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Jornal Folha Regional

HRC de Passos registra média 19 casos de câncer de próstata por mês

HRC de Passos registra média 19 casos de câncer de próstata por mês - Foto: reprodução
HRC de Passos registra média 19 casos de câncer de próstata por mês – Foto: reprodução

O Hospital Regional do Câncer (HRC) de Passos recebeu 187 novos casos confirmados de pacientes acometidos com câncer de próstata entre janeiro e agosto deste ano, o que representa média de cerca de 19 casos por mês.

Em 2023, a instituição de saúde tratou 195 pacientes com a doença considerando o mesmo período, com queda de 4,1% entre os dois períodos.

Segundo informações do HRC, 15,96% do total de pessoas atendidas no hospital passou por tratamento de câncer de próstata desde o ano de fundação em 2009. O câncer de próstata é o segundo com maior incidência no hospital, atrás somente dos pacientes com câncer de pele, que representa 33,4% do total de tratamentos.

Em relação aos novos casos confirmados de pacientes com câncer de mama, o hospital atendeu 168 pessoas entre janeiro e outubro de 2023, passando para 132 novos casos confirmados pelo mesmo período neste ano, queda de 21,43% de novos casos da doença. O câncer de mama representa 11,7% do total de pacientes que receberam tratamento desde 2009, e aparece em terceiro lugar em incidência.

O HRC oferece serviços especializados e avançados para pacientes vindos em mais de 160 cidades da região e acometidos com mais de 40 cânceres. (Clic Folha)

Anvisa aprova medicamento para câncer de pulmão que reduz morte em 76%

Anvisa aprova medicamento para câncer de pulmão que reduz morte em 76% - Foto: reprodução
Anvisa aprova medicamento para câncer de pulmão que reduz morte em 76% – Foto: reprodução

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou na última segunda-feira (25) um medicamento para tratamento de câncer de pulmão diagnosticado em fases iniciais. O remédio Alecensa, composto pela molécula alectinibe, já era usado em casos avançados da doença.

Um estudo publicado em abril deste ano no The New England Journal of Medicine mostrou que o medicamento reduz o risco de recorrência da doença ou morte em 76% dos pacientes com o tipo de câncer de pulmão não pequenas células ALK-positivo em fase inicial.

O estudo, realizado em 27 países com 257 pacientes, avaliou a eficácia e segurança do alectinibe em comparação à quimioterapia baseada em platina, que é o tratamento padrão para câncer de pulmão não pequenas células metastático. Após três anos de tratamento, nove em cada dez pacientes ficaram livres da doença.

Segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer), o tumor no pulmão é a quarta neoplasia mais incidente no Brasil, além de ser a que apresenta a maior mortalidade. Cerca de 85% dos pacientes diagnosticados com câncer de pulmão no país são do tipo não pequenas células. Destes, aproximadamente 5% possuem alteração do gene ALK. Os pacientes com essa mutação costumam ser pessoas jovens, com menos de 55 anos, que nunca fumaram ou com histórico leve de tabagismo.

Aproximadamente metade dos pacientes diagnosticados com câncer de pulmão de não pequenas células nos estágios iniciais apresentam recidiva mesmo após a cirurgia e a quimioterapia, de acordo com Clarissa Baldotto, presidente do GBOT (Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica) e diretora da SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica).

“O alectinibe é o primeiro inibidor de ALK aprovado para pessoas com câncer de pulmão não pequenas células em estágio inicial, que foram submetidas à cirurgia para remover o tumor. Atualmente, após a cirurgia, esse tipo de câncer é tratado com quimioterapia, mas em muitos casos, infelizmente, a doença regressa, se espalhando para outras partes do corpo”, explica Michelle França, líder médica da Roche Farma Brasil, farmacêutica desenvolvedora do remédio.

França destaca que o Alecensa é a única terapia-alvo aprovada no mundo para o tratamento do câncer de pulmão não pequenas células ressecado ALK-positivo em estágio inicial. Para o tratamento desse mesmo tipo de tumor, quando diagnosticado em estágio avançado ou metastático, além do próprio alectinibe, outras terapias estão disponíveis.

Com o remédio, a expectativa das especialistas é que seja reduzido também o risco de desenvolvimento de metástases cerebrais na população mais jovem, que é a mais impactada pelo problema.

