Mulher que sofre com fortes dores diárias aguarda agendamento de exame em São José da Barra à meses – Imagem: Reprodução
No último domingo (10), uma moradora do bairro Bom Jesus dos Campos em São José da Barra (MG), procurou a redação do Jornal Folha Regional pedindo ajuda por estar com diversos problemas de saúde e à meses o médico ginecologista do município solicitou um exame, porém ela deixou na secretaria de saúde e não foi atendida.
“Preciso fazer um exame de urgência, não posso trabalhar, pois não posso ficar em pé por 10 ou 15 minutos, só vivo no hospital tomando remédio e soro mas nem um solução”, informou a senhora.
A paciente que está de cama a vários dias citou que não consegue falar com o secretário de saúde de São José da Barra. Mesmo com a dificuldade em andar foi até a prefeitura e nada foi resolvido.
“Estou sem sentir minhas pernas e deixei à meses o meu pedido com o secretário e infelizmente não resolveu. Só de janeiro pra cá já dei entrada no hospital seis vezes e fui informada que não poderiam me encaminhar para o SUS fácil. Eu sinto muitas dores”; citou.
Na manhã de segunda-feira (11), a redação do Jornal Folha Regional entrou em contato com secretário de saúde, Paulo Renato Gomes, o qual informou que ia verificar a situação.
Já no período vespertino, o secretário respondeu o e-mail informando que havia realizado o agendado da paciente.
“A paciente já possui uma consulta agendada com o Dr. Guilherme (Neurocirurgião) dia 10/04/2024 às 14:40, já é a segunda consulta marcada para esse especialista, porém a paciente não trouxe nenhum retorno e também nao soube nos explicar o que os médicos disseram. O exame também ja esta agendado para quarta (13/03) às 07:50h”, escreveu o secretário no e-mail.
Agendamento foi realizado após contato da redação do Jornal Folha Regional – Foto: Reprodução
A pacientre também foi comunicada pelo whatsapp que o exame estava agendado, e que o Paulo Renato pediu que ela levasse o papel que trouxe até a redação do Jornal para ele autorizar.
Criança de Guapé com problema de saúde grave precisa de ajuda financeira para tratamento – Foto: Arquivo pessoal
Kevin Henrique é uma criança de 8 anos de idade com uma Atresia das Vias Biliares. Ele mora em Aparecida do Sul, município de Guapé (MG) e atualmente necessita de ajuda para dar continuidade ao seu tratamento.
A Atresia de Vias Biliares é uma doença fibro-obliterativa progressiva e idiopática da árvore biliar extra-hepática, que se apresenta com obstrução biliar exclusivamente no período neonatal.
Criança de Guapé com problema de saúde grave precisa de ajuda financeira para tratamento – Foto: Arquivo pessoal
Jennifer Fátima Silva é mãe de Kevin, informou que ele foi submetido ao transplante hepático dia 17/02/2016, porém depois de oito anos de transplante a criança está com rejeição.
“Nós tratamos em São Paulo. Em Abril de 2024 ele vai fazer dois procedimentos, se nenhum der certo ele vai ter que transplantar o fígado novamente. Contamos com a ajuda de todos para ajudar nas despesas”, citou Jennifer.
Criança de Guapé com problema de saúde grave precisa de ajuda financeira para tratamento – Foto: Arquivo pessoal
Quem puder contribuir com qualquer quantia, o pix é o celular (35) 99750-6750 em nome de Jennifer Fátima Silva.
Criança de Guapé com problema de saúde grave precisa de ajuda financeira para tratamento – Imagem: Reprodução
Menino de 13 anos é o primeiro no mundo a ser curado de um câncer cerebral mortal – Foto: redes sociais
Lucas Jemeljanova, garoto da Bélgica, tinha seis anos quando foi diagnosticado com glioma intrínseco difuso (DIPG), câncer cerebral raro e agressivo, que mata estatisticamente 98% dos pacientes. Atualmente com 13 anos, Lucas surpreendeu a todos ao descobrir ser a primeira criança no mundo a ser curada e não apresentar vestígios do tumor.
