Homem é morto a facadas durante confusão em praça de Bom Jesus da Penha – Foto: reprodução/redes sociais
Um homem de 38 anos foi morto a facadas na madrugada deste domingo (10), na praça central de Bom Jesus da Penha, no Sul de Minas. O crime aconteceu durante uma confusão envolvendo familiares e amigos de pessoas que já haviam se envolvido em uma briga momentos antes no mesmo local.
Segundo informações da Polícia Militar, a primeira ocorrência foi registrada por volta de 0h30, quando dois homens foram detidos por lesão corporal após uma discussão na praça. Enquanto os militares realizavam o registro da ocorrência, uma nova confusão começou entre pessoas ligadas aos envolvidos.
Durante o tumulto, Paulo Henrique Silva acabou sendo atingido por golpes de faca na região do tórax e das axilas. Ele chegou a ser socorrido e levado ao hospital da cidade, mas já chegou sem sinais vitais, conforme informou a equipe médica. A vítima apresentava quatro perfurações na altura do peito.
Após o crime, a PM iniciou buscas com apoio de equipes de cidades vizinhas e conseguiu localizar o suspeito, de 25 anos. Ele foi preso em flagrante, mas a identidade não foi divulgada pelas autoridades.
Ainda conforme a polícia, parentes e amigos da vítima foram até a residência do suspeito e tentaram agredi-lo. Diante da situação, os militares precisaram montar um cerco de segurança para evitar o linchamento e retirar o homem do local. Em seguida, ele foi encaminhado para a delegacia de plantão em Guaxupé.
A faca utilizada no homicídio foi encontrada pelos policiais em um terreno baldio durante as buscas. A área foi isolada para os trabalhos da perícia técnica.
O corpo de Paulo Henrique Silva foi sepultado às 10h deste domingo, no cemitério de Bom Jesus da Penha.
Mulher é morta a golpes de machado pelo ex-companheiro no Sul de Minas – Foto: redes sociais
Uma mulher de 46 anos foi assassinada de forma brutal na manhã desta segunda-feira (16) em Bom Sucesso, no Sul de Minas Gerais. O crime, que chocou moradores da região, é investigado como feminicídio e tem como principal suspeito o ex-companheiro da vítima, que foi preso pouco depois do ocorrido.
Maria da Conceição Silva foi encontrada caída na Rua Joaquim Carlos, no bairro Serra Bela, com graves ferimentos na cabeça provocados por um machado. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a equipe apenas pôde constatar o óbito no local. Próximo ao corpo, policiais militares localizaram um machado e um aparelho celular, ambos recolhidos para perícia.
Após o isolamento da área e os trabalhos técnicos, testemunhas apontaram Arivellton Corrêa Alves, de 41 anos, ex-companheiro da vítima, como autor do crime. Equipes da Polícia Militar iniciaram buscas imediatas, inclusive em regiões de mata, e conseguiram localizar o suspeito enquanto ele tentava fugir.
Segundo a polícia, o homem confessou o assassinato. Ele foi encaminhado inicialmente a uma unidade de saúde para avaliação médica e, em seguida, conduzido à Polícia Civil, onde permanece detido e à disposição da Justiça.
Ainda de acordo com as autoridades, Maria da Conceição possuía uma medida protetiva de urgência contra o suspeito, expedida em 26 de fevereiro de 2026, além de registros anteriores de violência doméstica.
Este é o oitavo caso de feminicídio registrado no Sul de Minas apenas em 2026, evidenciando a gravidade da violência contra a mulher na região.
O velório terá início por volta das 22h desta segunda-feira (16). O sepultamento está previsto para as 8h desta terça-feira, no Cemitério Paroquial de Nazareno, cidade natal da vítima.
Homem condenado por matar a filha de 5 anos após ela fazer xixi no chão é encontrado morto em MG – Foto: redes sociais
Um detento condenado por torturar e matar a própria filha, de cinco anos, em Monte Santo de Minas, no Sul de Minas, foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira (11) no Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo, em Carmo do Paranaíba.
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), policiais penais foram acionados por volta das 6h20 para verificar a situação do preso Adrian Juliano Martins Herculano. Ao chegarem à cela, os agentes encontraram o detento pendurado por uma corda artesanal feita com um lençol e já sem sinais vitais.
A direção da unidade informou que todas as providências administrativas foram tomadas e que foi aberto um procedimento interno para investigar as circunstâncias da morte. Os detentos que dividiam a cela com Adrian deverão prestar esclarecimentos ao Conselho Disciplinar do presídio.
