrativos.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) recebeu e distribuiu imediatamente aos 853 municípios mineiros mais de 82 mil doses da vacina, desenvolvida pelo Instituto Butantan e enviadas pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de operacionalizar a imunização dos profissionais com até 59 anos.
A meta estipulada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) é alcançar 90% de cobertura vacinal desse público.
Para o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, a proteção desse público representa um avanço importante na prevenção contra a dengue no estado. “Agora é o momento para que os profissionais que trabalham no atendimento à população nos postos de saúde sejam vacinados contra a dengue, principalmente porque estamos no período sazonal”.
“A vacinação se soma às ações de prevenção desenvolvidas em todo o estado e aos investimentos estaduais para reduzir os casos de arboviroses”, reforça Prosdocimi, que assegura que o imunizante de dose única é eficaz e representa uma medida estratégica para reduzir, a médio e longo prazo, a dengue como emergência de saúde pública.
Profissional protegida
A enfermeira da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Horto, em Belo Horizonte, Patrícia Soares Lamounier Simões Lima, recebeu a dose da vacina nessa segunda-feira (2/3) e reforçou a importância do ato para o enfrentamento da dengue.
“Tenho 50 anos e nunca peguei dengue, mas já ouvi relatos e observei, pelos casos que atendi aqui na UBS, que é uma doença grave, que traz várias complicações. Ter a vacina disponível e de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é de grande importância para evitar o agravamento da doença. Tomei a dose única e recomendo a todos. Foi muito tranquilo e indolor, agora estou protegida”, relata a enfermeira.
Ampliação
De acordo com o Ministério da Saúde, a próxima etapa de ampliação ocorrerá de forma gradativa, iniciando pelo público adulto a partir de 59 anos até alcançar as pessoas com 15 anos de idade, conforme a disponibilidade e a entrega de doses pelo órgão federal. A previsão é que, no segundo semestre de 2026, as doses já estejam sendo distribuídas aos estados para a ampliação.
Em Minas, o município de Nova Lima foi escolhido para um estudo-piloto nacional que avalia o impacto da imunização de mais de 50% da população em curto intervalo de tempo. A vacinação no município teve início no dia 17/1 para toda a população elegível, com idade entre 15 e 59 anos. Além de Nova Lima, o estudo também ocorre em Maranguape (CE) e Botucatu (SP).
A vacina 100% brasileira foi desenvolvida pelo Instituto Butantan, é de dose única e tetraviral, ou seja, protege contra os sorotipos 1, 2, 3 e 4 de dengue.
Butantan antecipa entrega de 1,3 mi de vacinas contra dengue ao SUS – Foto: reprodução
O Instituto Butantan anunciou nessa terça-feira (24/2) que antecipará para o primeiro semestre de 2026 a entrega de 1,3 milhão de doses da vacina contra dengue Butantan-DV ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Inicialmente. o lote seria entregue no segundo semestre deste ano. Com o novo prazo, serão distribuídas ao todo 2,6 milhões de doses no primeiro semestre.
A vacina Butantan-DV é produzida no parque fabril do próprio instituto, na capital paulista. O imunizante, aplicado em dose única, tetraviral e 100% nacional, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser utilizado na população brasileira de 12 a 59 anos. Nesse público, o imunizante mostrou 74,7% de eficácia geral, 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme e 100% de eficácia contra hospitalizações por dengue.
Na segunda semana de fevereiro, o Ministério da Saúde iniciou a vacinação contra a dengue dos profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde das Unidades Básicas de Saúde) da Atenção Primária, com a previsão de proteger 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente do SUS.
Novo terreno
O governo do estado de São Paulo anunciou, também nessa segunda-feira (23/2), a transferência de um terreno no bairro do Jaguaré, zona oeste do município de São Paulo, para a criação de um novo polo de inovação e desenvolvimento de imunobiológicos do Instituto Butantan, além do investimento de R$ 1,38 bilhão em novas fábricas para produção de vacinas e imunobiológicos.
Nessa área, vamos produzir nosso parque fabril para levarmos São Paulo onde queremos: um expoente máximo da ciência, da biotecnologia, do desenvolvimento e da inovação em Saúde no nosso país, disse o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva.
Verba para a saúde é insuficiente para 83% dos municípios de Minas – Foto: reprodução
Oito em cada dez municípios de Minas Gerais revelam enfrentar insuficiência de recursos para a execução das políticas públicas de saúde, aponta uma pesquisa inédita divulgada pelo Instituto DATATEMPO e pela agência Brasil Comunicação. Para 83,1% dos secretários responsáveis pela gestão do serviço nas cidades, embora prevista na Constituição Federal, a aplicação mínima de 15% da arrecadação de impostos no setor tem resultado em subfinanciamento para o atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), o que eleva a pressão sobre os cofres municipais.
