Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

Energia elétrica pode ficar mais cara em 2026 com clima seco e subsídios

Compartilhe:
Energia elétrica pode ficar mais cara em 2026 com clima seco e subsídios – Foto: reprodução

A conta de luz pode disparar este ano, devido a diferentes fatores, com alta de até 12% na comparação com 2025. É o que apontam previsões de bancos e consultorias, conforme noticiou O Globo nesta segunda-feira (23).

No ano passado, a tarifa elétrica foi a vilã da inflação, cenário que pode se repetir. Trata-se de um fenômeno registrado nos últimos 15 anos, com o preço da conta de luz aumentando 177% no período, contra 122% da inflação, segundo a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).

Fatores que contribuem para o aumento

custo de acionamento das usinas termelétricas e o risco hidrológico estão entre os fatores para a elevação da tarifa de energia em 2026, conforme a consultoria PSR. Ela prevê alta de até 7,95% neste quesito.

  • A temperatura mais alta e a maior demanda podem gerar um cenário ainda mais desfavorável, segundo a empresa;
  • No cálculo, ela também considera os reajustes anuais das distribuidoras, impostos e encargos, ressaltando que pode haver reduções pontuais em determinadas regiões;
  • Já o economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano, projeta alta de 5,1%, o equivalente a 1,15 ponto percentual acima da inflação estimada para este ano;
  • O especialista adverte que as condições climáticas podem piorar o cenário, principalmente pela possibilidade do El Niño, que aquece as águas do Oceano Pacífico.

Com o fenômeno, há chances de seca nas regiões Norte e Nordeste, afetando o nível dos reservatórios. Assim, a conta de luz encerraria o ano com alta de até 12% na bandeira vermelha 2 acionada em dezembro, como prevê Serrano.

A reportagem também aponta os subsídios do setor elétrico como outro aspecto para o aumento. Este ano, a previsão para o fundo é de R$ 47,8 bilhões, 17,7% a mais do que em 2025, valor custeado pelos consumidores, principalmente.

Reservatórios com níveis “satisfatórios”

Dados do Sistema Interligado Nacional (SIN) mostram que os níveis dos reservatórios estavam em 64,8% no subsistema Nordeste, 63,8% no Norte, 54,8% no Sudeste/Centro Oeste e 45% no Sul, na última semana. Os números são considerados satisfatórios.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acompanha a evolução do armazenamento, do período chuvoso e das condições hidrológicas. A bacia do Rio Paraná e a Região Sul são as áreas que exigem maior atenção.

Por outro lado, chuvas acima da média podem mudar a situação, levando a tarifas mais baratas, assim como o aumento na produção de energia renovável. Outra possibilidade de redução é a arrecadação com a renovação antecipada de concessões.

Neste último caso, a receita obtida ajudaria a reduzir os subsídios que custeiam as contas de famílias de baixa renda, moradores de áreas rurais e unidades usadas exclusivamente para irrigação.

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.