Segundo a secretaria, Adrian estava custodiado no complexo penitenciário desde 14 de fevereiro de 2025 e possuía registros no sistema prisional desde 2020. Ele cumpria pena após ser condenado por um crime ocorrido em janeiro de 2023, em Monte Santo de Minas.
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o homem teria se irritado com a filha após a criança urinar no chão. Em seguida, ele torturou a menina, causou sua morte e ateou fogo no corpo na tentativa de ocultar o crime.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente os pedidos do Ministério Público e condenou Adrian a 33 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado e majorado, além dos crimes de ocultação e vilipêndio de cadáver.
O caso da morte do detento dentro do presídio segue sendo investigado.
Do luto à luta: família cria jardim em memória de jovem vítima de feminicídio no Sul de Minas – Foto: redes sociais
Dois anos depois de um crime que abalou Boa Esperança, no Sul de Minas, a paisagem da comunidade rural do Barro Preto ganhou um significado que vai além da tranquilidade típica do interior. No quintal da chamada Casa Amarela, onde vive a família Faria, flores e borboletas passaram a representar memória e resistência.
Mariene Aparecida Faria tinha 24 anos quando foi assassinada em fevereiro de 2024, em um domingo de carnaval. Conforme relato da família, naquele dia ela havia decidido colocar fim ao relacionamento com Luiz Felipe Silva, que não aceitou o término. A jovem foi morta dentro do carro com 27 facadas. O acusado foi preso após o crime, mas até o momento ainda não foi submetido a julgamento.
O pai, Agmon Leopoldino Faria, afirma que não consegue conceder perdão e deposita em Deus qualquer possibilidade de absolvição espiritual, mas reforça que espera pela Justiça e considera as leis frágeis diante da gravidade do caso.
A ausência de Mariene se revela em pequenos detalhes da casa. Uma orquídea mantida com cuidado pela família foi o último presente de Dia das Mães que ela entregou à mãe, Rosilene dos Santos Neves Faria. A mãe descreve a dor como um vazio impossível de dimensionar, mesmo com o passar do tempo.
Diante do sofrimento, a família decidiu reagir. Há pouco mais de um ano, nasceu o Jardim da Mary. As primeiras mudas foram levadas por vizinhos; depois, chegaram flores de pessoas que sequer conheceram Mariene pessoalmente. O espaço ultrapassou os limites da propriedade rural, ganhou as redes sociais e se consolidou como símbolo local de enfrentamento à violência contra a mulher.
A prima Natália Heloísa Almeida explica que as publicações nas redes não são feitas apenas em memória de Mariene, mas por todas as mulheres vítimas de violência, compartilhando casos e reforçando a necessidade de mudança.
Cultivado por trabalhadores rurais da própria família, que encontraram na terra uma forma de seguir em frente, o jardim recebe visitas frequentes de borboletas. Para Amanda de Cássia Almeida, também prima da jovem, a presença dos insetos passou a ter um significado especial desde a morte de Mariene, interpretada como um sinal de que ela permanece próxima.
Para os familiares, Mariene não pode ser reduzida a estatística. É lembrada como filha, irmã e amiga afetuosa, dona de uma vida curta, porém intensa. A mobilização em torno do jardim busca garantir que sua história não seja esquecida e que sua morte não seja em vão.
Rosilene afirma que decidiu honrar o nome da filha, como teria prometido após sonhar com ela, e carregar a frase que Mariene costumava dizer: que sua vida pudesse servir para salvar muitas outras.
Do luto à luta: família cria jardim em memória de jovem vítima de feminicídio no Sul de Minas – Foto: reprodução/EPTVDo luto à luta: família cria jardim em memória de jovem vítima de feminicídio no Sul de Minas – Foto: reprodução/EPTVDo luto à luta: família cria jardim em memória de jovem vítima de feminicídio no Sul de Minas – Foto: reprodução/EPTV
PCMG conclui inquérito e aponta morte por engano em crime em Arcos – Foto: Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais encerrou as investigações sobre um homicídio ocorrido no município de Arcos (MG). O crime foi registrado na noite de 16 de setembro de 2025, no bairro Brasília, e resultou na morte de Francisco Bernardes de Oliveira, de 46 anos.
