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Jornal Folha Regional

Fábio Baccheretti confirma falta de soro, contraste e dipirona venosa em MG

O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, confirmou nesta sexta-feira (15), que falta medicamentos e insumos básicos, como dipirona venosa, soro e contraste, em hospitais de Minas Gerais. Baccheretti explicou que se trata de um problema global, provocado especialmente pelo lockdown recente em importantes cidades da China.

O secretário informou ainda que a escassez de alguns produtos impacta no preço. “O preço do soro está passando de R$ 5 para mais de R$ 60. Isso é um problema muito relacionado ao mercado mundial, especialmente ao lockdown da China, que deu uma desequilibrada grande. Mas agora estamos vendo um reequilíbrio”, ressaltou.

Para tentar minimizar o problema, Baccheretti diz que hospital da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) fazer remanejamento de estoques.

“Estamos junto com os hospitais da Fhemig, que é a fundação hospitalar, são 19 hospitais que têm um grande estoque e a gente sempre vai socorrendo alguns hospitais, como fizemos com a Santa Casa de Belo Horizonte no caso do contraste. Mas, certamente, não temos muito o que fazer, porque é o mesmo mercado e a questão é falta do insumo e não falta de recurso de dinheiro. A gente vem tentando ajudar com a nossa rede”.

Baccheretti lembrou ainda que situação semelhante ocorreu no pico da pandemia. “Isso aconteceu na pandemia com máscara, com luvas, com alguns antibióticos e estamos vendo esse reflexo até hoje, mas a expectativa nossa é que seja normalizado”. (Via: Itatiaia)

Brasil confirma 36 novos casos de varíola dos macacos nas últimas horas; total é de 142 casos

Os órgãos sanitários brasileiros confirmaram 36 novos casos de varíola dos macacos (monkeypox) nas últimas horas. No total, já foram registrados 142 casos da doença viral causada pelo vírus hMPXV (sigla para Human Monkeypox Vírus).

Segundo o Ministério da Saúde, a maioria (98) dos casos foi confirmada no estado de São Paulo. Em seguida vem o Rio de Janeiro, com 28 ocorrências da doença, Minas Gerais (oito), Ceará (duas), Paraná (duas), Rio Grande do Sul (duas), Distrito Federal (uma) e Rio Grande do Norte (uma).

Em nota divulgada à imprensa na manhã desta quinta-feira (7), a pasta reafirma que está em contato direto com as secretarias de Saúde estaduais, monitorando os casos e rastreando as pessoas com quem os pacientes tiveram contato.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), tradicionalmente, a varíola dos macacos é transmitida principalmente por contato direto ou indireto com sangue, fluidos corporais, lesões na pele ou mucosas de animais infectados. A transmissão secundária ou de pessoa a pessoa pode acontecer por contato próximo com secreções infectadas das vias respiratórias ou lesões na pele de uma pessoa infectada, ou com objetos contaminados recentemente com fluidos do paciente ou materiais da lesão. A transmissão ocorre principalmente por gotículas respiratórias. Não há evidência de que o vírus seja transmitido por via sexual.

Tratamento

Não há tratamento específico, mas os quadros clínicos costumam ser leves, sendo necessários o cuidado e a observação das lesões, de acordo com a Opas. O maior risco de agravamento ocorre, em geral, para pessoas imunossuprimidas com HIV/aids, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos.

Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início dos sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.

Para a prevenção, deve-se evitar o contato próximo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado, assim como com qualquer material que tenha sido usado pelo infectado. Também é importante a higienização das mãos, lavando-as com água e sabão ou utilizando álcool gel.

Minas Gerais confirma oito casos de varíola dos macacos

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou, na tarde desta quarta-feira (7), que foram confirmados oito casos de varíola dos macacos em Minas Gerais. Os exames laboratoriais foram feitos pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). Os pacientes, conform a pasta, estão isolados em suas residências. 

Já foram notificados no sistema Redcap do Ministério da Saúde 28 casos suspeitos de Monkeypox (Varíola dos Macacos) no Estado. Desses, 10 casos estão em investigação e 10 foram descartados. 

Quais são os sintomas da varíola dos macacos?