O Radar do Câncer, do Instituto Oncoguia, aponta que quase 90% dos casos de câncer de pulmão no Brasil são diagnosticados nos estágios mais avançados ou metastáticos, em que o tratamento é mais difícil e custoso e o desfecho dos pacientes costuma ser pior.

“A comunidade médica, as associações de pacientes e a indústria têm reforçado cada vez mais a necessidade de uma política de rastreamento para pessoas com alto risco para o desenvolvimento de câncer de pulmão —semelhante ao que é feito com o câncer de mama, por exemplo. Estudos mostram que uma política de rastreio em escala nacional, aliada a estratégias antitabagismo, pode ampliar significativamente o diagnóstico precoce e reduzir em cerca de 20% a mortalidade pela doença”, afirma a líder médica da Roche.

O medicamento composto pela molécula alectinibe é oral e já foi aprovado em mais de 100 países (incluindo o Brasil) como primeira ou segunda linha de tratamento do câncer de pulmão ALK-positivo em estágio avançado ou metastático. A nova indicação do alectinibe, agora para o cenário inicial, também foi aprovada na Europa e nos Estados Unidos.

A Roche ainda não entrou com pedido para que o medicamento seja incluído no SUS (Sistema Único de Saúde), informou que deve fazê-lo no futuro, mas não deu um prazo.

No início do mês, a Anvisa já havia aprovado uma outra terapia para câncer de pulmão de pequenas células em estágio avançado. Esse é o tipo de câncer de pulmão mais agressivo, apesar de não ser o mais comum.

Vacina brasileira contra o câncer de próstata começa a ser testada nos EUA

Vacina brasileira contra o câncer de próstata começa a ser testada nos EUA - Foto: reprodução
Vacina brasileira contra o câncer de próstata começa a ser testada nos EUA – Foto: reprodução

Uma vacina brasileira contra o câncer de próstata, criada pelo médico gaúcho Fernando Kreutz, começou a ser testada nos Estados Unidos esta semana, segundo reportagem exibida pelo Fantástico neste domingo (24).

Depois de 25 anos de estudos no Brasil, ela recebeu sinal verde da FDA, a Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos. O imunizante promete tratamentos individualizados

“É uma caminhada de muita resiliência, de muito apoio de diversas partes. Para chegar onde a gente chegou, são literalmente centenas de pessoas que hoje estão trabalhando para isso”, relatou o médico ao dominical. 

Como funciona?

Primeiro, fragmentos do tumor do paciente são retirados. Em seguida, as células cancerígenas são expandidas e modificadas em laboratório. E depois, são utilizadas para ativar o sistema imunológico do próprio paciente.

Na última terça-feira (19), os primeiros 280 voluntários retiraram fragmentos do câncer de próstata para a pesquisa em solo americano. Caso tudo ocorra como o esperado, segundo o doutor Fernando, a autorização do registro da vacina pela FDA pode ocorrer dentro de dois anos

A vacina possa beneficiar milhares de pacientes nos próximos anos. A expectativa é que os casos de câncer de próstata devem dobrar até 2040

Brasil recupera certificado de país livre do sarampo depois de 5 anos

Sarampo é uma das doenças prevenidas com vacinação - Foto: Agência Brasil
Sarampo é uma das doenças prevenidas com vacinação – Foto: Agência Brasil

Cinco anos após perder o certificado de eliminação do sarampo, em 2019, o Brasil voltou a receber da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) o status de país livre da doença. O último registro de sarampo no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, aconteceu em junho de 2022, no Amapá. A cerimônia aconteceu em Brasília nesta terça-feira (12).

Para cumprir os critérios de reverificação, o Brasil precisou demonstrar que não houve transmissão do vírus do sarampo durante pelo menos um ano, além de ter fortalecido o seu programa de vacinação de rotina, a vigilância epidemiológica e a resposta rápida a casos importados. 

Em 2016, o Brasil já havia alcançado esse status, no entanto, em 2018, as baixas coberturas vacinais permitiram a reintrodução do vírus no país. Em 2019, após um ano de franca circulação do sarampo por mais de 12 meses, o Brasil perdeu o status. Agora, com a conquista do Brasil, as Américas recuperam o status de região livre de sarampo endêmico. 