De acordo com o inquérito policial, Francisco estava dentro de um automóvel quando foi alvo de um ataque a tiros. Um segundo veículo se aproximou e, ao emparelhar com o carro da vítima, ocupantes efetuaram diversos disparos de arma de fogo. Durante a ação, um jovem de 21 anos também foi atingido, sofrendo ferimento na região do glúteo. Ele foi socorrido e encaminhado para atendimento médico, sobrevivendo.
As diligências tiveram início no dia seguinte ao crime, com a instauração formal do inquérito. No andamento das apurações, os policiais localizaram o veículo utilizado pelos autores em uma área rural de Arcos, abandonado em meio a uma plantação de eucalipto e completamente carbonizado.
Com base em depoimentos de testemunhas, análises periciais e outros levantamentos investigativos, a Polícia Civil conseguiu identificar um suspeito de 22 anos. Diante das provas reunidas, foi solicitada à Justiça a prisão preventiva do investigado, que foi deferida. Até o momento, ele segue foragido.
As investigações apontaram ainda que a morte de Francisco teria ocorrido por engano. O verdadeiro alvo do ataque seria o jovem de 21 anos que sobreviveu aos disparos. A motivação do crime estaria ligada a disputas envolvendo o tráfico ilícito de drogas. Em razão dos fatos apurados, a Polícia Civil também representou pela prisão preventiva do sobrevivente, que se encontra preso desde o dia 3 de novembro do ano passado.
Ao final dos trabalhos, o suspeito de 22 anos foi indiciado por homicídio qualificado, tanto na forma consumada quanto na tentada. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário para as providências legais cabíveis.
Mãe arremessa filha de 6 anos do 10º andar de hotel e se joga em seguida em Minas Gerais – Foto: reprodução
Uma mulher de 32 anos e a filha de 6 morreram após despencarem do 10° andar de um hotel na Rua Espírito Santo, próximo à Avenida Santos Dumont, em Belo Horizonte (MG). Informações repassadas à reportagem apontam que a mãe lançou a criança pela janela e, logo depois, também se jogou. Ela estava hospedada no hotel desde domingo (30), acompanhada da filha mais nova e de outra filha, de 13 anos.
A adolescente relatou à PM que a mãe passou toda a noite anterior mencionando que pretendia se jogar do prédio junto com a menina de 6 anos. Segundo o relato, antes do ato, a mulher teria dito “eu te amo” à filha mais velha. Ainda conforme o boletim de ocorrência, o comportamento da mulher se agravou após uma discussão com o companheiro na noite de domingo.
Ao chegar ao hotel, no décimo andar, a mulher chamou a filha de 13 anos para uma conversa e apresentou três possibilidades à adolescente: tomar medicamentos com ela e a irmã, ir morar com a avó ou viajar para encontrar o pai biológico no Espírito Santo. A jovem recusou repetidamente qualquer ideia de autoextermínio. A mãe, no entanto, afirmou que a filha menor não tinha maturidade para escolher e administrou grande quantidade de remédios à menina, que ficou sonolenta.
Segundo o depoimento da adolescente, a mãe encerrou a conversa dizendo: “Já que você decidiu ficar, primeiro eu vou jogar sua irmã, depois eu me jogo. Um beijo. Te amo”. Em seguida, lançou a criança — já inconsciente — pela janela, fazendo com que ela caísse sobre a marquise do terceiro andar. Logo depois, a mulher também se atirou, caindo na calçada.
A perícia da Polícia Civil e o serviço funerário foram acionados e realizaram os procedimentos de praxe. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML).
Histórico de depressão
O companheiro da mulher, ouvido pelos policiais, relatou que o casal havia discutido em um bar no centro da capital enquanto estavam com as filhas. Ele disse ter insistido para que todos voltassem para casa, mas ela se recusou. Ao perceber que a mulher não retornou mais à residência, ele imaginou que ela estivesse na casa da mãe. Tentou falar com ela por telefone diversas vezes, sem sucesso. Quando soube do ocorrido, foi imediatamente ao hotel.
O homem declarou ainda que a companheira enfrentava depressão e já havia mencionado ideias suicidas em outras ocasiões.
Situação da filha de 13 anos
Após o crime, a adolescente foi acolhida por familiares, conforme informou uma fonte da Polícia Militar a reportagem.
Posição do hotel
Em nota, o Hotel Nacional Inn Belo Horizonte lamentou profundamente o episódio e afirmou que tem prestado total apoio às autoridades durante a investigação. A empresa reforçou que mantém protocolos de segurança e padrões operacionais para hóspedes e funcionários.
