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Jornal Folha Regional

Conta de luz da Cemig deve subir, em média, 6,5% a partir de 28 de maio

Conta de luz da Cemig deve subir, em média, 6,5% a partir de 28 de maio – Foto: reprodução

Cemig pode ter reajuste médio da tarifa em 6,5% a partir de 28 de maio, acima da inflação anual acumulada entre maio de 2025 e abril deste ano, que foi de 4,39% (segundo o IPCA do IBGE). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é responsável por avaliar e liberar o aumento. A minuta do voto do relator do reajuste, o diretor da agência Gentil Nogueira de Sá Júnior, com as análises, datas e percentuais, está disponível desde sexta-feira (22/5) no site da Aneel. 

Segundo consta no documento, “o Reajuste Tarifário Anual – RTA da Cemig-D conduz a um efeito médio nas tarifas a ser percebido pelos consumidores de 6,50%, sendo de 9,43%, em média, para os consumidores conectados na Alta Tensão e de 5,21%, em média, para os consumidores conectados na Baixa Tensão”. O reajujste será definido e comunicado pela Aneel no próximo dia 26 de maio.

A minuta descreve que a decisão levou em consideração reajuste dos itens de custos da Cemig, inclusão dos componentes financeiros apurados no atual reajuste tarifário para recompensar nos 12 meses subsequentes (investimentos, manutenção e gastos operacionais), aumento 2,2% de encargos setoriais, dentre outros. O documento lista também alta de 5,4% nos custos de transmissão.

Consultada pela reportagem, a Cemig reforçou que o resultado do processo de reajuste tarifário anual da companhia ainda será deliberado pela Aneel na próxima terça-feira (26/5). “Até o momento, não há definição oficial sobre os percentuais que serão aplicados aos clientes da distribuidora”, esclareceu.  A decisão do relator precisa passar pela aprovação ou não dos outros diretores da agência.  

A empresa tem aproximadamente 9,8 milhões de unidades consumidoras em Minas Gerais, cujo consumo de energia elétrica representa, atualmente, segundo a Aneel, um faturamento anual da ordem de R$ 23,49 bilhões. 

Energia elétrica pode ficar mais cara em 2026 com clima seco e subsídios

Energia elétrica pode ficar mais cara em 2026 com clima seco e subsídios – Foto: reprodução

A conta de luz pode disparar este ano, devido a diferentes fatores, com alta de até 12% na comparação com 2025. É o que apontam previsões de bancos e consultorias, conforme noticiou O Globo nesta segunda-feira (23).

No ano passado, a tarifa elétrica foi a vilã da inflação, cenário que pode se repetir. Trata-se de um fenômeno registrado nos últimos 15 anos, com o preço da conta de luz aumentando 177% no período, contra 122% da inflação, segundo a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).

Fatores que contribuem para o aumento

custo de acionamento das usinas termelétricas e o risco hidrológico estão entre os fatores para a elevação da tarifa de energia em 2026, conforme a consultoria PSR. Ela prevê alta de até 7,95% neste quesito.

  • A temperatura mais alta e a maior demanda podem gerar um cenário ainda mais desfavorável, segundo a empresa;
  • No cálculo, ela também considera os reajustes anuais das distribuidoras, impostos e encargos, ressaltando que pode haver reduções pontuais em determinadas regiões;
  • Já o economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano, projeta alta de 5,1%, o equivalente a 1,15 ponto percentual acima da inflação estimada para este ano;
  • O especialista adverte que as condições climáticas podem piorar o cenário, principalmente pela possibilidade do El Niño, que aquece as águas do Oceano Pacífico.

Com o fenômeno, há chances de seca nas regiões Norte e Nordeste, afetando o nível dos reservatórios. Assim, a conta de luz encerraria o ano com alta de até 12% na bandeira vermelha 2 acionada em dezembro, como prevê Serrano.

A reportagem também aponta os subsídios do setor elétrico como outro aspecto para o aumento. Este ano, a previsão para o fundo é de R$ 47,8 bilhões, 17,7% a mais do que em 2025, valor custeado pelos consumidores, principalmente.

