Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

Hipertensão: Pressão 12 por 8 passa a ser considerada alta

Hipertensão: Pressão 12 por 8 passa a ser considerada alta - Foto: reprodução
Hipertensão: Pressão 12 por 8 passa a ser considerada alta – Foto: reprodução

Por décadas, a pressão arterial considerada ideal era 12/8 (120/80 mmHg), mas as novas diretrizes europeias, apresentadas no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) 2024, trazem uma mudança significativa.

Os médicos agora apontam que níveis abaixo dessa marca podem ser ainda mais benéficos, especialmente para reduzir o risco de doenças cardiovasculares (DCV).

As orientações, coordenadas pelo Prof. John William McEvoy, da Universidade de Galway, e pela Profª Rhian M. Touyz, da Universidade McGill, destacam que o risco associado à pressão arterial (PA) segue uma escalada contínua, não binária.

Ou seja, mesmo a pressão moderadamente elevada, como 120-129 mmHg para a pressão sistólica e 70-89 mmHg para a diastólica, aumenta o risco de DCV, o que levou à criação da nova categoria de “PA elevada”.

Hipertensão: Por que a mudança?

As evidências mais recentes demonstram que níveis elevados de PA, mesmo abaixo do limite tradicional de hipertensão (140/90 mmHg), podem aumentar o risco de problemas cardíacos.

Assim, a meta para pacientes que tomam medicamentos de controle de pressão foi ajustada para uma pressão sistólica de 120-129 mmHg.

Segundo os especialistas, essa faixa ideal é mais eficiente na redução de DCV, embora seja flexível para que médicos e pacientes decidam juntos sobre o tratamento, considerando aspectos como estilo de vida e tolerância.

Qual é a nova meta de tratamento?

Uma nova recomendação propõe que a maioria dos pacientes seja tratada para atingir uma pressão sistólica entre 120-129 mmHg logo de início, ao invés de adotar o método anterior que só visava essa meta após um primeiro controle em 140/90 mmHg. Se a redução intensiva não for tolerada, um objetivo mais moderado é indicado.

Em idosos com menos de 85 anos e sem fragilidade moderada ou grave, o tratamento segue as mesmas diretrizes que para adultos mais jovens, desde que bem tolerado.

Estilo de vida e medicação

Para indivíduos com “PA elevado”, recomenda-se, inicialmente, uma intervenção baseada no estilo de vida por três meses.

Caso o risco de DCV seja superior a 10% em 10 anos e os níveis de PA continuem elevados (≥ 130/80 mmHg), o uso de medicamentos é recomendado para reduzir o risco de complicações.

Estudo

Com o envelhecimento populacional e a alta prevalência de hipertensão, as diretrizes reforçam a necessidade de controlar a PA de forma mais rigorosa e precoce, aponta o estudo.

A nova abordagem visa, principalmente, garantir que a maioria das pessoas sejam especializadas para prevenir resultados fatais, como infartos e derrames.

O foco, portanto, não é apenas reduzir a pressão, mas promover a saúde cardiovascular de forma mais ampla e preventiva, destaca a pesquisa.

Por fim, essa mudança de paradigma coloca a pressão 12 por 8 como um ponto de atenção, com os médicos agora buscando níveis ainda mais baixos para garantir uma vida longa e saudável.

Entenda os novos entendimentos:

  • Mudança no termo: A pressão arterial elevada (PA) é agora vista como um espectro contínuo, não é uma escala binária de normotensão versus hipertensão.
  • Nova categoria: Introdução da categoria “PA elevada”, definida como PA sistólica de 120–139 mmHg e PA diastólica de 70–89 mmHg.
  • Meta mais rigorosa: A nova meta de tratamento para a maioria dos pacientes é uma PA sistólica de 120–129 mmHg, diferente da abordagem antiga que visava inicialmente <140/90 mmHg.
  • Flexibilidade no tratamento: O tratamento para PA mais baixo pode ser ajustado para pacientes que não toleram metas tão agressivas.
  • Estilo de vida primeiro: Para pacientes com “PA elevado”, é recomendado tratamento com mudanças de estilo de vida por 3 meses antes de considerar a medicação.
  • Medicamento para alto risco: Após 3 meses de intervenções no estilo de vida, se o PA se mantiver ≥ 130/80 mmHg e o risco de DCV para alto (≥ 10% em 10 anos), medicamentos são indicados.
  • Idosos: Em pessoas com menos de 85 anos sem fragilidade moderada ou grave, as metas de tratamento são as mesmas que para adultos mais jovens, desde que bem toleradas.
  • Foco em resultados clínicos: As recomendações para medicamentos são baseadas em evidências de redução de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, não apenas na redução da PA.

