Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

UPA de São Sebastião do Paraíso registra zero atendimentos durante jogo do Brasil na Copa do Mundo

UPA de São Sebastião do Paraíso registra zero atendimentos durante jogo do Brasil na Copa do Mundo – Foto: reprodução

Um fato inusitado chamou a atenção na última sexta-feira (19): durante a transmissão do jogo da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Sebastião do Paraíso (MG) não registrou nenhum atendimento.

A situação surpreende, especialmente porque esse horário costuma ser marcado por grande movimento na unidade, frequentemente com salas de espera cheias e alta demanda por atendimentos médicos.

O episódio reforça uma curiosa tradição brasileira: quando a Seleção entra em campo, parece que até os problemas de saúde resolvem dar uma trégua. Entre brincadeiras e coincidências, fica a impressão de que a Copa do Mundo continua produzindo seus “milagres”, ao menos por noventa minutos.

Mais do que uma curiosidade, o fato também merece reflexão. Em períodos de festas, grandes eventos e agora durante os jogos da Copa do Mundo, observa-se uma queda considerável na procura por atendimento médico. A situação levanta questionamentos sobre a real necessidade de parte dos atendimentos registrados em dias comuns, especialmente diante do elevado número de pessoas que procuram as unidades de saúde em busca de atestados médicos, muitas vezes contribuindo para a sobrecarga do sistema e aumentando o tempo de espera daqueles que realmente necessitam de atendimento urgente.

A pergunta que fica é inevitável: existe algum horário específico para as pessoas adoecerem? Os números demonstram que, em determinados momentos de interesse coletivo, a demanda por atendimento simplesmente desaparece, evidenciando uma realidade que merece ser analisada pelos gestores da saúde pública.

Enquanto a bola rolava, a UPA permaneceu vazia, registrando um raro momento de tranquilidade para os profissionais da saúde e reacendendo o debate sobre o uso consciente dos serviços de urgência e emergência. O famoso “milagre da Copa” voltou a acontecer.

Hospital psiquiátrico Gedor Silveira encerra atendimentos após decisão judicial em São Sebastião do Paraíso

Hospital psiquiátrico Gedor Silveira encerra atendimentos após decisão judicial em São Sebastião do Paraíso – Foto: reprodução

O encerramento das atividades psiquiátricas do Hospital Gedor Silveira, em São Sebastião do Paraíso, marca o fim de um serviço que por décadas foi referência no Sul de Minas. A unidade deixou de atender após decisão judicial que determinou o fechamento de instituições desse tipo. O último paciente recebeu alta em 30 de abril, encerrando um ciclo de mais de 60 anos de funcionamento.

Com a descontinuidade dos atendimentos, a Fundação Gedor Silveira agora busca समाधान para cerca de 150 funcionários que atuavam no hospital. As discussões ocorrem em conjunto com o Ministério Público e envolvem alternativas para absorção ou desligamento dos trabalhadores.

Ao longo de sua trajetória, o hospital chegou a ser considerado o maior do estado na área psiquiátrica, oferecendo atendimento gratuito a pacientes vindos de mais de 150 municípios. Entre os serviços prestados estavam tratamentos para transtornos mentais e dependência de álcool e outras drogas.

A origem do fechamento remonta a uma ação movida pelo Ministério Público em 2020, acatada pela Justiça Federal. A atual gestão da fundação, que assumiu em 2023, afirma que promoveu adequações estruturais e operacionais com o objetivo de manter o funcionamento da unidade. Segundo a direção, foram feitas tentativas de diálogo com órgãos públicos nas esferas federal e estadual, mas não houve retorno favorável nem visitas técnicas para avaliação das melhorias realizadas.

Ainda de acordo com a fundação, representantes estiveram em Brasília, no Ministério da Saúde, e também na Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, onde teriam sido informados de que a região dependia excessivamente do hospital, o que teria dificultado o desenvolvimento de uma rede alternativa de atenção psicossocial.

A direção também questiona a capacidade da rede pública em absorver os pacientes antes atendidos na instituição. A avaliação é de que faltam estrutura, equipes especializadas e leitos adequados para garantir acompanhamento contínuo e reintegração social. Um caso recente foi citado como exemplo: um paciente em surto teria causado danos dentro de casa, sendo posteriormente detido e encaminhado a uma delegacia, situação apontada como reflexo da ausência de suporte adequado.

Diante do novo cenário, a Fundação Gedor Silveira iniciou tratativas com a Prefeitura local para discutir o futuro da estrutura física do hospital. A proposta inclui a possibilidade de negociação dos prédios e a criação de um modelo municipal de atendimento em saúde mental, voltado ao menos para a microrregião.

Até o momento, o Ministério Público não se manifestou oficialmente sobre o encerramento das atividades.

HRC Passos comemora 15 anos com mais de 1,4 milhão de atendimentos realizados

HRC Passos comemora 15 anos com mais de 1,4 milhão de atendimentos realizados - Foto: reprodução
HRC Passos comemora 15 anos com mais de 1,4 milhão de atendimentos realizados – Foto: reprodução

O dia 18 de dezembro de 2024 marca um momento importante para a saúde em Passos e região: o Hospital Regional do Câncer de Passos celebra seus 15 anos de atuação. Desde sua inauguração, o HRC se consolidou como uma referência no tratamento oncológico, oferecendo atendimento humanizado e de qualidade a pacientes de toda a região.

Fundado em 2009, o HRC nasceu com a missão de atender a crescente demanda por tratamento de câncer no sul de Minas Gerais. Com uma equipe especializada e um olhar atento às necessidades dos pacientes, a instituição já realizou mais de 1.456.766 atendimentos, desde sua inauguração até novembro de 2024. Somente em 2024, até o mês de novembro, foram contabilizados 94.169 atendimentos.

O Hospital, marcado pela solidariedade da população que se uniu para tornar sua construção possível, tornou-se um centro de referência para a comunidade, proporcionando tratamentos, acolhimento emocional e suporte às famílias dos pacientes.

Ao longo de sua trajetória, o HRC tem investido continuamente em infraestrutura e capacitação profissional, mas também se destaca por seus projetos de impacto social, como a confecção de perucas a partir de doações de cabelo e a realização de campanhas de conscientização que mobilizam toda a região.

Atualmente, o Hospital atende 171 cidades e acompanha 16.276 pacientes em seguimento, desde 2002 até novembro de 2024.

No seu aniversário de 15 anos, o Hospital Regional do Câncer celebra o futuro, com a construção do novo Ambulatório Oncológico em, projeto que está em andamento, o HRC dá mais um passo para expandir sua capacidade de atendimento e oferecer ainda mais conforto e qualidade aos pacientes.

Em seus 15 anos de história, o Hospital Regional do Câncer de Passos reafirma sua missão de trazer esperança e solidariedade, levando cuidado a quem precisa.

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.