Normalmente espera-se que as crianças com o DIPG vivam um ano após o diagnóstico, estudos recentes apontam que apenas 10% ficam vivas dois anos depois. A radioterapia, em alguns casos, pode retardar a doença agressiva, mas nenhum medicamento até então havia se mostrado eficaz para cura.
Porém, os pais do menino, Credric e Olesja, o levaram à França para ser um dos primeiros inscritos no ensaio Biomede, que testava potenciais novos medicamentos para o DIPG. Lucas respondeu bem ao tratamento e o tumor foi desaparecendo gradativamente. Ainda não se sabe por que Lucas se recuperou tão bem.
“Lucas venceu todas as possibilidades”, disse Jacques Grill, chefe do programa de tumores cerebrais do centro de câncer Gustave Roussy, em Paris. Aproximadamente 300 crianças por ano nos Estados Unidos são diagnosticadas com DIPG, de acordo com o Dana-Faber Cancer Institute. Sete outras crianças no ensaio clínico foram consideradas como “respostas prolongadas” depois de não terem tido recaídas durante três anos após o diagnóstico, mas apenas o tumor de Lucas desapareceu completamente.
A possível razão pela qual algumas crianças respondem aos medicamentos e outras não é provavelmente devido às “particularidades biológicas” dos seus tumores, disse o Dr. Grill.
Tumor fatal
O DIPG apresenta tumor raro e agressivo pelo crescimento rápido, é normalmente encontrado em crianças entre cinco e nove anos. Esse tipo de tumor está localizado na base do cérebro e no topo da coluna, mas não se sabe o que os causa. O tumor pressiona a área do cérebro chamada ponte, que é responsável por uma série de funções corporais críticas, como respiração, sono e pressão arterial. Com o tempo, o tumor afeta os batimentos cardíacos, a respiração, a deglutição, a visão e o equilíbrio.
Minas Gerais: 9,7 mil escolas públicas participam de mobilização nacional contra a dengue – Foto: reprodução
Em mais um importante passo para o enfrentamento das arboviroses e de conscientização sobre o aumento de casos de dengue no Brasil, o governo federal realiza uma mobilização nas escolas públicas do país contra o mosquito Aedes aegypti. Além de chamar e sensibilizar estados e municípios, a ação também faz parte da retomada do Programa Saúde na Escola, reestruturado em 2023 e marca a união de esforços dos Ministérios da Saúde e da Educação, ressaltando a urgência de combater o mosquito. Serão 20 semanas de atividades e engajamento das comunidades escolares. No âmbito do programa, 25 milhões de estudantes serão orientados em mais de 102 mil instituições públicas de ensino, sendo 9.757 em Minas Gerais.
Realizado durante a semana de abertura do calendário escolar das escolas públicas, o evento Brasil unido contra a dengue: combate ao mosquito nas escolas foi aberto à comunidade local. Agentes de Combate às Endemias estiveram presentes para demonstrar a importância da eliminação de focos do mosquito e reforçar seu papel de proteção junto à comunidade. Segundo o 3º Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) e o Levantamento de Índice Amostral (LIA) do Ministério da Saúde, 75% dos criadouros do mosquito da dengue estão nos domicílios, como em vasos e pratos de plantas, garrafas retornáveis, pingadeira, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros em geral, pequenas fontes ornamentais e materiais em depósitos de construção (sanitários estocados, canos e outros).
Na última semana, o Ministério da Saúde ampliou para R$ 1,5 bilhão os recursos reservados para apoiar estados, municípios e o Distrito Federal no enfrentamento de emergências, como a alta de casos de dengue no país. Em 2023, a pasta já havia reservado R$ 256 milhões para esse fim. Também foi anunciada a aceleração da liberação de recursos para estados e municípios que decretarem emergência, seja por dengue, outras arboviroses ou situações que acometam a saúde pública.
No local do evento, crianças foram vacinadas contra a dengue e com os demais imunizantes do calendário infantil. Um ponto de multivacinação foi disponibilizado para reforçar a importância da aplicação de todas as vacinas recomendadas, garantindo a proteção das crianças, grupo que registra alto índice de hospitalização em razão da dengue. O Ministério da Saúde reforça, no entanto, que a principal medida de prevenção é a eliminação dos criadouros do mosquito. Daí a importância de receber os Agentes de Combate a Endemias e Agentes Comunitários de Saúde, que vão ajudar a encontrar e eliminar possíveis criadouros.
