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Jornal Folha Regional

Cássio Soares diz que PSD não terá espaço para Pacheco ao governo de Minas

Cássio Soares – Foto: reprodução

O presidente do PSD em Minas Gerais, Cássio Soares, afirmou que o partido não prevê espaço para uma eventual candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao governo do estado, nem para uma disputa do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao Senado, nas eleições de 2026. A declaração foi concedida em entrevista ao Estado de Minas na última terça-feira (20).

Segundo Cássio, o PSD mineiro já definiu de forma clara seu projeto eleitoral para o próximo pleito, que tem como principal aposta a candidatura do vice-governador Mateus Simões ao Palácio Tiradentes. Para o dirigente, não há possibilidade de o partido sustentar duas pré-candidaturas ao governo estadual dentro da mesma legenda.

Apesar de reconhecer a boa relação pessoal e institucional com Rodrigo Pacheco, Cássio explicou que os caminhos políticos hoje são distintos. Ele afirmou manter um diálogo respeitoso, transparente e constante com o senador, ainda que ambos estejam posicionados em campos políticos diferentes no atual cenário. De acordo com o presidente do PSD em Minas, Pacheco sempre esteve ciente das articulações envolvendo Mateus Simões, inclusive durante as conversas internas que consolidaram o vice-governador como projeto prioritário do partido.

Nos bastidores, Rodrigo Pacheco tem sido citado como possível candidato ao governo de Minas com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), hipótese que poderia resultar em uma mudança de legenda. Para Cássio, caso essa candidatura se confirme, ela tende a ocorrer fora do PSD, diante da incompatibilidade entre os projetos políticos. O dirigente avaliou que Pacheco construiu, nos últimos anos, uma trajetória de diálogo direto com o governo federal, especialmente durante o período em que presidiu o Senado, entre 2021 e 2025.

Cássio destacou ainda o papel institucional exercido por Pacheco à frente do Congresso Nacional, avaliando que o senador teve atuação relevante na preservação da democracia, ainda que isso tenha lhe causado desgaste político, sobretudo junto a setores da direita após os atos de 8 de janeiro. Segundo ele, as decisões tomadas por Pacheco naquele período refletiram a responsabilidade do cargo que ocupava.

A definição do PSD por Mateus Simões, conforme explicou Cássio, está diretamente relacionada ao reposicionamento do partido em Minas após as eleições de 2022, quando a sigla passou a integrar oficialmente a base do governador Romeu Zema (Novo) e a ocupar espaços estratégicos na administração estadual. Nesse contexto, Mateus Simões ganhou protagonismo como vice-governador e se consolidou como um dos principais articuladores do campo liberal-conservador em Minas, defendendo a formação de uma ampla coalizão da direita para 2026.

Já em relação ao ministro Alexandre Silveira, Cássio afirmou que, embora a convivência institucional seja possível, a viabilidade eleitoral de uma candidatura ao Senado pelo PSD é vista com ressalvas. Silveira, segundo ele, sempre deixou claro seu alinhamento com o presidente Lula e tem atuado como um dos principais interlocutores do governo federal em Minas Gerais, especialmente em pautas ligadas à energia, infraestrutura e articulação política com prefeitos.

Para o dirigente do PSD, esse alinhamento torna difícil uma composição eleitoral coerente dentro do partido. Ele avaliou que seria difícil explicar ao eleitor um palanque em que o candidato ao governo representa a direita mineira, enquanto um candidato ao Senado pede votos para um presidente de esquerda. Na avaliação de Cássio, esse tipo de contradição costuma ser mal recebida pelo eleitorado, que valoriza clareza e coerência política.

Cássio afirmou ainda que a possibilidade nunca foi formalmente debatida dentro do partido, mas reconheceu que, nos bastidores, o cenário é considerado improvável. Segundo ele, a principal barreira não é institucional, mas política e eleitoral, justamente pela dificuldade de conciliar projetos tão distintos dentro da mesma legenda.

Imóvel da UEMG em Passos não será mais leiloado, diz deputado Cássio Soares

O Bloco 4 da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), em Passos (MG), que seria leiloado no próximo dia 2 de setembro, não irá mais a leilão. A informação foi confirmada pelo deputado estadual Cássio Soares (PSD), em vídeo publicado em suas redes sociais na última terça-feira (19).