Os sintomas iniciais da varíola dos macacos incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfonodos inchados, calafrios e exaustão. Lesões na pele se desenvolvem primeiramente no rosto e, depois, se espalham para outras partes do corpo, incluindo os genitais. As lesões na pele parecem as da catapora ou da sífilis até formarem uma crosta, que depois cai.Os sintomas da varíola dos macacos podem ser leves ou graves, e as lesões na pele podem ser pruriginosas ou dolorosas.

Como é a transmissão da doença

A Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não sabe qual a fonte de infecção nos casos relatados. No entanto, segundo informa o Instituto Butantan, já é possível detalhar como a doença tem se espalhado entre os humanos. Confira como ocorre essa transmissão:

  • Contato com com gotículas expelidas por alguém infectado (humano ou animal) 
  • Contato com as lesões na pele causadas pela doença ou por materiais contaminados, como roupas e lençóis
  • Ainda segundo o Instituto Butantan, o período de incubação da varíola do macaco é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias.


Tratamento

Assim como ocorre com o Coronavírus, o tratamento da varíola dos macacos também requer isolamento de 21 dias, com o paciente sob observação médica.

Minas Gerais confirma primeiro caso de varíola dos macacos

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou, nesta quarta-feira (29), o primeiro caso de varíola dos macacos em Minas Gerais. O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde foi notificado no dia nessa terça-feira (28), pelo município de Belo Horizonte, de um caso suspeito de Monkeypox (Variola dos Macacos).

Conforme exame liberado em nesta quarta-feira (29), pelo Ministério da Saúde, o caso foi confirmado laboratorialmente. O paciente é um homem de 33 anos, que esteve na Europa no período entre 11 e 26/06/2022.

A investigação confirmou que se trata de caso importado. O paciente está estável, em isolamento domiciliar. As pessoas que tiveram contato com o paciente estão sendo monitorados e até o momento não houve identificação de caso secundário.

Notificações da varíola dos Macacos 

Já foram notificados no sistema Redcap do Ministério da Saúde  doze casos suspeitos de Monkeypox no Estado, dos quais oito foram descartados laboratorialmente. Atualmente há 3 três casos em investigação e um foi confirmado laboratorialmente.

Minas confirma 4ª morte por raiva humana e 6º caso suspeito da doença

Minas Gerais registrou a quarta morte por raiva humana no Estado e o sexto caso pela doença em investigação. As informações foram confirmadas pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) nesta sexta-feira (17).

A quarta morte é de uma menina indígena de 4 anos, moradora de Bertópolis, no Vale do Jequitinhonha, que foi transferida para o Hospital de Pronto Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, mas não resistiu à doença e morreu no dia 28 de maio. No último dia 10 de junho foi confirmado que ela estava com raiva humana.

A menina era da tribo Maxakali e apresentava quadro de encefalite viral, uma infecção do sistema nervoso que afeta o cérebro. Segundo a SES, a paciente não tinha sinais de mordedura ou arranhadura por morcego.

Além das quatro mortes, há um caso suspeito que foi descartado e um caso suspeito em investigação. Todos os casos confirmados são de pessoas da zona rural de Bertópolis.

Sexto caso suspeito

O sexto caso em investigação pela doença é de um adolescente de 17 anos morador de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. O caso foi notificado no último dia 13 de junho.

“O paciente encontra-se em observação hospitalar. Não foi relatada exposição a animal suspeito. Amostras foram coletadas e enviadas para exame laboratorial”, informou a secretaria.

Outros casos investigados

O primeiro caso suspeito de raiva confirmado em Minas foi de um paciente de 12 anos que morreu no dia 4 de abril. O segundo caso foi de uma paciente da mesma idade que morreu no dia 29 de abril.

Já o terceiro caso foi de um menino de 5 anos que morreu no dia 17 de abril. O quarto caso confirmado foi a morte da menina de 4 anos. Já um quinto caso suspeito, de um menino de 11 anos, também de Bertópolis foi descartado.

Ações para combater a doença

A secretaria desenvolve ações como envio de vacinas antirrábica humana para completar o esquema vacinal da comunidade rural de Bertópolis e a vacinação de cães e gatos da região.

Além disso, uma equipe do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos serviços do SUS do Ministério da Saúde se deslocou para a região, a fim de apoiar a equipe local na investigação epidemiológica.

“Na ocasião, foi realizada uma reunião na qual foram discutidas em conjunto as propostas de realização de estudos epidemiológicos. Esses estudos têm como objetivo descrever detalhadamente os casos”, concluiu a SES.