Reservatórios com níveis “satisfatórios”

Dados do Sistema Interligado Nacional (SIN) mostram que os níveis dos reservatórios estavam em 64,8% no subsistema Nordeste, 63,8% no Norte, 54,8% no Sudeste/Centro Oeste e 45% no Sul, na última semana. Os números são considerados satisfatórios.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acompanha a evolução do armazenamento, do período chuvoso e das condições hidrológicas. A bacia do Rio Paraná e a Região Sul são as áreas que exigem maior atenção.

Por outro lado, chuvas acima da média podem mudar a situação, levando a tarifas mais baratas, assim como o aumento na produção de energia renovável. Outra possibilidade de redução é a arrecadação com a renovação antecipada de concessões.

Neste último caso, a receita obtida ajudaria a reduzir os subsídios que custeiam as contas de famílias de baixa renda, moradores de áreas rurais e unidades usadas exclusivamente para irrigação.

Consumidor terá redução no preço da energia elétrica em dezembro

Consumidor terá redução no preço da energia elétrica em dezembro – Foto: reprodução

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na sexta-feira (28) que a bandeira tarifária em dezembro passou da vermelha no patamar 1, em novembro, para amarela em dezembro.

Isso significa que a pessoa deixa de pagar R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (KW/h) consumidos e passa a pagar R$ 1,885.

De acordo com a Aneel, a entrada do período chuvoso no país, a previsão de chuvas para dezembro é superior às chuvas que ocorreram em novembro, na maior parte do país.

“Contudo, essa expectativa de chuvas está, em geral, abaixo da sua média histórica para esse mês do ano. Diante de condições de geração de energia um pouco mais favoráveis, foi possível mudar da bandeira vermelha patamar 1 para amarela. Por isso, o acionamento das termelétricas continua sendo essencial para atender à demanda”, informou a Agência.

A Aneel acrescentou “que a geração solar é intermitente e não fornece energia de forma contínua, especialmente no período noturno e nos horários de maior consumo”. A redução ocorre após a adoção da bandeira vermelha patamar 1 em outubro e novembro.

Em agosto e setembro, a Aneel havia acionado a bandeira vermelha patamar 2, com adicional de R$ 7,87 por 100 kWh.

Custos extras

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Cemig oferece condições especiais de parcelamento na Semana do Consumidor

Clientes poderão negociar débitos com entrada reduzida e o restante em até 12 vezes, ou em até 21 vezes no cartão de crédito sem juros

Cemig oferece condições especiais de parcelamento na Semana do Consumidor - Foto: reprodução
Cemig oferece condições especiais de parcelamento na Semana do Consumidor – Foto: reprodução

Durante a semana em que acontece o Dia do Consumidor, a Cemig apresenta uma condição especial para clientes com contas de energia em atraso. Entre os dias 10 e 17/3, será possível negociar débitos junto à companhia com uma entrada reduzida ou optar pelo parcelamento em até 21 vezes no cartão de crédito.

As negociações podem ser realizadas por meio dos canais de atendimento da Cemig, como o aplicativo Cemig Atende, o WhatsApp (31) 3506-1160 ou presencialmente nos postos de atendimento espalhados por todo o estado de Minas Gerais. 

O supervisor de Relacionamento com Clientes da Cemig, Alexandre Ribeiro, detalha as condições especiais disponibilizadas pela Cemig nesta semana.

“O cliente poderá negociar os débitos com entrada reduzida de 30% do total do débito e parcelar o restante em até 12 vezes. Em condições normais, essa entrada seria de 50%. Além disso, há a opção de parcelar a dívida em até 21 vezes pelo cartão de crédito, sem juros de financiamento. Para a negociação, é importante que o cliente tenha em mãos um documento de identificação, o número do CPF ou CNPJ do titular da conta e o número da instalação presente nas faturas”, explica.

Saiba como e onde fazer o parcelamento

Cemig Atende Web

No Portal Cemig é possível o cliente parcelar débitos em até 12 vezes com entrada a partir de 30% e juros de financiamento reduzidos no período de 10 a 17.

