Cão cai de carroceria de caminhonete e aguarda identificação do dono no Posto JF, entre Alpinópolis e São José da Barra – Foto: divulgação/leitora
Um cachorro caiu da carroceria de uma caminhonete Toyota Hilux na última quarta-feira (22), nas proximidades do Posto JF, na região entre os municípios de Alpinópolis e São José da Barra.
De acordo com informações apuradas, o veículo transportava dois cães na parte traseira no momento do incidente. O animal teria caído enquanto a caminhonete seguia pela rodovia, possivelmente no sentido Passos ou Alpinópolis.
Após a queda, o cachorro foi recolhido e levado para o Posto JF, onde permanece sob cuidados. Ele apresenta sinais de desorientação, o que pode indicar impacto ou estresse causado pelo ocorrido.
Há suspeita de que o tutor seja da cidade de Passos, mas até o momento ele não foi localizado. Pessoas que tenham informações sobre o proprietário ou que reconheçam o animal podem procurar o local para auxiliar na identificação.
O caso chama atenção para os riscos do transporte inadequado de animais em veículos, especialmente em carrocerias abertas, sem o uso de equipamentos de segurança.
Cão cai de carroceria de caminhonete e aguarda identificação do dono no Posto JF, entre Alpinópolis e São José da Barra – Foto: divulgação/leitora
Mulher é indiciada por maus-tratos após abandono de cão comunitário em São Sebastião do Paraíso – Foto: reprodução
A Polícia Civil apura um caso de abandono envolvendo um cachorro comunitário ocorrido no dia 2 de fevereiro, em São Sebastião do Paraíso (MG). Uma mulher foi indiciada por maus-tratos a animal, e o inquérito policial segue em andamento para o completo esclarecimento dos fatos.
De acordo com o delegado Rafael Gomes, da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil, o cão, conhecido como “Doidão”, era cuidado pela comunidade e costumava permanecer na região da Casa da Cultura, também conhecida como Estação. O animal circulava livremente pelo local e recebia alimentação e atenção de moradores da área.
Durante as diligências, testemunhas relataram que a investigada teria atraído o cachorro para dentro de sua residência. A versão é reforçada por imagens obtidas no curso da investigação, nas quais é possível ver a mulher chamando o animal para o interior do imóvel.
Além do suposto abandono, a Polícia Civil investiga um segundo episódio ocorrido no mesmo contexto. Conforme os depoimentos colhidos, após ser confrontada por moradores, a suspeita deixou o local em seu veículo e, nesse momento, teria atropelado uma mulher. A vítima sofreu lesões leves nas mãos.
A investigada foi indiciada por maus-tratos a animal, crime previsto na Lei de Crimes Ambientais. Segundo a Polícia Civil, o inquérito permanece em andamento para apurar todos os delitos em tese praticados e definir a eventual responsabilização penal da envolvida.
Um piscineiro salvou um cachorro cego que se afogava na piscina de uma casa em Goiânia(veja o vídeo acima). Vinicius Orlando, de 38 anos, contou que encontrou o cão já desacordado na água e conseguiu reanimá-lo com massagens.
Vinicius trabalha há 15 anos na limpeza de piscinas e, por coincidência, foi ao local porque o ajudante com quem divide a rota pediu para ele adiantar o serviço em outro cliente. Ele contou que entrou pelo portão com a chave que tinha acesso, já que trabalha para a família há anos. Naquele momento, não havia ninguém em casa.
Assim que entrou no quintal, estranhou não ver o cachorro, chamado Choquito, que sempre aparecia para recebê-lo. Ao ouvir um barulho e perceber a lona da piscina afundada, correu e mergulhou.
“Ele já estava no fundo, desacordado. Quando o tirei, não respirava mais. Comecei a massagear a barriguinha e, depois de uns dois minutos, ele tossiu e voltou a respirar. Se eu tivesse chegado 30 segundos mais tarde, não teria escapado”, contou.
Segundo o tutor do cachorro, Danilo Soares, o cãozinho havia passado muito tempo se debatendo. “O Choquito ficou cerca de 40 minutos dentro da piscina, nadando, até não aguentar mais. Quando o Vinicius chegou, já tinha um minuto que estava submerso. Nós pensávamos que ele tinha morrido”, disse.