MG tem 2° caso suspeito de varíola dos macacos

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou, na última segunda-feira (13), que recebeu a notificação do segundo caso suspeito da varíola dos macacos, agora em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro.

O primeiro caso da doença é investigado em Uberlândia, também no Triângulo. A vítima, um homem de 41 anos, estava internada em um hospital privado da cidade, onde morava, e morreu no último sábado (11/6). Ele trabalhava em Araguari como policial penal.

No entanto, conforme o comunicado da SES-MG, os dois casos em Minas não têm histórico de deslocamentos ou viagens para o exterior. “Dentre os contatos próximos, ainda não há nenhum caso sintomático”, pontua trecho da nota.

O sexo, a idade e o quadro clínico do paciente em Ituiutaba não foram informados. “Demais dados quanto aos casos não serão divulgados para preservar a privacidade e individualidade dos pacientes, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGDP)”.

Por fim, a SES-MG informa que, para o diagnóstico laboratorial, os municípios estão sendo orientados a realizar coletas das amostras para análise pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). 

Casos de varíola dos macacos no Brasil

 O caso mais recente da doença no Brasil foi confirmado na noite desse domingo (12/6). O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul notificou uma ocorrência de “caso importado” da varíola dos macacos. É o terceiro no Brasil.

O diagnóstico laboratorialmente foi dado pelo Instituto Adolf Lutz de São Paulo. Trata-se de um paciente residente em Porto Alegre, do sexo masculino, de 51 anos, que viajou para Portugal, com retorno ao Brasil no dia 10 deste mês.

“O paciente está em isolamento domiciliar, junto com os seus contatos, apresenta quadro clínico estável, sem complicações e está sendo monitorado pelas secretarias de Saúde do estado e do município”, diz nota divulgada pelo Ministério da Saúde.

A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou, no dia 11, o segundo caso de varíola dos macacos no Estado. A doença foi detectada em um homem, de 29 anos, que está isolado em sua residência em Vinhedo, no interior do estado.

Antes disso, no dia 9 deste mês, o governo paulista confirmou o primeiro caso no país. Trata-se de um morador da capital paulista que está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, com boa evolução do quadro clínico.

Brasil registra terceiro caso de varíola dos macacos

O Ministério da Saúde confirmou na noite do último domingo (12) o terceiro caso de varíola dos macacos no Brasil. Trata-se de um homem de 51 anos, que está isolado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, após viagem a Portugal.

O caso foi notificado à Saúde pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) do Rio Grande do Sul após a confirmação laboratorial por RT-PCR realizada pelo Instituto Adolfo Lutz de São Paulo (IAL/SP).

Segundo nota do ministério, o paciente está em isolamento, com quadro clínico estável, sem complicações e está sendo monitorado pelas Secretarias de Saúde do Estado e do Município.

“Todas as medidas de contenção e controle foram adotadas imediatamente após a comunicação de que se tratava de um caso suspeito de monkeypox, com o isolamento do paciente e rastreamento dos seus contatos, tanto nacionalmente quanto do voo internacional, que contou com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, informa a Saúde.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já foi notificada sobre a confirmação.

Ao contrário do comunicado inicialmente pelo Ministério da Saúde, que afirmou que o paciente era residente da capital gaúcha, consta em informe da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul que, na verdade, o homem encontra-se em viagem a Porto Alegre.

“O caso, que estava em monitoramento desde o dia 27 de maio, trata-se de um homem que encontra-se em viagem a Porto Alegre. O homem procurou atendimento médico no último dia 19 e novamente no dia 23 de maio. Paciente desconhece contato com pessoas em Portugal que sejam confirmadas ou suspeitas para a doença varíola do macaco até o presente momento e relata melhora parcial das queixas citadas com tratamento instituído”, diz a secretaria.

Outros casos

O primeiro caso da Monkeypox foi confirmado na quinta-feira (9) na capital paulista. O paciente é um homem de 41 anos que está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas com boa evolução do quadro clínico.

Um homem de 29 anos de Vinhedo, interior de São Paulo, com histórico de viagem para Portugal e Espanha, também testou positivo para a varíola dos macacos no último sábado (11).

Sobre a doença

A varíola dos macacos é uma doença infectocontagiosa encontrada principalmente na África Ocidental e Central. A transmissão da patologia ocorre por meio de contato direto com uma pessoa infectada que apresente lesões na pele, ou por gotículas de saliva.