Para utilizar este canal, deve acessar o Portal Cemig, escolher a opção “Segunda Via e Pagamento de Contas” e seguir as instruções.

Após a confirmação, será disponibilizado um arquivo em PDF do TARD (Termo de Acordo e Reconhecimento da Dívida) e o boleto para pagamento da entrada, que deve ser paga na data de emissão.

Presencial ou pelo WhatsApp

Entre 10 e 17/3, os clientes também podem aderir à negociação especial nas Agências e postos de atendimento presencial da companhia ou pelo WhatsApp (31) 3506-1160. Nesta opção, além de clientes poderem solicitar o parcelamento em até 12 vezes com 30% de entrada, também há a opção de realizar o parcelamento por meio do cartão de crédito em até 21 vezes sem juros de financiamento e sem entrada.

Agosto começa com conta de luz mais barata; entenda

Agosto começa com conta de luz mais barata; entenda - Foto: reprodução
Agosto começa com conta de luz mais barata; entenda – Foto: reprodução

A partir desta quinta-feira (1º), a bandeira tarifária de energia elétrica ficará verde – o que significa que as contas de luz dos consumidores não terão custo extra no próximo mês. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as condições favoráveis para geração de energia elétrica no país permitem a adoção da bandeira sem cobrança.

No mês passado, a Aneel tinha estabelecido bandeira amarela, com acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kW/h consumidos, por causa da previsão de chuva abaixo da média e a expectativa de aumento do consumo de energia.

Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no Brasil. O cálculo para acionamento de cada bandeira leva em conta principalmente o risco hidrológico e o preço da energia.

As bandeiras tarifárias funcionam da seguinte maneira: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração, sendo a bandeira vermelha a que tem um custo maior, e a verde, sem custo extra. (Itatiaia)

Aneel aprova reajuste médio de 7,32% nas tarifas da Cemig

Aneel aprova reajuste médio de 7,32% nas tarifas da Cemig - Foto: reprodução
Aneel aprova reajuste médio de 7,32% nas tarifas da Cemig – Foto: reprodução

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou, nesta terça-feira (21), em reunião ordinária do órgão regulador do setor elétrico, a nova tarifa da Cemig Distribuição. Os cerca de 7,8 milhões clientes residenciais da companhia terão um reajuste de 6,70% na conta de energia. Conforme previsto no contrato de concessão, o valor passa a valer a partir de 28/5 e terá duração de um ano.

O anúncio da tarifa da companhia é sempre feito pela Aneel na reunião da terça-feira anterior ao dia do início da vigência, que é a data definida para o reajuste das tarifas da Cemig D, conforme determina o contrato. Importante destacar que as tarifas de todas as distribuidoras brasileiras são definidas pelo órgão federal.

“As distribuidoras cumprem um papel que vai além de simplesmente entregar a energia. São esses agentes que sustentam o fluxo financeiro do setor, afinal, as concessionárias de distribuição fazem a interface com os usuários de energia elétrica, arrecadando, por meio das faturas, todo o montante necessário para financiar a operação do sistema.”, explica o gerente de Tarifas da Cemig, Giordano Bruno Braz de Pinho Matos.

Do valor cobrado na tarifa, apenas 25,8% ficam na Cemig Distribuição e se destinam a remunerar o investimento, cobrir a depreciação dos ativos e outros custos. Os demais 74,2% são utilizados para cobrir encargos setoriais (16,7%), tributos pagos aos Governos Federal e Estadual (20,9%), energia comprada (26,7%), encargos de transmissão (9,4%) e receitas irrecuperáveis (0,5%). Os impostos arrecadados na tarifa de energia, como taxa de iluminação pública, ICMS, PIS e Cofins são repassados integralmente para as prefeituras, além dos governos Estadual e Federal.

Reajuste está abaixo da inflação nos últimos cinco anos

O reajuste da Cemig está abaixo do acumulado da inflação dos últimos cinco anos. Enquanto o valor da tarifa da companhia foi reajustado em 27%, o IPCA no período foi de 32%.

