Um ato de crueldade contra animais chocou moradores de Itaú de Minas (MG) no último domingo (25). Um cavalo foi queimado vivo dentro de uma baia após um suposto incêndio criminoso.
De acordo com informações divulgadas pela ONG Anjos de Pata, o animal foi atacado quando uma pessoa teria invadido a propriedade e ateado fogo no local. Dentro da baia estavam um casal de cavalos: a fêmea, que estava prenha, conseguiu ser socorrida, mas perdeu a cria. Já o macho não resistiu às chamas.
Relato do proprietário
O dono das baias, conhecido como Mayquinho, contou emocionado como tudo aconteceu.
“A baia não fica na roça, é dentro da cidade. De manhã, um menino que ajuda a gente foi até lá e, quando chegou, o fogo já estava muito alto. Foi tudo de repente, não demorou nada, começou muito forte. Só deu tempo de soltar a égua, que estava em um outro espaço ao lado. Mas o cavalo já estava tomado pelas chamas. Quando me ligaram e eu cheguei, os vizinhos até tentavam apagar o fogo, mas já não adiantava. Ele já tinha sido queimado.”
O proprietário também descartou a possibilidade de acidente:
“Ali perto tem gente que fuma e joga resto de cigarro, mas em volta da baia não tinha mato próximo, só a uns quatro metros de distância. Não tinha como o fogo começar sozinho. Foi dentro da própria baia que pegou. Ou seja, alguém colocou fogo ali.”
Segundo ele, o fogo teria começado no fundo da estrutura, em área de acesso externo, o que reforça a suspeita de que o incêndio foi provocado de forma intencional.
Mobilização política e social
A vereadora e protetora dos animais Maria Elisa também se manifestou sobre o caso, ressaltando a gravidade do crime e a necessidade de denúncia:
“Faço campanha contra crimes ambientais, ajudo com conscientização nas escolas, mas cada vez nos deparamos com pessoas assim, desumanas. Precisamos que a população denuncie. Só assim conseguiremos responsabilizar os culpados e evitar que tragédias como essa se repitam.”
Importância da denúncia
Caso alguém tenha alguma posta, pode denunciar, pois o caso deve ser investigado como crime de maus-tratos, previsto na Lei Federal nº 9.605/98, que prevê pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa.
ONGs e lideranças locais enfatizam que a denúncia da população é fundamental para que os culpados sejam identificados. Qualquer informação, mesmo anônima, pode ser decisiva para que o crime não fique impune.
Nas redes sociais, a publicação gerou comoção, centenas de comentários de revolta e a mobilização de moradores com as hashtags #Justiça, #TodosPorJustiça e #CavaloTambémÉUmaVida.