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Jornal Folha Regional

Baixa cobertura vacinal ameaça trazer paralisia infantil de volta

Menos de 30% do total de 1 milhão de crianças aguardadas para se vacinarem contra a poliomielite em Minas Gerais recebeu o imunizante. Quase um mês após o início da campanha de vacinação contra a doença, pouco mais de 350 mil crianças foram imunizadas, o que representa 34,33% do público-alvo, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Sem a adesão mínima, esperada em 95%, o estado entra em uma posição vulnerável. Apesar de a iniciativa seguir até 9 de setembro, uma das grandes preocupações de especialistas é o retorno da do- ença, erradicada há quase 30 anos no Brasil, especialmente porque no início do ano a cobertura vacinal não atingiu nem 80%. A pólio é uma doença grave, que pode levar à paralisia de membros e à morte.

Em Belo Horizonte, esse percentual é ainda menor. Até o momento, a cobertura vacinal está em 20,67% do público-alvo, estimado em 104 mil crianças. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), já foram vacinadas mais de 21 mil crianças, com idades entre 1 a 4 anos. No fim de fevereiro deste ano, o Estado de Minas mostrou que no período de pandemia da COVID-19 a cobertura vacinal contra outras doenças caiu. Até então, Minas Gerais havia registrado cobertura vacinal contra a poliomielite de 73,7% para menores de um ano, de 66,38% para crianças de 15 meses, e de 59,67% para crianças com 4 anos.

A rotina nos postos de saúde escancara a baixa adesão à vacina. Na manhã de ontem (29/8), a reportagem do Estado de Minas percorreu centros de saúde da capital e constatou o movimento fraco. A enfermeira Renata Antônia Silva Carvalho, de 35 anos, que levou a filha Maria Manuela para vacinar no Centro de Saúde Oswaldo Cruz, no Barro Preto, Região Centro-Sul de BH, diz que até estranhou ao ver o unidade praticamente vazia. “Esperava ver outros pais, mas, pelo menos no horário em que vim, não vi outras pessoas procurando pela vacina. É o único meio que a gente tem de prevenção. Como mãe e profissional da saúde, vejo uma grande importância na vacinação, principalmente pelo risco de voltar uma doença que já foi erradicada e oferece grande risco para a vida das nossas crianças”, relata.

Maria Manuela completou 7 meses e já estava na hora de tomar mais uma dose da vacina. “Ela só não tomou antes porque pegou uma gripe e o médico recomendou esperar. Assim que ele a liberou, já a trouxemos para vacinar.” O esquema vacinal contra a poliomielite inclui as três primeiras doses aos 2, 4 e 6 meses de idade, por injeção. As famosas gotinhas (vacina oral bivalente) fazem parte da caderneta de reforço da proteção, administrada quando a criança completa 1 ano e 3 meses (15 meses) e, depois, aos 4 anos. Tranquila, a pequena Maria Manuela não demonstrou medo em tomar a vacina. “Tentamos levar a vacinação com mais tranquilidade e não reforçar associações negativas como ‘se não tomar banho, vai tomar injeção’, como era muito comum na nossa infância”, diz.

ALERTA

A doença, que afeta especialmente crianças de até 5 anos, está erradicada há quase três décadas no Brasil. Hoje, as imagens de crianças em cadeiras de rodas ou com deformidades no corpo, uma das consequências da poliomielite, parecem apenas um fantasma do passado, mas, segundo especialistas, a baixa cobertura vacinal reacende o sinal de alerta. “A doença existe, só não está próxima de nós agora. Já foi registrado um caso nos Estados Unidos. Ela vai voltar a aparecer aqui também se a gente não vacinar. É uma doença realmente muito grave, que continua nos assombrando”, afirma o infectologista Alexandre Sampaio, professor da Faculdade Santa Casa BH.

O último ano em que a cobertura no país atingiu a meta indicada para o controle da doença (95%) foi em 2015. De lá pra cá, a porcentagem de crianças vacinadas no Brasil caiu consideravelmente. No ano passado, por exemplo, a imunização contra a doença foi de apenas 67,1%. Para manter as crianças livres da doença é preciso atingir a meta de vacinação, que é de 95%, e isso não vem acontecendo já tem alguns anos. Se não tivermos uma boa cobertura, não dá para evitar a circulação”, aponta o infectologista. Em Minas Gerais, o último registro de poliomielite é de 1985. Desde aquele ano, a vacina contra a paralisia infantil tem sido a única forma de prevenção. Justamente para manter a cobertura vacinal, a imunização contra pólio faz parte do calendário de rotina do Programa Nacional de Imunizações (PNI), de forma gratuita e de ampla disponibilidade nas unidades básicas de saúde (UBS) em qualquer época do ano.