Programa Saúde na Escola
O Programa Saúde na Escola foi criado em 2007 e é resultado de uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Educação. As duas políticas voltadas às crianças, adolescentes, jovens e adultos da educação pública brasileira se unem para promover saúde e educação integral. É uma estratégia para o desenvolvimento da cidadania e da qualificação das políticas públicas brasileiras, que busca melhorar a saúde dos educandos, reduzir a evasão escolar e a intermitência de frequência por problemas de saúde, além de reforçar os compromissos e pactos estabelecidos por ambos os setores.
Em 2023, o governo federal ampliou políticas que não foram abordadas pela gestão anterior, retomando temáticas como prevenção de violências e acidentes, promoção da cultura de paz e direitos humanos, saúde sexual e reprodutiva, além de prevenção de HIV/IST nas escolas. O Ministério da Saúde destinou mais de R$ 90 milhões para os municípios que aderiram ao PSE. O ciclo 2023/2024 alcançou recorde histórico de adesões, com 99% das cidades brasileiras habilitadas ao recebimento do recurso.
Especificamente para a mobilização Brasil unido contra a dengue: combate ao mosquito nas escolas, ao longo dos próximos meses, as escolas vão realizar atividades lúdicas para sensibilização, com gincanas, teatros educativos, oficinas criativas, palestras, murais da prevenção e concursos para engajar crianças, adolescentes e jovens no combate à dengue. Adicionalmente, o programa vai divulgar guias educativos, podcasts, vídeos com participação das comunidades escolares e lives com especialistas para convocar toda a população no enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti.
Hospital Bom Pastor inaugura novo Acelerador Linear que reduz tempo de tratamento para pacientes com câncer em Varginha — Foto: Prefeitura de Varginha
Foi inaugurado na última segunda-feira (19) no Hospital Bom Pastor, em Varginha (MG), o novo Acelerador Linear para tratamento avançado em radioterapia para pacientes com câncer, que promete reduzir pela metade o tempo de espera.
Hoje, existem apenas 16 aceleradores lineares como este no país, instalados em capitais e grandes centros urbanos. Esse será o primeiro equipamento do tipo em operação em Minas Gerais.
O investimento do equipamento é de R$ 10 milhões. Ele foi comprado com parte de recursos do município e a oura metade viabilizado via emenda parlamentar do deputado federal Diego Andrade (PSD).
O equipamento estará disponível para atender pacientes oncológicos de 52 municípios, com uma população de aproximadamente 900 mil habitantes.
“Irá beneficiar nossos 52 municípios atendidos aqui no Hospital Bom Pastor, o que dá mais ou menos em torno de 900 mil pessoas que passam em atendimento pela oncologia do nosso hospital. O equipamento vem realmente para otimizar o atendimento, melhorar a qualidade de atendimento e diminuir cada vez mais a fila das pessoas que sofrem com essa patologia tão grave que é o câncer”, disse o secretário de Saúde de Varginha, Adrian Nogueira.
Hospital Bom Pastor inaugura novo Acelerador Linear que reduz tempo de tratamento para pacientes com câncer em Varginha — Foto: Prefeitura de Varginha
O prefeito de Varginha, Vérdi Lúcio Melo (Avante), comemorou a aquisição do novo equipamento.
“É um equipamento que há muito tempo nos reivindicamos. Para ser ter uma ideia, o aparelho antigo a gente fazia a radioterapia para os pacientes da cidade à noite, para dar oportunidade para os de fora fazer durante o dia, era um sofrimento danado, uma morosidade muito grande, quando dava defeito naquele equipamento ficava 10, 15 dias parado e interrompia o tratamento”, disse o prefeito.
Com o equipamento, a capacidade de atendimento passa de 100 para 150 pacientes por dia.
“Nós vamos conseguir atender o paciente de uma forma mais confortável, menos invasiva e com uma dosagem menor em menor tempo. O paciente que ficava aqui tratando 39 dias, a gente vai conseguir reduzir para 20 dias em alguns casos e nos casos mais excepcionais até para sete dias. Hoje a gente atende uma região com 52 municípios, são aproximadamente 100 pacientes atendidos por dia, porém a gente estende esse horário até a madrugada. Com esse novo equipamento, nós vamos conseguir aproximadamente 150 pacientes por dia em horário comercial, até as 18 horas”, completou o coordenador da oncologia, Leandro Sarto.