Conceitos médicos

  • Pressão arterial (PA): É a força que o sangue exerce nas paredes das artérias enquanto circula pelo corpo. A medição é dada em dois números: o maior (sistólica) é a pressão quando o coração bate, e o menor (diastólica) é a pressão entre os psicológicos. Exemplo: 120/80 mmHg.
  • Doença cardiovascular (DCV): Refere-se a problemas que afetam o coração e os vasos sanguíneos, como infarto (quando o coração não recebe sangue suficiente) e AVC (acidente vascular cerebral, quando o cérebro tem falta de sangue ou oxigênio).
  • Hipertensão: É o termo médico para pressão alta, quando a força do sangue contra as paredes das artérias é consistentemente alta, o que pode causar problemas de saúde, como doenças cardíacas.
  • Sistólica e diastólica: A pressão sistólica é o número mais alto e representa a pressão quando o coração está bombeando sangue. A pressão diastólica é o número mais baixo, mostrando a pressão quando o coração está em tranquilidade entre os corações.
  • Meta de tratamento: Refere-se ao objetivo que os médicos tentam alcançar para controlar a pressão arterial do paciente. A meta recomendada agora é uma pressão sistólica entre 120 e 129 mmHg para reduzir o risco de doenças cardíacas.

Governo de Minas lança programa para o enfrentamento do câncer de mama

Governo de Minas lança programa para o enfrentamento do câncer de mama - Foto: divulgação/Governo de Minas
Governo de Minas lança programa para o enfrentamento do câncer de mama – Foto: divulgação/Governo de Minas

O governador Romeu Zema anunciou, na última sexta-feira (18), o Programa Saúde Aqui Tem Pressa: Cuidar na Hora Certa, nova iniciativa do Governo de Minas para o enfrentamento do câncer de mama no estado. O lançamento faz parte das ações desenvolvidas e realizadas, neste mês, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), em referência ao Outubro Rosa.

O programa, que é um componente do Programa Estadual de Enfrentamento ao Câncer, visa reduzir a morbimortalidade associada à doença, por meio de estratégias para a detecção precoce, o diagnóstico rápido e o tratamento adequado, em tempo oportuno, garantindo um prognóstico mais favorável.

Serão destinados cerca de R$ 24,4 milhões em recursos estaduais para o custeio anual das ações do programa, sendo que, já em 2024, serão direcionados R$ 9,8 milhões.  Ao anunciar o programa, governador Romeu Zema destacou a importância da iniciativa que incentiva a realização do diagnóstico precoce da doença.

“O título da nossa campanha diz tudo o que nós queremos, que é que esse diagnóstico seja realizado o quanto antes, para aumentar as chances de cura e para que a intervenção e o sofrimento sejam o menor possível”, salientou o governador mineiro.

Ele destacou o objetivo do governo, de levar os cuidados com a saúde para mais perto da casa da população, o que já vem ocorrendo não apenas na campanha do Outubro Rosa, mas para quem precisa de tratamento oncológico como um todo, aproximando o Sistema Único de Saúde (SUS) dos resultados obtidos na rede privada.

“Se no setor de saúde privada, dois terços conseguem um diagnóstico precoce, que aumenta muito a taxa de sobrevivência e de cura, nós queremos o mesmo no SUS aqui em Minas Gerais, portanto estamos estruturando todo o nosso setor de saúde para que isso aconteça e as mulheres tenham essa oportunidade” concluiu Zema.

Caminho para a cura

Governo de Minas lança programa para o enfrentamento do câncer de mama - Foto: divulgação/Governo de Minas
Governo de Minas lança programa para o enfrentamento do câncer de mama – Foto: divulgação/Governo de Minas

A jornada da paciente para o diagnóstico do câncer de mama se inicia na Atenção Primária à Saúde (APS), que é a porta de entrada para os usuários, por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Nas UBS, as mulheres são encaminhadas para o exame de mamografia. Com a nova política estadual, no prazo de até 30 dias após o resultado do rastreamento (que apresente alterações), a paciente vai realizar a biópsia para o diagnóstico.

Se houver confirmação do resultado, o encaminhamento para início do tratamento pelo SUS, de acordo com as diretrizes do Programa Saúde Aqui Tem Pressa: Cuidar na Hora Certa, deverá ser feito em até 60 dias. O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, apresentou a iniciativa lançada como sendo um passo fundamental para garantir toda a linha de cuidado contra o câncer de mama para as mulheres mineiras.

“O programa é o primeiro passo que nós estamos dando dentro da política de oncologia do nosso estado. Então nós sabemos que muitos exames são feitos todos os dias de mama, por exemplo, como é o que nós estamos lançando aqui hoje, mas não é garantido para essa mulher a próxima etapa, ou uma consulta com especialista, ou especialmente a biópsia, onde de fato há o diagnóstico do câncer”, apontou Baccheretti.