Na avaliação de Sampaio, as campanhas antivacinas, movimento que ganhou ainda mais força durante a pandemia de COVID-19, podem ter ajudado a diminuir a adesão das pessoas, porém essa não é a principal explicação para o quadro atual. Segundo ele, a falta divulgação é o que mais tem afastado as pessoas dos postos de saúde. “Vivenciamos um aumento desse movimento, mas não acho que só o sentimento antivacina justifique esse cenário. Os brasileiros sempre foram muito receptivos à vacinação e isso se deve às campanhas. A divulgação está aquém do que foi em anos anteriores. Falta engajamento comunitário e isso se consegue pela comunicação”, analisa. O infectologista avalia que é necessário intensificar a campanha e tentar ampliar mais ainda o acesso. “Levar a vacinação para as escolas, shoppings”, disse.

GRAVIDADE

A baixa cobertura vacinal aumenta o risco de reintrodução de doenças que já haviam sido consideradas erradicadas, como foi o caso do sarampo, que não registrava casos no Brasil desde 2016. “É decepcionante termos avançado no controle dessas doenças imunopreveníveis, que são muitas, e perceber retrocesso nos últimos anos. São vacinas muito seguras. A vacinação deve ser um compromisso de todos, dos pais, dos profissionais de saúde, dos gestores públicos, de toda a sociedade”, ressalta. A poliomielite é uma doença contagiosa que, por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca de pessoas infectadas, pode contaminar crianças e adultos. Nos casos mais graves, acontecem as paralisias musculares, e os membros inferiores são os mais atingidos. “As sequelas da poliomielite normalmente são motoras e não têm cura”, explica.

Paralelamente à vacinação contra a poliomielite, está sendo realizada a campanha de multivacinação. O foco dessa campanha é recuperar a cobertura vacinal de crianças e adolescentes que ainda não receberam os imunizantes previstos no calendário nacional. Não há meta definida pelo governo federal para a Campanha Nacional de Multivacinação. Até agora, já foram aplicadas mais de 91 mil doses em todo estado, conforme dados preliminares da SES-MG. Entre as vacinas disponibilizadas na campanha estão hepatites A e B, tríplice viral e tetraviral, febre amarela e pneumonia, meningite e otite.

A campanha vai até 9 de setembro. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), as vacinas estão disponíveis em todos os 152 centros de saúde do município. O endereço das unidades e os horários de funcionamento devem ser verificados no portal da prefeitura. As crianças devem comparecer aos pontos de vacinação acompanhadas dos pais ou responsáveis legais e apresentar, preferencialmente, o documento de identificação com foto ou certidão de nascimento, CPF, comprovante de endereço e o cartão de vacina.

Anvisa autoriza uso emergencial de kits para varíola dos macacos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, hoje (29), em Brasília, o uso imediato e emergencial de 24 mil kits moleculares para diagnóstico laboratorial da varíola dos macacos (monkeypox). Os reagentes são produzidos pela Instituto Bio-Manguinhos/Fiocruz e ainda estão em análise para aprovação de registro pela agência.

A autorização foi concedida após solicitação conjunta da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, e do Instituto Bio-Manguinhos. A diretoria colegiada da agência levou em conta a atual situação epidemiológica emergencial da infecção da varíola dos macacos no Brasil, a limitação da capacidade de resposta laboratorial atual, a quantidade de exames represados, o risco associado à demora no diagnóstico e a necessidade de descentralização dos exames, entre outros fatores.

Uso emergencial

Atualmente, o Brasil tem oito laboratórios de referência para o diagnóstico da monkeypox, por biologia molecular, mas não estão dando conta da demanda. Com a autorização de uso emergencial, o Ministério da Saúde poderá descentralizar a realização do diagnóstico da doença para a Rede de Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) nos estados e reduzir o tempo de liberação dos resultados aos pacientes.

Até o momento, não há nenhum teste de diagnóstico comercial para a varíola dos macacos com registro aprovado na Anvisa.