MG enfrenta a pior epidemia de dengue da sua história, diz secretário de saúde – Foto: reprodução
Minas Gerais enfrenta a pior epidemia de dengue de toda a sua história. A informação foi repassada pelo secretário de Saúde do estado, Fábio Baccheretti, durante a manhã desta sexta-feira (16). Conforme o titular da pasta, são 1,4 mil casos confirmados diariamente. Conforme o painel de monitoramento da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), são 18 mortes provocadas pela dengue e 67.592 casos confirmados da doença. Outros 194.801 casos e 105 óbitos estão em investigação.
“Nunca vivenciamos uma inclinação tão grande de dengue. Nosso recorde era um pouco menos de 600 mil casos prováveis em 2016, que é a nossa base de comparação já que nem todos os casos da doença são confirmados, mas vamos ultrapassar isso. Não temos dúvidas que esse será o pior ano de dengue da história de Minas. O Sul de Minas, a região Norte e do Triângulo devem começar a ter aumento de casos”, informou o secretário de Saúde do estado.
De acordo com Baccheretti, os casos tendem a diminuir a partir da segunda quinzena de março, com o fim do verão. “Vamos continuar tendo muitos casos, mas o pico de atendimentos deve diminuir no próximo mês. Este ano nos preocupa porque esse aumento de pacientes está mais precoce”, acrescentou.
Ainda segundo o secretário, o momento aleta as autoridades de saúde. Ele justifica a preocupação por causa da circulação dos novos sorotipos, especialmente o 2 e 3. “A maior parte da população está suscetível aos sorotipos em circulação porque passamos anos com apenas o tipo 1 em circulação. Por isso temos que focar no atendimento, a maior parte das mortes são evitáveis. O tratamento é o a hidratação do paciente”, afirmou.
Vacinação
Minas Gerais deve iniciar a aplicação da vacina contra a dengue em março. As primeiras doses serão para imunizar crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, residentes nas cidades de maior incidência das arboviroses. A aplicação deve contemplar 22 municípios da Grande BH e do Vale do Aço. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (16) pelo secretário Fábio Baccheretti, que prevê que o estado tenha doses suficientes no próximo mês.
Mortes em Minas
Nesta quinta-feira (15 de fevereiro), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou mais sete mortes causadas pela dengue em Minas Gerais. O número já chega a 18, conforme a pasta. O Estado só teve menos mortes que o Distrito Federal, onde 23 pessoas já perderam a vida por causa da dengue. O Estado de São Paulo tem o terceiro maior número de óbitos do país: 11 vítimas em 2024.
Esse atual cenário não é um movimento exclusivo do Brasil, em todo o mundo os casos estão aumentando. A forma de proliferação do mosquito não mudou, mas o que dificulta é que estamos com dois anos consecutivos de dengue. E, agora, um fato nosso são as altas temperaturas com o índice de chuva, o que favorece a proliferação do mosquito”, avaliou.
Dia D
O estado vai realizar o Dia D de combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, da chikungunya e da zika, no dia 24 de fevereiro. O movimento já foi aderido por 160 dos 853 municípios mineiros. A ideia é que as cidades realizam simultaneamente mutirões comunitários para eliminar os focos do vetor.
Também estão planejadas ações de mobilização para orientar e conscientizar a população que a responsabilidade diária de manter ambientes dentro das casas é também do cidadão.
Vacina da dengue começará a ser aplicada em crianças a partir de março em MG – Foto: reprodução
O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Bacheretti, afirmou nesta sexta-feira (16), que a vacina contra a dengue começará a ser aplicada em crianças de 10 e 11 anos, a partir de março.
“A expectativa é que em março recebamos vacinas suficientes para vacinar as crianças de 10 e 11 anos dos 22 municípios elegíveis aqui na região metropolitana de BH e no Vale do Aço. O estado recebendo as vacinas, elas serão repassadas imediatamente para os municípios”, garantiu.
Bacheretti ainda afirmou que a orientação é que os municípios apliquem a vacina dentro das escolas.