Os sintomas iniciais são semelhantes aos da gripe, como febre, calafrios, exaustão, dor de cabeça e fraqueza muscular, seguidos de inchaço nos gânglios linfáticos, que ajudam o corpo a combater infecções e doenças.

Minas Gerais se prepara para prevenir e tratar possíveis casos de “varíola do macaco”

Em resposta ao alerta epidemiológico emitido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) o “Protocolo Clínico para orientações gerais, prevenção e controle do Monkeypox”, conhecida como varíola do macaco.

O documento foi formulado em menos de duas semanas, com as melhores e mais atualizadas evidências disponíveis. Ele traz informações necessárias à assistência segura ao paciente suspeito e/ou confirmado de infecção pelo vírus Monkeypox, que transmite a varíola dos macacos.

O secretário de Estado de Saúde e ex-presidente da Fhemig, o médico Fábio Baccheretti, afirma que o protocolo é fundamental para o reconhecimento precoce dos pacientes suspeitos e também para ações de vigilância sanitária pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG).

“Esse protocolo vai orientar as equipes da Fhemig e vai ser utilizado também pelos outros hospitais que, comumente, adotam os protocolos desenvolvidos pela Fundação, que tem expertise no assunto”, ressaltou.

Amplitude de uso

De acordo com o médico infectologista e membro da Coordenação de Segurança Assistencial da Diretoria Assistencial (Dirass) da Fhemig, Flávio Souza Lima, o público-alvo do protocolo clínico são os profissionais de saúde que atuam na Fundação.

“Ele foi elaborado com o objetivo de subsidiar as unidades assistenciais da Rede e também poderá ser utilizado, como base, para a elaboração de protocolos de outros serviços”, reforçou o infectologista. Ainda segundo Flávio, a Fhemig sempre consulta as normatizações nacionais e internacionais na elaboração de suas políticas assistenciais.

Lucinéia Carvalhais, médica infectologista e gestora da Diretoria Assistencial da Fhemig, destaca que, em razão do impacto macrorregional da Fhemig, que atua alinhada com as necessidades do SUS estadual e macrorregional, foi preparado o protocolo, que dá as diretrizes para as unidades hospitalares da Rede para o recebimento e o manejo dos casos que entrem em critério de suspeição de Monkeypox.

Transmissão e sintomas

Além de ser menos transmissível que a covid-19, tudo indica que o número de casos da varíola do macaco será menor. “É importante salientar que ainda não ocorreram óbitos fora do continente africano, até o momento”, diz o especialista. Flávio Lima acentua que, em regiões endêmicas, o Monkeypox causa uma letalidade entre 1% e 10%.

Acredita-se que os hospedeiros animais da varíola do macaco sejam roedores silvestres e primatas não humanos. Outro ponto importante é que não há vacina específica contra o vírus Monkeypox. Por outro lado, segundo nota técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do dia 31 de maio, não há vacina contra a varíola humana disponível, neste momento, que poderia ser usada no caso da varíola do macaco. Ela foi responsável pela erradicação da varíola humana na década de 80 e possui eficácia de 85% quando aplicada em pessoas infectadas pelo Monkeypox.

Os sintomas da varíola do macaco são mal-estar geral, febre e cansaço, que são muito parecidos com os da gripe. Além disso, os nódulos linfáticos ficam inchados. Na sequência, aparecem erupções na pele, que podem se iniciar como manchas vermelhas e sem volume, depois apresentam volume e bolhas para, finalmente, formarem cascas. Uma característica que a diferencia da varicela (catapora) é que as lesões se apresentam em uma mesma fase de evolução nos casos de varíola.

Via: Clic Folha.

‘Varíola dos macacos pode chegar ao Brasil em pouco tempo’, diz epidemiologista

O surgimento de surtos de varíola dos macacos tem despertado preocupação entre os brasileiros sobre a possibilidade de casos da doença serem identificados no país.

Até o momento, já foram confirmados mais de 100 casos em pelo menos 16 países fora da África.

Na América do Sul, a primeira suspeita foi registrada no domingo (23/5) na Argentina. Segundo o Ministério da Saúde local, o paciente é um morador da província de Buenos Aires, que se encontra em um bom estado, está em isolamento e recebendo tratamento para os sintomas.

O Brasil não tem registro da doença ainda, mas o vírus foi identificado em um brasileiro de 26 anos na Alemanha, vindo de Portugal, após passar pela Espanha.