“A Anvisa reforça que o acesso a exames laboratoriais oportunos e precisos de amostras de casos sob investigação é uma parte essencial do diagnóstico e vigilância desta infecção emergente, a fim de mitigar a disseminação do vírus e contribuir na avaliação adequada dos critérios de elegibilidade para acesso a medicamentos e ou vacinas para combate à infecção”, destacou a agência, em publicação para informar sobre a decisão.

De acordo com a atualização mais recente, o Brasil tem 4.493 casos confirmados de monkeypox. Outros 4.860 estão suspeita, ainda em investigação. Os dados são do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) e do Centro de Operações em Emergências – COE/Monkeypox, do Ministério da Saúde. (Agência Brasil)

Campanha alerta para ameaça de retorno da paralisia infantil

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) lançou hoje (22) a campanha Paralisia Infantil – A Ameaça Está de Volta, para estimular a adesão à campanha de vacinação contra a poliomielite, que está sendo realizada desde o dia 8 deste mês pelo Ministério da Saúde. As ações serão realizadas nas redes sociais e junto a profissionais de saúde.

O Brasil tem registrado queda de coberturas vacinais desde 2015. No caso da poliomielite, a preocupação de pesquisadores é que o movimento de queda coincide com o ressurgimento de casos em locais em que a doença já estava erradicada, como os Estados Unidos, Malawi e Israel. No Brasil, o último caso confirmado foi em 1989.

Estima-se que três em cada 10 bebês brasileiros nascidos em 2021 não tomaram as doses da vacina intramuscular contra a pólio, previstas para os 2, 4 e 6 meses de idade. A proteção contra a doença também requer doses em gotinhas aos 15 meses e aos 4 anos de idade, e, segundo o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações, somente 54% das crianças completaram o esquema vacinal no ano passado, enquanto a meta que deve ser atingida para garantir a imunidade coletiva é de 95% das crianças vacinadas.

Para melhorar esse cenário, começou em 8 de agosto a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação de 2022, e, no último sábado, foi realizado o Dia D de Mobilização.

O presidente da SBIm, Juarez Cunha, afirma que o mais importante é que as crianças que não foram vacinadas sejam levadas aos postos, mas que os pais daquelas que estão com a imunização em dia também podem levá-las para receber um reforço na proteção.

“A pólio não tem um tratamento específico. A única coisa que a gente tem como ferramenta de proteção são as vacinas, ferramentas extremamente seguras, eficazes e gratuitas”, destaca Juarez.

A infecção pelo poliovírus pode causar sequelas e levar à morte. Embora a maioria das pessoas que contrai o vírus não apresente sintomas, as infecções podem levar à paralisia irreversível em algum dos membros, sendo as pernas acometidas com maior frequência. Entre os pacientes que sofrem de poliomielite paralítica, 5% a 10% morrem por paralisia dos músculos respiratórios.

A campanha da SBIm pretende destacar a ameaça que a doença representa e contará com depoimentos de duas pessoas que vivem com sequelas da pólio. Peças informativas e vídeos com especialistas que serão divulgados nas redes sociais e sites da SBIm e de entidades apoiadoras, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Bio-Manguinhos/Fiocruz e as sociedades brasileiras de Pediatria (SBP), infectologia (SBI) e Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

“Um dos grandes problemas que levam a uma baixa adesão à vacinação é a falsa sensação de segurança em relação a doenças que as pessoas só não conhecem, ou nunca viram, porque foram vacinadas contra elas”, lembra Juarez Cunha. (Agência Brasil)

Pouso Alegre tem 2º caso confirmado de varíola dos macacos; 4º no Sul de MG

Pouso Alegre teve o segundo caso de varíola dos macacos confirmado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Com a nova contaminação, o Sul de Minas chegou a quatro confirmações da doença.

A confirmação do segundo caso de Pouso Alegre foi feita no último boletim atualizado divulgado pela SES-MG.

Com a nova contaminação, o Sul de Minas agora tem confirmações em Pouso Alegre, Poços de Caldas e Andradas.

Casos no Sul de Minas

  • Andradas: 1
  • Poços de Caldas: 1
  • Pouso Alegre: 2
Exame da varíola dos macacos — Foto: Divulgação

Na nova atualização, a Secretaria de Estado de Saúde informou que Minas Gerais tem 155 casos de Monkeypox confirmados por exames laboratoriais pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). Outros 360 casos foram descartados e há 495 em investigação.