“Então aqui nessa política, além de incentivar a mamografia pagando um valor a mais e incentivo aos municípios que baterem a cobertura de mamografia, nós pagaremos um outro valor, se a gente conseguir o resultado definitivo da biópsia em até 60 dias. É o primeiro passo super importante para garantir toda a linha de cuidado para as nossas mulheres” explicou o secretário de Saúde de Minas.

Importância do diagnóstico precoce

Governo de Minas lança programa para o enfrentamento do câncer de mama - Foto: divulgação/Governo de Minas
Governo de Minas lança programa para o enfrentamento do câncer de mama – Foto: divulgação/Governo de Minas

A identificação do câncer através de um diagnóstico rápido e no início da manifestação da doença fez com que a psicóloga Camila Campos, de 35 anos, iniciasse o tratamento com celeridade, o que vem proporcionando resultados positivos. Casada com Léo, ex-jogador do Cruzeiro, Camila foi diagnosticada recentemente com câncer de mama e metástase ósseo na coluna, notícia que recebeu quando estava grávida de 7 meses.

“O fato de ser um diagnóstico precoce permitiu que eu entrasse em um tratamento e esse tratamento está sendo positivo. É um tratamento que está me proporcionando pensar na cura e eu agradeço a Deus por isso, agradeço à equipe médica. Mas eu quero ressaltar a relevância de um projeto como esse e já parabenizar o secretário, porque nós queremos trazer para o SUS a mesma proporção e agilidade dos diagnósticos”, conta.

“Nós queremos que toda mulher tenha o que eu tive, o direito de ter um diagnóstico precoce e de ter um tratamento significativo para proporcionar cura para qualquer mulher” enalteceu Camila, ao falar sobre a importância do Programa Saúde Aqui Tem Pressa: Cuidar na Hora Certa.

Saúde aqui tem pressa

Para garantir mais agilidade e eficiência na trajetória do diagnóstico ao tratamento em todo o estado, o Saúde Aqui Tem Pressa: Cuidar na Hora Certa foi estruturado em cinco eixos de atuação.

O primeiro deles visa ao fortalecimento da busca ativa e encaminhamento do público-alvo do programa para realização da mamografia de rastreamento na Atenção Ambulatorial Especializada. O foco está, principalmente, em mulheres de 50 a 69 anos, incluindo as transexuais e homens trans não mastectomizados. Já o segundo eixo diz respeito à ampliação da cobertura de mamografia para esse público.

O terceiro eixo, por sua vez, visa à redução do tempo necessário para a realização de biópsia e definição diagnóstica do câncer de mama, assegurando diagnósticos rápidos e precisos para início do tratamento em tempo oportuno.

O Profissional Integrador do Cuidado em Rede é o foco do quarto eixo, instituindo atribuições e financiamento para profissionais que atuarão na vigilância das ações necessárias para aumentar os índices do diagnóstico precoce. Entre os objetivos estão, por exemplo, reduzir o número de casos detectados em estágio avançado e, consequentemente, diminuir a mortalidade associada ao câncer de mama.

Por fim, o quinto eixo visa à redução do tempo para início do tratamento do câncer de mama, bem como a qualificação dos tratamentos oferecidos, garantindo atendimento rápido e eficaz às pessoas diagnosticadas. 

Melhoria e ampliação dos diagnósticos

Em dezembro de 2023, o Governo de Minas repassou mais de R$ 77 milhões, pagos em parcela única, para compra de mamógrafos em 62 instituições do estado. O investimento permite ampliar o número de exames realizados, proporcionando mais celeridade nos diagnósticos de câncer de mama.

Os mamógrafos estão substituindo equipamentos obsoletos, identificados pelo Programa Estadual de Controle de Qualidade em Mamografia (PECQMama), e, por meio do recurso disponibilizado, os beneficiários que fazem parte da política estadual dos Centros Estaduais de Atenção Especializada (Ceae) poderão disponibilizar o exame, facilitando o acesso das mulheres mineiras.

Conforme monitoramento realizado pela SES-MG, 27% dos equipamentos já foram adquiridos (17 mamógrafos) e 63% estão com o processo de compra em andamento. Os beneficiários contemplados têm prazo de até 24 meses para efetivar a compra e instalação dos mamógrafos. 

As ações de saúde da mulher em andamento no estado englobam o atendimento especializado nos Ceae e serviços de Ampliação da Média Complexidade, que prevê repasses de aproximadamente R$100 milhões para execução de diversas linhas, entre elas a carteira de propedêutica de câncer de mama.

Outubro Rosa

A SES-MG também realiza, neste sábado e domingo (19 e 20/10), na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, uma ação do Outubro Rosa, envolvendo diversos parceiros, para orientar e prestar serviços à população, como a realização de mamografias.

