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Jornal Folha Regional

São Paulo registra primeiro caso de nova cepa de mpox no Brasil

Geralmente, a mpox apresenta quadros leves e moderados que duram de 2 a 4 semanas. Os pacientes costumam ter lesões na pele, como bolhas e feridas, além de febre, dor de cabeça, calafrio e fraqueza - (crédito: ERNESTO BENAVIDES / AFP)
Geralmente, a mpox apresenta quadros leves e moderados que duram de 2 a 4 semanas. Os pacientes costumam ter lesões na pele, como bolhas e feridas, além de febre, dor de cabeça, calafrio e fraqueza – (crédito: ERNESTO BENAVIDES / AFP)

O Ministério da Saúde confirmou na última sexta-feira (7), o primeiro caso de mpox no Brasil causado por uma nova cepa do vírus, a 1b. A paciente é uma mulher de 29 anos da região metropolitana de São Paulo, cujo quadro clínico evolui bem. Ela teve contato com um familiar do Congo, país africano onde a doença é endêmica.

De acordo com o ministério, não foram identificados casos secundários até o momento. A vigilância sanitária municipal de São Paulo está rastreando possíveis contatos da paciente. Até agora, apenas a cepa 2 do vírus tinha sido identificada no Brasil.

O caso da nova cepa foi confirmado por laboratório, segundo o ministério. A análise sequenciou o genoma completo do vírus, que é muito próximo aos casos da cepa 1b detectadas em outros países.

No Brasil, foram 2.052 casos da doença em 2024. Neste ano, são 115 casos até fevereiro. Não foi registrada nenhuma morte por mpox no País nos últimos dois anos. O ministério afirma que os pacientes geralmente apresentam sintomas leves e moderados.

O Ministério da Saúde afirmou que acompanha o caso em conjunto com as Secretarias Estadual e Municipal de Saúde de São Paulo. A pasta disse ainda que comunicou o caso à Organização Mundial da Saúde (OMS). A OMS decretou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) para a mpox em agosto de 2024.

O Congo é um país da África Central, onde a mpox é considerada endêmica (frequente) desde a década de 1970. Segundo o Ministério da Saúde, o país teve um surto nacional da doença em dezembro de 2022. Nesse período, o surgimento da cepa 1b motivou um “aumento significativo” de casos no país, segundo nota técnica do ministério.

Ainda de acordo com o ministério, casos da cepa 1b foram registrados em Uganda, Ruanda, Quênia, Zâmbia, Reino Unido, Alemanha, China, Tailândia, Estados Unidos da América, Bélgica, Angola, Zimbábue, Canadá, França, Índia, Paquistão, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Omã, Catar e África do Sul.

O que é mpox e quais os sintomas

A mpox é causada pelo vírus MPXV. A transmissão ocorre por contato com pacientes infectados ou por materiais contaminados pelo vírus. Abraços, beijos e relação sexual com pessoas contaminadas oferecem risco, assim como o contato com lesões na pele, feridas, bolhas ou secreção.

Geralmente, a mpox apresenta quadros leves e moderados que duram de 2 a 4 semanas. Os pacientes costumam ter lesões na pele, como bolhas e feridas, além de febre, dor de cabeça, calafrio e fraqueza. Os sintomas podem aparecer até 21 dias após a infecção.

O Ministério da Saúde recomenda que pessoas com sintomas procurem uma unidade de saúde. Elas devem informar se tiveram contato com alguém doente e, se possível, evitar atividades sociais e coletivas e contato próximo com outras pessoas.

Técnica criada por médico mineiro pode ajudar soldados da Guerra da Ucrânia a recuperarem a visão

Técnica criada por médico mineiro pode ajudar soldados da Guerra da Ucrânia a recuperarem a visão - Foto: divulgação
Técnica criada por médico mineiro pode ajudar soldados da Guerra da Ucrânia a recuperarem a visão – Foto: divulgação

Uma técnica inovadora desenvolvida em Belo Horizonte pode ajudar soldados feridos pela guerra da Ucrânia a recuperarem a visão. Muitos foram afetados por explosões e estilhaços em áreas de conflito.

Duas médicas ucranianas estão por aqui para aprender este tratamento.

“Na nossa clínica o número de traumas deste tipo aumentou 40 vezes”, segundo a cirurgiã oftalmologista Wiktoriia Halko.

Quem desenvolveu a técnica foi o médico Sérgio Canabrava. Segundo ele, o procedimento foi criado com o intuito de ajudar pacientes com catarata.