Senado aprova projeto que define como inafiançável homicídios no trânsito causados por motoristas bêbados ou em ‘rachas’ – Foto: reprodução
O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (27) um projeto de lei que classifica como inafiançável homicídios em trânsito causados por motoristas bêbados ou que estavam praticando ‘rachas’.
O texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) de forma terminativa e, caso não tenha recursos, seguirá direto para análise da Câmara dos Deputados sem passar pelo plenário do Senado.
A proposta, de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES), foi apresentada em forma de emenda ao projeto que proíbe a concessão de fiança a acusados de crimes ligados à pedofilia e foi acatada pelo relator, senador Márcio Bittar (PL-AC).
Atualmente, o Código de Processo Penal permite fianças para crimes cujo pena não sejam maiores do que quatro anos. Situação em que se enquadram os crimes de homicídios no trânsito.
Entretanto, a pena aumenta em função dos agravantes de pena de dirigir sob efeito de álcool ou disputarem corridas de rua. Assim, nesses casos, a fiança não é permitida.
Mesmo assim, o senador Contarato, que antes da vida política foi delegado de trânsito no Espírito Santo, ponderou que incluir essa proibição ao processo penal retira a possibilidade da lei não ser aplicada da forma que deveria e reforça a preocupação do estado em coibir esse tipo de crime.
“Medida necessária, pois reforça o dever estatal de proteção eficaz à vida e à segurança viária, corrige a sensação de impunidade gerada pela soltura imediata mediante fiança e assegura coerência sistêmica ao equiparar essa modalidade culposa gravemente qualificada ao tratamento já conferido a crimes hediondos ou de grave ameaça coletiva”, afirmou.
O senador também foi autor de um projeto convertido em lei que prevê a prisão obrigatória de motoristas bêbados que causem acidentes com mortes.
“Agora demos mais um passo importante na legislação de trânsito. O motorista que matar no trânsito dirigindo embriagado, sob efeito de drogas ou praticando racha ou pega não poderá mais ser solto pagando fiança. Ele terá que responder preso até o julgamento”, finalizou.
Um ato de crueldade contra animais chocou moradores de Itaú de Minas (MG) no último domingo (25). Um cavalo foi queimado vivo dentro de uma baia após um suposto incêndio criminoso.
De acordo com informações divulgadas pela ONG Anjos de Pata, o animal foi atacado quando uma pessoa teria invadido a propriedade e ateado fogo no local. Dentro da baia estavam um casal de cavalos: a fêmea, que estava prenha, conseguiu ser socorrida, mas perdeu a cria. Já o macho não resistiu às chamas.
Relato do proprietário
O dono das baias, conhecido como Mayquinho, contou emocionado como tudo aconteceu.
“A baia não fica na roça, é dentro da cidade. De manhã, um menino que ajuda a gente foi até lá e, quando chegou, o fogo já estava muito alto. Foi tudo de repente, não demorou nada, começou muito forte. Só deu tempo de soltar a égua, que estava em um outro espaço ao lado. Mas o cavalo já estava tomado pelas chamas. Quando me ligaram e eu cheguei, os vizinhos até tentavam apagar o fogo, mas já não adiantava. Ele já tinha sido queimado.”
O proprietário também descartou a possibilidade de acidente:
“Ali perto tem gente que fuma e joga resto de cigarro, mas em volta da baia não tinha mato próximo, só a uns quatro metros de distância. Não tinha como o fogo começar sozinho. Foi dentro da própria baia que pegou. Ou seja, alguém colocou fogo ali.”
Segundo ele, o fogo teria começado no fundo da estrutura, em área de acesso externo, o que reforça a suspeita de que o incêndio foi provocado de forma intencional.
Mobilização política e social
A vereadora e protetora dos animais Maria Elisa também se manifestou sobre o caso, ressaltando a gravidade do crime e a necessidade de denúncia:
“Faço campanha contra crimes ambientais, ajudo com conscientização nas escolas, mas cada vez nos deparamos com pessoas assim, desumanas. Precisamos que a população denuncie. Só assim conseguiremos responsabilizar os culpados e evitar que tragédias como essa se repitam.”
Importância da denúncia
Caso alguém tenha alguma posta, pode denunciar, pois o caso deve ser investigado como crime de maus-tratos, previsto na Lei Federal nº 9.605/98, que prevê pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa.
ONGs e lideranças locais enfatizam que a denúncia da população é fundamental para que os culpados sejam identificados. Qualquer informação, mesmo anônima, pode ser decisiva para que o crime não fique impune.