Durante os dois dias, das 8h às 16h, além da realização de exames, o público-alvo da campanha – com seus familiares e amigos – será orientado sobre toda a jornada para o diagnóstico e tratamento do câncer de mama, reconstrução mamária, rede de apoio às pacientes, doação de cabelo e peruca, entre outros.

Quem passar pela Praça da Liberdade também poderá aferir a pressão e receber orientações sobre cuidados e autoexame do câncer de mama, riscos cardiovasculares e linhas de cuidados após o diagnóstico.

Após baixa procura pela 2ª dose, Passos faz alerta para completar imunização de crianças e adolescentes contra a dengue

Após baixa procura pela 2ª dose, Passos faz alerta para completar imunização de crianças e adolescentes contra a dengue - Foto: reprodução
Após baixa procura pela 2ª dose, Passos faz alerta para completar imunização de crianças e adolescentes contra a dengue – Foto: reprodução

Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos podem ser vacinadas contra a dengue em Passos (MG). Para receber o imunizante, basta levar o cartão de vacina ou um documento pessoal.

Segundo a Prefeitura de Passos, cerca de 800 crianças dessa faixa etária foram vacinadas com a primeira dose até o momento, no entanto, somente 110 retornaram para a segunda. Dessa forma, o município faz um alerta para que os pais levem seus filhos para a vacinação.

“É importante os pais trazerem seus filhos de 10 a 14 anos para tomar a segunda dose e, para quem ainda não tomou a primeira dose, temos vacinas disponíveis em todas as salas de vacinas do município”, alertou técnica de imunização Priscila Soares Correa Faria.

O Ministério da Saúde estipulou a vacinação para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos devido ao alto número de internações dessa faixa etária. A enfermeira também afirma que a vacina foi aprovada pela Anvisa, portanto é segura e eficaz.

Para receber o imunizante, é necessário procurar uma sala de vacinação com um cartão de vacina ou um documento pessoal. Todas as salas de vacinação funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, em Passos.

Ao tomar a primeira dose, é necessário retornar após três meses para tomar a segunda. No caso de crianças e adolescentes que tiveram dengue, a técnica de imunização orienta aguardar por seis meses para tomar a primeira dose. Já a segunda, pode ser tomada após 30 dias a partir dos primeiros sintomas.

Dia de vacinação

Em Passos, no próximo sábado (26) haverá vacinação no CEMEI Tutuka, das 9h às 12h. O público alvo que pode atualizar o cartão de vacinas são os adultos e as crianças. Haverá atividades para as crianças, como pula-pula, pinturas e lanche.

  • Serviço
  • 🗓️ sábado, 26 de outubro
  • ⏰ das 9h às 12h
  • 📍 CEMEI Profª Maria de Lourdes Vasc. Moura – TUTUKA – Rua Vespasiano, 1025 – COHAB II
  • ⚠️ Obrigatório levar o cartão do SUS e a carteira de vacinação

Via: G1

Interna do Lar São José de Guapé está hospitalizada na Santa Casa da cidade e por estar sem acompanhante, crises tomam conta da idosa

Interna do Lar São José de Guapé está hospitalizada na Santa Casa da cidade e por estar sem acompanhante, crises tomam conta da idosa - Foto: Reprodução
Interna do Lar São José de Guapé está hospitalizada na Santa Casa da cidade e por estar sem acompanhante, crises tomam conta da idosa – Foto: Reprodução

Desde o dia 13 de outubro, a senhora Maria Inês Marcelino Santos, 82 anos, que é interna do Lar São José de Guapé (MG), está internada na Santa Casa de Misericórdia da cidade, porém nos últimos dias o Lar não liberou acomonhante para a idosa.

Na sexta-feira (17) o cuidador de idosos, Júlio Moura, ao ouvir o pedido de socorro da paciente, foi até o quarto em que ela está hospitalizada e registrou o desespero da idosa, a qual está sendo tratada de infecção, porém quer voltar para o Lar por não ter uma companhia no hospital.

“Na sexta-feira foi confeccionado um boletim de ocorrencia, devido o Lar negar um acompanhante para a paciente, mas até o momento nenhuma solução foi tomada. No início, eles até enviaram um cuidador, porém agora dizem que não tem condições de manter um acompanhante”, informou Júlio.

Ainda segundo o cuidador, os profissionais da Santa Casa de Guapé estão se desdobrando para dar atenção para a senhora, mas devido a demanda na instituição hospitalar, não consegue deixar um profissional 24h por conta da paciente.