Segundo a Opas, as Américas também eliminaram a rubéola e a síndrome da rubéola congênita em 2015, uma conquista que os países da região têm mantido desde então. 

Em seu discurso, Jarbas Barbosa, diretor da Opas, lembrou que as Américas figuram, atualmente, como a região do mundo que mais recuperou a cobertura vacinal após a pandemia de covid-19. “Isso é importante porque a pandemia foi um golpe. A gente estima que 23% ou 24% das crianças deixaram de se vacinar durante a pandemia”.

Dados do ministério indicam que, entre 2018 a 2022, foram confirmados 9.329, 21.704, 8.035, 670 e 41 casos de sarampo, respectivamente. Em 2022, os estados que confirmaram casos foram: Rio de Janeiro, Pará, São Paulo e Amapá, sendo que o último caso confirmado foi registrado no Amapá, com data de início do exantema (erupções cutâneas) em 05 de junho.

Em 2024, o Brasil chegou a registrar dois casos confirmados, mas importados, sendo um em janeiro, no Rio Grande do Sul, proveniente do Paquistão; e um em agosto, em Minas Gerais, proveniente da Inglaterra.

Ações

Para reverter o quadro, o governo informa que investiu em vacinação nas fronteiras e em locais de difícil acesso, também na busca ativa de casos suspeitos, realização de Dia S de combate ao sarampo, oficinas de resposta rápida a casos de sarampo e rubéola nos territórios, além de cursos online de manejo clínico de sarampo, por meio da UNASUS.

Todas as ações coordenadas por meio do Plano de Ação para reverificação do sarampo e sustentabilidade da eliminação da rubéola, republicado pelo Ministério da Saúde em 2024. 

Ainda em 2023, o financiamento do Governo Federal para manutenção da eliminação das doenças ultrapassou R$724 milhões, com investimentos em vigilância em saúde, laboratórios estaduais, imunobiológicos, além de oficinas para todos os estados brasileiros sobre microplanejamento e multivacinação, realizadas nos 5.570 municípios.

O modelo de microplanejamento adotado, recomendado pela OMS, inclui atividades direcionadas às especificidades locais e busca fortalecer o acesso da população à vacinação durante todo o ano. 

Alerta continua

Em nota, a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Mônica Levi, comemorou a recertificação, mas alertou que a manutenção do status depende de mobilização constante, já que o vírus continua a circular. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que, em 2023, mais de 320 mil casos foram confirmados em todo o planeta.

“Perder o certificado seria um grande retrocesso. Estamos no caminho certo, mas precisamos estar atentos e redobrar os nossos esforços, até porque o sarampo não é a única doença com a qual devemos nos preocupar”, disse. 

O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação para prevenir casos graves e óbitos causados pelo sarampo, adotando diversas ações para incentivar a imunização em todo o país.

Em 2023, 13 dos 16 imunizantes do calendário nacional tiveram aumento na cobertura vacinal, incluindo a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. A cobertura da primeira dose passou de 80,7% em 2022 para 88,4% em 2023, e em 2024, até o momento, já chegou a 92,3%. 

A tríplice viral é recomendada em duas doses para pessoas de 12 meses a 29 anos e em dose única para adultos de 30 a 59 anos. Essa vacina é essencial para prevenir doenças altamente contagiosas que, no passado, causaram epidemias e graves consequências à saúde pública. 

Sarampo

O Ministério da Saúde define o sarampo como uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente crianças e pode causar complicações graves, como diarreias intensas, cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro). “A maneira mais efetiva de evitar o sarampo é por meio da vacinação”, ressaltou o ministério.

Caso suspeito da ‘doença da vaca louca’ é investigado em Minas Gerais

Caso suspeito da ‘doença da vaca louca’ é investigado em Minas Gerais - Foto: reprodução
Caso suspeito da ‘doença da vaca louca’ é investigado em Minas Gerais – Foto: reprodução

Um homem, que não teve a idade divulgada, foi internado em Caratinga, na Zona da Mata, com sintomas da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A variante da enfermidade, a vDCJ, está associada à transmissão pelo consumo de carne e subprodutos bovinos contaminados com Encefalite Espongiforme Bovina (EEB), conhecida popularmente como “doença da vaca louca”.