Segundo o parlamentar, após articulações junto ao secretário de Estado de Fazenda, Luiz Claudio Gomes, e ao advogado-geral do Estado, Sérgio Pessoa, foi agendada para o dia 27 de agosto uma audiência de conciliação. Na ocasião, o governo estadual vai apresentar uma proposta de acordo para quitação da dívida trabalhista relacionada ao processo nº 0010672-22.2018.5.03.0101, que motivou a determinação judicial de venda do imóvel.

Com o acerto, o imóvel localizado na Avenida Comendador Francisco Avelino Maia, avaliado em R$ 12 milhões, permanecerá sob domínio da UEMG e seguirá abrigando laboratórios e salas de aula da instituição.

O espaço, que já funcionou como rodoviária na década de 1970 e posteriormente foi doado pela Prefeitura à então Fundação de Ensino Superior de Passos (FESP), havia sido colocado em leilão judicial pela 2ª Vara do Trabalho de Passos. Este seria o segundo certame realizado para a venda do bem.

Cássio Soares destacou que a solução encontrada pelo governo estadual representa uma vitória para a comunidade acadêmica e para toda a cidade.

Protesto

Na última semana, acadêmicos divulgaram uma nota de protesto contra a possibilidade de o bloco ser leiloado. O certame on-line do Bloco 4 da UEMG estava marcado para o dia 2 de setembro, às 9h30, e havia sido determinado pela 2ª Vara do Trabalho do município. O local, que abriga salas de aula e laboratórios, está avaliado em R$ 12 milhões. A penhora foi resultado de uma dívida trabalhista de cerca de R$ 300 mil.

Estadualização

O vice-diretor da UEMG Passos, Vinícius D’Avila, explicou que a unidade da universidade no município foi criada a partir de um processo de estadualização ocorrido no final de 2014, quando a Fundação de Ensino Superior de Passos (Fesp) — instituição privada, sem fins lucrativos, mas que cobrava mensalidades — foi incorporada à UEMG.

“E o Estado assumiu algumas dívidas e algumas pessoas entraram com processos trabalhistas contra esta fundação. Em 2017, uma ex-servidora entrou com um processo contra a Fesp e a Justiça ordenou a penhora de um dos imóveis da UEMG, mas que até então estava em nome da Fesp. Esse imóvel, posteriormente, foi transferido para a UEMG, enquanto a dívida trabalhista, como todas as outras, foram transferidas para o Estado. Acontece que o Estado até o presente momento não quitou esta dívida e, por isso, o imóvel foi colocado em leilão”, explicou.

Bloco 4 da UEMG Passos – Foto: reprodução

Cássio Soares assume presidência do PSD de Minas Gerais

O deputado estadual Cássio Soares (PSD) é o novo presidente do PSD de Minas Gerais. Líder da base do governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Cássio vai suceder o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que já havia se licenciado da presidência em 13 de abril. Por outro lado, Silveira vai manter o posto de secretário geral nacional do PSD.

Ao Aparte, o agora ex-presidente estadual diz que se licenciou espontaneamente, já que precisa corresponder às expectativas enquanto ministro de Minas e Energia. “Primeiro, (corresponder às expectativas) de todo o povo brasileiro, e, segundo, à confiança que me foi depositada pelo presidente (Luiz Inácio Lula da Silva, do PT)”, apontou, que ocupava a presidência desde março de 2021, quando substituiu o senador Carlos Viana – hoje já no Podemos.

Antes secretário-geral do secretário, Cássio permanecerá no cargo ao menos até 31 de maio próximo. “Isso era uma demanda já do partido, (porque) o partido precisa se preparar para as eleições do ano que vem”, acrescentou Silveira. O vice-presidente será o ex-governador Alberto Pinto Coelho, e o novo secretário-geral, o deputado federal Diego Andrade.

Cássio agradeceu à confiança do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. “Nós estamos comprometidos com o futuro da população mineira, com o fortalecimento do nosso estado e com a utilização dos partidos políticos como instrumento dessa transformação”, afirmou o deputado estadual, que está à frente do quarto mandato.

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