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Jornal Folha Regional

Médica denuncia uso de atestados falsificados em seu nome em São Sebastião do Paraíso

Médica denuncia uso de atestados falsificados em seu nome em São Sebastião do Paraíso – Foto: reprodução

Uma médica procurou a Polícia Militar em São Sebastião do Paraíso para denunciar a utilização de atestados supostamente falsificados em seu nome. A denúncia surgiu após uma mulher de 34 anos apresentar os documentos a uma administradora de condomínios como justificativa para faltas.

De acordo com o relato da profissional, a irregularidade foi percebida devido a inconsistências nas datas dos atestados. Os documentos apresentados teriam sido emitidos após setembro de 2025, período em que ela deixou de atuar na Unidade de Saúde da Família (USF) do Asilo.

Entre as divergências identificadas, consta um atestado datado de 19 de janeiro de 2026 — dia em que as unidades de saúde municipais estavam fechadas — e outro com data de 12 de fevereiro, quando a médica realizava atendimentos exclusivamente na zona rural, não atuando na unidade mencionada.

A profissional informou ainda que atendeu a suspeita apenas duas vezes ao longo de 2025 e negou ter emitido quaisquer outros documentos em nome da mulher.

O registro da ocorrência foi feito com o objetivo de resguardar a responsabilidade da médica. O caso agora será apurado pela Polícia Civil, que investigará a autenticidade dos atestados e as circunstâncias da suposta fraude.

Polícia Civil investiga venda de atestados médicos falsos com nomes de profissionais da Santa Casa de Passos

Médicos tiveram identidade usada indevidamente; documentos eram vendidos por até R$ 100 a trabalhadores interessados em dispensas fraudulentas

Polícia Civil investiga venda de atestados médicos falsos com nomes de profissionais da Santa Casa de Passos – Foto: divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Passos (MG) investiga um esquema de falsificação e revenda de atestados médicos, nos quais eram utilizados nomes e carimbos de profissionais da Santa Casa de Misericórdia do município. O caso veio à tona há cerca de 20 dias, após um médico procurar a delegacia para denunciar o uso indevido de sua identidade em documentos apresentados a empresas da região.

De acordo com as apurações, os atestados falsos eram vendidos a trabalhadores que buscavam dispensas fraudulentas de três a quinze dias, mediante pagamento de R$ 50 a R$ 100, conforme a quantidade de dias e o CID (código de diagnóstico) incluído no documento.

O delegado Marcos Pimenta, chefe do 18º Departamento de Polícia Civil de Poços de Caldas, informou que quatro compradores e um intermediário já foram identificados e ouvidos.

“Essas pessoas pagavam de R$ 50 a R$ 100, dependendo da quantidade de dias inseridos no atestado falso. Ninguém foi preso ainda, mas é importante destacar que os envolvidos podem ser indiciados por crimes graves, como falsidade ideológica — que prevê pena de até cinco anos de prisão — além de associação criminosa e uso de documento falso”, explicou o delegado.

A Santa Casa de Passos colabora com as investigações por meio de seu setor jurídico e é considerada vítima do esquema, já que o nome de seus profissionais foi utilizado sem autorização.

O delegado destacou ainda que a prática causa prejuízos diretos às empresas, que acabam aceitando os documentos falsos e ficam temporariamente desfalcadas de funcionários.

“Não é uma brincadeira. É algo grave, que pode macular a imagem de um médico e prejudicar a relação de trabalho nas empresas”, alertou Pimenta.

Operação investiga venda de atestados falsos com uso do nome da Santa Casa de Passos

Operação investiga venda de atestados falsos com uso do nome da Santa Casa de Passos – Foto: divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta sexta-feira (24), a “Operação Ponto Facultativo” em Passos (MG), com o objetivo de combater um esquema de falsificação e revenda de atestados médicos utilizados por trabalhadores da região. A ação resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra um suspeito apontado como intermediador e revendedor dos documentos fraudulentos.

As investigações tiveram início após denúncias que indicavam a circulação de atestados falsos em empresas locais. De acordo com a PCMG, os documentos utilizavam carimbos e assinaturas de médicos reais da Santa Casa de Passos, sendo empregados para justificar faltas ao trabalho.

Durante as diligências, diversos trabalhadores que haviam adquirido os atestados confessaram a participação no esquema. O investigado se passava por funcionário de uma unidade hospitalar e realizava as negociações por telefone e aplicativos de mensagem.

No cumprimento do mandado judicial, os policiais apreenderam o celular do suspeito e outros materiais de interesse investigativo, que serão encaminhados à perícia técnica.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e determinar a extensão do esquema de falsificação, que causava prejuízos às empresas e comprometia a credibilidade do sistema de saúde local.

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