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Jornal Folha Regional

Defensoria Pública de MG terá auxílio-saúde e impacto será de R$ 50 milhões até 2028

Como a Defensoria tem autonomia para propor leis, o benefício foi enviado à Assembleia pela própria defensora pública-geral, Raquel da Costa Dias – Foto: Alexandre Netto

Os servidores efetivos da Defensoria Pública de Minas Gerais receberão um auxílio-saúde a partir de 2026. Aprovado em 2º turno pela Assembleia Legislativa na quarta-feira (9/7) em um “jabuti”, o benefício provocará gastos superiores a R$ 50 milhões entre 2026 e 2028, de acordo com projeções enviadas à Comissão de Fiscalização Financeira pelo próprio órgão. 

O auxílio autorizará a Defensoria Pública a reembolsar os gastos de servidores e dependentes com saúde suplementar em até 10% dos salários dos beneficiários. O benefício variaria entre R$ 111, valor a que terá direito um agente com jornada de trabalho de 30 horas semanais, cargo da base da pirâmide do órgão, e R$ 4.184, valor a que teria direito o defensor público-geral, o topo da carreira.

Aprovado com 48 votos favoráveis e três contrários cerca de 20 dias após chegar à Assembleia, o reembolso vai contemplar gastos com “serviços profissionais médicos, paramédicos, farmacêuticos e odontológicos”, o que, de acordo com o Projeto de Lei Complementar (PLC) 75/2025, corresponde à “prevenção, conservação ou recuperação da saúde”.

O Regime de Recuperação Fiscal (RRF) veda a criação ou o aumento de “auxílios, vantagens, bônus, abonos, verbas de representação ou benefícios de qualquer natureza” a Estados que aderiram, como é o caso de Minas Gerais. A Defensoria Pública alegou à Comissão de Fiscalização Financeira que a criação do auxílio-saúde foi “ressalvada” quando o governo Romeu Zema (Novo) aderiu ao programa.

O RRF autoriza a criação de novos auxílios quando estão previstos no plano de recuperação fiscal apresentado à Secretaria do Tesouro Nacional. A reportagem questionou ao Ministério da Fazenda se o auxílio-saúde da Defensoria Pública está entre as exceções previstas e aguarda retorno. Tão logo o ministério responda, o posicionamento será acrescentado.

Apesar de criar o auxílio-saúde, o PLC 75/2025, que, agora, vai para sanção ou veto de Zema, tem como principal assunto a criação do programa de residência jurídica da Defensoria Pública. O programa é um treinamento destinado a pessoas formadas em direito que estejam cursando especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado, ou, então, que tenham se graduado há cinco anos.

Além de instituir o auxílio-saúde, a proposta terá um impacto adicional de R$ 1,6 milhão entre 2025 e 2027 a partir da criação de cinco novos cargos. A estrutura da Defensoria Pública passará a ter uma nova subdefensoria, dois subcorregedores e outros dois diretores, ambas acrescentadas aos órgãos de apoio administrativo.

Subordinada diretamente à defensora pública-geral Raquel da Costa Dias, a subdefensoria pública-geral institucional será o cargo número 3 do órgão. A estrutura da Defensoria Pública já é composta hoje pela subdefensoria-pública geral, cujo papel será administrativo. O salário do novo subdefensor será o mesmo, de R$ 41,8 mil.
    
Os subcorregedores-gerais, por sua vez, terão salários também de R$ 41,8 mil, o que corresponde a 90,25% do subsídio de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Caberá aos subcorregedores “exercer a coordenação e a supervisão das atividades administrativas da corregedoria-geral”. Eles serão indicados diretamente pelo corregedor-geral.

De autoria da própria Defensoria, o PLC 75/2025 ainda dobrará o número de gratificações estratégicas pagas mensalmente a defensores públicos por funções específicas dentro do órgão. Hoje, são quatro patamares, que se estendem de R$ 261 a R$ 1.045. Agora, elas vão subir para oito, com as novas faixas indo de R$ 1.568 até R$ 3.163. O impacto será de cerca de R$ 785 mil até 2028.