Alívio e emoção
VIDEO | Piscineiro salva cachorro cego prestes a morrer no fundo de piscina – Foto: reprodução
Danilo disse que, quando recebeu a ligação do piscineiro, achou que o pior já tinha acontecido. “Na minha cabeça, nós íamos chegar em casa e o Choquito estaria morto. Até pedi para minha esposa não levar nossa filha, porque ela é muito apegada a ele. Mas quando cheguei, ele já estava consciente de novo. Foi um alívio muito grande, porque para nós ele é como um filho”, relatou.
Pouco tempo depois, a família buscou ajuda de um veterinário amigo. “Graças a Deus, ontem quando aconteceu isso eu já liguei para um amigo meu que é veterinário e ele correu lá em casa para ver se ele estava bem. Ele já fez exames de sangue, verificou se não tinha água no pulmão e está tudo bem. Meia hora depois, nem parecia que ele tinha passado por esse sufoco”, contou Danilo.
Choquito, que é idoso e perdeu a visão após complicações oftalmológicas, já voltou a brincar. Para a família, a ação do piscineiro foi decisiva.
Filhote dado como morto em acidente na MG-446 é resgatado e devolvido à família em Alpinópolis – Foto: divulgação
Um emocionante reencontro marcou a tarde da última terça-feira (9) em Alpinópolis (MG). Um dos filhotes de cachorro que havia sido dado como morto após um grave acidente na MG-446 foi resgatado por um morador e, com apoio de voluntários, devolvido à família envolvida no ocorrido.
Segundo informações, uma família que viajava da região de Itaú de Minas para uma fazenda em Alpinópolis sofreu um acidente na noite de 2 de setembro. Eles estavam acompanhados de quatro cães — dois adultos e dois filhotes. No momento da colisão, os animais se dispersaram. Os cães maiores foram recuperados, mas acreditava-se que os filhotes haviam morrido.
Dias depois, moradores das proximidades relataram ter visto dois filhotes às margens da rodovia, mas eles eram ariscos e fugiam ao se aproximar. Nesta terça-feira (9), o morador Marcílio conseguiu resgatar um deles em meio a restos do acidente, como móveis e eletrodomésticos espalhados na beira da estrada. O animal estava escondido dentro de um sofá abandonado.
O filhote foi encaminhado à clínica da veterinária Laís, onde recebeu atendimento e passa bem. Graças à mobilização de voluntários e à Coordenadoria de Proteção e Bem-estar Animal de Alpinópolis, representada por Pablo, além da ajuda de Priscila, Gésios e da página de entretenimento Ventania Mil Grau, foi possível localizar a família e promover o reencontro.
A criança da família, que havia chorado muito pela perda dos filhotes, recebeu de volta o cãozinho com grande emoção. O segundo filhote, no entanto, ainda não foi capturado, pois continua se refugiando na mata próxima à rodovia.
O acidente
Na noite do dia 2 de setembro, um acidente envolvendo três veículos foi registrado na MG-446, em Alpinópolis. A colisão ocorreu durante uma tentativa de ultrapassagem malsucedida e deixou feridos.
Segundo a Polícia Militar Rodoviária, um caminhão VW 24.250 seguia sentido Passos quando uma Toyota Hilux tentou ultrapassar um caminhão Ford F4000. Ao perceber que não conseguiria concluir a manobra, o motorista da Hilux retornou bruscamente para a pista, perdeu o controle e atingiu a traseira do F4000, que rodou e colidiu contra o VW.
O condutor da Hilux foi medicado em casa após atendimento em Alpinópolis. Já os ocupantes do F4000 foram levados para a Santa Casa de Passos, onde permanecem em observação. As causas do acidente seguem sob investigação.
MPMG requer condenação de tutor de cão que morreu enforcado após ser deixado preso em caminhonete em Nova Resende – Foto: redes sociais
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Nova Resende (MG), ajuizou Ação Civil Pública contra tutor de cão que morreu enforcado após ser deixado preso em uma caminhonete, em abril deste ano, em Nova Resende, no Sudoeste de Minas.
O animal estava com uma corrente no pescoço, sem comida e sem água, preso na carroceria de um veículo estacionado nas proximidades do Fórum, no centro do município. O motorista e tutor do cão não estava no local, mas foi localizado posteriormente com sinais de embriaguez. O fato causou comoção na cidade.
Condenação
Na Ação, o Ministério Público requer a condenação do réu por dano ambiental, com o pagamento de R$ 8,1 mil ao Fundo Especial do Ministério Público de Minas Gerais (Funemp), valor a ser destinado a projetos socioambientais.