“A ideia foi criar uma técnica em que o cristalino, a lente natural do olho, fosse restaurada sem a necessidade de pontos”, disse o médico ao podcast Gerais no g1 (ouça mais acima).

A técnica cirúrgica, premiada mundialmente, está disponível no SUS.

Ela fez com que as médicas ucranianas viajassem quase 11 mil quilômetros para aprendê-la. Yullia Smishko disse que chega a atender, por dia, dez soldados com ferimentos nos olhos.

A técnica cirúrgica, premiada mundialmente, está disponível no SUS.

Ela fez com que as médicas ucranianas viajassem quase 11 mil quilômetros para aprendê-la. Yullia Smishko disse que chega a atender, por dia, dez soldados com ferimentos nos olhos.

Uso em animais

A técnica, inicialmente para catarata, além de ajudar soldados a recuperarem a visão, também está sendo usada em clínicas veterinárias.

“Um médico veterinário me procurou querendo usar a técnica em cães. Eu nunca tinha pensado dessa forma. Mas ele foi adaptada e também foi um sucesso”, contou Canabrava.

Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado

Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado - Foto: divulgação
Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado – Foto: divulgação

O governador Romeu Zema anunciou, na quarta-feira (12), o investimento de R$ 210,7 milhões do Governo de Minas para ampliar as coberturas vacinais no estado, com destaque para a intensificação da vacinação contra a febre amarela.

O valor foi pactuado durante reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) do Sistema Único de Saúde (SUS-MG) e será destinado ao Programa Mineiro de Imunizações (PMI).

O objetivo da nova estratégia – detalhada durante o encontro semanal da Sala de Monitoramento de Arboviroses da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) – é garantir que todos os municípios tenham condições de ampliar a vacinação, protegendo a população contra as doenças preveníveis.

O governador destacou o trabalho e investimentos do Governo do Estado para diminuir os casos de arboviroses como dengue, zika, chikungunya, febre oropouche e a febre amarela.

“Nossa Secretaria de Saúde está na linha de frente do enfrentamento às arboviroses e tem dado todo suporte, apoio e orientação para que possamos fazer esse combate de forma efetiva e como foi visto em diversas frentes. Lembrando a questão da conscientização da população, das crianças, que é de fundamental importância e um trabalho contínuo”, enfatizou Romeu Zema.

Distribuição dos recursos

Em 2025, serão liberados R$ 105,3 milhões, com uma primeira parcela de R$ 41,9 milhões. Os repasses vão do Fundo Estadual de Saúde para os Fundos Municipais.

O financiamento, que segue até 2026, inclui repasses fixos e variáveis, condicionados ao cumprimento de metas de cobertura vacinal.

Febre amarela

Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado - Foto: divulgação
Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado – Foto: divulgação

Em 2025, Minas Gerais registrou um caso confirmado de febre amarela em humanos, em Extrema, e uma morte de primata não humano, em Toledo. A vigilância epidemiológica foi reforçada, especialmente no Sul do estado, onde houve confirmação da circulação do vírus.

O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, alertou sobre o perigo da febre amarela e colocou o Estado à disposição dos municípios para que toda a população possa se vacinar.

“A febre amarela já tem uma porcentagem de letalidade alta e se a pessoa não for vacinada, aumenta ainda mais a chance de óbito. Então, temos vacinas que não faltam nos postos de saúde e precisamos enfrentar essa batalha. Vamos incentivar os municípios a fazer busca ativa para que a população possa se vacinar”, destacou Fábio Baccheretti.

As equipes da SES-MG adotaram estratégias como busca ativa de não vacinados, capacitação de profissionais para identificação de casos e campanhas de conscientização.

Em 2024, a cobertura vacinal em crianças menores de um ano foi de 87,68%, abaixo da meta de 95%, o que torna a intensificação da vacinação uma prioridade.

Vacinação itinerante

Os Vacimóveis são ferramentas fundamentais na estratégia para ampliar a cobertura de imunização em todo o estado. O veículo, adaptado para funcionar como um centro de vacinação itinerante, facilita a mobilização das equipes e contribui para a regularização da situação vacinal de comunidades inteiras.

O objetivo do Governo de Minas é levar a vacina para além dos postos de saúde, alcançando a população em locais de grande circulação, como praças, rodoviárias e áreas de difícil acesso.

Ações preventivas e monitoramento

Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado - Foto: divulgação
Governo de Minas investe mais de R$ 200 milhões para aumentar vacinação em todo o estado – Foto: divulgação

O Estado também fortaleceu a vigilância a possíveis focos dos mosquitos transmissores e realiza análises laboratoriais de primatas mortos para identificar precocemente a circulação viral.