Conforme o governo de Minas Gerais, o paciente é idoso. Ele seria da cidade de Ubaporanga, na Zona da Mata. O estado de saúde dele não havia sido informado até a publicação desta matéria. 

Apesar de a possibilidade de a enfermidade relacionada à ‘doença da vaca louca’ não estar descartada, o governo de Minas Gerais afirma que o caso do paciente provavelmente é de Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) na forma esporádica, ou seja, sem relação com a ‘doença da vaca louca’.

“A maioria dos casos de DCJ acontece pela forma esporádica (85%). Afeta geralmente pessoas entre 55 a 70 anos (média de 65 anos) e é discretamente mais prevalente em mulheres. O caso do município de Caratinga trata-se de paciente idoso com alterações neurológicas”, informou.

O governo de Minas também explicou que a identificação da proteína 14-3-3 no líquor tem um alto grau de especificidade e sensibilidade para o diagnóstico das formas de DCJ. Porém, a confirmação definitiva do resultado só é possível por  exame neuropatológico de fragmentos do cérebro pós-mortem.

O caso segue sendo acompanhado, segundo o governo de Minas, por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs Minas) e da Superintendência Regional de Saúde de Coronel Fabriciano.

Entenda as doenças

Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ): 85% dos casos acontecem pela forma esporádica e afetam, em geral, pessoas de 55 a 70 anos. Essa forma da enfermidade não apresenta causa e fonte infecciosa conhecida. Entre os sintomas estão desordem cerebral com perda de memória, perda da capacidade de comunicação e tremores.

Variante da Doença de Creutzfeldt–Jakob (vDCJ): está associada ao consumo de carne e subprodutos de bovinos contaminados com Encefalite Espongiforme Bovina (EEB), conhecida popularmente como ‘doença da vaca louca’. As vítimas, em geral, são pessoas abaixo dos 30 anos. Entre os sintomas estão enfraquecimento ou perda de algum dos sentidos, agitação e irritabilidade.

Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida popularmente como ‘doença da vaca louca’. A enfermidade ocorre por meio da ingestão de carne e subprodutos bovinos contaminados, principalmente farinhas de carne e ossos de animais infectados. Entre os sintomas estão alterações neurológicas, comportamentais e agressividade.

Leia nota do Governo de Minas na íntegra

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informa que não há confirmação de caso da Doença da Vaca Louca no estado.

O caso noticiado no município de Caratinga trata-se de provável Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) na forma esporádica.

A maioria dos casos de DCJ acontece pela forma esporádica (85%). Afeta geralmente pessoas entre 55 a 70 anos (média de 65 anos) e é discretamente mais prevalente em mulheres. O caso do município de Caratinga trata-se de paciente idoso, de 78 anos, do sexo masculino, com alterações neurológicas.

A identificação da proteína 14-3-3 no líquor tem um alto grau de especificidade e sensibilidade para o diagnóstico das formas de DCJ. No entanto, a confirmação definitiva só é possível por meio de exame neuropatológico de fragmentos do cérebro, em caso de óbito.

A variante da Doença de Creutzfeldt–Jakob (vDCJ) é que está associada ao consumo de carne e subprodutos de bovinos contaminados com Encefalite Espongiforme Bovina (conhecida como Doença da Vaca Louca). Essa doença acomete predominantemente pessoas jovens, abaixo dos 30 anos, o que não é o caso do paciente em questão.

A SES-MG permanece acompanhando o caso, por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs Minas) e da Superintendência Regional de Saúde de Coronel Fabriciano.

Brasileiro desenvolve técnica inédita que detecta e trata o câncer de mama simultaneamente

Pesquisador e mastologista Henrique Lima Couto é autor de estudo inédito que representa esperança para pacientes com câncer de mama - Foto: divulgação
Pesquisador e mastologista Henrique Lima Couto é autor de estudo inédito que representa esperança para pacientes com câncer de mama – Foto: divulgação

Um estudo brasileiro pode representar um grande avanço no diagnóstico e tratamento do câncer de mama. A doença é a primeira em mortes por câncer entre as mulheres no Brasil. De acordo com o INCA, Instituto Nacional do Câncer, a estimativa é de que tenhamos, no Brasil, 73.610 novos casos de câncer de mama até 2025.