De acordo com o Estatuto do Idoso, o idoso internado tem direito a ter um acompanhante, que pode ser um familiar, amigo ou cuidador de sua confiança. O hospital é responsável por proporcionar as condições adequadas para que o acompanhante permaneça no local, de acordo com critérios médicos.

O acompanhante é fundamental para o bem-estar do idoso, pois oferece segurança, ajuda nas atividades rotineiras e atua como elo entre o paciente e a equipe médica.

Se a permanência do acompanhante não for possível, o hospital deve dialogar com a instituição e tomar medidas para garantir a segurança do paciente. Por exemplo, o paciente pode ser deslocado para uma posição mais próxima do posto de enfermagem.

A redação do Jornal Folha Regional tentou entrar em contato via telefone com o Lal São José, onde a idosa reside, porém ninguém atendeu.

Assista o vídeo:

https://www.instagram.com/reel/DBWOdibxOo6/?igsh=YjNsYmhhcTB2OW03

Nova variante do vírus Sars-CoV-2 é identificada em três estados

Nova variante do vírus Sars-CoV-2 é identificada em três estados - Foto: Robson Valverde
Nova variante do vírus Sars-CoV-2 é identificada em três estados – Foto: Robson Valverde

Uma linhagem do vírus Sars-CoV-2 que vem se espalhando pelo mundo foi detectada no Brasil. A linhagem, chamada de XEC, que pertence à variante Omicron, foi identificada no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Santa Catarina. O primeiro achado foi realizado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em amostras referentes a dois pacientes residentes na capital fluminense, diagnosticados com covid-19 em setembro. A identificação foi realizada pelo Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais do IOC, que atua como referência para Sars-CoV-2 junto ao Ministério da Saúde e à Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Ministério da Saúde e as secretarias Estadual e Municipal de Saúde do Rio de Janeiro foram rapidamente informados sobre o achado. As sequências genéticas decodificadas foram depositadas na plataforma online Gisaid nos dias 26 de setembro e 7 de outubro. Depois das sequências do Rio de Janeiro, também foram depositados, por outros grupos de pesquisadores, genomas da linhagem XEC decodificados em São Paulo, a partir de amostras coletadas em agosto, e em Santa Catarina, de duas amostras coletadas em setembro.

Monitoramento

A XEC foi classificada pela OMS no dia 24 de setembro como uma variante sob monitoramento. Isso ocorre quando uma linhagem apresenta mutações no genoma que são suspeitas de afetar o comportamento do vírus e observam-se os primeiros sinais de “vantagem de crescimento” em relação a outras variantes em circulação. Esta variante começou a chamar atenção em junho e julho de 2024, devido ao aumento de detecções na Alemanha. Rapidamente, espalhou-se pela Europa, pelas Américas, pela Ásia e Oceania. Pelo menos 35 países identificaram a cepa, que soma mais de 2,4 mil sequências genéticas depositadas na plataforma Gisaid até o dia 10 de outubro deste ano.

De acordo com a pesquisadora do Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais do IOC Paola Resende, dados do exterior indicam que a XEC pode ser mais transmissível do que outras linhagens, porém será necessário avaliar o seu comportamento no Brasil. “Em outros países, essa variante tem apresentado sinais de maior transmissibilidade, aumentando a circulação do vírus. É importante observar o que vai acontecer no Brasil.  O impacto da chegada dessa variante pode não ser o mesmo aqui porque a memória imunológica da população é diferente em cada país, devido às linhagens que já circularam no passado”, explica Paola, que também atua na Rede Genômica Fiocruz.

A detecção da XEC no Brasil foi realizada a partir de uma estratégia de vigilância que ampliou o sequenciamento de genomas do Sars-CoV-2 na capital fluminense em agosto e setembro. Esta ação contou com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Durante três semanas, foi realizada a coleta de amostra de swab nasal para envio ao Laboratório de Referência do IOC/Fiocruz em casos positivos para Sars-CoV-2 diagnosticados por testes rápidos em unidades básicas de saúde. Embora tenha apontado a presença da XEC, o monitoramento confirmou o predomínio da linhagem JN.1, que é majoritária no Brasil desde o final do ano passado.

“Realizamos essa ação para compreender em tempo real o que estava ocorrendo no Rio, uma vez que havia um leve aumento nos diagnósticos de covid-19 na cidade. Isso foi muito importante para detectar a variante XEC, que precisará ser acompanhada de agora em diante”, detalhou a virologista.

Dados atuais da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e do Infogripe, da Fiocruz, não indicam alta nos casos de covid-19 na cidade. A virologista alerta para o enfraquecimento da vigilância genômica do SARS-CoV-2 no Brasil e reforça a necessidade de manter o monitoramento em todo o território nacional.