A SES-MG informou que, até o momento, há um caso confirmado do sexo feminino, 26 anos, puérpera e em monitoramento domiciliar. O restante dos casos confirmados é do sexo masculino, com idade entre 21 e 61 anos. Um paciente confirmado para Monkeypox encontra-se em internação hospitalar por necessidades clínicas. MG possui uma morte pela doença.

O que é a varíola dos macacos?

A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada.

A transmissão pode ocorrer pelas seguintes formas:

  • Por contato com o vírus – com um animal, pessoa ou materiais infectados, incluindo através de mordidas e arranhões de animais, manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. Ainda não se sabe qual animal mantém o vírus na natureza, embora os roedores africanos sejam suspeitos de desempenhar um papel na transmissão da varíola às pessoas.
  • De pessoa para pessoa: pelo contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, secreções respiratórias ou feridas de uma pessoa infectada, durante o contato íntimo – inclusive durante o sexo – e ao beijar, abraçar ou tocar partes do corpo com feridas causadas pela doença. Ainda não se sabe se a varíola do macaco pode se espalhar através do sêmen ou fluidos vaginais.
  • Por materiais contaminados que tocaram fluidos corporais ou feridas, como roupas ou lençóis;
  • Da mãe para o feto através da placenta;
  • Da mãe para o bebê durante ou após o parto, pelo contato pele a pele;
  • Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infecciosas, o que significa que o vírus pode se espalhar pela saliva.

Via: G1.

Aumentam os casos de Síndrome Respiratória entre crianças

O novo Boletim Infogripe, da Fiocruz, aponta que o país atingiu o patamar mais baixo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave desde o início da pandemia de covid-19 no Brasil. A análise é referente ao período de 7 a 13 de agosto.

A pesquisa destaca, no entanto, que apesar do sinal geral de queda ou estabilização, chama a atenção o aumento recente de casos da síndrome na faixa etária de 0 a 11 anos em diversos estados do Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

O coordenador do Infogripe, Marcelo Gomes, afirma que ainda não é possível identificar com clareza o vírus responsável por esse aumento, embora o coronavírus continue sendo predominante em todas as faixas etárias.

Das 27 unidades federativas, apenas Roraima apresentou sinal de crescimento de casos na tendência de longo prazo. Acre e Amapá apresentaram estabilidade, enquanto o restante do país mostrou sinal de queda nessa tendência.

O estudo ainda aponta a presença de casos do vírus influenza A H3N2 em diversas faixas etárias no Rio Grande do Sul, mas sem destaque nos dados nacionais.

Via: Fonte: Rádio Agência Nacional – Por Fabiana Sampaio.

Calendário de vacinação contra varíola dos macacos deve sair nesta semana

O Ministério da Saúde (MS) deverá saber nesta semana quando terá as primeiras vacinas disponíveis contra a varíola dos macacos. Segundo a representante da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross, a fase de tratativas com o laboratório produtor da vacina terminaram, mas falta uma posição do laboratório sobre o calendário de entrega.

“Esperamos ter o calendário das vacinas nesta semana”, disse ela. “Não temos como apresentar um calendário [de entrega de vacina] neste momento. Sabemos que uma parte das vacinas vai chegar em breve. Esperamos que o fornecedor nos especifique quando nós poderemos transportar a vacina para o Brasil”, disse ela, em coletiva de imprensa, no Ministério da Saúde.

A aquisição dessas vacinas deve ser feita através da Opas, uma vez que o laboratório responsável por elas fica na Dinamarca e não tem representante no Brasil. Assim, o laboratório não pode solicitar o registro do imunizante junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e caso o país queira comprá-lo, a OPAS deve intermediar a transação.

Socorro Gross estava acompanhada do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e de secretários da pasta. Queiroga esclareceu que as 50 mil doses solicitadas pelo Brasil, caso cheguem, irão para profissionais de saúde que lidam com materiais contaminados. “Se essas 50 mil doses chegarem aqui no ministério amanhã, não terão o condão de mudar a história natural da situação epidemiológica em relação à varíola dos macacos. Essas vacinas, quando vierem, serão para vacinar um público muito específico”.

Queiroga também não considera, até o momento, declarar Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) por causa da doença. Segundo ele, a área técnica do ministério não se manifestou nesse sentido.