“A vacinação dentro da escola faz parte da nossa política. Obviamente, quem vai vacinar é o município. Nós [Governo de Minas] estamos junto com os municípios incentivando que essas crianças estarão na escola. Como é o público é de estudantes, é uma estratégia fundamental. Nossa orientação é exatamente essa”, explicou.
‘Pior ano da dengue da história de MG’
Também nesta sexta-feira (16), o secretário atualizou os números da dengue em Minas Gerais. Segundo ele, este é o pior ano da doença na história do estado.
Já são 194 mil casos prováveis e 67.592 casos confirmados. Além de 18 mortes comprovadas e outras 105 em investigação.
“Nunca vivenciamos uma inclinação tão forte de dengue na nossa história, e vamos ultrapassar o maior pico de dengue. Não temos dúvida que será o pior ano da dengue da nossa história. Em Belo Horizonte, devemos ter agora o maior pico de pacientes”, disse Fábio Bacheretti.
Segundo o último boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura de Belo Horizonte, na quarta-feira (14), a cidade já soma 3.101 casos e cinco óbitos confirmados desde o início de 2024. Os casos prováveis chegam a 15.331.
De acordo com o secretário de estado de Saúde, estamos no pior pico da doença na capital.
“Este é o momento mais crítico da região de Belo Horizonte em número de atendimentos. Nós devemos estar vivendo o maior volume de pacientes durante este ano epidêmico. A experiência diz que isso vai durar algumas semanas, mas esse pico de atendimento tende a começar a diminuir já em meados de março”, afirmou Bacheretti .
Com o avanço, cresce a preocupação dos especialistas de que haja uma explosão de registros da doença no pós-Carnaval
Casos de Covid crescem 140% e especialistas temem explosão após Carnaval – Foto: Reprodução
Análise inédita feita pela plataforma SP Covid-19 Infotracker, criada por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), mostra que a capital paulista registrou aumento de 140% de casos positivos de Covid em duas semanas.
Com o avanço, cresce a preocupação dos especialistas de que haja uma explosão de registros da doença no pós-Carnaval.
A média móvel semanal saiu de 168 casos no dia 21 de janeiro para 404, no dia 4 de fevereiro, último dado disponível no painel da Secretaria Municipal da Saúde.
Se considerados períodos anteriores, o salto é ainda maior. Em relação a 24 de dezembro de 2023, data em que foram registrados 91 casos, por exemplo, o aumento é de 344%.
Laboratórios e hospitais também registraram alta da taxa de testes positivos de Covid. Segundo a Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica), janeiro deste ano fechou com um índice de 26% de confirmação, o dobro do computado no mesmo mês de 2023 (13%).
No Hospital Albert Einstein (SP), a alta de testes positivos nas cinco primeiras semanas deste ano foi de 43% (707 contra 1.013) em relação ao mesmo período de 2023.
Segundo Wallace Casaca, coordenador da plataforma Infotracker, há um aumento consistente de casos desde o final do ano passado. Os dados disponíveis não indicam alta de internações ou mortes.
“A gente espera um pico de casos de Covid nas próximas semanas. Bem menor, bem menos grave do que vimos em anos anteriores, devido à vacinação, mas teremos um boom, sem dúvida.”
A infectologista Rosana Richtmann, do Instituto Emílio Ribas (SP), tem avaliação parecida. “Agora, no pós-Carnaval, vai ser uma explosão de casos, felizmente sem gravidade”, diz.
Segundo Renato Kfouri, infectologista e vice-presidente da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações), as aglomerações do Carnaval sempre provocam uma alta no número de casos quando já existe uma onda em curso.
“Se tem uma tendência de aumento, com a circulação aumentada do vírus, a proximidade entre as pessoas potencializa a transmissão e deve acelerar um pouco no pós-Carnaval.”
Embora a Covid não seja mais uma emergência de saúde desde 2023, e, com a alta taxa de vacinação pacientes com a doença tem sintomas cada vez mais leves, parecidos com uma gripe ou sinusite, o Ministério da Saúde diz que o protocolo a ser seguido permanece o mesmo.