Nas redes sociais, a publicação gerou comoção, centenas de comentários de revolta e a mobilização de moradores com as hashtags #Justiça, #TodosPorJustiça e #CavaloTambémÉUmaVida.
Professora Soraya: filho confessa ter matado a mãe por causa de dívidas em casas de apostas, em MG – Foto: redes sociais
O filho da professora Soraya Tatiana, Matteos França, de 32 anos, confessou para a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) que matou a mãe. A informação foi transmitida em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (25/7). A vítima foi morta na última sexta-feira (18/7), e o corpo foi encontrado no domingo (20/7), em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
De acordo com o delegado Álvaro Homero Huertas dos Santos, no dia do crime, o filho e a mãe tiveram uma discussão acalorada por questões financeiras. O homem estaria com muitas dívidas de jogo e teria feito vários empréstimos consignados, o que o teria deixado “atordoado”. Tudo isso, segundo Matteos, o levou a um colapso. “Ele alega que teve um surto e que, durante as discussões, os dois se levantaram em direção ao outro, e ele acabou enforcando a mãe”, relatou Santos. O valor da dívida ainda não foi divulgado. A PCMG também esclareceu que não há indícios de violência sexual.
Matteos ainda relatou para a polícia que matou Soraya Tatiana e, posteriormente, levou o corpo para um lugar ermo, transportando-o no porta-malas do próprio carro dela. O suspeito ainda afirmou que agiu sozinho. Conforme a delegada Ana Paula Rodrigues de Oliveira, todos os elementos apontam indícios cronológicos de que não poderia ter havido outra pessoa na residência durante a sexta-feira.
Após cometer o crime, Matteos viajou para Serra do Cipó. De acordo com a PCMG, a viagem já estava planejada há cerca de um mês. No entanto, ele voltou no sábado de manhã para Belo Horizonte, dia em que percorreu hospitais supostamente procurando pela mãe.
Conforme a PCMG, o homem não resistiu à prisão e informou estar arrependido. Ele estava na casa do pai e afirma que não havia contado para ninguém sobre o crime.
Quem é o filho?
Professora Soraya: filho confessa ter matado a mãe por causa de dívidas em casas de apostas, em MG – Foto: redes sociais
Matteos França é formado em relações públicas em uma universidade particular de Belo Horizonte, sendo que o filho da professora de história se apresenta como analista de marketing e social media em uma rede social.
De acordo com o perfil dele no LinkedIn, ele ocupava atualmente o cargo de assessor de comunicação estratégica da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SEDS), do governo de Minas, onde atuava desde 2021.
Na última terça-feira (22/7), horas após o enterro da mãe, o filho publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais. “Vai em paz, minha baianinha, com meu amor eterno e com a certeza de que sua luz nunca vai se apagar. Você fez, é e sempre será uma linda história! Te amo para sempre”, escreveu França no Instagram.
Responsável pela defesa do suspeito, o delegado Gabriel Arruda disse apenas que conversou brevemente com Matteos e ainda não teve acesso ao inquérito. “Quando tivermos todas as informações, vamos nos manifestar oficialmente”, afirmou.
Relembre o caso
Desaparecimento
De acordo com o boletim de ocorrência, registrado pelo filho de Soraya na noite de sábado (19/7), ele saiu de casa por volta das 20h de sexta-feira (18/7) para uma viagem à Serra do Cipó. A mãe estava na sala de casa, vestida com uma camisola cinza, quando ele saiu. Na manhã do dia seguinte, ainda conforme o relato do filho, ele enviou uma mensagem para a mãe, mas ela não teria sequer recebido.
Apartamento vazio
Ainda segundo o documento policial, o filho da professora pediu que uma tia, que mora no mesmo prédio, fosse até o apartamento. Ele solicitou que um chaveiro abrisse o imóvel para que sua tia tivesse acesso, mas não foi encontrado nenhum vestígio da mulher. Diante da situação, o rapaz teria voltado para casa, onde encontrou o lugar sem sinais de alteração ou arrombamento. O carro de Soraya também estava na garagem do prédio.
Buscas em hospitais
O filho, junto do pai, iniciou uma série de visitas a hospitais da capital e ao Instituto Médico Legal (IML), além de contatos com amigas para tentar descobrir o paradeiro da professora. Sem informações, ele também tentou acessar câmeras de segurança da rua onde mora com a mãe e o notebook da mulher, mas não conseguiu obter nenhuma evidência sobre sua localização.