“Atualmente, estamos sem dados genômicos de diversos estados porque não têm ocorrido coleta e envio de amostras para sequenciamento genético. É muito importante que esse monitoramento seja mantido de forma homogênea no país para acompanhar o impacto da chegada da variante XEC e detectar outras variantes que podem alterar o cenário da covid-19”, destacou Paola.

A virologista reforçou ainda que os dados sobre os genomas do Sars-CoV-2 em circulação são relevantes para ajustar a composição das vacinas da covid-19. A OMS conta com um grupo consultivo técnico sobre o tema, que se reúne duas vezes ao ano. Em abril, o comitê recomendou formulação de imunizantes baseados na linhagem JN.1. A próxima reunião está marcada para dezembro.

Origem

Análises indicam que a XEC surgiu pela recombinação genética entre cepas que circulavam anteriormente. O fenômeno ocorre quando um indivíduo é infectado por duas linhagens virais diferentes simultaneamente. Nessa situação, pode ocorrer a mistura dos genomas dos dois patógenos durante o processo de replicação viral. O genoma da XEC apresenta trechos dos genomas das linhagens KS.1.1 e KP.3.3. Além disso, a linhagem apresenta mutações adicionais que podem conferir vantagens para a sua disseminação.

‘Saúde na Porta’ vai mostrar avanços e entregas na assistência em todas as regiões de Minas Gerais

Saúde na Porta vai mostrar avanços e entregas na assistência em todas as regiões de Minas Gerais - Imagem: divulgação
Saúde na Porta vai mostrar avanços e entregas na assistência em todas as regiões de Minas Gerais – Imagem: divulgação

Já no ar e veiculada até o mês de outubro, a nova campanha “Saúde na Porta. Em Minas, saúde é o que mais importa” vai mostrar avanços em assistência e investimentos na área realizados em todas as regiões do estado desde o início da gestão estadual, em 2019, até aqui. 

A ideia central e principal conceito é apresentar aos mineiros, das mais diversas regiões, de que forma o Governo de Minas tem investido para preencher vazios assistenciais e levar serviços da saúde – dos mais básicos aos mais complexos – de Norte a Sul, Leste a Oeste do estado.

Identificação

Na campanha, portas são usadas como o fio condutor da narrativa, justamente para mostrar à população que quando algo chega à sua porta está mais perto de você.

A trilha sonora escolhida para embalar as peças de rádio e TV foi a música Espumas ao Vento, de Acioly Neto (“De uma coisa fique certa amor, a porta vai estar sempre aberta amor…”).

Além de mostrar o empenho da gestão estadual de descentralizar o acesso  e levar serviços de saúde mais próximos aos municípios de todas as regiões mineiras – mesmo as mais distantes dos grandes centros -, o objetivo da campanha é prestar contas à população do trabalho que o Governo de Minas tem realizado para melhorar os serviços de saúde para cada um, em realidades individuais.

Entregas 

Como o público vai escutar e ver nos próximos meses, as peças da campanha mostram as principais entregas do Governo de Minas para levar a saúde na porta dos mineiros.

Exemplos são  a aquisição de mais de 400 ônibus para levar pacientes, com conforto e segurança, a consultas e exames em outros municípios; o recorde de cirurgias eletivas em 2023; a compra de novos tomógrafos e mamógrafos para a realização de mais exames em todas as regiões; a ampliação dos serviços do Samu, já presente em nove de cada dez municípios; a retomada de 78 obras e a construção de 254 novas UBS em todo o estado; e a aquisição de vacimóveis para ajudar na cobertura vacinal em todo o território mineiro.

Os meios previstos para veiculação são internet (portais, redes sociais), rádio, TV, mídia exterior (paineis, carros de aplicativos, outdoor social, abrigo de passageiros) e cinema.

A estratégia de veiculação também é uma novidade: além de uma comunicação geral para todo o estado, informando as entregas comuns a todas as regiões, a campanha terá comunicação regionalizada, via internet, para que cada região e município contemplado pelas entregas de novos tomógrafos, mamógrafos e UBS fique ciente dos serviços oferecidos perto de suas localidades. 

Morador de São João Batista do Glória, que atua na área da saúde, terá projeto apresentado durante evento em Brasília

Morador de São João Batista do Glória, que atua na área da saúde, terá projeto apresentado durante evento em Brasília - Foto: arquivo pessoal
Morador de São João Batista do Glória, que atua na área da saúde, terá projeto apresentado durante evento em Brasília – Foto: arquivo pessoal

O morador de São João Batista do Glória (MG), Edivaldo Almeida dos Santos, de 31 anos, desenvolveu um projeto que visa a educação permanente, pesquisa e mobilização social com foco na importância da vacinação e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta, selecionada no ImunizaSUS, será apresentada durante um evento em Brasília, no mês de novembro deste ano. A notícia foi entregue pelo próprio presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (COSEMS/MG), Edivaldo Farias Da Silva Filho.