Além disso, de acordo com Queiroga, mecanismos de vigilância em saúde já foram reforçados; pedidos de registros de testes rápidos já foram feitos junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); e outras providências podem ser tomadas fora do âmbito da Espin, caso seja necessário. Até o momento, Estados Unidos e Austrália já declararam emergência em seus territórios.

Dados

Na coletiva de imprensa, o Ministério da Saúde também divulgou dados atualizados sobre a doença. No mundo inteiro foram registrados 35.621 casos em 92 países.

Os países com mais casos são Estados Unidos (11,1 mil), Espanha (5,7 mil), Alemanha (3,1 mil), Reino Unido (3 mil), Brasil (2,8 mil), França (2,6 mil), Canadá (1 mil), Holanda (1 mil), Portugal (770) e Peru (654).

Até o momento, 13 mortes foram registradas, em oito países. São eles: Nigéria (4), República Centro-Africana (2), Espanha (2), Gana (1), Brasil (1), Equador (1), Índia (1) e Peru (1). No Brasil, foram confirmados até o momento 2.893 casos. Além disso, existem 3.555 casos suspeitos de varíola dos macacos, com uma morte.

Entre os contaminados, 95% são homens e a maioria está na faixa dos 30 anos de idade. Apesar de ser uma doença que acomete, em sua maioria, homens que fazem sexo com homens, o ministro faz um alerta para não se estigmatizar a doença a esse grupo específico ou mesmo discriminá-lo.

“Essas referências feitas aqui a homens que fazem sexo com homens é uma constatação tão somente epidemiológica. Não podemos incorrer nos erros do passado. Nós já sabemos o que aconteceu na década de 80 com HIV/Aids. Não é para discriminar as pessoas, é para protegê-las”. Queiroga também afirmou que apesar do nome, a doença não é transmitida pelos macacos e fez um apelo para a não agressão desses animais, por medo da doença.

“A varíola dos macacos é uma zoonose e o roedor é a provável origem da zoonose. Não é o macaco. O macaco é tão vítima da doença quanto nós, que também somos primatas. Portanto, não saiam por aí matando os macacos achando que vão resolver o problema da varíola dos macacos”. (Agência Brasil)

Projeto cria programa de acompanhamento de pacientes de câncer de mama

O Senado aprovou na última quarta-feira (10) o projeto que cria um programa de acompanhamento de pacientes com câncer de mama, para prestar orientação e tornar mais ágeis o diagnóstico e o tratamento. O projeto de criação do Programa Nacional de Navegação de Pacientes para Pessoas com Neoplasia Maligna de Mama volta à Câmara dos Deputados para nova análise, uma vez que foi modificado pelos senadores.

O texto estabelece a criação do programa no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e integrado à Política Nacional de Atenção Oncológica, com medidas de agilidade no atendimento, diagnóstico e tratamento da doença. Segundo o projeto, o diagnóstico deve ser viabilizado em menos de 30 dias. Depois de diagnosticado, o paciente deve ter o tratamento iniciado em até 60 dias.

A navegação é o acompanhamento dos casos de suspeita ou de confirmação da doença com abordagem individual e orientações a cada paciente. De acordo com o relatório, os navegadores atuam como uma ponte entre o paciente, o estabelecimento de saúde e os recursos da comunidade.

“Somos favoráveis à iniciativa legislativa e esperamos que seja transformada em lei para beneficiar as pessoas com câncer de mama que dependem do SUS. Essas pessoas precisam enfrentar as inúmeras barreiras que costumam impedi-las de exercer seu direito à saúde, garantido pela própria Constituição Federal, especialmente no caso dos doentes pertencentes às camadas mais vulneráveis da população brasileira”, diz o relatório.

O projeto, oriundo da Câmara sofreu alterações e voltará àquela Casa para nova análise. Uma das emendas incluiu no texto a determinação de que a equipe de saúde mantenha contato com o paciente por telefone e por e-mail além de garantir a ele o direito de entrar em contato sempre que tiver necessidade de esclarecer suas dúvidas ao longo do tratamento. A outra emenda determina que o programa deve estar integrado à Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas.

A aprovação do projeto ocorreu no dia reservado à votação de propostas voltadas aos interesses e direitos da mulher. O dia de hoje foi escolhido em comemoração aos 16 anos da Lei Maria da Penha, completados no dia 7 de agosto. (Agência Brasil)

Saúde orienta grávidas a usarem máscaras e preservativos na prevenção contra varíola dos macacos

O Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica na qual recomenda o uso de máscaras para mulheres grávidas, lactantes e com bebês recém-nascidos para prevenção contra a varíola dos macacos. O documento, publicado pela pasta na noite de ontem (1º), orienta que esse grupo deve usar preservativos em qualquer tipo de contato sexual – principal meio de transmissão da doença.