De acordo com a nota mais recente, medidas como isolamento, uso de máscaras e higienização sanitária seguem importantes, “principalmente para aquelas pessoas em maior risco para desenvolver doença grave, e para reduzir as chances do desenvolvimento de condições pós-Covid com cada nova infecção”.
O último Boletim InfoGripe da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), divulgado na quinta (8), mostra aumento no número de novos casos de Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave) associados à Covid-19 em vários estados da região Norte, especialmente no Amazonas e no Tocantins, e no Mato Grosso (Centro-Oeste).
A análise é referente à semana epidemiológica 5, de 28 de janeiro a 3 de fevereiro, e tem como base os dados inseridos no Sivep-Gripe (Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe) até o dia 5 de fevereiro.
De acordo com a análise, apesar de haver um sinal de possível desaceleração do crescimento entre os idosos no Pará, isso não ocorre entre as crianças e os adultos jovens, faixas nas quais segue o aumento.
Segundo Marcelo Gomes, pesquisador da Fiocruz e coordenador do InfoGripe, a recomendação para as pessoas de grupos de risco (de idade avançada ou que tenham alguma imunossupressão, por exemplo) é não pular Carnaval.
“Fica em casa, curte os desfiles pela TV, escuta pelo rádio, para não correr o risco de acabar se expondo e eventualmente desenvolver um caso grave.”
Para Wallace Casaca, o principal fator associado à alta de casos é a circulação de novas variantes do coronavírus.
De acordo com a plataforma de sequenciamento mantida pela Fiocruz, as subvariantes da Ômicron que estão levando a essa rápida escalada são as do grupo JD e a do grupo JN.
“Pela tendência, a JN.1 [descendente da variante Pirola, que é a BA.2.86), e subvariantes derivadas desse grupo têm ultrapassado as demais na corrida da transmissão”, afirma Casaca.
A cepa é também a que mais está em circulação nos Estados Unidos. Detectada pela primeira vez no país em setembro do ano passado, a JN.1 foi responsável por 44% dos casos de Covid em meados de dezembro, muito acima dos cerca de 7% registrados no final de novembro, segundo o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), agência do governo americano.
Com alta de 21,8%, Passos supera mil casos prováveis de dengue em 2024 – Foto: reprodução
Em 37 dias, Passos (MG) já superou mil casos prováveis de dengue em 2024 e registra alta de 21,8% nas notificações da doença em relação ao mesmo período de 2023. São 28,4 casos por dia na cidade. Na região, os 27 municípios que fazem parte da área de abrangência da Superintendência Regional de Saúde (SES) de Passos estão prestes a superar os 3 mil casos prováveis de dengue neste ano.
De acordo com dados do painel de monitoramento de arboviroses urbanas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES), até esta terça-feira, Passos registrava 1.052 casos prováveis de dengue, sendo que 490 deles já estão confirmados, e dois casos prováveis de chikungunya, sendo um comprovado.
A cidade lidera o ranking de notificações na região, seguida por Piumhi (704), Pimenta (405) e Monte Santo de Minas (83). Segundo o painel, desde uma morte com suspeita de dengue está em investigação em Capetinga.
No ano passado, até 6 de fevereiro, Passos havia registrado 864 casos prováveis de dengue. O ano de 2023 foi o mais letal da dengue na região, com 29.420 casos e 38 mortes, todos comprovados. Em Passos, foram 13.141 casos e nove mortes, também com comprovação.
Na região, as notificações de dengue chegaram a 2.867 nesta terça-feira, o que representa um aumento de 143,6% em relação aos 1.177 casos prováveis da doença registrados até o dia 6 de fevereiro de 2023. Neste ano, já são 77,4 suspeitas de dengue por dia nos municípios da região.
Em Minas, já são 121.412 casos prováveis de dengue, sendo 42.896 já confirmados, e nove mortes em decorrência da doença, já com confirmação, e outras 64 em investigação. De acordo com a SES, as mortes confirmadas ocorreram em Arceburgo (uma), Monte Belo (uma), Belo Horizonte (duas), Lagoa Santa (uma), Ribeirão das Neves (uma), Sarzedo (uma), Bocaiuva (uma) e Sete Lagoas (uma). A estimativa da SES, é que o pico de casos de dengue em Minas em 2024 deve ocorrer em março.