O MPMG também requer que o acusado, com relação aos animais que tem e ou tenha no futuro, ofereça cuidados, como água fresca, alimentação, abrigo fixo protegido do sol e da chuva, com local confortável para descanso, bebedouros e comedouros higienizados, registro Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas), além de vacinação, vermifugação e acompanhamento de saúde. O Ministério Público ainda pede, na Ação, que o réu não assuma responsabilidade por animais de terceiros, por 12 meses, e não crie embaraços ou impeça a fiscalização da Polícia Ambiental em sua residência.
Entenda o caso
De acordo com apuração, ao ser deixado na carroceria de uma caminhonete com outro cão, sem comida e sem água, o animal ficou assustado com a forte chuva que caía no município, tentou fugir e acabou enforcado pela corrente que estava em seu pescoço.
Ao tomar conhecimento dos fatos, o MPMG agiu imediatamente, instaurando Procedimento Preparatório de Inquérito Civil (PPIC) para ouvir os envolvidos. Depois, tentou tomar providências extrajudiciais, como celebração de Termo de Ajustamento de Conduta e indenização pelo dano ambiental cometido, mas não teve êxito.
Mulher é presa em flagrante por gravar vídeos agredindo filhote de pit bull no Sul de Minas – Foto: reprodução
Uma mulher de 32 anos foi presa em flagrante, na última terça-feira (22/7), por maus-tratos contra um filhote de pit bull, em Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais. Ela é suspeita de ter gravado vídeos agredindo o cão.
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que realizou a prisão, denúncias indicaram que a mulher compartilhava os vídeos das agressões em redes sociais e por aplicativo de mensagens. Diante das informações, uma equipe de investigadores foi mobilizada para localizar a suspeita.
A tutora foi encontrada no Parque José Afonso Junqueira, na região central de Poços de Caldas, acompanhada do filhote de pit bull. Segundo a polícia, ela confessou as agressões durante a abordagem e foi presa em flagrante.
A mulher foi encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. Conforme a PCMG, o cão passou por avaliação veterinária e foi acolhido por um abrigo. “Ele está bem”, informou a instituição.
Conheça as penas para maus-tratos
Maltratar animais é crime no Brasil. Desde setembro de 2020, a Lei 14.064, que serviu de marco na luta contra essa crueldade, endureceu as penas para quem praticasse condutas contra cães e gatos. A legislação ficou conhecida como Lei Sansão, em homenagem a um cachorro da raça pitbull que teve as pernas traseiras decepadas em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte.
A partir da lei, a pena para maus-tratos contra cães e gatos aumentou de 3 meses a 1 ano de detenção (que podia ser cumprida em regime aberto ou semiaberto) para de 2 a 5 anos de reclusão (em regime fechado), além de multa e perda da guarda do animal. Caso o crime resulte em morte, a pena pode ser aumentada em até 1/3. Antes, os crimes eram considerados de menor potencial ofensivo.
Criador da Lei Sansão, o deputado federal Fred Costa (PRD) pontua que a legislação foi o “maior avanço na luta pelo bem-estar animal”. “A lei é uma quebra de paradigma entre impunidade e lei exemplar para bandido covarde que comete crime contra animais. Antes, não havia a possibilidade de ser preso em flagrante, e agora só tem opção de responder em liberdade por audiência de custódia”, afirma.
Desaparecimento de cão comunitário gera comoção e mobiliza moradores em Passos – Foto: reprodução/redes sociais
O desaparecimento de um cão comunitário que vivia nas ruas do bairro Villaggio, próximo ao Novo Mundo, em Passos (MG), tem causado forte comoção entre moradores, protetores da causa animal e autoridades locais. O animal foi visto pela última vez na quinta-feira (18), quando entrou em uma residência da região e, desde então, não foi mais localizado.
Segundo informações da vereadora Gilmara Oliveira, que acompanha o caso, o cão desaparecido costumava circular pelas ruas ao lado de outro cão caramelo. Dias antes do sumiço, ambos permaneceram próximos à casa de um morador, provavelmente atraídos pelo cio de uma cadela que vive no imóvel.
Na tarde de quinta-feira, após uma denúncia feita à Prefeitura relatando que o cão estaria tentando atacar pessoas, uma equipe do Setor de Bem-Estar Animal — composta por dois servidores — realizou buscas pelo bairro, mas não encontrou o animal. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o cão entrou em uma casa com o portão aberto. Pouco depois, dois moradores saíram do local, um em um carro e o outro em uma motocicleta, e o portão foi fechado. Desde então, o cão não foi mais visto. A Polícia Militar foi acionada e lavrou um boletim de ocorrência.