O cliente da Cemig vai perceber o reajuste total a partir da fatura de junho com vencimento em julho de 2024. Em junho, os consumidores pagarão uma parte do consumo ocorrido antes de 28 de maio, ainda conforme a tarifa antiga, e a outra parcela do consumo já com o novo valor.

Sorteio da Cemig oferece até dois anos de conta de luz grátis; saiba como participar

Sorteio da Cemig oferece até dois anos de conta de luz grátis; saiba como participar – Foto: reprodução

Um sorteio promovido pela Cemig oferece contas de luz grátis para clientes de todo o estado de Minas Gerais. A ação tem por objetivo estimular as formas de pagamento digital e oferece R$ 5 mil em desconto na conta de luz, com validade de dois anos.

O próximo sorteio acontece em 26 de julho e os interessados em participar devem se inscrever até o próximo sábado (15). O cadastro para o sorteio deve ser feito pelo site.

A promoção ocorre ao longo de todo o ano de 2023, totalizando 64 ganhadores, com quatro sorteados a cada 15 dias.

Como funciona o sorteio

Para participar, é necessário ser cliente da Cemig e aderir aos meios de pagamento e de atendimento on-line da empresa de energia. (veja o passo a passo abaixo)

Cada método on-line que o cliente aderir rende um número da sorte para participar do sorteio. Quanto mais métodos digitais, maior a chance de ganhar.

São formas válidas de participar do sorteio e rendem números da sorte:

  • Pagamento com PIX ou débito automático – 1 número da sorte para cada conta paga
  • Receber a conta por email – 1 número da sorte
  • Baixar o app Cemig Atende e atualizar o cadastro – 1 número da sorte
  • Autorizar recebimento de conta apenas com QR Code PIX (sem código de barras) – 1 número da sorte

Passo a passo para participar do sorteio

Pronto! Seguindo esse passo a passo, o cliente já está automaticamente concorrendo ao próximo sorteio.

Ganhadores

Em 2023, doze pessoas já foram contempladas pelos prêmios da promoção, em três sorteios realizados.

Os ganhadores são das cidades de Belo Horizonte, Betim, Vespasiano, Ribeirão das Neves, Varginha e Prudente de Morais.

Conta de luz pode ficar até 4,7% mais cara em Minas com MP que tramita no Senado

A conta de luz dos mineiros pode encarecer entre 3% a 4%, caso o Senado Federal aprove a Medida Provisória (MP) 1118/2022, em trâmite no Congresso, sem a retirada de algumas propostas que foram incorporadas na Câmara dos Deputados. Em todo o Brasil, o encarecimento nos débitos pode chegar a R$ 10 bilhões, conforme cálculos da Frente Nacional de Consumidores de Energia e pelo Movimento União Pela Energia.

Os percentuais referentes ao possível reajuste em Minas Gerais foram apurados pela Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres (Abrace). Para os clientes que são atendidos pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), responsável pelo abastecimento de grande maioria dos municípios mineiros, o índice apurado foi de 4,27%. Já para quem é cliente da Energisa, o aumento deve ser de 3,71%, conforme os cálculos da Abrace.

A expectativa é de que o texto seja votado ainda nesta semana no Senado Federal, já que a proposta pode caducar em 27 de setembro. Em nota, divulgada no início do mês, a Abrace afirmou que o principal problema após a tramitação da MP na Câmara foi a concessão de um prazo, de dois anos, para que usinas de fontes renováveis entrem em operação no país. Neste período, no entanto, as operadoras das usinas mantém o direito de receber subsídios nas tarifas de transmissão e distribuição.

A extensão do prazo, entretanto, vai depender de garantias adicionais à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Mais um impacto que surge sem qualquer diálogo ou discussão técnica envolvendo aqueles que acabam assumindo o custo das decisões que favorecem setores econômicos sem a devida discussão esvaziando o papel do governo na formulação da política energética nacional e da Aneel na sua regulação”, afirma texto da Abrace endereçado ao ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida.