Além disso, municípios com casos confirmados ou epizootias devem realizar monitoramento rápido da cobertura vacinal e campanhas em áreas de difícil acesso.

A SES-MG reforça que a vacina contra a febre amarela está disponível gratuitamente no SUS para pessoas de 9 meses de idade até os 59 anos.

Atualmente, o esquema vacinal indicado contra a doença é uma dose aos 9 meses e outra de reforço aos 4 anos. Para a pessoa que recebeu somente uma dose da vacina antes de completar 5 anos, está indicada a dose de reforço, independentemente da idade atual.

Prevenção no Carnaval

Com a chegada do Carnaval, período de grande circulação de pessoas em Minas Gerais, o governo estadual também destaca a importância da vacinação contra a febre amarela para turistas e moradores.

A vacina, presente no calendário de vacinação do estado desde 2008, é recomendada para todos que residem ou viajam pela região e deve ser aplicada pelo menos dez dias antes do deslocamento para garantir a proteção adequada.

O abastecimento de vacinas contra febre amarela está regular em todo o estado e, com ações intensificadas e financiamento garantido, o Governo de Minas espera ampliar a cobertura vacinal, reduzir o risco de surtos e fortalecer a proteção contra a doença.

Monitoramento

Instalada pelo Estado em 3/2/2025, na SES-MG, a Sala de Monitoramento das Arboviroses é um espaço para a consolidação de informações de gestão, dados epidemiológicos, assistenciais e laboratoriais, que vão subsidiar a tomada de decisão por parte do governo estadual, incluindo o planejamento e coordenação das ações de enfrentamento às arboviroses.

A iniciativa visa ao acompanhamento cada vez mais eficaz da situação epidemiológica dessas doenças no estado por meio de análises técnicas e apresentação dos dados disponíveis nos diferentes sistemas, em reuniões semanais.

Governo de Minas instala sala para monitorar dengue e outras arboviroses

Governo de Minas instala sala para monitorar dengue e outras arboviroses - Foto: divulgação
Governo de Minas instala sala para monitorar dengue e outras arboviroses – Foto: divulgação

Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) instalou, nesta segunda-feira (3/2), a Sala de Monitoramento das Arboviroses.

A iniciativa visa o acompanhamento cada vez mais eficaz da situação epidemiológica de doenças como dengue, zika, chikungunya, febre oropouche e febre amarela no estado.

A sala é um espaço para a consolidação de informações de gestão, dados epidemiológicos, assistenciais e laboratoriais, que vão subsidiar a tomada de decisão por parte do governo estadual, incluindo o planejamento e coordenação das ações de enfrentamento às arboviroses.

“Verificamos, neste início de ano, o aumento de casos de arboviroses, mas nada comparado ao que tivemos em 2024. Por isso, é fundamental a vigilância do cenário epidemiológico”, explica o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi.

“A sala de monitoramento tem um papel primordial, que é o de agregar todos os dados necessários dos 853 municípios mineiros, dando subsídios e suporte às ações a serem realizadas, tanto pelo Estado quanto pelos municípios, de forma a estarmos cada vez mais próximos da população”, destaca Eduardo Prosdocimi.

O subsecretário também ressalta o reforço das ações para ampliar a vacinação contra a febre amarela no estado.

“Neste início de ano, verificamos epizootias e casos de febre amarela no Sul de Minas e estamos dando uma resposta imediata, intensificando a vacinação em todo o estado, inclusive com a destinação de recursos para que os municípios viabilizem as ações em seus territórios”, salienta.

Ações de combate

Governo de Minas instala sala para monitorar dengue e outras arboviroses - Foto: divulgação
Governo de Minas instala sala para monitorar dengue e outras arboviroses – Foto: divulgação

A SES-MG trabalha ao longo de todo o ano, de forma integrada com os municípios, para implementar medidas de controle aos vetores de arboviroses, com destaque para o serviço de monitoramento por drones que permite a identificação de áreas de difícil acesso, como caixas d’água e piscinas descobertas, e possibilitam a aplicação precisa de larvicidas.

A estratégia é fruto da política Vigidrones, que, com investimentos de R$30 milhões, está sendo implementada nas 28 Unidades Regionais de Saúde de forma gradual para otimizar o trabalho dos Agentes Comunitários de Endemias (ACE).