O estudo, único do gênero no mundo, é desenvolvido pelo pesquisador, mastologista e presidente do Departamento de Imagem e Procedimentos Minimamente Invasivos da Mama da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Henrique Lima Couto e foi apresentado em um dos mais prestigiados congressos de imagem da mama do mundo, o EUSOBI – Congresso Anual da Sociedade Europeia de Imagem Mamária, realizado em Lisboa, no mês de outubro.

A técnica é conhecida como Mamotomia e já é usada desde 1996, no entanto, apenas restrita à biópsia diagnóstica para determinar se uma lesão é maligna. A inovação deste estudo está na possibilidade de realizar o diagnóstico e o tratamento ao mesmo tempo, o que representa um grande avanço no combate ao câncer de mama. “Essa é uma notícia que traz esperança, já que o Brasil enfrenta grandes desafios no diagnóstico e tratamento do câncer de mama. A detecção precoce é essencial para o sucesso do tratamento, e essa técnica tem o potencial de reduzir drasticamente os custos, reduzir o tempo de diagnóstico e tratamento do câncer, e melhorar consideravelmente a qualidade de vida das pacientes, evitando-se uma cirurgia tradicional com um procedimento que dura em média 23 minutos”, destaca o pesquisador.

Sobre o estudo

Segundo o pesquisador Henrique Lima Couto, o método mostrou-se eficaz no diagnóstico e tratamento de pequenas lesões únicas de até 15 mm. A pesquisa está em andamento há 10 meses, na clínica Redimama, em Belo Horizonte e até o momento, em torno de 50 mulheres foram submetidas ao procedimento com elevada taxa de sucesso.

“A grande inovação é a técnica de avaliação das margens associada a Excisão Assistida à Vácuo. Por meio dessa técnica é possível prever se o tumor foi completamente ressecado pelo procedimento podendo no futuro evitar e prescindir a cirurgia. Até o momento, estamos com 100% de ressecção completa quando a avaliação das margens é satisfatória e negativa”, afirma o pesquisador. 

Resultados preliminares

Os resultados preliminares foram apresentados, em maio, no Simpósio Brasileiro de Câncer de Mama (BBCS), em Brasília e se tornarão públicos também durante o Simpósio Internacional de Tratamento Mínimo e Imagem de Mama, o Breastmit 2024, que ocorre nesta sexta (8) e sábado (9), na capital mineira.

O evento vai reunir especialistas de todo o Brasil, de outros 13 países e vai abordar as inovações inovações em diagnóstico por imagem e tratamentos minimamente invasivos para doenças mamárias, incluindo o câncer de mama.

O Breastmit 2024 é totalmente on-line e gratuito, sem fins lucrativos e direcionado para médicos e estudantes de Medicina. Entre os principais temas, destacam-se tratamentos avançados para câncer de mama, inovações em imagens e discussões sobre redução do tratamento, especialmente em câncer de mama em estágio inicial, técnicas avançadas de biópsia e ablação, novos métodos de rastreamento e prevenção, a integração de tecnologias de ponta para melhorar o cuidado; além da discussão de tópicos como inteligência artificial em imagens de mama, técnicas cirúrgicas minimamente invasivas e precisão em diagnósticos para recorrência de câncer de mama.

Para o mastologista Henrique Lima Couto que também é presidente do Simpósio, o evento é especialmente relevante para os profissionais da saúde no que se refere as abordagens menos invasivas e com melhor qualidade de vida para as pacientes.

“Temos a honra de receber palestrantes de países como, por exemplo, Estados Unidos, França, Canadá, Argentina, Reino Unido, Espanha, Holanda e Alemanha, o que reforça o caráter internacional e a relevância do Simpósio. Estamos extremamente felizes em oferecer uma plataforma gratuita para que médicos, pesquisadores e profissionais da área possam se atualizar e trocar experiências”, afirma.