O levantamento exclusivo, que faz um raio-x da saúde em Minas Gerais sob a ótica das administrações municipais, será apresentado hoje, a partir das 8h, a prefeitos, vice-prefeitos, secretários, gestores hospitalares e profissionais da área durante a 2ª Jornada Mineira da Saúde. O evento, promovido pela Frente Mineira de Prefeitos (FMP) e sediado na Prefeitura de Belo Horizonte, terá como tema central a “Transformação digital no SUS e o papel das prefeituras”.
A avaliação da maioria dos secretários de saúde ouvidos pela pesquisa DATATEMPO é que a destinação mínima de 15% dos impostos arrecadados para a área não supre as necessidades básicas dos municípios, que atuam como porta de entrada para a atenção primária do sistema de saúde em todo o país.
Presidente da Frente Mineira de Prefeitos, a chefe do Executivo de Lavras (Sul de Minas), Jussara Menicucci (PSD), confirma o problema. “Hoje as prefeituras não conseguem trabalhar com esse percentual. O constitucional é (aplicar) 15% em saúde, mas a gente gasta mais de 30% e, mesmo assim, temos filas para cirurgia, fila para exames. Não podemos mais conviver com isso”, alerta.
A avaliação da prefeita corrobora com a análise feita por um dos secretários entrevistados pela DATATEMPO. Em depoimento à pesquisa, o gestor, que não teve o nome divulgado, destaca a dificuldade das prefeituras em equilibrar finanças e acolhimento adequado aos pacientes do SUS. “Os municípios cumprem porque não podem deixar de atender: investem muito além do mínimo constitucional, absorvem a judicialização e compensam falhas federais e estaduais que o modelo atual não equilibra”, ressalta.
Diante do gargalo financeiro, 76,5% dos secretários municipais de saúde reivindicam a ampliação do percentual mínimo previsto na Constituição Federal. “A posição favorável à desvinculação é minoritária (9,1% no total), indicando que o diagnóstico predominante entre os secretários entrevistados não é de questionamento da vinculação, mas de subfinanciamento e pressão fiscal estrutural sobre os municípios”, ressalta a cientista política Mariela Rocha, analista de pesquisas sênior do Instituto DATATEMPO.
Diagnóstico sobre a saúde em Minas será levado aos candidatos
O diagnóstico sobre a saúde nos municípios traçado pela pesquisa DATATEMPO servirá como base para a elaboração de um documento com reivindicações para a área que será entregue pela Frente Mineira de Prefeitos (FMP) a candidatos que disputarão as eleições para o governo de Minas e para a Presidência da República em 2026.
A pesquisa DATATEMPO mostra, por exemplo, que mais da metade (55,9%) dos secretários municipais de saúde de Minas considera o financiamento federal insuficiente ou muito insuficiente para manter a rede municipal de saúde funcionando adequadamente. Para a prefeita de Lavras e presidente da FMP, Jussara Menicucci (PSD), o ano eleitoral cria ambiente propício para que municípios pleiteiem a ampliação dos repasses para a saúde e exija “compromisso dos candidatos com as prefeituras”.
Estrategista político, o CEO da agência Brasil Comunicação, Zuza Nacif, considera que as evidências apontadas por esse tipo de pesquisa podem colaborar para “soluções mais eficazes, decisões mais seguras e referências capazes de orientar políticas públicas com impacto direto na vida do cidadão”.
Nova vacina brasileira que combate a dependência de cocaína e crack entra na fase de testes em humanos – Foto: reprodução
O Brasil está prestes a dar um passo histórico na luta contra a dependência química. A vacina Calixcoca, desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, avança para a fase de testes clínicos em humanos, um marco inédito no país e no mundo no combate à dependência de substâncias como cocaína e crack.
Imunidade contra a droga
A Calixcoca é uma vacina terapêutica que utiliza o sistema imunológico para neutralizar os efeitos da cocaína e do crack no organismo. O princípio é simples e inovador: ao ser aplicada, ela estimula o corpo a produzir anticorpos que se ligam às moléculas da droga presentes no sangue. Essa ligação transforma a substância em algo maior que não consegue atravessar a barreira hematoencefálica — a estrutura que regula o acesso de substâncias ao cérebro — impedindo, assim, que a cocaína produza seus efeitos psicoativos.
Essa abordagem imunológica não bloqueia diretamente o desejo de uso, mas pode reduzir significativamente a sensação de euforia que alimenta o ciclo de dependência. O pesquisador responsável pelo projeto, professor Frederico Duarte Garcia, do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG, explica que o objetivo é dar espaço para que tratamentos comportamentais e de reinserção social sejam mais eficazes, ao cortar o “reforço” químico que torna tão difícil quebrar o vício.