Para epidemiologistas ouvidos pela BBC News Brasil, casos podem ser identificados por aqui em breve.

“A varíola de macacos pode chegar ao Brasil em pouco tempo”, afirma a epidemiologista Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). “É possível até mesmo que alguma pessoa infectada já tenha entrado no país, vinda dos locais onde há casos.”

“Costumamos dizer em epidemiologia de doenças infecciosas que uma doença transmitida por contato e gotículas respiratórias pode demorar o tempo de um voo para se espalhar”, diz.

“Ou seja, se alguém contaminado desembarca no Brasil, não é diagnosticado e não faz isolamento em tempo oportuno, a doença pode, sim, começar a ser transmitida.”

O epidemiologista Eliseu Waldman, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), concorda com o diagnóstico.

“Mesmo que tenhamos um patamar inferior de intercâmbio de pessoas e viagens após a pandemia de covid-19, a possibilidade desse vírus chegar ao Brasil é grande”, diz.

Por esse motivo, o especialista alerta para a necessidade da identificação de casos suspeitos o mais rápido possível.

“A população e os profissionais de saúde precisam ser alertados para notificar casos suspeitos. O sintoma mais marcante são lesões vesiculares, do tipo que se verifica na catapora, mas muito mais intensas”, diz.

Além das lesões, os sintomas da varíola dos macacos incluem febre, dor de cabeça, dor nas costas ou musculares, inflamações nos nódulos linfáticos, calafrio e exaustão.

E, nesse processo, pode surgir a coceira, geralmente começando no rosto e depois se espalhando por outras partes do corpo, principalmente nas mãos e sola do pé.

No entanto, para o epidemiologista Antônio Augusto Moura Silva, professor do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), ainda é cedo para fazer previsões sobre a extensão do surto.

“Pode ser que a Europa consiga bloquear a transmissão rapidamente, antes que ela chegue ao Brasil”, diz.

“Seria muito mais fácil fazer isso com essa doença do que no caso da covid-19, por exemplo, porque é preciso um contato muito mais íntimo para a transmissão no caso da varíola.”

De qualquer maneira, o especialista também alerta para a necessidade do país estar preparado.

“É altamente recomendável ficar em alerta máximo de vigilância para que, caso haja identificação de caso, o isolamento do paciente possa ser feito o mais rápido possível”, diz.

“Ou seja, fazer o que a saúde pública brasileira já sabe fazer.”

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) já estabeleceu uma comissão de caráter consultivo para acompanhar os casos de varíola de macacos.

Integram o grupo, até o momento, sete especialistas brasileiros da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Feevale.

Os pesquisadores produziram dois informes técnicos sobre a doença, com as principais formas de contágio e as informações disponíveis sobre os casos registrados em outros países.

‘Estamos em estado de alerta’
Ao contrário do novo coronavírus ou até mesmo da varíola humana, em que o patógeno é altamente transmissível, a varíola dos macacos é menos contagiosa.

“Até onde sabemos, a varíola de macacos não é o tipo de doença que se pega de alguém contaminado no elevador, por exemplo. Diferentemente da covid-19, isso não acontece tão facilmente”, explica Silva.

Existem duas versões da varíola dos macacos: uma da África Ocidental e outra da África Central. Segundo especialistas, a primeira é mais branda e parece ser a que está causando o surto na Europa.

As autoridades médicas observam que ainda não há muita informação sobre as possíveis rotas de transmissão entre humanos nos surtos atuais.

Até onde se sabe, o vírus é transmitido principalmente por meio de contatos próximos e trocas de fluidos corporais. Muitos dos casos na Europa parecem estar ligados à transmissão sexual.

Mas todas as vias possíveis estão sendo estudadas, como a transmissão indireta por meio de objetos contaminados e até aerossóis.

“Mas a doença não é sexualmente transmissível. Na relação sexual, há um contato próximo, mas esse é o único fator de risco conhecido até o momento”, explica Eliseu Waldman.

O epidemiologista chama a atenção, porém, para o fato de que a origem dos casos identificados até o momento não foi esclarecida formalmente.

“A varíola do macaco é endêmica em vários países da África, já houve várias epidemias, principalmente no Congo, na Nigéria e em outros países da África Ocidental. Fora dali, houve alguns surtos nos Estados Unidos e na Europa, mas a introdução do vírus se deu por meios conhecidos, como viajantes ou animais de laboratório da África”, diz.