A proposta que fala sobre a vacina contra o HPV, não foi a única que o gloriense se destacou. Ele já apresentou projetos em congressos realizados em Goiânia (GO) e Florianópolis (SC), e recentemente, foi selecionado para estar presente em um congresso que aconteceria em Porto Alegre (RS), porém devido aos acontecimentos no estado, não foi possível.

Edivaldo nasceu e foi criado em São João Batista do Glória. Atualmente, ele é Diretor do Departamento de Vigilância em Saúde e sempre participa de eventos na área da saúde.

Aos 17 anos, o gloriense ingressou na área da saúde, quando fez o técnico em enfermagem. Logo depois, já cursou biomedicina na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), em Passos (MG). Posteriormente, se especializou na área da estética, nutrição e imunização e, hoje é acadêmico do 7º período de enfermagem.

“Para mim é gratificante compartilhar estudos, experiências com outros municípios e estados, pois como profissional da saúde, nunca encerramos os estudos, todos os dias estamos atualizando os conhecimentos, vendo algo novo e, neste período que estou trabalhando na saúde pública têm sido um grande desafio, mas de grande aprendizado”, relata Edivaldo Almeida.

OMS declara mpox como emergência de saúde pública global

A mpox é uma doença zoonótica viral - Foto: KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/GettyImages
A mpox é uma doença zoonótica viral – Foto: KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/GettyImages

A Organização Mundial da Saúde declarou nesta quarta-feira (14) o surto de mpox em curso na África como uma emergência de saúde global.

A OMS convocou o seu comitê de emergência sobre mpox devido a preocupações de que uma cepa mais mortal do vírus, o clado Ib, tivesse atingido quatro províncias de África anteriormente não afetadas. Esta cepa já havia sido contida na República Democrática do Congo.

Especialistas independentes do comitê reuniram-se virtualmente nesta quarta-feira para aconselhar o Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, sobre a gravidade do surto. Após essa consulta, ele anunciou que tinha declarado uma emergência de saúde pública de preocupação internacional – o mais alto nível de alarme ao abrigo do direito internacional de saúde.

Também conhecido como PHEIC, este é um estatuto atribuído pela OMS a “eventos extraordinários” que representam um risco para a saúde pública de outros países através da propagação internacional de doenças. Estes surtos podem exigir uma resposta internacional coordenada, segundo a organização.

Os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças declararam o surto uma emergência de saúde pública de segurança continental no dia anterior – a primeira declaração deste tipo por parte da agência desde a sua criação em 2017.

Desde o início deste ano, foram notificados mais de 17.000 casos e mais de 500 mortes em 13 países de África, de acordo com o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, que classifica o surto como um “evento de risco muito elevado”. O maior número de casos – mais de 14.000 – registra-se na República Democrática do Congo, que notificou 96% dos casos confirmados este mês.

A Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença viral que pode se espalhar facilmente entre pessoas e animais infectados. Pode espalhar-se através de contato próximo, como toque, beijo ou sexo, bem como através de materiais contaminados como lençóis, roupas e agulhas, segundo a OMS. Os sintomas incluem febre, erupção cutânea dolorosa, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, baixa energia e gânglios linfáticos aumentados.

Durante décadas, a doença foi detectada principalmente na África Central e Ocidental, mas também começou a espalhar-se na Europa e na América do Norte em 2022. A OMS declarou anteriormente a propagação da mpox uma emergência de saúde global em julho de 2022 e encerrou-a em maio de 2023.

A Mpox é caracterizada por dois clados genéticos, I e II. Um clado é um amplo agrupamento de vírus que evoluiu ao longo de décadas e é um grupo genético e clinicamente distinto. O clado Ib é mais transmissível e causa doenças mais graves.

Autoridades da OMS disseram anteriormente que o vírus poderia ser contido “de forma bastante simples, se fizermos as coisas certas no momento certo”. As autoridades ainda pediram a cooperação internacional no financiamento e na organização de esforços para conter o surto.

A organização já assinou o processo de Lista de Uso de Emergência para ambas as vacinas mpox e desenvolveu um plano de resposta regional que requer 15 milhões de dólares, com 1,45 milhões de dólares já liberados do Fundo de Contingência para Emergências da OMS.

Medicamento mostra 100% de eficácia na prevenção do HIV

Medicamento mostra 100% de eficácia na prevenção do HIV - Foto: RF._.studio
Medicamento mostra 100% de eficácia na prevenção do HIV – Foto: RF._.studio

Recentemente, um novo marco foi alcançado na luta incansável contra o HIV. Um inovador medicamento injetável, conhecido como lenacapavir, demonstrou uma eficácia impressionante de 100% na prevenção do vírus em mulheres cisgênero. Este desenvolvimento revolucionário possui o potencial de transformar completamente as estratégias de prevenção ao HIV ao redor do mundo.