Para o controle da população de mosquitos, a SES-MG descentralizou a rede de veículos equipados com aspersores (UBV-Veicular) que serão utilizados para a aplicação espacial de inseticidas. Nesta ação, foram repassados R$ 28 milhões para os consórcios municipais de saúde que vão atender todo o território mineiro.

“De forma complementar, a partir do dia 17/2, nossa Força Tarefa Estadual do SUS vai percorrer todo o estado, capacitando os municípios em manejo clínico e em estratégias de vigilância, preparação e resposta para o período sazonal”,  anuncia Prosdocimi.

De acordo com o subsecretário, o trabalho será iniciado com ações simultâneas de sete duplas nas Unidades Regionais de Saúde (URS) de Pouso Alegre, Belo Horizonte, Ubá, Januária, Coronel Fabriciano, Uberaba e Diamantina.

Desde 2022, a SES-MG já repassou, mais de R$ 228 milhões aos municípios para a prevenção, o enfrentamento e o manejo clínico das arboviroses.

Além disso, na sexta-feira (7/2), a SES-MG começará a distribuição às URS dos 405.845 testes rápidos NS1 em cassete, recebidos do Ministério da Saúde, para diagnóstico de dengue.

Cenário

Minas Gerais registrou, até 3/2, 19.598 casos prováveis de dengue. Desse total, 6.277 foram confirmados, sendo que há 11 óbitos em investigação e dois confirmados para a doença.

Em relação à febre chikungunya, foram registrados 1.824 casos prováveis da doença, dos quais 1.352 foram confirmados e há um óbito em investigação.

Quanto ao vírus Zika, há cinco casos prováveis da doença e um confirmado. Destaca-se que não há registro de caso de zika confirmado por método direto (RT-PCR) desde 2018 no estado.

Sobre a febre amarela, Minas Gerais confirmou um caso em humanos e uma epizootia em 2025.

Para a febre oropouche, até 29/1, foram identificadas 336 amostras que testaram positivo pelo método RT-PCR no estado.

Febre amarela: primeira morte em MG é confirmada no Sul do Estado

Febre amarela: primeira morte em MG é confirmada no Sul do Estado - Foto: reprodução
Febre amarela: primeira morte em MG é confirmada no Sul do Estado – Foto: reprodução

Minas Gerais registrou a primeira morte por febre amarela em 2025. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), nesta terça-feira (4 de fevereiro). O Estado está sob alerta do Ministério da Saúde para o aumento da transmissão da doença infecciosa febril aguda, que é transmitida pela picada de mosquitos. 

A morte foi registrada na cidade de Extrema, no Sul de Minas. O paciente foi diagnosticado com a doença na última sexta-feira (31 de janeiro). Segundo a SES-MG, trata-se de um morador de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, que se deslocava diariamente para o município de Extrema. O local provável de contaminação ainda é investigado pela SES-MG.

O Estado também registra um caso positivo de Febre Amarela em primata não humano (PNH), no município de Toledo, também no Sul de Minas.

Ministério da Saúde alerta para aumento de casos 

A confirmação da primeira morte em Minas acontece após o Ministério da Saúde divulgar alerta sobre o aumento da transmissão da febre amarela no Estado mineiro, além de São Paulo, Roraima e Tocantins. A nota técnica encaminhada às secretarias de saúde destaca que o período sazonal da doença vai de dezembro a maio e recomenda a intensificação das ações de vigilância e de imunização nas áreas consideradas de risco.  

O estado de São Paulo, de acordo com a pasta, concentra a maior parte dos casos de febre amarela registrados ao longo das primeiras semanas de 2025. “Por isso, o Ministério da Saúde decidiu ampliar o envio de doses do imunizante para o governo estadual. O estado receberá dois milhões de doses até o início de fevereiro, sendo 800 mil doses extras. Destas, um milhão foi entregue em janeiro”.

A febre amarela: transmissão 

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, transmitida pela picada de mosquitos. Embora não aconteça contágio de pessoa para pessoa, as notificações aumentam com a circulação do vírus pelos mosquitos. 

No ciclo urbano, a febre amarela é transmitida pelo Aedes aegypti (o mesmo transmissor da dengue, zika e chikungunya); e no ciclo silvestre, é transmitida principalmente pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes.

Risco de morte

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem febre amarela grave podem morrer. Por isso, é fundamental procurar ajuda médica imediatamente ao surgirem os primeiros sinais e sintomas. 