Série histórica
Na análise da série histórica divulgada no painel de monitoramento da SES, o número de casos confirmados de dengue nos primeiros 37 dias de 2024 já superou todos as confirmações da doença registradas na região em 2021 (121) e estão prestes a ultrapassar as de 2009 (1.106), 2012 (1.100), 2017 (1.155) e de 2020 (1.127). Entre 2009 e 2023, foram 56 mortes em decorrência, confirmadas, da dengue, sendo 38 em 2023.
O psicólogo Marcus Vinicius Nunes, que está cursando pós-graduação na Universidade São Francisco, ministrou a palestra como parte de uma parceria com o Correio para a criação de um grupo terapêutico – Foto: Kamá Ribeiro/Correio
Uma palestra realizada no sábado (3), no auditório do Correio Popular em Campinas (SP) abordou a avaliação e apoio às mães de filhos com transtornos de neurodesenvolvimento, como TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) ou autismo. O psicólogo Marcus Vinicius Nunes, natural de São José da Barra (MG) que está cursando pós-graduação na Universidade São Francisco em Campinas, ministrou a palestra como parte de uma parceria estabelecida com o jornal para a criação de um grupo terapêutico.
Os encontros do grupo terapêutico incluirão palestras e rodas de conversa, proporcionando um espaço para as mães compartilharem experiências, ouvirem e receberem orientações. As reuniões estão programadas para ocorrer aos sábados pela manhã e às segundas-feiras à noite, com as datas sendo definidas de acordo com a demanda.
Nunes destacou a importância de atualizar os métodos de avaliação, ressaltando que, embora o autismo seja atualmente compreendido, a saúde mental precisa acompanhar os avanços da sociedade. Ele salientou a necessidade de desenvolver instrumentos avançados para avaliar a sintomatologia atual, adaptandose aos desafios contemporâneos.
Segundo o psicólogo, o diagnóstico de autismo tem crescido significativamente, e sua determinação não depende de exames de sangue, mas sim de uma avaliação comportamental conduzida por uma equipe multidisciplinar, composta por neuropsicólogos, psiquiatras e neuropediatras.
“Se temos uma sintomatologia bem avaliada, teremos uma intervenção muito mais adequada dentro dos parâmetros científicos. Ou seja, quando se fala de psicologia, estamos falando de uma ciência que vai prestar a esse público, aparatos que funcionem”, explicou.
Na visão de Nunes, o aumento dos casos de autismo está vinculado à sobrecarga de informações constantes das redes sociais. No entanto, ele ressalta a importância de os pais e as famílias exercerem cautela ao consumir artigos sobre o tema, pois há profissionais sérios no meio científico, bem como pseudocientistas que disseminam desinformações. “Ao receberem o diagnóstico de transtorno do espectro autista para seus filhos, os pais, muitas vezes, se sentem desesperados e absorvem indiscriminadamente todas as informações, sem fazer uma filtragem ou distinguir o que é válido ou não”, destacou.
Dado que a pesquisa de Nunes se concentra no comportamento das mães de crianças com autismo, ele aproveitou a oportunidade proporcionada pelo Correio Popular para oferecer sua expertise, abordando estratégias de tratamento e intervenção para crianças com transtornos no desenvolvimento.
A diretora comercial do jornal Correio Popular, Aline Rodrigues, enfatizou que a parceria está alinhada com os projetos sociais desenvolvidos pelo Correio Popular. Segundo ela, a empresa está atenta aos desafios enfrentados pela sociedade, e diante do aumento nos diagnósticos de autismo, optou por apoiar Nunes em seu trabalho de oferecer suporte às mães de autistas. “As mães sempre se dedicam e cuidam dos filhos, mas raramente recebem cuidados. Nosso olhar atento busca fornecer apoio para aqueles que cuidam de todos”, sublinhou Aline.
Além da palestra realizada no sábado (3), a Aline Rodrigues destacou que estão planejados outros projetos de apoio em diversas áreas, direcionados a mães, jovens e idosos. “Este foi o primeiro evento deste ano, mas teremos outros temas, ainda dentro da abordagem do autismo. Um deles será no âmbito jurídico, para orientar sobre os direitos das pessoas com autismo”, informou.
Fonte: Correio Popular
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