Corpo encontrado em Vespasiano
O corpo da educadora foi encontrado neste domingo (20/7) sob um viaduto, na avenida Adélia Issa, no bairro Conjunto Caieiras, em Vespasiano, na Região Metropolitana. Ele estava parcialmente coberto por um lençol, e a vítima vestia somente a parte de cima da roupa — uma blusa cinza. A perícia constatou marcas de queimaduras nas partes internas das coxas e manchas de sangue, possivelmente relacionadas a violência sexual.
Investigação
A Polícia Civil encaminhou o corpo da mulher para o IML, onde passou por exames e foi liberado aos familiares. A PCMG agora aguarda a conclusão de laudos periciais que irão atestar as circunstâncias e a causa da morte. “A investigação está em andamento, e outras informações podem ser divulgadas à medida que os procedimentos policiais avançam.”, informou em nota.
Escola onde trabalhava
O Colégio Santa Marcelina, situado na região da Pampulha, local onde trabalhava, lamentou a morte da professora nas redes sociais. “Toda a comunidade educativa da Rede Santa Marcelina se une em oração e solidariedade à sua família, colegas e estudantes neste momento de dor. Rogamos a Deus que a acolha com amor e misericórdia, e que conforte todos os que choram sua partida. Sua memória permanecerá viva entre nós”, escreveu a instituição de ensino em suas redes sociais.
Homenagens
Nas redes sociais, inúmeros relatos de pais e alunos a descrevem a professora como amiga, profissional excelente e alguém que atuava além do ensino, trazendo mensagens de carinho e incentivo aos estudantes. Uma mãe afirmou que o legado deixado por Soraya era visível na forma como os filhos mencionavam ela em casa. “Através dos olhares, atitudes e palavras de nossos filhos, reconhecemos aquele professor que é muito mais do que um educador, um ser iluminado, que se preocupa com os alunos além do conteúdo didático”, lamentou.
Sepultamento
“Lutaremos por sua memória. Seu sorriso não se apagará!” — a frase estampava adesivos com a foto de Soraya Tatiana França durante o sepultamento da professora, realizado na manhã da última terça-feira (22/7), no Cemitério da Paz, no bairro Caiçara, região Noroeste de Belo Horizonte. Familiares, amigos, ex-alunos e colegas da escola Santa Marcelina se despediram da profissional com orações e homenagens. “Ontem eu descobri o alcance do amor da minha filha. Fiquei impactado com tanto carinho, tantas flores, tanta gente”, disse o pai da professora, Nilton França.
Vítima Wagner Antônio Ruela de Souza, de 17 anos – Foto: redes sociais
Um adolescente de 17 anos foi morto com um golpe de faca na madrugada deste sábado (26), no Centro de Guapé (MG). A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência na Avenida Brasil, nº 207, onde encontrou a vítima, Wagner Antônio Ruela de Souza, caída ao solo com um ferimento grave na região abdominal.
A vítima foi socorrida com vida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhada à Santa Casa de Misericórdia de Guapé. Apesar dos esforços médicos, o jovem não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado pelo médico plantonista.
Imediatamente após o ocorrido, a Polícia Militar deu início a diligências e levantamentos para localizar o autor do crime, com o apoio das unidades de Ilicínea (MG) e Boa Esperança (MG). Testemunhas identificaram o suspeito, de 23 anos, e os policiais conseguiram localizar a residência onde ele se escondia.
Durante o interrogatório, ele confessou ter desferido o golpe de faca contra Wagner após um desentendimento. O autor também indicou o local onde havia escondido a arma do crime — uma faca que foi limpa e deixada em outra residência, que estava abandonada. O objeto foi apreendido e incluído nos autos da ocorrência.
A perícia técnica foi acionada, mas o perito responsável dispensou a realização de exame no local do crime, já que a cena havia sido alterada durante o socorro à vítima e não apresentava mais indícios relevantes.
O autor foi encaminhado à Delegacia de Plantão de Varginha, onde permaneceu à disposição da Justiça.
Segundo a PM, tanto o autor quanto a vítima possuíam passagens anteriores pela polícia.
A Polícia Civil agora dará continuidade às investigações para apurar os detalhes e a motivação do crime.
Faca usada no crime e apreendida pela polícia – Foto: divulgação/Polícia Militar
Gostaria de adicionar o site Jornal Folha Regional a sua área de trabalho?