Vacina

A vacina é a principal ferramenta de prevenção da febre amarela. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, disponível nos postos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualmente, a cobertura vacinal contra a Febre Amarela em Minas está em 86,30%. A meta vacinal estabelecida pelo Programa Nacional de Imunização é de 95% de cobertura.

Governo de Minas vai distribuir testes rápidos de diagnóstico de dengue aos municípios

Governo de Minas vai distribuir testes rápidos de diagnóstico de dengue aos municípios - Foto: reprodução
Governo de Minas vai distribuir testes rápidos de diagnóstico de dengue aos municípios – Foto: reprodução

Governo de Minas se prepara para iniciar, nos próximos dias, a distribuição de 405.845 testes rápidos NS1 em cassete, para diagnóstico de dengue no estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). A iniciativa se soma às inúmeras ações de enfrentamento à doença realizadas pela SES-MG, ao longo de todo o ano, nos 853 municípios mineiros.

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, o teste rápido, que será enviado pelo Ministério da Saúde, é uma importante estratégia na atenção primária.

“Tão logo o paciente chegue na unidade de saúde com os sintomas característicos da doença, ele deve ser acolhido e realizar a detecção por meio do teste rápido. Caso o resultado seja positivo, o manejo clínico será imediatamente iniciado, evitando assim casos graves e óbitos”, explica Prosdocimi

Todavia, o subsecretário de Vigilância em Saúde ressalta que, embora seja um grande aliado, o uso do teste não deve ser determinante para a conduta clínica, especialmente na presença de sinais de alarme e gravidade, mesmo que o teste seja negativo.

“A conduta terapêutica deve ser definida com base no quadro clínico, nos resultados de exames inespecíficos, como o hemograma com contagem de plaquetas, e na situação epidemiológica local”, reforça.  

Os critérios para distribuição dos testes aos municípios serão pactuados na reunião de fevereiro da Comissão Intergestores Bipartite (CIB-SUS/MG), formada pela SES-MG, gestora estadual do Sistema Único de Saúde (SUS), e secretários municipais de saúde. Tão logo seja pactuada a entrega às Unidades Regionais de Saúde (URS), os testes estarão à disposição dos municípios mineiros.

Mobilização

Eduardo Prosdocimi também enfatiza a importância de que toda a população esteja mobilizada para combater o mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, zika, chikungunya e também da febre amarela. “Estamos no período sazonal e contamos com o apoio de todos os mineiros para eliminar focos de água parada em suas casas.

“É fundamental o trabalho conjunto para a prevenção, aliado ao início precoce do tratamento em caso de infecção pelo mosquito, pois todo e qualquer óbito por dengue é evitável e trabalhamos firmemente para que não ocorram”, finaliza o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG.

Com mais de 12 mil casos prováveis de dengue, MG registra primeiras mortes pela doença em 2025

Com mais de 12 mil casos prováveis de dengue, MG registra primeiras mortes pela doença em 2025 - Foto: reprodução
Com mais de 12 mil casos prováveis de dengue, MG registra primeiras mortes pela doença em 2025 – Foto: reprodução

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou nessa segunda-feira (27 de janeiro) as primeiras mortes por dengue no Estado em 2025. As vítimas são duas idosas, com idade entre 80 e 89 anos, que moravam em Iturama e Uberlândia. Segundo a pasta, ambas tinham comorbidades. 

Além das duas mortes confirmadas, o Estado ainda investiga outros seis óbitos relacionados à doença. Até essa segunda-feira, Minas Gerais tinha 12.485 casos prováveis de dengue, sendo 3.810 diagnósticos já confirmados. O Estado trata como casos prováveis todos aqueles diagnósticos notificados, com a exceção daqueles já descartados.

Os dados de 2025 estão bem abaixo do que foi visto em 2024, tido como o pior ano de epidemia de dengue no Estado. Nas quatro primeiras semanas do ano passado foram 122 mil casos prováveis e 86 óbitos confirmados. À época, outros 18 óbitos eram investigados.

Em relação a outras arboviroses, Minas Gerais tem 1.039 casos confirmados de chikungunya em 2025, sem nenhuma morte em investigação ou confirmada para essa doença. Há o relato de um caso provável de zika. 

Uberlândia, no Triângulo Mineiro, é a cidade com mais casos de dengue e chikungunya confirmados. São 1.113 e 869 casos, respectivamente. A cidade também figura entre os dois municípios com óbito por dengue no começo do ano. 