Evolução científica e reconhecimento
O desenvolvimento da Calixcoca começou há vários anos e já passou pelas etapas pré-clínicas de pesquisa. Em estudos com animais, sobretudo camundongos, a vacina gerou produção consistente de anticorpos capazes de bloquear os efeitos da cocaína, sem sinais de toxicidade significativa. Esses resultados promissores impulsionaram o projeto e atraíram atenção internacional.
Em 2023, o imunizante recebeu destaque internacional ao vencer o Prêmio Euro Inovação na Saúde, uma premiação latino-americana que reconhece iniciativas com potencial de impacto significativo na medicina e na saúde pública. A pesquisa guiada por Garcia conquistou 500 mil euros, reforçando seu potencial transformador e a relevância da ciência brasileira em temas globais.
Além disso, a Calixcoca conta com patentes concedidas tanto no Brasil quanto no exterior, incluindo os Estados Unidos, uma etapa estratégica que favorece investimentos e parcerias futuras. O projeto recebeu aportes importantes, incluindo apoio financeiro do Governo de Minas Gerais e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais, com investimentos que ultrapassam dezenas de milhões de reais para viabilizar a transição para testes em humanos.
Preparação para ensaios clínicos em humanos
Segundo anúncio recente feito pelo ministro da Educação Camilo Santana, a Calixcoca entrou na etapa final de preparação documental para iniciar os ensaios clínicos com voluntários humanos, algo que pode ocorrer em breve. Esses testes são essenciais para avaliar a segurança, a resposta imunológica e a eficácia da vacina no contexto real de usuários ou ex-usuários de drogas.
Ainda não há um cronograma público detalhado com datas de início e número de participantes, o que é comum nessa fase inicial — que depende de aprovações de comitês de ética e órgãos reguladores como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária no Brasil. A seleção de voluntários, protocolos de dosagem e critérios de inclusão serão divulgados conforme os ensaios forem oficialmente autorizados.
Um panorama global de necessidade
Especialistas em saúde pública ressaltam que a dependência de drogas estimulantes como cocaína e crack é um desafio persistente no Brasil. O país é apontado como um dos maiores consumidores dessas substâncias no mundo, segundo estimativas de órgãos internacionais de saúde — um fator que torna ainda mais urgente a busca por tratamentos eficazes. Embora a Calixcoca não seja uma “cura” isolada, ela representa uma ferramenta potencialmente revolucionária dentro de um arsenal terapêutico mais amplo que inclui apoio psicossocial e acompanhamento clínico.
Desafios e expectativas
Apesar da empolgação, pesquisadores e médicos alertam que muitos desafios permanecem antes que a vacina possa ser considerada um recurso terapêutico disponível em larga escala. Ensaios clínicos em humanos são longos, custosos e complexos, exigindo atenção cuidadosa à segurança e à eficácia. Além disso, uma vacina como a Calixcoca deve ser vista como complemento ao tratamento — e não substituto — de estratégias psicossociais e programas de recuperação integrados.
Ainda assim, a perspectiva de ter um imunizante capaz de neutralizar os efeitos de drogas tão associadas a danos médicos, sociais e familiares é motivo de otimismo para pesquisadores, profissionais de saúde e familiares de dependentes. A Calixcoca simboliza não apenas um avanço científico, mas também uma esperança renovada na luta contra um dos problemas mais complexos da saúde pública moderna.
Será acessível e gratuita! A polilaminina será distribuída pelo SUS, depois que for aprovada pela Anvisa, onde está na fase 1 de testes. A notícia boa foi dada pela dra. Tatiana Sampaio durante o programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, na noite desta segunda, 23.
A bióloga da UFRJ, que criou a proteína que está devolvendo movimentos e sensibilidade no corpo de pessoas paraplégicas e tetraplégicas, afirmou que está no “combinado dela com o Dr. Pacheco, dono do Laboratório Cristália e único parceiro na produção do medicamento”, que a produção da polilaminina será disponibilizada para o Ministério da Saúde distribuir nos hospitais públicos de todo o Brasil.
E disse que o compromisso do Dr. Pacheco é fazer com que nenhum brasileiro precise pagar pelo tratamento revolucionário, após sua aprovação. Que notícia boa!
Custo e patente da polilaminina
Ao contrário do que algumas pessoas pensam, a Dra. Tatiana revelou que a polilaminina não é tão cara para ser produzida. Ela explicou durante a entrevista que o custo de produção gira em torno de 100 dólares, algo em torno de 517 reais, pela cotação de hoje da moeda norte-americana.
E lembrou que apenas o laboratório Cristália está autorizado a produzir a proteína, para que pessoas evitem cair em golpes. Aliás, a doutora lembrou que não tem redes sociais e que qualquer perfil com o nome dela é fake.