Já em carta enviada à mesa diretora do Senado Federal, o presidente da Frente Nacional de Consumidores de Energia, Luiz Eduardo Barata, pediu que as emendas que tratam dos benefícios às usinas sejam retiradas. “Não podemos fechar os olhos para a crise energética mundial que vem pressionando o setor. As contas de energia já suportam encargos, impostos e subsídios que as colocam entre as mais caras do mundo. As contas de energia já consomem ¼ do orçamento doméstico dos brasileiros mais humildes”, disse no texto.

Ainda segundo movimento, o subsídio garantido na MP concede um incentivo às classes de consumidores e produtores que, conforme Barata, não necessitam do benefício. “E o que é pior, sendo pago por todos os demais consumidores de todas as classes, o que, a exemplo dos subsídios concedidos a outros segmentos, deveriam ser custeados pelo Tesouro Nacional”, acrescenta.

O Movimento União pela Energia, também em nota, criticou a aprovação da MP na Câmara e cobra do Senado uma revogação dos subsídios. O grupo ainda afirma que o peso na conta de luz não chegará apenas diretamente nos boletos mensais que cada consumidor paga. “Mas indiretamente com o encarecimento de todos os produtos fabricados no país”, reforça.

Tramitação

A MP chegou para análise no Senado no final de agosto. A proposta perde a validade na semana que vem, o que dá ao projeto um caráter de urgência. O texto retira da Lei Complementar 192/ 2022, que reduziu tributos sobre combustíveis no Brasil, a possibilidade de concessão de benefícios tributários na aquisição de diesel, biodiesel, gás de cozinha e querosene de aviação.

Em meio às críticas, o governo federal afirma que a MP “não causa impacto fiscal”, pois apenas põe fim a uma insegurança jurídica causada pela redação original da lei complementar. O Executivo alegou que a redação do artigo 9º estaria levando à judicialização da questão dos créditos, ao dar a possibilidade de interpretação de que o comprador final do combustível poderia tomar créditos dos tributos mesmo com os produtos vendidos com alíquotas zero.

Conta de luz deve ficar 20% mais barata a partir de 16 de abril

As contas de luz terão bandeira verde para todos os consumidores a partir de 16 de abril, anuncia o Ministério de Minas e Energia. O comunicado feito na última quarta-feira (6) considera que a redução nas contas pode chegar a 20%. Vale lembrar que o impacto para o consumidor deve chegar a partir de maio, já que as cobranças do serviço são feitas em um mês, com base no uso do mês anterior.

Consumidores residenciais pagam até abril o excedente de R$ 14,20 a cada 100 kw/h utilizados, o que é a bandeira de escassez hídrica. O Brasil vivenciou em 2021 a pior crise hídrica dos últimos 90 anos e para lidar com as dificuldades no fornecimento acionou as termelétricas e comprou energia do exterior, o que encareceu o serviço e gerou a nova bandeira. A previsão é que ela seria usada até 30 de abril, data que foi antecipada pelo Ministério.

O motivo da bandeira verde entrar em vigor em 16 de abril é a melhora dos níveis dos reservatórios. Segundo o Ministério, “com o esforço dos órgãos do setor, o país conseguiu superar esse desafio (da crise hídrica), os reservatórios estão muito mais cheios que no ano passado e o risco de falta de energia foi totalmente afastado”. O reservatório de Furnas fechou março acima de 80% do volume útil. A situação hídrica chegou ao ponto de gerar o fechamento da hidrovia Tietê-Paraná, por sete meses, mas, a ela já está em operação novamente.

Bandeira Verde pode durar até fim do ano

A bandeira verde pode  melhoria dos reservatórios e demais ações ajudaram a reduzir o impacto da crise hídrica, cita o Ministério. O uso das termelétricas foi reduzido com as chuvas do início de ano e ações do Governo Federal, acrescenta. A previsão é que com essas medidas e o aumento da produção das hidrelétricas e fontes eólica e solar há redução de custos entre maio e novembro, período seco. Consequentemente, os valores também caem para o consumidor.

Ao reduzir os custos o Governo Federal antecipou o término da bandeira mais cara. “Com a manutenção das atuais condições de chuva, a perspectiva é de bandeira verde até o final do ano”, salienta o Ministério.

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