Serviço:

Breastmit 2024
Gratuito e online
Inscrições: www.breastmit.com.br

Minas Gerais promove campanha de multivacinação para atualizar cartão de vacinas de crianças e adolescentes

Minas Gerais promove campanha de multivacinação para atualizar cartão de vacinas de crianças e adolescentes - Foto: divulgação
Minas Gerais promove campanha de multivacinação para atualizar cartão de vacinas de crianças e adolescentes – Foto: divulgação

Logo nos primeiros dias de vida, o imunizante BCG inaugurou o cartão de vacinas de Maria Clara, de 9 meses, nascida em Belo Horizonte. A mãe dela, Danielle Deodoro, mantém as doses em dia, seguindo as datas das próximas aplicações informadas pelo pediatra da filha e também sinalizadas pela enfermeira do posto de saúde, que registra tudo no cartão de vacinas.

Para garantir a atualização do cartão da Maria Clara e de todas as crianças e adolescentes mineiros menores de 15 anos, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) realiza, entre os dias 4 e 29/11, a Campanha Estadual de Multivacinação.

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, a campanha, que contará ainda com o dia D em 23/11, é uma estratégia fundamental para aumentar as coberturas vacinais no estado.

“Foram distribuídas mais de 1,9 milhão de doses de imunizantes indicados para o público elegível. Dessa forma, quem não tiver registrado, por qualquer motivo, as doses administradas de acordo com o calendário nacional, poderá atualizar o documento vacinal”, orienta.

Entre as vacinas disponibilizadas estão a tríplice viral, hepatite B, papilomavírus humano (HPV), hepatite A, rotavírus humano, meningocócica ACWY, meningocócica C, pneumocócica, pentavalente, febre amarela, poliomielite e covid.

Divulgação e planejamento

Minas Gerais promove campanha de multivacinação para atualizar cartão de vacinas de crianças e adolescentes - Foto: divulgação
Minas Gerais promove campanha de multivacinação para atualizar cartão de vacinas de crianças e adolescentes – Foto: divulgação

Gláucia Magda Barbosa, enfermeira do Centro de Saúde Conjunto Santa Maria, no bairro São Bento, em Belo Horizonte, explica como a unidade se prepara para a Campanha Estadual de Multivacinação.

“Reforçamos a divulgação das datas e das informações relacionadas à campanha por meio dos agentes comunitários de saúde, além da comunicação interna realizada na unidade, junto aos usuários que nos visitam”, conta ela. 

“Nosso objetivo é que pais, mães e responsáveis possam se organizar para trazer suas crianças e adolescentes ao centro de saúde que já está preparado para recebê-los”, reforça a enfermeira.

Coberturas vacinais em Minas Gerais

Segundo a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), Minas Gerais vem registrando importantes avanços no alcance vacinal. 

A cobertura da meningocócica C, que estava em 97,05% em 2023, aumentou, de janeiro a setembro de 2024, para 104,15%, ultrapassando a meta de 95% preconizada pelo Ministério da Saúde (MS). 

Já no caso da tríplice viral, o índice, que era de 90,11% para a primeira dose (D1) e 74,31% para a segunda dose (D2) em 2023, aumentou para 106,19% (D1) e 81,69% (D2), em 2024 (janeiro a setembro).

A coordenadora Estadual do Programa de Imunização, Josianne Dias Gusmão, também ressalta a importância do engajamento de todo o público elegível, para que o estado aumente as coberturas de vacinas como da febre amarela, por exemplo. 

Atualmente, esse imunizante registra o alcance de 87,51% em menores de 1 ano, índice muito abaixo da meta recomendada pelo MS, que é de  95%.

“A imunização é uma das medidas mais importantes de prevenção a doenças e a falta do documento vacinal não é impedimento para que os usuários se vacinem. É só procurar a unidade de saúde mais próxima, com o documento de identidade. Inclusive, pais e responsáveis também podem aproveitar o momento para atualizar seu próprio cartão”, esclarece a coordenadora.

Para a mãe da Maria Clara, não há razão para não imunizar a filha. “As vacinas estão disponíveis no centro de saúde e é sempre bom contar com a avaliação que o profissional faz no cartão de vacina da minha filha. Isso garante que Maria Clara esteja protegida com as doses indicadas para a idade dela”, reitera Danielle Deodoro.

Investimentos

Para aumentar as coberturas vacinais no estado, a SES-MG atua em duas frentes por meio do Programa Vacina Mais Minas. A primeira estratégia é o incentivo à vacinação extramuros. Desde 2023, foram investidos R$165 milhões para que os municípios realizem a vacinação fora das salas de vacina, como em escolas, para aumentar a cobertura vacinal.