A dra. Tatiana também aproveitou o programa para esclarecer que não foi o corte de verbas para pesquisas do governo federal que prejudicou o pagamento da patente internacional da polilaminina. Foi a própria URFJ que, na época, tomou a decisão por economia de custos. Sobre a patente nacional, a dra. Tatiana confirmou que pagou mil reais do bolso dela, no mesmo período, para não perder os direitos sobre a descoberta dela.
“Médicos tem que estudar”
Com toda humildade, a Dra. Tatiana esclareceu, logo no início do programa, quando o jornalista Ernesto Paglia perguntou se ela descobriu a cura para as paralisias para lesões na medula: “eu acho que descobrir a cura é muito forte, eu não diria, não. Eu acho que nós temos uma substância que tem se mostrado muito promissora, tem trazido resultados que não tinham sido observados anteriormente. Tudo indica que estamos no caminho certo, mas ainda é uma pesquisa em andamento”, lembrou.
Um dos momentos mais contundentes da entrevista foi quando uma das jornalistas da bancada disse para a bióloga: “médicos afirmam que são necessários estudos que incluam um grupo controle (com placebo). O que você diria para eles?”.
Sem pestanejar, a dra. Tatiana respondeu na lata: “que eles precisam estudar. Acho que seria bom que eles estudassem um pouquinho antes de dar declarações. Não se usa fazer grupo controle num estudo piloto”.
E ela foi além ao falar sobre ética. A dra. questionou se a jornalista teria coragem de aplicar um placebo numa pessoa que está no hospital, com lesão medular, e tem até 48 horas para tomar o medicamento. Tatiana lembrou que durante a pesquisa fez testes de grupo de controle em camundongos e cachorros, mas em seres humanos ela se recusa a fazer.
Mudança nos protocolos da ciência
A bióloga lembrou que descobriu algo absolutamente novo e que ela mesma, no laboratório da UFRJ, teve de criar novos métodos de estudo para chegar até a polilaminina.
E disse que a ciência também vai ter que evoluir e criar protocolos novos para estudar esse caso. A polilaminina já foi aplicada em pelo menos 30 pacientes, sendo que apenas 6 deles tomaram o medicamento durante a pesquisa dela na Universidade.
“Revoluções científicas não pedem licença, elas se consolidam com método, ética e resultados”.
Ela explicou que apenas a equipe médica treinada por ela está autorizada a aplicar a injeção na lesão medular dos pacientes e que essa equipe viaja para hospitais do Brasil inteiro, bancada pelo laboratório Cristália, para atender pessoas que conseguiram na justiça o direito de receber o medicamento.
Como os casos são distantes, nos quatro cantos do país, ela não consegue acompanhar a evolução desses pacientes para colocar na pesquisa.
Lado ruim e lado bom
A bióloga se disse surpresa com tanta divulgação da polilaminina na imprensa e nas redes sociais. E afirmou que isso tem um lado ruim e um lado bom.
O ruim é que cria uma expectativa grande nas pessoas com lesão medular e que nem todas poderão ter o resultado incrível do bancário Bruno Drummond de Freitas, o primeiro paciente tetraplégico que voltou a andar após a injeção. A literatura científica aponta que cerca de 9% das pessoas com lesão na medula têm chance média de recuperação motora espontânea. Na pesquisa conduzida pela Dra. Tatiana, mais de 75% apresentaram ganho motor, incluindo o Bruno.
O lado bom é que a divulgação espontânea dos pacientes nas redes sociais, que estão tendo algum resultado positivo, levou a Anvisa a agir mais rápido. Até o Ministro da Saúde Alexandre Padilha, já falou nas redes sociais dele sobre a polilaminina. Isso pode atrair investimentos para a continuidade da pesquisa, que é cara, segundo a Dra. Tatiana.
Firmes na torcida
Enquanto a bióloga que ficou famosa se desdobra para atender a imprensa e dar continuidade ao trabalho dela no laboratório da UFRJ, o Brasil aguarda ansioso o resultado das fases 1, 2 e 3, dos testes da Anvisa, para avaliar a segurança, eficácia e dosagem da polilaminina em seres humanos.
Não existe prazo definido para o resultado das 3 fases e a liberação oficial do medicamento porque a Anvisa segue os trâmites dos protocolos da ciência.
E a gente segue aqui na torcida para que essa descoberta brasileira seja realmente aprovada cientificamente para que essa esperança que paira sobre a nação se transforme em realidade e esteja logo acessível, de forma gratuita, para todos os pacientes que precisam.
Um viva à Dra. Tatiana Sampaio e ao laboratório Cristália, que acreditou e investiu nesse medicamento promissor.
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