As versões apresentadas pelo casal que reside na casa foram contraditórias. A mulher afirmou que o animal havia sido entregue a um conhecido que o levou para a zona rural, mas se recusou a informar nome ou localização do suposto responsável. Já o companheiro dela alegou a protetores que havia soltado o cão na região da Mumbuca. No entanto, voluntários estiveram no local e não encontraram o animal.
No domingo, 20 de julho, moradores do bairro Novo Mundo, juntamente com ativistas da causa animal, organizaram um protesto pacífico cobrando esclarecimentos sobre o desaparecimento do cão e exigindo providências das autoridades competentes.
O caso pode configurar crime de maus-tratos, conforme previsto na Lei Federal nº 9.605/98, que estabelece pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa e proibição da guarda de animais. Em caso de morte do animal, a penalidade pode ser agravada. Como o cão era reconhecido como comunitário — ou seja, mesmo sem um único tutor, recebia cuidados de moradores —, há respaldo legal para responsabilização criminal e civil em situações de negligência, crueldade ou omissão dolosa. Também existe a possibilidade de ação por dano moral coletivo, uma vez que se trata de um animal sob proteção pública.
A Ordem dos Advogados do Brasil, por meio da Comissão Estadual dos Direitos dos Animais da OAB-MG, está acompanhando o caso. A entidade destaca que, quando um animal é reconhecido como comunitário, existe uma responsabilidade coletiva e legal pelo seu bem-estar, e desaparecimentos sem explicações claras e coerentes devem ser investigados com rigor.
As buscas pelo cão continuam, e a população segue mobilizada em busca de respostas. Denúncias anônimas podem ser feitas à Polícia Militar, ao Ministério Público e ao Setor de Bem-Estar Animal da Prefeitura de Passos.
Desaparecimento de cão comunitário gera comoção e mobiliza moradores em Passos – Foto: reprodução/redes sociais
Cão acompanha gari durante varrição de ruas no bairro Santa Luzia, em Passos – Foto: redes sociais
Um cão vira-lata de porte pequeno, de aproximadamente cinco anos de idade, tem mostrado que é o cachorro realmente é o melhor amigo do homem. Há cerca de seis meses o animal passou a acompanhar diariamente um gari pelas ruas do Bairro Santa Luzia, em Passos (MG), ao longo da sua jornada de trabalho.
Curiosamente, o cachorro apareceu na rua Pará, entre a rio Doce e rio Sapucaí, e foi adotado por uma senhora, mas gostava de ficar na calçada em meio a materiais recicláveis recolhidos por um vizinho. Certo dia, o varredor de ruas, Paulo Elias Santos, de 64 anos, notou que ele o acompanhou até concluir a tarefa no período da manhã.
Preocupado, perguntou à senhora quem era o dono animal, e ela respondeu que era dela. “O cachorrinho tem me seguido todos os dias e não acho correto. Aí ela me respondeu que não tinha problema e continuei a varrição. Dias depois, uma outra senhora da rua Tietê passou a colocar, todos os dias, resto de comida para o cãozinho, e continua até hoje. Então passei a chamá-lo pelo nome de ‘Perdido’, e também dou pedaços de quitanda para ele”, afirma Paulo.
O gari e sua colega de trabalho, Iziane, após varrer 30 quarteirões entre as primeiras horas do dia às 10h30, menos aos domingos, as lixeiras portáteis são deixadas na área interna do Centro Social Urbano (CSU), na rua Barão de Passos, de onde são levados para o horário de almoço no barracão da empresa. Se tiver algum trecho sem varrer, voltam novamente para completar as oito horas diárias.
Outra curiosidade é que o Perdido passa o restante da tarde e dorme sob a marquise de entrada do CSU. “Todos os dias que vamos pegar os carrinhos para iniciar a varrição, o cachorrinho me acompanha. Ele encrenca, brinca e late com outros cães, mas não me abandona de jeito nenhum. Só não levo ele para casa porque já tenho quatro também do porte pequeno. O bom é que desde quando me levanto e vou dormir, incluindo o serviço, tem um deles perto de mim”, afirma o gari.
O único temor de Paulo é o Perdido vir a ser atropelado, porque gosta de correr ao lado de veículos quando passa perto deles. “Há o risco iminente dele se desequilibrar e cair sob as rodas”, justificou o gari que mora na rua Cuiabá, no Jardim Colégio de Passos. Ele acumula quase 15 anos de profissão, é casado, pai de dois filhos e tem um neto. (Clic Folha)
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