A segunda estratégia são os vacimóveis, veículos equipados para funcionar como unidades itinerantes de vacinação. Com investimentos de mais de R$ 100 milhões do Governo de Minas, 77 municípios receberam recursos para adquirir esses veículos, e os demais municípios serão atendidos por meio de 51 Consórcios Intermunicipais de Saúde. Até o momento, 123 vacimóveis já foram entregues. 

“A SES-MG se empenhou ao máximo para garantir as doses e planejar a campanha. Agora, é a vez dos responsáveis fazerem sua parte e levarem suas crianças e adolescentes até a UBS mais próxima para se vacinarem”, convoca o subsecretário Eduardo Prosdocimi.

Rotary e Prefeitura de Passos realizaram dia de vacinação contra a Poliomielite

Rotary e Prefeitura de Passos realizaram dia de vacinação contra a Poliomielite - Foto: Rotary
Rotary e Prefeitura de Passos realizaram dia de vacinação contra a Poliomielite – Foto: Rotary

No último sábado (26), o Rotary Club Rio Grande, juntamente com a Prefeitura Municipal de Passos, Rotary Club Passos e Rotaract Passos, realizaram a vacinação de imunidade para crianças e adultos na CEMEI Profª Maria de Lourdes Vasc. Moura – TUTUKA.

O Rotary Internacional há mais de 40 anos não mede esforços para combater e erradicar a Poliomielite, por isso promove todos os anos ações de vacinação.

Dia Mundial do AVC: conheça os tipos e saiba como evitar

Dia Mundial do AVC: conheça os tipos e saiba como evitar - Foto: reprodução
Dia Mundial do AVC: conheça os tipos e saiba como evitar – Foto: reprodução

Com o objetivo de aumentar a conscientização e identificação da doença, a Organização Mundial da Saúde (OMS), definiu 29 de outubro como o Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame.

O AVC já é a principal causa de morte e incapacidade na população adulta no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a doença é responsável por cerca de 100 mil mortes por ano.

Tipos de AVC

Existem dois tipos de AVC que podem causar danos ao cérebro rapidamente:

Isquêmico: representa 80% dos casos. Ele ocorre quando um vaso sanguíneo que fornece sangue ao cérebro fica bloqueado.

Hemorrágico: menos comum e mais grave, ocorre quando um vaso sanguíneo no cérebro se rompe, causando sangramento interno.

“A hipertensão arterial é a principal fator de risco para o AVC, isso porque o aumento da pressão nos vasos sanguíneos aumenta a possibilidade de romper os vasos sanguíneos no cérebro. Além dele, o diabetes e o colesterol elevado também contribuem para o desenvolvimento do acidente, já que ambos dificultam a circulação sanguínea na região”, aponta Gisele Abud, médica e diretora Técnica da UPA 24h Zona Leste, em Santos (SP).

Prevenção é o melhor remédio

Obesidade, falta de atividade física, tabagismo, consumo excessivo de álcool e estresse também são fatores de risco para o Acidente Vascular Cerebral. Por isso é sempre importante manter hábitos de vida saudáveis diariamente.

Para prevenir o AVC, é necessário realizar práticas como:

  • Monitorar e controlar a pressão arterial;
  • Comparecer ao médico para exames rotineiros;
  • Realizar atividades físicas regularmente;
  • Controlar o sono;
  • Controlar situações de estresse;
  • Evitar o consumo de álcool e tabaco.

Rotary e Prefeitura de Passos realizam dia de vacinação

Rotary e Prefeitura de Passos realizam dia de vacinação - Imagem: divulgação
Rotary e Prefeitura de Passos realizam dia de vacinação – Imagem: divulgação

Neste sábado (26), acontecerá vacinação no CEMEI Tutuka, das 09h às 12h em Passos (MG).

Leve seu filho para atualizar o cartão de vacinas. Haverá atividades para as crianças, como pula-pula, pinturas e lanches.

🗓 Dia 26 de outubro.
⏰️ Das 09h às 12h.
📍CEMEI Prof° Maria de Lourdes Vasc. Moura (TUTUKA) – Rua Vespasiano, 979 – Cohab II – Passos (MG).

⚠️ Obrigatório levar o cartão do SUS e a carteira de vacinação.

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