“Considerando o rápido aumento do número de casos de MPX [monkeypox] no Brasil e no mundo, associado à transmissão por contato direto e, eventualmente, por via aérea, recomenda-se que as gestantes, puérperas e lactantes: mantenham uso de máscaras, principalmente em ambientes com indivíduos potencialmente contaminados com o vírus; usem preservativo em todos os tipos de relações sexuais (oral, vaginal, anal) uma vez que a transmissão pelo contato íntimo tem sido a mais frequente”, ressalta o documento.

As recomendações da pasta alertam que o quadro clínico de gestantes tem características similares ao de outras pessoas. Entretanto, nesse grupo, a gravidade da doença pode ser maior. Além das grávidas, crianças com menos de 8 anos e imunossuprimidos integram o grupo de risco para a varíola dos macacos. Por isso, segundo o documento, os laboratórios devem priorizar o diagnóstico dessas pessoas, “visto que complicações oculares, encefalite e óbito são mais frequentes”.

Segundo a nota técnica, gestantes, puérperas e lactantes devem se manter afastadas de pessoas que apresentem febre e lesões cutâneas. Em casos de sintomas suspeitos, elas devem procurar ajuda médica. Para pacientes sintomáticos, a recomendação é manter isolamento por 21 dias e monitorar os sinais da doença. Caso persistam, a orientação é repetir o teste.

Nos casos de gestantes com quadro moderado ou grave de varíola dos macacos, o Ministério da Saúde recomenda que elas sejam hospitalizadas, “levando em consideração maior risco”.

Ministério da Saúde confirma primeira morte por varíola dos macacos no Brasil

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (29), que o Brasil registrou a primeira morte por varíola dos macacos.

Essa é a primeira morte do surto mundial fora do continente africano, onde a doença é endêmica. O óbito foi registrado em Minas Gerais na última quinta-feira, 28.

Segundo a pasta, o paciente era um homem de 41 anos e já tratava outras doenças, incluindo um câncer, o que ocasionou o agravamento do seu quadro de saúde.

Ele estava hospitalizado em um hospital público de Belo Horizonte, onde sofreu um choque séptico, agravado pela varíola dos macacos.

Há seis dias, a doença foi declarada como emergência de saúde pública de interesse internacional. Conhecida internacionalmente como monkeypox, a doença já atingiu neste ano 20.637 pessoas em 77 países.

Em uma semana, o Brasil registrou um crescimento de 65% nas notificações de varíola dos macacos. São 1.066 casos, sendo 823 apenas em São Paulo. Três casos de varíola em crianças foram confirmados na cidade São Paulo nesta sexta-feira. Outros 513 suspeitas estão em monitoramento.

O Ministério da Saúde começou tratar a doença como um surto. O Centro de Operação de Emergências (COE) criado pelo Ministério da Saúde começa sua operação nesta sexta-feira. A pasta firma que tem uma articulação direta com os estados para monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos dos pacientes.

Na segunda-feira (25), o ministro Marcelo Queiroga disse que o Brasil “fez o dever de casa” diante do surto de varíola dos macacos desde o início da epidemia. Queiroga disse que o Brasil se preparou para lidar com o vírus, providenciando laboratórios para diagnóstico, identificação dos casos e isolamento dos pacientes.

Minas registra 44 casos de varíola dos macacos; outros 69 são investigados

Minas Gerais confirmou 44 casos de monkeypox até a última terça-feira (26), segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Outros 69 casos estão sendo analisados.

Todos os contaminados são homens entre 22 e 48 anos. Dois seguem isolados no hospital, porém estáveis e em boas condições clínicas. A Secretaria continua monitorando a saúde dos pacientes.

A maioria das contágios ocorreram no exterior ou em outros estados que apresentam índice alto. Em Minas, apenas Belo Horizonte apresentou transmissão comunitária.

A capital mineira tem 32 casos confirmados. Já o interior registrou três em Santa Luzia; dois em Sete Lagoas e em Governador Valadares; e um em Cataguases, Coronel Fabriciano, João Monlevade, Mariana e Teófilo Otoni.

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