Criança de 9 meses chega morta com suspeita de sinais de espancamento em hospital de São José da Barra

Criança de 9 meses chega morta com sinais de espancamento em hospital de São José da Barra - Foto: Reproducão/Jornal Folha Regional
Criança de 9 meses chega morta com sinais de espancamento em hospital de São José da Barra – Foto: Reproducão/Jornal Folha Regional

A Polícia Militar foi acionada na Unidade Mista de Saúde de São José da Barra (MG), na manhã desta sexta-feira (24), onde uma criança de 9 meses deu entrada já em óbito, com suspeitade sinais de espancamento.

Segundo informações, a criança residia na região do São Bento em Alpinópolis (MG).

A Perícia Técnica da Polícia Civil foi acionada, para encaminhar a vitima ao IML (Instituto Médico Legal), onde serão apuradas as causas da morte.

Matéria em atualialização.

Curativo de pele de Tilápia para queimaduras pode chegar às farmácias em breve

Curativo de pele de Tilápia para queimaduras pode chegar às farmácias em breve

A Universidade Federal do Ceará (UFC) divulgou o edital de seleção para a licença de uso da patente da pele de tilápia liofilizada. O produto pode ser incluído em kits de curativos biológicos destinados ao tratamento de queimadura em pele de humanos. A patente pertence aos médicos Marcelo Borges de Miranda, Edmar Maciel Lima Júnior e à UFC, que trabalham no projeto há pelo menos uma década.

A tilápia representa 63,5% (ou 486,2 mil toneladas) da produção brasileira de pescados no Brasil, e a tendência é que esse número aumente para 80% até o 2030, segundo o anuário da Associação Brasileira da Piscicultura. Mas, segundo Edmar Maciel Lima Júnior, a captação de peles ainda é insuficiente no país e o produto é destinado a queimaduras mais graves. “Mas a captação de peles é quase insuficiente no país, principalmente pela falta de uma cultura do nosso povo de fazer a doação desse tecido”, destacou.

O uso de pele de tilápias como curativos é aplicado em nove estados brasileiros e o projeto é discutido em 96 projetos diferentes, envolvendo mais de 350 pesquisadores. “Esse é um peixe criado em grande quantidade no Brasil e no mundo, com a segunda maior produção, atrás apenas das carpas. Além disso, ele possui um ciclo reprodutivo rápido, suporta temperaturas que variam entre 12 ºC e 38 ºC em cativeiro e demora cerca de seis meses para alcançar entre 800 gramas e 1 kg”, acrescentou.

Os participantes da proposta da UFC estão dialogando com representantes da empresa pernambucana Hebron Farmacêutica, que pode desenvolver os kits para aplicação comercial. Além do Ceará, a Hebron mantém parcerias com universidades como as Universidades Federais de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte, bem como com instituições como as Universidades Estaduais de São Paulo (USP), Campinas (UNICAMP) e Pernambuco (UPE), além da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Dengue: Brasil registra 4 mortes e 55 mil casos desde o início do ano

Dengue: Brasil registra 4 mortes e 55 mil casos desde o início do ano - Foto: reprodução
Dengue: Brasil registra 4 mortes e 55 mil casos desde o início do ano – Foto: reprodução

Quatro mortes por dengue já foram confirmadas este ano, no país. Todas apresentaram os sintomas iniciais da doença. A rede de monitoramento para arboviroses do Ministério da Saúde investiga outras 62 mortes tendo a dengue como causa possível em 2025. Outros casos possíveis da doença chegaram a 55 mil, sendo que a maioria – mais de 29 mil – só no estado de São Paulo.

Aliás, no estado foi confirmada uma morte no município de Guaíra, na última terça-feira. Outros 51 óbitos ainda estão em investigação. 

A prefeitura da cidade informou que vai intensificar as medidas de prevenção e reforçou a importância da participação da população no controle da doença, lembrando que a vacina contra a dengue está disponível nos postos de saúde para jovens entre 10 e 14 anos.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que monitora, de forma contínua, o cenário da dengue e outras arboviroses no estado.

Entre os sintomas da doença: febre alta, dores intensas de cabeça, nos olhos e nos músculos do corpo inteiro. Manchas vermelhas pelo corpo também podem surgir.  Calafrios, náuseas e vômitos também podem ser sentidos.

Qualquer lugar que acumula água é uma oportunidade para o Aedes Aegypti, se reproduzir. É importante ficar de olho nos pratos de vaso de planta; caixa d’água com tampa mal encaixada ou ralos pouco utilizados. Também pneus e garrafas. Lembrando que o Aedes Aegypti é vetor de outras doenças, como zika e chikungunya.

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