“Nesse caso, não sabemos ainda com certeza qual foi o introdutor e nem em qual país”, afirma. “Mas um novo surto era um evento esperado, porque esse vírus está causando epidemias em humanos com cada vez mais frequência.”

O vírus foi identificado inicialmente em um macaco em cativeiro nos anos 1970, e desde então houve surtos esporádicos em países centro e oeste-africanos.

Já houve um surto nos EUA em 2003 – a primeira vez que o vírus foi visto fora da África -, com 81 casos registrados, mas nenhuma morte.

O maior surto já registrado foi em 2017, na Nigéria: 172 casos suspeitos.

A epidemiologista Ethel Maciel afirma que ainda que o fato do vírus estar demonstrado transmissão rápida (embora menor que a de sua versão humana ou do coronavírus) pode indicar que ele esteja se adaptando melhor aos seres humanos.

“Em geral, a varíola do macaco é o que chamamos de zoonose, uma doença que passa de animais para humanos. Mas, com as taxas maiores de transmissão de humano para humano, especialmente entre pessoas que não estiveram em áreas onde a doença é mais comum, é possível que o vírus tenha se adaptado”, diz.

“Se há um risco de uma grande epidemia ou mesmo uma pandemia? Nós não sabemos, mas estamos em estado de alerta.”

A OMS realizou na sexta-feira (20/5) uma reunião de emergência para tratar do assunto. Em comunicado, a organização afirmou que o quadro atual é “atípico, porque (a doença) está ocorrendo em países onde ela não é endêmica”, e que vai ajudar os países afetados no monitoramento dos casos.

Maria van Kerkhove, líder técnica em doenças e zoonoses emergentes da OMS, afirmou que a propagação da varíola dos macacos é “uma situação que pode ser contida”, mas alertou que “não podemos tirar os olhos da bola”.

Sobe para 5 mil o número de casos de dengue no Sul de Minas

O número de casos de dengue na região não para de crescer. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG), já passa de 5 mil notificações prováveis da doença no Sul de Minas. Em apenas uma semana, a quantidade de casos em Passos (MG) subiu cerca de 94%.

Passos e as cidades próximas estão entre as que têm mais casos de dengue na região. Atualmente, a cidade tem registrado cerca de 766 casos. São Sebastião do Paraíso (MG) tem 590; Cássia (MG) tem 319; Delfinópolis (MG) com 308 notificações.

Como a doença tem se espalhado, Márcia Aparecida da Silva Viana, coordenadora do núcleo de vigilância epidemiológica da Secretaria Regional de Saúde, convocou os prefeitos de São Sebastião do Paraíso e Passos para repassar medidas que devem ser aplicadas nestas cidades.

“Nós convidamos os prefeitos para estarem aqui, para que nós pudéssemos pensar em medidas estratégicas que trouxessem uma efetividade para serem tomadas oportunamente para interromper esse crescimento escalonado do número de casos de dengue”.

Segundo a coordenadora, as medidas pensadas envolvem ações de controle vetorial e mobilização social. Ela explica que foi constatado pela vigilância epidemiológica que o combate à doença requer 30% de ações e 70% de comportamento social.

“Os prefeitos assumiram um compromisso conosco de estarem investindo tanto nas questões de controle vetorial, quanto nas questões de mobilização social, para que os municípios possam dar conta do mosquito Aedes Aegypti”.

A coordenadora ainda explica que o principal fator foi a situação pós-pandemia, porque foram feitas diversas ações voltadas apenas para a Covid-19 durante os últimos anos. Ainda de acordo com a coordenadora, as autoridades de saúde já esperavam que 2022 fosse ser um ano epidêmico.

“Assim que a gente tirou o olhar da Covid e voltou a olhar para a saúde de uma maneira geral, a gente vê a dengue explodindo, principalmente considerando que a gente saiu da Covid em um momento de sazonalidade da dengue.”

Segundo Márcia, a dengue é uma doença cíclica, que precisa reunir algumas condições em determinado período de tempo para que volte a ocorrer em uma comunidade, por isso podem acontecer picos de casos da doença a cada período.

“A gente tem observado que a cada dois ou três anos, a dengue toma um aspecto em alguns territórios de epidemia”, explica coordenadora do núcleo de vigilância epidemiológica da Secretaria Regional de Saúde.

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