O estudo clínico PURPOSE 1, que testou essa nova abordagem, foi realizado em diversos locais na África do Sul e Uganda. Os resultados destacam não apenas a eficácia do lenacapavir, mas também a sua segurança e a possibilidade de reduzir drasticamente as novas infecções pelo HIV, que ainda são uma grande preocupação global.

O que é o Lenacapavir e como ele atua?

O lenacapavir atua de maneira distinta dos métodos tradicionais de profilaxia pré-exposição (PrEP). Trata-se de um inibidor de fusão capside, que interfere diretamente na estrutura protetiva do HIV, impedindo a replicação do vírus no corpo humano. A grande vantagem deste tratamento está na sua aplicação, necessária apenas duas vezes por ano, o que representa um grande avanço em termos de conveniência e adesão ao tratamento.

Por que a eficácia do Lenacapavir é uma notícia tão importante?

Nos resultados apresentados pelo estudo PURPOSE 1, o lenacapavir impediu a infecção por HIV em todas as 2.134 mulheres que receberam o tratamento, evidenciando sua eficácia de 100%. Em contraste, outras opções de PrEP na forma de pílulas diárias mostraram taxas de eficácia menores. Esses números são particularmente expressivos quando consideramos os esforços globais para reduzir as novas infecções por HIV.

Impacto potencial do Lenacapavir na adesão ao PrEP

Além de sua eficácia, o lenacapavir pode melhorar significativamente a adesão ao tratamento de PrEP. Segundo Linda-Gail Bekker, do Desmond Tutu HIV Center, a administração semestral do medicamento pode facilitar a aceitação e integração do tratamento na rotina das pessoas, combatendo também o estigma e a discriminação associados ao uso diário de comprimidos.

Próximos passos na pesquisa

As investigações sobre o lenacapavir continuam com o estudo PURPOSE 2, que inclui uma gama mais diversa de participantes. Os resultados desse estudo ampliado são aguardados com grande expectativa, pois podem ampliar ainda mais o uso do lenacapavir em diferentes populações e comunidades.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e reguladores de diversos países estão de olho nestes resultados, que poderão definir novas diretrizes e recomendações de uso do lenacapavir como uma ferramenta essencial na prevenção do HIV. A luta contra a AIDS pode estar prestes a conhecer um dos seus mais eficazes aliados no combate a esta epidemia global.

Farmácia Popular terá remédios para Parkinson, colesterol, glaucoma e rinite gratuitos

Farmácia Popular terá remédios para Parkinson, colesterol, glaucoma e rinite gratuitos – Foto; reprodução

A partir desta quarta-feira, 10, o Ministério da Saúde passa a oferecer gratuitamente remédios indicados para o tratamento de colesterol alto, doença de Parkinson, glaucoma e rinite no Programa Farmácia Popular do Brasil. Com a ampliação, 39 dos 41 itens disponibilizados pelo projeto poderão ser retirados sem custo.

Antes, apenas anticoncepcionais e remédios indicados para pessoas que tratam diabeteshipertensão, asma e osteoporose eram entregues de forma gratuita. O restante fazia parte da lista de medicamentos por copagamento, em que o Estado subsidia até 90% do valor e o paciente realiza a compra com desconto — para pessoas cadastradas no Bolsa Família ou pertencentes à população indígena, todos os medicamentos do programa já são gratuitos.

Com a nova medida, o Ministério da Saúde espera beneficiar 3 milhões de pessoas que já utilizam o programa. Pelas projeções da pasta, a inclusão dos medicamentos à lista de gratuidade pode gerar uma economia de até R$ 400 por ano para esses usuários.

A atualização acontece em comemoração aos 20 anos do Farmácia Popular, que soma 70 milhões de pessoas atendidas desde sua criação, em 2004. O projeto passou por cortes no orçamento em 2022 e foi relançado em junho de 2023. No início deste ano, o programa incluiu também em seu escopo a distribuição de absorventes higiênicos para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Para adquirir um medicamento ou fraldas geriátricas pelo programa Farmácia Popular, o paciente precisa apresentar documento de identidade com número do CPF e receita médica em um dos estabelecimentos credenciados. A prescrição médica pode ser proveniente tanto de unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto de serviços particulares.

Para retirar absorventes higiênicos, é preciso ter entre 10 e 49 anos e estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico). É necessário emitir o Documento de Autorização do Programa Dignidade Menstrual pelo site ou pelo aplicativo Meu SUS Digital e apresentá-lo, em formato digital ou impresso, nos estabelecimentos credenciados pelo Farmácia Popular.

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.