Questionada, a Defensoria Pública respondeu apenas que as alterações propostas pelo PLC 75/2025, que custarão, ao todo, R$ 52 milhões, têm como objetivo “promover a reestruturação administrativa necessária com vista a garantir maior eficiência do serviço público”. “Todos os recursos previstos fazem parte da dotação orçamentária da Defensoria, sem impacto nos cofres públicos”, concluiu.

Defensoria Pública realiza mutirão ‘Creche para Todos’ em São Sebastião do Paraíso

Defensoria Pública realiza mutirão ‘Creche para Todos’ em São Sebastião do Paraíso - Foto: reprodução
Defensoria Pública realiza mutirão ‘Creche para Todos’ em São Sebastião do Paraíso – Foto: reprodução

A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) promove em São Sebastião do Paraíso o mutirão “Creche para todos”, que concede vagas para as crianças de zero a três anos que precisam de matrícula em instituições de ensino ou de quatro a cinco anos que já estão na fase de pré-escola e não conseguem vagas.

Segundo a DPMG, a iniciativa no município começou na última quinta-feira (15), e estende até o dia 23 de fevereiro.

De acordo com a coordenadora da Coordenadoria Estratégica de Promoção e Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes (Cededica/DPMG), Daniele Bellettato Nesrala, todos os municípios têm o dever imediato de oferecer vagas em creches e pré-escolas para todas as crianças, com base no julgamento do Tema 548 pelo Supremo Tribunal Federal.

“O mutirão visa construir com as prefeituras fluxos administrativos para a criação ou ampliação desse serviço, evitando a judicializacão. É muito importante que as famílias saibam que todas as crianças, de zero a cinco anos têm direito subjetivo a vaga em creche ou pré-escola e procurem a Defensoria Pública para efetivarem esse direito”, disse.

Conforme informações da DPMG, além de São Sebastião do Paraíso, outras 26 unidades estão participantes da iniciativa, são elas: Além Paraíba, Alfenas, Barbacena, Conceição do Mato Dentro, Divinópolis, Governador Valadares, Guanhães, Ipatinga, Jaboticatubas, Leopoldina, Monte Alegre de Minas, Nanuque, Pará de Minas, Patos de Minas, Pedro Leopoldo, Pirapetinga, Pirapora, Ponte Nova, Santos Dumont, São João del Rei, Sete Lagoas, Teófilo Otoni, Uberaba, Unaí e Varginha.

Segundo o órgão, poderão ser recebidas inscrições de demanda por vaga em creche ou pré-escola de quaisquer dos municípios que integrem a comarca.

Conforme ainda a Defensoria, a iniciativa são da Coordenadoria Estratégica de Promoção e Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes (Cededica), com apoio da Coordenadoria de Projetos, Convênios e Parcerias (CooProC).

Mutirão

O “Creche para Todos” tem por objetivo alcançar a universalização do acesso a creches e pré-escolas para todas as crianças do estado de Minas Gerais, com foco na resolução extrajudicial por meio de tratativas com os respectivos municípios.

Para participar do mutirão os pais ou responsáveis devem estar munidos, no ato da inscrição, da certidão de nascimento da criança com CPF; cópia da carteira de identidade e do CPF do representante legal; comprovante de endereço no município onde se almeja a vaga, que deverá ser atual e com CEP, preferencialmente em nome do requerente, ou declaração de residência, que pode ser obtida no posto de saúde ou no Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

Para mais informações, o interessado deve ir à sede da Defensoria Pública em São Sebastião do Paraíso, que fica situada na rua João Francisco Grillo, 135, no bairro Mediterranée, e procurar por atendimento nas segundas e quartas-feiras, entre 8h e 10h, ou ainda entrar em contato pelo número (31) 98472-1131. (Clic Folha)

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